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CÂMARA DOS DEPUTADOS

AROLDE DE OLIVEIRA
Deputado Federal

COMEMORAÇÃO DOS 90 ANOS DA


CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA

Unidos pelo amor construiremos


um Brasil melhor

Sessão solene realizada no dia 2 de


dezembro de 1997, às 10h, no Plenário
da Cãmara dos Deputados.

Centro de Documentação e Informação


Coordenação Edições Câmara
BRASÍLIA – 2011
CÂMARA DOS DEPUTADOS

50ª Legislatura — 4ª Sessão Legislativa

SÉRIE
SEPARATAS DE DISCURSOS, PARECERES E PROJETOS
Nº 22/98
SUMÁRIO

Apresentação............................................................................................................ 7

Pronunciamento do Deputado Carlos Magno (PFL — SE), autor


do Requerimento...................................................................................................... 9

Pronunciamento do Deputado Arolde de Oliveira (PFL — RJ)........................13

Pronunciamento do Deputado Sebastião Madeira (PSDB — MA)............18

Pronunciamento do Deputado Philemon Rodrigues (PTB — MG).................21

Pronunciamento do Deputado Benedito Domingos (PPB — MG) ................ 24

Pronunciamento do Deputado Walter Pinheiro (Bloco/ PT — BA).................27

Pronunciamento do Deputado Ubiratan Aguiar (PSDB — CE).......................31

Pronunciamento do Deputado De Velasco (Bloco/PRONA — SP)..................32

Arolde de Oliveira ..................................................................................................34


Apresentação

A realização da Sessão Solene comemorativa dos 90 anos da Con-


venção Batista Brasileira, no Plenário da Câmara dos Deputados, em
Brasília, representou marco histórico na vida da comunidade Batista
Nacional.

Encontro, que se realizou graças ao requerimento do Deputado


Carlos Magno (PFL/SE), apoiado por todos os seus pares na Câmara Fe-
deral, revestiu-se de brilho e prestígio, com a presença de proeminentes
personalidades do mundo cristão, político e da comunidade em geral.

Sob a presidência do Deputado Ubiratan Aguiar, que compôs a


Mesa com os pastores Darci Dusilek, Presidente da Convenção Batista
Brasileira, Salovi Bernardo, Secretário-Geral e Abimael Ribeiro, Pre-
sidente da Convenção Batista do DF; também presentes Pr. Ebenezer
Soares Ferreira, Reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil,
Pr. Waldemiro Tymchak, Secretário-Geral da Junta de Missões Mun-
diais, Pr. Vítor Hugo Mendes de Sá, 1.º Vice-Presidente da CBDF, Pr.
Norton Riker Lages, 2º Vice-Presidente da CBDF, Pr. Ezequias Frago-
so Vieira, Diretor Executivo da CBDF, entre vários pastores. O evento
transcorreu em clima de fraternidade e louvor ao Senhor, sob o auspí-
cios de diversos corais do Distrito Federal.

Num breve histórico sobre a trajetória da Igreja Batista no mun-


do e no Brasil, procurei revelar a força e a pujança do movimento Batis-
ta, que hoje conta com mais 5.500 igrejas cooperantes que, irmanadas
na convenção, se dedicam à obra divina de levar a palavra de Deus a
todos os rincões do Brasil, auxiliada pelas convenções estaduais.

Graças a uma ação integrada, que tem como base a educação e


o batismo consciente do crente, as igrejas atuam sob a orientação da
Convenção em nível nacional, sem perderem, contudo, sua indepen-
dência de realizações.

Parlamentares cristãos, representantes dos diversos partidos po-


líticos no Congresso Nacional, manifestaram entusiasmo, seu apoio e
incentivo aos 90 anos da Convenção Batista Brasileira, que, ao reunir
centenas de irmãos batistas de todos os recantos do País, selou, de forma ine-
quívoca, o êxito e o fortalecimento dos ideais e propósitos cristãos liderados
pela Igreja Batista Brasileira.

Estou feliz em poder apresentar este documento que reúne todos os


pronunciamentos feitos naquela Sessão Solene.

Arolde de Oliveira
PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO CARLOS MAGNO
(PFL — SE), AUTOR DO REQUERIMENTO

Senhor Presidente. Senhoras e Senhores Deputados:


Em primeiro lugar, como autor do requerimento desta Sessão
Solene, gostaria de externar o meu agradecimento aos nobres Colegas
da Casa que o apoiaram e à Mesa, que a convocou. Minha intenção, ao
solicitar este encontro, foi prestar homenagem não só à Convenção Ba-
tista Brasileira, no momento em que comemora noventa anos de exis-
tência, mas também à grande família batista brasileira, que começou a
se formar há 115 anos.
Não há dúvida de que esta sessão poderá também propiciar uma
reflexão sobre o momento do País, quando questões de cunho não só
jurídico ou social, mas também intrinsecamente moral e religioso, de
crucial importância para todos os brasileiros, estão pendentes de nossa
decisão. Não podemos nos esquecer da religiosidade inata do povo
que aqui representamos, o que certamente se reflete na nossa atividade
legislativa.
Igreja e Estado mantêm, hoje, a necessária independência — o
que não significa, é claro, que este não possa ou não deva ouvir aquela
—, mas essa não era a situação em 1882, ano que marca o início da
missão dos casais norte-americanos William e Anne Bagby e Zacha-
rias e Kate Taylor, que, unidos ao brasileiro Antônio Teixeira de Albu-
querque, fundaram em Salvador, na Bahia, a Primeira Igreja Batista do
Brasil.
Podemos bem imaginar a dificuldade desse trabalho pioneiro,
levado à frente com a determinação e a fé daqueles que, guiados pelo
Espírito Santo, seguiam as ordens de Cristo: “Ide, fazei discípulos de
todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo” (Mt 28.19). Afinal, eles vinham não por uma escolha pessoal,
deles próprios, mas sim do Mestre, que afirma pela palavras de João:
“Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos desig-
nei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jó 15.16).
Foram esses os cinco primeiros batistas oficialmente conhecidos
no nosso País, apesar de haver notícias da existência anterior de igrejas

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batistas incipientes, como em São Paulo, na região de Santa Bárbara do
Oeste e Americana, formadas por imigrantes norte-americanos, ou no
Rio Grande do Sul, por colonos alemãs.
Foram esses cinco missionários pioneiros os que iriam espalhar
a semente da Boa Nova por toda a terra brasileira, como o semeador
da parábola: destas, algumas cairiam à beira do caminho, sendo devo-
radas pelas aves; umas encontrariam solo rochoso, com pouca terra, e
seriam secas pelo sol e mortas por não terem criado raiz; outras, espi-
nhos, e por eles seriam sufocados; mas muitas, enfim, e para a glória
de Deus, a maior parte delas, seriam lançadas em boa terra, e a grande
obra batista se expandiria por todo o nosso território, “a cem, a sessen-
ta e a trinta por um” (Mt 13.4-8).
Vinte e cinco anos mais tarde, já eram 85 igrejas, com aproxima-
damente 4.200 membros, no Brasil, com um número cada vez maior de
pastores e evangelistas brasileiros. A mensagem dos primeiros missio-
nários foi bem compreendida, a obra se avolumava, ganhava espaço e
sobretudo almas. O trabalho tinha sido feito segundo os preceitos do
Evangelho: escolhidos por Deus, por Ele designados para esta terra,
aqui plantaram um bom fruto, e o fruto permaneceu.
Foi então que se sentiu a necessidade de um elemento que aglu-
tinasse e coordenasse essa obra gigantesca. Aí a origem da Convenção
Batista Brasileira, reunida em Assembléia pela primeira vez em 22 de
junho de 1907, com 43 mensageiros, na mesma Salvador que vira a fun-
dação da Primeira Igreja Batista. Na verdade, antes de 1907, já algumas
igrejas se agrupavam em convenções locais, em lugares tão distantes
como a Amazônia do início do século.
Naquele primeiro encontro de noventa anos atrás, foi adotado,
para a realização do seu trabalho cooperativo, o sistema de Juntas. As
primeiras então criadas foram a Junta de Missões Nacionais, ou de
Evangelização Nacional, a Junta de Missões Estrangeiras, estas devido
à necessidade de intensificar a missão evangelizadora dentro e fora de
nossas fronteiras. Além delas foram criadas a Junta da União da Moci-
dade Batista, a Junta de Escolas Dominicais, a Junta de Administração
do Seminário, a Junta de Educação e Seminário e a Junta da Casa Pu-
blicadora.
Com o passar do tempo, elas foram se modificando, se mesclan-
do, se dividindo, segundo a necessidade, e outras foram sendo criadas,
pois a dinâmica da evangelização batista requer a atualização constan-
te de seus métodos e de seus evangelizadores. Hoje, são mais de 5.500

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igrejas cooperantes, que, irmanadas na Convenção, se dedicam à obra
divina de levar a palavra de Deus a todos os rincões do Brasil, auxilia-
das também pelas Convenções estaduais.
Para que essa mensagem de salvação seja aceita e permaneça nos
corações dos convertidos, é imprescindível que ela seja bem transmiti-
da. Daí a importância que a Igreja Batista, desde os primeiros tempos,
sempre deu à educação — de pastores, missionários e crentes.
Falar da Igreja Batista no Brasil é falar de educação. A base do
credo é o batismo consciente do crente, o que exige dele o conhecimen-
to da fé que professa, esta derivada exclusivamente da Palavra de Deus
contida na Bíblia. Por isso, o estudo dessa Palavra sagrada é primor-
dial, pois, sem ele, o crente não terá consciência da sua responsabilida-
de como batizado perante a comunidade e diante de Deus.
Mesmo antes de estabelecida a Convenção Batista, a educação e
preparação de pastores e missionários já era prioritária na Igreja: em
1902, era fundado o Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil,
em Recife; em 1908, o Seminário Teológico Batista do Sul, no Rio de Ja-
neiro. A estes primeiros, seguiram-se dezenas de outros, dispersos por
todo o território nacional, para onde convergiram milhares de crentes
em busca do conhecimento religioso. Hoje, há seminários batistas nas
principais unidades da Federação, incluindo a Capital Federal, para
onde a comunidade da Igreja acorreu já nos primeiros dias da cons-
trução.
Porém, não foi apenas o ensino propriamente religioso o objeto
da educação batista deste os seus primórdios. A par de seminários te-
ológicos, a Igreja procurou oferecer uma educação leiga, porém dife-
renciada, à sociedade, para que esta fosse beneficamente influenciada
pelos jovens que passassem por suas salas.
Salvador, foi de novo, pioneira, sediando o Colégio Taylor Egí-
dio, posteriormente transferido para Jaguaquara, onde funciona até
hoje. Seguiram-se o Colégio Batista Brasileiro de São Paulo; o Colégio
Americano Batista do Recife; o Instituto Batista Industrial, em Corren-
te, Piauí; o Colégio Americano, em Vitória; o Colégio Batista Shepard,
no Rio de Janeiro; o Colégio Batista Alagoano; o Colégio Batista Flumi-
nense, em Campos, no Rio de Janeiro; o Colégio Batista Mineiro, em
Belo Horizonte.
E a esses sucederam dezenas de outros, em todos os quadrante do
País. Hoje, o número de brasileiros que freqüentaram e receberam uma edu-
cação de cunho batista, ainda que leiga, já chega à casa dos dois milhões.

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Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Parlamentares, ilustres
convidados: a presença e atuação da Igreja Batista no nosso País é tema
tão empolgante quanto inesgotável, e agora não pretendi mais do que
traçar um simples esboço do que significaram para ela os anos de 1882
e 1907, apenas umas rápidas pinceladas, que julgo terem sido suficien-
tes para delinear o trabalho dos batistas em nosso solo.
Neste momento, portanto, renovo o meu agradecimento pelo
apoio que recebi ao requerimento desta Sessão Solene, e me confra-
ternizo com toda a comunidade batista brasileira, congregada na Con-
venção Batista, que comemora noventa anos de existência e de serviço
ao Senhor Deus.
Os pioneiros, os fundadores, e os continuadores dessa magnífica
obra já terão repetido o Apóstolo: “Combati o bom combate, comple-
tei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.7). Possamos também nós, possa
toda a comunidade batista brasileira, um dia, repetir a Paulo, pelo
bom combate de ganhar almas para Cristo, e Dele receber “a coroa da
justiça”reservada “a todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm 4.8).
Muito obrigado.

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PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO AROLDE DE OLIVEIRA
(PFL — RJ), NA SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AO
TRANSCURSO DOS NOVENTA ANOS DOS TRABALHOS
BATISTA NO BRASIL, EM 2-12-97

Senhor Presidente, ilustres colegas parlamentares, ilustres con-


vidados, meus irmãos e minhas irmãs, digníssimo Presidente da Con-
venção Batista Brasileira, Pastor DARCI DUSILEK.
Inicialmente, desejo cumprimentar e parabenizar o inspirado co-
lega batista, Deputado CARLOS MAGNO, pela feliz iniciativa da reali-
zação deste Ato Solene, dando a todos nós a oportunidade de fazermos
este registro da história e este reconhecimento público do trabalho dos
batistas brasileiros.
Cumpro prazerosamente e com muita honra, a designação de
meu líder do Partido da Frente Liberal, o Deputado INOCÊNCIO DE
OLIVEIRA, para representá-lo, e em seu nome e pelo PFL, saudar a
CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA, a minha Convenção, no mo-
mento em que comemora 90 anos de serviços prestados à Obra do Se-
nhor em nosso país.
Os antecedentes da obra missionária batista no Brasil assentam
suas raízes na Junta de Missões Estrangeiras de Richmond, Virgínia,
EUA, que nomeou o primeiro missionário batista, THOMAS JEFFER-
SON BOWEN, a desembarcar no Rio de Janeiro em 1860. Sua obra,
contudo, não prosperou, por motivos de saúde do missionário.
A primeira Igreja batista em solo brasileiro foi organizada 11
anos mais tarde, em 1871, para congregar colonos americanos assen-
tados em Santa Bárbara, na província de São Paulo, sob a orientação
espiritual do Pastor RICHARD RATCLIFF. Os comentários que apre-
sentou à Junta, quando retornou aos Estados Unidos, reacenderam o
interesse pelo Brasil.
Mas, apenas em 1880 o General ALEXANDRE TRAVIS HAWTHOR-
NE foi designado relator da Comissão destinada a opinar sobre a abertura
do trabalho missionário no Brasil, ao qual já conhecia de permanência an-
terior. Seu entusiasmo foi de tal ordem que a Junta não teve dúvidas em
aprovar o seu parecer e de incluir o Brasil no programa de missões.

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Assim, em 2 de março de 1881 desembarcou no Rio de Janeiro o
casal missionário WILLIAM BUCK BAGBY e ANNE LUTHER BAGBY,
ao qual se juntaram, já em Campinas — SP, outro casal, os TAYLOR e
o ex-padre católico ANTÔNIO TEIXEIRA DE ALBUQUERQUE. Este
pequeno grupo, engrandecido pela vocação e pelo amor à obra mis-
sionária, iniciou, efetivamente, o trabalho batista entre os brasileiros,
tendo fundado, em 15 de outubro de 1882, a primeira igreja batista do
Brasil na cidade de Salvador, na Bahia.
Estava lançado o fundamento da CONVENÇÃO BATISTA BRA-
SILEIRA. A partir daí, foram abertas inúmeras frentes missionárias,
como em Maceió, Recife, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O amor pela
evangelização constituiu-se no fator preponderante da ação dos pio-
neiros. O historiador batista, JOSÉ DOS REIS PEREIRA, em seu livro
HISTÓRIA DOS BATISTAS NO BRASIL, assim descreve essa vocação
evangélica: “Parecia não verem outra coisa. E mesmo quando trata-
vam do preparo de jovens para o pastorado, o que visavam era formar
evangelizadores que pudessem ajudar na grande obra da conquista de
almas. ZACARIAS TAYLOR, embrenhando-se nos sertões da Bahia:
SALOMÃO GINSBURG, arrostando perseguições no estado do Rio e
em Pernambuco; EURICO NELSON nas ruas de Belém do Pará, domi-
nando, com a voz estentórica, a zoada dos arruaceiros, são evangeli-
zadores anciosos de ganhar almas, cada um deles sentindo vivamente
o ‘ai de mim, se não anunciar o evangelho’, o do apóstolo Paulo. Com
isso eles tornaram claro que um pastor deve notabilizar-se pelo amor
às almas perdidas e deve, pelo exemplo, influenciar os crentes, para
que sintam, também, a responsabilidade de evangelizar”.
Menciona, ainda, REIS PEREIRA, outros fundamentos da ação
missionária pioneira, como a piedade pessoal de cada um, o amor pela
Bíblia, o entendimento do valor da página impressa, a importância da
música, a preparação de obreiros nacionais, a importância da educação
secular, a correção do comportamento dos convertidos, enfim, a firme-
za batista que caracterizou esse pioneiros.
Esses princípios basilares adotados, tendo a Bíblia como fonte
de toda a verdade e sabedoria, influenciaram de forma indelével todo
o trabalho batista no Brasil. A Proclamação da República, em 15 de
novembro de 1889, teve como consequência a separação entre Igreja e
Estado. A religião católica deixou de ser oficial, porém, a intolerância
e as perseguições prosseguiram até o início do século. Não obstante, a
Igreja em marcha continuava a crescer.

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Foi organizada a primeira Sociedade Feminina em Niterói <196>
RJ; foi construído o primeiro grande Templo, no Rio de Janeiro; foram
organizadas a Associação Evangélica, a União Batista e a Sociedade
Missionária. Mais tarde, em 1902, foi fundado o Seminário do Norte
e mais dois colégios, em Recife e em São Paulo, somando-se ao que já
existia na Bahia, e foram instituídas as primeira Convenções Estaduais
nos estados de Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro. O Campo Ba-
tista estava preparado e pronto para organizar-se em CONVENÇÃO
de nível nacional, sublimando, assim, o pensamento de SALOMÃO
GINSBURG.
E assim aconteceu. Foi escolhida a data de 22 de junho de 1907,
ano do Jubileu de Prata da Primeira Igreja Batista de Salvador, para a
realização da Assembléia de Fundação, quando 83 igrejas, congregan-
do 4.200 batistas, foram representadas por 43 mensageiros que deli-
beraram na histórica reunião de Salvador. A primeira diretoria eleita
teve como seu presidente FRANCISCO FULGÊNCIO SOREM e foram
instituídas sete Juntas integrantes da Convenção para dar curso às suas
atividades. Os princípios adotados na ação missionária dos pioneiros,
nos 25 anos que antecederam a Convenção, já incorporados pelas con-
venções estaduais existentes, foram consolidados como ditames fun-
damentais da doutrina batista e fator maior da unidade das igrejas em
torno da CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA. As áreas de Missões,
Educação Religiosa e Publicações, Educação Teológica e Secular cons-
tituíram-se em prioridades nas decisões da primeira Assembléia.
Senhor Presidente, ilustres colegas e convidados, dessa data aos
nossos dias, homens e mulheres batistas, preparados para o exercício
de liderança e ungidos pelo Espírito Santo de Deus, revezaram-se no
comando da CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA e de suas institui-
ções, estabelecendo um irresistível abraço de amor, de solidariedade e
de salvação em nosso povo, onde quer que ele se encontre. Foram rea-
lizadas 78 Assembléias Ordinárias e organizadas cerca de 5.500 igrejas,
onde congregam 900.000 membros, orientados por quase 6.000 pasto-
res, ocupando espaço de forma harmônica, equilibrada e participativa
no tecido social brasileiro.
Mas, Senhor Presidente, se a missão espiritual da Igreja Batista
é cumprida com fidelidade aos valores, aos princípios e às ordenanças
exarados do texto da Bíblia Sagrada, há que ser, também, realçada a
significativa contribuição da CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA
às atividades temporais de nosso país. O compromisso social da igre-

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ja é uma realidade que se concretiza desde as atividades assistenciais
das igrejas locais até as centenas de instituições sociais e educacionais
em plena atividade. A própria estrutura de organização e de funciona-
mento e o processo decisório das igrejas e das Convenções, constituem
uma escola viva das práticas democráticas e representativas, em um
ambiente de regras que estimulam a participação e preservam os direi-
tos e as liberdades, individuais e coletivas, em plena harmonia com a
legislação oficial da União, dos Estados e dos Municípios.
As igrejas locais são autônomas em relação às Convenções Esta-
duais e Brasileira, cuja filiação é voluntária, e independentes em relação
ao Estado, cuja separação é um princípio doutrinário. O processo deci-
sório é democrático e direto em assembléias em que todos os membros
têm voz e voto, equalitários em quaisquer deliberações. As atividades
da igreja são planejadas e executadas dentro de um orçamento-pro-
grama suportado com recursos provenientes do compromisso bíblico
do dízimo, e das ofertas e doações voluntárias com destinação especi-
ficada antecipadamente. Os novos convertidos são acolhidos pela con-
gregação num intenso trabalho de discipulado, de freqüência à Escola
Bíblica Dominical e de participação nas atividades da igreja, segundo
a vocação, a formação, e a disponibilidade de tempo de cada um. A
igreja local é um organismo harmônico, movido pelo Espírito Santo,
que transborda os limites do Templo, alcançando o bairro, a cidade,
o país e o mundo, com a força da verdade salvadora do Evangelho de
Jesus Cristo. Porque esses parâmetros de comportamento e de ação da
igreja local se projetam, através de seus mensageiros representantes,
nas assembléias das Convenções Estaduais e da Convenção Brasileira,
estas reproduzem de forma plena o mesmo significado democrático na
organização, nas atividades e no processo decisório.
fator de unidade denominacional está na doutrina sólida, clara
e explícita, que interpreta com fidelidade as Escrituras Sagradas, em
que Jesus Cristo é o único Salvador e o Cabeça da Igreja. É importante
realçar, também, que todos os eventos oficiais da denominação, para
os quais são convidadas as autoridades constituídas, são sempre pre-
cedidos do hasteamento do Pavilhão Nacional e da Bandeira do Estado
onde se realiza, seguindo-se a execução do Hino Nacional, numa de-
monstração incontestável de civismo e amor à Pátria, cumprindo o que
consta da Carta do Apóstolo Paulo aos Romanos no Capítulo 13.
A importância dessa gloriosa jornada espiritual de quase um sé-
culo, não poderia ficar limitada às fronteiras do Brasil, pelo contrário,

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estendeu-se a todos os continentes através de um programa de MIS-
SÕES MUNDIAIS, prioritário desde a fundação. Diariamente, homens
e mulheres missionários, munidos de fé, de amor e de compromisso
bíblico, anunciam as Boas Novas de Salvação ao mundo mergulhado
nas trevas. O reconhecimento internacional dessa vocação missionária
manifesta-se na participação de brasileiros na Aliança Batista Mundial,
onde, por duas vezes, contribuiu com o seu presidente. Primeiro, o
Pastor Dr. JOÃO FILSON SOREM, e no presente, o Pastor NILSON DO
AMARAL FANINI, distinguiram o Brasil no exercício de tão significa-
tivo mandato.
Senhor Presidente, o Partido da Frente Liberal, fiel defensor da
inteireza física, intelectual e espiritual do ser humano, e escudeiro da
plena e livre manifestação do indivíduo, da pessoa, do cidadão e da
sociedade, sente-se honrado em afirmar que encontra total identifica-
ção no comportamento temporal da Convenção Batista Brasileira, e em
compreender a grandeza da sua missão espiritual, louvando e glorifi-
cando a Deus, congregando o Seu povo, testificando de Jesus Cristo e
anunciando o Evangelho da Salvação.
A Nação brasileira deve sentir-se orgulhosa por agasalhar em
seu seio, na liberdade de crença, uma denominação religiosa de tão
grande significado para o Reino de Deus e, ao mesmo tempo, e como
conseqüência, de tal conteúdo para o fortalecimento dos valores éticos
e morais da sociedade.
Nossas homenagens são oportunas, justas e merecidas e alcan-
çam, através das notórias lideranças do passado e do presente, aqui
representados pelo Presidente Pastor DARCI DUSILEK, os milhões de
homens e mulheres anônimos para a história, mas inscritos no LIVRO
DA VIDA para Deus, que trabalharam e que trabalham na obra batista
em nosso País.
Pessoalmente, como cidadão, como parlamentar e como batista
que sou, quero agradecer ao PAI pela oportunidade de plena alegria
que me concedeu em fazer esta saudação.
“Porque a boa semente, genuinamente foi lançada em boa terra”
(Mt. 13:23) os frutos são visíveis e palpáveis após 90 anos de trabalho e
dedicação, infere-se que muitos outros frutos, igualmente notáveis, se-
rão motivados pelo amor de Deus e comprometidos com a Sua Palavra
na marcha sempre vitoriosa rumo ao terceiro milênio e até a volta de
Jesus Cristo. Que Deus nos abençoe.
Muito obrigado.

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PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO SEBASTIÃO MADEIRA
(PSDB — MA), NA SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM
AO TRANSCURSO DOS NOVENTA ANOS DO TRABALHO
BATISTA NO BRASIL, EM 2-12-97

Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, batistas brasileiros, recebi


essa missão do meu partido, o PSDB, com muita honra, porque a mi-
nha própria história de vida se confunde com a dos batistas. Na ado-
lescência, fui batizado na Igreja Batista de Governador Eugênio Barros,
cidade perdida no interior do Maranhão, na zona dos cocais. Participei
dos Embaixadores do Rei.
Em Imperatriz, no Maranhão, participei do grupo Uniões de Mo-
cidade, de que fui Presidente várias vezes; ainda adolescente, no início
da década de 60, participei daquela grande campanha “Um mais um
dá 500 mil”, cujo lema era “Cristo é a única esperança”. A minha vida
foi forjada entre os batistas, sempre levando a mensagem de Deus, em
todo o Estado do Maranhão, e acreditando que “seca-se a erva e mur-
cha a sua flor, mas a palavra de Deus permanece eternamente”.
“Ide por todo mundo e levai a boa nova a toda criatura”: esse
mandato de Jesus a seus discípulos é a principal razão por que pode-
mos agradecer aos céus a forte presença entre nós, brasileiros, da Igreja
Batista. Sim, pois, em nome desse comando divino, que seus corações
jamais deixaram calar, espalham eles em cada recanto da Terra a men-
sagem salvífica de Cristo.
Aqui reunimo-nos, senhores, para celebrar os 90 anos da Con-
venção Batista Brasileira, um exemplo de associação que muito tem a
ensinar aos brasileiros de hoje, independentemente do credo.
A palavra de Deus, por Sua graça e Seu amor aos homens, vive
ainda no mundo de hoje, como em todos os tempos, apesar de que
tanto dela nos tenhamos afastado. Está sempre a nos interpelar, com
veemência, em face de nossos erros e desvios de comportamento.
Na verdade, o mais difícil não é propriamente diagnosticar os
males que nos afligem, mas nos armarmos de coragem e vontade para
reconhecer os erros e para abandoná-los. Essa vontade e essa coragem
felizmente jamais faltaram à comunidade batista, no Brasil e no mun-

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do, e é por isso que aqui nos reunimos para homenageá-la.
A tarefa de levar a palavra divina a todos os homens é árdua, es-
pinhosa e desgastante. Para realizá-la, faz-se necessário congregar pes-
soas que se deixem sinceramente incendiar pelo amor de Deus, para a
ela se dedicarem de corpo e alma.
Em cumprimento da missão deixada por Jesus, que nos propu-
nha ser o “sal da terra” e a “luz do mundo”, os apóstolos e depois deles
cada um de nós cristãos devemos levar a todas as estruturas da socieda-
de em que vivemos, hoje tão distante do Evangelho, a Sua mensagem
de amor até as últimas conseqüências e a Sua lição de fraternidade.
Esse trabalho missionário hoje se desdobra em vários campos: o
assistencial, o educacional e o espiritual. Com tantos excluídos e ne-
cessitados em nosso País, há muito o que fazer no que se refere à ajuda
material. O mesmo se pode afirmar também com respeito à educação, à
formação das consciências, à preparação dos cidadãos para exercerem
seus direitos e deveres de homens livres e capazes de compreenderem
o plano de Deus. Assim também muito trabalho há no que se refere à
evangelização, à difusão da doutrina cristã, à divulgação do amor de
Deus entre todos os que ainda não o encontraram.
Sobreleva, Sr. Presidente, Srs. Deputados, senhores batistas de
todo o Brasil, principalmente no mundo moderno, em que os braços
da maldade — o egoísmo, a violência e a desunião — às vezes parecem
ter vencido a batalha contra o bem. Sobreleva, portanto, a questão da
unidade dos cristãos.
Cada um de nós recebeu do Pai um conjunto próprio de dons,
que deve desenvolver e utilizar em benefício do próximo. Como bem
afirmou São Paulo, em sua primeira carta aos cristãos de Corinto: “há
diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de mi-
nistérios, mas o Senhor é o mesmo; diversos modos de ação, mas é o
mesmo Deus que realiza tudo em todos”. Membros distintos formam
juntos um só corpo e um só espírito, servindo ao mesmo desígnio: a
glória de Deus.
A Convenção Batista é um fator de convergência, de união. A ela
se filiam as igrejas voluntariamente, aderindo à sua declaração dou-
trinária e aceitando o seu programa cooperativo de pregação, num
compromisso conjunto de apoiar e trabalhar pela expansão do Reino
de Deus em nosso País. Que neste momento, mais do que prestar um
tributo à Convenção Batista Brasileira, saibamos haurir o seu exemplo
de harmonia e concórdia, aprendendo, por dom do Espírito Santo, a

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nos amar como irmãos, apesar das diferenças, ou até mesmo por elas,
tendo sempre em mente a consciência de que Deus nos ama a todos
como seus filhos.

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PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO PHILEMON RODRIGUES
(PTB <196> MG), NA SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AO
TRANSCURSO DOS NOVENTA ANOS DOS TRABALHOS
BATISTA NO BRASIL, EM 2-12-97

Sr. Presidente, senhores componentes da Mesa, meus irmãos em


Jesus Cristo, digníssimos pastores da Igreja Batista, minhas senhoras,
meus senhores, coube-me a honra de falar em nome da Convenção Ba-
tista Brasileira, a pedido do Pastor Darci Dusilek, seu Presidente.
A Convenção Batista Brasileira foi organizada em 22 de junho
de 1907, com o total de 45 mensageiros, na cidade de Salvador, Bahia.
Como não poderia deixar de ser, as marcas da herança histórica e da
família batista eram evidentes na recém-nascida Convenção, com os
princípios de igrejas locais autônomas, da liberdade religiosa e de
consciência, do batismo por imersão somente naqueles que pudessem,
de forma consciente, atestar sua fé em Jesus Cristo, da competência
do indivíduo em decidir sua relação com Deus de forma direta, sem
qualquer tipo de intermediação, do livre exame e interpretação da Es-
crituras e da separação entre a Igreja e o Estado. Esses princípios são
os mais importantes na herança de fé batista ao longo da história. Esses
mesmos princípios continuam a ser observados pelos batistas brasilei-
ros compreendidos pela Convenção Batista Brasileira.
Hoje a Convenção Batista Brasileira arrola cerca de 1 milhão de
membros pertencentes a mais de 5.700 igrejas espalhadas por todos os
rincões de nosso querido Brasil. Em todas as cidades, vilas e aldeias
em que se fazem presentes, os batistas procuram exercer de forma res-
ponsável a sua cidadania. Fazem-no em termos de uma participação
e engajamento em todas as dimensões da sociedade na pátria terrena
que os acolhe. Essa cidadania terrena não é orientada por princípios
meramente políticos e sociais, mas encontra sua fonte de inspiração e
norma na cidadania do reino de Deus. A cidadania do Reino de Deus
implica necessariamente em uma tensão com a cidadania da pátria
terrena cujos valores discrepam de forma radical e qualitativa dos va-
lores do Reino de Deus expressos nas palavras: justiça, misericórdia,
solidariedade, paz — no sentido de shalon, que é a paz alicerçada na

21
justiça social —, mutualidade, verdade e alegria no Espírito Santo de
Deus, participação, igualdade, amor e fraternidade. É verdade que tais
palavras são encontradas com frequência ao se falar de programas de
governo e/ou nos ideários dos partidos políticos. O seu conteúdo, en-
tretanto, é de natureza bem diferente, uma vez que tal conteúdo tem
sua fonte no próprio caráter de Deus.
A tensão entre a cidadania terrestre e a cidadania do Reino de
Deus existe. É real e concreta. Essa tensão, entretanto, longe de ser des-
truidora é uma tensão criativa. Sim, porque ela nos leva, alicerçados
em nossa fé no Filho de Deus, o salvador Jesus Cristo, a trabalhar para
que os valores do Reino sejam conhecidos de todos e praticados por
todos. Assim, o exercício responsável de nossa cidadania nos leva a
uma participação na sociedade que pode ser expressa de maneira mul-
tiforme:
1) intensa ação missionária e evangelizadora. Cremos no poder
transformador do Senhor Jesus Cristo. O Evangelho transforma as pes-
soas e a sociedade. Por essa razão exercemos nossa cidadania procla-
mando as boas novas de salvação a fim de levar as pessoas a confessa-
rem Jesus Cristo como o Salvador e Senhor de suas vidas;
2) motivados pelo amor de Deus em nossos corações desenvol-
vemos projetos sociais de todos dos tipos e formatos, através das Con-
venções Estaduais e igrejas locais. Milhares de pessoas são atendidas
em nossos templos e Casas Batista da Amizade como parte desses pro-
jetos sociais. Dessa forma procuramos contribuir para a restauração da
dignidade das pessoas, atuando como facilitadores para que sintam
que têm valor e capacidade de resolver os seus problemas, desde que
recebam o apoio para cumprir com essa finalidade;
3) uma profícua ação educacional através dos colégios batistas.
São mais de 100 colégios batistas que congregam mais de 150 mil alu-
nos espalhados por todo o Brasil. Nos colégios batistas os alunos são
incentivados a uma relação pessoal com Deus, através de Jesus Cristo
e, a partir dessa comunhão com Deus, a construir uma vida útil para
suas famílias, igrejas e sociedade, de forma a glorificar o nome de Deus
e servir de testemunho de sua fé;
4) uma atitude de obediência e crítica construtiva para com as
autoridades constituídas. Nossa obediência às autoridades não deve
ser confundida com subserviência. Obedecemos às autoridades e às
leis enquanto essas são expressão de autoridade que Deus lhes outor-
gou para manter a disciplina, a ordem e o bem-estar social. Entretanto,

22
toda vez, que a autoridade constituída interferir ou estiver em flagrante
contradição com a vontade de Deus, revelada na Bíblia Sagrada, exer-
ceremos uma desobediência civil responsável a fim de manter nossa
fidelidade para com Deus. Adotamos sempre uma atitude de crítica
responsável para cumprir o papel que, entendemos devemos exercer,
de consciência do Estado a fim de alertar as autoridades constituídas
sobre violações dos direitos fundamentais da pessoa humana, confor-
me estabelecido na palavra de Deus, na Bíblia Sagrada, na Constitui-
ção brasileira e em outros documentos que procuram defender esses
mesmos direitos.
Nossa atitude crítica implica na denúncia e condenação do pe-
cado tanto em nível individual quanto social e corporativo por parte
das autoridades constituídas. Junto com a denúncia proclamamos o
arrependimento e a necessidade de todos — povo e autoridades — se
voltarem para Deus e Ele submeter suas vidas;
5) uma ação contínua de intercessão e oração pelas autoridades
constituídas do Executivo e Legislativo no âmbito federal, estadual e
municipal. Oramos por todos quantos estão investidos de autoridade
para que Deus os ilumine de tal forma que suas ações sejam sempre
ações que tenham a justiça como apanágio constante.
Este é apenas um resumo do que nos propomos como grupo cor-
porativo conhecido como Convenção Batista Brasileira. Agradecemos
aos Parlamentares que, mercê de um mandato eletivo, compõem a Câ-
mara dos Deputados, pela oportunidade de tornar conhecida a nossa
identidade e forma de atuação.
Cremos que podemos atuar como parceiros no ideal de esta-
belecer uma sociedade mais justa e fraterna onde as pessoas possam
desfrutar do fruto do seu trabalho como nos fala o Profeta Isaías, em
Isaías, capítulo 65, versículos 17 a 25.
Que Deus os abençoe é a oração do povo de Deus chamado Batis-
ta que se reúne sob a égide da Convenção Batista Brasileira.
Era o que tinha dizer, em nome do Pastor Darci Dusilek, Presi-
dente da Convenção Batista Brasileira. Muito obrigado.

23
PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO BENEDITO DOMINGOS
(PPB — DF), NA SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AO
TRANSCURSO DOS NOVENTA ANOS DOS TRABALHOS
BATISTA NO BRASIL, EM 2-12-97

Sr. Presidente, Srs. componentes da Mesa, meu querido irmão,


amigo, brilhante, nobre Deputado Carlos Magno, autor do requeri-
mento para que tivéssemos nesta manhã esta sessão solene que, sem
dúvida alguma, é uma das mais belas e expressivas que presenciamos
nesta Câmara, quando a Casa do povo brasileiro, que o representa em
todos os segmentos sociais da nossa Nação, abre suas portas para re-
ceber e homenagear uma parcela da comunidade brasileira que tem
prestado relevantes serviços à nossa Pátria, através do trabalho de di-
vulgação da palavra de Deus, da educação e, principalmente, da dig-
nidade e da formação da cidadania brasileira.
A palavra de Deus nos diz: “Aquele que leva a preciosa semente,
andando e chorando, voltará, sem dúvida, com júbilo e alegria para
fazer a colheita”.
Ao voltarmos os olhos para o passado, para a história, quando
no século passado, imbuída pelo espírito da evangelização que aflora-
va nos corações, principalmente de jovens batistas americanos, a Igreja
Batista americana, sentindo que além das fronteiras da grande nação
da América do Norte também alguém precisava ouvir a mensagem
salvadora, viu a necessidade, então, de formar missões e enviar mis-
sionários a outras pátrias. Vemos através da história que aquele casal
de jovens, William Buck Bagby e Anne Luther Bagbt, ainda noivos,
sentindo uma atração muito maior pelo amor ao evangelho do que,
talvez, pelo amor físico, fizeram da sua união o propósito de vir a este
País iniciar essa grande obra.
Desta tribuna já ouvimos as palavras dos meus antecessores,
grandes oradores, quando declinaram nomes de pessoas que marca-
ram data importante na história do Brasil e na história da Igreja Batis-
ta brasileira. Lá, conforme disse o Deputado Arolde de Oliveira, em
Santa Bárbara, Província de São Paulo, próximo a Campinas, quando
a Guerra da Secessão fez com que alguns americanos deixassem o sul

24
dos Estados Unidos, alguns vieram para o Brasil, onde fundaram a
cidade que hoje tem o nome de Americana, e plantaram a semente do
evangelho que hoje colhemos os frutos.
que me chamou a atenção, lendo os tópicos da história da Igreja
Batista quando do início de sua organização, em 1882, na Cidade de
Salvador, foi a conversão do latoeiro João Batista, homem simples, de
lides, que lutava com dificuldade, mas que, alcançando a graça salva-
dora, passou a ser um propagador da fé, um pregador do evangelho,
um ganhador de almas, chegando a Pastor da Igreja Batista.
Depois, houve a fundação da Igreja Batista do Rio de Janeiro, da
Igreja Batista de Maceió e da Igreja Batista de Recife. E outras igrejas
foram surgindo, até que, em 1907, foi, então, organizada a Convenção
Batista Brasileira. E hoje, com muita satisfação, comemoramos os seus
noventa anos de fundação.
Não posso ficar aqui historiando. Fiz até um discurso escrito, ba-
seado no livro de história da Igreja Batista, mas senti necessidade de
falar aquilo de que o coração está cheio: amor pelas almas, pregação
do evangelho, educação, os colégios, seminários, creches, hospitais, es-
colas, enfim, a igreja Batista não se prende apenas na primordial obra
que é pregar o evangelho, também se engaja no aspecto social para
educar nossa Nação. Desde João Batista, aquele homem simples, até
ministros de estados, desembargadores, juízes, parlamentares, gover-
nadores, hoje é uma realidade a presença batista na Nação brasileira.
Nós, há quase quarenta anos nesta Cidade, convivemos com o Irmão
Elias, da Primeira Igreja Batista do Núcleo Bandeirante; com o Irmão
Isac Ribeiro, com o Irmão Artur Ribeiro e tantos outros vultos da Igreja
Batista local, como o Pastor Vilarindo e tantos outros que têm honrado
e dignificado o evangelho de Jesus.
Por isso, o Partido Progressista Brasileiro, o qual aqui represen-
to como político e como membro da Igreja Evangélica Assembléia de
Deus, uma sobrinha da Igreja Batista, deixa o abraço fraterno a todos
os irmãos batistas brasileiros, na pessoa de todos os pastores, do Sr.
Presidente, e também do nosso querido irmão Nilson do Amaral Fani-
ni, que tive o prazer de ir a sua posse, em Buenos Aires, para Presiden-
te da Aliança Batista Mundial.
exemplo que a Igreja Batista tem dado a todos nós demonstra a
grandeza de um País democrático e livre como o em que vivemos, cujo
Parlamento é composto de vários segmentos religiosos. Temos aqui ir-
mãos batistas, como o Deputado Carlos Magno, que dignifica a classe

25
política brasileira. Isso é importante para todos nós.
Ao concluir este pequeno pronunciamento, devo citar o Apósto-
lo Tiago: “A fé sem obras é morta. Tu tens fé ? Então, mostra-nos tuas
obras. Eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”
A Igreja Batista pode chamar-se de igreja da fé, porque desde seu
início até hoje mostra-se não pelo discurso, mas pelas obras realizadas,
pela grandeza demonstrada e pelo trabalho desenvolvido. Só verda-
deiramente aqueles que têm fé em Deus, fé em Jesus, fé na missão de
evangelizar podem fazê-lo; só aqueles que no passado derramaram
sangue, foram perseguidos, odiados, mas acreditando que a semente
que plantavam haveria, sem dúvida alguma, de frutificar, dar frutos
para o Evangelho, frutos para o Reino de Deus, frutos para Jesus e, aci-
ma de tudo, frutos para a Nação brasileira, que precisa de gente como
os batistas, que pregam o bem, a palavra, o exemplo e a dignidade da
cidadania.
Era o que tinha a dizer.

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PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO WALTER PINHEIRO
(BL/PT — BA), NA SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AO
TRANSCURSO DOS NOVENTA ANOS DOS TRABALHOS
BATISTA NO BRASIL, EM 2-12-97

Sr. Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, Senhores Pasto-


res Batistas, Senhores Membros e Lideres Batistas e de outras denomi-
nações aqui presentes. A Câmara dos Deputados sente-se muito honra-
da em abrir seu plenário para comemorar seus 90 anos da Convenção
Batista Brasileira. Esta iniciativa revela que o Legislativo tem profunda
consciência da importância institucional de abrir seus espaços para
dialogar e ouvir a voz e as manifestações do conjunto sociedade, prin-
cipalmente aquelas comprometidas com o crescimento social, humano
e espiritual.
Nesse espirito de abertura e de momento de justa homenagem,
o Partido dos Trabalhadores prontamente vem a esta Tribuna para
compartilhar da alegria e das vitórias dos Batistas no Brasil. Eu, par-
ticularmente, mais do que representar o meu partido, o Partido dos
Trabalhadores, pertenço a esta família, tenho uma formação religiosa
nos ideários dos batistas, portanto, sinto-me nesta Casa entre irmãos e
entre pastores.
Aproveito, também, para saudar diversos companheiros com os
quais tive oportunidade de, na adolescência, compartilhar o sabor, a
alegria , o prazer e o aprendizado de longos e longos anos de Embai-
xadores do Rei.
Também, em nome da Senadora Benedita da Silva, que por ou-
tros motivos teve de se ausentar do plenário, estendo a saudação do
Partido dos Trabalhadores a todos aqui presentes.
Pouca gente sabe o porquê do termo “Batista”. A origem do seu
nome percorreu em paralelo a reforma Protestante. Segundo seus his-
toriadores, suas raízes estão no Novo Testamento. Talvez se explique o
seu alto grau de zelo teológico e hermenêutico.
Conhecedor e participante das suas tradicionais escolas domini-
cais, percebi o rigor dos seus estudos bíblicos. Os batistas se espalha-
ram pelo mundo com o seu principal slogan bíblico: “Ide por todo o

27
mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”.
A partir dessa iniciativa, a Junta de Richmond, dos Estados Uni-
dos, com a Associação de Batistas do Sul, tomou como tarefa a missão
de evangelizar o Brasil. Naquela época, um missionário já tinha pas-
sagens pela África e, portanto, além de evangelizar brasileiros, pode-
ria cumprir a tarefa também de evangelizar os escravos. Essa tarefa, a
princípio, planejada , tida como uma tarefa, um planejamento de Deus,
sofreu sérios abalos no período inicial, motivos de saúde, perseguição
política e outros fatores, que levaram de volta o missionário que aqui
esteve, tentando plantar a semente do Evangelho. Mas, mesmo diante
de toda a frustração da Junta de Missões Norte-Americana, talvez até
do pensamento em desistir da evangelização na América Latina, um
outro fator, agora não mais planejado pelo homem, não mais nascido
a partir de nenhum planejamento, mas a partir, talvez, da Guerra de
Secessão e dos planos de Deus, milhares de colonos vinculados aos
protestantismo vieram ao Brasil. E a partir dai se retoma a possibilida-
de de implantar nesta Nação a doutrina os batistas.
Incipiente no seu início, restrita ainda aos que só falavam a língua
inglesa; depois com a participação do primeiro convertido no Brasil,
que mais tarde se tornou o primeiro Pastor Batista, o ex-Padre Aníbal
Albuquerque. A partir do seu aprendizado e do ensinamento da língua
portuguesa foi possível estender-se os ensinamentos dos batistas para
o povo brasileiro.
Essa cruzada ganha mais espaço ainda quando, em 1881, William
Bagby, futuramente com a vinda de Zacarias Taylor, outro missionário,
e sua esposa, torna possível instalar-se a Igreja no Brasil, já com pers-
pectivas de ampliação. Coube à Bahia ter a primeira Igreja Batista no
Brasil, naquela época sediada na Baixa do Sapateiro, hoje uma grande
Igreja com desafios cada vez maiores.
Os batistas caracterizam-se não apenas pelo seu zelo litúrgico, bí-
blico e espiritual; destacaram-se também pela sua atividade educacional.
A sociedade brasileira conhece e reconhece a importância dos principais
centros acadêmicos e escolares do Brasil. O preparo teológico dos seus
pastores sempre foi uma exigência incondicional. Quem não conhece o
Seminário Batista na Tijuca, no Rio de Janeiro, ou o Seminário de Recife,
conhecido como Seminário do Norte, e tantas outras instituições teológi-
cas formadoras de líderes e pastores, não só para os batistas, mas as mais
diversas denominações evangélicas e protestantes.
Outra característica de fundamental importância e de bom exem-

28
plo para a sociedade é a natureza democrática dessa denominação. Os
batistas, em suas Igrejas ou convenções, primam em defender ardo-
samente o ideário democrático enquanto fortalecimento institucional.
Nada se faz sem a participação da comunidade, desde uma simples
compra a decisões mais polêmicas ou reformas estatutárias. Mesmo
reconhecendo a autoridade dos pastores, a autoridade da comunidade
é superior. E nenhum líder ou pastor tem o poder de mando ou de de-
cisão sem a anuência dessa base.
A Igreja Batista tem demonstrado que é possível se construir
uma democracia cada vez mais participativa. Que o digam nossos Pre-
feitos do Partido dos Trabalhadores. Tenho certeza, diletos irmãos, que
a Igreja Batista tem muito a ensinar a nossos governantes, principal-
mente num país em que o Presidente da República tem conduzido o
destino da Nação através de medidas provisórias nada participativas
e sempre isoladas do conjunto da sociedade. A partir dos anos 70, os
batistas da Convenção Batista Brasileira consolidaram-se em nova for-
ça. Hoje, a Convenção é um dos principais porta-vozes do pensamento
das igrejas históricas espalhadas por todo o território brasileiro.
Os batistas consolidaram-se não só pelo aspecto da democracia
e pelo aspecto religioso, mas também pela qualidade musical. É um
legado dos batistas o cantor cristão, deixado por Salomão Ginsburg,
autor de mais de cem hinos e cantado por todas as denominações. Co-
nhece-se uma Igreja Batista pela sua performance musical. A igreja é o
grande coral de vozes harmônicas, é o resultado do desenvolvimento
musical propiciado por todos os seus membros.
Os batistas cresceram e se consolidaram. Suas igrejas multiplica-
ram-se e seus membros foram além do espírito missionário. Hoje, estão
presentes nos espaços públicos, nos conselhos comunitários represen-
tativos, nos partidos políticos, nas instituições públicas, participando
dos debates e das decisões de sociedade.
Partido dos Trabalhadores tem a felicidade de ter em seus qua-
dros militantes pertencentes à Igreja Batista. Em Brasília, temos o com-
panheiro Wasny de Roure, Deputado Distrital. Graças à sua formação
e dedicação espiritual, S. Ex.ª. tem exercido seu mandato com dignida-
de e humildade, o que tem norteado a atuação de vários Parlamentares
batistas no Partido dos Trabalhadores. Tem sido, talvez, esse o ensina-
mento, a partir dos embaixadores do Rei, com missionários como M.
G. White, que pioneiramente também chegou a esta Nação.
Essa tem sido a virtude, esse tem sido o ensinamento, o farol que

29
tem orientado as ações de vários Parlamentares, não só as de Wasny
de Roure, como citei, como as de outros companheiros. Há também
o companheiro Gilmar Machado, que, em Belo Horizonte, lidera o fa-
moso Movimento dos Evangélicos Progressistas. Poderia citar outros,
reverendos, pastores, que, desde a campanha de 1989, somaram-se
também ao ideário político.
Por entender a importância dessa denominação, da sua contri-
buição para a formação desse povo, ela jamais poderia ficar de fora dos
embates e dos debates políticos, do traçar dos destinos desta Nação.
Por isso, Sr. Presidente, quero encerrar minha saudação a esse dia
lendo dois trechos da Bíblia. Um está em Isaías 10, versículos 1 e 2, que
tem muito a ver com esta Casa, com o Partido dos Trabalhadores. Nossa
luta, portanto, vem também de ensinamentos bíblicos. É o seguinte:
“Ai dos que decretam leis injustas e dos escrivães que escrevem
perversidades para privarem de justiça os necessitados e arrebatarem
o direito dos aflitos do meu povo, para despojarem as viúvas e rouba-
rem os órfãos.”
Quero ler outro versículo, que se encontra em Tiago 5, versículo 4:
“Eis que o salário, que fraudulentamente retivestes aos trabalha-
dores, que ceifaram os vossos campos, clama, e os clamores dos ceifei-
ros têm chegado ao ouvido do Senhor dos Exércitos.”
Aproveito a oportunidade para fazer a entrega a esta Casa da
Enciclopédia Batista Brasileira — e tive a oportunidade de conhecê-la
quando da Convenção Batista Baiana —, a fim de que fique registrado
nos Anais não só essa presença hoje, mas a presença no Brasil de mais
de 1 milhão de batistas, de aproximadamente 6 mil igrejas plantadas
em todo o território nacional. Assim, esta Casa poderá, à luz dessa ex-
periência, à luz dessa coragem , à luz desse comportamento cristão,
aprovar leis que sirvam à sociedade, sob a ótica do espírito democrá-
tico, e não sob a ótica da determinação autoritária que tem causado
tantos prejuízos a nossa Nação.

ENCICLOPÉDIA A QUE SE REFERE O ORADOR

O exemplar do livro ENCICLOPÉDIA BATISTA BRASILEIRA, a que


o Deputado pede que conste de seu pronunciamento, encontra-se no CeDI,
Coordenação de Arquivo da Câmara dos Deputados, conforme Guia de
Transferência n.º 17, emitida pelo Departamento de Taquigrafia, Revisão e
Redação (Art. 98, § 3º, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados).

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PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO UBIRATAN AGUIAR
(PSDB — CE), NA SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AO
TRANSCURSO DOS NOVENTA ANOS DOS TRABALHOS
BATISTA NO BRASIL, EM 2-12-97

Há uma passagem que me identifica profundamente com os ba-


tistas do nosso País, em particular do meu Estado, Ceará. É que co-
mecei minha vida como professor no colégio batista quando era seu
Diretor Mr. Barcon Davis (OK) e dirigia a Primeira Igreja Batista do
Ceará o Pastor Samuel Monguba (OK).
Pude, de perto, avaliar a contribuição que os batistas nos têm
dado para a preservação da família e elevação dos princípios morais
que a regem. Como professor ou como convidado, várias vezes partici-
pei das reuniões dominicais e pude bem avaliar o quão importante é o
trabalho desenvolvido pelos batistas no Brasil.
Quis realmente Deus que hoje eu pudesse estar presidindo esta
sessão em que esta Casa, por proposição do nosso companheiro De-
putado Carlos Magno, homenageia a atividade, o trabalho batista no
nosso País.
Sejam bem-vindos à Casa do Povo Brasileiro. Saibam da admira-
ção de todos quantos fazem esta Casa pelo trabalho que desenvolvem
nos mais diferentes e distantes rincões do nosso País.

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PRONUNCIAMENTO DO DEPUTADO DE VELASCO (BL/
PRONA _ SP), NA SESSÃO SOLENE EM HOMENAGEM AO
TRANSCURSO DOS NOVENTA ANOS DOS TRABALHOS
BATISTA NO BRASIL, EM 2-12-97

Exmo. Sr. Presidente desta sessão, Deputado e Pastor Philemon


Rodrigues, Sras. e Srs. Deputados, Revmo. Sr. Pastor Darci Dusilek,
Presidente da Convenção Batista Brasileira, na pessoa de quem cum-
primento todas as demais autoridades eclesiásticas civis e militares;
falo também em nome do Deputado Carlos Mendes, membro da pri-
meira Igreja Batista de Ceres, em Goiás:
“Que formosos são sobre os montes os pés do que uncia as boas
novas, que faz ouvir a paz, que anuncia cousas boas, que faz ouvir a
salvação” (Is 52.7).
Que formosos têm sido os pés daqueles que sob a denominação
Igreja Batista têm trazido aos rincões brasileiros as boas novas, através
das quais há paz e a certeza da salvação de todos nós.
Quão formosos têm sido aqueles que no momento de dor têm
estendido a sua mão para aplacar, levantar, sustentar e erguer aqueles
que necessitam.
Quão profícuo tem sido o Ministério da Igreja Batista por todos
esses anos em nosso País, no ensino da palavra, no ensino do próprio
ensino, nos púlpitos, nos colégios, nos seminários, nas ruas, de ouvido
a ouvido, de boca a boca, de coração a coração.
Quero destacar, nesta solenidade, sem demérito de qualquer ou-
tro aqui presente ou ausente, a resposta sempre pronta que nos tem
sido dada por esse insigne Pastor Batista, Dr. Nilson do Amaral Fanini,
Presidente da Aliança Batista Mundial até o ano 2000, que tem sabido
reconhecer as dificuldades de outros Ministérios e se colocado à frente
das autoridades seculares eclesiásticas, sempre no intuito de ajudar.
Quero destacar também a figura do Pastor Vilarindo, decano de
todos nós pastores aqui no Plenário.
Quero deixar o nosso muito obrigado e o abraço a toda a Igreja
Universal do Reino de Deus ao amado companheiro e homem de fé e
de ação, Deputado Carlos Magno, que sempre ombreou conosco em

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nossos momentos de necessidade. Um batista, no entanto, destaco com
carinho muito especial: o Dr. Enéas Tognini, a quem dedicamos espe-
cial admiração e apreço, pelo que representa para o Evangelho no Bra-
sil, e com quem , graças à Deus, privamos de construtora, pelo menos
para mim, amizade.
Que Deus preserve esse Ministério, os seus dirigentes e os seus reba-
nhos. Que continuem formosos os seus pés e que o Senhor sempre os
abençoe.
Muito obrigado.

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AROLDE DE OLIVEIRA

Membro da Primeira Igreja Batista de Niterói-RJ, casado com


Yvelize Vieira Oliveira há 37 anos, tem os filhos Marina e Benone.
Especializado em telecomunicações, cursou a Academia Militar
das Agulhas Negras na Área de Engenharia e Comunicações e no Ins-
tituto Militar de Engenharia diplomou-se em Engenharia Eletrônica.
Também formou-se em Economia na antiga Faculdade de Ciências Po-
líticas e Econômicas do Rio de Janeiro e fez cursos de extensão em Ma-
temática Moderna, Mecânica Quântica e Engenharia Econômica, além
do Curso da Escola Superior de Guerra.
Demitiu-se da carreira militar para incorporar-se ao grupo inicial
da EMBRATEL onde manteve relações de emprego até 1982. Exerceu
inúmeros cargos técnicos e executivos no setor de telecomunicações
entre os quais os de Diretor de Desenvolvimento da EMBRATEL, Vice-
Presidente da TELERJ, Diretor do Departamento Nacional de Teleco-
municações, Secretário de Telecomunicações, Governador da Organi-
zação Internacional de Telecomunicações por Satélite — INTELSAT e
de Chefe do Escritório Permanente da EMBRATEL em Washington —
DC, USA.
Deputado Federal desde 1983, integra o grupo de fundadores do
Partido da Frente Liberal - PFL, do qual exerce a Presidência do Dire-
tório Regional no Estado do Rio de Janeiro. Na Câmara dos Deputados
sempre participou, prioritariamente, dos assuntos relacionados às te-
lecomunicações e à informática, áreas de sua experiência profissional
anterior. Desde a Assembléia Nacional Constituinte, quando presidiu
a Subcomissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática,
defende a abertura do setor de telecomunicações à participação da ini-
ciativa privada em um sistema de justa competição. Como Relator da
Lei 9.295/96 teve seu pensamento parcialmente acolhido, abrindo ca-
minho para a promulgação da Lei Geral de Telecomunicações.
É o atual Presidente da Comissão de Ciência Tecnologia, Comu-
nicação e Informática da Câmara dos Deputados.

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