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NOVO PLURAL 12 – LIVRO DO PROFESSOR

Português • 12.º Ano • Ensino Secundário


SOLUÇÕES

TESTE 1
GRUPO I GRUPO II

A 1. (B)
2. (D)
1. Os mais nítidos traços de autocaracterização do sujeito poético são
3. (B)
os seguintes: a incompreensão de si mesmo («Não sei porque é que
sou assim.»); a incapacidade de sentir sem pensar («Sentir foi sempre 4. (C)
para mim / Uma maneira de pensar.»); a inquietação interior, 5. (C)
representada pelo «rodopio / Das folhas secas», que impedem o 6. (B)
encontro consigo mesmo («Não consigo ser eu a fio»). 7. (C)
2. A recordação de uma velha canção entristece o sujeito poético, no 8.1 Oração subordinada adjetiva relativa explicativa.
entanto, ele não sabe determinar, com exactidão, o motivo da tristeza. 8.2 Embora só reconhecesse direitos às pessoas.
Essa tristeza advém do facto de a cantiga ser antiga e, por isso,
remeter para um passado distante, que já não existe? Ou é o sujeito 9. Ambas têm a função sintática de modificadores verbais.
poético que é antigo, condição de que a cantiga o faz tomar GRUPO III
consciência e, logo, tem o efeito de o deixar triste? Seja como for, na
base da tristeza do sujeito poético está a memória nostálgica de um 1. O texto de opinião deve ser organizado, segundo um plano prévio,
passado distante e irrecuperável, despoletada pela lembrança de uma em três partes: introdução, desenvolvimento, conclusão.
cantiga que pertence a esse passado. 2. O texto deve:
3. As duas linhas temáticas pessoanas que melhor se evidenciam no – respeitar o tema;
poema são: a dor de pensar, provocada pela incapacidade de sentir – mobilizar informação adequada;
sem a interferência do pensamento («Sentir foi sempre para mim / Uma – explicitar um ponto de vista sustentado em argumentos e
maneira de pensar.») e a nostalgia da infância, patente na segunda respetivos exemplos;
estrofe.
– usar um discurso valorativo (juízo de valor implícito ou explícito);
B – apresentar coerência, coesão, clareza e concisão.
4. É através das sensações captadas pelos cinco sentidos (visão, 3. Ao nível da correção linguística e da organização lógico-conceptual,
ouvido, tato, olfato, gosto – vv. 4-6) , que o poeta estabelece a relação deve apresentar:
com a realidade, seja ela flor, fruto ou dia de calor. Essa forma de – correta marcação e proporcionalidade dos parágrafos (introdução e
relação sensacionista com o real basta-lhe, pois é a que lhe traz a conclusão muito breves, desenvolvimento mais extenso);
verdade desse real. Ao afirmar a sensação como fonte única do – encadeamento lógico das ideias, com uso dos conectores;
conhecimento do real, o poeta nega o pensamento, submetendo-o à – adequação do vocabulário;
sensação. Caeiro consegue, assim, unir o pensar ao sentir, afirmando,
– correção ortográfica e sintática;
por exemplo, «Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la / E comer um fruto é
saber-lhe o sentido.» – pontuação adequada.

Recursos expressivos Grupo II


Metáfora: «Sou um guardador de rebanhos»; «O rebanho é os meus 1. (B)
pensamentos». Estas metáforas são essenciais para a compreensão 2. (C)
de toda a poética de Caeiro, cujo livro se chama, precisamente, «O 3. (C)
Guardador de Rebanhos». Através destas metáforas, Caeiro assume a
4. (C)
sua dimensão de poeta bucólico, intimamente ligado à Natureza, ao
mesmo tempo que nos fornece a interpretação desse bucolismo: ele é 5. (D)
pastor de um rebanho que são os seus pensamentos, guardando-os, 6. (D)
não deixando que eles se libertem, mas que se diluam e convertam em 7. (A)
sensações. 8. (B)
Anáfora – este recurso está ligado ao tipo de articulação do discurso: 9. Predomina a modalidade epistémica com o valor de certeza.
muito simples, com predomínio da coordenação, neste caso aditiva Justifica-se porque o locutor exprime um ponto de vista de que está
(conjunção coordenativa copulativa – e) seguro, revela não ter dúvidas sobre a abordagem das questões
Enumeração – a enumeração dos órgãos dos sentidos, nos versos 4 a levantadas, ao longo do texto.
6, contribui decisivamente para a afirmação da relação sensacionista 10. A função de complemento agente da passiva.
com o real.
Antítese – Na última estrofe poderemos considerar a antítese «Triste»
/ «feliz», dois estados contrastivos que o sujeito poético experimenta
na sua relação sensacionista com a Natureza.

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