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INSTITUTO FEDERAL DE SÃO PAULO – CAMPUS SÃO

JOSÉ DOS CAMPOS

PROJETO E CONSTRUÇÃO DE UMA MÁQUINA


NEWCOMEN

Alan Junior de Souza Rodrigues 140294-3

Alex Fernandes de Souza 150035-X

Marcelo Augusto Silva 150053-8

Pedro Arruda dos Santos 150011-2

Reginaldo Berchior de Oliveira Júnior 150140-2

DISCIPLINA PROJETO INTEGRADOR DO 4º MÓDULO DO


CURSO TÉCNICO EM MECÂNICA

São José dos Campos, 2016


Alan Junior de Souza Rodrigues 140294-3

Alex Fernandes de Souza 150035-X

Marcelo Augusto Silva 150053-8

Pedro Arruda dos Santos 150011-2

Reginaldo Berchior de Oliveira Júnior 150140-2

PROJETO E CONSTRUÇÃO DE UMA MÁQUINA


NEWCOMEN

Trabalho apresentado à disciplina do Projeto


integrador do 4º módulo do curso Técnico em
Mecânica, ministrada pelo Profº. Neimar e Profª
Janaína, para a obtenção da nota final.

São José dos Campos, 2016

2
RESUMO
Desde a revolução industrial, a procura por equipamentos com rendimentos
melhores têm sido objeto de estudos por todo o globo. O objetivo desse trabalho é
desenvolver uma máquina a vapor seguindo o modelo de Thomas Newcomen para
fins didáticos. Os conceitos utilizados abordam temas como geração de vapor, calor
e trabalho. Coletou-se os dados relevantes sobre a formação de vapor e a criação
de pressão negativa na câmara do pistão, de modo que o mesmo fosse capaz de
converter a energia térmica em trabalho. Com base nas pesquisas e testes
elaborados sobre a fonte de calor, descobriu-se uma melhor estratégia para
aquisição do mesmo, resultando em um melhor aproveitamento energético. O
trabalho propõe a utilização de materiais acessíveis e que são eficientes na
fabricação do protótipo.

Palavras-chaves: Máquina a vapor; Thomas Newcomen; Calor.

3
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO………………………………………………………………………………. 6
2 OBJETIVO…………………………………………………………………………………… 7
2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS………………………………………….…………………. 7
3 JUSTIFICATIVA……………………………………………………………………………... 8
4 REFERÊNCIA TEÓRICA…………………………………………………………………… 9
4.1 HISTÓRIA DA MÁQUINA TÉRMICA…………………………………………………..... 9
4.2 THOMAS NEWCOMEN E A INVENÇÃO DA MÁQUINA TÉRMICA………………... 11
5 MATERIAIS E MÉTODOS …………………………………………………………………. 14
5.1 FERRAMENTAS………………………………………………………………………….. 16
5.2 PROJETOS CAD………………………………………………………………………… 17
5.3 PROCESSOS DE FABRICAÇÃO…………………………………………………….... 18
6 RESULTADOS E DISCUSSÃO……………………………………………………………. 21
7 CONCLUSÃO……………………………………………………………………………….. 24
8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS………………………………………………………. 25
ANEXOS……………………………………………………………………………………….. 27
ANEXO I: PEÇA PARA TRIPÉ
ANEXO II: TUBO PAR CAVALETE
ANEXOIII: VISTA ISOMÉTRICA DO CONJUNTO
ANEXO IV: SUPORTE PARA FIXAÇÃO DA SERINGA
ANEXO V: BASE DE MADEIRA
ANEXO VI: TRIÂNGULO PARA TRIPÉ

4
LISTA DE FIGURAS

FIGURA 4.1: IMAGEM E REPRESENTAÇÃO DE UMA EOLÍPILA……………………….... 10


FIGURA 4.2: MÁQUINA À VAPOR DE THOMAS SAVERY…………………………………. 10
FIGURA 4.3: ESQUEMA 3D DA MÁQUINA DE NEWCOMEN……………………………... 12
FIGURA 4.4: DIAGRAMA DE PRESSÃO-TEMPERATURA PARA A MÁQUINA DE
NEWCOMEN……………………………………………………………………………………..
13
FIGURA 5.1: SERRA DE FITA UTILIZADA PARA CORTAR O TARUGO DE
ALUMÍNIO….......................................................................................................................
16
FIGURA 5.2: MÁQUINA DE FRESAMENTO UTILIZADA PARA FABRICAR SUPORTE
EM ALUMÍNIO…………………………………………………………………………………….
17
FIGURA 5.3: VISTA EM PERSPECTIVA DO CONJUNTO ESQUEMATIZADO NO
INVENTOR 2016………………………………………………………………………………….
17
FIGURA 5.4: BASE DE MADEIRA COM SUPORTE TRIPÉ………………………………... 18
FIGURA 5.5: FIXAÇÃO DO TRIÂNGULO FEITO EM ALUMÍNIO………………………….. 18
FIGURA 5.6: FIXAÇÃO DO COMPONENTE PARA ENCAIXE DO TUBO………………… 19
FIGURA 5.7: FIXAÇÃO DO TUBO……………………………………………………………... 19
FIGURA 5.8: SUPORTE PARA FIXAÇÃO DA SERINGA……………………………………. 20
FIGURA 5.9: ORIFÍCIO DE ENTRADA DA ÁGUA FRIA UTILIZADA NO
21
RESFRIAMENTO DO VAPOR…………………………………………………………………..
FIGURA 6.1: TESTE DE AQUECIMENTO DA RESISTÊNCIA……………………………… 22
FIGURA 6.2: PROTÓTIPO CONSTRUÍDO X PROJETO CAD........................................... 23

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1 INTRODUÇÃO

A demanda por equipamentos com melhores desempenhos energéticos é


uma das maiores necessidades das indústrias desde o inicio da revolução industrial.
A máquina a vapor foi uma das invenções que mais trouxeram benefícios à matriz
enérgica das indústrias, sendo utilizadas para realizar diversas tarefas, tanto em
ambientes internos quanto externos, tornando-se um dos meios de conversão de
energia em trabalho mais utilizados pelo homem.
A máquina de Newcomen, é uma máquina térmica, que a partir do
aquecimento da água, utilizando o vapor gerado, sob condições físicas apropriadas,
é capaz de realizar uma determinada energia mecânica. O aquecimento da água é
feito por meio de uma resistência elétrica localizada no fundo do recipiente contendo
o liquido, onde, por meio de um orifício a mesma é conectada a rede elétrica. O
mecanismo funciona de modo simples, onde o vapor gerado pelo aquecimento da
água fornece energia ao êmbolo da seringa, empurrando-o para cima. O êmbolo por
sua vez está conectado
A uma estrutura móvel, que transforma a energia fornecida em trabalho,
realizando a tarefa solicitada pelo projeto. A eficiência do projeto se dá na estrutura
criada, que, ao afunilar o orifício de saída do vapor, assim, aumentando a velocidade
de vazão do mesmo, melhorando o desempenho do sistema. O presente trabalho
consiste em desenvolver uma máquina de Newcomen, em menor escala para fins
acadêmicos, baseando-se nos mesmos princípios com expectativa de aprimorar
alguns funcionamentos da máquina.

6
2 OBJETIVO GERAL

Desenvolver uma máquina de Newcomen para fins didáticos, utilizando


materiais simples e leves a fim de se obter uma melhor eficiência energética na
realização de trabalho mecânico.

2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Construir uma máquina térmica com aquecimento elétrico.

 Construir uma estrutura para realizar trabalho mecânico.

 Possibilitar a identificação de conceitos termodinâmicos no projeto.

7
3 JUSTIFICATIVA

O projeto se dá pela necessidade de um laboratório de termodinâmica, onde a


máquina de Newcomen desenvolvida neste projeto tem como principal finalidade a
utilização em sala aula, buscando demonstrar conceitos físicos relacionados à
termodinâmica. O dispositivo será utilizado nos laboratórios do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia, Campus São José dos Campos, para facilitar o
entendimento dos alunos nos conceitos trabalhados em sala de aula.

8
4 REFERÊNCIA TEÓRICA

4.1 HISTÓRIA DA MÁQUINA TÉRMICA

A demanda atual por máquinas que atendam a diversos requisitos, entre ele
eficiência energética, faz com que se estude cada vez mais sobre o assunto a fim de
desenvolver novos métodos e novos projetos que atendam à essa necessidade de
economia e melhor desempenho. Tal estudo tem como objetivo o desenvolvimento
de maquinário que não agrida o meio ambiente, consuma menos energia e realize
cada vez mais trabalho (ABIMAQ, 2006).

Pode-se dizer que o surgimento da máquina térmica se deu no período da


Revolução Industrial, no século XVIII, mas desde antes houve vários estudos na
tentativa de entender como o homem poderia utilizar o vapor dá água a seu favor. A
necessidade do homem em tentar utilizar o aquecimento da água como forma de
realizar trabalho ocorreu somente com a abolição da escravidão no mundo, uma vez
que os escravos eram utilizados nas construções, fabricações diversas, lavoura e
outras atividades comuns à época, e que passaram a serem atividades remuneradas
(MASSOFF, 2011). A abolição da escravidão impulsionou o desenvolvimento de
métodos de produção que substituíssem a mão-de-obra escrava, de modo que estes
métodos fossem economicamente viáveis e fossem capazes de produzir em larga
escala atendendo às demandas da época (WARE, 1964).

A primeira tentativa do homem em usar o vapor de água na geração de


trabalho foi à construção de uma máquina chamada Eolípila, que era uma bacia
contendo água, com duas hastes conectadas a um tubo com uma câmara cilíndrica
no centro. O cilindro tinha duas saídas de ar em posições opostas (HEILBRONER,
1967). O vapor entrava e, pelas hastes, levado até a câmara, que se movimentava
com a saída do mesmo. A Figura 4.1 mostra uma Eolípila.

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Figura 4.1: Imagem e representação de uma Eolípila

(Fonte: HEILBRONER, 1967)

O primeiro projeto de uma máquina térmica foi idealizado por Thomas Savery,
com o objetivo de retirar águas das minas de carvão. A máquina usava o princípio de
criação de pressão negativa, gerando vapor em um cilindro fechado e logo em
seguida o condensando (TANN, 1978). Esse processo criava uma pressão negativa,
que ao abrir esse cilindro conectado à tubulação de água no fundo da mina, fazia
com que a água se elevasse até a altura do cilindro, como mostra a Figura 4.2.

Figura 4.2: Máquina a vapor de Thomas Savery

(Fonte: CHAN, 2014)


10
4.2 THOMAS NEWCOMEN E A INVENÇÃO DA MÁQUINA ATMOSFÉRICA

Thomas Newcomen, nascido no estado de Dartmouth, Inglaterra, foi um


ferreiro inglês que também atuava como mecânico. Thomas Newcomen, que
também era sócio de Thomas Savery, buscando uma solução para a retirada de
água que se acumulava nas minas de carvão, aplicou uma série de adaptações na
máquina de Thomas Savery, a fim de bombear a água que se acumulava nas minas
até a superfície (SANTOS, 2012)

A máquina de Newcomen também ficou conhecida como máquina


atmosférica, por usar a variação de pressão do sistema em relação a pressão
atmosférica do planeta, para subir a água até a superfície. A primeira máquina foi
instalada em 1972, desencadeando mudanças significativas na mineração, que até
então utilizava animais para puxar barris de água do fundo das minas (STOWERS,
2014). O sistema homem – animal era rudimentar, onde os mineiros enchiam barris,
os amarravam a cordas que, por sua vez, eram presas aos animais na superfície. Os
animais eram responsáveis por todo o esforço na subida dos barris (McNEIL,2002).

Documentos históricos apontam que Thomas Newcomen já trabalhava em


máquinas térmicas antes de conhecer Savery, porém suspeita-se de que membro da
Royal Society tenha recebido informações sobre os estudos de Newcomen e
enviado Savery para obter mais informações, onde nesse encontro, a máquina de
Savery foi apresentada à Newcomen (CORFIELD, 2013).

A máquina desenvolvida por Newcomen era um mecanismo complexo para a


época. A utilização de vapor de água para a realização de trabalho não era algo
pensável, uma vez que toda a energia gerada até então era oriunda da queima do
carvão. Apesar da fonte de calor da máquina de Newcomen também ser gerado
através da queima do carvão, esse não era o responsável direto pelo funcionamento
da maquina, uma vez que se poderia usar qualquer fonte de calor para aquecer a
água (JÚNIOR, 2010).

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O mecanismo desenvolvido funciona do seguinte modo: A água era aquecida,
o vapor gerado entrava em um cilindro contendo um pistão, que era empurrado para
cima devido ao aumento da pressão interna. Em seguida diminuía-se o calor do
cilindro injetando água fria dentro do mesmo. A queda na temperatura condessava o
vapor. A diminuição no volume do vapor, devido ao seu resfriamento, causava uma
queda de pressão dentro do cilindro, onde a pressão atmosférica empurrava o pistão
para baixo. Em seguida, o vapor era injetado novamente empurrando o pistão para
cima e o ciclo se repetia (GERALD, 2013). A figura 43 apresenta um esquema 3D do
projeto de Newcomen.

Figura 4.3: Esquema 3D da Máquina de Newcomen

O mecanismo era utilizado nas minas conforme mostra a figura acima, onde a
parte livre era conectada ao poço de onde se retirava a água. A grosso modo, o
mecanismo criava uma ação de sucção da água devido a criação de pressão
negativa.

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O primeiro motor tinha cerca de 10 metros de altura, produzia cerca de 6
cavalos de potência (5.4 kW) e puxava água à 50 metros de profundidade,
considerado um grande avanço quando se compara com a retirada de água
utilizando animais 24 horas por dia (ANDREW, 2015). O diagrama da figura 4.4
relaciona a pressão em função da temperatura na máquina de Newcomen,
exemplificando, de modo mais claro o princípio de funcionamento da mesma.

Figura 4.4: Diagrama pressão–temperatura para máquina de Newcomen

(Fonte: Andrew, 2016)

Observa-se na figura acima que a pressão aumenta em função da


temperatura. Conforme a temperatura diminui dentro do cilindro a pressão cai, sendo
respectivamente metade da pressão atmosférica. Essa diferença, portanto, é
responsável pelo bombeamento da água.

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O cilindro contendo o pistão pode ser considerado a principal parte da
estrutura, já que esse componente sofre variações de temperatura e pressão
consideráveis. O primeiro material utilizado nos cilindros foi o bronze. A partir de
1743 o bronze foi substituído pelo ferro fundido, fabricando a partir de então cilindro
de ferro fundido com espessura de aproximadamente 1 polegada (CARR, COWART
2012).

5 MATERIAIS E MÉTODOS

Os materiais utilizados neste projeto, assim como software, estão listados


abaixo.

- Kitassato 500 mL;

- Resistência elétrica;

- Madeira;

- Mangueira;

- Tubo de alumínio;

- Chapa de ferro;

- Suporte feito em ferro;

- Seringa 20mL;

- Cano PVC;

- Ventoinha;

- Inventor 2016.

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Os conceitos e equações apresentadas a seguir foram utilizados para calcular
a quantidade de calor necessário para aquecer a água e calcular a volume de vapor
necessário para empurrar o êmbolo para cima.

Através da Equação 1 é possível calcular a quantidade total de calor


necessário para gerar vapor de água.

Qt  Ca.m.t  Ql.m

Onde:

Qt - Calor total [J];

ca - Calor específico da água [kj/kg. K];

ΔT - Variação de temperatura [K];

Ql - Calor latente [kJ/kg];

m - massa [kg].

A equação de Clapeyron, Equação 2, possibilita saber o volume de vapor, em


kg, necessário para a fazer o êmbolo da seringa subir até a posição final.

P.V  n.R.T

Onde:

P - Pressão [Pa];

V - Volume [m³];

n - Número de mol [mol];

R - Constante universal dos gases perfeitos [J.K-1.mol-1].

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5.1 FERRAMENTAS

Foram utilizados na fabricação dos componentes as ferramentas e


equipamentos listados na Tabela 1.

Tabela 1 - Ferramentas e máquinas utilizadas na fabricação do protótipo.

Ferramentas

Martelo Arco serra Lixa 80

Riscador Alicate Serrote

Morsa Lima Chave Philips e fenda

Para a fabricação de alguns componentes foram utilizados os seguintes


equipamentos fornecidos pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
do Estado de São Paulo: Serra fita (Figura 5.1) e Máquina de fresamento (Figura
5.2)

Figura 5.1: Serra de fita utilizada para cortar o tarugo de alumínio

16
Figura 5.2: Máquina de fresamento utilizada para fabricar suporte em alumínio

5.2 PROJETOS CAD

A Figura 5.3 apresenta esquematicamente a montagem do protótipo como um


todo. Nos anexos encontram-se todas as partes fabricadas e utilizadas no projeto

Figura 5.3: Vista em perspectiva do conjunto esquematizado

17
5.3 PROCESSOS DE FABRICAÇÃO

O processo de fabricação se deu em etapas, onde cada etapa compõe a


fabricação ou encaixe de peças na estrutura final.

1ª Etapa: Fixação dos suportes da estrutura na base de madeira. Os suportes foram


fixados utilizando parafusos para madeira, conforme Figura 5.4.

Figura 5.4: Base de madeira com suporte tripé

2ª Etapa: Fixação do triângulo que compõe parte da estrutura. A peça foi fabricada
em chapa de alumínio de 3 mm de espessura e foi cortada utilizando arco serra,
conforme Figura 5.5.

Figura 5.5: Fixação do triângulo feito em alumínio

18
3ª etapa: Fixação do componente responsável por prender o tubo de alumínio junto
à estrutura. A peça é feita em alumínio e foi usinada utilizando fresa de topo, como
mostra a Figura 5.6.

Figura 5.6: Fixação do componente para encaixe do tubo

4ª etapa: Fixação do tubo de alumínio junto à estrutura. As dimensões do tubo estão


disponíveis nos anexos deste documento, conforme Figura 5.7.

Figura 5.7: Fixação do tubo

19
5ª etapa: Fabricação do suporte da seringa. O suporte foi fabricado usando-se ferro.
Foram feitos dois furos (um em cada extremidade do suporte) para a fixação na base
e para fixar a seringa.
Os desenhos técnicos contendo dimensões e especificações das peças estão
presentes nos Anexos 1 a 5.
A Figura 5.8 mostra o suporte já fixado com a seringa acoplada ao mesmo.

Figura 5.8: Suporte para a seringa

O suporte foi fixado na madeira através de parafusos para madeira, e a


seringa foi fixada utilizando parafusos com porcas, de modo que as abas da seringa
ficassem presas ao suporte.

Os furos foram feitos utilizando furadeira convencional com broca para metal
de diâmetro 4 mm. O objeto foi preso em uma morsa e furado manualmente.

6ª etapa: Abertura do canal para passagem da água fria, conforme Figura 5.9. O furo
foi feito utilizando um prego aquecido em fogão convencional e preso a um alicate.
Após o aquecimento o prego foi posicionado no local do furo, que derreteu a parede
da seringa, resultando então em um furo cilíndrico.

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Figura 5.9: Orifício de entrada da água fria utilizada no resfriamento do vapor.

A etapa final se resume a montagem do conjunto completo, encaixando a


mangueira na fonte de calor e conectando a seringa, depois conectou-se a fonte de
água fria ao orifício de entrada da mesma.

Para todas as tarefas foram utilizados os devidos equipamentos de segurança


e medidas que evitassem qualquer tipo de acidente. Utilizou-se os seguintes
equipamentos de segurança: Óculos de segurança, luvas térmicas e avental e
jaleco.

6 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Inicialmente utilizou-se resistências elétricas para realizar o aquecimento da


água, porém as mesmas foram danificadas devido ao excesso de calor ao qual
foram submetidas. Isso se deve ao fato da resistência ser projetada para trabalhar
com fluxo de água corrente.

Visando substituir o aquecimento com a resistência, utilizou-se uma aparelho


de cozimento a vapor, que a partir do aquecimento da água, fornece uma massa de
vapor intermitente para o ambiente. A adaptação desse aparelho no trabalho
consiste em apenas canalizar essa massa vapor e direcioná-la a seringa.

Verificou-se que o meio de fornecimento de vapor é eficiente para a geração


de trabalho, uma vez que o mesmo conseguiu movimentar o êmbolo para cima de
21
modo eficaz. O resfriamento feito através da inserção de água fria, resultou no
resfriamento imediato do vapor de água presente dentro do êmbolo, criando o
pressão negativa momentâneo esperado. Esse resfriamento se dá porque ao se
adicionar água fria a uma certa massa de vapor de água, ocorre a transferência de
calor, de modo que as massas envolvidas no processo tenham a mesma
temperatura final, retirando, portanto, energia cinética dos átomos de vapor, que
resulta em uma pressão menor que a pressão atmosférica.

Para garantir o menor atrito possível entre os componentes móveis, de modo


a minimizar a resistência ao movimento, utilizou-se o lubrificante WD-40, feito a base
de água, que permite que os componentes trabalhem em condições mais favoráveis.

A Figura 6.1 mostra um dos testes realizados utilizando uma resistência


elétrica.

Figura 6.1: Teste de aquecimento da resistência

A Figura 6.2 mostra o protótipo construído pela equipe e o conjunto idealizado


via CAD.

22
Figura 6.2: Protótipo construído x Projeto CAD.

23
7 CONCLUSÃO

A utilização de vapor de água na geração de trabalho se mostra eficiente,


tornando o protótipo construído um excelente material de apoio ao entendimento de
conceitos termodinâmicos. A utilização do aparelho de cozimento a vapor é
configurado para o fornecimento de vapor com fluxo intermitente, o que facilita o
resfriamento.

O tubo feito em alumínio é leve e resistente, contribuindo significativamente


para um menor valor de calor necessário para a elevação do êmbolo; resultando em
um melhor aproveitamento energético do sistema.

O material utilizado na vedação das partes conectadas a seringa e ao


reservatório de água fria, são resistentes a temperatura e umidade, fazendo com
que o produto final tenha uma durabilidade considerável, uma vez que não será
preciso realizar reparos por conta de má fixação de componentes.

A base de madeira é resistente à umidade devido a uma camada de


impermeabilizante aplicada sobre sua superfície. Essa camada evita uma possível
absorção de fluidos que possam ser derramados acidentalmente sobre sua
superfície, evitando que o material perca suas propriedades originais, que poderiam
prejudicar a fixação de partes na base.

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8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANDREW, J. Thomas Newcomen (1664-1729) and first recorded steam engine. Vol.
168-2. pp. 571-578. 2015. Disponível em:<http://www.icevirtuallibrary.com.sci-
hub.cc/doi/full/10.1680/jtran.13.00061>

(ABIMAQ, 2006) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS. A


história das máquinas – Abimaq 70 anos. ed. Magma. São Paulo. 2006. 168p

CARR, M. A; COWART, J. Thermodinamic Modeling of 18th Century Steam Engines.


2012 ASSW Annual Conference & Exposition. 2012. Disponível
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CORFIELD, B. Thomas Newcomen The Man. The International Journal for the History
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GERALD, M. The atmosdpheric Steam Engine as Energy Converter for Low and
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HEILBRONER, R. L. Do Machines Makes History?. Technoloy and Culture. Vol. 8, pp


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JÚNIOR, N. V. R. O Ensino da Conservação da Energia no Contexto da


Termodinâmica numa Perspectiva Sociointeracionista: proposta de um livro
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MOSSOFF, A. The rise and fall of the first american patent thicket: The sewing machine war
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McNEIL, IAN. An Encyclopaedia of the History of Technology. Taylor & Francis e-Library.
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SANTOS, M. M. A História da Termodinâmica e suas Leis. Tese de conclusão de curso.


Universidade estadual de Goiás. Anápolis. 2012.
25
STOWERS, A. The Development of the Atmospheric Steam Engine after
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– 1734). AULA 2, 2014

http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/historia/imagens/maquina_vapor_08_d.jpg

26
ANEXOS

ANEXO 1.

27
ANEXO 2

28
ANEXO 3

29
ANEXO 4

30
ANEXO 5

31
ANEXO 6

32

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