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Essa apostila foi elaborada com muito carinho, pensando no seu aprendizado nesse

momento de pandemia, para que, mesmo distantes de colegas e mestres, a busca pelo
conhecimento não possa parar. Os conteúdos foram resumidos para o assunto não ficar tão
cansativo. Na dúvida, consulte sites de busca ou a professora pelo whatsApp (89999114039).
Ao final de cada assunto semanal, haverá uma atividade que deve ser respondida e
enviada ao grupo da disciplina. Bons estudos! Profª.: Helaine.
TROVADORISMO : LITERATURA NA IDADE MÉDIA

A literatura medieval foi aquela produzida durante a Idade Média (século V e XV) até o início do
Renascimento.
Durante a Idade Média, a concepção (visão) de mundo era
essencialmente teocêntrica (Deus no centro), isto é, Deus era o
centro do mundo e por meio da fé todas as coisas eram explicadas,
também não havia ciência ou medicina.
A igreja, nesse momento, tinha uma importância fundamental na
vida das pessoas e toda produção e recepção das artes estava
relacionada a ela.
Como poucos tinham acesso à leitura, à escrita, à cultura letrada e
às artes em geral, era no espaço das igrejas que as pessoas podiam
conhecer as manifestações da pintura, da música e da arquitetura. As representações teatrais também
eram feitas na parte externa da igreja em datas religiosas, como a Sexta-feira Santa, com enorme
participação popular.
popular.

UM POUCO DE HISTÓRIA
A Idade Média foi um longo período da história que esteve dividido
em:
• Alta Idade Média (século V ao século IX): as principais
características foram: o sistema feudal; o Império Bizantino;
a expansão dos reinos germânicos e dos francos; expansão
do islamismo; a Igreja Medieval e o Sacro Império.
• Baixa Idade Média (século X ao século XV): as principais
características foram: crise do sistema feudal; expansão do
cristianismo; as cruzadas; o renascimento urbano e
Na imagem acima,
comercial; a formação das monarquias nacionais.
vemos: Cristo como
A sociedade medieval era rural e autossuficiente, a qual esteve baseada
governante do universo,
no sistema feudal. Nesse período, a Igreja possua grande poder sobre a
a Virgem e o Menino e
vida das pessoas. santos (ano 1190). Esse
Somente sabiam ler os membros da Igreja e alguns nobres (familiares Mosaico, em uma
dos reis). Esse fator, foi determinante para que a arte medieval estivesse catedral na Itália, é um
voltada para a educação das pessoas exemplo da pintura que
se fez na Europa até o
TROVADORISMO: PRIMEIRA ESCOLA LITERÁRIA PORTUGUESA início da Baixa Idade
O trovadorismo surgiu na região de Provença, na França, se espalhou Média. Nesse tipo de
por quase todo território Europeu tendo seu declínio no século XI. pintura, observa-se a
Quem escrevia as composições eram chamados de trovadores. Quem justaposição das
cantava ou recitava os poemas era chamado de Jogral. imagens, sem
O trovadorismo português teve início com a publicação da Canção profundidade. Cristo
Ribeirinha, de Paio Soares de Taveirós. O movimento recebe esse retratado de modo
nome pois o trovador era seu personagem principal. frontal, apresenta uma
O rei D. Dinis (1261-1325) foi um grande incentivador que prestigiou a postura rígida e
produção poética em sua corte. Foi ele próprio um dos mais talentosos majestosa como um juiz.
trovadores medievais com uma produção de 140 cantigas líricas e Abaixo dele estão:
satíricas aproximadamente. Maria e o menino e os
De tal modo, os trovadores eram os autores das cantigas e os jograis santos apóstolos.
eram os cantores. Além deles, os menestréis cantavam e tocavam as
músicas, as quais eram acompanhadas por alaúdes, violas e flautas.
Nesse momento, as cantigas trovadorescas foram as principais expressões literárias. Geralmente,
eram acompanhadas de música e por isso o nome “cantigas”.
MEIO DE CIRCULAÇÃO

A imagem ao lado é bastante ilustrativa. Observamos


trovadores e jograis a executarem cantigas, que eram poemas
declamados ao som de instrumentos, na presença de reis. Foi
nesse meio que nasceram os travadores e o trovadorismo, na
corte, nos palácios.
O aparecimento das cantigas trovadorescas se deu na corte,
onde elas eram cantadas e executadas.
Os trovadores (geralmente nobres) compunham e os jograis
cantavam de castelo em castelo, ou de feudo em feudo. Logo,
essa criação literária era difundida principalmente pela
oralidade (fala).

DIVISÃO: LÍRICO E SATÍRICO

O trovadorismo era dividido em dois gêneros distintos: o lírico e o satírico. No trovadorismo lírico
existiam as cantigas de amor e de amigo, que falavam das sensações e os sentimentos que existia nas
relações. As produções do trovadorismo geralmente eram voltadas para temas que envolvessem amor
e sofrimento amoroso.

Já o trovadorismo satírico tem como característica o humor ácido e debochado. Ele fazia críticas a
sociedade feudal da época. As cantigas satíricas eram divididas em cantigas de escárnio e
cantigas de maldizer.

Ambas as cantigas faziam sátiras ou deboche, porém existia uma diferença em relação como a sátira
(crítica) era feita. A cantiga de escárnio tinha um tom mais leve e a cantiga de maldizer era direta e
ácida.

Cantigas de Amigo

Apesar do nome “amigo”, normalmente essas cantigas relatam relações de amor entre amantes que
estavam separados. O tema central é a saudade,
o eu lírico (narrador) é sempre feminino e
expõe a visão feminina do amor.
Nelas, o trovador procura traduzir os
sentimentos femininos, falando como se fosse
uma mulher. Nessa época, a palavra “amigo”
significava “namorado” ou “amante”.
Cantigas de Amor

Os trovadores – quem escrevia as cantigas – compunham as cantigas de amor na primeira


pessoa(eu),o eu lírico (narrador) é sempre masculino e era comum eles se colocarem em uma posição
de inferioridade e submissão em relação à pessoa amada.

Esse tipo de cantiga existia uma grande


tendência de veneração e adoração à
mulher amada, que geralmente era
inalcançável da mesma forma como o amor
idealizado.
No trovadorismo o amor descrito tinha
muita e cortesia, porém era sofrido e
possuía aspecto de um amor
inalcançável ou não correspondido. O
poeta fica na posição de fiel
vassalo(soldado), fica as ordens de sua
senhora, dama da corte, onde esse amor é
considerado como um objeto de sonho, ou
seja, impossível, que está longe.

cantiga da Ribeirinha
Paio Soares de Taveirós 1198
Cantigas satírica de Escárnio

Fazendo uma breve pesquisa sobre o significado dessa palavra que soa tão estranho, temos:

Significado de Escárnio: substantivo masculino, dito ou comportamento que zoa alguém ou alguma
coisa, com o intuito de causar risos; zombaria. comportamento que demonstra desdém por algo ou
alguém; menosprezo: tinha escárnio em relação aos próprios eleitores.

Trocadilhos e ambiguidades eram comuns nas cantigas de escárnio, que eram mais leves e tinham
sátiras (críticas) de maneira indireta. Essa cantiga tinha como característica frases de duplo sentido e
trocadilhos.

Funcionavam como verdadeiras "indiretas", escritas com intuito de criticar tanto pessoas
particulares, como instituições, personalidades importantes, mas de forma um pouco velada.

Neste caso, não era revelado o nome da pessoa criticada.

Cantiga Satírica de Maldizer

Como o próprio nome já entrega, diferentemente da cantiga satírica anterior, esta é mais incisiva,
apresenta críticas abertas, que podem ofender ou difamar a pessoa a quem ela é dirigida. Eram
aquelas em que a crítica se dava de forma direta, mencionando o nome da pessoa; eram compostas
por uma linguagem mesquinha, repleta de palavrões que se tendiam para a obscenidade.
Na imagem abaixo, fica clara a distinção entre as duas cantigas satíricas: cantiga de escárnio e
cantiga de maldizer:
Atividade semanal - TROVADORISMO
1)(Mackenzie) Assinale a alternativa INCORRETA a respeito das cantigas de amor.
a) O ambiente onde nasceu o trovadorismo é rural ou familiar.
b) O trovador assume o eu-lírico masculino: é o homem quem fala.
c) Expressam a 'coita' amorosa do trovador, por amar uma dama inacessível.
d) A mulher é um ser superior, normalmente pertencente a uma categoria social mais elevada que a
do trovador.

2)(Mackenzie) Sobre a poesia trovadoresca em Portugal, é INCORRETO afirmar que:


a) refletiu o pensamento da época, marcada pelo teocentrismo, o feudalismo e valores altamente
moralistas.
b) representou um claro apelo popular à arte, que passou a ser representada por setores mais
baixos da sociedade.
c) pode ser dividida em lírica e satírica.
d) as cantigas de amigo, apesar de escritas por trovadores, expressam o eu-Iírico feminino.

3) (IFSP) Leia a cantiga na caixa ao lado, para responder à questão:

Cantiga de Amor (Afonso Fernandes)


Observando-se a última estrofe, é possível afirmar que o
Senhora minha, desde que vos vi,
apaixonado
lutei para ocultar esta paixão
a) se sente inseguro quanto aos próprios sentimentos. que me tomou inteiro o coração;
mas não o posso mais e decidi
b) se sente confiante em conquistar a mulher amada.
que saibam todos o meu grande amor,
c) se declara surpreso com o amor que lhe dedica a a tristeza que tenho, a imensa dor
mulher amada. que sofro desde o dia em que vos vi.

d) possui o claro objetivo de servir sua amada.

e) conclui que a mulher amada não é tão poderosa Já que assim é, eu venho-vos rogar
quanto parecia a princípio. que queirais pelo menos consentir
que passe a minha vida a vos servir (...)

Leia o texto de Bernardo de Bonaval abaixo para responder as próximas questões:

A dona que eu sirvo e que muito adoro


Mostrai-ma, ai Deus! Pois vos imploro,
Senão, dai-me a morte.
Essa que é luz destes olhos meus
Por quem sempre choram, mostrai-ma, ai Deus!
Senão, dai-me a morte.
Essa que entre todas fizeste formosa,
Mostrai-ma, ai Deus! Onde vê-la eu possa,
Senão, dai-me a morte.
A que me fizestes mais que tudo amar,
Mostrai-ma onde possa com ela falar,
Senão, dai-me a morte.
(Bernardo de Bonaval)

4) A cantiga trovadoresca acima é satírica ou lírica?


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5) A cantiga é classificada como


a) cantiga de amor.
b) cantiga de maldizer.
c) cantiga de escárnio.
d) cantiga de amigo.

6) O eu-lírico é masculino ou feminino?


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7) O eu-lírico faz um pedido. Qual?

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VARIEDADES LINGUÍSTICAS

VOZES DA SECA Pronominais


Seu doutô os nordestino têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão
Mas doutô uma esmola a um homem qui é são Dê-me um cigarro
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão Diz a gramática
É por isso que pidimo proteção a vosmicê
Do professor e do aluno
Home pur nóis escuído para as rédias do pudê
Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê E do mulato sabido
Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê
Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage Mas o bom negro e o bom branco
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
Da Nação Brasileira
Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage Dizem todos os dias
Se o doutô fizer assim salva o povo do sertão
Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação! Deixa disso camarada
Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão Me dá um cigarro.
Como vê nosso distino mercê tem nas vossa mãos

Compositores: Luiz Gonzaga Do Nascimento / Jose De


Souza Dantas Filho Oswald de Andrade

CONCEITUANDO: A variação linguística é um fenômeno que acontece com a língua e pode ser
compreendida por intermédio das variações históricas e regionais. Em um mesmo país, com um
único idioma oficial, a língua pode sofrer diversas alterações feitas por seus falantes. Como não é
um sistema fechado e imutável, a língua portuguesa ganha diferentes nuances. O português que
é falado no Nordeste do Brasil pode ser diferente do português falado no Sul do país. Claro que
um idioma nos une, mas as variações podem ser consideráveis e justificadas de acordo com a
comunidade na qual se manifesta.
Quais fatores influenciam para que haja diferentes dialetos (formas de falar o mesmo idioma)
dentro de um país?
As variações acontecem porque o princípio fundamental da língua é a comunicação, então é
compreensível que seus falantes façam rearranjos de acordo com suas necessidades
comunicativas. Os diferentes falares devem ser considerados como variações, e não como erros.
Quando tratamos as variações como erro, incorremos no preconceito linguístico que associa,
erroneamente, a língua ao status. O português falado em algumas cidades do interior do estado
de São Paulo, por exemplo, pode ganhar o estigma pejorativo de incorreto ou inculto, mas, na
verdade, essas diferenças enriquecem esse
O Arnesto nos convidou pra um samba, ele patrimônio cultural que é a nossa língua
mora no Brás
portuguesa.
Nós fumos não encontremos ninguém
Nós voltermos com uma baita de uma reiva Leia a letra da música “Samba do
Da outra vez nós num vai mais Arnesto”, de Adoniran Barbosa, e observe
Nós não semos tatu!
como a variação linguística pode ocorrer:
No outro dia encontremo com o Arnesto
Que pediu desculpas mais nós não
aceitemos Há, na letra da música, um exemplo
Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa interessante sobre a variação linguística. É
Mas você devia ter ponhado um recado na importante ressaltar que o código escrito, ou
porta seja, a língua sistematizada e
Um recado assim ói: "Ói, turma, num deu convencionalizada na gramática, não deve
pra esperá
sofrer grandes alterações, devendo ser
Aduvido que isso, num faz mar, num tem
importância, preservado.
Assinado em cruz porque não sei escrever. Já imaginou se cada um de nós decidisse
escrever como falamos? Um novo idioma
seria inventado, aboliríamos a gramática e
todo o sistema linguístico determinado pelas regras cairia por terra. Contudo, o que o compositor
Adoniran Barbosa fez pode ser chamado de licença poética, pois ele transportou para a
modalidade escrita a variação linguística presente na modalidade oral (fala).
VARIEDADES URBANAS DE PRESTÍGIO
As variedades do português que mais se aproximam da norma-padrão são prestigiadas
socialmente. São as VARIEDADES URBANAS DE PRESTÍGIO, também conhecidas como
NORMA CULTA, empregadas pelos falantes urbanos, mais escolarizados e de renda mais alta.
Outras variedades, faladas em lugares distantes dos grandes centros, ou faladas por pessoas
analfabetas ou de baixa escolaridade, ou por pessoas de baixa renda, são menos prestigiadas
e, por isso, frequentemente aqueles que as falam são vítimas de preconceito.

E, afinal, o que é norma-padrão? Ela é falada realmente por alguém?


A norma-padrão serve para nos orientar como língua nacional oficial. É também aquela utilizada
em documentos oficiais, como certidões de nascimento, escrituras e casa, notas fiscais,
documentos jurídicos, imprensa escrita ou falada, etc. Mas dificilmente um falante brasileiro,
mesmo sendo bem escolarizado e de alta classe social, irá falar a norma-padrão como está los
livros escolares.
O que existe é uma adequação da fala às situações do dia a dia em que precisamos nos
comunicar usando a língua oral ou escrita.
Estamos inseridos em um sociedade dinâmica, a qual se transforma com o passar do tempo e
acaba transformando o modo pelo qual as pessoas estabelecem seus relacionamentos
interpessoais. Um bom exemplo de tais mudanças é a linguagem dos internautas, que em meio a
tantas abreviações e neologismos termina por criar um universo específico, no qual somente os
interlocutores são capazes de decifrar o vocabulário por eles utilizado.
Partindo dessa prerrogativa, ocupemo-nos em discorrer acerca dos tipos de variações que as
línguas apresentam, os quais dependem de fatores específicos, tais como condição social, faixa
etária, diferenças existentes entre uma região e outra, enfim...
Assim sendo, constatemos algumas elucidações e casos representativos de tais variações.
Entre elas, destacamos:
Variações diafásicas
Representam as variações que se estabelecem em função do contexto comunicativo, ou seja, a
ocasião é que determina a maneira como nos dirigimos ao nosso interlocutor, se deve ser formal
ou informal.
Variações diatópicas
São as variações ocorridas em razão das diferenças regionais, como, por exemplo, a palavra
“abóbora”, que pode adquirir acepções semânticas (relacionadas ao significado) em algumas
regiões que se divergem umas das outras, como é o caso de “jerimum”, por exemplo.
Variações diastráticas
São aquelas variações que ocorrem em virtude da convivência entre os grupos sociais. Como
exemplo podemos citar a linguagem dos advogados, dos surfistas, da classe médica, entre
outras.

Agora que você conheceu todas essas variações da língua portuguesa e sabe qual a importância
de aprender a norma-padrão, lembre-se: falar bem é falar adequadamente.
VARIEDADES LINGUÍSTTICAS (ATTIVIDADE)

Leia a crônica nada comum que mostra um diálogo entre de um repórter esportista e um
jogador de futebol e responda a questão.

Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar
um jogador de futebol dizendo “estereotipação”? E, no entanto, por que não?
Repórter: Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
Jogador: Minha saudação aos aficionados do clube e os demais esportistas, aqui presentes ou
no recesso dos seus lares.
Repórter: Como é?
Jogador: Aí, galera.
Repórter: Quais são as instruções do técnico?
Jogador: Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com
energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o
esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema
objetividade, valendonos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido
pela reversão inesperada do fluxo da ação.
Repórter: Ahn?
Jogador: É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça.
Repórter: Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
Jogador: Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo
previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
Repórter: Pode.
Jogador: Uma saudação para a minha progenitora.
Repórter: Como é?
Jogador: Alô, mamãe!
Repórter: Estou vendo que você é um, um…
Jogador: Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de
que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a
estereotipação.
Repórter: Estereo... o quê?
Jogador: Um chato?
Repórter: Isso.

01) A expressão “pegá eles sem calça” pode ser substituída sem comprometimento de
sentido, em língua culta, formal, por:

a. Pegálos na mentira.
b. Pegálos desprevenidos.
c. Pegálos em flagrante.
d. Pegálos rapidamente.

02) A que tipo de variação linguística o autor faz referência no poema, ou seja, em que grupos
sociais costumamos ver esse dialeto?

Vício na fala
Para dizerem milho dizem mio
Para melhor dizem mió
Para pior pió
Para telha dizem teia
Para telhado dizem teiado
E vão construindo telhados.
(Oswald de Andrade. Obras Completas)

03) As manchetes a seguir foram publicadas em jornais diferentes, mas referem-se a um


mesmo fato: a falsificação de remédios.

Observe:

I. “Câmara torna fraude de remédio crime hediondo”.


II. “Falsificação de remédios será crime hediondo”.
III. “Agora é pena pesada”.

Percebe-se que há uma diferença entre a qualidade da linguagem utilizada pelos dois primeiros
jornais e pelo último. Essa situação é provocada pelo seguinte fato:
A) O jornal III usa uma linguagem menos formal, para atingir um público mais informal e
menos erudito.
B) O jornal III dirige-se a um público mais formal e erudito.
C) O jornal III tem redatores menos experientes no uso da linguagem formal e editaram o título
assim por falta de conhecimento.
D) Os jornais II e III dirigem-se a um público menos exigente e, por isso, utilizam a
linguagem informal e não erudita.

04) Assinale a opção que identifica a variação lingüística presente nos textos abaixo.
#Assaltante Nordestino
_Ei, bichin… Isso é um assalto… Arriba os braços e num se bula nem faça muganga… Arrebola
o dinheiro no mato e não faça pantim se não enfio a peixeira no teu bucho e boto teu fato
pra fora! Perdão, meu Padim Ciço, mas é que eu to com uma fome da moléstia…

#Assaltante Baiano
_Ô meu rei… (longa pausa) Isso é um assalto… (longa pausa). Levanta os braços, mas não se
avexe não… (longa pausa). Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado…

#Assaltante Paulista
_Orra, meu… Isso é um assalto, meu… Alevanta os braços, meu… Passa a grana logo,
meu… Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pra comprar o
ingresso do jogo do Corinthians, meu… Pó, se manda, meu…
A) variação social
B) variação regional
C) variação cultural
D) variação histórica

05)Leia abaixo o que diz um cientista da língua e responda a alternativa correta.


"Então vale tudo?... a língua é como um grande guarda-roupa, onde é possível encontrar todo tipo
de vestimenta. Ninguém vai só de maiô fazer compras num shopping-center, nem vai entrar na
praia, num dia de sol quente, usando terno de lã, chapéu de feltro e luvas... "
(BAGNO, 2002, p.118)
A) A variedade ensinada na escola é a única correta e todos precisam conhecer para estabelecer
comunicação com os demais.
B) As variedades linguísticas nos mostram que há diferentes formas de nos comunicar e
devemos adequar nossa linguagem às diferentes situações, respeitando a realidade de cada um.
C) Podemos usar qualquer variedade para todas as situações de fala e escrita.
D) Há uma línguagem melhor que as demais.

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