Você está na página 1de 4

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ VARA

CÍVEL DE ARAÇATUBA/SP

Maria, brasileira, viúva, do lar, inscrita no RG nº _____/UF e CPF sob o nº


_____, endereço eletrônico _____, residente e domiciliada na Rua Bérgamo 123, apt.
205, Araçatuba/SP, vem por seu advogado subscritor desta, com endereço profissional
constante da procuração em anexo, perante este Douto juízo, propor pelo rito comum,

AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MATERIAIS E MORAIS

em face de Roberto, brasileiro, estado civil___, empresário, inscrito no RG nº


_____/UF, e CPF nº _____, endereço eletrônico ______,  residente e domiciliado na
cidade de Recife/PE, pelos fatos e fundamentos jurídicos que passa a aduzir.

I - GRATUIDADE DE JUSTIÇA

A promovente requer os benefícios da Justiça Gratuita, por ser pobre na forma


da lei e não dispor de recursos financeiros para custear os encargos processuais sem
prejuízo do próprio sustento, conforme insculpido no artigo 98 do CPC.

II - AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO OU MEDIAÇÃO


A promovente manifesta interesse na realização de audiência de conciliação ou
mediação.

III – FATOS JURÍDICOS

A autora era casada com MARCOS, cujo falecimento ocorreu na Cidade de


Recife/PE em decorrência de traumatismo craniano causado pela queda de um aparelho
ar-condicionado que era negligentemente manipulado no momento em que a vítima
passava pela rua.
A vítima chegou a ser socorrida em uma unidade hospitalar particular,
entretanto, após um dia de internação, não resistiu aos graves ferimentos e faleceu.

Diante da nefasta situação, e ainda em estado de choque, a autora dirigiu-se à


Recife e providenciou o traslado do corpo de seu esposo MARCOS para a cidade de
Araçatuba/SP, onde foi sepultado.
Não houve constituição de prole por parte de Marcos.

IV – DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS


            
O promovido cometeu ato ilícito ao atingir o esposo da promovente com o
aparelho de ar-condicionado que manuseava imprudentemente, causando-lhe dano
irreparável, conforme disposto no art. 186 do Código Civil.
            O laudo pericial técnico constante no inquérito policial constatou traumatismo
craniano provocado pela queda do aparelho de ar condicionado como causa mortis de
MARCOS, restando indubitável a autoria e materialidade do homicídio culposo
praticado pelo réu, que, inclusive, já foi condenado em 1º instância pelo referido delito.
            O Código Civil estabelece em seu artigo 927, que, aquele que, por ato ilícito,
causa dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
           A promovente arcou com os gastos hospitalares, com o transporte do corpo e
com o funeral do falecido esposo, que somam o valor de R$ 6.000.00, (seis mil reais)
motivo pelo qual lhe assiste o direito de, com base no art. 948, inciso I, do Código Civil,
exigir do réu a correspondente indenização.
A promovente dedicava-se exclusivamente ao lar, sendo seu falecido marido o
único arrimo de família, que como pedreiro percebia renda média mensal de um salário
mínimo com o que lhes supria do mínimo necessário enquanto família.
Nesse esteira, deve o réu ser obrigado a indenizar referente à prestação de
alimentos à PARTE AUTORA a quem o falecido marido os devia, levando-se em conta
a duração provável da vida da vítima, que tinha na data do homicídio 50 anos, ou seja, a
PARTE RÉ deve prestar pensão de alimentos, no valor de R$ 916,00, por 25 anos, uma
vez que a expectativa de vida do brasileiro é estimada em aproximadamente 75 anos.
A morte do marido da PARTE AUTORA, ente querido que com ela constituía
uma família, causou-lhe grave e imenso dano extrapatrimonial de permanente
repercussão social, o que impõe à PARTE RÉ o dever de indenizar os danos morais pela
PARTE AUTORA sofridos.
           
V - PEDIDO

Diante do exposto, a PARTE AUTORA requer a esse juízo:


A – o deferimento dos benefícios da gratuidade de justiça;
B- a citação do réu para integrar a relação processual;
C- a designação de audiência de conciliação ou mediação e intimação do réu para
comparecimento;
D- a condenação da PARTE RÉ ao pagamento a título de indenização por danos
materiais referente aos gastos hospitalares do esposo da PARTE AUTORA, no valor de
R$ 3.000,00 (três mil reais);
E- a condenação da PARTE RÉ ao pagamento a título de indenização por danos
materiais referentes às despesas com o transporte do corpo e o funeral do esposo da
PARTE AUTORA, no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) conforme nota fiscal do
serviço de traslado em anexo;
F – a condenação da PARTE RÉ ao pagamento mensal à PARTE AUTORA, a título
prestação de alimentos, da importância de 1 (um) salário mínimo, pelo prazo de 25
(vinte e cinco) anos, totalizando o valor inicial de R$ 11.000,00 (onze mil, quatrocentos
e quarenta e oito reais), conforme disposto no art. 292, § 2º, do CPC;
G - a condenação da PARTE RÉ ao pagamento a título de indenização por danos
morais, do valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais);
H – a condenação da PARTE RÉ a pagar as despesas processuais e os honorários
advocatícios de sucumbência.

VI - PROVAS

A PARTE AUTORA requer a produção das provas documentais, depoimento pessoal,


testemunhal e daquelas que se fizerem necessárias no curso da instrução processual.

VII - VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$ 277. 800,00 (duzentos e setenta e sete mil e oitocentos
reais).

Fortaleza, 01 de Setembro 2020


Advogado
____________________________________________________
OAB/UF nº [...]

Você também pode gostar