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Teoria Geral Direito Notarial e Registral

Professor Regina Pedroso


INTRODUÇÃO

• PRINCIPAIS INSTRUMENTOS LEGAIS

• CF
• Lei Federal nº 6.015/1976 – Lei Registros Públicos
• Lei Federal nº 8.935/94 – Lei dos Notários e
Registradores
• Lei Federal nº 10.169/00 – Lei dos Emolumentos (
normas gerais para a fixação de emolumentos)
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 236. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter
privado, por delegação do Poder Público.

§ 1º - Lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil e


criminal dos notários, dos oficiais de registro e de seus prepostos, e
definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário.

§ 2º - Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de


emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e
de registro.

§ 3º - O ingresso na atividade notarial e de registro depende de


concurso público de provas e títulos, não se permitindo que qualquer
serventia fique vaga, sem abertura de concurso de provimento ou de
remoção, por mais de seis meses.
CONCURSO PÚBLICO
Art. 14. LNR A delegação para o exercício da atividade notarial
e de registro depende dos seguintes requisitos:

I - habilitação em concurso público de provas e títulos;


II - nacionalidade brasileira;
III - capacidade civil;
IV - quitação com as obrigações eleitorais e militares;
V - diploma de bacharel em direito;
VI - verificação de conduta condigna para o exercício da
profissão.
CONCURSO PÚBLICO
Art. 15. LNR Os concursos serão realizados pelo Poder
Judiciário, com a participação, em todas as suas fases, da
Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público,
de um notário e de um registrador.
§ 1º O concurso será aberto com a publicação de
edital, dele constando os critérios de desempate.
§ 2º Ao concurso público poderão concorrer candidatos
não bacharéis em direito que tenham completado, até a
data da primeira publicação do edital do concurso de
provas e títulos, dez anos de exercício em serviço
notarial ou de registro.
CONCURSO PÚBLICO
Art. 16. LNR As vagas serão preenchidas alternadamente, duas terças
partes por concurso público de provas e títulos e uma terça parte por meio
de remoção, mediante concurso de títulos, não se permitindo que qualquer
serventia notarial ou de registro fique vaga, sem abertura de concurso de
provimento inicial ou de remoção, por mais de seis meses.
Parágrafo único. Para estabelecer o critério do preenchimento, tomar-se-
á por base a data de vacância da titularidade ou, quando vagas na mesma
data, aquela da criação do serviço.

Art. 17. LNR Ao concurso de remoção somente serão admitidos titulares


que exerçam a atividade por mais de dois anos.
Art. 18.LNR A legislação estadual disporá sobre as normas e os critérios
para o concurso de remoção.
Art. 19. LNR Os candidatos serão declarados habilitados na rigorosa
ordem de classificação no concurso.
LEI 6.015/76
Art. 1º LRPOs serviços concernentes aos Registros Públicos,
estabelecidos pela legislação civil para autenticidade,
segurança e eficácia dos atos jurídicos, ficam sujeitos ao
regime estabelecido nesta Lei.

§ 1º Os Registros referidos neste artigo são os seguintes:


I - o registro civil de pessoas naturais;
II - o registro civil de pessoas jurídicas;
III - o registro de títulos e documentos;
IV - o registro de imóveis.
§ 2º Os demais registros reger-se-ão por leis próprias. (
Protesto, Contratos Maritimos, Notas…)
Lei 6.015/76
• SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS – “CARTÓRIOS”

• CONCEITOS BASE: AUTENTICIDADE ( qualidade de legitimo,


verdadeiro), SEGURANÇA JURÍDICA ( idéia de estabilidade,
o direito que advém do registro só pode ser alterado por
via legislativa ou judicial), EFICÁCIA ( produz efeitos na
esfera jurídica)

• OBS: LNR Art. 1 – acresc. PUBLICIDADE e FÉ PÚBLICA


Art. 1º Serviços notariais e de registro são os de organização
técnica e administrativa destinados a garantir a publicidade,
autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos.
FÉ PÚBLICA
Art. 3º LNR Notário, ou tabelião, e oficial de
registro, ou registrador, são profissionais do direito,
dotados de fé pública, a quem é delegado o
exercício da atividade notarial e de registro.

Fé Pública advém da outorga

Particulares em colaboração com a Adm Pública (


ADI 2.602 – Min. Carlos Britto) – Não são serviços e
nem cargos públicos efetivos
Lei 6.015/76
• Art. 2º LRP Os registros indicados no § 1º do artigo anterior
ficam a cargo de serventuários privativos nomeados de
acordo com o estabelecido na Lei de Organização
Administrativa e Judiciária do Distrito Federal e dos
Territórios e nas Resoluções sobre a Divisão e Organização
Judiciária dos Estados, e serão feitos:

I - o do item I, nos ofícios privativos, ou nos cartórios de


registro de nascimentos, casamentos e óbitos;
II - os dos itens II e III, nos ofícios privativos, ou nos cartórios
de registro de títulos e documentos;
III - os do item IV, nos ofícios privativos, ou nos cartórios
de registro de imóveis.
Lei 6.015/76
ESCRITURAÇÃO
Art. 3º LRP A escrituração será feita em livros encadernados, que obedecerão aos
modelos anexos a esta Lei, sujeitos à correição da autoridade judiciária competente.

§ 1º Os livros podem ter 0,22m até 0,40m de largura e de 0,33m até 0,55m de
altura, cabendo ao oficial a escolha, dentro dessas dimensões, de acordo com a
conveniência do serviço. ( sempre consultar normas Corregedoria Geral do Estado)

§ 2° Para facilidade do serviço podem os livros ser escriturados mecanicamente,


em folhas soltas, obedecidos os modelos aprovados pela autoridade judiciária
competente.

OBS: REVOGADO? LIVRE ORGANIZAÇÃO?


ESCRITURAÇÃO
Art. 4º LRP Os livros de escrituração serão abertos, numerados,
autenticados e encerrados pelo oficial do registro, podendo ser
utilizado, para tal fim, processo mecânico de autenticação
previamente aprovado pela autoridade judiciária competente.

OBS: PARTE FINAL REVOGADA? APROVADO PELA AUTORIDADE


JUDICIÁRIA?

Parágrafo único. Os livros notariais, nos modelos existentes, em folhas


fixas ou soltas, serão também abertos, numerados, autenticados e
encerrados pelo tabelião, que determinará a respectiva quantidade a
ser utilizada, de acordo com a necessidade do serviço.
ESCRITURAÇÃO
Art. 5º LRP Considerando a quantidade dos registros o Juiz poderá
autorizar a diminuição do número de páginas dos livros respectivos,
até a terça parte do consignado nesta Lei.

Art. 6º LRP Findando-se um livro, o imediato tomará o número


seguinte, acrescido à respectiva letra, salvo no registro de imóveis, em
que o número será conservado, com a adição sucessiva de letras, na
ordem alfabética simples, e, depois, repetidas em combinação com a
primeira, com a segunda, e assim indefinidamente. Exemplos: 2-A a 2-
Z; 2-AA a 2-AZ; 2-BA a 2-BZ, etc.

Art. 7º LRP Os números de ordem dos registros não serão


interrompidos no fim de cada livro, mas continuarão,
indefinidamente, nos seguintes da mesma espécie. ( CONTINUIDADE-
SEGURANÇA)
ORDEM DE SERVIÇO

Art. 8º LRP O serviço começará e terminará às


mesmas horas em todos os dias úteis.
Parágrafo único. O registro civil de pessoas
naturais funcionará todos os dias, sem exceção.

Art. 9º LRP Será nulo o registro lavrado fora das


horas regulamentares ou em dias em que não
houver expediente, sendo civil e criminalmente
responsável o oficial que der causa à nulidade.
ORDEM DE SERVIÇO
Art. 10. LRP Todos os títulos, apresentados no horário regulamentar e que não
forem registrados até a hora do encerramento do serviço, aguardarão o dia seguinte,
no qual serão registrados, preferencialmente, aos apresentados nesse dia.
Parágrafo único. O registro civil de pessoas naturais não poderá, entretanto, ser
adiado.

OBS: LNR – LEITURA CONJUNTA

Art. 4º Os serviços notariais e de registro serão prestados, de modo eficiente e


adequado, em dias e horários estabelecidos pelo juízo competente, atendidas as
peculiaridades locais, em local de fácil acesso ao público e que ofereça segurança
para o arquivamento de livros e documentos.
§ 1º O serviço de registro civil das pessoas naturais será prestado, também, nos
sábados, domingos e feriados pelo sistema de plantão.
§ 2º O atendimento ao público será, no mínimo, de seis horas diárias.
ORDEM DE SERVIÇO
Art. 11. LRP Os oficiais adotarão o melhor regime
interno de modo a assegurar às partes a ordem de
precedência na apresentação dos seus títulos, estabelecendo-
se, sempre, o número de ordem geral.

Art. 12. LRP Nenhuma exigência fiscal, ou dívida,


obstará a apresentação de um título e o seu lançamento do
Protocolo com o respectivo número de ordem, nos casos em
que da precedência decorra prioridade de direitos para o
apresentante.
Parágrafo único. Independem de apontamento no
Protocolo os títulos apresentados apenas para exame e
cálculo dos respectivos emolumentos.
ORDEM DE SERVIÇO
Art. 13. LRP Salvo as anotações e as averbações
obrigatórias, os atos do registro serão praticados:
I - por ordem judicial;
II - a requerimento verbal ou escrito dos interessados;
III - a requerimento do Ministério Público, quando a lei
autorizar.

PRINCIPIO DA INSTANCIA ( VEDA ATOS DE OFICIO)


EXCEÇÕES? SIM EXISTE P.EX: RETIFICAÇÃO DE OFICIO
OBSERVAÇÃO

Conceito segundo Prof. Loureiro – Livro


Registros Públicos – Teoria e Prática

• REGISTRO – “ASSENTO PRINCIPAL”

• AVERBAÇÃO – “ASSENTOS ACESSÓRIOS"

• ANOTAÇÃO – “ASSENTO-REMISSÃO”
EMOLUMENTOS
Art. 14. LRP Pelos atos que praticarem, em descorrência desta
Lei, os Oficiais do Registro terão direito, a título de
remuneração, aos emolumentos fixados nos Regimentos de
Custas do Distrito Federal, dos Estados e dos Territórios, os
quais serão pagos, pelo interessado que os requerer, no ato
de requerimento ou no da apresentação do título.

Parágrafo único. O valor correspondente às custas de


escrituras, certidões, buscas, averbações, registros de
qualquer natureza, emolumentos e despesas legais constará,
obrigatoriamente, do próprio documento,
independentemente da expedição do recibo, quando
solicitado. ( LNR Art. 30 – dever – dar recibo)
EMOLUMENTOS

• NATUREZA JURÍDICA: TAXA


• Tributo – apenas pode ser criado ou aumentado
por lei
• Normas Gerais – Lei 10.169/2000 – regula & 2 CF
• Cabe aos Estados fixar o valor dos Emolumentos
• Nao se pode cobrar além ( assessoria jurídica ou
taxa de adiantamento de serviço)
• Gratuidades - isenção
IMPEDIMENTO
Art. 15. LRP Quando o interessado no registro for o
oficial encarregado de fazê-lo ou algum parente seu, em
grau que determine impedimento, o ato incumbe ao
substituto legal do oficial.

• Até terceiro grau ? CPC 134,V

OBS: Art. 27. LNR No serviço de que é titular, o notário


e o registrador não poderão praticar, pessoalmente,
qualquer ato de seu interesse, ou de interesse de seu
cônjuge ou de parentes, na linha reta, ou na colateral,
consangüíneos ou afins, até o terceiro grau.
INCOMPATIBILIDADES
Art. 25. LNR O exercício da atividade notarial e de registro é
incompatível com o da advocacia, o da intermediação de seus
serviços ou o de qualquer cargo, emprego ou função públicos, ainda
que em comissão.
§ 2º A diplomação, na hipótese de mandato eletivo, e a posse, nos
demais casos, implicará no afastamento da atividade.

Art. 26. LNR Não são acumuláveis os serviços enumerados no art.


5º.
Parágrafo único. Poderão, contudo, ser acumulados nos Municípios
que não comportarem, em razão do volume dos serviços ou da
receita, a instalação de mais de um dos serviços.
PUBLICIDADE
Art. 16. LRP Os oficiais e os encarregados das
repartições em que se façam os registros são
obrigados:
1º a lavrar certidão do que lhes for requerido;
2º a fornecer às partes as informações
solicitadas.

Art. 17. LRP Qualquer pessoa pode requerer


certidão do registro sem informar ao oficial ou ao
funcionário o motivo ou interesse do pedido.
PUBLICIDADE

• Parágrafo único. O acesso ou envio de


informações aos registros públicos, quando
forem realizados por meio da rede mundial de
computadores (internet) deverão ser
assinados com uso de certificado digital, que
atenderá os requisitos da Infraestrutura de
Chaves Públicas Brasileira – ICP.
PUBLICIDADE
Art. 18. LRP Ressalvado o disposto nos arts. 45, 57,
§ 7o, e 95, parágrafo único, a certidão será lavrada
independentemente de despacho judicial,
devendo mencionar o livro de registro ou o
documento arquivado no cartório.

EXC:
1- registro civil de filhos havidos for a do casamento
2-alteração de nome ( apuração de crime)
3-sentença concessiva de legitimação adotiva
PUBLICIDADE
Art. 19. LRP A certidão será lavrada em inteiro teor, em
resumo, ou em relatório, conforme quesitos, e
devidamente autenticada pelo oficial ou seus substitutos
legais, não podendo ser retardada por mais de 5 (cinco)
dias.

§ 1º A certidão, de inteiro teor, poderá ser extraída


por meio datilográfico ou reprográfico
§ 5º As certidões extraídas dos registros públicos
deverão ser fornecidas em papel e mediante escrita que
permitam a sua reprodução por fotocópia, ou outro
processo equivalente.
PUBLICIDADE
Art. 20.LRP No caso de recusa ou retardamento na expedição da
certidão, o interessado poderá reclamar à autoridade competente,
que aplicará, se for o caso, a pena disciplinar cabível.
Parágrafo único. Para a verificação do retardamento, o oficial, logo
que receber alguma petição, fornecerá à parte uma nota de entrega
devidamente autenticada.

Art. 21. LRP Sempre que houver qualquer alteração posterior ao


ato cuja certidão é pedida, deve o Oficial mencioná-la,
obrigatoriamente, não obstante as especificações do pedido, sob pena
de responsabilidade civil e penal, ressalvado o disposto nos artigos 45
e 95.
Parágrafo único. A alteração a que se refere este artigo deverá ser
anotada na própria certidão, contendo a inscrição de que "a presente
certidão envolve elementos de averbação à margem do termo.
CONSERVAÇÃO
Art. 22. LRP Os livros de registro, bem como as fichas
que os substituam, somente sairão do respectivo
cartório mediante autorização judicial. ( VER NORMAS
CGJ Estado)
Art. 23. LRP Todas as diligências judiciais e
extrajudiciais que exigirem a apresentação de qualquer
livro, ficha substitutiva de livro ou documento, efetuar-
se-ão no próprio cartório.
Art. 24. LRP Os oficiais devem manter em segurança,
permanentemente, os livros e documentos e respondem
pela sua ordem e conservação.
CONSERVAÇÃO
Art. 25. LRP Os papéis referentes ao serviço do registro
serão arquivados em cartório mediante a utilização de
processos racionais que facilitem as buscas, facultada a
utilização de microfilmagem e de outros meios de
reprodução autorizados em lei.
Art. 26. LRP Os livros e papéis pertencentes ao arquivo do
cartório ali permanecerão indefinidamente.
Art. 27. LRP Quando a lei criar novo cartório, e enquanto
este não for instalado, os registros continuarão a ser feitos no
cartório que sofreu o desmembramento, não sendo
necessário repeti-los no novo ofício.
Parágrafo único. O arquivo do antigo cartório continuará
a pertencer-lhe.
RESPONSABILIDADE

Art. 28. LRP Além dos casos expressamente


consignados, os oficiais são civilmente
responsáveis por todos os prejuízos que,
pessoalmente, ou pelos prepostos ou
substitutos que indicarem, causarem, por culpa
ou dolo, aos interessados no registro.
Parágrafo único. A responsabilidade civil
independe da criminal pelos delitos que
cometerem.
RESPONSABILIDADE CIVIL
• CF 37 & 6 – responsabilidade civil objetiva da Adm. ( teoria
do risco adm)

• Art. 22 LNR – responsabilidade objetiva – amparada pelo


STJ – Estado responde de forma subsidiária – Resp
1.163.652 – PE, Rel Min. Herman Benjamin, julgado em
01/06/2010)

Art. 22. Os notários e oficiais de registro responderão pelos


danos que eles e seus prepostos causem a terceiros, na
prática de atos próprios da serventia, assegurado aos
primeiros direito de regresso no caso de dolo ou culpa dos
prepostos.
RESPONSABILIDADE CRIMINAL

• LNR Art. 24

Art. 24. A responsabilidade criminal será


individualizada, aplicando-se, no que couber, a
legislação relativa aos crimes contra a
administração pública.
Parágrafo único. A individualização prevista
no caput não exime os notários e os oficiais de
registro de sua responsabilidade civil.
PREPOSTOS
Art. 20. LNR Os notários e os oficiais de registro poderão, para
o desempenho de suas funções, contratar escreventes,
dentre eles escolhendo os substitutos, e auxiliares como
empregados, com remuneração livremente ajustada e sob o
regime da legislação do trabalho.

§ 1º Em cada serviço notarial ou de registro haverá tantos


substitutos, escreventes e auxiliares quantos forem
necessários, a critério de cada notário ou oficial de registro.
§ 2º Os notários e os oficiais de registro encaminharão ao
juízo competente os nomes dos substitutos.
§ 3º Os escreventes poderão praticar somente os atos que
o notário ou o oficial de registro autorizar.
PREPOSTOS
§ 4º Os substitutos poderão, simultaneamente
com o notário ou o oficial de registro, praticar todos
os atos que lhe sejam próprios exceto, nos
tabelionatos de notas, lavrar testamentos.
§ 5º Dentre os substitutos, um deles será
designado pelo notário ou oficial de registro para
responder pelo respectivo serviço nas ausências e
nos impedimentos do titular. ( VER NORMAS CGJ
Estado)
INDEPENDENCIA FUNCIONAL
• Art. 21. LNR O gerenciamento administrativo e financeiro dos
serviços notariais e de registro é da responsabilidade exclusiva do
respectivo titular, inclusive no que diz respeito às despesas de
custeio, investimento e pessoal, cabendo-lhe estabelecer normas,
condições e obrigações relativas à atribuição de funções e de
remuneração de seus prepostos de modo a obter a melhor
qualidade na prestação dos serviços.

• Art. 28. LNR Os notários e oficiais de registro gozam de


independência no exercício de suas atribuições, têm direito à
percepção dos emolumentos integrais pelos atos praticados na
serventia e só perderão a delegação nas hipóteses previstas em lei.
DIREITOS

Art. 29. LNR São direitos do notário e do


registrador:

I - exercer opção, nos casos de


desmembramento ou desdobramento de sua
serventia;
II - organizar associações ou sindicatos de
classe e deles participar.
DEVERES
Art. 30. LNR São deveres dos notários e dos oficiais de registro:

I - manter em ordem os livros, papéis e documentos de sua serventia,


guardando-os em locais seguros;
II - atender as partes com eficiência, urbanidade e presteza;
III - atender prioritariamente as requisições de papéis, documentos,
informações ou providências que lhes forem solicitadas pelas
autoridades judiciárias ou administrativas para a defesa das pessoas
jurídicas de direito público em juízo;
IV - manter em arquivo as leis, regulamentos, resoluções, provimentos,
regimentos, ordens de serviço e quaisquer outros atos que digam
respeito à sua atividade;
DEVERES
V - proceder de forma a dignificar a função exercida,
tanto nas atividades profissionais como na vida privada;
VI - guardar sigilo sobre a documentação e os assuntos
de natureza reservada de que tenham conhecimento em
razão do exercício de sua profissão;
VII - afixar em local visível, de fácil leitura e acesso ao
público, as tabelas de emolumentos em vigor;
VIII - observar os emolumentos fixados para a prática dos
atos do seu ofício;
IX - dar recibo dos emolumentos percebidos;
X - observar os prazos legais fixados para a prática dos
atos do seu ofício;
DEVERES
XI - fiscalizar o recolhimento dos impostos
incidentes sobre os atos que devem praticar;
XII - facilitar, por todos os meios, o acesso à
documentação existente às pessoas legalmente
habilitadas;
XIII - encaminhar ao juízo competente as dúvidas
levantadas pelos interessados, obedecida a
sistemática processual fixada pela legislação
respectiva;
XIV - observar as normas técnicas estabelecidas
pelo juízo competente.
INFRAÇOES
Art. 31. LNR São infrações disciplinares que sujeitam os
notários e os oficiais de registro às penalidades previstas nesta
lei:

I - a inobservância das prescrições legais ou normativas;


II - a conduta atentatória às instituições notariais e de
registro;
III - a cobrança indevida ou excessiva de emolumentos,
ainda que sob a alegação de urgência;
IV - a violação do sigilo profissional;
V - o descumprimento de quaisquer dos deveres
descritos no art. 30.
PENALIDADES
Art. 32. LNR Os notários e os oficiais de registro
estão sujeitos, pelas infrações que praticarem,
assegurado amplo direito de defesa, às seguintes
penas:

I - repreensão;
II - multa;
III - suspensão por noventa dias, prorrogável
por mais trinta;
IV - perda da delegação.
PENALIDADES
Art. 33. LNR As penas serão aplicadas:

I - a de repreensão, no caso de falta leve;


II - a de multa, em caso de reincidência ou de
infração que não configure falta mais grave;
III - a de suspensão, em caso de reiterado
descumprimento dos deveres ou de falta grave.

Art. 34. LNR As penas serão impostas pelo juízo


competente, independentemente da ordem de gradação,
conforme a gravidade do fato.
PERDA DE DELEGAÇÃO
Art. 35.LNR A perda da delegação dependerá:

I - de sentença judicial transitada em julgado; ou


II - de decisão decorrente de processo administrativo
instaurado pelo juízo competente, assegurado amplo
direito de defesa.

§ 1º Quando o caso configurar a perda da delegação,


o juízo competente suspenderá o notário ou oficial de
registro, até a decisão final, e designará interventor,
observando-se o disposto no art. 36.
SUSPENSÃO
Art. 36. Quando, para a apuração de faltas imputadas a notários ou a oficiais
de registro, for necessário o afastamento do titular do serviço, poderá ele ser
suspenso, preventivamente, pelo prazo de noventa dias, prorrogável por
mais trinta.

§ 1º Na hipótese do caput, o juízo competente designará interventor para


responder pela serventia, quando o substituto também for acusado das
faltas ou quando a medida se revelar conveniente para os serviços.

§ 2º Durante o período de afastamento, o titular perceberá metade da


renda líquida da serventia; outra metade será depositada em conta bancária
especial, com correção monetária.

§ 3º Absolvido o titular, receberá ele o montante dessa conta; condenado,


caberá esse montante ao interventor.
FISCALIZAÇÃO
Art. 37. LNR A fiscalização judiciária dos atos notariais e de
registro, mencionados nos artes. 6º a 13, será exercida pelo
juízo competente, assim definido na órbita estadual e do
Distrito Federal, sempre que necessário, ou mediante
representação de qualquer interessado, quando da
inobservância de obrigação legal por parte de notário ou de
oficial de registro, ou de seus prepostos.

Parágrafo único. Quando, em autos ou papéis de que


conhecer, o Juiz verificar a existência de crime de ação
pública, remeterá ao Ministério Público as cópias e os
documentos necessários ao oferecimento da denúncia.
FISCALIZAÇÃO

Art. 38. O juízo competente zelará para que os


serviços notariais e de registro sejam prestados
com rapidez, qualidade satisfatória e de modo
eficiente, podendo sugerir à autoridade
competente a elaboração de planos de
adequada e melhor prestação desses serviços,
observados, também, critérios populacionais e
sócio-econômicos, publicados regularmente
pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística.
CORREIÇÃO

• Juiz competente: juiz corregedor permanente


da Comarca ou Vara de Registros Públicos ( se
houver) * Ver normas CGJ Estado

• Ato de fiscalização : correição

• Pode ser: extraordinária ou ordinária


CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA

• Orgão do Poder Judiciário – sede Brasilia

• WWW.CNJ.JUS.BR

• VER Regimento interno


CNJ
• Art. 103-B. O Conselho Nacional de Justiça compõe-se de 15 (quinze) membros com mandato de 2
(dois) anos, admitida 1 (uma) recondução, sendo:

• I - o Presidente do Supremo Tribunal Federal;


• II - um Ministro do Superior Tribunal de Justiça, indicado pelo respectivo tribunal;
• III - um Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, indicado pelo respectivo tribunal;
• IV - um desembargador de Tribunal de Justiça, indicado pelo Supremo Tribunal Federal;
• V - um juiz estadual, indicado pelo Supremo Tribunal Federal;
• VI - um juiz de Tribunal Regional Federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça;
• VII - um juiz federal, indicado pelo Superior Tribunal de Justiça;
• VIII - um juiz de Tribunal Regional do Trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho;
• IX - um juiz do trabalho, indicado pelo Tribunal Superior do Trabalho;
• X - um membro do Ministério Público da União, indicado pelo Procurador-Geral da República;
• XI um membro do Ministério Público estadual, escolhido pelo Procurador-Geral da República
dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada instituição estadual;
• XII - dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
• XIII - dois cidadãos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos
Deputados e outro pelo Senado Federal.
CNJ
• § 1º O Conselho será presidido pelo Presidente
do Supremo Tribunal Federal e, nas suas
ausências e impedimentos, pelo Vice-Presidente
do Supremo Tribunal Federal.
• § 2º Os demais membros do Conselho serão
nomeados pelo Presidente da República, depois
de aprovada a escolha pela maioria absoluta do
Senado Federal.
• § 3º Não efetuadas, no prazo legal, as indicações
previstas neste artigo, caberá a escolha ao
Supremo Tribunal Federal.
CNJ
§ 4º Compete ao Conselho o controle da atuação administrativa e
financeira do Poder Judiciário e do cumprimento dos deveres
funcionais dos juízes, cabendo-lhe, além de outras atribuições que lhe
forem conferidas pelo Estatuto da Magistratura:

I - zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do


Estatuto da Magistratura, podendo expedir atos regulamentares, no
âmbito de sua competência, ou recomendar providências;

II - zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante


provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por
membros ou órgãos do Poder Judiciário, podendo desconstituí-los,
revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias
ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência do Tribunal
de Contas da União;
CNJ
III - receber e conhecer das reclamações contra
membros ou órgãos do Poder Judiciário, inclusive contra
seus serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores
de serviços notariais e de registro que atuem por
delegação do poder público ou oficializados, sem
prejuízo da competência disciplinar e correicional dos
tribunais, podendo avocar processos disciplinares em
curso e determinar a remoção, a disponibilidade ou a
aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais
ao tempo de serviço e aplicar outras sanções
administrativas, assegurada ampla defesa. ( ver
Regimento Interno)
PCA
DO PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO

Art. 91. RI CNJ O controle dos atos administrativos praticados por


membros ou órgãos do Poder Judiciário será exercido pelo Plenário do
CNJ, de ofício ou mediante provocação, sempre que restarem
contrariados os princípios estabelecidos no art. 37 da Constituição,
especialmente os de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência, sem prejuízo da competência do Tribunal de
Contas da União e dos Tribunais de Contas dos Estados.

Parágrafo único. Não será admitido o controle de atos administrativos


praticados há mais de cinco (5) anos, salvo quando houver afronta
direta à Constituição.
PCA
Art. 92. O pedido, que deverá ser formulado por escrito com a qualificação do
requerente e a indicação clara e precisa do ato impugnado, será autuado e distribuído
a um Relator.

Art. 93. A instauração de ofício do procedimento de controle administrativo poderá


ser determinada pelo Plenário, mediante proposição de Conselheiro, do Procurador-
Geral da República ou do Presidente do Conselho Federal da OAB.

Art. 94. O Relator determinará a notificação da autoridade que praticou o ato


impugnado e dos eventuais interessados em seus efeitos, no prazo de quinze (15) dias.

§ 1º O Relator poderá determinar as formas e os meios de notificação pessoal dos


eventuais interessados.
§ 2º A notificação será feita por edital quando dirigida a eventuais interessados não
identificados, desconhecidos ou com domicílio não informado nos autos.
PCA
Art. 95. Não ilidido o fundamento do pedido, o Plenário
determinará:

I - a sustação da execução do ato impugnado;


II - a desconstituição ou a revisão do respectivo ato
administrativo;
III - o afastamento da autoridade competente pela prática
do ato impugnado.
Parágrafo único. O Plenário poderá fixar prazos para que
se adotem as providências necessárias ao exato
cumprimento da lei ou dos atos do CNJ.
PEDIDO DE PROVIDENCIAS
PEDIDO DE PROVIDÊNCIAS

Art. 98. As propostas e sugestões tendentes à melhoria da eficiência e eficácia do


Poder Judiciário bem como todo e qualquer expediente que não tenha classificação
específica nem seja acessório ou incidente serão incluídos na classe de pedido de
providências, cabendo ao Plenário do CNJ ou ao Corregedor Nacional de Justiça,
conforme a respectiva competência, o seu conhecimento e julgamento.

Art. 99. Em caso de risco de prejuízo iminente ou de grave repercussão, o Plenário do


CNJ, o Presidente, o Corregedor Nacional ou o Relator poderão, no âmbito de sua
competência e motivadamente, adotar providências acauteladoras sem a prévia
manifestação da autoridade, observados os limites legais.

Parágrafo único. Quando a medida cautelar for deferida pelo Relator, será submetida a
referendo do Plenário na primeira sessão ordinária seguinte.
EXTINÇÃO
Art. 39.LNR Extinguir-se-á a delegação a notário ou a
oficial de registro por:

I - morte;
II - aposentadoria facultativa;
III - invalidez;
IV - renúncia;
V - perda, nos termos do art. 35.
VI -descumprimento, comprovado, da gratuidade
estabelecida na lei
EXTINÇÃO

§ 1º Dar-se-á aposentadoria facultativa ou por


invalidez nos termos da legislação
previdenciária federal.

§ 2º Extinta a delegação a notário ou a oficial de


registro, a autoridade competente declarará
vago o respectivo serviço, designará o
substituto mais antigo para responder pelo
expediente e abrirá concurso.
SEGURIDADE SOCIAL

Art. 40. Os notários, oficiais de registro,


escreventes e auxiliares são vinculados à
previdência social, de âmbito federal, e têm
assegurada a contagem recíproca de tempo de
serviço em sistemas diversos.
Parágrafo único. Ficam assegurados, aos
notários, oficiais de registro, escreventes e
auxiliares os direitos e vantagens previdenciários
adquiridos até a data da publicação desta lei.
PRINCIPIOS REGISTRAIS

2 TIPOS

1- LIGADOS AOS REQUISITOS PARA REGISTRO

2- LIGADOS AOS EFEITOS DO REGISTRO


REQUISITOS
PRINCIPIO DA ROGAÇÃO OU INSTANCIA

• O ato de registro só pode ser provocado pelo


interessado
• Não se admite registro de oficio
• Exceção : alteração nome logradouros ( Art.
167,II,13 LRP) e retificação ( Art. 213,I LRP)
• Requerimento do interessado ( imparcialidade
registrador)
REQUISITOS

PRINCIPIO DA DISPONIBILIDADE

• Ninguém pode transferir mais direitos do que


os constituídos no registro imobiliário

• Oficial atua pautado no titulo


REQUISITOS

PRINCIPIO DA CONTINUIDADE
OU TRATO SUCESSIVO

A cadeia registral deve ser contínua e


ininterrupta.

Aspectos subjetivos e objetivos


REQUISITOS
PRINCIPIO DA LEGALIDADE

QUALIFICAÇÃO REGISTRAL

Art. 156. LRP O oficial deverá recusar registro a título e a documento


que não se revistam das formalidades legais.

Parágrafo único. Se tiver suspeita de falsificação, poderá o oficial


sobrestar no registro, depois de protocolado o documento, até
notificar o apresentante dessa circunstância; se este insistir, o registro
será feito com essa nota, podendo o oficial, entretanto, submeter a
dúvida ao Juiz competente, ou notificar o signatário para assistir ao
registro, mencionando também as alegações pelo último aduzidas.
OBSERVAÇÃO

Art. 157. LRP O oficial, salvo quando agir de má-


fé, devidamente comprovada, não será
responsável pelos danos decorrentes da
anulação do registro, ou da averbação, por vício
intrínseco ou extrínseco do documento, título
ou papel, mas, tão-somente, pelos erros ou
vícios no processo de registro.
REGISTRO

PRINCIPIO DA ESPECIALIDADE

• Objeto e demais caracteristicas contratuais ou


legais inerentes ao registro devem ser precisos
e individualizados.

• Descrição completa do imóvel, do direito, das


pessoas
REGISTRO

ESPÉCIES

• Especialidade objetiva – relativa ao objeto do


registro
• Especialidade subjetiva – relativa ao sujeito
do registro
• Especialidade relativa ao direito
REGISTRO
PRINCIPIO DA UNITARIEDADE DA MATRICULA

• Todo imóvel deverá possuir uma única matrícula

Art. 176 - O Livro nº 2 - Registro Geral - será destinado, à


matrícula dos imóveis e ao registro ou averbação dos atos
relacionados no art. 167 e não atribuídos ao Livro nº 3.
§ 1º A escrituração do Livro nº 2 obedecerá às seguintes
normas:
I - cada imóvel terá matrícula própria, que será aberta
por ocasião do primeiro registro a ser feito na vigência desta
Lei;
REGISTRO

PRINCIPIO DA CONCENTRAÇÃO DOS ATOS NA


MATRICULA

Direitos reais devem estar descritos na matricula


Publicidade plena
REGISTRO
PRINCIPIO DA TERRITORIALIDADE

Art. 12. LNR Aos oficiais de registro de imóveis, de


títulos e documentos e civis das pessoas jurídicas,
civis das pessoas naturais e de interdições e tutelas
compete a prática dos atos relacionados na
legislação pertinente aos registros públicos, de que
são incumbidos, independentemente de prévia
distribuição, mas sujeitos os oficiais de registro de
imóveis e civis das pessoas naturais às normas que
definirem as circunscrições geográficas.
REGISTRO

TERRITORIALIDADE

• RTD e RCPJ

• Notificações - CNJ – PCA 642 – Não


observância a territorialidade é exceção –
deve vir expressa na lei
REGISTRO
PRINCIPIO DA CINDIBILIDADE

Permite que a parte se interesse pelo registro de


apenas uma parte do direito constante do título

Ex: Formal de Partilha


EFEITOS

PRINCIPIO DA PUBLICIDADE

PRINCIPIO/DEVER

CERTIDÕES
EFEITOS

PRINCIPIO DA PRIORIDADE

O direito é assegurado ao registro que se faz


primeiro.

Art. 182 LRP - Todos os títulos tomarão, no


Protocolo, o número de ordem que lhes
competir em razão da seqüência rigorosa de
sua apresentação.
PRIORIDADE

Art. 1.246. Código Civil O registro é eficaz desde


o momento em que se apresentar o título ao
oficial do registro, e este o prenotar no
protocolo.
EFEITOS

PRINCIPIO DA INSCRIÇÃO ou
OBRIGATORIEDADE

Só com o registro pode se obter a segurança e


proteção perante terceiros.

“Quem não registra não é dono"


EFEITO CONSTITUTIVO
Art. 1.245. Código Civil Transfere-se entre vivos a
propriedade mediante o registro do título
translativo no Registro de Imóveis.

§ 1o Enquanto não se registrar o título translativo,


o alienante continua a ser havido como dono do
imóvel.
§ 2o Enquanto não se promover, por meio de ação
própria, a decretação de invalidade do registro, e o
respectivo cancelamento, o adquirente continua a
ser havido como dono do imóvel.
EFEITOS

• Presunção relativa – “juris tantum”

• Fé Pública advém da outorga da delegação


EFEITOS

PRINCIPIO DA PRESUNÇÃO E DA FÉ PÚBLICA

Eficácia do registro

Art. 252 - LRP O registro, enquanto não


cancelado, produz todos os efeitos legais ainda
que, por outra maneira, se prove que o título
está desfeito, anulado, extinto ou rescindido.
SUSCITAÇÃO DE DÚVIDA
Art. 198 LRP - Havendo exigência a ser satisfeita, o oficial indicá-la-á por
escrito. Não se conformando o apresentante com a exigência do oficial, ou
não a podendo satisfazer, será o título, a seu requerimento e com a
declaração de dúvida, remetido ao juízo competente para dirimí-la,
obedecendo-se ao seguinte:

I - no Protocolo, anotará o oficial, à margem da prenotação, a ocorrência


da dúvida;
Il - após certificar, no título, a prenotação e a suscitação da dúvida,
rubricará o oficial todas as suas folhas;
III - em seguida, o oficial dará ciência dos termos da dúvida ao apresentante,
fornecendo-lhe cópia da suscitação e notificando-o para impugná-la, perante
o juízo competente, no prazo de 15 (quinze) dias;
IV - certificado o cumprimento do disposto no item anterior, remeterse-
ão ao juízo competente, mediante carga, as razões da dúvida, acompanhadas
do título.
SUSCITAÇÃO DE DÚVIDA
Art. 199 LRP - Se o interessado não impugnar a dúvida
no prazo referido no item III do artigo anterior, será ela, ainda
assim, julgada por sentença.
Art. 200 LRP - Impugnada a dúvida com os documentos
que o interessado apresentar, será ouvido o Ministério
Público, no prazo de dez dias.
Art. 201 LRP - Se não forem requeridas diligências, o juiz
proferirá decisão no prazo de quinze dias, com base nos
elementos constantes dos autos.
Art. 202 LRP - Da sentença, poderão interpor apelação,
com os efeitos devolutivo e suspensivo, o interessado, o
Ministério Público e o terceiro prejudicado
SUSCITAÇÃO DE DÚVIDA
Art. 203 LRP - Transitada em julgado a decisão da dúvida,
proceder-se-á do seguinte modo:

I - se for julgada procedente, os documentos serão


restituídos à parte, independentemente de translado, dando-
se ciência da decisão ao oficial, para que a consigne no
Protocolo e cancele a prenotação;
II - se for julgada improcedente, o interessado apresentará,
de novo, os seus documentos, com o respectivo mandado, ou
certidão da sentença, que ficarão arquivados, para que, desde
logo, se proceda ao registro, declarando o oficial o fato na
coluna de anotações do Protocolo.
SUSCITAÇÃO DE DÚVIDA

Art. 204 LRP

NATUREZA ADMINISTRATIVA

DEVOLUÇÃO DE CUSTAS
PRINCIPIOS DA ADM PÚBLICA APLICADOS AOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS

• Artigo 37 da CF

AUTOTUTELA

• A administração pode anular seus próprios atos,


quando eivados de vícios que os tornam ilegais,
porque deles não se originam direitos; ou revogá-
los, por motivo de conveniência ou oportunidade,
respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada,
em todos os casos, a apreciação judicial.
PRINCIPIOS DA ADM PÚBLICA APLICADOS AOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS

MORALIDADE

Lei, moral, bons costumes, princípios éticos da


boa fé e da lealdade e deveres da boa adm.

IMPESSOALIDADE E IMPARCIALIDADE
Interesse Público, tratamento igual a todos
PRINCIPIOS DA ADM PÚBLICA APLICADOS AOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS

EFICIÊNCIA

Melhor resultado possével, modernização e


descurocratização

LEGALIDADE
Limites legais
PRINCIPIOS DA ADM PÚBLICA APLICADOS AOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS

PUBLICIDADE

FINALIDADE

INDISPONIBILIDADE
PRINCIPIOS DA ADM PÚBLICA APLICADOS AOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS

MOTIVAÇÃO

PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE

RAZOABILIDADE

PROPORCIONALIDADE
PRINCIPIOS DA ADM PÚBLICA APLICADOS AOS
SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS

CONTRADITÓRIO E AMPLA DEFESA

SEGURANÇA JURÍDICA

SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO


DOCUMENTO ELETRONICO

•MP 2.200/01

•Art. 1º Fica instituída a Infra-Estrutura de


Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil, para
garantir a autenticidade, a integridade e a
validade jurídica de documentos em forma
eletrônica, das aplicações de suporte e das
aplicações habilitadas que utilizem certificados
digitais, bem como a realização de transações
eletrônicas seguras.
•ICP – Brasil ou Infra - estrutura de Chaves Públicas, é a sigla no
Brasil para PKI – Public Key Infrastructure, um conjunto de
técnicas, praticas e procedimentos elaborados para suportar um
sistema criptográfico com base em certificado digitais.

•Desde julho de 2001, o Comitê Gestor da ICP – Brasil estabelece


a política, os critérios e as normas para licenciamento de
Autoridades Certificadoras ( ACs ) Autoridades de Registro ( ARs )
e demais prestadores de serviços de suporte em todos os níveis
da cadeia de certificação, credenciando as respectivas empresas
na emissão de certificados no meio digital brasileiro.

•Fonte: http://www.acnotarial.com.br/repositorio.php
ICP – Brasil

•Art. 2° A ICP - Brasil, cuja organização


será definida em regulamento, será
composta por uma autoridades
certificadoras composta pela Autoridade
Certificadora Raiz - AC Raiz, Autoridades
Certificadoras - AC e pelas Autiridade de
Registro - AR.

http://www.certisigns.com.br
CERTIFICADO DIGITAL

•O Certificado Digital é um Documento Eletrônico que contém


dados sobre a pessoa ou empresa que utiliza para comprovação
mútua de autenticidade. Funciona como uma carteira de
identidade eletrônica, permitindo que uma trasnsação realizada
via internet torne-se perfeitamente segura, já que as partes
envolvidas deverão apresentar mutuamente as credenciais,
comprovando as suas identidades.
Através dela o usuário tem a opção de utilizar a assinatura digital,
permitindo a troca de documentos com autenticação, sigilo e
integridade de conteúdo. Assim, os documentos que trafegam
eletronicamente, para possuírem reconhecimento legal, não mais
precisam ser convertidos em papel assinados.

Fonte: Imprensa Oficial


CERTIFICADO DIGITAL

•Certificado do tipo A1 é gerado e armazenado


em seu computador pessoal, dispensando o uso
de cartão inteligentes ou tokens. Para maior
segurança, no momento da emissão do
certificado, deve-se optar por protegê-lo com
uma senha de acesso. Adicionalmente,
recomenda-se que um único computador
armazene seu certificado digital e que senha
criada apenas uma cópia de segurança. Este
certificado digital possui validade de um ano.
e- PING ( Padrões de Interoperabilidade de
Governo Eletrônico)

A arquitetura ePing – Padrões de Interoperabilidade de


Governo Eletrônico – define um conjunto mínimo de
premissas, políticas e especificações técnicas que
regulmentam a utilização da Tecnologia de Informação e
Comunicação (TIC) no governo federal, estabelecendo
as condições de interação com os demais Poderes e
esferas de governo e com a sociedade em geral.

Fonte://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-
projetos/e-ping-padroes-de-interoperabilidade
CENSEC – Central Notarial de Serviços
Eletrônicos Compartilhados.

•A3 ou superior

•A Central Nacional de Serviços Eletrônicos


Compartilhados – CENSEC – é um sistema
administrado pelo Colégio Notarial do Brasil –
Conselho Federal – CNB – CF – cuja finalidade é
gerenciar banco de dados com informações
sobre existência de testamentos, procurações e
escrituras públicas, divórcios e inventários
lavradas em todos os cartórios do Brasil.
CENTRAL REGISTRADORES DE IMÓVEIS
•http://www.registradores.org.br

•O Portal Registradores é a integração de todos os


Cartórios de Registro de Imóveis do Brasil em um único
ambiente na internet para prestação do Serviço de
Registro Eletrônico de Imóveis (SREI), na plataforma da
Central de Serviços Eletrônicos Compartilhados dos
Registradores de Imóveis. O portal atende notários,
bancos, empresas e cidadãos. Na página é possível
acessar os links para os portais de utilização exclusiva e
gratuita pelo Poder Judiciário e os órgãos da
Administração Pública.
CENTRAL REGISTRADORES DE IMÓVEIS
•A plataforma da Central de Serviços Eletrônicos
Compartilhados dos Registradores de Imóveis (Central
de Registradores de Imóveis) foi desenvolvida pelos
registradores de imóveis, por meio da Associação dos
Registradores Imobiliários do Estado de São Paulo
(ARISP) e do Instituto de Registro Imobiliário do Brasil
(IRIB), como prevê o disposto no art. 37 da Lei Nº
11.977, de 7.7.2009, que determina o seguinte:

•Art. 37. Os serviços de registros públicos de que trata


a Lei no 6.015, de 31 de dezembro de 1973, observados
os prazos e condições previstas em regulamento,
instituirão sistema de registro eletrônico.
CENTRAL REGISTRADORES DE IMÓVEIS
O Portal Registradores de Imóveis agiliza a realização de negócios
imobiliários e o acesso às informações registrais, disponibilizando
ferramentas digitais que integram uma lista de serviços web, tais
como:

Pedidos de Certidões digitais de matriculas e de registros de


pactos antenupciais;
Visualização de matriculas (Matriculas Online);
Pesquisa Eletrônica para localização de titularidade de Imóveis;
Acompanhamento Registral Online ;
Protocolo Eletrônico de escrituras públicas e de instrumentos
particulares (e- Protocolo);
Repositório Confiável de Documento Eletrônico (RCDE) e Monitor
Registral.
“O conteúdo dos slides bem como as colocações feitas durante as aulas são de
responsabilidade exclusiva dos professores”