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Compreensão da Leitura Vanessa Vai à Luta

Luísa da Costa Gomes

1.(p.61) Retira da didascália inicial informações sobre:


1.1. Personagens;
Vanessa é uma menina de sete anos, cheia de energia, articulada e imaginativa. Rodrigo é um rapaz de
oito anos, é  irmão de Vanessa. É tristonho e bem comportado. Está sempre constipado. A Mãe é uma
dona de casa cansada que, de vez em quando, ajuda o marido na loja. O Pai é um homem normal; tem
uma pequena loja de mobílias de imitação de estilos e coleciona telefonias antigas. Por último, a Fada
Marina é uma fada preciosa, inteiramente vestida de cor-de-rosa.
1.2. Espaço cénico;
A sala de estar da casa de Vanessa e de Rodrigo.
1.3. Caracterização indireta das personagens.
Vanessa: criança irrequieta, arrapazada, usando os seus brinquedos de menina para os destruir em lutas
imaginárias, que ela acompanha, com um discurso dinâmico de termos obscenos dificilmente
concebíveis no discurso infantil, mesmo que em combates imaginários entre os bonecos de rapaz (Ken,
Action Man, etc.) e de rapariga (Barbie), em que a Barbie sairá vencedora, (forma de inserir a temática
da emancipação feminina). Em família, trata-se duma criança sensível, pouco obediente, todavia, retrato
da infância atual, demasiado mimada e explosiva, de resposta pronta, aprendida nos filmes infantis que
a televisão difunde ou no excesso de mimo e permissividade da educação atual. O seu sonho de
presente de anos: uma metralhadora que a mãe recusa e o pai acabará por lhe comprar. Uma criança
que começa a despertar para a problemática da vida em torno dos “comos” e dos “porquês” e dos
“quem” referentes ao nascimento. Descobre, afinal, que a sua metralhadora servirá para defender a
irmãzita que nasceu, contra as oposições convencionais do mundo adulto que não deixam as crianças
crescer em liberdade e autonomia (forma de criar uma mensagem “educativa” para as mentalidades
rígidas do mundo adulto, demasiado impositivas dos seus próprios estereótipos).
Rodrigo: um garoto mais pacífico e obediente do que a irmã, tão inocente como ela na questão dos
nascimentos, um pouco queixinhas, mas amigo e brincalhão, colaborando por vezes nas brincadeiras da
irmã, trocando a sua metralhadora pelo bebé chorão  (objetivo: demonstrar (à maneira da Simone de
Beauvoir - “Le deuxième Sexe”) que não há tanta diferença assim entre os sexos e que a sociedade
convencional é que cria as diferenças).
A Mãe: carinhosa, preocupada com a sua elegância, comprando aparelhos de ginástica para emagrecer,
ou objetos desnecessários para o filho que vai nascer, como o excesso de roupinhas ou o
intercomunicador, inútil na casa pequena. Convencional, relativamente à distribuição de tarefas, roupas
e brinquedos pelos dois filhos, incutindo na filha a ideia de um seu passado de penúria - em roupas e
brinquedos - mas considerando, com o marido, o excesso de brinquedos nas crianças de hoje, como
responsável pela desarrumação, dispersão, indiferença, insatisfação, ambição dos últimos modelos, o
que as não faz mais felizes.
O Pai: Homem tranquilo, compreensivo, mas cauteloso nos gastos, criticando a dissipação da mulher,
mas ele próprio perdulário relativamente aos seus gostos de colecionador de aparelhos de telefonia
antigos. Ao contrário da mulher, preocupada com os gastos que mais um filho poderá causar, aceita
com prazer a ideia. Explica à filha com uma terminologia realista (referente a cromossomas) o mistério
da conceção, o que a deixa baralhada, a Mãe tendo-lhe incutido a ideia de que era Deus quem destinava
o sexo dos bebés. Será o Pai que oferecerá a metralhadora à filha na festa dos seus sete anos.
Fada Marina: pretende imitar a fada da Gata Borralheira que da abóbora fez a carruagem para a Gata
Borralheira ir ao baile do Príncipe. Na realidade, revela-se uma rapariga caprichosa semelhante à
rebelde Mafalda - (Modo de troçar das histórias infantis de Grimm, Perrault, Condessa de Ségur… em
que o maravilhoso ou os bons exemplos dominam, os bons compensados, os maus castigados ou
modificados, segundo a boa doutrina.
Compreensão da Leitura Vanessa Vai à Luta
Luísa da Costa Gomes

2.(p.65) Qual o Registo de Língua utilizado por Vanessa?


A personagem Vanessa afasta-se, por vezes, da norma padrão, utilizando um registo de língua, entre o
popular e o calão. Isto até parece antipedagógico, como leitura para crianças, mas trata-se de uma
intenção didática que está subjacente à acumulação de nomes ou histórias em torno da banda
desenhada dos filmes para crianças.
3.Que situação é alvo de protesto por parte de Vanessa?
7.(p.66) De acordo com o excerto, que papéis tradicionais são atribuídos ao menino e à menina?
8.(p.66) Qual a opinião da Mãe sobre o papel das meninas?
9.(p.67) O que comparam Vanessa e a sua Mãe?
10.(p.67) De acordo com a Mãe, a Vanessa deve mudar as suas atitudes. Porquê? Para ser feliz? Para
agradar aos outros? Justifica com base no texto.
11.(p.68) Caracteriza psicologicamente Vanessa, tendo em conta a sua atitude face aos preços dos
brinquedos que deseja.
12.(p.70) Que novo acontecimento é anunciado nesta Cena?
13.(p.71) O Pai e a Mãe conversam, mas estão realmente a ouvir o que cada um diz? Comprova-o com
base no texto.
14.(p.72) Que personagem, além da Mãe, gosta de ver TVShop? O que nos diz estas semelhanças
quanto ao relacionamento entre pais e filhos?
15.(p.73) Que informação nos dá a última didascália desta página quanto ao estado de espírito das
personagens?
16.(p.74) De acordo com a didascália inicial, poderia haver mudança de Ato. Justifica a afirmação.
17.(p.76) Para que serve a enumeração presente na segunda fala de Vanessa?
18.(p.81) Identifica nesta página:
18.1. Um Vocativo;
18.2. Uma Interjeição.
19.(p.81) Descreve a relação que Vanessa tem com o Pai. Compara-a com a relação que Vanessa tem
com a Mãe.
20.(p.82) Compara as várias gerações referidas e os hábitos do dia-a-dia em família.
21.(p.83) Associa os brinquedos referidos por Vanessa aos papéis geralmente atribuídos às mulheres.
22.(p.93) Por que razão, agora, Vanessa deseja que ao invés de um irmão a Mãe tenha uma irmã?
23.(p.98) Como se designa esta fala do Pai de Vanessa (Diálogo, Monólogo ou Aparte)? Justifica.
24.(p.99) O pai desconhece a existência da Fada. Comprova-o.
25.(p.100) Que informação dá o Pai a Vanessa?
26.(p.100) Qual a reação de Vanessa?
27.(p.100) De que forma a pontuação utilizada nos permite conhecer os sentimentos de Vanessa face
a essa informação?
28.(p.101) Retira do texto uma expressão que comprove que, para Vanessa, ser menina não é
positivo.
29.(p. 103) Como descreverias a opinião de Vanessa sobre a vida da Mãe?
30.(p.103) Qual o motivo da revolta de Vanessa apresentada nesta página?
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Luísa da Costa Gomes
31.(p.104) O que acha o Rodrigo sobre o papel que terá que desempenhar como homem?
32.(p.104) A Vanessa e o Rodrigo demonstram sentir afeto um pelo outro. Comprova-o a partir do
texto.
33.Descreve a posição que Vanessa toma no final.
34.Regista a tua opinião sobre a atitude de Vanessa no final da ação.

Fim!