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PELLINI, A. M.
Os sistemas de planejamento, execução e controle da
gestão pública
...
ConTexto, Porto Alegre, v. 3, n. 4, 1º semestre 200
3.
ISSN (Impresso): 1676-6016
ISSN (Online): 2175-8751
1
OS SISTEMAS DE PLANEJAMENTO, EXECUÇÃO E CONTROLE DA
GESTÃO PÚBLICA - UMA NOVA PROPOSTA
Ana Maria Pellini
*
Sinopse:
Neste trabalho procura-se apresentar uma evolução
histórica da formação do Estado
Moderno, tanto no cenário nacional como internacion
al, com ênfase nos aspectos da gestão
dos recursos públicos, especialmente no que se refe
re a orçamento público e controle de sua
execução. Após é abordada a questão da participação
popular e como ela tem se organizado
mais recentemente. Por fim propõe-se a inclusão de
indicadores sociais ao lado dos
financeiros, tanto para fins de enriquecer as prest
ações de contas governamentais como para
melhor dirigir as decisões sobre a aplicação dos re
cursos públicos.
Palavras-chave:
Estado moderno. Finanças públicas. Orçamento públic
o. Controle público.
Controle interno. Indicadores sociais. Prestação de
contas. Participação popular.
Abstract:
This project aims to present an historic evolution
of the Modern State’s formation,
both in the national and international scene. It em
phasizes aspects of public resources
management, specially concerning public budget and
the controlling of its execution. The
issue of people’s participation and how it has bee
n organized lately is approached afterwards.
At the end, it is proposed an inclusion of social n
ext to financial indicators, with the purpose
of enriching the rendering of governmental accounts
as well as to better manage the decisions
on how to apply public resources.
Keywords
: Modern state. Public finances. Public budget. Pub
lic control. Internal control.
Social indicators. Accounts rendering. People’s par
ticipation.
1 INTRODUÇÃO
Desde o surgimento do Estado Moderno os homens fora
m criando mecanismos para o
controle da ação dos seus governantes. Inicialmente
a preocupação residia na cobrança de
impostos. Em 1215, os barões ingleses vencem pelas
armas João Sem-Terra e obrigam-no a
assinar a Carta Magna, na qual se estabelece o embr
ião do orçamento, através do princípio de
que nenhum tributo seria levantado sem o consentime
nto do Conselho do Reino. Em 1688,
Guilherme de Orange assina o
PELLINI, A. M.
Bill of Rights
Os sistemas de planejamento,
que instituiu definitivamente execução
a votação e controle da
exclusiva
dos gestão
impostos
pública
pelo Parlamento.
*
...
Mestra em Controladoria pelo PPGE/UFRGS. Professor
ConTexto, Porto Alegre, v. 3, n. 4, 1º semestre 200
a do Departamento de Ciências Contábeis e Atuariais
3.
da UFRGS. Diretora-Geral do Tribunal de Justiça do
ISSN (Impresso): 1676-6016
Estado do Rio Grande do Sul.
ISSN (Online): 2175-8751
2
Com passar do tempo e a expansão das atividades est
atais, surgiu a preocupação com a
boa aplicação dos recursos públicos. O orçamento de
ixa de ser apenas lei de impostos para
transformar-se em plano de ação governamental.
Atualmente são complexos e sofisticados os instrume
ntos institucionais de controle da
ação governamental. Com relação ao planejamento, no
Brasil, tem-se o Plano Plurianual, a
Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento Anual
. Ao final de cada exercício deve ser
apresentada a prestação de contas, a ser analisada
pelos Tribunais de Contas e julgada pelos
Poderes Legislativos.
A despesa pública, nessa prestação de contas, é apr
esentada de várias formas, sob
diversas classificações, para que possa ser melhor
analisada.
Apesar disso, a população não está satisfeita, e co
m razão, pois deve-se considerar
que, além de não dar conta dos problemas sociais, o
s governos ainda têm sofrido denúncias de
corrupção que acabam por desacreditar as instituiçõ
es vinculadas aos Poderes Executivo,
Judiciário e Legislativo.
Com relação aos problemas sociais, é um paradoxo qu
e o Brasil ocupe, em nível
mundial, o 10
o
lugar em termos de produto interno bruto (PIB) e o
74
o
lugar em índice de
desenvolvimento humano (IDH).
A preocupação com a exclusão social tomou conta de
todos os segmentos da
sociedade, que se organizou para intervir. O Tercei
ro Setor, sob a forma de organizações não
governamentais, passou a assumir importante papel n
o atendimento dos menos favorecidos,
atendimento este anteriormente considerado um encar
go do Estado, uma vez que a
comunidade já fazia a sua parte através do pagament
o de impostos.
O Segundo Setor, as empresas, também tem sido envol
vido nesta questão. Segundo
pesquisa do IPEA, 60% das empresas brasileiras dese
nvolvem algum tipo de ação social.
Quanto ao desempenho governamental, a população tem
ficado com a sensação de que
os recursos públicos estão entregues a pessoas inid
ôneas que não estão interessadas no bem-
estar social, mas apenas em obter benefícios pessoa
is indevidos. Os políticos são o alvo
preferido destas denúncias e, conseqüentemente, os
mais desacreditados, o que fragiliza a
democracia representativa, ainda recente e em fase
de consolidação.
São estas as razões que criaram as condições para a
implantação da participação
popular na gerência dos recursos públicos no que se
refere à elaboração do orçamento
(orçamento participativo), à discussão das emendas
a serem apresentadas pelo Poder
Legislativo (fórum democrático) e ao controle da ex
ecução orçamentária (audiências
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