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Índice

INTRODUCAO..........................................................................................................................3

O PENSAMENTO AFRICANO DE NGOENHA.....................................................................4

O PENSAMENTO POLITICO DE NGOENHA.......................................................................4

CONCEITO DE LIBERDADE NA VISAO NGOENHA..........................................................6

Conclusão....................................................................................................................................8

Referência bibliográfica..............................................................................................................9
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INTRODUCAO

A Independência, liberdade na visão de ngoenha qual e o seu pensamento fundamental nesta


obra . Sengundo ngoenha A catástrofe africana, não é precisamente a submissão cega a duas
ideologias alienantes, profundamente idênticas não obstante as suas pretensões respectivas? O
desprezo e o consequente declínio de uma cultura vivida, que dava significado à vida
individual e colectiva, é uma das consequências de tal desenvolvimento. O impacto da técnica
e do mercado devem ser subordinados às escolhas colectivas. As causas da mudança social
não residem portanto nas coisas técnicas, pelo contrário, toda a transformação encontra a sua
origem no mais profundo do imaginário social e dos componentes simbólicos da cultura.
Vivemos num mundo que tende a libertar-nos aparentemente de toda a, para nos permitir
adaptar inovações de todo o género. E urgente reflectir sobre o que nós somos e, sobretudo,
sobre o que devemos ser, colectiva e individualmente. Neste sentido, impõe-se-nos reflectir
sobre a futurologia de uma maneira filosófica. As actividades humanas, inclusive a técnica e a
actividade mercantil, não são boas ou más em se mesmas, ou em função da sua capacidade de
produzir um bom objecto material ou um bom resultado concreto, mas porque elas se
conformam com alguns modelos ideais. Dito de uma maneira diferente, as actividades
humanas realizam de uma maneira prática as opções e os valores de uma determinada
sociedade.
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O PENSAMENTO AFRICANO DE NGOENHA

Em cada momento histórico e em cada clima cultural, o filósofo é chamado a fazer emerger a
questão do sentido total e dinâmico da situação específica em que se encontra a viver. Hoje,
um tal problema não se deprede no interior de um sistema pan-Iógico, mas de uma análise
ampla e aprofundada dos resultados da fenomenologia social, da psicologia, da política, da
cultura, que informam a mentalidade hodierna. Cada época, cada civilização e cada geração
define um objectivo que a seus olhos constitui a sua própria contribuição para a história dos
homens. (Ngenha, 1993; 7)

Depois da independência, certos países optaram pelas economias planificadas, outros por
modelos de desenvolvimento auto-centrados, outros fizeram programas de promoção para as
próprias exportações, outros privilegiaram o desenvolvimento de um sector do Estado, outros
aderiram aos programas de ajustamento estrutural, Mas sempre com o mesmo resultado:
insucesso. De qualquer maneira, a nossa missão é o futuro. É óbvio que para que esse futuro
melhor se realize, cada um deve dar o melhor de si, no lugar onde se encontra. A realização da
missão futuro, passará necessariamente pela maneira como cada um de nós souber ocupar o
próprio lugar. Isto pressupõe que cada um saiba qual seja o seu lugar, e qual seja a melhor
maneira de ocupá-lo.

Nós. Somos parcialmente responsáveis em relação ao passado Entretanto só agora começa


mos a compreender nos seus significados dos complexos. Mas ainda mais responsáveis em
relação futura. Se nos parece aberrante renunciar ao presente pelo passado ou remeter o
presente para o futuro, pelo preço da nossa única vida possível, é também errado não avaliar
suficientemente ou destruir os vestígios do passado, como aqueles inexistentes noifuturo antes
mesmo que se pudessem produzir. Então de que instrumentos se serve.

O PENSAMENTO POLITICO DE NGOENHA

O problema da democracia não é redutível a uma simples questão de eleições de partidos ou


de presidentes, mas implica antes de mais, e sobretudo, o lugar que o povo tem que ocupar
nas decisões dos problemas fundamentais que lhe dizem respeito, e nos mecanismos jurídicos,
para que tenha um controlo real sobre a realidade política, económica, social e educativa. Se
não tivermos domínio sobre a nossa realidade cultural, não nos será possível ser fautores do
nosso futuro; arriscamos ser uma vez mais vítimas da nossa própria história e do nosso
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próprio destino. Por detrás do jogo das eleições esconde-se, para nós, um problema de
carácter existencial. O que está em jogo não é seguir a escolha de um simples modelo político,
jurídico ou constitucional, mas o lugar que nos será reservado na escolha daquilo que deveria
ser o nosso futuro.

Não obstante a nossa situação política e económica, que para muitos perítos internacionais
parece desesperada, continuamos a acreditar num futuro diferente, melhor. De facto não nos
seria possível viver sem uma imagem do futuro, sem aquela fantasia política que permite
inventar o amanhã e viver o hoje. Sem dúvida, o futuro como o desenham as nossas
esperanças (ibidem; 11)

Na existência tudo se faz em função do futuro. O passado é campo de recordações e


nostalgias, de factos e de necessidades, porque em cada mudança de tempo a vastidão de
horizontes fechou-se, quando uma estrada, e simplesmente uma, foi aberta, escolhida ou
imposta.

A filosofia torna possível a vida do homem, enquanto ela lhe permite imaginar, projectar o
futuro e enfrentá-lo. Se as aporias da vida que nos estrangulam com a fome, a miséria, a
nudez, a guerra, o analfabetismo, nos sufocassem de tal maneira a não permitir-nos nenhuma
interpretação do mundo, e não nos fosse possível pensar um amanhã, seria terrível. O
pensamento, a filosofia tornam possível o amanhã. Mas ao mesmo tempo, interroga-se sobre o
tipo de amanhã. (ibidem: 12)

Para pensar o universal, cada homem parte da sua situação específica, particular. Quem pensa
o universal é sempre um homem singular, pertencente a um grupo particular, situado no
espaço e no tempo. Isto tanto é válido para quem pensa a partir da Grécia, como quem pensa a
partir de Moçambique, do Chile ou da Indonésia. Porque é que o nosso discurso filosófico é
etnológico? A tomada de consciência do condicionamento particular histórico na investigação
filosófico-universal, ou a reflexão como filósofo e como histórico, como diz Voltaire, levou á
criação pelo mesmo filósofo francês, da filosofia da história, que Hegel se encarregou de
difundir pelo mundo fora. À situação do filósofo ocidental, que faz emergir a questão do
sentido total (filosófico), na. Dinâmica da sua situação específica (histórica), corresponde uma
reflexão africana igualmente filosófica, mas sobre uma situação particular, que é objecto não
da história, mas da etnologia. (ibidem: 15).
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CONCEITO DE LIBERDADE NA VISAO NGOENHA

Segundo Ngoenha a liberdade pode ser entendido em duas perspectivas

 Liberdade objectiva
 Liberdade subjectiva

Na liberdade objectiva o africano lutava contra o julgo colonial, no desafio que a África
passou para o alcance da independência, dos países africano, o africano quer libertar a África ,
coiso existiram varias estratégicas como a criação do pan-americanismo, e outros
movimentos para a libertação da África na sua totalidade.

Na liberdade subjectiva o africano quer lutar por uma liberdade mas especifica, isto e na
liberdade económica, na liberdade política, na liberdade social. A filosofia africana está,
portanto, na linha da liberdade, da liberdade que já conquistámos, mas sobretudo da liberdade
que devemos ainda conquistar e preservar, da liberdade da África, mas sobretudo da liberdade
do africano. A África foi e resta o continente da escravatura. Desta, passamos à submissão do
colonizado pelo colonizador, e depois da eliminação oficial do facto colonial, passamos à
submissão do pobre pelo rico. Os filósofos africanos têm a grande responsabilidade de formar
as gerações presentes e futuras em ordem a uma consciência civil. Está em jogo o futuro da
nossa liberdade, da nossa historicidade, se por acaso abandonarmos os valores fundamentais
em nome da razão do Estado, do desenvolvimento. Os filósofos devem indicar a direcção do
desenvolvimento histórico no momento presente consiste consentir em avaliar as várias fases
anteriores de tal desenvolvimento. São o presente e o futuro a operar no presente, a criar o
passado e a fazer a história. São eles que criam o passado de uma maneira nova.

O insucesso das nossas políticas de desenvolvimento deve-se essencialmente ao não


conhecimento ou ao desprezo dos nossos dados sociológicos, o que nos levou a conceber o
desenvolvimento como uma simples modernização impulsionada do exterior e aplicada a
modelos alógenos, e por outro lado, na divisão do trabalho, num quadro de domínios
sectoriais (economia, saúde, educação), sem ter em conta que a divisão da realidade, Ignora
totalmente o carácter integrado das diferentes componentes da nossa sociedade.

A técnica, no sentido moderno do termo, tornou-se uma noção cuja extensão semântica é de
tal maneira vasta, que tende a servir de uma maneira mais ou menos confusa, a qualificar toda
a acção humana, reduzindo-a a uma simples prática do saber. Hoje a técnica parece constituir
um universo autónomo e portanto guiado pelas suas próprias leis de desenvolvimento,
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verdadeiro sistema auto-referencial que condiciona, ou mais rigorosamente, que determina as


outras esferas da sociedade. A introdução de novas técnicas induziria necessariamente a uma
mudança de sociedade. Com a técnica, outra característica da nossa época é o mercado

que vem também considerado como a única maneira de regular a sociedade. Total da
planificação como sistema de regular a sociedade na Europa central e do Este, é visto por
muitos como vitória final do capitalismo liberal, que por sua vez é ilicitamente identificado
com a democracia.

A catástrofe africana, não é precisamente a submissão cega a duas ideologias alienantes,


profundamente idênticas não obstante as suas pretensões respectivas? O desprezo e o
consequente declínio de uma cultura vivida, que dava significado à vida individual e
colectiva, é uma das consequências de tal desenvolvimento. O impacto da técnica e do
mercado devem ser subordinados às escolhas colectivas. As causas da mudança social não
residem portanto nas coisas técnicas, pelo contrário, toda a transformação

Encontra a sua origem no mais profundo do imaginário social e dos componentes simbólicos
da cultura. Vivemos num mundo que tende a libertar-nos aparentemente de todas partes para
permitir adaptar inovações de todo o género. E urgente reflectir sobre o que nós somos e,
sobretudo, sobre o que devemos ser, colectiva e individualmente. Neste sentido, impõe-se-nos
reflectir sobre a futurologia de uma maneira filosófica. As actividades humanas, inclusive a
técnica e a actividade mercantil, não são boas ou más em se mesmas, ou em função da sua

Capacidade de produzir um bom objecto material ou um bom resultado concreto, mas porque
elas se conformam com alguns modelos ideais. Dito de uma maneira diferente, as actividades

Humanas realizam de uma maneira prática as opções e os valores de uma determinada


sociedade (ibidem: 173)

Segundo ngoenha , independência não e o alcance da liberdade mas sim um passo para o
encontro da liberdade, hoje todos africanos unidos, na busca duma liberdade, o africano deve
fazer parte da economia do seu pais , fazer parte politica, estar incluso em todos os aspectos
da cidadania, da democracia, para um bem estar absoluto, dos africanos .
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Conclusão

Contudo pude perceber o que ngoenha faz menção em torno duma liberdade mas clara e mas
dinâmica e todos nos somos responsaves, na criação dela e na implementação da mesma
liberdade purtanto não podemos renunciar o passado pelo presente porque o passado a
ajudarmos a reflectimos no presente promissor, o futuro e uma utopia,
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Referência bibliográfica

Ngoenha, S. E. Das Independências às Liberdades, África, Paulistas, 1993.

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