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UNIVERSIDADE ANHANGUERA UNIDERP

SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA


PEDAGOGIA - LICENCIATURA

FILIPE MORAES TOLVAY

RELATÓRIO DO
ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO I: EDUCAÇÃO
INFANTIL

MIRANDA
2020
FILIPE MORAES TOLVAY

RELATÓRIO DO
ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO I: EDUCAÇÃO
INFANTIL

Relatório apresentado à ANHANGUERA


UNIDERP, como requisito parcial para o
aproveitamento da disciplina de Estágio
Curricular Obrigatório I: Educação Infantil do
curso de Pedagogia - Licenciatura.

MIRANDA
2020
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..............................................................................................................6
1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS..................................................................................7
2 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP).........................................................9
3 ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA
BNCC....................................................................................................................11
4 ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE
ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA...................................................................13
5 CONHECER METODOLOGIAS ATIVAS COM USO DE TECNOLOGIAS
DIGITAIS...............................................................................................................15
6 PLANOS DE AULA...............................................................................................17
CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................21
REFERÊNCIAS...........................................................................................................22
6

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem o objetivo de apresentar toda a dinâmica de um


Estágio Curricular Obrigatório na Educação Infantil. Com o objetivo de aprendizagem
dos conceitos e implantações do Projeto Político Pedagógico (PPP) nas escolas.
Tendo este como o planejamento global da instituição de ensino visando
proporcionar de forma democrática o envolvimento de todos os membros do
contexto escolar. Para assim contribuir de forma integral ao ensino tendo como
centro desse objetivo o aluno. Junto com a Base Nacional Comum Curricular
(BNCC), normatizando aprendizagens essenciais que os alunos devem ter acesso
na Educação Básica.
O que foi visto nesse período é que as atividades essenciais trabalhadas nas
escolas nem sempre são suficientes para um aprendizado completo que possa
desenvolver todas as habilidades do aluno. O que acaba se tornando um desafio
para os docentes e faz com que nós busquemos novas formas de suplementar esse
cronograma letivo de maneira que possamos entregar o máximo de aprendizado e
conhecimento aos alunos com eficiência e sem fugir da proposta curricular. A
tecnologia tem sido uma grande aliada nessa corrida da educação.
Ao longo dos anos tem surgido diversas formas de implantar a tecnologia
dentro das salas de aula. Mas e quando o aluno quer leva a tecnologia pra dentro de
sala? Como não deixar o celular mais interessante do que as aulas? São
questionamentos facilmente respondidos com as metodologias ativas apresentadas
aqui e que propõem virar esse jogo a favor do educador.
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1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS
O texto procura entender o que é desenvolvimento infantil e em que aspectos
a educação escolar pode atuar em seu auxílio, tendo como foco os papéis do
educador e do ensino, esclarecidos por Vigotski, Leontiev e Elkonin. É analisada a
literatura contemporânea sobre educação infantil e sua veia antiescolar e o que diz a
psicologia histórico-cultural sobre desenvolvimento infantil e o ensino. Primeiro é
levantada a questão de que a educação para crianças pequenas era vista
essencialmente como ferramenta de assistência ou para preparar o aluno para o
ensino fundamental e não tinha um valor próprio. Então, cresceram os debates
acerca da função do ensino para crianças pequenas e chegou-se à conclusão que
ela tem que ter como propósito cuidar e educar, tirando o ensino como objetivo e
colocando as relações educativas dentro de um espaço de convívio coletivo.
Para Vigotski, não se pode utilizar, como principal determinante, a biologia
para explicar o desenvolvimento da criança, sendo esse desprovido de leis naturais
universais pré-definidas pela genética e dado em um contexto social e cultural.
Leontiev e Elkonin tem pensamentos parecidos ao concordarem que é preciso levar
em consideração, principalmente, a relação da criança com o meio e que a mesma é
exclusiva para cada situação. Sendo a definição de cultura, por Vigotski, tudo que foi
criado e modificado pelo homem na natureza, ele afirma que nesse processo de
transformação do meio, o homem acaba transformando sua própria conduta e que o
domínio de tal conduta (como a atenção voluntária, por exemplo) é caracterizado por
uma função psicológica superior exclusiva dos seres humanos. Esse domínio é dado
pela significação (criação de signos) e o principal signo é a linguagem, tendo, então,
grande importância no desenvolvimento psicológico. A significação é uma
característica primariamente social que depois é transferida para o interior do
indivíduo, e esta é a lei genética geral do desenvolvimento cultural, que o caracteriza
como uma operação organizada. Leontiev e Vigotski concordam, então, que as
aptidões exclusivamente humanas, são adquiridas pela criança após introdução de
signos e apropriação cultural, não sendo transmitidas biologicamente. A apropriação
cultural só é dada com a mediação de outro indivíduo, sendo caracterizada por
Leontiev como educação. Logo, o ensino, como agente educador, não pode se
basear na maturação espontânea da criança nem na hereditariedade das funções
psíquicas superiores, mas na promoção de condições e signos para que as mesmas
se formem. Sem necessariamente estar sincronizada com as etapas
8

desenvolvimento, a aprendizagem deve atuar na zona de desenvolvimento potencial


(ZDP), no que ainda não está maduro, estando a frente e impulsionando o
desenvolvimento. A imitação é trazida por Vigotski como principal ferramenta da
aprendizagem para o desenvolvimento, apesar de atualmente ser considerada
prejudicial no contexto pedagógico. Porém é preciso que a criança entenda a
conduta para depois imitá-la, logo ela está limitada a suas potencialidades
intelectuais. Para que o desenvolvimento atinja seu potencial total, Leontiev diz
necessário que na criança sejam cultivadas as funções psicológicas com devida
orientação e organização da atividade da mesma, indo além de um treinamento
mecânico. Essa perspectiva, defendida por Vigotski, Leontiev e Elkonin, nega os
métodos passivos de educação e assume ao educador um papel diretivo. Elkonin
reforça que essa organização deve adequar a aprendizagem às peculiaridades de
cada período do desenvolvimento, sem que o educador deixe de atuar na ZDP. Ao
discursar sobre os estágios do desenvolvimento, primeiro é afirmado que sua
mudança não é somente quantitativa, ou seja, uma evolução em graus, mas também
qualitativa, muda-se o tipo de relação da criança com o meio, e essa mudança,
mesmo que brusca, não será acompanhada por crises se for adequadamente
dirigida. Tais estágios são determinados pelo desenvolvimento de uma atividade
principal, que irá auxiliar o surgimento de outros tipos de atividade.
A atividade principal do primeiro ano de vida seria a comunicação emocional
direta, seguida pela objetal manipulatória, na qual o adulto impulsiona o domínio da
linguagem, essencial para a colaboração entre adultos e crianças na atividade. De
três a seis anos, geralmente, a atividade principal é o jogo de papéis, onde as
crianças aprendem sobre as relações sociais e se adéquam a seus papéis. Nesse
estágio é essencial que a realidade social da criança seja ampla e que o educador
saiba controlar o jogo pela seleção dos temas e acessórios utilizados, sem suprimir
sua criatividade e independência. Nessa idade pré-escolar, a instrução da criança se
dá por meio das brincadeiras, que são as atividades principais dessa fase. Ao entrar
na idade escolar, atividade principal muda para a atividade de estudo. Para entrar na
fase escolar alcançando seus objetivos, a criança precisa ter tido um
desenvolvimento infantil bem direcionado e que a tenha ensinado a pensar por meio
de esforços mentais. Elkonin defende ainda que essa mudança seja feita de maneira
orgânica e vinculada. No texto, chega-se à conclusão que Vigotski, Leontiev e
Elkonin defendem o ensino no desenvolvimento de crianças pequenas por meio da
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intervenção consciente do educador.


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2 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP)

1. O que é o PPP e qual a importância desse documento para o ambiente


escolar?
O Projeto Político Pedagógico é um documento fundamental para o
planejamento e acompanhamento das atividades de uma instituição. Cada
instituição deve elaborar o seu para orientação dos trabalhos durante o ano. É um
documento formal e acessível a todos, inclusive alunos e familiares. Obrigatório
desde 1996 pela LDB. O PPP deve garantir a todos os integrantes da comunidade
escolar a possibilidade de contribuir no processo educacional. A importância desse
documento é para estabelecer uma gestão de educação mais democrática e garantir
que forme cidadãos conscientes e autônomos. Esse projeto visa garantir o direito à
educação básica de qualidade, por meio da universalização do ensino obrigatório e
ampliação das oportunidades educacionais. Ele também tem como finalidade reduzir
as desigualdades e valorizar os profissionais que atuam na área da educação.
Atualmente, toda instituição de ensino brasileira precisa ter um PPP. A
obrigatoriedade visa garantir a cada integrante da comunidade escolar a
possibilidade de participar do processo educacional.
2. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento normativo que
define as aprendizagens essenciais que todos os alunos devem se apropriar
na educação básica. Sendo assim, todas as escolas devem organizar seu
currículo a partir desse documento. Com base na leitura que você realizou,
como as competências gerais da Educação Básica se inter-relacionam com o
PPP?
O PPP deve garantir uma real contribuição para o processo educacional
orientando sobre as atividades do ano letivo e valores para que possa nortear os
caminhos pedagógicos. Com isso as competências desse currículo são para
contribuir para o crescimento do aluno como cidadão através de competências
cognitivas, comunicativas e socioeconômicas. Onde respectivamente abrangem o
Conhecimento; Pensamento Científico, Crítico e Criativo; Repertório Cultural;
Linguagens; Cultura Digital; Argumentação; Autoconhecimento e Autocuidado;
Trabalho e Projeto de Vida; Empatia e Cooperação e Responsabilidade e cidadania.
Esses são quesitos indispensáveis para o desenvolvimento dessa etapa
educacional, onde deve ser trabalhado o desenvolvimento físico, psicológico,
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intelectual e social da criança.


3. A avaliação da aprendizagem é um elemento crucial no processo de ensino
e de aprendizagem, visto que oportuniza indícios dos avanços escolares e dos
pontos que precisam ser aperfeiçoados. Com base na leitura que você realizou
do PPP, de que modo a escola apresenta o processo de avaliação?
A avaliação deve ser contínua, acompanhada e orientada com registros.
Considerando o desempenho do aluno, sua capacidade de solucionar problemas,
seus avanços e suas dificuldades. Deve haver uma observação atenta ao
comportamento e manifestações dos alunos individualmente. O educando deve
refletir sobre essas manifestações de forma compatível com o seu desenvolvimento.
Na Educação Infantil ao primeiro ano do ensino fundamental terá ao final de cada
ano letivo uma ficha de avaliação em que será levado em conta conceitos e
habilidades referentes aos campos de experiência propostos pelo BNCC. Do
segundo ano do Ensino Fundamental ao Ensino médio, esse processo avaliativo
consiste em observação, registro e reflexão acerca do pensamento e da ação do
educador. O mesmo pode utilizar de diversos instrumentos para avaliar de a cordo
com o objetivo do grupo e com suas necessidades. Considerando sempre o
processo de aprendizagem e dos aspectos e atitudes que os alunos demonstram,
mantendo cumulativo e a continuidade. O ano letivo é dividido em três etapas e em
cada uma delas são divididas em Avaliação Individual e Avaliação coletiva. A
aprovação se dá ao final do ano letivo com frequência mínima de 75% e
aproveitamento mínimo de 70 pontos. A avaliação individual especial é a segunda
chamada para o aluno que perder alguma avaliação individual ou coletiva mediante
justificativa. Ao final de cada etapa é ministrada uma atividade extra turno, onde
avalia o aluno que não alcançou a média de 70% do valor desta etapa. Por fim tem a
Recuperação Final que será aplicada também ao aluno que não alcançar a média
distribuída de todo ano letivo no valor de 100 pontos.
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3 ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA


BNCC
1. Como podemos entender o termo Transversalidade?
Transversalidade é um princípio que desencadeia metodologias
modificadores da prática pedagógica, integrando diversos conhecimentos e
ultrapassando uma concepção fragmentada, em direção a uma visão sistêmica. É
uma metodologia que contribuiu para a aplicação do conhecimento teórico adquirido
pelos alunos, contribuindo para que assimilem o conteúdo de forma prática em seus
estudos. Portanto é um método de caráter avaliativo, que visa garantir a eficácia do
aluno, criando uma visão crítica e ampla da área de atuação escolhida.
2. Qual a importância de se trabalhar com os TCTs na escola?
A abordagem da contemporaneidade é uma busca pela melhoria da
aprendizagem. Ao contextualizar o que é ensinado em sala de aula juntamente com
os temas contemporâneos, espera-se aumentar o interesse dos estudantes durante
o processo e despertar a relevância desses temas no seu desenvolvimento como
cidadão. O maior objetivo dessa abordagem é que o estudante conclua a sua
educação formal reconhecendo e aprendendo sobre os temas que são relevantes
para sua atuação na sociedade. Assim, espera-se que a abordagem dos Temas
Contemporâneos Transversais (TCTs) permita ao estudante compreender questões
diversas, tais como cuidar do planeta, a partir do território em que vive; administrar o
seu dinheiro; cuidar de sua saúde; usar as novas tecnologias digitais; entender e
respeitar aqueles que são diferentes e quais são seus direitos e deveres como
cidadão, contribuindo para a formação integral do estudante como ser humano,
sendo essa uma das funções sociais da escola.
3. Dos TCTs listados, quais podem ser trabalhados de forma transversal no
seu curso de graduação?
Os temas transversais dos novos parâmetros curriculares incluem Ética, Meio
ambiente, Saúde, Pluralidade cultural e Orientação sexual. Eles expressam
conceitos e valores fundamentais à democracia e à cidadania e correspondem a
questões importantes e urgentes para a sociedade brasileira de hoje, presentes sob
várias formas na vida cotidiana. São amplos o bastante para traduzir preocupações
de todo País, são questões em debate na sociedade através dos quais, o dissenso,
o confronto de opiniões se colocam.
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4. O Guia apresenta uma metodologia de trabalho para o desenvolvimento dos


TCTs, baseado em quatro pilares. Quais são estes pilares? Comente sua
perspectiva sobre essa metodologia.
Os quatro pilares são a Problematização da realidade e das situações de
aprendizagem, Superação da concepção fragmentada do conhecimento para uma
visão sistêmica, Integração das habilidades e competências curriculares à resolução
de problemas e a Promoção de um processo educativo continuado e do
conhecimento como uma construção coletiva. É uma metodologia que visa o
favorecimento de estratégias que possam unir os diferentes componentes
curriculares. Faz com que o aluno absorva as informações de diferentes
conhecimentos disciplinares. Isso faz com que ele consiga identificar e integrar os
contextos sociais e conhecimentos próprios.
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4 ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE


ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA

1. Considerando os conhecimentos abordados sobre a docência na


educação infantil, aponte três atividades que fazem parte da rotina de
trabalho do professor e explique como essas atividades devem ocorrer.
Três atividades que fazem parte da rotina de trabalho do professor, são:
elaboração de aulas, correção de atividades e capacitação constante. De acordo
com Libâneo (2001): “o planejamento escolar é uma tarefa docente que inclui
tanto a previsão das atividades didáticas em termos de organização e
coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação
no decorrer do processo de ensino”. Dessa forma, a elaboração de aulas deve
ocorrer por meio do plano de aula para que esse processo possa ser organizado,
sistematizado, não seja desorganizado de maneira a confundir os alunos e
principalmente, deve ocorrer de acordo com as demandas dos alunos conforme o
professor vai observando-as, para que as aulas possam sempre causar interesse
e curiosidade nos alunos. Ao passo que a correção das atividades deve ocorrer
sempre considerando o quanto o aluno interiorizou e significou o que foi passado
para seu cotidiano e para a resolução de problemas propostos nas atividades,
bem como, sempre analisando o desempenho dos mesmos por meio do esforço,
interesse e interação com os demais alunos e com o professor. Já a capacitação
constante deve acontecer sempre que o professor se deparar com novos desafios
em seu processo de ensino, por exemplo: se houve dificuldade em prender
atenção, buscar se capacitar nas metodologias. Mas também, deve ultrapassar a
ideia de fazer capacitações apenas quando encontrar dificuldades, uma vez que o
professor deve se manter sempre atualizado, em estudo contínuo das
transformações societárias, éticas pedagógicas e metodologias.
2. Exemplifique de que maneira a equipe pedagógica poderá orientar o
professor tendo como referência a utilização do Projeto Político Pedagógico
e da Proposta Curricular.
É preciso de organização e orientação com a equipe pedagógica, utilizando
como referência o PPP e a BNCC. Compreende-se que o professor deve se
encontrar em articulação com toda a equipe pedagógica para alcançar os
objetivos de aprendizagem do aluno. Utiliza-se a proposta curricular para
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estabelecer como se ensina e quais a maneira de avaliação, bem como a


organização do tempo e espaço na sala de aula. A equipe pedagógica deve estar
propondo formações continuadas.

3) No que se refere às atribuições da equipe administrativa, descreva a


importância da relação da direção com a equipe pedagógica para a
qualidade dos processos educativos no contexto escolar.

A figura do diretor não é só no âmbito administrativo como muitas pessoas


pensam, o seu papel também está atrelado ao pedagógico. O diretor trabalha de
forma coletiva com os outros atores do processo escolar. O diretor precisa se
inteirar sobre as questões pedagógicas, o coração da equipe pedagógica dentro
da escola são os professores e a própria equipe pedagógica, que vão
direcionando dentro do currículo, dentro dos conteúdos a serem ministrados,
dentro das metodologias que esse professor utiliza. O diretor precisa
acompanhar, não só a questão das notas, das avaliações, mas principalmente a
questão da evasão, aprovação e reprovação por conselho de classe. A equipe
pedagógica e os professores trazem essas informações para o diretor e nesse
sentido estabelecem-se estratégias para resgatar esse aluno da evasão, e
dificuldade de aprendizagem. O diretor estabelece estratégias junto com a equipe
pedagógica e junto com os professores auxiliando nessa implementação, pois não
adianta somente a equipe pedagógica e os professores tentarem realizar essas
ações, o diretor é o condutor de todas essas ações pedagógicas também e ele
deve dar além de todo o suporte administrativo da estrutura pedagógica, materiais
didáticos, valorização da biblioteca, a possibilidade de organizar essa escola
dentro das metodologias da tecnologia da informação e da comunicação para que
dentro da sua função enquanto diretor do escopo pedagógico possa direcionar os
recursos e os encaminhamentos pedagógicos junto com a equipe pedagógica e
com os professores.
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5 CONHECER METODOLOGIAS ATIVAS COM USO DE TECNOLOGIAS


DIGITAIS

Após procurar e escolher a escola para realizar o estágio, obtive a


oportunidade de estagiar na escola Municipal CAIC – Maria Henriqueta Rebua Siufi ,
uma escola municipal da cidade de Miranda/MS, voltada para a educação infantil e
ensino fundamental I e II. Optei pela educação infantil nesse primeiro estágio por
acreditar que é um desafio a entreter e manter a atenção de crianças nessa faixa
etária por um longo período e ainda assim contribuir para o desenvolvimento integral
delas. Queria realmente contribuir para a psicomotricidade e socialização deles. Ao
me apresentar no meu primeiro dia de estágio participei de uma breve reunião com a
diretora, a coordenadora e a professora regente e os professores de área da
instituição e logo de início eles deixaram bem claro que a escola tinha poucos
materiais e poucas condições.
Num segundo momento a coordenadora me apresentou a escola e me
apresentou às turmas de educação infantil onde eu iria estagiar. Naquele momento
ela me informou que o rendimento desses alunos estava caindo e que acreditava
que isso seria um efeito da falta de estrutura financeira e tecnológica, para fixar mais
esses alunos às aulas em meio a uma geração que praticamente nasceu com os
telefones celulares em mãos muitos alunos levam telefones celulares pra escola,
mesmo sendo tão pequenos, e queriam jogar durante às aulas. As aulas onde seria
um momento onde esses alunos estariam desenvolvendo seus aspectos físicos,
cognitivos, motores, sociais e psicológicos estavam estagnadas. Muitas crianças se
negavam a fazer as aulas e ficavam mexendo no celular ou não prestavam a
atenção nas aulas.
Diante desse cenário resolvi propor a introdução da metodologia gamificação
para tentar aproximar mais esses alunos das aulas. O que foi um desafio fazer isso
de forma tecnológica visto que a escola não dispunha de muitos recursos
tecnológicos. Lembrei que durante a apresentação que a coordenadora fez da
escola ela havia me mostrado uma sala de vídeo que havia sido feita recentemente
com recursos arrecadados durante festividades do ano anterior. A TV era bem nova
e grande e a sala bem ampla e arejada.
Como disponho de um tablet, resolvi elaborar um vídeo para transmitir nessa
TV como um jogo para os alunos. Esse jogo funciona da seguinte forma: Na TV
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passa uma sequência de cores (amarelo, azul, vermelho, verde, preto e roxo). Dividi
esse vídeo em 10 níveis (controláveis pelo tablet), onde no primeiro nível repetia
cada cor uma só vez e em velocidade lenta. No chão coloquei quadrados de
cartolina nas mesmas cores que a pareceriam na tela da TV. O objetivo do jogo é
que os alunos pulem no quadrado de mesma cor simultaneamente com a cor que
aparece na TV. Os níveis vão aumentando e consequentemente a velocidade de
troca das cores e quantidade de vezes que elas aparecem. Apresentado essa
metodologia para o professor e para a coordenadora, ela foi aprovada e eu pude
trabalhar com os alunos das turmas de educação infantil em diferentes níveis.
Outra atividade que também elaborei para esse público, foi também em vídeo,
só que dessa vez com figuras que eles já estavam familiarizados nas aulas de
matemática. Após uma conversa com a professora da turma perguntei qual era o
conteúdo que ela estava trabalhando com eles no momento. Ela me disse que era
pequenas continhas e me mostrou o seu material de trabalho. Em seguida elaborei
um vídeo no mesmo modelo do primeiro. Só que dessa vez ao invés de cores
apareciam figuras, como por exemplo: Sorvete, maçã, sol, estrela e bola. No chão
coloquei cartolinas enumeradas de 1 a 8 em volta do aluno. O jogo funciona da
seguinte forma: Na tela aparece uma dessas figuras repetidas uma quantidade de
vezes. E o aluno tem que pular no número correspondente a quantidade de vezes
que a figura aparece na TV.
A aula foi muito produtiva e obtive 100% da participação dos alunos, uma vez
que colocamos a realidade vivenciadas por eles.
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6 PLANOS DE AULA

PLANO DE AULA 1
Disciplina Corpo e movimento
Série Pré-escola I
Identificação Turma D
Período Vespertino
Jogos e Brincadeiras
Conteúdo
Objetivo geral:
 Conhecer as regras da brincadeira, desenvolver agilidade,
concentração, coordenação e cooperação entre os alunos
através da brincadeira.

Objetivos específicos:
 Desenvolver habilidades motoras e coordenação
Objetivos
multimembros;
 Desenvolver a motricidade;
 Estimular a atenção dos alunos;
 Desenvolver a capacidade de socialização;
 Estimular a coletividade sem seletividade;

1 Explanação breve acerca da atividade proposta;


2 Explanação sobre como os níveis de dificuldade da
atividade devem avançar de acordo com o desempenho de
cada grupo;
Metodologia 3 Explicação de como os alunos devem saltar em cada
quadrado colorido com segurança e adequar ao tempo de
resposta ao visualizar a cor na TV/Tablet;
4 Dividir a turma em grupos de 4 a 5 alunos. Que serão
divididos em colunas, onde o primeiro da fila se colocará no
espaço de jogo;
5 Ao final realizar a contagem dos pontos conquistados por
cada grupo e comunicar o grupo vencedor.
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 Laptop para a edição do vídeo que será transmitido;


 Tablet ou Smartphone para controlar os níveis do jogo;
Recursos  TV para transmissão do jogo em uma maior proporção;
 Cartolinas coloridas, com as cores correspondentes às do
jogo.

Competição entre grupos; análise de proposta;


participação do aluno na brincadeira;
Avaliação Critérios;
Avaliação contínua; interação e participação;
respeito às regras; pontuação.

Referências
GAROFALO, Debora. Dicas e exemplos para levar a
gamificação para a sala de aula. Nova Escola, [s. l.], 29 jan. 2019.
Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/15426/dicas-e-
exemplos- para-levar-a-gamificacao-para-a-sala-de-aula. Acesso em: 17
jun. 2020. FADEL, Luciane Maria; ULBRICHT, Vania Ribas; BATISTA,
Claudia; VANZIN, Tarcísio. Gamificação e objetos de aprendizagem.
GAMIFICAÇÃO. [S. l.: s. n.], 2014. E-book 300p.
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PLANO DE AULA 2
Disciplina Corpo e Movimento
Série Pré-escola II
Identificação Turma C
Período Vespertino
Jogos e Brincadeiras
Conteúdo
Objetivo geral:
 Conhecer as regras da brincadeira, desenvolver agilidade,
concentração, coordenação e cooperação entre os alunos
através da brincadeira.

Objetivos específicos:
 Desenvolver habilidades motoras e coordenação
Objetivos
multimembros;
 Desenvolver a motricidade;
 Estimular a atenção dos alunos;
 Desenvolver a capacidade de socialização;
 Estimular a coletividade sem seletividade.

1. Explanação breve acerca da atividade proposta;


2. Explanação sobre como atividade irá transcorrer ao
logo de cada etapa individual;
3. Explicação de como os alunos devem saltar em cada número;
Metodologia
no chão com segurança de acordo com a quantidade de figuras que
aparecem na TV/Tablet;
4. Colocar os alunos e fila, onde o primeiro da fila irá jogar duas
vezes e retornar ao final da fila para que o segundo aluno jogue e assim
sucessivamente até retornar ao primeiro aluno novamente;

5. Ao final realizar a contagem dos pontos


conquistados por cada aluno.
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 Laptop para a edição do vídeo que será transmitido;


 Tablet ou Smartphone para controlar os níveis do jogo;
Recursos  TV para transmissão do jogo em uma maior proporção;
 Cartolinas coloridas, com as cores correspondentes às do
jogo.

Competição entre grupos; análise de proposta;


participação do aluno na brincadeira;
Avaliação Critérios;
Avaliação contínua; interação e participação;
respeito às regras; pontuação.

Referências
GAROFALO, Debora. Dicas e exemplos para levar a
gamificação para a sala de aula. Nova Escola, [s. l.], 29 jan. 2019.
Disponível:

em:
https://novaescola.org.br/conteudo/15426/dicas-e-exemplos- para-
levar-a-gamificacao-para-a-sala-de-aula. Acesso em: 17 jun. 2020.
FADEL, Luciane Maria; ULBRICHT, Vania Ribas; BATISTA, Claudia;
VANZIN, Tarcísio. Gamificação e objetos de aprendizagem.
GAMIFICAÇÃO. [S. l.: s. n.], 2014. E-book 300p.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS

A disciplina de Estágio Curricular Obrigatório I: Educação Infantil no curso de


Licenciatura em Pedagogia é indispensável para o processo de formação como
docente. No estágio se tem contato direto com a comunidade escolar, que permite
conhecer um pouco da realidade local. A observação é importante para a formação
do professor, é neste período que o acadêmico tem contato direto com a
comunidade escolar e com a prática pedagógica, podendo fazer uma análise sobre o
que apreendeu na teoria e prática.
O estágio serve para aprimorar a didática em sala de aula e até mesmo fora
dela, diminuir a distância entre a Universidade e a escola e também para que os
graduandos em Licenciatura em Pedagogia possam ter um maior contato direto com
o ambiente escolar, tendo a oportunidade assim de conhecer os desafios da
profissão antes de exercê-la.
As atividades desenvolvidas pelos estagiários do curso de licenciatura em
Pedagogia têm como objetivo aproximar o graduando da prática docente, para que
possam desenvolver habilidades e que sejam capazes de se integrarem as
experiências e no funcionamento da escola de forma reflexiva.
Para concluir está etapa de grande importância na bagagem acadêmica, é
possível afirmar que observar a prática do professor frente as aulas na Educação
Infantil, e observar e participar ativamente das aulas juntamente com o professor
regente e os alunos é uma experiência de grande valia. Embora não existam
receitas prontas sobre a pratica pedagógica, é possível vincular a teoria com a
pratica através de ideias a serem exploradas, situações e atividades diversas,
sendo uma interação importante no momento da transmissão do conhecimento e
para atingir o êxito na proposta educacional.
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REFERÊNCIAS

SILVA D'AVILA, Alexandra; OLIVEIRA E SILVA, Lisandra. Educação Física na


Educação Infantil: o papel do professor de educação física. Vol. 36 N.1
JANEIRO - ABRIL, 2018. Disponível em:
<https://periodicos.ufsm.br/kinesis/article/view/31365>. Acesso em: 17 JUN. 2020.

CASTRO, Patricia Aparecida Pereira Penkal; TUCUNDUVA, Cristiane


Costa; ARNS, Elaine Mandelli. A importância do planejamento das
aulas para organização do trabalho do Professor em sua prática
docente. ATHENA - Revista Científica de Educação - v. 10, n. 10,
jan./jun. 2008. Disponível em: http://nead.uesc.br/arquivos/
Fisica/instrumentacao/artigo.pdf. Acesso em 19 de JU. 2020.

KRUG, H, N. Ensino reflexivo: uma alternativa para a Prática de


Ensino e para a formação profissional em Educação Física. In:
KRUG, Hugo Norberto. (Org). Formação de professores reflexivos:
ensaios e experiências. Santa Maria. O autor, 2001.

GAROFALO, Debora. Dicas e exemplos para levar a gamificação para a


sala de aula. Nova Escola, [s. l.], 29 jan. 2019.
Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/15426/dicas-e-exemplos-para-
levar-a- gamificacao-para-a-sala-de-aula. Acesso em: 21 jun. 2020.

FADEL, Luciane Maria; ULBRICHT, Vania Ribas; BATISTA , Claudia;


VANZIN, Tarcísio. Gamificação e obejetos de apendizagem. In:
GAMIFICAÇÃO. [S. l.: s. n.], 2014. E-book 300p.

LIBÂNEO, J.C. Educação e Sociedade. In: FORMAÇÃO dos profissionais da


educação: visão crítica e perspectivas de mudança. [S. l.: s. n.], 2001.
Disponívelem:<http://www.scielo.br/scielo.php?
script=sci_arttext&pid=S010173302006000300011&lng=pt&nrm=iso>. Acesso em:
22 jun. 2020.