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Alunos:

Ricardo Silva nº 22
André Martins nº 4
Afonso Lima nº 13
Luis Silva nº 17

Texto 1- página 10

1. Um argumento à posteriori é baseado num conhecimento feito a partir da experiência


ou da observação. Este tipo de conhecimento está muitas vezes associado às ciências
que requerem estudo (como as físicas, biológicas, etc); pois para saber a veracidade de
uma teoria é necessário a experiências e a observação.
Um exemplo de um argumento à posteriori é: “A Terra é redonda” ou “existem gatos
brancos”.
Um argumento à priori é baseado num conhecimento que não necessita de ser
experimentado. Através da sua lógica de conceitos, conseguimos perceber se se trata
de algo verdadeiro ou falso. Este tipo de conhecimento, está muitas vezes associado à
matemática visto que se trata de uma ciência exata.
Um exemplo de um argumento à priori é: “2+2=5” ou “Todos os solteiros são não-
casados”. Com uma simples análise destes conceitos vemos que a primeira é uma
afirmação falsa e a segunda verdadeira.
Concluindo então, o conhecimento à posteriori está dependente da experiência já o
conhecimento à priori não.
2. O argumento cosmológico de Tomás Aquino tem o objetivo de apoiar a existência de
Deus. Este argumento consiste em assumir que tudo o que existe aconteceu por
alguma causa, defende ainda que, se retrocedemos numa cadeia de causa-efeito
vamos chegar à primeira causa, ou seja, Deus. É baseado num conhecimento à
posteriori, pois para provar que tudo o que acontece tem uma causa temos de
observar situações do nosso dia a dia, e de facto, tudo o que acontece tem uma causa.
Por exemplo, a causa da nossa existência são os nossos pais.
3. O argumento cosmológico anteriormente apresentado é autocontraditório pois ao
mesmo tempo que assume que tudo o que acontece tem uma causa, assume em
simultâneo que Deus não foi causado. Ou seja, afirma que tudo o que existe tem uma
causa, mas contradiz-se ao assumir que Deus não a tem.
4. Outras críticas apresentadas a este argumento são as seguintes:
Neste argumento assume-se que tudo teve um início e tudo é baseado numa
constante de causa-efeito. Contudo, não consegue explicar que efeito originou a
primeira causa ou se vai existir uma causa que não terá efeito, pois visto que teve um
início também deverá ter um fim.
Outra crítica ao argumento em estudo é que mesmo que nos consiga convencer que
Deus exista não nos garante que as suas capacidades de omnisciência e omnipotência
e outras sejam verdadeiras.
Texto 2- página 11

O argumento teleológico apresentado por Tomás Aquino baseia-se em afirmar que todos os
seres que não têm conhecimento, inteligência ou consciência para se questionar o porquê de
existirem estão destinadas para uma dada finalidade ou objetivo. Estes seres comportam-se
sempre, ainda que irracionalmente, de modo a realizarem algo da forma mais benéfica para
eles. A explicação para este raciocínio apresentado pelo filoso é Deus. Deus dirige esses seres
de modo a realizarem o propósito da sua existência.
Este argumento é baseado num conhecimento à posteriori, pois baseia-se em afirmar que o
mundo tem uma ordem ou finalidade.

Texto 3- página 12/13

1. O argumento teleológico na versão de William Paley é baseado na constatação de que


tudo o que existe tem uma dada função a desempenhar.
Este filosofo explica o seu argumento da seguinte forma: um relógio é fabricado com a
finalidade de informar as horas às pessoas, e assim como o relógio é criado com uma
dada função todos os seres são criados para desempenharem uma função atribuída
por Deus.
2. Este argumento é insuficiente para explicar a existência de um Deus único,
omnipotente e infinitamente bom. Ou seja, em nenhum momento nos afirma que
Deus tem de ser um modelo único a desempenhar todas as funções, podendo assim
ser um conjunto de Deuses. O argumento também não refere nada acerca da
omnipotência de Deus, não explicando assim a existência de doenças ou outros
“defeitos” nos seres vivos. E por fim a última insuficiência, face à existência do mal
este filósofo não conseguiu provar baseando se no seu argumento que Deus é um ser
omnisciente e infinitamente bom.
3. O argumento apresentado por William Paley apresenta outras objeções como a fraca
analogia. Este filosofo comparou a finalidade de um relógio à finalidade de um olho
humano. Para o primeiro objeto sabemos que o seu fabrico foi exclusivamente para
informar as pessoas acerca do horário em que se encontravam, já para o segundo tem
um mecanismo extremamente complexo que permite conjugadamente ao individuo
ver e observar tudo ao seu redor. Analisando estes dois objetos, podemos concluir que
a comparação da finalidade dos dois é uma analogia fraca pois a relevância de um
relógio perto do olho humano é muito pequena.
Outra objeção ao argumento é que confrontado com a teoria do evolucionismo de
Darwin, o argumento perde a sua força. A obra “A Origem das Espécies” escrita por
Darwin mostra-nos a variedade e a complexidade dos seres vivos que resultaram de
uma seleção natural e da sobrevivência dos mais aptos. Estas duas teorias não se
conseguem conjugar visto que a teoria de Darwin acaba por pôr em causa a explicação
do argumento teleológico visto que os genes passam de geração em geração.