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Bibliologia III

Panorâmica do Novo Testamento

Sumário
Introdução

Capítulo 1
Os evangelhos

Capítulo 2
Livro histórico

Capítulo 3
Epístolas apostólicas e eclesiásticas

Capítulo 4
Epístolas apostólicas pastorais

Capítulo 5
Epístolas apostólicas gerais

Capítulo 6
Livro profético

Questionário

Referências bibliográficas
Introdução

A Bíblia corrente nos dias dos cristãos primitivos era a Septuaginta, ou seja, o
Velho Testamento em grego.
Uma pergunta paira sobre a mente do estudante: “Entre tantos escritos no começo
da Igreja Primitiva, como podemos considerar os livros ‘inspirados’, e quais são esses
livros?”. Com certeza, quando Paulo, em sua segunda carta a Timóteo, disse que “Toda a
Escritura é divinamente inspirada...” ele não pensava no Novo Testamento como
conhecemos hoje, mas, sim, no Antigo Testamento.
Ao escrever suas cartas às igrejas, o apóstolo Paulo as redigia apenas para preencher
as necessidades dos cristãos, sem ponderar que, mais tarde, fossem elas inseridas no Cânon
do Novo Testamento.
Por volta do 1º século, existiam muitos escritos, que eram lidos nas igrejas. Somente
no 4º século o Cânon Sagrado foi fixado com os 27 livros, conforme temos hoje.
Alguns requisitos foram necessários para que os livros pudessem ser inseridos no
Cânon Sagrado:
1- Autoridade apostólica. (exceto Marcos que, conforme a tradição, ele escreveu seu
evangelho sob a influência de Pedro, e Lucas, que escreveu sob a influência de
Paulo).
2- A ortodoxia (teologicamente correto).
3- A antiguidade do escrito.
Capítulo 1

Os evangelhos

A palavra “evangelho” é de origem grega e significa “boas notícias”, porém, é bom


atentar para o fato de que o profeta Isaías disse que apareceria um “anunciador de boas
novas” (Is 40.9; 61.1). Assim, denominamos a mensagem de Jesus de “evangelho” (Mc
1.14). Os três primeiros evangelhos são chamados de “sinópticos”, do grego synopsis, que
significa “ver em conjunto”. Este termo foi usado, pela primeira vez, por J.J. Griesbach, um
estudioso da Bíblia do final do século XVIII, devido às semelhanças entre Mateus, Marcos
e Lucas. Cada evangelista (ou historiador) enfocou o ministério e os acontecimentos de
Jesus por um ângulo. É exatamente por isso que muitos, por não terem o privilégio de fazer
um curso teológico, pensam que há “contradição” entre eles, o que, na verdade, são
semelhanças.

Mateus

Título
Por já existirem outros evangelhos naquele tempo, Mateus recebeu o nome de Kata
Matthaion, ou seja, “Segundo Mateus”. O evangelho de Mateus foi escrito para os judeus,
portanto, apresenta Jesus como Rei dos judeus, o Messias esperado. Há em Mateus fartos
textos do Antigo Testamento, cujos cumprimentos se deram em Jesus.

Conteúdo
A intenção de Mateus era convencer os judeus de que Jesus era o Messias tão
esperado por eles, e que este Messias seria o seu Salvador.
Do capítulo 1 ao capítulo 2.23, temos:
 A genealogia do Rei Jesus,
 Seu nascimento
 Sua fuga para o Egito
 E seu retorno, estabelecendo-se em Nazaré.
João Batista aparece no capítulo 3.1 até 3.12, apresentando o Rei. O batismo de
Jesus e sua tentação em três etapas ocorrem no capítulo 3.13 até o capítulo 4.11. Jesus
inicia seu ministério, usando como ponto inicial, a região da Galiléia, fato que está
registrado no capítulo 4.12-25. O inesquecível e grande Sermão do monte é pregado do
capítulo 5.1 até o capítulo 7.29. Do capítulo 8.1 até o capítulo 11.1 temos uma seqüência de
grandes milagres, demonstrando o poder de Jesus, tais como: o leproso purificado e a
expulsão de demônios, entre outros, e também a seleção dos doze apóstolos.
A rejeição aos ensinamentos e à própria pessoa de Cristo ocorre a partir do capítulo
11.2 até o capítulo 16.12. Jesus revela aos discípulos seu objetivo e os prepara para o que
em breve viria a acontecer (16.13—20.28). Jesus se apresenta como Rei dos judeus e é
rejeitado e morto (20.29—27.66).
A prova que temos de que Ele era de fato o Rei dos judeus encontra-se no capítulo
28.1-20.
Autoria
Mateus é reconhecido pela Igreja Primitiva como o autor do livro. Ele era filho de
Alfeu ( Mt 2.14) e coletor de impostos, profissão que os judeus detestavam. Ao entrar para
o ministério apostólico, deu um banquete para Jesus e convidados em sua casa. Seu nome
aparece pela última vez na Bíblia em Atos 1.13. A data do livro varia entre 40 e 140 d.C,
porém, a data mais provável é 58-68, e pode ter sido escrito na Palestina ou na Antioquia da
Síria.

Mateus e o Antigo Testamento


Há diversas citações que Mateus faz do Antigo Testamento, por exemplo: Mt 1.23,
cf. Is 7.14; Mt 12.18-21, cf. Is 42.1-4; Mt 19.5, cf. Gn 2.24; Mt 22.44, cf. Sl 110.1; Mt
27.9,10, cf. Jr 32.6-9, entre outras.

Marcos

Título
O evangelho de Marcos retrata Jesus como o Servo que responde rapidamente à
vontade do Pai, como está claramente entendido em Marcos 10.45, que diz: “Porque o
Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em
resgate de muitos”.
Entre a comunidade judaica, Marcos era conhecido como João (nome hebraico),
mas é muito mais conhecido pelo seu nome em latim Marcus. O título do evangelho é Kata
Markon, ou seja, “Segundo Marcos”.

Conteúdo
João Batista apresenta e dá testemunho de Jesus, acontece o batismo e a tentação de
Jesus, a vocação dos discípulos e registra os primeiros milagres (1.1—2.12). Jesus atrai
oposição com relação às amizades (2.13-22), com relação ao trabalho (2.23-28) e quanto à
questão de realizar curas no sábado (3.1-5). Os fariseus intentam tirar a vida de Jesus (3.6-
12). No capítulo 4.1-34, são contadas quatro parábolas. A oposição cresce do capítulo 6.1
ao capítulo 8.26. Jesus instrui seus discípulos(8.27—10.52). Acontece a rejeição de Jesus
(11.1—15.47) com destaque para o sofrimento e morte do Servo Fiel. E, finalmente, a
ressurreição e ascensão de Cristo (16.1-20).

Autoria
Por que os cristãos da Igreja Primitiva aceitaram o evangelho de Marcos, visto que
ele não era apóstolo? Tudo indica que Pedro o tenha levado até Cristo e o fato de ele estar
unido com Pedro lhe deu autoridade apostólica. Parece que Marcos era o jovem presente no
jardim do Getsêmani (14.51,52). Vários estudiosos afirmam que o evangelho de Marcos
tenha sido o primeiro a ser escrito. Provavelmente, foi elaborado entre 55 e65 d.C. O local
em que Marcos escrevera seu evangelho pode ter sido Roma.

Marcos e o Antigo Testamento


João Batista é a voz do que clama no deserto (Mc 1.3, cf. Is 40.3); Marcos fala sobre
honrar pai e mãe( Mc 10.19, cf. Êx 20.12-16); Cristo é a pedra angular (Mc 12.10,11, cf.
Sl 118.22,23); Jesus Cristo é abandonado (Mc 15.34, cf. Sl 22.1); a instituição do
casamento (Mc 10.7,8, cf. Gn 2.24); e a purificação do templo (Mc 11.17, cf. Jr 7.11).
Lucas

Título
Lucas fala da humanidade perfeita de Jesus. Era médico e documentou com muita
afetuosidade os ancestrais, nascimento, juventude e descrição do ministério de Jesus. O
título do livro é Kata Loukon. Lucas (nome grego) aparece somente três vezes no Novo
Testamento (Cl 4.14; 2Tm 4.11; Fm 24).

Conteúdo
Como dissemos, Lucas apresenta Jesus como o Filho do Homem. Os
acontecimentos que vieram antes do nascimento de Jesus Cristo estão no capítulo 1.5-56.
Paralelo ao nascimento de Jesus, temos o nascimento de João Batista. Cristo é apresentado
por Simeão no templo (1.57—2.38). A infância de Jesus, bem como os fatos que
aconteceram antes de sua apresentação ministerial, encontram-se no capítulo 3.1-4 até o
capítulo 13. Jesus torna manifesto seu ministério (4.14-30). Seu poder é apresentado
(4.31—5.28).
Cristo expõe seus objetivos (5.29—6.49). A extensão do ministério de Cristo, o
comentário que João Batista fez acerca dele, a ressurreição do filho da viúva de Naim, a
ressurreição da filha de Jairo, a confissão de Pedro e as profecias sobre sua morte estão no
capítulo 7.1 até o capítulo 9.50. Jesus é rejeitado pelos líderes religiosos (9.51—11.54).
Ciente de que esta rejeição aumentaria, Ele passa a instruir seus discípulos, várias parábolas
são contadas, Zaqueu, o publicano, tem um encontro com Jesus (12.1—19.27). Do capítulo
19.28 até o capítulo 24.53, são relatados os acontecimentos referente à ultima semana de
Cristo, com sua entrada triunfal em Jerusalém, a purificação do templo, a Páscoa e sua
prisão e julgamento até ser crucificado. A ressurreição de Cristo, suas aparições e ascensão
encontram-se no capítulo 24.1-53.

Autoria
Os livros Atos dos Apóstolos e Lucas foram escritos para Teófilo (Lc 1.1-4; At 1.1-
5), um homem de alta posição. Provavelmente, Lucas era gentio, e isto é subentendido
pelas palavras de Paulo aos colossenses, quando o apóstolo o inclui na lista com dois
gentios (Cl 4.12-14). Sua habilidade na língua grega (At 1.19). As antigas tradições e os
“Pais da Igreja” aceitam Lucas como autor legítimo deste evangelho. Tudo indica que sua
data precede o ano 70 d.C.

Lucas e o Antigo Testamento


O ministério de João Batista se identifica com o de Elias (Lc 1.17, cf. Ml 4.5,6). A
apresentação de Jesus no templo era com base na Lei (Lc 2.22-24, cf. Êx 13.2,12; Lv 12.6-
8). Jesus manda responder a João que Ele era de fato o Messias (Lc 7.22, cf. Is 35.5,6). Os
ninivitas se arrependerão (Lc 11.32, cf. Jn 3.5).

João

Título
Recordando: Mateus apresenta Jesus como o Rei dos judeus; Marcos, como o Servo
Fiel; Lucas, como o Filho do Homem; e João, como Filho de Deus. E não somente isso.
Reconhece a divindade de Cristo em vários trechos. O quarto evangelho é conhecido como
Kata Ioannen, ou seja, “Segundo João”.

Conteúdo
Jesus é apresentado por João como o Filho de Deus encarnado (1.1-19) e, por causa
disso, sua rejeição pelos judeus e também sua aceitação. O ministério de Jesus Cristo se
torna evidente pela convocação dos primeiros discípulos e por sua apresentação na Galiléia,
na Judéia e em Samaria (1.19—4.54). Há, pelo menos, seis resistências ao ministério de
Cristo apresentadas no livro: em Jerusalém (5.1-47); durante a Páscoa, na Galiléia (6.1-71);
na Festa dos Tabernáculos (7.1—10.21); na Festa da Dedicação (10.22-42); em Betânia
(11.1—12.1-11); e em Jerusalém (12.12-50).
Os discípulos são preparados com base no exemplo de Cristo sobre humildade
(13.1-20), em seu discurso (13.31—17.26) e no jardim do Getsêmani. Os quatro
julgamentos ocorrem a partir do capítulo 18.1-19 até o capítulo16. No capítulo 19.17-42,
Cristo é crucificado e sepultado. Sua ressurreição e aparição às mulheres e aos discípulos
encontram-se a partir do capítulo 20.1 até o capítulo 21.25.

Autoria
Este João era irmão de Tiago. Seu pai se chamava Zebedeu e sua mãe, Salomé, que
esteve presente na crucificação de Jesus (Mc 15.40,41). Estava entre os doze apóstolos
escolhidos por Jesus (Lc 6.12-16). Sua influência foi de grande valia para a Igreja após a
morte de Cristo, junto com Pedro e Tiago (Gl 2.9). A Bíblia o identifica como o apóstolo “a
quem Jesus amava” (Jo 13.23; 19.26; 20.2; 21.7,20). A conclusão é que João é o autor deste
evangelho.

João e o Antigo Testamento


Jesus é o pão do céu (Jo 6.31, cf. Êx 16.4); a entrada de Cristo em Jerusalém (Jo
2.15, cf. Zc 9.9); a crucificação de Jesus (Jo 19.24, cf. Sl 22.18); Cristo como o Filho de
Deus (Jo 10.34, cf. Sl 82.6); a revelação de Jesus Cristo (Jo 6.45, cf. Is 54.13).
Capítulo 2

Livro histórico

O Livro de Atos conta a história do começo do cristianismo, relatando o


estabelecimento da igreja mediante os esforços dos apóstolos. Alguns o chamam de “Atos
do Espírito Santo”, devido à grande influência do Espírito Santo sobre a Igreja Primitiva.

Atos

Título
Este livro é denominado de Praxeis, ou seja, “Atos”. Era um título usado
habitualmente na bibliografia grega, para resumir os feitos de homens notáveis. É
importante notar que, do capítulo 1 ao 12, é evidente a presença do apóstolo Pedro,
enquanto que, do capítulo 13 ao 28, se ocupa da vida de Paulo. E, no geral, vários apóstolos
e irmãos são mencionados, os quais foram os responsáveis pela propagação do evangelho
do Cristo ressuscitado (At 1.8).

Conteúdo
A Igreja começa a testemunhar em Jerusalém, mostrando ser uma instituição
poderosa sob a autoridade do Espírito Santo (1.1—2.47). É indicado Matias para preencher
a vaga de apóstolo deixada por Judas (1.15-26). No capítulo 2.1-13, os cristãos recebem a
esperada visita do Espírito Santo, que os encheu de poder e os capacitou e encorajou para a
obra do evangelismo. A Igreja continua em grande expansão com a cura do coxo na Porta
do Templo. Pedro prega com ousadia e quase três mil pessoas se convertem a Jesus. O
episódio de Ananias e Safira estremece os cristãos. Os apóstolos são libertos da prisão.
Estêvão prega perante o Sinédrio e é apedrejado. Saulo investe na perseguição, tentando
diminuir a força do cristianismo (3.1—8.4).
Filipe desce a Samaria, prega o evangelho e muitos se convertem a Jesus. O eunuco,
que tinha ido a Jerusalém a adorar (prosélito), é batizado após receber Jesus. Saulo se
converte e começa a pregar o evangelho. Cornélio (um gentio) se interessa em ouvir o
evangelho e, junto com sua família, é batizado. Os discípulos são chamados de cristão em
Antioquia. A morte de Herodes. Todos esses fatos ocorrem do capítulo 8.5 até o capítulo
12.25.
Do capítulo 13.1 ao capítulo 28.31, temos as três viagens missionárias de Paulo. O
desentendimento entre Paulo e Barnabé por causa de João Marcos. O apedrejamento de
Paulo em Icônio. A realização do Concílio em Jerusalém, para combater o legalismo
judaico. Paulo visita as cidades de Corinto, Beréia, Atenas, Éfeso, Macedônia e Grécia e,
depois, volta a Jerusalém, é preso, julgado e enviado a Roma, onde, possivelmente, tenha
sido martirizado.

Autoria
Do capítulo 1.1, entendemos que o “primeiro livro” trata-se do evangelho de Lucas,
escrito para Teófilo. Lucas, amigo íntimo de Paulo, teve o privilégio de investigar as
testemunhas que fazem parte de seu livro. É é, sem dúvida, o autor de Atos dos Apóstolos.
Alguns sugeriram o ano 62 d.C como a data em que fora escrito.
Atos e o Antigo Testamento
No discurso de Pedro (At 2.17-21; 2.25-28) é citado Joel 2.28-3 e Salmos 16.8-11.
Fala sobre Moisés (At 3.22;3.23;3.25; cf. Dt 18.15,16; 18.19, Gn 22.18). Em seu discurso,
Estevão, praticamente, citou o Antigo Testamento quase inteiro. O eunuco (At 8.32,33) lia
Isaías 53.7-8, e muitos outros.
Capítulo 3

Epístolas apostólicas e eclesiásticas

Para efeitos didáticos, dividimos as epístolas em:


 Pastorais (escritas a indivíduos para o bom desenvolvimento ministerial, como 1
e 2Timóteo, Tito e Filemom),
 Eclesiásticas (dirigida às igrejas especificadas — Romanos, 1 e 2Coríntios,
Hebreus, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses e 1 e 2Tessalonicences )
 E universais (escritas às igrejas de uma forma generalizada — Tiago, 1 e
2Pedro, 1, 2 e 3João ).

Romanos

Título
Romanos é praticamente um livro de Teologia, com suas explanações doutrinárias
de forma sistemática. Seu tema é o “evangelho de Deus” (Rm 1.1), ou seja, as boas novas
de Cristo, que não devem somente ser aceitas e cridas, mas vividas. Seu título é Pros
romaious, ou seja, “Aos romanos”.

Conteúdo
Todos são culpados perante Deus: judeus e gentios (1.18—3.20). Como todos são
culpados, e a lei não poder satisfazer esta necessidade, a justificação só é alcançada pela fé
em Jesus (3.21—5.21). Esta justificação deve levar o cristão à santificação, e o agente desta
santificação é, sem dúvida, o Espírito Santo (6.1—8.39). Paulo se entristece pelo fato de os
judeus rejeitarem o evangelho. Não obstante ter os privilégios de Deus, o povo de Israel, no
entanto, buscava ser abençoado pelas obras (9.1-33).
Israel continua incrédulo ante a graça de Deus e abandona a Cristo e os conselhos
dos profetas (10.1-21). Deus deseja restaurar a nação de Israel, existiam pessoas que não
tinham rejeitado totalmente a Cristo, os judeus estavam cegos (espirituais) parcialmente
(11.1-25). Os judeus agora têm responsabilidades na vida cristã e junto a sociedade (12.1-
21). Os cristãos deveriam também ser responsáveis frente ao governo, às autoridades
superiores, e amar o seu próximo (13.1-14). A liberdade cristã deve ser exercida com muita
sabedoria e prudência, sendo que cada um (individualmente) é responsável por seus atos e
por manter a liberdade dentro do limite (14.1-23). Todos (judeus e gentios) devem ter o
mesmo sentimento e respeito, sem distinção e parcialidade (15.1-13). Paulo escreve falando
sobre seus planos de ir para Jerusalém, Roma e Espanha (15.14-33). Termina a carta
enviando saudações a vários irmãos de Roma (16.1-27).

Autoria
Foi escrita durante a terceira visita de Paulo a essa cidade (2Co 13.1, cf. At 20.2).
Seu autor é o apóstolo Paulo, que a redigiu por volta de 56 d.C. Paulo tinha desejo de
visitar os cristãos em Roma e comunicar-lhes a graça do evangelho de Cristo que lhe havia
sido revelada.
Romanos e o Antigo Testamento
O apóstolo Paulo, ao falar da fé (1.17) cita Habacuque 2.4. Lembrando que todos os
homens são pecadores (3.10-12), faz referência ao Salmos 14.1-3. Ao falar de sobre Abraão
(4.17) nos remete a Gênesis 17.5. Sobre a lei e o pecado (7.7), temos concordância com
Êxodo 20.17. Quanto às promessas de Deus a Israel, o capítulo 9 contém várias citações do
Antigo Testamento. O mesmo ocorre no capítulo 10. Quanto ao cumprimento da lei (13.9),
conferir Êxodo 20.14 e Deuteronômio 5.18.

1Coríntios

Título
Nos dias de Paulo, Corinto era a cidade mais importante da Grécia. O apóstolo
estabeleceu uma igreja ali (At 18.1-17). A sociedade de Corinto era pagã e a igreja
enfrentava pressões e lutas externas. Tinha vários problemas internos precisando de
solução. A epístola é conhecida por Pros Korinthious A, ou seja, “Primeira aos Coríntios”.
O A é para distinguir a primeira carta da segunda.

Conteúdo
No capítulo 1.10-17, Paulo comenta sobre a divisão que havia na igreja. Os cristãos
não compreendiam a mensagem do evangelho, e muito menos compreendiam o mensageiro
do evangelho, por isso não aceitavam o ministério de Paulo (1.18 — 4.21). Havia nessa
igreja um caso de incesto (união sexual ilícita entre parentes consangüíneos, afins ou
adotivos), e o fornicador deveria ser disciplinado, os cristãos deveriam separar-se dele. Os
irmãos estavam levando uns aos outros perante o juiz. São instruídos a abandonar a
sensualidade (5.1 — 6.20). O apóstolo responde às dúvidas dos cristãos. Transmite
conselhos quanto à convivência do casal, quanto aos solteiros e quanto ao segundo
casamento. Como Corinto era uma cidade pagã e idólatra, Paulo os adverte quanto às coisas
oferecidas aos ídolos. A ceia e o culto entre eles não estavam tendo o verdadeiro ato de
adoração. Ao contrário, os irmãos se reuniam apenas para “comer”. Devido a isto, Paulo
passa a aconselhar sobre o devido respeito com a celebração da ceia e regulamenta o uso
dos dons espirituais (7.1—16.24).

Autoria
Clemente de Roma quando escreveu para a igreja de Corinto, citou esta epístola,
confirmando assim a autoria de Paulo, lembrando que ela é aceita como sendo de Paulo
quase que universalmente.

1Coríntios e o Antigo Testamento


Falando sobre a ignorância dos sábios (1.19;1.20), Paulo cita Isaías 29.14 e 44.25.
Ao repudiar o incesto (5.1), lembra Deuteronômio 22.30. Quanto aos direitos que tinha
como apóstolo (9.9,13), conferir Deuteronômio 25.4;18.1. A questão homem X mulher
(11.8,9) pode ser vista também em Gênesis 2.18-23.

2Coríntios

Título
Os falsos mestres estavam menosprezando a autoridade de Paulo. Diziam que ele
era orgulhoso e desonesto. Por conta disso, não poderia considerar-se representante dos
apóstolos, pois não tinha a mesma autoridade que eles. Então, Tito é enviado a Corinto e,
ao chegar lá, deveria transmitir a mensagem de Paulo. Os cristãos respondem
positivamente, pois reconhecem a autoridade apostólica de Paulo. O título da carta é Pros
Korinthious B, ou seja, a “Segunda aos Coríntios”.

Conteúdo
Paulo passa a explanar o seu ministério aos coríntios, pois queria desfazer a
difamação levantada contra ele pelos falsos mestres. Alguns irmãos chegaram a acreditar
nessas difamações, causando constrangimento à igreja. E Paulo esperava que tais crentes se
arrependessem, e fizessem isso antes que ele fosse visitá-los (1.8 — 2.4). O irmão que
estava causando este tipo de tumulto deveria ser perdoado (2.5-13). Paulo, então, passa a
afirmar a validade de sua mensagem e sua conduta (2.14 — 6.10). Pede aos irmãos que se
apartem das impurezas. Sente-se consolado pelas boas notícias que Tito lhe trouxe.
Em Jerusalém, alguns irmãos estavam necessitando de ajuda. Então, os macedônios
(irmãos das igrejas de Macedônia) levantaram, espontaneamente, algumas ofertas
(contribuições) e Paulo pede aos crentes daquela igreja para fazerem o mesmo (8.1 —
9.15). O apóstolo Paulo responde àqueles que diziam que ele era covarde, que ele andava
na carne, que era fraco (achavam que sua mansidão diminua sua autoridade apostólica)
(10.1-18). O cuidado, o zelo e os sofrimentos de Paulo para com os irmãos de Corinto, as
revelações espirituais que tinha tido e os sinais que autenticam o apostolado de Paulo
podem ser vistos no capítulo 11.1 até o capítulo 12.21.
O apóstolo Paulo anuncia que irá visitar os irmãos de Corinto, mas que não lhes
acarretará gastos financeiros. Conclui a carta com exortação (13.1-13).

Autoria
A unidade da carta não é reconhecida, ou seja, os críticos dizem que alguns
capítulos foram perdidos ou que não pertencem, por causa do “tom da escrita”, ao mesmo
livro. No entanto, não há tradição, manuscritos, ou qualquer evidência que desafie a
unidade da carta. As evidências indicam que sua autoria é do apóstolo Paulo.

2Coríntios e o Antigo Testamento


Ao falar da Nova Aliança (3.3), o apóstolo Paulo cita Êxodo 24.12. Quanto à
questão da eficácia e clareza do evangelho de Cristo (4.6), conferir Gênesis 1.3. Sobre o
fato de os cristãos não manterem comunhão com os incrédulos (6.17), conferir Isaías 52.11.
Com referência ao assunto colher e plantar (9.9), conferir Salmos 112.9. Quanto à questão
de que o cristão não deve se exaltar (10.17), conferir Jeremias 9.24.

Gálatas

Título
Depois de já terem abraçado o cristianismo, os gálatas voltam a viver novamente em
função das práticas de obras. Paulo lhes escreve justamente para defender o evangelho da
fé, em contraposição às obras. O título da carta é Pros Gálatas, ou seja, “Para os Gálatas”,
sendo dirigida a todas as igrejas da Galácia (1.2). A origem dos cristãos, cuja carta foi
endereçada, era a Gália, antes de migrarem para a Ásia Menor, por isso o nome gálatas.
Conteúdo
Para enfatizar a liberdade cristã, o apóstolo Paulo fala da justificação pela fé, pois os
cristãos daquela igreja estavam praticando as obras da lei, tornando-se, novamente,
escravos do antigo pacto. Por essa razão, o apóstolo fala sobre o evangelho da graça,
contrapondo as práticas da lei. Inicia a carta defendendo seu apostolado (1.5).
Os falsos mestres estavam “atacando” a igreja, e Paulo se admira com isso, pois
como podiam, depois de estarem livres, se desviassem do evangelho que ele próprio lhes
tinha anunciado (1.6-9). A autoridade de Paulo vinha diretamente de Deus (1.11-24).
Explica aos irmãos que, em Jerusalém, pregou o mesmo evangelho, o evangelho da
liberdade, e que sua mensagem foi bem recebida pelos demais apóstolos que tinham
autoridade na época (2.1-10). Pedro, que deveria dar o exemplo de liberdade em Cristo, ao
visitar Paulo em Antioquia, parecia estar em comunhão com os gentios (os que não eram
judeus, mas haviam se convertido ao cristianismo) a ponto de comerem juntos. Mas, com a
chegada de alguns irmãos de Jerusalém, Pedro se apartou dos gentios convertido, o que lhe
rendeu uma severa repreensão por parte de Paulo (2.11-21).
Se os gálatas considerassem que receberam o evangelho pela fé, deveriam
permanecer na fé (3.1-5). A lei e a graça se opõem (5.1-12). Não obstante estarem livres da
lei, não poderiam, no entanto, usar esta liberdade para se tornarem insensíveis e carnais
(5.13-21). A liberdade deveria ser usada para produzir o fruto do Espírito (5.22-26).

Autoria
Sua autoria é confirmada nos capítulos 1.1 e 5.2. A prática de usar um secretário
para escrever a carta é dispensada. O próprio Paulo a escreve de seu punho (6.11).

Gálatas e o Antigo Testamento


Ninguém pode ser justificado pelas obras da lei (2.16), conferir Salmos 143.2. O
capítulo 3.6-18 contém inúmeras citações do Antigo Testamento, como, por exemplo: 3.6
(Cf. Gn 15.6), 3.8 (Cf. Gn 12.6), 3.10 (Cf. Dt 27.26), 3.11 (Cf. Hc 2.4), 3.12 (Cf. Lv
18.5). Quanto ao amor (5.14), conferir Levítico19.18.

Efésios

Título
Paulo mostra aos crentes de Éfeso as riquezas que tinham em Cristo, riqueza esta
que eles não tinham noção. Seu título é Pros Ephesious, ou “Para os Efésios”. Foi escrita
aos irmãos de Éfeso, mas foi útil para a maioria das igrejas na Ásia.

Conteúdo
O apóstolo Paulo inicia seu texto carta mostrando aos irmãos a posição significante
que eles tinham em Cristo (1.3-14). Há, nos primeiros capítulos, duas orações de Paulo
(1.15-23; 3.14-21). A condição em que viviam antes de conhecer a verdade em Cristo
(2.13) é contrastada com a posição que alcançaram por meio da verdade de Cristo (2.4-10).
Estas posições estão relacionadas ao âmbito individual. Depois de sua conversão a Cristo,
os efésios passaram, agora, a fazer parte das promessas de Deus ao povo de Israel, ou seja,
os judeus e os gentios, em Cristo, tornaram-se um (2.11-22). No capítulo 3.1-13, o apóstolo
revela os mistérios, ocultos em Deus desde os tempos remotos, acerca da igreja. Exorta a
igreja à unidade. Explana esta unidade. Mostra o meio para adquirir esta unidade (4.1-16).
Os cristãos deveriam santificar sua vida, não entristecer o Espírito Santo e encher-se dele
(4.17-21). Deveriam ser responsáveis no lar. A mulher deve ser submissa ao marido. O
marido deve amar sua esposa. Os filhos devem obedecer aos pais (5.22-6.9). Para enfrentar
tudo isso, e muito mais, na vida cristã, os efésios deveriam preparar-se adequadamente
(6.10-24).

Autoria
O apóstolo Paulo é citado como autor logo no início (1.1)

Éfesios e o Antigo Testamento


Falando da posição que Cristo ocupa no céu (1.20), Paulo cita Salmos 110.1. Sobre
a superioridade de Cristo (1.22), conferir Salmos 8.6. Jesus Cristo promove a paz entre
judeus e gentios (2.17), conferir Isaías 57.19. O homem foi criado segundo Deus (4.24),
conferir Gênesis 1.26. Os irmãos não deveriam mentir uns aos outros (4.25), conferir
Zacarias 8.16. Quanto à união homem/ mulher (5.31), conferir 2.24.

Filipenses

Título
A epístola é chamada de Pros Philippesious, pi seja, “Para os filipenses”. Esta foi a
primeira igreja fundada por Paulo na Macedônia.

Conteúdo
Paulo agradece aos filipenses por se lembrarem dele em suas orações. E diz que
estava com saudade deles (1.1-11). As aflições de Paulo contribuíram para a expansão do
evangelho, pois os irmãos que viam o apóstolo preso admiravam seu comportamento e,
com isso, se sentiam impulsionados a falar de Cristo, ainda que fizessem isso de outra
forma (1.12-18). O Senhor Jesus Cristo estava sendo exaltado no sofrimento de Paulo
(1.19-26). Mesmo em aflição, os irmãos de Éfeso deveriam permanecer firmes em Cristo
(1.27-30). Paulo exorta os irmãos a serem humildes (2.1-4). E, para que isso fosse possível,
explana o exemplo de Jesus Cristo (2.5-16), e também a sua própria humilhação (2.17,18) e
a humilhação de Timóteo (2.19-24) e Epafrodito (2.25-30).
Os judeus se orgulhavam de sua religiosidade, considerando-se superiores aos
gentios, mas Paulo escreve que, não obstante ser judeu, não teve esta identidade como
lucro. Antes, preferiu, por causa de Cristo, não considerar este privilégio (3.1-9). Os efésios
são exortados a permanecerem em Cristo (3.10-16) e a não andarem segundo a carne (3.17-
21). Recebem a exortação do apóstolo Paulo para que andam na paz de Cristo. Esta paz
deveria ser vivida com os semelhantes e com o Senhor, e em todas as circunstâncias da vida
(4.1-23).

Autoria
O autor é o apóstolo Paulo, que a escreveu na prisão em Roma.

Filipenses e o Antigo Testamento


Todo o joelho se dobrará diante de Jesus (2.10-11), conferir Isaías 45.23. O capítulo
2.15 fala de uma geração perversa e corrupta, conferir Deuteronômio 32.5). Já o capírtulo
4.18 revela o sacrifício aceitável a Deus, conferir Êxodo 29.18.

Colossenses

Título
Paulo não visitou a igreja de Colossos (2.1). Seu título é Pros Kolossaeis, ou seja,
“Para os colossenses”. Nesta carta, Cristo é a cabeça da Igreja, portanto, deve estar em
primeiro lugar na vida dos irmãos.

Conteúdo
Paulo demonstra gratidão pela fé em Cristo que esta igreja possui. A fé desses
irmãos é conhecida no “mundo todo” (1.3-8). O apóstolo ora para que Deus os abençoe e
lhes dê sabedoria e entendimento espiritual (1.9-14). Cristo é apresentado como aquele que
tem a preeminência sobre a criação (herdeiro de tudo), preeminência sobre a redenção e
preeminência sobre a igreja (1.15-2.3).
Os colossenses deveriam compreender a liberdade que Cristo promovia, pois foram
libertos das vãs filosofias, dos julgamentos dos homens, da adoração imprópria e dos
ensinamentos dos homens (2.4-23). Os irmãos deveriam submeter-se a Cristo, excluindo o
“velho homem”, ou seja, a antiga maneira de viver no pecado. Deveriam, ainda, revestir-se
das qualidades cristãs (3.1-17). Na vida cristã, deveriam observar alguns mandamentos, tais
como: relacionar-se bem com os familiares, relacionar-se bem profissionalmente e perante
a sociedade (3.18-4.2). Paulo envia a essa igreja Tíquico e seu ajudante Onésimo. Vários
irmãos (amigos do apóstolo Paulo) saúdam os irmãos de Colossos ( 4.7-14).

Autoria
Sem dúvida, seu autor é o apóstolo Paulo (1.1,23; 4.18).

Colossenses e o Antigo Testamento


Jesus está assentado à direita de Deus (3.1), conferir Salmos 110.1. O homem é
criado à imagem de Deus (3.10), conferir Gênesis 1.26.

1Tessalonicenses

Título
Paulo escreveu esta carta quando estava em Corinto (At 17.1-10). E havia visitado
Tessalônica em sua segunda viagem missionária. Ao estar com os tessalonicenses, Timóteo
os fez lembrar dos bons momentos que passaram ao lado do apóstolo Paulo.
Esta carta se deu em duas etapas. A primeira recebeu o título de Pros Thessalonikeis
A, ou seja, “1Tessalonicenses”.

Conteúdo
Paulo enfatiza o bom comportamento da igreja, tornando-se modelo para as igrejas
da Macedônia, Acaia e de toda a parte (1.1-10). Paulo comenta sobre o início da igreja em
Tessalônica (2.1-16). O apóstolo é impedido de ir a Tessalônica, então envia para lá o
jovem Timóteo (2.17 — 3.5). Ao retornar de lá, Timóteo traz consigo relatórios que
encorajaram ainda mais a satisfação de Paulo. Por conta disso, o aposto Paulo sente intenso
desejo de visitar a igreja em Tessalônica (3.6-13). Os irmãos são exortados a viverem de
maneira que agradem a Deus. Deveriam prosseguir em santificação e se portarem
dignamente perante “os de fora” (4.1-12). Os irmãos tinham dúvidas com respeito à
ressurreição dos mortos, mas Paulo lhes explica sobre o assunto (4.13-18). O dia do
Senhor encontraria muitos despercebidos, sendo assim, deveriam estar vigilantes (5.1-11).
O relacionamento entre os irmãos e a conduta individual deveriam denotar que eles tinham
sido santificados pelo Senhor (5.12-22).

Autoria
Os críticos do século 19 passaram a ensinar que o pouco conteúdo doutrinário da
epístola indicava não ser Paulo o seu autor, porém, este argumento é falso. As evidências
confirmam a autoria de Paulo.

1Tessalonicenses e o Antigo Testamento


A eleição do povo de Israel — que abrangeu os gentios no futuro (1.4), conferir
Deuteronômio 7.6. Não enganar e não oprimir o próximo (4.16), conferir Levítico 19.11,13,
Os tessalonicenses não tinham esperança quanto à morte de um familiar ou de alguém
próximo (4.13), conferir Levítico 19.28. As dores de parto repentinas (5.3), conferir
Jeremias 13.21. Não devolver o mal (1Ts 5.15), conferir Provérbios 24.29.

2Tessalonicenses

Título
Paulo estava em Corinto nesta ocasião, junto com Timóteo e Silas (At 18.5). Os
irmãos estavam sendo confrontados com os falsos ensinamentos que lhes causavam dúvidas
quanto ao “Dia do Senhor”. Deveriam estar animados diante da perseguição. Seu título é
Pros Thessalonikeis B, “2Tessalonicences”.

Conteúdo
O apóstolo Paulo fica maravilhado com a fé que os tessalonicenses tinham em
Cristo Jesus e com a maneira como exerciam, reciprocamente, o amor genuíno (1.1-4).
Deus retribuiria, segundo a sua justiça, a maldade daqueles que perseguiam os irmãos (1.5-
10), portanto, devido a isso, Paulo não cessava de interceder por eles em oração (1.11,12).
Os irmãos não deveriam ficar confusos quanto à vinda de Cristo, pois a mesma seria
precedida pela apostasia e pelo o aparecimento do homem da iniqüidade (2.1-7). São
relatados os fatos referentes à segunda vinda de Cristo (2.8-12). Os que se mantiverem
firmes devem ficar tranqüilos e se confortarem com este dia (2.13-17). Devem apartar-se
dos que promovem a desordem ao convívio dos irmãos (3.6-15).

Autoria
É a continuação da primeira carta, portanto, é de autoria de Paulo, que relata que o
texto “saiu” de seu próprio punho (3.17).

2Tessalonicenses e o Antigo Testamento


A manifestação do homem da iniqüidade (2.3), conferir Daniel l7.25. Este homem
se oporá a Deus (2.4), conferir Daniel 11.36. O juízo de Deus (2.8), conferir Isaías 11.4.
Hebreus

Título
Foi escrita aos judeus cristãos que, tendo deixado o judaísmo, estavam sendo
perseguidos por seus patrícios. A carta faz que os irmãos entendam que os velhos rituais do
judaísmo não tinham mais necessidade, pois Cristo cumprira todo o propósito da lei. Seu
título é Pros Ebraious, ou seja, “Aos hebreus”.

Conteúdo
É enfatizada a superioridade de Cristo com relação aos profetas do Antigo
Testamento (1.1-3). Cristo é superior aos anjos, porque ele é Deus (1.4-14). Os judeus
convertidos ao cristianismo deveriam atentar diligentemente para esta salvação presenteada
por Cristo, tendo o cuidado de não negligenciá-la (2.1-4). Jesus é superior, pois sua
encarnação (vinda à terra) e sua morte na cruz do Calvário foram necessárias para que
muitos fossem conduzidos à glória (2.5-18).
As obras e a pessoa de Cristo são superiores às obras e a pessoa de Moisés (3.1-6).
Os irmãos judeus não deveriam se tornar incrédulos quanto à supremacia de Cristo,
endurecendo seus corações a esse assunto (3.7-19). As qualidades do sacerdócio de Cristo
(linguagem familiar aos judeus) são superiores ao ministério de Arão (sumo sacerdote) e ao
ministério sacerdotal de Melquisedeque (4.14 — 5.10).
Parece que eles não queriam ouvir os conselhos de Deus, transmitidos por Paulo,
pois estavam se importando demais com questões de somenos importância — precisavam
ser mais crescidos na fé — (5.11 — 6.20). A Antiga Aliança (concerto com Moisés,
tabernáculo etc...) é inferior à Nova Aliança feita em Cristo Jesus (8.1-13). O santuário e o
sacrifício da Nova aliança são, também, superiores ao santuário e o sacrifício da Antiga
Aliança (9.1-10.18). Os irmãos deveriam aproximar-se de Deus, conservando a esperança
da fé. Então, são advertidos para que não recuassem. Para tanto, precisavam seguir os
exemplos de fé da muitas testemunhas arroladas no capítulo 10.19 até o capítulo 12.4. Essa
observância lhes servia de encorajamento. Deveriam tratar-se de uma forma que todos
pudessem entender a essência do verdadeiro cristianismo (13.1-17).

Autoria
Embora alguns dediquem a autoria da epístola ao apóstolo Paulo, a obra permanece
como um livro anônimo. Alguns atribuem a autoria a Barnabé; outros, a Lucas; e outros
ainda, a Clemente. Há aqueles que preferiram o anonimato. A linguagem do texto, no
entanto, indica que foi escrita por Paulo, mas ninguém sabe ao certo.

Hebreus e o Antigo Testamento


O domínio eterno de Cristo (1.8,9), conferir Salmos 45.6,7. Cristo, por causa de sua
encarnação, foi feito um pouco menor que os anjos (2.6-8), conferir Salmos 8.4-6. Não
deveriam endurecer o coração (3.15), conferir Salmos 95.7,8. Arão é chamado por Deus
(5.4), conferir Êxodo 28.1. As leis devem ser gravadas no coração (10.16,17), conferir
Jeremias 31.33,34. Advertências para que não menosprezem a correção (12.5,6), conferir
Provérbios 3.11,12.
Capítulo 4

Epístolas apostólicas pastorais

1Timóteo

Título
Timóteo, um obreiro ainda bem jovem, estava enfrentando sérios problemas na
igreja de Éfeso. Por conta disso, o apóstolo Paulo lhe escreve uma carta, encorajando-o a
manter a ordem entre os irmãos. Os falsos mestres estavam deturpando os ensinos originais
nos quais a igreja tinha sido instruída. Seu título é Pros Timotheon A, ou seja, “1Timóteo”.

Conteúdo
Paulo aconselha a Timóteo a admoestar aqueles que se diziam mestres, mas estavam
perturbando a fé dos irmãos com heresias e doutrinas contrárias (1.3-11). Apesar de Paulo
ter perseguido a igreja no passado, blasfemado e injuriado, lembra que a misericórdia de
Deus o alcançou por meio de Jesus Cristo (1.12-17). Manter a fé e a boa consciência e
combater por elas são responsabilidades que Paulo transmite ao jovem Timóteo (1.18-20).
Os irmãos são aconselhados a orar pelas autoridades, pois Deus se agrada disto. As
mulheres deveriam portar-se decentemente (2.9-15).
Aqueles que aspiravam o episcopado (bispos ou diáconos) deveriam estar
enquadrados nos requisitos conferidos por Paulo (3.1-7). O apóstolo elabora uma lista, na
qual qualifica os falsos mestres (4.1-5). O verdadeiro mestre deveria agir de acordo com o
que o apóstolo Paulo ensina no capítulo 4.6-10. O jovem obreiro, Timóteo, deveria aplicar-
se com esmero à leitura, ao ensino e à exortação, não desprezando o dom que Deus lhe
dera. Deveria, ainda, exercer autoridade sobre a igreja (4.11-16). Paulo o aconselha a tratar
com respeito os idosos, as viúvas, os presbíteros, os servos, os ricos, sem parcialidades
(5.1-6.21).

Autoria
Os pais da Igreja (evidências externas) identificam o apóstolo Paulo como sendo o
autor da epístola, mesmo que os críticos digam que não.

1Timóteo e o Antigo Testamento


Sobre a criação de Adão e Eva (2.13), conferir Gênesis 2.21,22. A transgressão no
Jardim do Éden (2.14), conferir Gênesis 3.1-6. O salário do trabalhador (5.18), conferir
Deuteronômio 25.4. A acusação só deve ser aceita com duas ou três testemunhas (5.19),
conferir Deuteronômio 19.5.

2Timóteo

Título
Paulo encontrava-se preso e seus amigos, praticamente, o tinham abandonado. Foi
provavelmente a última carta de Paulo. Seu título é Pros Timotheon B, ou seja, “2Timóteo”.

Conteúdo
Paulo agradece a Deus pela vida de Timóteo e seu ministério cheio de fé, apesar dos
sofrimentos enfrentados pelo jovem discípulo (1.1-5). Como obreiro, Timóteo tinha muitas
responsabilidades, e Paulo o faz lembrar de seus compromissos (1.6-18). O bom ministro,
para Paulo, deveria instruir os outros. O bom soldado tem um só objetivo. O agricultor
persistente. O trabalhador aplicado. O vaso santificado. O cristão deve ser um servo alegre
(2.1-26).
O apóstolo Paulo diz a Timóteo que haveriam de vir dias muito difíceis, os quais
deveria enfrentá-los com determinação (3.1-17). A Palavra de Deus, apesar de tudo, deve
ser pregada em todo o tempo (4.1-5). Paulo afirma que sua morte está próxima (4.6-8). O
capítulo 4.9-18 relata a prisão do apóstolo Paulo.

Autoria
Os pais da Igreja (evidências externas) atribuem a autoria da carta ao apóstolo
Paulo, mesmo que os críticos digam que não.

2Timóteo e o Antigo Testamento


Os mágicos do Egito são citados no capítulo 3.8, conferir Êxodo 7.11. A
estabilidade do caráter de Deus (2.13), conferir Números 23.19. O utensílio sagrado (2.21),
conferir Isaías 52.11.

Tito

Título
Esta carta foi dirigida para que Tito colocasse em ordem a igreja de Creta. Tanto os
presbíteros como os irmãos em geral deveriam ser aprovados como verdadeiros servos de
Deus. Seu título é Pros Titon, ou seja, “Para Tito”.

Conteúdo
A Igreja de Creta estava no início e ainda não haviam sido estabelecidos presbíteros,
o que Tito deveria fazer (1.5-9). Os falsos mestres estavam distorcendo o verdadeiro
sentido do evangelho e Tito deveria repreendê-los severamente. Tais mestres diziam que
conheciam a Deus, mas o negavam com suas obras (1.10-16). Como autêntico ministro,
Tito deveria exortar os homens idosos, as mulheres idosas, as jovens recém-casadas, os
moços e os servos (2.1-15). Os irmãos são exortados para que vivam uma vida de piedade,
sujeitando-se às autoridades, não difamando ninguém e reconhecendo que a nova vida em
Cristo manifesta as boas obras (3.11).

Autoria
Os pais da Igreja (evidências externas) identificam o apóstolo Paulo como sendo o
autor da epístola, mesmo que os críticos digam que não.

Tito e o Antigo Testamento


Requisito para os bispos (1.7), conferir Levítico 10.9. Um povo exclusivamente de
Deus (2.14), conferir Êxodo19.5.

Filemom
Título
Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta a um cristão, cidadão
ilustre, chamado Filemom, para que recebesse Onésimo. Onésimo tinha sido escravo de
Filemom e o roubara, fugindo, em seguida, para Roma. Agora, estava de volta em sua casa,
enviado pelo apóstolo Paulo, não mais como escravo, mas como seu irmão em Cristo, pois
Onésimo havia conhecido Paulo e se convertido a Cristo. Seu título é Pros Philemona, ou
seja, “A Filemom”.

Conteúdo
O apóstolo Paulo, mencionando Timóteo em sua carta, manda saudações a
Filemom, a alguns irmãos e à igreja em Colossos, agradecendo a Deus pela vida deles (1.1-
3). Ao escrever a Filemom, Paulo diz que lembra sempre dele em suas orações, pois
conhecia sua reputação de cristão amoroso para com os irmãos, o que causava grandes
alegrias no apóstolo (1.4-7). Após esta lembrança, o apóstolo passa a relatar que Onésimo
(escravo de Filemom) tinha aceitado a Cristo e, agora, vivia uma nova vida.
Mas, antes de se converter, Onésimo havia roubado Filemom (seu patrão) e, por
esse motivo, se tornara inútil para Filemom, mas muito útil ao ministério de Paulo. Diante
disso, o apóstolo intercede em favor de Onésimo junto a Filemom, para que o receba
novamente em sua casa, não mais como escravo, mas como um irmão em Cristo Jesus (1.8-
16). Se Filemom considerasse Paulo como companheiro, deveria atender seu pedido. O
apóstolo se compromete em pagar o dano causado por Onésimo a Filemom.
Paulo conclui sua carta enviando saudações em nome dos irmãos (1.17-25).

Autoria
Assim como 1 e 2Timóteo e Tito, a carta a Filemom também foi escrita pelo
apóstolo Paulo.

Filemom e o Antigo Testamento


Paulo assume os prejuízos que Onésimo causou a Filemom (v. 18), conferir Levítico
25.50.
Capítulo 5

Epístolas apostólicas gerais

Tiago

Título
Para Tiago, a fé sem as obras não vale de nada, ou seja, a fé deve ser seguida pelas
ações; não deve ser uma fé simplesmente mental ou verbal. Tiago era o líder da primeira
igreja cristã em Jerusalém. Este Tiago é apresentado pela maioria dos estudiosos como
sendo o irmão do Senhor Jesus. Seu título é Iakobou Epistole, isto é, “Epístola de Tiago”.
Tiago escreveu para os cristãos dispersos em Roma.

Conteúdo
Era preciso que os irmãos compreendessem que sua fé estava sendo provada, por
isso deveriam ser perseverantes. A prova de sua fé servira para promover em seus corações
a alegria de servir a Deus (1.1-12). As tentações não procediam de Deus, mas, sim, do
engodo a que cada irmão era levado (1.13-18). Embora apoiassem sua fé em Deus, aqueles
irmãos, no entanto, estavam precisando ser mais praticantes do que ouvintes da Palavra
(1.19-27).
Tiago diz para que não fizessem acepção de pessoas, mas que obedecessem ao
mandamento do amor, de outra forma, de nada valeria querer guardar toda a lei e tropeçar
em um ponto (2.1-13). Para que demonstrassem sua fé, teriam de confirmá-la por meio das
obras (não que Tiago estivesse enfatizando a salvação pelas obras. Nada disso. Pois, uma
vez salvos, os cristãos começam a praticá-las.), conferir capítulo 2.14-26.
Tiago aconselha os irmãos a terem cuidado com a língua, pois somente a fé poderia
domá-la (3.1-12). E ainda: que sua dependência total de Deus dependia de sua fé (4.13-17)
e que aguardassem com perseverança a vinda de Cristo (5.7-12).

Autoria
A Bíblia destaca quatro homens com o nome de Tiago. 1) Tiago, o pai de Judas (não
é o Judas Iscariotes) Lucas 6.16; Atos 1.13. 2) Tiago, filho de Alfeu (Mt 10.3; Mc 3.18). 3)
Tiago, irmão de João e filho de Zebedeu (Mt 4.21; Lc 9.45). 4) Tiago, o irmão do Senhor
(Mt 13.55; Mc 6.3). A tradição aponta este último como sendo o provável autor da epístola.

Tiago e o Antigo Testamento


A transitoriedade da vida (1.10,11), conferir Isaías 40.6,7. A consideração pelo
próximo (2.8), conferir Levítico 19.18. Alguns pontos da lei (2.11), conferir Êxodo 20.13.
O exemplo de Raabe (2.25), conferir Josué 2.1-21. O homem feito a semelhança de Deus
(3.9), conferir Gênesis 1.26.

1Pedro

Título
Na ocasião, o imperador Nero tinha incendiado Roma e, para livrar-se da acusação,
preferiu culpar os cristãos. Tal atitude desencadeou uma terrível perseguição aos irmãos.
Então, o apóstolo Pedro resolveu escreves para animar e fortalecer as vítimas dessa
perseguição. Seu título é Petrou A, ou seja, “1Pedro”.

Conteúdo
O apóstolo Pedro dirige sua carta aos irmãos dispersos por toda a província romana
da Ásia Menor (1.1). Os cristãos podiam se deleitar em Cristo, isso porque a esperança
deles não se resumia apenas à vida terrena (1.3,4). Muito embora no presente momento eles
estivessem sendo perseguidos e provados, esta prova redundaria em louvor para a glória de
Cristo Jesus. Ou seja, mesmo contristados, seriam amadurecidos (no sentido espiritual),
para que pudessem suportá-las (1.5-9). A salvação, da qual eram participantes, foi
profetizada no passado pelos grandes profetas do Antigo Testamento, portanto, deveriam
viver uma vida separada (santa) das práticas antigas (1.10-2.12).
Os cristãos devem submeter-se às autoridades humanas e tratar a todos com igual
honra (2.13-17). Pedro contrasta o sofrimento dos cristãos com o sofrimento de Cristo
(2.21-25). Quanto ao casamento, as mulheres deveriam ser submissas aos maridos. O
adorno delas deveria ser moderado e sensato. Ainda em relação ao matrimônio, os maridos
não deveriam maltratar suas esposas, mas reconhecê-las como sendo o vaso mais “frágil”
(3.1-8).
Os cristãos devem levar uma vida socialmente submissa, ter cuidado com o que diz
e apartar-se do mal, porque o Senhor os acompanha de perto (3.9-12). Além disso, devem
conduzir-se prudentemente em meio às lutas, atentando para o sofrimento de Cristo (3.18
— 4.19). Os presbíteros deveriam pastorear os irmãos, não como dominadores, mas
servindo como modelo. Atitudes cristãs: humildade, vigilância contra o adversário e
resistência (perseverança) na fé (5.1-9).

Autoria
Os primeiros cristãos reconheciam Pedro como o autor da carta. A menção feita
pelo apóstolo sobre os acontecimentos da vida de Cristo e algumas expressões que se
assemelham com o sermão no dia de Pentecostes, registrado em Atos evidenciam sua
autoria.

1Pedro e o Antigo Testamento


O conselho para a santificação (1.16), conferir Levítico 19.2. O Senhor é bom (2.3),
conferir Salmos 34.8. A pedra de esquina (2.6), conferir Isaías 28.16. O povo escolhido por
Deus (2.9), conferir Êxodo 19.5,6. Afastar-se do mal (3.10-12), conferir Salmos 34.12-16.
Quanto ao amor (4.8), conferir Provérbios 10.12.

2Pedro

Título
Em um contexto social diferente da primeira carta, os ataques agora não eram
movidos de fora para dentro (perseguição). Os falsos mestres estavam causando danos à
doutrina e, por isso, deveria ser interrompida, o quanto antes possível, a permanência deles
na igreja. Seu título é Petrou B, ou seja, “2Pedro”.
Conteúdo
Os irmãos deveriam buscar o conhecimento de Cristo, para que suas experiências no
Salvador pudessem também ser expandidas, o que confirmaria a autenticidade do seu
cristianismo (1.3-11). Pedro alerta os irmãos contra o perigo dos falsos mestres, que
estavam introduzindo na igreja o veneno mortal da confusão doutrinária.
O Senhor Deus há de trazer juízo sobre os falsos mestres, assim como sempre o
trouxe em outras ocasiões. As más qualidades dos falsos mestres são alistadas, pois os
irmãos deveriam estar cientes (2.1-22). Os falsos mestres escarneciam do ensino sobre a
vinda de Jesus (3.1-7), mas Pedro é enfático ao dizer que Cristo, muito em breve,
apareceria (3.8-10). E todos devem aguardar, em santo viver, o dia da vinda do Senhor
(3.11-16).

Autoria
Alguns estudiosos não consideram o fato de o apóstolo Pedro ser o autor. Mas na
própria epístola há evidências que afirmam a autoria de Pedro (1.1), O autor fala que sua
morte estava próxima (1.14), lembra fatos referente à transfiguração (1.16-18), diz que é a
segunda carta que escreve (3.1) e denota ter intimidade com o apóstolo Paulo (3.15).

2 Pedro e o Antigo Testamento


Narra a história de Noé (2.5), conferir Gênesis 6.1-7,24. A ruína de Sodoma e
Gomorra (2.6), conferir Gênesis 19.24. A perversão de Balaão (2.15,16), conferir Números
22.4-35. A criação pela Palavra de Deus (3.5), conferir Gênesis 1.6-8. Novos céus e nova
terra (3.13), conferir Isaías 65.17.

1João

Título
Não há saudações, menção de pessoas, lugares ou eventos nesta carta.
Provavelmente, um número de igrejas da província da Ásia estava sob a responsabilidade
de João, para quem ele escreveu para explicar sobre a salvação em Jesus Cristo. Seu título
é Ioannou A, ou seja, “1João”.

Conteúdo
Para que os irmãos desfrutassem de uma verdadeira comunhão entre si, deveriam
andar na luz. Esta é uma condição contundente, pois, de outra forma, que comunhão
haveria com Deus se estivessem em trevas (1.5-8). Tinham de obedecer aos mandamentos e
confessar seus pecados, porque Jesus Cristo intercede como Advogado junto a Deus. Não
existe comunhão sem amor. É o que enfatiza João (1.9—2.14).
Para que pudessem manter comunhão com Deus, os irmãos teriam ainda de amar a
Palavra de Deus e fazer sua vontade. Deveriam tomar muito cuidado com aqueles que
diziam palavras contra Cristo e tinham saído de dentro da igreja. Os falsos mestres
negavam que Jesus era o Cristo (2.15-27).
Os irmãos são exortados a viver uma vida pura, a praticar a justiça em amor e fatos
concretos, a avaliar a qualidade do ensinamento dos falsos profetas, condenando-os, e,
novamente, a identificar-se com Deus pela prática do amor (2.28-5.3).
A comunhão com Cristo é a garantia da vitória por meio da fé. A certeza da
salvação. A confiança na oração. Não viver mais no pecado (5.4-21).
Autoria
A carta possui muitas semelhanças, em estilo e linguagem, com o quarto
evangelho. Os pais da Igreja afirmam que foi João, o Apóstolo, quem a escreveu.

1João e o Antigo Testamento


A atitude de Caim (3.12), conferir Gênesis 4.8. Todos pecaram (1.8), conferir 1Reis
8.46. A soberba da vida (2.16), conferir Eclesiastes 5.11. Fazer o bem ao irmão (3.17),
conferir Deuteronômio 15.7.

2João

Título
Segundo alguns estudiosos, foi João quem a escreveu, dirigindo-a a uma
congregação. Não esclarecendo, no entanto, se esta congregação ficava em uma casa ou se
era uma igreja em outra cidade. Aparentemente, foi escrita “à senhora eleita e aos seus
filhos”. O título em grego é Ioannou B, ou seja, “2João”.

Conteúdo
Os leitores são considerados por João por amarem a verdade e obedecerem aos
mandamentos de Deus (1.1-3). A alegria de João era devido ao fato de estes leitores
andarem na verdade, conforme o mandamento recebido da parte de Deus. Praticar esse
mandamento é demonstrarem amor uns aos outros. É responsabilidade de cada pessoa (1.4-
6).
O amor aos irmãos não era tudo o que João queria dos leitores. Eles teriam,
também, de passar pelo teste da fé. Ou seja, existiam pregadores itinerantes pregando
heresias sobre a pessoa de Jesus, dizendo que Ele não teria vindo em carne. Então, o
apóstolo adverte os irmãos para que não hospedassem tais pregadores suas casas, e muito
menos lhes dessem assistência. Caso contrário, corriam o risco de se tornarem cúmplices
deste falso evangelho (1.7-11). João espera visitá-los para que todos compartilhassem de
suas alegrias (1.12,13).

Autoria
O autor da carta não se identifica pelo nome, visto ser conhecidos por seus leitores.
Podemos aferir que seja o mesmo João da 1ª carta. Entre tantos outros motivos para isso,
temos a citação do primeiro versículo: “O presbítero...”, porque em 1João 5.1, João se
apresenta com presbítero, ainda que fosse apóstolo.

2João e o Antigo Testamento


O mandamento do amor (1.5) é desde o princípio. Ou seja, a lei de Moisés também
exigia o amor (Cf. Lv 19.18; Dt 6.5).

3João

Título
A carta é dirigida a Gaio e refere-se a Diótrefes, um falso obreiro que gostava de
exercer a primazia sobre os irmãos, a ponto de expulsar da igreja aqueles que João tinha
enviado para lá. Gaio não deveria seguir o exemplo de Diótrefes, pois, em breve, João
estaria com ele e, juntos, desmascarariam Diótrefes. Seu título é Ioannou G. O “g” é o
gama, ou seja, a terceira letra do alfabeto grego.

Conteúdo
Alguns irmãos tinham ido visitar a igreja em que Gaio se encontrava e retornaram
ao apóstolo João com boas notícias acerca de sua vida cristã. Isto é, Gaio permanecia na
verdade do evangelho, resistindo àqueles que andavam desordenadamente (1.1-4). Gaio
fora hospitaleiro com os missionários visitaram sua igreja e João reconhece este feito com
alegria (1.5,6). Gaio deveria permanecer acolhendo os verdadeiros irmãos (missionários)
que percorriam as igrejas (1.7,8).
Dos elogios a Gaio, a carta passa a condenar Diótrefes, que rejeitava a autoridade
apostólica de João e tinha até expulsado os mestres enviados por aquele apóstolo para
analisar a situação da igreja.
Conselhos para que os cristãos daquela igreja não imitem o exemplo de Diótrefes
(1.9-10). João expressa seu desejo de visitar os irmãos quando, certamente, resolveria a
questão concernente a Diótrefes (1.1.12-15).

Autoria
As evidências internas do livro apóiam a autoria do apóstolo João.

3João e o Antigo Testamento


Diótrefes proferia palavras maliciosas contra os apóstolos e os irmãos (1.10),
conferir Provérbios 10.8,10. Não praticar o que é mal (1.11), conferir Salmos 37.27.

Judas

Título
A epístola de Judas foi escrita como uma advertência a certos cristãos nominais que
ameaçavam prejudicar e destruir a comunhão dos crentes, mediante seu caráter e conduta
imorais. Aqueles que seguissem seus passos receberiam o justo castigo de Deus. Seu título
é Iouda, ou seja, “De Judas”.

Conteúdo
A intenção de Judas era escrever sobre a salvação por Jesus Cristo, porém, é levado
a mudar os planos, sob a orientação de Deus, e falar sobre a defesa da fé. Os falsos mestres
estavam-se infiltrando sutilmente entre os irmãos, o que levou Judas a agir rapidamente
(v.3,4). Não obstante o Senhor ter libertado o povo de Israel do Egito, aqueles que não
creram pereceram. Judas passa a falar da apostasia dos anjos, que se rebelaram diante do
Criador e foram severamente punidos por Deus.
Os leitores são alertados. Para tanto, Judas lhes escreve a respeito dos habitantes
imorais de Sodoma e Gomorra (v. 5-7). As más qualidades dos falsos mestres (v. 8-13),
contra os quais o juízo divino é eminente, quando, no futuro, hão de receber o castigo que
merecem (v.14-18). Os irmãos devem permanecer no amor de Deus e ajudar aqueles que se
encontram com dúvidas (v.19-23).

Autoria
O autor da epístola diz que é “servo de Jesus Cristo”, por não preferir declarar seu
parentesco com Jesus. Naturalmente, este Judas era o irmão de Jesus.

Judas e o Antigo Testamento


A incredulidade do povo de Israel, ao sair do Egito, ao longo de suas peregrinações
no deserto (v. 5), conferir Êxodo 12.51 e Números 14.29,30. O exemplo de Sodoma e
Gomorra (v. 7), conferir Gênesis 19.1-24. O caminho de Caim (v.11), conferir Gênesis 4.3-
8. A referência a Enoque (v.14), conferir Gênesis 5.21-24.
Capítulo 6

Livro profético

Existem, pelo menos, cinco formas empregadas para se entender ou interpretar o


Apocalipse.
 Ponto de vista preterista. Segundo esta interpretação, todos os acontecimentos
relacionados no livro de Apocalipse teve seu cumprimento no Império Romano, no
século I, ou, talvez, alguns tenham acontecido no 2º século .
 Ponto de vista histórico. Segundo esta interpretação, todos os acontecimentos
relacionados no livro de Apocalipse aconteceram em várias épocas da história
humana.
 Ponto de vista futurista. Há dois tipos nesta visão:
1) Futuristas extremos: Para estes, todo o livro é preditivo, ou seja, tudo o que está
relacionado no Apocalipse ainda não aconteceu, inclusive as cartas às sete igrejas.
2) Futuristas moderados: Para estes, os capítulos 2 e 3 se referem ao passado (ou ao
presente), no entanto, tudo o que vem após o capítulo 4 é o que deve ocorrer antes
do segundo advento de Cristo.
 Ponto de vista simbólico ou místico. Para estes, o livro é apenas uma coleção de
símbolos místicos, cujo objetivo é ensinar lições espirituais e morais.
 Ponto de vista eclético. É a mistura de todos os pensamentos e idéias supracitados.

Apocalipse

Título
Trata-se de um livro que enfatiza os acontecimentos proféticos. O título do livro é
Apokalypsis de Ioannou, ou seja, “Apocalipse de João”.

Conteúdo
Podemos situar as profecias do Apocalipse com suas revelações com base no
capítulo 1.19, que diz: “...as coisas que tens visto [...] as que são [...] as que hão de
acontecer”. Do capítulo 1 ao 3, são enviadas mensagens às sete igrejas da Ásia. Cada
mensagem tinha um sentido particular para cada igreja situada na Ásia. Para a igreja de
Éfeso, Deus diz que conhecia suas obras e seu esforço em rejeitar os falsos apóstolos, mas
que deveria voltar a praticar as primeiras obras (2.1-7).
Para a igreja de Esmirna, o Senhor consola os crentes dizendo-lhes que conhecia
suas provações e necessidades (2.8-11).
Para a igreja de Pérgamo, o conselho de Deus é para que os irmãos abandonem os
“ensinamentos de Balaão” e dos nicolaítas (2.12-17).
Para a igreja de Tiatira, Deus elogia os irmãos, mas também critica o fato de
estarem praticando a idolatria (2.18-29).
Para a igreja de Sardes, a advertência do Senhor é para que os irmãos se alertassem
de sua condição, pois ainda que dissessem estar vivos, estavam mortos. Todavia, existia
naquela igreja um remanescente fiel a Deus (3.1-6).
Para a igreja de Filadélfia, Deus diz que reconhece todas as suas obras e promete
guardá-la da “hora da tentação” (3.7-13).
As atitudes da igreja de Laodicéia foram totalmente repudiadas por Deus, pois os
cristãos eram mornos (3.14-21).
João teve uma visão das coisas que iriam acontecer e do trono de Deus e dos vinte
quatro anciãos que o adoravam (4.1-11). Quando João imaginou que não havia ninguém
capaz de abrir os selos, Cristo, o “Cordeiro de Deus”, toma o livro das mãos daquele que
estava assentado no trono e todos os anciãos e anjos passam a adorá-lo, pois somente Ele
(Jesus) é digno de abri-lo (5.1-14).
O primeiro selo fala do falso cristo; o segundo, de guerra; o terceiro, de fome; o
quarto, de morte; o quinto, dos mártires remanescentes; e o sexto, de cataclismo (6.1-17).
Os 144 mil dos judeus são selados e os gentios, vindos da Grande Tribulação, são
vistos dando honras e glórias a Deus e ao Cordeiro (7.1-17).
A abertura do sétimo selo é seguida por sete trombetas, que são tocadas pelos anjos,
respectivamente.
Ao toque da primeira trombeta, a terça parte da terra, a erva verde e as árvores são
queimadas. No segundo toque, a terça parte da criação, existente no mar, é atingida por
uma grande montanha em chamas. No terceiro toque, a terça parte dos rios e as fontes de
águas são atingidas por uma grande estrela que, em seguida, as torna amargas. No quarto
toque, a terça parte do sol, da lua e das estrelas é ferida, ficando estes luminares sem brilho.
No quinto toque, são soltos, do poço do abismo, gafanhotos terríveis, com poderes
semelhantes ao poderes do escorpião. Os insetos foram soltos para atormentar os homens
que não possuíam o selo de Deus. No sexto toque, os quatro anjos que estavam atados
foram soltos e, junto com eles, seus exércitos de cavalos saíram para matar a terça parte dos
homens.
Um anjo poderoso anuncia que o mistério de Deus não demorará a se cumprir. Os
gentios estarão na cidade santa por 42 meses. As duas testemunhas são mortas pela besta e
seus corpos ficam expostos na praça da “grande cidade” por três dias e meio, ressuscitando
logo após esses anos. Ao toque da sétima trombeta, é previsto o reinado de Cristo (8.1-
11.19). Um grande dragão espera pelo momento em que a mulher dará à luz seu filho para,
em seguida, devorá-lo. A mulher foge para o deserto e seu filho é arrebatado até o trono de
Deus. O grande dragão (a antiga serpente — Satanás) é lançado na terra pelo arcanjo
Miguel e seus anjos.
Ao ser lançado na terra, o dragão passa a perseguir a mulher. Como não obtém
êxito, começa, então, a pelejar contra os restantes de sua descendência (da mulher), aqueles
que guardam os mandamentos de Deus (12.1-18). A primeira “besta” reivindica para si a
adoração dos homens. A segunda “besta”, com autoridade idêntica à primeira, opera
grandes sinais e pede para que seja levantada uma imagem à primeira “besta”, e a falta de
adoração a essa imagem implicaria na morte de todos os homens (13.1-18).
Os 144 mil são reunidos no Monte Sião. Um anjo anuncia o evangelho eterno.
Aqueles que adorarem a “besta”serão atormentados pelos séculos dos séculos. Aqueles que
morrerem no Senhor serão bem-aventurados. João tem uma visão do Armagedom (14.1-
20). As sete taças da cólera de Deus são derramadas na terra (16.1-21). O anjo explica e
descreve para João a visão da grande meretriz e a vitória do Cordeiro (17.1-18). Os reis da
terra e os mercadores se lamentarão ao verem a destruição da grande Babilônia (18.1-24).
Acontecem no céu as bodas do Cordeiro. Cristo e seu exército saem vitoriosos para ferir as
nações. A “besta” e os reis da terra se unem para pelejar contra Cristo. A “besta” e o falso
profeta são aprisionados e lançados vivos no lago de fogo, para serem atormentados. Os
restantes são mortos (19.1-21).
Satanás é preso por mil anos é lançado e trancado no abismo. Aqueles que não
adoraram a “besta” reinarão com Cristo durante mil anos. Os mortos que adoraram a
“besta” não ressuscitarão, evento chamado de a primeira ressurreição. Após mil anos,
Satanás será solto, congregará as nações com a intenção pelejar contra os santos. O diabo
será lançado no lago de fogo e enxofre, onde estarão também a “besta” e o falso profeta.
Lá, serão atormentados pelos séculos dos séculos. Na segunda ressurreição, os que não
forem achados inscritos no livro da vida serão lançados no lago de fogo e enxofre (20.1-
15). João vê os novos céus e a nova terra. Vê a noiva do Cordeiro e contempla a nova
Jerusalém (21.1-27).
Sabemos que estas coisas hão de acontecer em breve. Portanto, devemos guardar as
profecias deste livro, pois a recompensa está nas mãos do Senhor, para dar a cada um
segundo suas obras. Ora vem, Senhor Jesus!

Autoria
É considerada obra autêntica do apóstolo João, o mesmo João dos evangelhos e das
três Epístolas.

Apocalipse e o Antigo Testamento


A designação do caráter de Deus (1.4), conferir Êxodo 3.14. Jesus Cristo como
soberano (1.5), conferir Salmos 89.27. A árvore da vida (2.7), conferir Gênesis 2.9. O
Soberano da criação de Deus (3.14), conferir Provérbios 8.22. Os seres viventes (4.6),
conferir Ezequiel 1.22. A oração como incenso (5.8), conferir Salmos 141.2. A antiga
serpente (12.9), conferir Gênesis 3.1. A voz da grande multidão (19.6), conferir Ezequiel
1.24. As lágrimas sendo enxugadas (21.4), conferir Isaías 25.8. Não acrescentar nem
diminuir as palavras do livro (22.18,19), conferir Deuteronômio 4.2 e 12.32.
Questionário

1. Quando foram fixados o Cânon do Novo Testamento e quais os requisitos necessários


para a inclusão dos tais livros?
2. Explique o que significa Sinópticos.
3. Como os quatro evangelistas apresentam a pessoa de Cristo nos seus respectivos
evangelhos?
4. Visto que Marcos não foi apóstolo de Cristo, por que os irmãos primitivos consideraram
o seu escrito como sendo canônico?
5. Como poderia se chamar o livro de Atos? Por quê?
6. Didaticamente, como se dividem as epístolas?
7. Como era socialmente a cidade de Corinto? E o que a igreja enfrentava ali?
8. Por que Paulo repreendeu o apóstolo Pedro em Antioquia?
9. Para quem foi escrita a carta aos Hebreus? Por que foi escrita e quem é o seu autor?
10.Qual o objetivo de Paulo ao escrever a Filemom?
11. Quantos Tiago há na Bíblia e qual deles é o provável autor da epístola que leva o seu
nome?
12. Qual é a diferença entre a primeira e a segunda carta de Pedro?
13. Qual era inicialmente a intenção de Judas ao escrever sua carta e por que mudou de
planos?
14. Quais os cinco pontos de vista com relação ao Apocalipse?
15. O que Deus disse de cada igreja da Ásia? Relacione.
Referências bibliográficas

D.A.CARSON; DOUGLAS J. MOO; LEON MORRIS. Introdução ao Novo Testamento.


São Paulo, Edições Vida Nova, 1ª ed., 1997.
MEYER F.B. Comentário bíblico. São Paulo, Editora Betânia, 1ª ed., 1992.
BÍBLIA DE ESTUDO. Pentecostal. Rio de Janeiro, CPAD.,1ª imp., 1995.
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BÍBLIA. Apologética. São Paulo. ICP editora,1ª ed., 2000.
GUNDRY Robert H. Panorama do Novo Testamento. São Paulo. Edições Vida Nova, 2ª
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PEARLMAM Myer. Através da Bíblia. São Paulo. Editora Vida, 22ª imp., 2001.
HALLEY,Henry H. Manual bíblico. São Paulo. Edições Vida Nova, 7ª ed., 1987.
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