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Índice
Introdução...................................................................................................................................................2

Filosofia política em África.........................................................................................................................3

Génese dos nacionalistas.........................................................................................................................3

Conclusão....................................................................................................................................................6

Bibliografia.................................................................................................................................................7
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Introdução
O presente trabalho tem como tema “Génese do nacionalismo em africa”, onde por sua vez
procuram trazer a ideia de que os povos africados precisam de alcançar a sua independência, no
sentido de emancipar-se e assim Consolidarem-se como Estados.
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Filosofia política em África

Génese dos nacionalistas


A Filosofia política Africana está estreitamente ligada ao pan-africanismo. O pan-africanismo,
além de lutar pelo reconhecimento dos negros no mundo, traçou, principalmente com DU Bois,
linhas para uma Filosofia Política africana.

Por filosofia africana entende-se o conjunto de pensamentos relativos à emancipação e ao


reconhecimento do homem negro, quer dentro do seu continente, quer fora dele. A filosofia
política africana contem o pensamento de vários autores e tem como objectivo a libertação física
e psíquica do jugo colonial do continente africano.

No 5º Congresso Pan-Africano, que teve lugar em Manchester, em Inglaterra, em 1945, Du Bois


passou testemunho político a Nkrumah. Daquele momento em diante, as principais figuras da
Filosofia africana seriam Nrumah e Senghor. Estes dois homens esforçaram-se por lançar as
bases da política dos Estados Africanos.

Nwame Nkrumah e Léopold Sedar Senghor lideram dois grupos e dois pontos de vista que não
chegaram a conciliar-se: Nkrumah defendia a independência imediata dos Estados africanos,
enquanto Senghor acreditava que uma independência gradual dos Estados seria o ideal.

A ideologia adoptada pelos Estados africanos foi o socialismo, talvez pela influência do
“consciencismo” de Nkrumah e de outras conjunturas políticas. Nesta ideologia, hipertrofia-se o
espírito comunitário africano, o que levou Nkrumah a postular o socialismo, como prova o
seguinte excerto: “O Vulto tradicional da áfrica implica uma atitude em relação ao homem que
nas suas manifestações sociais não pode deixar de ser classificada como socialista.”

O consciencismo constituiu uma autêntica defesa do materialismo, pois alguns africanos


achavam-se incompatíveis com a espiritualidade africana. Nkrumah defendia que o ateísmo não
era condicao indispensavel da adesão ao marxismo, ou pelo menos ao materialismo. Por outro
lado, pretendia mostrar que o conteúdo essencial do socialismo, o igualitarismo, era conforme às
tradições socioculturais africanas. O consciencismo pretendia assegurar o desenvolvimento de
cada individuo.
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Nrumah teve seu mérito de ser o promotor do conceito African personality, tendo trabalhado
bastante para conduzir seu país o Gana, à independência. Com efeito, o Gana foi a primeira
nação negro-africana a ser independente.

Outos políticos de renome, como Senghor, Luís Cabral, Júlio Nyerere e Agostinho Neto,
aliaram-se também ao socialismo, tendo-o abordado o ponto de vista da realidade africana,
dando origem àquilo que se chama, com o pensamento de Nkrumah, o socialismo africano.
Senghor apoia o socialismo africano, defendendo que é a alma negra é essencialmente colectiva
e solidária, por isso, a África é, por natureza do seu povo, Socialista.

O verdadeiro mérito de Nkrumah foi o seu ideal da unidade africana. Concebida em 1953, por
Majhemout Diop, a unidade africana baniria as fronteiras traçadas arbitrariamente em Berlim e
traçaria novas fronteiras mais racionais, de modo a estabelecer relações económicas entre as
grandes zonas de produção africana. Nkrumah concebeu uma unidade africana politicamente
organizada que transformaria o continente africano num só Estado, com um governo central,
inspirado na constituição americana. Nkrumah estava convicto de que os Estados africanos,
considerados individualmente, não eram suficientemente fortes para competirem com as grandes
potências do Ocidente. Segundo Krumah, esta fraqueza levava-os a procurar a sua segurança em
acordos com ex-potências coloniais ou potências neocoloniais. Nkrumah partilhava o ponto de
vista de Diop sobre a arbitrariedade com que foram definidas as fronteiras, dividindo as
populações de uma mesma cultura em diferentes Estados, o que poderia a todo o momento
originar conflitos interafricanos.

NA década de 1960, nasceram dois grupos: um de Monróvia (Califórnia, EUA) e outro de


Casablanca (Marrocos). O grupo de Monróvia defendia a criação dos Estados Unidos da áfrica e
o de Casablanca defendia a criação das nações e assim fundou a OUA-Organização de Unidade
Africana. Este último grupo acabou por ganhar a batalha.

A OUA, criada a 2 de Maio de 1963, em Addis Abeba, Etiópia, através da assinatura da sua
constituição por representantes de 32 governos de países africanos independentes, tinha os
seguintes objectivos:

 Promover a unidade e a solidariedade entre os Estados africanos;


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 Coordenar e intensificar a cooperação entre os Estados africanos, no sentido de


proporcionar uma vida melhor aos povos de África;
 Defender a soberania, integridade territorial e independência dos Estados africanos;
 Erradicar todas formas de colonialismo em África;
 Promover a cooperação internacional, respeitando a Carta das Nações Unidas e a
Declaração Universal dos direitos Humanos;
 Coordenar e harmonizar as políticas dos Estados-membros nas esferas politica,
diplomatica, económica, educacional, cultural, da saúde, bem-estar, ciência, técnica e de
defesa.

Toda via, alguns críticos condenaram o caracter fechado dos Estados-membros da OUA, uma
vez que nela não havia inibição de comportamentos ditatoriais, em nome da condição de não se
intrometerem nos assuntos internos. Este facto levou a que ocorressem muitos golpes de Estado
em África, concretamente no Gana, com Nkrumah, no Congo e em outros países africanos.

Entretanto, a partir de 1960, os Estados africanos começara a ganhar sua independência, aderindo
ao socialismo africano, à luz das filosofias dos políticos africanos que lideravam o processo.
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Conclusão
No presente trabalho, podemos concluir que a filosofia politica africana é o instrumento pela
qual o homem negro pudesse alcançar a emancipação, e desenhar estratégias para o alcance da
independência. Todavia, durante muito tempo o povo africano esteve mergulhado numa
colonização e humilhação por parte das potencias ocidentais, dai que seu valores, culturas
tradições acabaram-se por estar em crise diante desta.

Com efeito, filósofos africanos como Nkrumah e Senghor, defendem a ideia da independência
dos estados africanos e acima de tudo por um regime socialista com vista a manter a união entre
os povos, pois para, Nkruma, o socialismo é típico do africano e o mesmo poderia ajudar de
forma progressiva no desenvolvimento do povo.

Em suma, os nacionalistas sempre defenderam as independências dos povos de africa para que
possam alcançar a emancipação.
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Bibliografia
GEQUE, Eduardo e BIRIATE, Manuel, filosofia 12, pré-universitário, ed Logman, Maputo,
2010.

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