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SOLUÇÕES

TESTE 2
GRUPO I
GRUPO II
A
1. (B)
1. O narrador fixa a atenção «nas costas vulgares de um homem
2. (C)
qualquer », um anónimo e modesto transeunte. A visão deste homem
banal provoca no narrador um sentimento próximo da ternura, que 3. (C)
advém do facto de ver nele, não apenas o visível, mas a vida 4. (B)
imaginada, quotidiana, familiar, humilde, simples, com as alegrias e 5. (A)
tristezas próprias da humanidade, que vive sem necessidade de 6. (C)
analisar a vida.
7. (B)
2. A metáfora da janela aplicada às costas do homem é muito
8. «Que estamos mais sozinhos e mais velhos» – oração subordinada
sugestiva. Ao olhar aquelas costas, o narrador abre o pensamento para
substantiva completiva; «não é novo» – oração subordinante.
além daquilo que vê nelas: umas costas que dormem. A partir daqui, a
reflexão alarga-se a todos os transeuntes representados naquele 9. Antecedente: «mudar a política de habitação social».
homem e a todos os que vê à volta dele, é a reflexão sobre o 10. Que separa as pessoas das suas raízes.
adormecimento coletivo, a inconsciência não pensante dos homens
GRUPO III
vulgares, que nada podem contra o destino, a humanidade vista como
«um pobre diabo», um conjunto de «fantoches movidos por cordas».
3. O tema central do fragmento é, sem dúvida, a questão da 1. O texto de opinião deve ser organizado, segundo um plano prévio,
consciência, do pensamento que se impõe obsessivamente à em três partes: introdução, desenvolvimento, conclusão.
sensação. No texto, o narrador parte da sensação visual (a visão de 2. O texto deve:
umas costas e dos transeuntes) para o pensamento, e vê, nos outros, – respeitar o tema;
uns seres capazes de viver sem pensar, inconscientes. É a
problemática levantada pelo ortónimo, que sofre da dor de pensar, que – mobilizar informação adequada;
lhe anula o sentir. Assim, os transeuntes deste texto de Bernardo – explicitar um ponto de vista sustentado em argumentos e respetivos
Soares são semelhantes à «ceifeira» do poema de Fernando Pessoa exemplos;
ortónimo. – usar um discurso valorativo (juízo de valor implícito ou explícito);
Quanto ao narrador, que afirma no início «Quando outra virtude não – apresentar coerência, coesão, clareza e concisão.
haja em mim, há pelo menos a da perpétua novidade da sensação 3. Ao nível da correção linguística e da organização lógico-conceptual,
liberta...» é afinal, contraditoriamente, aquele que está amarrado ao deve apresentar:
pensamento e, por isso, a sensação liberta será aquela que o conduz a – correta marcação e proporcionalidade dos parágrafos (introdução e
esse imparável pensamento. conclusão muito breves, desenvolvimento mais extenso);
B – encadeamento lógico das ideias, com uso dos conectores;
– adequação do vocabulário;
4. Ao acordar, sozinho, na noite, o sujeito poético experimenta diversas
sensações (auditivas: o silêncio, o tictac; visuais: a janela iluminada do – correção ortográfica e sintática;
vizinho e a luz da sua própria janela; e tácteis: a humidade da noite), – pontuação adequada.
que desencadeiam os seguintes sentimentos:
– «desespero» pela «insónia» que o despertou;
– surpresa, júbilo e depois curiosidade, face à luz de uma janela, que
assinala a presença de outro ser humano em vigília como ele;
– «fraternidade» e comunhão com esse outro ser, acordado como ele,
naquela hora de solidão noturna.
5. O poema termina com a apóstrofe «Ó candeeiros de petróleo da
minha infância perdida!», que remete, de imediato, para um sentimento
de nostalgia da infância irremediavelmente perdida pelo sujeito
poético. Esta nostalgia, desencadeada pela visão da luz de um
candeeiro de petróleo como os da sua infância, é um tema que Álvaro
de Campos partilha com Fernando Pessoa ortónimo.