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FAJE – Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia

Departamento de Teologia
Disciplina: Cristologia- Sotereologia
Professor: Geraldo De More
Aluno: Antônio Carlos Canuto de Melo

RESUMO DE LEITURAS REALIZADAS

FORTE, Bruno. Jesus de Nazaré, história de Deus, Deus da História: ensaio de


uma cristologia como história. São Paulo: Ed. Paulinas 1985. (até a Pg. 64).
Nestas páginas Forte procura explanar como, em cristologia, a história leva a
superação de uma metafísica, conceitual e abstrata, a favor de uma perspectiva bíblica,
existencial, e dinâmica. Esta, no caminho do tempo, revive a história fontal da reflexão
e do anúncio da Igreja nascente, sendo por momentos levados corajosamente a denúncia
corajosa do presente e na abertura para o futuro.
RAHNER, Karl. O desafio de ser cristão. Textos espirituais, Petrópolis:
Vozes, 1978. (pg. 11-49)
Este texto procura alargar a reflexão sobre o sentido de ser cristão hoje a partir
de questionamentos: o que é o homem? Por que sou cristão hoje? Em que consiste a
essência vital da fé cristã? O que é verdade? E o que significa evangelizar? Apesar do
autor não evicenciar uma resposta pronta, acabada, leva o leitor a refletir e fazer as suas
considerações sobre os questionamentos.
CONGAR, Y . “O Cristo na economia salvífica e nos nossos tratados
dogmáticos”, em: Situação e tarefas da teologia, paulinas, São Paulo, 1969 (Pg.
101-129).
Congar neste texto afirmará que “só chegamos ao conhecimento do mistério
íntimo de Deus por Jesus Cristo”. E deste modo, se temos Cristo como centro, o fim não
pode ser outro senão o próprio Deus. E por fim, “a cristologia deve tratar não somente a
visão cosmológica das epistolas do cativeiro, mas uma teologia dos mistérios da vida e
da páscoa de Cristo, centro de toda a economia”.

FORTE, Bruno. Jesus de Nazaré, história de Deus, Deus da História: ensaio de


uma cristologia como história. São Paulo: Ed. Paulinas 1985. (até a Pg.104).
Nestas páginas Forte procura explanar como, em cristologia, a história leva a
superação de uma metafísica, conceitual e abstrata, a favor de uma perspectiva bíblica,
existencial, e dinâmica. Esta, no caminho do tempo, revive a história fontal da reflexão
e do anúncio da Igreja nascente, sendo por momentos levados corajosamente a denúncia
corajosa do presente e na abertura para o futuro. Nos capítulos subsequente (3 e 4) Forte
afirmará que dizer que “Jesus é o Cristo” é o mesmo que afirmar que ele é o Vivente, no
qual: chegou a plenitude dos tempos; é dada aos homens a salvação; e Deus está
presente de maneira única e definitiva.

J. GUILLET, Jesus perante a sua vida e a sua morte, SP, Loyola, 1974, pp. 157-180
(Os anúncios da Paixão)
Guillet, nestas paginas, fala sobre os anúncios da paixão a partir dos Evangelhos
sinóticos. Ele busca mostrar um Jesus como homem autentico e não como um vidente,
onde o anúncio da paixão é um anuncio de vitória, apesar de sua luta ser cheia de
agonia. Em síntese: este texto busca mostrar um Jesus homem, onde sua morte foi
consequência de sua ação na vida.
FORTE, Bruno. Jesus de Nazaré, história de Deus, Deus da História: ensaio de
uma cristologia como história. São Paulo: Ed. Paulinas 1985. (até a Pg.203).
Das páginas lidas neste mês do manual de Leitura, Bruno Forte tratara do
problema histórico da relação entre Jesus pré-pascal e o Cristo pós-pascal. E por fim, a
terceira parte que tratará da cristologia na história.
Ele afirmará que o primeiro anúncio cristão de Jesus como Senhor e Cristo
funda-se na ressurreição; e é nela também que se baseia o posterior desenvolvimento da
cristologia do Novo Testamento. Deste modo, o passado e o futuro são relidos a luz do
acontecimento pascal. E assim a formulação: Jesus é o Senhor deve ser entendida no
sentido pleno e respeitando se os dois termos: o homem de Nazaré que foi condenado a
morte e o mesmo Deus que ressuscitou e constituiu-se Senhor e Cristo. A partir do
momento em que não se compreende essa “identidade na contradição” entre o
humilhado e o exaltado esvazia-se também a palavra da Cruz, e perde-se a força
escandalosa do paradoxo cristão.
Depois o autor explana sobre a dimensão da cristologia na história. Frisará a
dimensão da humanidade, onde o ser homem significa viver de uma profunda tensão,
que se coloca no sentido concreto de relações em que cada um vive e age; o homem
pode ser ao mesmo tempo sujeito e objeto de história; viver e estar sujeito a morte.
Assim, a condição humana é uma condição limite, um estar situado nos lides da
historicidade: de um lado estar situado frente aos fatos que se sucedem e de outro ser
capaz, livremente, através da consciência criadora, orientar o futuro. Deste modo,
humano significa ao mesmo tempo ser capaz de situar-se criativamente frente ao outro
na consciência e na liberdade e ser determinado pela finitude.
Enfim, falar com propriedade do homem Jesus exigirá que se preste atenção a
essas várias dimensões, como elas se manifestam nos “mistérios” concretos da sua vida.
E deste modo, podermos abrir-nos ao “mistério”, sempre mais rico do que possamos
compreender, da sua humanidade, revelação de Deus.

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