Esportes Coletivos

Futsal Handebol Basquetebol Voleibol Atletismo
Prof. Douglas Flesch Cygainski
2009
Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski

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FUTSAL
História do Futsal
O futebol de salão tem duas versões sobre o seu surgimento, como em outros esportes há divergências quanto a sua invenção. Há uma versão que o futebol de salão começou a ser jogado por volta de 1940 por freqüentadores da Associação Cristã de Moços (ACM), em São Paulo, pois havia uma grande dificuldade em encontrar campos de futebol livres para poderem jogar e então começaram a jogar suas ''peladas'' nas quadras de então basquete e hóquei. No início, jogavam se com cinco, seis ou sete jogadores em cada equipe, jogavam-se mas logo definiram o número de cinco jogadores para cada equipe. As bolas usadas eram de serragem, crina vegetal, ou de cortiça granulada, mas apresentavam o problema de saltarem , muito e freqüentemente saiam da quadra de jogo, então tiveram seu tamanho diminuído e seu peso aumentado, por este fato o futebol de salão foi chamado o ‘’esporte da bola pesada''. Tem uma versão que seja a mais provável, o futebol da salão foi inventado em 1934 na Associação Cristã de Moços de Montevidéu, no Uruguai, pelo professor Juan Carlos Ceriani, que chamou este novo esporte de ‘’indoor ‘’indoor-foot-ball''.

Campeonatos Mundiais de Futsal
Ano 1982 1985 1988 1989 1992 1996 2000 2004 2008 País Sede Brasil Espanha Austrália Holanda Hong Kong Espanha Guatemala Taiwan Brasil Campeão Brasil Brasil Paraguai Brasil Brasil Brasil Espanha Espanha Brasil Vice Campeão Paraguai Espanha Brasil Holanda Estados Unidos Espanha Brasil Itália Espanha

Futsal x Futebol de Salão: Até 1989 o futsal era chamado de futebol de salão, e era de organização da FIFUSA (federação de futebol de salão). Após 1989 a FIFA passou a orga organizar e redigir as regras deste jogo, agora chamado de futsal.

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Fundamentos
Voser (2002) define técnica como sendo todo gesto ou movimento realizado pelo atleta que lhe permite dar continuidade e desenvolvimento ao jogo, as técnicas esportivas do futsal são: passe, domínio, condução, chute, drible, finta, marcação, cabeceio. Passe: É a ação de interligar-se com os integrantes de uma equipe, é o fundamento técnico mais importante e que mais acontece, pode sair um passe com a cabeça, com o peito, a coxa, o ombro. O passe pode ser classificado, de acordo com: a) Distância: curto (até 4m), médio (de 4m a 10m), longo (acima de 10m) b) Trajetória: rasteiro, meia altura, parabólico c) Execução: interna, externa, bico, solado, dorso d) Espaço de Jogo: lateral, diagonal, paralelo e) Passes de Habilidades: coxa, peito, cabeça, calcanhar, ombro, etc.

Domínio: Ação consciente que ocorre a partir do recebimento da bola, muitas vezes entregue por um companheiro de equipe, em mantê-la sob controle e, assim, poder realizar movimentos técnicos a fim de dar seqüência à jogada. Essa ação poderá ser feita com qualquer parte do corpo, exceto com aquelas não permitidas pela regra.

Condução: É o movimento de levar a bola próximo aos pés, de maneira que ela esteja sempre ao alcance do condutor.

Chute: Ação de golpear a bola parada ou em movimento visando desvia-la ou dar-lhe trajetória, é o fundamento que precede o gol.

Drible: Trata-se de uma série de movimentos e ações que culmina com a superação do adversário e a seqüência da jogada com a posse da bola. A principal diferença entre o drible e a finta reside no fato de que no primeiro há o controle da bola, enquanto no segundo a bola não está presente.

Finta: É uma ação de inteligência motora e cognitiva que ocorre no espaço e no tempo apropriado. Seu objetivo maior é o de levar o adversário a pensar que quem faz a finta irá para um lugar quando este vai para outro.

Marcação: Trata-se da ação de evitar que o adversário recebe a bola ou, quando este a possui, impedir ou dificultar suas ações técnicas de condução, passe, chute ou drible.

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explorar as deficiências e neutralizar potencialidades em busca da vitória.Cabeceio: É a ação de golpear a bola com a cabeça. Há dois tipos: pressão parcial e pressão total. Jogadores Goleiro (G) Fixo (F) Ala (A) Pivô (P) Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 4 . Exemplos de Sistemas Tipos de Marcação Individual: tem como objetivo executar a marcação direta de um adversário. Mista: é a combinação das ações de marcação individual e por zona. Sistema e Tática: Qual a diferença? Sistema Trata-se do modo como são posicionados os jogadores em quadra Tática É a maneira pela qual se aplicam os sistemas de combinar o jogo de ataque e de defesa. Zona: marcação em um determinado espaço ou setor da quadra de jogo.

Duração da Partida e Pedidos de Tempo a) Dois tempos de 20 minutos cada com 10 minutos de intervalo. vale o gol direto. camisas com números b) Os goleiros devem apresentar camisas de cores diferentes dos demais jogadores.Principais Regras Quadra de Jogo a) b) c) d) e) f) g) Comprimento: 42m (máximo). falta. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 5 . Equipamentos Necessários a) Tênis sem trava. Saída de Centro Na saída de centro a bola sempre deve ser rolada para frente. cada vez que houver uma paralisação (saída de bola. meias. etc) o tempo cronometrado é paralisado. b) Cada treinador pode pedir apenas um tempo de um minuto por período. 25m (mínimo) Largura: 25m (máximo). 15m (mínimo) Área de meta: raio de 6m Penalidade máxima: 6m Tiro livre sem barreira: 10m Circulo central: raio de 3m Metas (goleiras): 3m x 2m Número e Substituições dos Atletas a) b) c) d) Iniciar uma partida: cinco atletas Ficar em quadra: três atletas Máximo no banco de reservas: sete atletas O número de substituições é ilimitada. será penalizado com um tiro livre indireto do mesmo local. calção. deve-se fazer sempre uma substituição na zona de substituição. O time que rolar a bola para trás.

Será punido a equipe infratora. Se cometida dentro da área de meta do infrator. tiro livre da linha dos 10 metros. c) Se um atleta recuar a bola (tiro livre direto ou indireto) para o goleiro e esta entra diretamente no gol. Outras formas de faltas pessoais é o bi-toque. no local onde ocorreu a infração. tocar na bola sem algum equipamento (principalmente tênis). deverá ser marcado um arremesso de canto a favor da equipe adversária. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 6 . demorar mais que quatro segundos para a cobrança de uma falta ou quatro segundos com a bola dentro da área de defesa. sendo substituído por outro jogador. Cartões a) Amarelo: advertência b) Vermelho: expulsão (dois minutos ou tomar um gol) Tiros Livres (direto e indireto) a) Faltas com barreira (5 metros até a quinta falta. o tiro deverá ser executado sobre a linha da área. ou mais próximo. será desclassificado da partida. no local mais próximo da infração. sem barreira). Tendo como punição uma advertência ou até mesmo uma expulsão e após a quinta falta tiro livre sem barreira.Infrações (faltas) a) Faltas Técnicas: dar ou ter intenção de dar pontapé. obstruir intencionalmente. Tendo como punição uma falta pessoal e coletiva. b) O executor do tiro livre de 10m deverá obrigatoriamente chutar a bola em direção a meta. bater. empurrar. Tendo como punição uma falta pessoal e coletiva. c) Faltas Disciplinares: quando o atleta ou comissão técnica comete atos de indisciplina verbal ou atitudes anti-desportivas. O atleta que cometer 5 faltas técnicas ou pessoais. sendo proibido o passe para outro jogador de sua equipe. com a cobrança de um TIRO LIVRE INDIRETO a ser executado pelo adversário. b) Faltas Pessoais: o goleiro segurar a bola por mais de quatro segundos. com a intenção de assinalar um tento (gol). trancar e outros do gênero. calçar. a partir da sexta falta.

será concedido um arremesso lateral para a equipe adversária). peito. quatro segundos com as mãos ou os pés. na quadra de ataque o tempo é livre. e a bola tocar em qualquer jogador e entrar no gol. o tento será válido. b) Para devolver a bola para o goleiro. c) Se um jogador cobrar o tiro lateral contra a meta adversária. podendo passar a bola para outro companheiro. será cobrado arremesso de meta em favor da equipe adversária. Tiro de Meta e Ações do Goleiro a) O goleiro deve cobrar o tiro de meta somente com a mão. o executante não é obrigado a chutar a bola em direção à meta. Arremesso de Canto a) Vale gol direto. será cobrado. o tento será válido. dentro do semi círculo. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 7 . na sua área. tocando ou não no goleiro. c) O goleiro utilizara os pés na quadra de defesa por quatro segundos. O goleiro só poderá pegar a bola recuada com a mão se atrasada pelo seu companheiro com parte acima do joelho (coxa. será cobrado tiro de canto em favor da equipe adversária. a bola deve ultrapassar o meio da quadra. Se penetrar diretamente o gol não será válido.Penalidade Máxima Faltas dentro da área (distância 6 metros e o goleiro deve permanecer na linha do gol). bater no adversário ou sair pela lateral (se acontecer alguma destas infrações. e a bola tocar em qualquer jogador e entrar no gol. Se penetrar diretamente o gol não será válido. Arremesso Lateral a) A bola deve estar em cima da linha. b) Não vale gol contra. b) Se um jogador cobrar o tiro lateral contra sua própria meta. cabeça). a partida será reiniciada com um arremesso de canto em favor da equipe adversária. d) Não será válido o tento assinalado diretamente de arremesso de meta tocando ou não no goleiro.

futsaldobrasil.php Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 8 .com.Quadra de Jogo FONTE: http://www.br/2009/cbfs/regras.

principalmente os estrangeiros. derivado do Torball. porém. Schelenz levou o jogo como competitivo para a Áustria. alterando seu nome para Handball com as regras publicadas pela Federação Alemã de Ginástica para o jogo com 11 jogadores. como Raftball. e quando os homens começaram a praticá-lo. segundo os livros. um jogo denominado Haandbold. foi o alemão Hirschmann. a bola é sem dúvida um dos instrumentos desportivos mais antigos do mundo e vem cativando o homem há milênios. determinando suas regras. os tchecos conheciam um jogo semelhante denominado Hazena.HANDEBOL História do Handebol O Handebol não foi criado ou inventado. Este jogo. o professor dinamarquês Holger Nielsen criou. Mesmo durante a idade média. difundiram as regras então propostas para vários países. então Secretário da Federação lnternacional de Futebol.C) citava uma espécie de handebol (esprés jouaiant â la balle. como precursores do handebol. Também os Romanos. Suíça. Rabelais (1494-1533 d. existia na Tchecoslováquia desde 1892 um jogo praticado num campo de 45m x 30m e com 7 jogadores que também era jogado com as mãos e o gol era feito em balizas de 3m x 2m. segundo Cláudio Galeno (130-200 d. foi regulamentado pelo Professor Kristof Antonin. No ano de 1848. foi introduzido na Alemanha. criou um jogo ao ar livre para as operárias da Fábrica Siemens. além da Alemanha. conheciam um jogo praticado com as mãos. em 1912. Quem o levou para o campo. no Instituto de Ortrup. Fala-se também de um jogo similar na Irlanda e no El Balon do uruguaio Gualberto Valetta. visto que Karl Schelenz era professor na então famosa Universidade de Berlim onde seus alunos. o professor alemão Karl Schelenz reformulou o Torball. usando as mãos mas sem balizas. o Hazena. Em 1920. Na mesma época. Em 1919. o Harpastum. o berlinense Max Heiser. O período da I Grande Guerra (1915-1918) foi decisivo para o desenvolvimento do jogo. é citado por Homero na Odisséia. somente em 1921 suas regras foram publicadas e divulgadas Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 9 . O jogo de Urânia. eram os jogos com bola praticados como lazer por rapazes e moças.C). o diretor da Escola de Educação Física da Alemanha tornou o jogo desporto oficial. A divulgação na Europa deste novo desporto não foi difícil. como se joga hoje. Todavia o Handebol. praticado na antiga Grécia com uma bola do tamanho de uma maçã. quando um professor de ginástica. o campo foi aumentado para as medidas do futebol. Por sua vez. Na França. à la paume).

órgão que congregava os desportos amadores a nível nacional. nos JEB's/72 o Handebol teve a participação de aproximadamente 10 equipes femininas e 12 masculinas. com as dificuldades do rigoroso inverno. Com o grande crescimento do futebol com quem dividia o espaço de jogo.por toda a Europa. que teve maior popularização. o Handebol de Campo foi paulatinamente sendo substituído pelo Hazena que passou a ser o Handebol a 7. Em 1972. campo esse demarcado com cal (40m x 20m e balizas de madeira 3m x2m). muitos meses de frio e neve. reafirmou-se em Montreal (Canadá) em 1976 (masculino e feminino) e não mais parou de crescer. que mostrou-se mais veloz e atrativo. A atual Confederação Brasileira de Handebol . Foi em São Paulo que ele teve seu maior desenvolvimento. tendo como seu primeiro presidente Otto Schemelling. Dessa forma os brasileiros passaram a ter um maior contato com a cultura. O Handebol de Salão somente foi oficializado em 1954 quando a Federação Paulista de Handebol instituiu o I Torneio Aberto de Handebol que foi jogado em campo improvisado ao lado do campo de futebol do Esporte Clube Pinheiros. Como ilustração.CBHb foi fundada em 1º de junho de 1979. Mas. chamado de Handebol de Salão. O Handebol no Brasil Após a I Grande Guerra Mundial. criou um departamento de Handebol possibilitando assim a organização de torneios e campeonatos brasileiros nas várias categorias masculina e feminina. Este Handebol praticado com 7 jogadores e em um espaço menor agradou de tal maneira que a Confederação Brasileira de Desportos – CBD. tanto que foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim em 1936. a grande difusão do Handebol em todos os estados adveio com a sua inclusão nos III Jogos Estudantis Brasileiros realizado em Belo Horizonte em julho de 1971 como também nos Jogos Universitários Brasileiros realizado em Fortaleza em julho de 1972. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 10 . dentre os quais o então Handebol de Campo. que chamamos de Handebol de Campo. o Handebol (não mais era necessário o complemento "de salão") foi incluído na categoria masculina. tradição folclórica e por extensão as atividades recreativas e desportivas por eles praticadas. já em 1973 nos IV JEB's em Maceió tivemos cerca de 16 equipes femininas e 20 masculinas. um grande número de imigrantes alemães vieram para o Brasil estabelecendo-se na região sul por conta das semelhanças climáticas. tendo como primeira sede São Paulo e o primeiro Presidente foi o professor Jamil André. principalmente quando em 26 de fevereiro de 1940 foi fundada a Federação Paulista de Handebol. foi o Handebol jogado no campo de futebol. Contudo. nos Jogos Olímpicos de Munique (Alemanha).

Passe: É a ação de entregar a bola ao companheiro de equipe. os demais fundamentos serão os que estarão em direção a este fundamento. em forma de concha. quando o jogador se projeta para o interior da área. a) objetivo: dar seqüência ao jogo. em seguida deverá estar predisposto a ações rápidas e definitivas. Finta: É a ação consciente de ludibriar o adversário com ou sem a posse de bola. preparação do ataque ou contra-ataque b) classificação quanto à distância: curtos (até 10m). em movimento ou parado. simultaneamente ao passe ou quando há a ameaça do arremesso a gol. a) objetivo: fazer o gol b) classificação quanto à distância: geralmente feito até em menores distâncias. passar ou dar seqüência à jogada. picado (quicado). objetivo: ludibriar o adversário com o propósito de conseguir espaço para arremessar. equivalente ao pênalti do futebol praticado na maioria das vezes por jogadores fortes 6 metros 7 metros 9 metros ou mais c) classificação quanto à mecânica corporal: de ombro. É o fundamento mais importante do handebol sob o ponto de vista de que é a partir de passes corretos que acontecerão os demais fundamentos. com queda. Poderá ser feita com uma ou com as duas mãos.Fundamentos Os fundamentos técnicos individuais e coletivos dos jogadores de linha do handebol são: Passe. com salto e inclinação. Finta. Trata-se de uma ação técnica de extrema importância. Arremesso. etc. Progressão. longos (acima de 15m) c) classificação quanto à trajetória: direto. médios (até 15m). com giro. a) objetivo: dar continuidade ao jogo b) técnica: deve-se dominar a bola usando as mãos côncavas. progressão. Recepção: É o ato de receber e controlar ou dominar a bola. acontece ainda. Este é o objetivo máximo de um jogo de handebol. parabólico Arremesso: É a ação de impulsionar a bola em direção ao gol. Drible. Recepção. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 11 .

Sistema e Tática Sistema É a forma de dispor (posicionar) os jogadores em quadra. Sistema Defensivo no Handebol É a maneira de coordenar as individualidades defensivas em conjunto. tanto no ataque como na defesa. Sua prática se dá a partir do controle da bola com sucessivos quiques da bola ao solo.Progressão: É a ação individual ou coletiva (2x2. Tipos de defesa Individual: pode ser em toda a quadra. o passe ou a progressão. Mista (combinado): é a fusão da defesa individual com a defesa mista. trios. com toda a equipe Drible: É o ato de superar o adversário com a posse de bola. 3x3 ou todos da equipe) de progredir com a bola a) objetivo: dar o ritmo ao jogo com propósitos de ataque ou contra-ataque b) classificação: poderá ser realizado de modo individual. com a intenção de superar o adversário. Zona: cada jogador defende em um determinado espaço. quartetos. tanto na defesa como no ataque. Tática É a maneira pela qual são postos em ação os sistemas adotados em um jogo. podendo ser no ataque ou na defesa. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 12 . a) objetivos: superar o adversário e assim conseguir uma melhor posição para o arremesso. meia quadra ou próxima aos nove metros. duplas.

as linhas de defesa podem ser se apresentadas das seguintes maneiras: Sistema Ofensivo Da mesma maneira que os sistemas de defesa. com troca de deverão posições e de passes rápidos. Circulação: os atletas deverão estar em constante movimentação. podendo ser classificado da seguinte maneira: Posicional: rápida circulação da bola. estes sistemas de ataque t também possuem suas vantagens. alguns jogadores permanecem em suas posições características enquanto os outros circulam. principalmente próximo à área de 6 metros. cada jogador ocupa a sua posição característica. Combinado: caraterizado pela mistura do posicional e do circulação. quem circula é a bola. desvantagens e aplicabilidade. cipalmente Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 13 .Respeitando-se uma disposição gráfica e linear.

é de 2 tempos de 30 minutos. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 14 . O intervalo de jogo é de 10 minutos. O tempo só para com a sinalização do time-out por parte do árbitro. o tempo de jogo tem de ser interrompido. c) No handebol o tempo de jogo é corrido. em ambos os casos o intervalo de meio tempo é de 10 minutos. os árbitros decidem por quanto tempo e quando.Jogadores As posições dos jogadores de handebol são: Goleiro (7) Armador central (3) Armador (ou meias) direito e esquerdo (5 e 2) Pivô (4) Extremas (ou pontas) direita e esquerda (6 e 1) Principais Regras Quadra a) b) c) d) e) f) Tamanho: 40m x 20m Gol: 3m x 2m Área de gol: 6m de raio Linha do tiro livre: 9m de raio Tiro de 7 metros: marca de 7m do gol Linha de delimitação do goleiro para cobrança de 7m: marca de 4m do gol Duração da Partida a) A duração normal da partida para todas as equipes com jogadores de idade igual ou acima de 16 anos. b) A duração normal da partida para equipes de jovens é 2x25 minutos no grupo de idade entre 12 e 16 anos e 2x20 minutos no grupo de idade entre 08 e 12 anos.

c) É permitido. sem a bola e jogar no campo de jogo. o goleiro deverá colocar a bola em jogo em no máximo três segundos. f) Se o jogador que vai entrar em quadra não esperar a saída do jogador a ser substituído. O Goleiro a) Dentro da sua área de gol o goleiro pode defender a bola. podem ser feitas quantas substituições forem necessárias ao longo do jogo. este. O jogador que deveria ser substituído também deve sair da quadra. respeitando o local destinado a elas e o jogador que vai entrar em quadra deve esperar a saída do jogador a ser substituído. de posse de bola. a equipe ficará com um jogador a menos por 2 minutos. equipes femininas jovens (acima de 14 anos) e equipes masculinas jovens (entre 12 e 16 anos) c) H1: 50-52 cm e 290-330g: para equipes femininas jovens (entre 8 e 14 anos) e equipes masculinas jovens (entre 8 e 12 anos). H2. com qualquer parte do seu corpo.Bola H1. Ele não pode retardar o jogo. será excluído do jogo por dois minutos. ou seja. sem nenhuma restrição. Neste Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 15 . d) Durante o jogo a equipe pode ficar com menos que 5 jogadores em quadra. e) As substituições devem ser feitas. deixar a área de gol. H3 a) H3: 58-60 cm e 425-475g: para homens e equipes masculinas jovens (acima de 16anos) b) H2: 54-56 cm e 325-375g: para mulheres. o jogador que entrou prematuramente em quadra. após o apito do árbitro. b) O goleiro pode deslocar-se dentro da área de gol. g) No handebol oficial. Equipes e Substituições a) Time completo: 14 jogadores b) Time para início da partida: 7 jogadores (6 de quadra e 1 goleiro) c) Uma equipe deve ter no mínimo 5 jogadores na quadra no começo do jogo.

f) Os jogadores da equipe adversária devem estar a no mínimo 3 metros de distância do jogador executante do tiro de saída. o tiro de saída é executado pela equipe que ganhou o sorteio e escolheu começar com a posse de bola. para fora pela linha de fundo. deve ser executado dentro de 3 segundos e com uma tolerância lateral de cerca de 1. não estão autorizados a cruzar a linha central antes do apito. enquanto ele próprio se encontra dentro da área de gol. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 16 . O tiro de saída é sempre precedido por um apito. Tiro Lateral a) O tiro lateral é ordenado assim que a bola ultrapassar completamente a linha lateral. d) No momento do tiro de saída. durante a partida. todos os jogadores devem estar na sua própria meia quadra.caso. para começar cada meio período. Tiro de Saída a) No começo do jogo. fica submetido às regras de jogo dos jogadores de campo. b) Após um gol ter sido marcado. após um gol ser marcado. e) Entretanto. já controlada.5 metros do centro da linha central. executado pela equipe que sofreu o gol. c) O jogador executante do tiro de saída deve ter um pé em cima da linha central até que a bola tenha deixado sua mão. Os companheiros de equipe do executante. f) Não é permitido tocar ou pegar a bola que se encontra. o jogo é recomeçado por um tiro de saída. parada ou rolando no solo. a equipe que fez o gol pode permanecer em ambas as metades da quadra de jogo. d) Não é permitido o goleiro sair da área de gol com a posse de bola ou retornar da área de jogo para a área de gol com a posse da mesma. fora da área de gol. e) Não é permitido lançar intencionalmente a bola. O adversário tem o direito de escolher o lado da quadra.

Tiro de 7 metros a) Um tiro de sete metros é ordenado nos seguintes casos: • Fazer fracassar uma clara chance de gol. pelo menos. durante o tiro de sete metros. d) A execução do tiro de lateral é feito sem a necessidade do sinal de apito do árbitro. g) Enquanto o tiro lateral está sendo executado. f) Se a bola ultrapassou a linha de fundo.b) O executante do tiro de lateral deverá manter. a fim de obter vantagem sobre o jogador atacante que está com a posse da bola. c) Um tiro de lateral é concedido quando a bola tocar o teto ou objeto fixado sobre a quadra. um pé sobre a linha lateral até que a bola tenha saído de sua mão. os adversários não podem estar a menos de três metros do executante. mesmo se a distância entre e o executante for inferior a 3 metros. b) Se um jogador atacante marcar um gol apesar da interferência ilegal dos defensores. e) O jogador que executar o tiro de sete metros deve posicionar-se atrás da linha de 7 metros. Depois do apito do árbitro. então não há razão para assinalar um tiro de 7 metros. os árbitros podem sinalizar um time-out. não mais distante do que 1 metro desta linha. d) Quando concederem um tiro de 7 metros. • Quando um jogador defensor invade sua própria área de gol. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 17 . de forma irregular. em qualquer parte da área de jogo. c) O goleiro deve respeitar a sua linha de limitação (linha de 4 metros). e) O tiro lateral é executado do ponto onde a bola cruzou a linha lateral. • Quando houver um apito não autorizado no momento de uma clara chance de gol. o executante não poderá tocar nem ultrapassar a linha de sete metros. após tocar em um jogador de defesa o tiro lateral é cobrado na interseção da linha lateral com a linha de fundo. porém os defensores sempre estarão autorizados a permanecerem no lado de fora da sua linha da área de gol. neste caso o tiro deverá ser cobrado no ponto mais próximo em relação ao ponto onde a bola tocou o teto ou o objeto fixado. mas somente se houver um atraso substancial.

podendo ser substituído após 2 minutos). não deveria ser subseqüentemente dado uma advertência. uma parte do pé do jogador executor deverá estar em permanente contato com o solo. expulsão Advertência: cartão amarelo. O tiro de 7 metros deverá ser executado dentro de 3 segundos após o apito do árbitro. não deve ser dado mais do que uma advertência. uma advertência deve ser dada: a) Faltas que vão além do tipo de infração que normalmente ocorre na disputa pela bola (atitude antidesportiva). exceto o cobrador. f) Para a cobrança do tiro de 7 metros. exclusão. b) A um único jogador. Punições: advertência. c) A um jogador que já teve uma exclusão por 2 minutos. Exclusão: 2 minutos sem o jogador punido: uma exclusão deve ser dada: a) Atitude antidesportiva repetida b) A partir da terceira advertência da equipe c) Falta de substituição ou entrada ilegal na quadra d) Por não soltar ou colocar a bola no solo quando da marcação de tiro livre contra a equipe que esta em posse de bola e) A terceira exclusão ao mesmo jogador sempre conduzirá a uma desqualificação. todos os jogadores. Os adversários devem estar fora da linha do tiro livre e a no mínimo 3 metros da bola. desqualificação. têm que estar fora da linha do tiro livre.antes que a bola tenha deixado a sua mão. uma desqualificação deve ser dada: a) Por causa da terceira exclusão para o mesmo jogador b) Por faltas que coloquem em perigo a saúde do adversário Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 18 . Não mais do que uma advertência deveria ser dada aos oficiais de equipe. e a uma equipe não deve ser dada mais do que 3 advertências. Desqualificação: cartão vermelho (o jogador desqualificado deve sair da quadra não podendo mais retornar a ela.

h) Não é permitido depois que a bola foi controlada. Toda expulsão deve ser precedida por um time-out. Uma expulsão deve ser explanada pelos árbitros no relatório de jogo para as autoridades competentes. após o término do jogo. cabeça. em relação à desqualificação. coxas e joelhos. nunca pelo lado ou por baixo da mesma. g) Durante o drible o contato da mão deve ser por cima da bola. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 19 . que deve ser assinalado pelo árbitro. tocá-la mais de uma vez. e) Não deve haver maiores conseqüências. Expulsão: a equipe joga com 1 a menos até o final da partida. uma expulsão deve ser dada: Quando um jogador é culpado de uma agressão durante o tempo de jogo. d) É permitido receber a bola. dentro ou fora da quadra d) Por causa de uma terceira exclusão para o mesmo jogador. i) Não é permitido tocar na bola com as pernas. j) O jogo continua se a bola toca um árbitro na quadra.c) Por conduta antidesportiva grosseira de um jogador ou oficial de equipe. dar três passos com a mesma na mão. braços. usando mãos (abertas ou fechadas). que deve ser assinalado pelo árbitro. agarrar. abaixo do joelho. O manejo da bola e o jogo passivo a) É permitido dar no máximo três passos com a bola na mão b) É permitido segurar a bola por no máximo três segundos. empurrar ou bater a bola. Toda desqualificação deve ser precedida por um time-out. f) Driblar ou rolar a bola com ambas as mãos alternadamente é permitido. tronco. parar. e) É permitido mover a bola de uma mão para a outra. driblá-la e então dar mais três passos e então passar ou arremessar a bola. exceto quando a bola foi atirada no jogador por um adversário. dentro ou fora da quadra de jogo. c) É permitido atirar.

Não é permitido atrasar repetidamente a execução de um tiro de saída. l) Não é permitido manter a bola em posse da equipe sem fazer uma tentativa reconhecível de ataque ou arremesso a baliza. por exemplo. que será penalizado com um tiro livre contra a equipe de posse de bola. invadiu a área de gol buscando obter vantagem. tiro lateral ou tiro de meta. d) Os jogadores da equipe atacante não devem tocar ou cruzar a linha de tiro livre dos adversários antes que o tiro livre seja executado. um jogador da equipe adversária entrou na área de gol no momento de um arremesso. um jogador da equipe adversária tocou a bola quando ela estava rolando ou parada no solo dentro da área de gol. c) O tiro de meta é executado pelo goleiro. passar ao redor de um jogador defensor. tiro livre. b) Quando o goleiro na execução de uma defesa a sua baliza desvia a bola para a linha de fundo é marcado um tiro de meta a seu favor.k) Se um jogador com a bola se movimenta para fora da quadra de jogo com um ou ambos os pés (e a bola ainda está dentro da quadra). o tiro livre concedido à equipe atacante é executado no local mais próximo imediatamente fora da linha de tiro livre (9 metros). Tiro de Meta a) Um tiro de meta é assinalado quando: o goleiro controlou a bola na área de gol. um jogador da equipe adversária. no local onde a falta foi cometida. sem o apito do árbitro. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 20 . c) Se este local esta situado entre a linha da área de gol e a de tiro livre da equipe que cometeu a infração. b) O tiro livre é executado sem nenhum sinal de apito do árbitro. Isto será considera como JOGO PASSIVO. de dentro da sua área de gol. isto deverá conduzir a um tiro livre para o adversário. (No handebol não há limite de faltas). sem a bola. e. Tiro Livre a) O tiro livre é marcado em qualquer situação de falta simples dentro da área de jogo. a bola cruza a linha de fundo. depois de ter sido tocada por último pelo goleiro ou pelo jogador da equipe adversária. em princípio.

e) Quando da execução de um tiro livre. exceto no caso de tiro de meta. então o jogador que tem a bola neste momento deve soltá-la ou colocá-la imediatamente no solo no ponto onde ele está. o executante deve ter uma parte de um pé em constante contato com o solo até que a bola seja liberada. f) Os árbitros devem dar continuidade ao jogo. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 21 . adiando uma interrupção prematura do jogo. os jogadores adversários deverão manter uma distância mínima de 3 metros do jogador executor. h) Tiros livres sinalizados por conta de jogo passivo devem ser executados do lugar onde a bola estava quando o jogo foi interrompido. Instruções para a execução dos Tiros a) Durante a execução. i) Um tiro livre também é usado como jeito de reiniciar o jogo em certas situações onde o jogo é interrompido: se uma equipe está em posse de bola no momento da interrupção. O outro pé pode ser apoiado e levantado repetidamente. então a equipe que a detinha por último deverá tê-la em posse de novo. c) Se for necessário o apito do árbitro. depois do apito. g) Se houver uma decisão de tiro livre contra a equipe que está em posse de bola . esta deve manter a posse. d) Após a cobrança do tiro o jogador executor não poderá mais encostar na bola antes que esta tenha tocado outro jogador ou a baliza. b) Um gol pode ser marcado diretamente de qualquer tiro. se nenhuma equipe está em posse de bola. para sinalizar um tiro livre. o executante deve jogar a bola dentro de 3 segundos.

Quadra de Jogo Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 22 .

Naismith perguntou se ele não dispunha de duas caixas com abertura de cerca de 8 polegadas quadradas (45. Com um martelo e alguns pregos.72 cm). A solução surgiu como um relâmpago: o alvo deveria ficar a 3.BASQUETEBOL História do Basquetebol Em 1891. com algum grau de dificuldade. Foi então que Luther Halsey Gullick. Sem dúvida. Havia um outro problema: se a bola fosse jogada com os pés. Mas seu espírito empreendedor o impedia. como o hóquei e o futebol. deveria ser jogado com uma bola. que pouco estimulavam aos alunos. e confiou-lhe uma missão: pensar em algum tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante o inverno. mas a bola não poderia ficar retida por muito tempo e nem ser batida com o punho fechado. que quicasse com regularidade. diretor do Springfield College. como Naismith desejava desde o início. Tamanha altura também dava um certo grau de dificuldade ao jogo. Imaginou primeiramente colocá-lo no chão. James Naismith chegou a pensar em desistir da missão. de 30 anos.05m de altura. chegou à conclusão de que o jogo deveria ter um alvo fixo. O zelador foi ao depósito e voltou trazendo dois velhos cestos de pêssego. para evitar conflitos entre os alunos. onde imaginava que nenhum jogador da defesa seria capaz de parar a bola que fosse arremessada para o alvo. mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas. para evitar socos acidentais nas disputas de lances. colégio internacional da Associação Cristã de Moços (ACM). Mas o jogo não poderia ser tão agressivo quanto o futebol americano. mas já havia outros esportes assim. maior que a de futebol. e deveria ter um sentido coletivo. o longo e rigoroso inverno de Massachussets (EUA) tornava impossível a prática de esportes ao ar livre. convocou o professor canadense James Naismith. Depois de algumas reuniões com outros professores de educação física da região. a possibilidade de choque ainda existiria. As poucas opções de atividades físicas em locais fechados se restringiam a entediantes aulas de ginástica. Mas qual seria o melhor local para fixar o alvo? Como ele seria? Encontrando o zelador do colégio. Refletindo bastante. Naismith decidiu então que o jogo deveria ser jogado com as mãos. Naismith prendeu os cestos na parte Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 23 . A preocupação seguinte do professor era quanto ao alvo que deveria ser atingido pela bola.

Havia 18 alunos na aula. Naismith selecionou dois capitães (Eugene Libby e Duncan Patton) e pediu-lhes que escolhesse os lados da quadra e seus companheiros de equipe. altura esta que permanece até hoje. Exatos 3. que tinha o fundo amarrado com uma corda mas poderia ser aberta simplesmente puxando esta última. pouco antes do Natal. a Narraganset Machine & Co. Sabe-se apenas que foi em dezembro de 1891. contendo 13 itens. as tabelas foram oficialmente introduzidas. teve a idéia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada. C. Outra limitação dizia respeito à própria cesta: a cada vez que um arremesso era convertido. Atualmente. no entanto. que ele pensava ter mais de 3m. uma em cada lado do ginásio. o que permitiria a rápida continuação do jogo. e consistiam em cilindros de madeira com borda de metal. nos mais de 170 países filiados à FIBA. em 1936. c não poderia imaginar a extensão do sucesso alcançado pelo esporte que inventará. Spalding & Brothers. Nascia a cesta de basquete. afixando-as num dos quadros de aviso do ginásio. Escolheu dois dos jogadores mais altos e jogou a bola para o alto. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 24 . Elas estavam tão claras em sua cabeça que foram colocadas no papel em menos de uma hora. Em 1895. Logo depois. O criativo professor levou as regras para a aula. um jogador tinha que subir até a cesta para apanhar a bola. e ele lançou ao alto a bola que iniciou o primeiro jogo de basquete nas Olimpíadas. o esporte é praticado por mais de 300 milhões de pessoas no mundo inteiro.05m. de Connecticut. No ano seguinte. alguns meses depois. e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol. tal corda foi abolida e a bola passou a cair livremente após a conversão dos arremessos. é que nem Naismith nem seus alunos tomaram o cuidado de registrar esta data. Seu momento de glória veio quando o basquete foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim. o primeiro jogo foi marcado por muitas faltas. foi cortar a base do cesto. Era o início do primeiro jogo de basquete. de Chicopee Falls (Massachussets) ainda em 1891. Curioso. Comunicou a seus alunos que tinha um novo jogo e se pôs a explicar as instruções e organizar as equipes. de modo que não se pode afirmar com precisão em que dia o primeiro jogo de basquete foi realizado.superior de duas pilastras. James Naismith escreveu rapidamente as primeiras regras do esporte. Como esperado. que eram punidas colocando-se seu autor na linha lateral da quadra até que a próxima cesta fosse feita. Mediu a altura. A primeira bola de basquete foi feita pela A. A solução encontrada. em 1892. As primeiras cestas sem fundo foram desenhadas por Lew Allen.

Rebote. Corridas com mudança de direção. o professor Shaw teve algumas dificuldades para convencer os homens a praticar o basquetebol que. Passe e Recepção. do colégio Mackenzie da cidade de São Paulo. disputava com o futebol a preferência da época. tempo e percepção do oponente. para trás e lateralmente. Conforme alguns autores. Saltos (com impulsão de ambas ou com apenas uma das pernas) Controle da bola: Trata-se da habilidade de dominar a bola em relação aos aspectos de espaço.O Basquetebol no Brasil Em 1896. Saídas rápidas. é a capacidade de manusear a bola nas diversas situações do jogo. também. Tipos: a) Fintas: são movimentos de corpo na tentativa de enganar a ação do defensor b) Parada Brusca: interrupção do deslocamento de um atacante para dificultar a ação da defesa c) Giro: é o movimento realizado com as pernas no sentido de se livrar de um defensor d) Outros gestos ainda são executados de maneira natural e não necessitam de técnica específica para a sua realização: Corrida para frente. Controle do Corpo: É a capacidade de controlar o corpo para realizar movimentos e gestos específicos do esporte. Controle da Bola. exigidos pela própria dinâmica do jogo. Fundamentos Controle do Corpo. Pelo fato de este ter sido praticado e aceito primeiro entre as mulheres. resumidamente. Arremesso. Tipos: a) Modo de segurar a bola b) Modo de receber a bola Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 25 . chegou ao Brasil a primeira bola (já oficial) de basquetebol. Drible. As alunas desse colégio foram as primeiras a praticar a nova modalidade. a partir da fundação da Liga Nacional de Basquetebol. através do professor norte-americano Auguste Farnham Shaw. o esporte já era reconhecido como profissional nos EUA. o Brasil foi o quinto país do mundo e o primeiro da América do Sul a conhecer o basquetebol. Nesse mesmo ano.

c) Com mudança de direção: utilizado quando for preciso fintar um adversário e colocar-se em melhores condições de arremessar ou passar. desprotegendo-a esperar que a bola chegue. o drible é o ato de bater na bola. para este fim. Tipos: a) Alto (Velocidade): utilizado quando o jogador se desloca em velocidade ou quando não está sendo marcado de perto. em vez de ir ao seu encontro receber a bola com uma das mãos e não segurar posteriormente. mantendo-os muito próximos do corpo. por entre as pernas e por trás do corpo) Principais Erros do Fundamento – Drible a) b) c) d) e) driblar com ambas as mãos ao mesmo tempo olhar para a bola ou para o solo conduzir ou bater na bola. juntando os polegares abrir demasiadamente os cotovelos afastar a bola do corpo. é a forma pela qual o jogador se desloca pela quadra com a sua posse. Drible: O drible é um fundamento de ataque com a bola. muitas formas diferentes de movimento. com giro. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 26 . colocar à frente a perna correspondente à mão do drible em deslocamento. o que dificulta o passe e a recepção. driblar com a bola bem à frente do corpo e acima da linha da cintura dificultando o deslocamento Passe: O passe é um fundamento de ataque que consiste em enviar uma bola de um jogador a outro. podendo o jogador utilizar. b) Baixo (Proteção): utilizado quando o jogador recebe uma marcação próxima e há uma necessidade de uma maior proteção da bola. O passe é também considerado a forma mais rápida de se avançar da zona de defesa para a zona de ataque. com as duas mãos não estender os braços. (pela frente do corpo. em vez de impulsioná-la contra o solo na proteção da bola.Principais Erros do Fundamento . impulsionando-a contra o solo com uma das mãos.Controle da Bola a) b) c) d) e) f) g) h) apoiar a bola na palma das mãos segurar a bola com a ponta dos dedos segurar a bola somente pela sua parte superior.

de gancho. dificultando o seu recebimento segurar a bola atrás da cabeça ou da linha do ombro colocar à frente a perna correspondente à mão do passe segurar a bola somente com uma das mãos. por cima da cabeça. pelas costas.. colocando-se muito distante ou muito próximo da cesta b) executar mais que dois tempos rítmicos.Os passes podem ser classificados de acordo: a) Distância: Curto: até 5 metros Médio: acima de 5 até 10 metros Longo: acima dos 10 metros b) Forma: De ombro. de peito. Ex. etc. quicado.: arremessar com a mão direita e elevar o joelho da perna esquerda Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 27 . não lhe dando o necessário apoio e proteção Recepção: É o ato ou ação de receber e controlar a bola a fim de dar seqüência à jogada Arremesso: O arremesso é um fundamento de ataque com bola. Principais Erros do Fundamento – Passe a) b) c) d) e) f) g) h) abrir demasiadamente os cotovelos ou manter muito próximos do corpo unir as pernas.. por baixo. cometendo uma violação (andada) c) não obedecer à simetria entre membros superiores e inferiores. realizado com o objetivo de se conseguir a cesta Tipos: a) Arremesso com uma das mãos com apoio b) Arremesso com salto (jump) c) Arremesso de bandeja d) Arremesso de gancho Principais Erros do Fundamento – Arremesso Bandeja: a) não calcular corretamente o local de impulsão. prejudicando o equilíbrio lançar a bola fora da linha de recebimento do companheiro lançar a bola muito antes do posicionamento do companheiro lançar a bola muito próxima do companheiro. por entre as pernas. com uma ou duas mãos.

Defesa ganha jogos. . Rebotes ganham campeonatos. eles estarão em condições de conseguir a posse da bola. Ataque vende ingressos. Pat Summitt Aspectos Táticos Sistema de Defesa e Sistema de Ataque Sistema de Defesa Os sistemas de defesa são ações táticas coletivas que objetivam um melhor rendimento defensivo. não protege-la devidamente. deixando que um adversário tenha facilidade em recupera-la. Portanto. toda vez que houver uma tentativa de arremesso os jogadores deverão posicionar-se de tal forma que. onde normalmente ocorrem os rebotes não sincronizar o salto com o ressalto da bola no aro ou na tabela conseguindo a posse da bola. se a cesta não for convertida. podem ser classificados em: a) individual b) zona c) sob pressão d) mista e) combinada Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 28 .Rebote: Em um jogo de basquetebol. o ato de recuperar a bola após um arremesso não-convertido é denominado rebote. Tipos: a) Rebote de defesa (defensivo) b) Rebote de ataque (ofensivo) Principais Erros do Fundamento – Rebote a) b) c) d) colocar-se muito embaixo da cesta não se colocar na região mais próxima à cesta.

2 1. Esse deslocamento é determinado pela movimentação da bola. devido ao posicionamento pré-determinado Desvantagens poderá provocar indecisão na marcação do(s) atacante(s) posicionado(s) naquela determinada área facilita a troca de passes facilita arremessos de média e longa distância necessita de muito entrosamento entre defensores para a execução das coberturas Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 29 . de acordo com a estatura dos jogadores facilita o rebote de defesa facilita as saídas para o contra-ataque dificulta o jogo próximo à cesta facilita a volta organizada para a defesa. proporcionando os arremessos de curta distância pode provocar um grande número de faltas pessoais exige um certo grau de preparação física Defesa por Zona: É o sistema que tem como característica a marcação por áreas e o deslocamento dos defensores nessas áreas.1 2.3.2 1.2 2.1 Vantagens propicia o posicionamento dos defensores em regiões.2.2.Defesa Individual: É o sistema que tem como principal característica a situação de um contra um. Tipos: 2. Vantagens dificulta passes e arremessos de meia e longa distância exige do defensor a correta execução dos fundamentos individuais de defesa define responsabilidades Desvantagens facilita as penetrações à cesta.3 3.1. cada defensor marca um atacante determinado. ou seja.

Vantagens a possibilidade de fazer com que o adversário altere seu ritmo de jogo. utiliza-se também de conceitos e características de outras defesas. a pressão pode ser individual e por zona. ou seja. Este tipo de defesa requer dos defensores muita condição física para suportar o ritmo de marcação a ser imposto para surpreender o adversário e tentar mudar o ritmo de jogo. em função da agressividade da defesa o fator surpresa. situação provocada pelo fato da defesa realizar 2 em 1 maior possibilidade de cometer faltas pessoais 30 . que pode levar os atacantes a cometerem erros e/ou violações forçar o ataque a realizar passes e/ou arremessos precipitados aumentar as possibilidades de recuperação de bola pela defesa Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski Desvantagens o ataque pode utilizar de forma eficiente os atacantes que momentaneamente estejam sem marcação. Além de suas próprias características.Defesa Sob Pressão: Tem como principal característica a situação de dois defensores marcando um atacante e a agressividade.

a defesa acaba confundindo o ataque. deve decidir o momento exato de passar ou arremessar a bola na cesta. É importante definir os nomes e funções das posições que um jogador pode desempenhar no ataque. que poderá perder tempo para se reorganizar Desvantagens é necessário grande entrosamento entre os defensores para que não ocorram falhas. Vantagens alterando a movimentação. prejudicando todo o sistema defensivo Sistema de Ataque Os sistemas de ataque são movimentações táticas coletivas que têm como objetivo principal a obtenção da cesta. Existem três posições que são distribuídas em função das características físicas e técnicas dos atacantes: Armador. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 31 . Pivô e Lateral (ala). pois qualquer desatenção ou falha poderá provocar uma situação ideal para que o ataque converta uma cesta. que realiza uma marcação especial exige maior atenção com relação à movimentação da bola e das coberturas Defesa Combinada: É o sistema de defesa que se utiliza de dois ou mais sistemas distintos em momentos diferentes do ataque. Requer muito entrosamento entre os jogadores. Vantagens faz com que o adversário tenha que se adaptar à defesa. Exemplo: um defensor marca um determinado atacante individualmente e os demais defensores marcam por zona. ter uma boa visão de jogo. Posição/Características Armador Fisicamente normalmente o armador é o mais baixo e o mais rápido da equipe Tecnicamente Deve passar e driblar bem. com movimentações de ataque que nem sempre são treinadas altera o ritmo de jogo do adversário dificulta a ação do principal atacante da equipe adversária Desvantagens desguarnece a área restritiva em função da retirada de um defensor.Defesa Mista: É o tipo de defesa no qual se utilizam dois sistemas simultaneamente em um mesmo ataque.

Lateral ou Ala Classificação dos Sistemas de Ataque Os sistemas de ataque NÃO apresentam uma clara definição em sua classificação. boa noção de rebote.Pivô o pivô deve ser alto e forte pode ser um jogador de estatura média e que não pode ser muito lento Deve saber fintar e girar. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 32 . Deverá ter um bom arremesso de média distância. ter um bom assremesso de curta distância (jump e gancho) e boa noção de posicionamento para rebote ofensivo. Isto devese especialmente à multiplicidade de opções que se apresentam na elaboração de um ataque.

15m) Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 33 . Equipes a) As equipes serão compostas por 5 jogadores cada (em jogo). Quadra a) A quadra de jogo terá dimensões de 28m (comprimento) x 15m (largura). 5. exceto no caso de lances livres. entre dois jogadores adversários no circulo central. c) Uma equipe perderá por número insuficiente de jogadores. o jogo prossegue com um passe realizado atrás da linha do campo da equipe que defende. o jogo recomeça por um lançamento fora das linhas laterais. Inicio do Jogo O jogo começa com um lançamento da bola ao ar. Após a marcação de ponto. pelo árbitro. bater na bola com o punho fechado também é proibido.Principais Regras 1. Reposição da bola em jogo Depois da marcação de uma falta. b) O jogo não pode começar se uma das equipes não estiver em quadra com 5 jogadores prontos para jogar. a equipe tiver menos que dois jogadores em quadra prontos para jogar. Como jogar a bola A bola só pode ser jogada com as mãos. a) b) c) Pontuação 1 ponto: lance livre 2 pontos: uma cesta da área de dois pontos 3 pontos: uma cesta da área de três pontos (atrás da linha de 6. 4. 2. b) As federações nacionais tem autoridade para aprovar. mais 7 suplentes. Duração do Jogo Tempo total do Jogo: 40m 1º Tempo: 20’’ 1P: 10’’ I: 2’’ 2P: 10’’ I: 15’’ I: 15’’ 3P: 10’’ 2º Tempo: 20’’ I: 2’ 4P: 10’’ O cronômetro só avança quando a bola se encontra em jogo. 7. 3. não é permitido andar com a bola ou provocar contato com os pés ou pernas. quadras de jogo já existentes com dimensões mínimas de 26m x 14m. para suas competições. 6. se durante a partida.

8. Empate Se o placar estiver empatado no final do quarto período, a partida continuará com quantos empatado tempos extras de 5 minutos forem necessários para desempatar. 9. Três, cinco, oito e vinte e quatro segundos Um jogador não pode ficar na área restritiva do adversário por mais restritiva que três segundos consecutivos enquanto sua equipe tem o controle a da bola na quadra de ataque e o cronômetro de jogo estiver ligado. Um jogador marcado de perto deve passar, arremessar ou driblar a bola dentro de cinco segundos. Sempre que um jogador ganha o controle da bola em sua zona de defesa, sua equipe deve fazer com que a bola chegue a sua zona de ataque dentro de oito segundos. Sempre que um jogador ganhar o controle de uma bola em quadra, sua equipe deverá tentar um arremesso para a cesta dentro 24 m segundos.

3 segundos

5 segundos

8 segundos

24 segundos

10. Zona de defesa A bola vai para a zona de defesa da equipe quando: a) Ela toca na zona de defesa b) Ela toca um jogador que tenha parte de seu corpo em contato com a zona de defesa 11. Bola pressa Considera-se bola presa quando dois ou mais adversários tiverem uma ou ambas as mãos sa sobre a bola, ficando presa. A posse da bola será da equipe que tiver a seta a seu favor. 12. Lance livre Os jogadores nas posições de rebote do lance livre ocuparão espaços em posições alternadas.

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13. Faltas Falta pessoal Uma falta pessoal é o contato faltoso com um adversário: segurar, bloquear, empurrar. a) Se a falta for cometida em um jogador que não está no ato do arremesso: A partida será reiniciada com uma reposição de bola no ponto mais próximo da infração (fora da quadra de jogo) b) Se a falta for cometida em um jogador no ato do arremesso, a este jogador será concedido o número de lance(s) livre(s) como segue: - Se o arremesso para a cesta é convertido, a cesta contará e um lance livre adicional será concedido. - Se o arremesso da área dos dois pontos não for convertido, dois lances livres serão concedidos. - Se o arremesso da área dos três pontos não for convertido, três lances livres serão concedidos.

Falta dupla: Uma falta dupla é uma situação em que dois adversários cometem faltas pessoais, um contra o outro aproximadamente ao mesmo tempo. Falta antidesportiva: Uma falta antidesportiva é uma falta de jogador com contato que, no julgamento oficial, não é uma tentativa legítima de jogar a bola diretamente, dentro do espirito e intenções da regra. Falta desqualificante: Uma falta desqualificante é um comportamento antidesportivo flagrante de um jogador. O jogador será desqualificado da partida se contra ele forem marcadas duas faltas antidesportivas. Falta técnica: É uma falta de um jogador que não envolve contato, que seja de natureza de comportamento. 14. Cinco faltas de um jogador Um jogador que tenha cometido cinco faltas pessoais e/ou técnicas, será informado pelo árbitro e terá que deixar a partida imediatamente. 15. Faltas da Equipe Uma equipe está em situação de penalidade de falta quando tenha cometido 4 faltas coletivas em um período. Depois da quarta falta, todas as faltas serão com lances livres.

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Quadra de Jogo

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sendo a altura de 1. O primeiro nome deste esporte que viria se tornar um dos maiores do mundo foi mintonette.6cm e seu peso era de 252g a 336g. A primeira quadra de Voleibol tinha as seguintes medidas: 15. Cameron na edição do "Physical Education" na cidade de Búfalo. em Massachusetts. Naquela época. o esporte da moda era o basquetebol. duas equipes de Holyoke fizeram uma demonstração e assim o jogo começou a se difundir por Springfield e outras cidades de Massachussetts e Nova Inglaterra. por isso. tendo em vista que a idéia básica do jogo era jogar a bola de um lado para outro. A bola era feita de uma câmara de borracha coberta de couro ou lona de cor clara e tinha por circunferência de 63. Halstead sugeriu que o seu nome fosse trocado para volley ball. O volley ball foi rapidamente ganhando novos adeptos. Por sugestão do pastor Lawrence Rinder.98m (do chão ao bordo superior). Em Springfield.235m. A primeira bola usada era muito pesada e. sendo posteriormente desenvolvido em outros Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 37 . foi publicado o primeiro artigo sobre o volley ball. surgindo assim o jogo de vôlei. pelo americano William G.VOLEIBOL História do Voleibol O vôlei foi criado em 1895. mas que tivera um rápida difusão. Morgan. Em 1900. Era. Em 1896. Este artigo trazia um pequeno resumo sobre o jogo e de suas regras de maneira geral. O comprimento era de 8. no entanto. numa conferência no Springfield's College.G. A rede tinha a largura de 0. criado apenas quatro anos antes. No ano seguinte. Spalding & Brothers a fabricação de uma bola para o referido esporte. Nova Iorque.24m de comprimento por 7. por sobre a rede. crescendo vertiginosamente no cenário mundial ao decorrer dos anos. No início. A. o Dr.T. entre diretores de educação física dos EUA.98m sobre a qual uma câmara de bola de basquete era batida. estas regras foram incluídas oficialmente no primeiro handbook oficial da Liga Atlética da Associação Cristã de Moços da América do Norte.62m de largura. escrito por J.7cm a 68. Morgan solicitou à firma A. o esporte chegou ao Canadá (primeiro país fora dos Estados Unidos). nos Estados Unidos. Um ano mais tarde. com as mãos. um jogo muito cansativo para pessoas de idade.61m. então diretor de educação física da Associação Cristã de Moços (ACM) na cidade de Holyoke. a uma altura de 1. Morgan idealizou um jogo menos fatigante para os associados mais velhos da ACM e colocou uma rede semelhante à de tênis. o mintonette ficou restrito à cidade de Holyoke e ao ginásio onde Morgan era diretor.Y.

No feminino. Coréia do Sul e Brasil. com o apoio da Federação Carioca de Volley Ball e aconteceu no ginásio do Fluminense. o volley ball foi admitido comoesporte olímpico e a sua primeira disputa foi na Olimpíada de Tóquio. O criador do volley ball. asiáticos. Em setembro de 1962. Itália. Levantamento. africanos e sul americanos. Fundamentos Os fundamentos são partes básicas que compõe o jogo como um todo. Polônia. Hungria. O primeiro campeão olímpico de volley ball masculino foi a Rússia. em 1949. através de uma missão governamental que tinha a finalidade de organizar a educação primária do país. entre 12 e 22 de setembro de 1951. a Tchecoslováquia foi a vice e a medalha de bronze ficou com o Japão. França. Bloqueio. Hungria. o esporte apresenta seis fundamentos: Saque. Defesa. Egito. Romênia. Filipinas (1910). Portugal. Recepção. Japão (1908).Japão. em 1910. Rússia. Ataque. O saque coloca a bola em situação de jogo pelo jogador da posição 1 e é considerado como sendo uma ação ofensiva. segundo a Federação Internacional de Voleibol (FIVB). em 1964. Estados Unidos e Uruguai. Bulgária. começa o jogo ofensivo e) em partidas entre equipes de nível próximo. Saque: É o fundamento que inicia a jogada (rally). ficando a Rússia em segundo e a Polônia em terceiro. sendo campeão o Brasil. Willian Morgan. como na China. Tchecoslováquia. México entre outros países europeus. no masculino e no feminino. sendo seu primeiro presidente o francês Paul Libaud e tendo como fundadores os seguintes países: Brasil. no Rio de Janeiro. Estados Unidos. com a presença de 10 países no masculino . no Congresso de Sofia. o primeiro país a conhecer o volley ball foi o Peru. morreu em 27 de dezembro de 1942. na Tchecoslováquia. aos 72 anos de idade. devido ao seu porte físico. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 38 . conhecido pelo apelido de "armário". Iugoslávia.países. O primeiro campeonato mundial foi disputado em Praga. Holanda. vencido pela Rússia. Na América do Sul. Tchecoslováquia. em Paris. Holanda. o campeão foi o Japão. o jogador terá no máximo 8 segundos para realizar o saque. pode ser decisivo f) regra: após o apito do árbitro. Romênia. a) é classificado como principio de ataque b) inicialmente destinava-se apenas a colocar a bola em jogo c) é iniciador do jogo e de uma cadeia de ações vantajosas para a equipe que o executa d) com o saque. A Federação Internacional de Volley Ball (FIVB) foi fundada em 20 de abril de 1947. O primeiro campeonato sul-americano foi patrocinado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD).

quando evoluiu para o duplo c) sua introdução provocou diversas mudanças no voleibol. É considerado um principio de defesa. O bloqueio é a primeira das linhas de defesa contra o ataque adversário. atenção e paciência são fundamentais quando o adversário encontra-se pronto para sacar d) erros resultam em pontos para o adversário e) a possibilidade de recepção de toque obrigará armações mais próximas a rede Levantamento: É o passe que antecede o ataque. Também é chamada como a primeira tentativa de defesa de uma equipe. principalmente as de ordem tática d) é a base de toda defesa e o ponto de partida para o sistema defensivo Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 39 . a) é um dos fundamentos decisivos para a elaboração da tática do time b) exige uma segurança e correta execução. O fundamento do ataque tem por objetivo primordial golpear a bola para a quadra adversária na tentativa de vencer o bloqueio e a defesa adversária. a) principal fundamento de ataque b) exige domínio. é uma ação terminal. o atacante deverá ter capacidade para atacar a bola com força e velocidade. força. Para que isso ocorra. a) é um principio de defesa b) apareceu no inicio da década de 1920 e foi usado somente com um jogador (simples).Recepção: É uma ação em que o jogador tentará receber o saque efetuando um passe para o levantador. Para a escola russa. servindo também para orientar a defesa de quadra. velocidade e precisão c) é considerado de difícil execução e de difícil aprendizagem Bloqueio: É a tentativa de interceptar a bola vinda da quadra contrária atacada sobre a rede por um jogador de ataque. bem como variá-la de modo que a trajetória de ataque atinja velocidades diferentes. empregada freqüentemente e que influência decisivamente no resultado do jogo. é a ‘’alma do ataque’’ a) o levantador deve ter máxima precisão com grande variedade de jogadas b) a maior ou menor habilidade dos levantadores define o próprio sistema de jogo de uma equipe Ataque: É o fundamento que finaliza a jogada. até o final dos anos 30. caso contrário não será possível armar um bom ataque c) na preparação para a recepção.

com uma vantagem mínima de dois pontos em relação à equipe adversária. coragem. um preparador físico e um médico d) um dos jogadores. deve estar indicado na súmula do jogo e) as camisas dos jogadores devem ser numeradas de 1 a 18 f) g) se a equipe que saca.Defesa: A defesa é uma ação que objetiva recuperar bolas vindas do ataque adversário que ultrapassam o bloqueio criando condições para o contra-ataque. Em caso de empate em 24 ponto. são permitidas. vence um rally. agilidade b) as defesas e suas quedas imprimem a dinâmica e o espirito de luta do voleibol Principais Regras a) deve-se enviar a bola acima da rede. seis substituições em cada set. um técnico. enviando-a por cima da rede para a quadra adversária. o set decisivo (5 set) será jogado com uma contagem de 15 pontos. Um ou mais jogadores podem ser substituídos no mesmo momento k) Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 40 . no máximo. além do contato do bloqueio b) a bola é colocada em jogo com um saque: o sacador golpeia a bola. como tal. Cada equipe tem direito a três toques para o retorno da bola.) i) j) a equipe vencedora é aquela que ganha três sets no caso de ocorrer um empate de sets (2x2). a) é um dos fundamentos mais difíceis. um assistente técnico.. A equipe que ganha o rally marca um ponto e o direito de sacar novamente c) uma equipe pode ser composta. com o intuito de fazer cair na superfície da área da equipe adversária. como também evitar que a outra equipe possa fazê-lo. ela ganha um ponto e continua sacando se a equipe receptora do saque vence um rally. no máximo.. o jogo continua. é o capitão da equipe e. exceto o libero. 27-25. até que dois pontos de vantagem sejam conquistados (26-24. exige concentração. por 12 jogadores. ela marcará um ponto e deverá fazer a rotação de seus jogadores e executar o próximo saque h) um set (exceto o 5 set) é ganho pela equipe que primeiro atingir 25 pontos. vencendo a equipe que tiver uma vantagem mínima de dois pontos para cada equipe.

mas ele só poderá ser substituído pelo mesmo jogador a quem substituiu.l) em cada set. somente uma vez. Caso isso não seja possível .vermelho: expulsão do set . que estiver no centro é o levantador Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 41 .amarelo e vermelho juntos: desqualificação (expulsão do jogo) Sistemas Táticos Ofensivos Sistema 6x0 Todos os jogadores são atacantes e levantadores. bloquear ou participar de uma tentativa de bloqueio r) cartões: .amarelo: perda do rally (um ponto para o adversário) . a equipe é declarada incompleta o) é proibido bloquear o saque da equipe adversária p) após cada set. n) um jogador expulso ou desqualificado deve ser substituído respeitando os procedimentos de uma substituição normal. para a mesma posição inicial m) um jogador substituto pode entrar no jogo somente uma vez em cada set. exceto no 5 set q) o libero não pode sacar. as equipes trocam de lado na quadra. um jogador da formação inicial pode deixar o jogo e retornar. no lugar de um outro jogador da formação inicial.

Sistema 4x2 Sistema 6x2 (4x2 com infiltração) Sistema 5x1 Posições Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 42 .

Quadra de Jogo Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 43 .

fazendo com que o corpo adquira automaticamente o ângulo desejado.mantê-lo no conjunto em uma linha -se reta. Partindo da posição estática. planta do pé e ponta dos pés. corpo começa a se inclinar à frente. ncia Ângulo do Corpo: O ângulo em que o corpo se coloca durante a corrida é uma característica natural porque à medida que o corredor acelera a passada. a utilização da ponta dos pés é grande.ATLETISMO Corridas Conceito: É uma sucessão de saltos com progressão horizontal. À medida que aumentamos a velocidade desta corrida perdemos gradativamente desta o contato do calcanhar com o solo. Os sucessivos impulsos fazem com que qualquer elemento ao progredir horizontalmente observe seu contato com o solo. isso ocorre quando os olhos enfocam um ponto a cer distância na pista. Este sistema provoca sucessivos apoios dos pés sobre o solo de maneira alternada. na caminhada. em uma tomada natural de equilí equilíbrio. A medida em que se aumenta a velocidade desta caminhada aumenta aumenta-se também o ciclo de contatos com o solo. Para encontrar o ponto ideal da inclinação do corpo. Ao caminhar observamos que em primeiro lugar realizamos o deslocamento do r centro de gravidade provocado por vários grupos musculares. passa na corrida lenta a ter menor projeção. o que coloca a certa cabeça posicionada corretamente. O ciclo da fase aérea entra em ação. com pés unidos poderemos avaliar toda a performance técnica de um indivíduo. ou seja. o tronco e a cabeça. deve. Possui uma fase aérea maior ou menor dependendo da velocidade de progressão. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 44 . A freqüência das passadas deverá ser intensa. O ciclo de deslocamento na caminhada é realizado por calcanhar. Nas provas de velocidade. rogredir quanto maior a velocidade menor será o contato do calcanhar com o solo. formada pela que está atrás (perna de apoio posterior). provocado pela série de impulsos gerados pela ponta do pé. Na maioria dos casos. porém em nenhum momento ocorre a perda do contato com o mesmo. Ao realizarmos uma corrida lenta ocorre o contato de todo o pé com o solo (pé chapado). A acentuada posição do calcanhar. por exemplo. Quanto mais rápida a caminhada mais rapida rapidamente se passará à fase da corrida.

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 45 . Movimentação das Pernas Ao realizar a passada. (a) Já nas provas mais longas coloca primeiro se coloca-se a parte anterior do pé e depois a parte lateral externa (b). porque a inclinação do corpo é mais ace acentuada para aumentar o impulso de deslocamento. a ponto de alguns corredores declararem. A ação dos braços é de muita se importância. Colocação dos Pés: A colocação do pé no solo.Movimento dos Braços: Os braços devem movimentar-se lateralmente em relação ao : se tronco. o pé deverá meio-fundo.Os braços são os maiores equilibradores do corpo e também responsáveis pela coordenação. sendo que o calcanhar aproxima arte aproximase mais do solo em comparação com as corridas de velocidade. faz com que o joelho se eleve mais para cima e para frente. apontados para frente. apoiar-se primeiramente sobre o metatarso. em certas situações (falta de condições ideais nas pernas). o pé responsável pelo apoio posterior só Pernas: deixa o solo após a extensão total da perna. as pernas executam um xtensão movimento pendular. Nas provas mais longas.Durante a movimentação dos braços. conseqüentemente. onde o calcanhar fica mais elevado (predomina a ponta do pé). por exemplo. Sua ação consiste em balanceamento rítmico. Nas corridas de meio fundo. Já nas provas de velocidade o movimento é circular. com elevação não muito acentuada do calcanhar da perna de trás. partindo da articulação do ombro e balanceamento flexionando-se em um ângulo de mais ou menos 90º. Em todos os casos. no momento em que essa perna vai à frente para realizar o apoio seguinte. havendo uma flexão mais acentuada da perna traseira que provoca uma aproximação maior do calcanhar junto à parte posterior da a coxa e. ao realizar os apoios nas passadas. (c). as mãos devem estar totalmente descontraídas e voltadas para baixo. depende muito do estilo próprio do corredor. os pés devem ser colocados paralelamente um ao outro. que finalizaram determinadas provas correndo com os finalizaram braços.

não obedecendo raia alguma. os atletas deverão sair cada um em sua raia. O atleta da raia 3 à frente da raia 2. a 800 m rasos Dependendo do número de participantes. cada atleta deverá ocupar uma raia. A chegada também será livre. Não poderá haver invasão da raia adversária. Logicamente. Com os mesmos princípios dos 200 metros rasos. Se o número de atletas for pequeno. isto é. percorrendo. Como nos 100m rasos. utilizarse da pista livre. O atleta que correr na raia 1 será seu ponto de partida exatamente nos 200 metros. logo após. para tal. A largada é realizada sem os blocos de partida. Pois é preciso haver uma compensação. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 46 .Análise das Provas 100 m rasos A largada é realizada no início da reta principal de uma pista de atletismo. até o fim da prova. isto é. Em provas oficiais. O atleta da raia 2 deverá largar um pouco mais à frente que o atleta da raia 1. Se a prova for realizada com escalonamento. O atleta deverá percorrer os 100m em sua raia. somente os primeiros 100 metros da prova dentro da mesma. ou seja. no qual lhe coube através de sorteio. sob pena de desclassificação. Os atletas deverão permanecer em sua respectiva raia até o fim da prova. Para isto. deveremos ou não realizar a prova com escalonamento. todos os atletas devem sair em blocos de partida. O motivo de escalonamento é em virtude de evitar-se o choque de atletas em início de uma curva. assim por diante. Cada atleta ocupa uma raia. 400 m rasos A largada é realizada no início da 1 curva. os atletas deverão sair escalonados. para que todos percorram 400 metros em sua respectiva raia. poderemos ter uma prova com largada em pista livre. os atletas não precisarão ocupar raias determinadas. podendo. todos os atletas atrás de uma linha curva estabelecida pela direção da prova. o escalonamento será feito de maneira que cada atleta percorra os 800 metros em igualdade com os demais concorrentes. 200 m rasos A largada é realizada no início da 2a curva. Será desclassificado se percorrer os 100m na raia que não lhe pertence. quer seja na direita ou esquerda. na metade de uma pista oficial. portanto com diferente escalonamento. todos deverão correr exatamente 200 metros.

quer dizer. Não há escalonamento.000 metros rasos.96 m de largura. A largada será atrás de uma linha curva determinada pela direção da prova. mais 12 voltas completas. os obstáculos terão 0. A saída é no fim da 1a reta.500 m rasos A largada é feita em pista livre (linha curva). Para as a. Pista livre. A largada é dada no mesmo local dos 800 metros rasos.500 metros rasos.000 m. Corrida com Obstáculos: As distâncias padrão serão 2. devendo ser removidos os obstáculos até que os competidores tenham iniciado a primeira volta.000 m rasos Critério idêntico aos 1. São realizados 200 metros.96 m de largura. Mesmo local dos 2. Na prova de 3. provas femininas. atrás de uma linha curva estabelecida pela direção da prova. a distância entre elas será aproximadamente a quinta parte do comprimento normal de uma volta (80m).1. Largada no fim da 1a reta início da 2a curva. 5. Em pista de 400 metros serão 300 metros mais 3 voltas completas. Os obstáculos estarão distribuídos de forma regular. Na corrida de 3.000 m rasos São 25 voltas completas.000 m. 10. Os obstáculos devem ter 0.000 m e 18 saltos sobre obstáculos e 5 sobre o fosso de água na prova de 2.000 m e 3. atrás de uma linha curva estabelecida pela direção da prova.000 m com arte obstáculos.000 m haverá 5 saltos por osso volta completa. a distância da saída ao começo da primeira volta não deve incluir nenhum salto.762 m de altura e 3. sendo a passagem do fosso o quarto dos mesmos.914 m de altura e pelo menos 3. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 47 . sem escalonamento. Haverá 28 saltos sobre obstáculos e 7 sobre o fosso de água na prova de 3.

deverá sempre ser a que o atleta tiver mais facilidade de elevar em primeiro lugar para ultrapassar a barreira. A partida usada será a baixa (com blocos de partida). No momento do tiro. ocasionando desequilíbrio e perda da velocidade. da partida até atingir a primeira barreira serão dadas 7 ou 8 passadas. no entanto. para ultrapassar a barreira. com a ponta do pé para cima. Esta varia para cada atleta. A perna de abordagem. pois isto resultará num choque violento.Corrida com Barreiras: A corrida com barreiras consiste em cobrir um determinado percurso. b) Abordagem Quando o atleta não tem idéia de qual é sua perna de abordagem e visamos prepará-lo para uma corrida de 400m (em que há passagem nas curvas). é mais aconselhável que se mude a posição das pernas nos blocos de partida do que mudar a perna de abordagem. Principais Erros a) Elevar a perna descrevendo um arco lateral. passando sobre barreiras colocadas na pista. Nos 110 metros com barreiras. O atleta deve procurar dar a impulsão sempre de uma mesma distância da barreira. Os autênticos barreiristas devem trabalhar a distância até a primeira barreira tão a fundo que possam passa-la de olhos vendados. A perna de abordagem deve elevar-se semiflexionada. b) Elevação da perna totalmente estendida. Outra qualidade importante é a flexibilidade dos quadris. O ideal é sete passadas até o momento para elevar a perna de abordagem. e a outra de “perna de impulsão”. Para facilitar o estudo da técnica da corrida. quando o pé tocar o solo. se necessário. O tronco deve estar na posição mais ereta aos 8 ou 10 metros da saída. o que permitirá maior facilidade na ultrapassagem das barreiras. Cada atleta tem mais facilidade em elevar. determinada perna. podemos dividir a corrida nas seguintes fases: a) Partida A corrida com barreira exige grande velocidade. Chamamos esta perna que se eleva primeiro de “perna de abordagem”. deve colocar-se em posição normal mais rapidamente que o velocista. em primeiro lugar. mas podemos dizer que uma distância média de 2 metros é a recomendável. pois nas curvas o corpo estará inclinado para a esquerda. devemos treiná-lo para que faça a abordagem com a perna esquerda. e a perna direita. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 48 . Muitas vezes a posição dos blocos de partida não permite que o atleta atinja a primeira barreira com a perna que tem mais facilidade para aborda-la. A característica principal do barreirista é a velocidade completada pela perfeita transposição das barreiras. que passa flexionada sobre a barreira. irá faz-lo com mais facilidade. Nesse caso. com o pé em extensão.

a perna de impulsão deverá ser puxada rapidamente para frente até o pé tocar o solo. a fim de não desequilibrar o atleta. somente assim o pé de abordagem poderá apoiar-se no solo próximo à barreira. para não ocorrer a perda do equilíbrio. Depois de passar sobre a barreira. sendo aconselhável amplia-lo um pouco mais. igual o das corridas de velocidade. deverá continuar no movimento natural de corrida. e) Corrida entre as barreiras A corrida entre as barreiras deve ser feita com passadas largas. Isto evita que o atleta de um salto. Essa distância é de aproximadamente 1.50m. ocasionando perda de velocidade. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 49 . deverá ser flexionada. Nas corridas de 100 e 100m deverão ser dadas três passadas entre as barreiras. após a sua ultrapassagem. A barreira deve ser passada e não saltada. o que possibilitará a corrida sem perda da velocidade. O movimento de braços é normal. c) Passagem sobre a barreira A perna de abordagem deve iniciar o movimento descendente a uns vinte centímetros antes da barreira. A parte inferior da coxa da perna de abordagem deverá passar o mais próximo possível da barreira. O pé deve tocar o solo pela planta. após deixar o solo. O tronco deverá ser flexionado para passar sobre a barreira. pois o tronco flexionado. quinze. o braço não deverá ser puxado rapidamente para trás. permitindo que o centro de gravidade do atleta fique à frente desse pé. a perna se eleva com mais facilidade. perna semiflexionada e o centro de gravidade deverá estar à frente do pé da perna de abordagem. Após o apoio no solo. porém não exageradas.c) A perna de impulsão só deixará o solo depois de totalmente estendida. d) Apoio após a passagem O pé da perna de abordagem deverá tocar o solo próximo à barreira. Isto por dois motivos: a) imprimir maior velocidade ao corpo durante a passagem e b) facilitar a passagem da perna de impulsão. A perna de impulsão. e nas corridas de 400m.

a distância da linha de saída à primeira barreira será de 45 m. A distância da linha de saída até a primeira barreira será de 13 m.72 m.A distância da linha de saída até a primeira barreira será de 13.5 m e a distância da última barreira à linha de chegada será de 10. 100 m com barreiras (prova feminina) Consiste em passar sobre 10 barreiras dispostas em cada raia ao longo de 100 m. Para ambas as provas.f) Corrida final: A primeira passada após a última barreira deve ser executada como foi para as anteriores. o atleta reunirá todas as forças a fim de passar pela linha de chegada.14 m e a distância da última barreira à linha de chegada será de 14. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 50 . a distância entre as barreiras será de 9. com o máximo de velocidade possível. Nas provas com barreiras se um competidor passar seu pé ou perna abaixo do plano horizontal da parte superior de alguma barreira.5m. Depois disso. no momento da passagem. As barreiras devem ter 0.914 m de altura (masculino) e 0. a distância entre as barreiras será de 9. As barreiras devem ter 0.067 m de altura. ou ultrapassar uma barreira fora de sua raia. 400 m com barreiras (prova masculina e feminina) Consiste em passar 10 barreiras dispostas em cada raia ao longo de 400 m.02 m.762 m de altura (feminino). A distância entre as barreiras será de 35 m e a distância da última barreira à linha de chegada será de 40 m. ou se na opinião do Árbitro Geral derruba-a deliberadamente com o pé ou mão será desclassificado. 110 m com barreiras (prova masculina) Consiste em passar sobre 10 barreiras dispostas em cada raia ao longo de 110 m. As barreiras devem ter 1.838 m de altura.

constituída de um espaço de 20m situado dentro da raia. No caso do revezamento 4x100m. onde o corredor que recebe o bastão se coloca em posição de espera do companheiro que traz o bastão. Portanto. Como é necessário que as trocas sejam efetuadas em velocidade (4x100). A corrida de revezamento consiste em percorrer uma certa distância por etapas. sendo cada etapa percorrida por um corredor. A zona de passagem do bastão tem 20 metros. Ao tiro de largada deverá correr e entregar ao 2º atleta de sua equipe (entrega somente dentro da zona de passagem). colocando no local de largada. e nem prejudicar equipes adversárias durante a passagem de bastão. Daí a denominação de corrida de revezamento. a zona de passagem é marcada 10m antes e 10m depois de cada 100m que constituem cada uma das etapas da prova. a primeira zona tem seu início aos 90m e o final nos 110m. o conjunto de três zonas de passagem. A segunda se inicia ao 190m e finaliza nos 210m e a terceira com início nos 290m e final nos 310m. O 2º atleta de posse do bastão entregará ao 3º de sua equipe e este ao 4º último atleta da equipe. Cada equipe é composta por quatro corredores. a qual é feita dentro da zona de passagem. O 1º atleta de cada equipe. Cada equipe possui 4 atletas. com um bastão numa das mãos. sendo que cada um deles percorre uma distância semelhante (100 ou 400 metros). Não deverá haver invasão de raia por qualquer equipe. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 51 . desta maneira. devido a troca realizada entre os corredores. denominado zona opcional. conduzindo um bastão.Revezamentos Revezamento 4x100m: A largada é dada no mesmo local dos 400 m rasos. existe um espaço de 10m antes do início da zona de passagem. Esse bastão é conduzido de mão em mão entre todos os componentes da equipe. dispostos nos 4 pontos distantes da posta. formando. sendo desclassificada a equipe que realizar uma passagem de bastão fora da zona. sendo que o quarto corredor da equipe apenas recebe o bastão e o conduz até o final. em que cada corredor corre a distância de 100m. em bloco de partida.

Para isso. com as pernas afastadas. numa posição favorável para executar sua ação. O corredor que vai receber o bastão deve se colocar no começo da zona opcional. e (4x200) e nela o receptor. a fim de não perder velocidade com o movimento de cabeça. tendo o peso do corpo sobre a perna da frente. Passagem não visual ou às cega A passagem não visual é empregada nos revezamentos de cegas: velocidade intensa (4x100). b) Saída Semi-agachada: É a posição de espera em que o corredor. ligeiramente inclinado para frente. do lado oposto à mão que está apoiada. não olha para o bastão. em posição normal de corrida. faz se uma marca na pista. Antes da zona opcional (10 a 15 pés). após iniciar a corrida.Essa zona tem por objetivo permitir ao corretor receptor do bastão iniciar a sua corrida com antecedência. até que o bastão seja passado de um corredor para outro. com o olhar dirigido ao ltada companheiro que vem ao seu encontro. a fim de entrar na zona de passagem em alta veloci velocidade. O braço livre é colocado atrás. existem duas maneiras de orável posicionamento: a) Saída alta: O corredor se coloca em pé. sendo assim. A cabeça deve estar voltada para trás. a maior responsabilidade da passagem está com o entregador. postado no início da zona opcional. se coloca na posição de três apoios. e Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 52 . observando o companheiro que se aproxima. porque. que serve como faz-se ponto de partida para o receptor do bastão iniciar sua corrida e não olha mais para trás. O olhar deve estar voltado para trás. sse obtida através de treinamento. a partir desse instante. toda a ação realizada pelos dois corredores é automática. para igualar à velocidade do companheiro que está chegando. com as pernas em afastamento e a mão c contrária ao pé da frente apoiada no chão.

pois este se encontra descansado. que se afasta dos demais. estende para trás um dos braços. b) Alemão ou Ascendente: Para receber o bastão. Dessa forma. à exceção do polegar. que deve estar voltado para baixo. passagem está com o receptor. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 53 . livre do mesmo. colocando se em posição de recepção. em virtude de o atleta que vai entregar o bastão já vir cansado e ter o recebedor de olhar o entregador e arrancar o bastão de sua mão. previamente determinado. na mão do receptor. o corredor coloca o braço de ação semiflexionado para trás. ao ouvir o sinal do companheiro que está receber de posse do bastão.Passagem visual: A passagem visual é empregada nos revezamentos de 4x400m e maiores. o bastão é colocado em sua mão através de um movimento de baixo para cima. Tipos ou Estilos da Passagem do Bastão a) Francês ou Descendente Neste estilo o corredor que vai receber o bastão. a maior responsabilidade da mão. dando prosseguimento à corrida. colocando a palma da mão voltada para cima e com os dedos unidos. Nesse momento. devido à trajetória de elevação do bastão para ser colocado na mão do corredor receptor. e pela extremidade o. o corredor que colocando-se conduz o bastão coloca-o. tendo os dedos unidos. o que facilita a entrega seguinte. com exceção do polegar. coloca o braço em posição de corrida. com a corredor palma da mão voltada para o companheiro que se aproxima. A vantagem deste estilo está no fato de que a seguimento maneira como o bastão é colocado sobre a mão do companheiro possibilita um espaço livre maior. Nesse caso. através de um movimento de cima para baixo. que o agarra rapidamente. ao passo que o entregador chegará esgotado. Daí a denominação de passagem ascendente. executado pelo companheiro que faz a passagem. em direção ao solo.

Ex. b) Método Alternado Neste método não existe a troca de mãos. por onde fará a sua corrida. por este motivo. para prosseguir a corrida. Métodos para o Desenvolvimento do Revezamento Além dos estilos e tipos de passagem do bastão. o bastão é transportado na mesma mão que o recebeu e. que completam o mecanismo das corridas de revezamento. o primeiro corredor leva e passa o bastão com a sua mão direita. esse método já não é o mais indicado. são utilizados dois métodos. pela ordem. troca o bastão de mão. realizando. isto é. Assim. No conjunto todo. este. e assim sucessivamente. uma ação uniforme. uma vez que o bastão será depositado em sua mão esquerda. imediatamente.: o primeiro corredor parte com o bastão na mão direita e entrega-o ao segundo em sua mão esquerda. portanto. dizem respeito à maneira pela qual o bastão deve ser conduzido durante a trajetória da corrida. visando o melhor rendimento na corrida. passando-o à direita. leva e passa o bastão com sua mão esquerda. o uniforme e o alternado. uma vez que a mão receptora deve se unir ou ficar muito próxima à mão do companheiro que faz a entrega.O inconveniente deste estilo reside no perigo de o bastão cair da mão. ou seja. diz respeito aos métodos empregados para o desenvolvimento de todo o conjunto dos revezamentos a serem efetuados no transcorrer da prova. a) Método Uniforme Caracterizado pela troca de mãos. a metade anterior do bastão precisa ficar livre. o terceiro recebe. correndo pelo lado interno da pista. a fim de não faltar espaço no bastão nas passagens seguintes. torna-se necessário adotar algumas medidas para a disposição de cada um dos componentes da equipe dentro da pista. Para isso. Considerando que existe uma pequena perda de tempo e uma ligeira influência negativa na ação da corrida. Esses métodos. porque o corredor recebe o bastão em uma das mãos e imediatamente passa-o para a outra. um outro procedimento a ser levado em consideração. o corredor que transporta o bastão na mão direita corre pelo lado interno da sua baliza e o que recebe já está postado no lado externo da baliza. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 54 . de forma que os quatro corredores realizam suas etapas da corrida conduzindo o bastão na mão direita. a mão na qual o bastão deve ser transportado. o segundo corredor recebe. correndo pelo lado externo da baliza.

assim. sendo o 4o (último). d) Qual o mais combativo – normalmente. a fim de recuperar terreno porventura perdido pelos 1o e 2o corredores. o qual deverá tentar obter. f) Quais os homens mais hábeis na passagem – esses deverão ser colocados na 2a e 3a posições.transporta e passa o bastão com a sua mão direita. é colocado na 3a posição. e) Quais as duplas que melhor se entendem deveremos distribuir os homens de maneira que os que melhor se entendam façam a passagem de um para o outro. finalmente. razão pela qual esse método se denomina alternado. g) h) Estratégia no dia da competição: é um fator importantíssimo para o treinador. deveremos distribuir os homens de maneira que só corram nas curvas os que o fazem melhor. para fazer a chegada. pois são eles que fazem recebimento e passagem do bastão. direita. b) Qual o homem que tem partida mais rápida – deverá ser colocado em 1o lugar. levamos em consideração as características individuais de cada um. ao passo que o 1o só faz entrega e o último só faz recebimento. o revezamento. Disso se conclui que os revezamentos foram realizados alternadamente – direita. nas quais se observa o seguinte: Não há um princípio fixo que determine a disposição dos corredores na pista para o revezamento para sabermos qual será colocado em 1o lugar ou em último. fechando. até ultrapassar a linha de chegada. o mais veloz deles. indicações seguras sobre o estado físico e de Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 55 . pois o primeiro da equipe é o único que emprega a partida baixa. que deverão formar uma única unidade. Disposição dos Corredores na Pista Para a seleção dos elementos. c) Qual o melhor finalista – naturalmente será colocado na última posição (4o). em que cada um dos atletas integrante deve estar totalmente adequado a sua função. Quais os homens que melhor ocorrem na curva – de acordo com o tipo de revezamento a ser disputado e com a pista onde será realizada a competição. os dois mais velozes são colocados em 1o e 4o lugares. esquerda. teremos que considerar uma série de fatores. a saber: a) Quais os homens mais velozes: normalmente. correndo pelo lado interno e. o quarto e último componente da equipe recebe o bastão em sua mão esquerda e o mantém na mesma durante toda a corrida. esquerda. antes da corrida.

Uma boa disposição tática dos corredores poderá. Precisa estar bem entrosado com o terceiro corredor e dominar perfeitamente a recepção do bastão. Normalmente. Levamos em consideração as características individuais de cada um.treinamento de seus adversários. torna-se possível concluir que cada um dos quatro componentes da equipe deve possuir certas características individuais. o mais veloz em último lugar. ou seja. o iniciante da corrida. ou mesmo tirar ou descontar um possível retardamento. de acordo com as exigências da prova. considerando como fator principal a velocidade dos corredores. O terceiro corredor: Tal como o primeiro corredor. uma vez que vai receber e passar o bastão logo a seguir. as demais características são idênticas ao segundo corredor. juntamente com o terceiro corredor. para que sua partida seja bastante segura. E deve ser um bom corredor de reta e muito potente porque. é a seguinte: 2o. por ser o último corredor. E. é o elemento que corre maior distância entre os componentes da equipe (cerca de 126m aproximadamente). Outro fator que deve ser levado em consideração. uma vez que é finalizador. isto é. é o melhor velocista da equipe porque será o elemento que deverá manter uma possível vantagem conseguida por seus companheiros. e que cada uma dessas exigências deve ser muito treinada para se atingir a maior perfeição. Deverá ser evitado o “entrar no escuro”. sua velocidade inicial deve estar relacionada com a velocidade final do primeiro homem. cuja etapa termina na linha de chegada da prova. ocasionado por alguma deficiência. por sele ele o elemento encarregado de sair do bloco de partida – portanto. Com essas considerações. Preferivelmente. O quarto corredor: Entre todos os componentes da equipe. em igualdade de condições. deve ser um grande largador. por ser também Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 56 . nas quais se observa o seguinte: O primeiro corredor: Corre uma distância maior com o bastão em relação aos demais companheiros. finalmente. não tendo necessariamente de ser um bom entregador porque não realiza esta ação. 3o e 1o. levar a vitória. deve ser um bom corredor de curva porque a sua etapa de corrida é composta da primeira curva da pista. O segundo corredor: Sua velocidade deve ser combinada com a do primeiro corredor. o imediatamente abaixo em 1o lugar e os outros nas posições intermediárias. deve ser um excelente corredor de curva. Precisa dominar perfeitamente o revezamento. Técnicos e treinadores chegaram à conclusão de que a disposição normal dos corredores para o revezamento de 4x100 metros. é aquele que corre a menor distância com o bastão na mão. Deve ter uma reação bastante rápida para iniciar a sua corrida no momento em que seu companheiro passa pelo handcap. 4o.

a troca entre os corredores não se realiza com tanta velocidade. faze-lo Para o revezamento 4x400m. ao agarrar o bastão. a entrega do bastão nesta prova se faz através da passagem visual. deve ser a mesma após ser realizada a passagem. entregar o mesmo ao juiz da prova. por sua em vez. contrariamente aos revezamentos rápidos. m Outro Tipo de Passagem do Bastão O braço do receptor é levado para trás em extensão. isto o 1º da equipe correm em sua raia a entrega ao 2º. o bastão em posição vertical é passado através de um movimento de trás pa frente. o receptor deve faze lo junto à mão do companheiro que o entrega. devido ao cansaço com que cada um dos corredores termina a sua etapa de corrida.de grande importância é que. após formada a equipe. A extremidade livre do bastão. posteriormente. que fica características apontada para cima. logo após. em virtude das características da ação. dos produzindo relativo débito de oxigênio e falta de forças suficientes para que seja imprimido um ritmo mais veloz no final da corrida. Desta maneira. Este. devendo este chegar com o bastão. deve se manter sempre a mesma deve-se ordem ou disposição dos corredores porque o perfeito entrosamento e sincronismo entre todos os elementos é difícil de ser conseguido com total perfeição e as constantes mudanças fícil viriam a comprometer ainda mais a unidade da equipe. podendo. A principal característica desse tipo de revezamento é que. por isso. correrá somente 100 m em sua raia. Para este tipo de passagem. como se para fosse de encontro com a mão do receptor. O 3º atleta já em pista livre entregará ao 4º e último atleta. Equipe de 4 atletas. Bastão: com os dedos da mão dirigidos ao companheiro que vai fazer a entrega. Revezamento 4x400m: Largada no local dos 400 m rasos. utilizar a pista livre. é necessário que a mão do receptor esteja mais elevada em comparação com os dois tipos anteriores. Haverá balizamento de 500 m. que está situada no mesmo local onde se inicia e também termina a prova. existe apenas uma zona de passagem. Uma vez que não é necessária a Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 57 . ultrapassando a linha de chegada e. devendo o braço se postar paralelamente ao solo. Por esses motivos.

dentro de suas faixas etárias. quatro vezes o recorde mundial. aprimorando cada vez mais uma técnica apurada. Para isto. surgia então o primeiro gigante. São rápidos e fortes. sendo que os Estados Unidos se caracterizou por grande número de recordistas mundiais. Quanto à velocidade dos arremessadores. torna-se possível utilizar vários métodos de revezamento. LAMBRECHT.95m de altura. sem que haja qualquer desperdício de força energética. Na história dos arremessos. Os especialistas desta prova são caracterizados por serem de estrutura elevada. sem dúvida. o arremesso de peso é. chegando a 1. O´BRIEN despertava a atenção dos técnicos. com envergadura acentuada. nos 100m rasos de 11. que utilizava uma técnica ortodoxa (com deslocamento lateral sem cruzada de pernas). Treinava com o técnico JESSE MORTENSEN. era RALPH ROSE (recorde mundial em 1909. Possuem coordenação motora acentuada que lhes permite assimilar rapidamente as instruções a que lhes forem transmitidas. Prova disto é que surgia um grande atleta de nome PERRY O´BRIEN. com marca de 15. De 1953 a 1956 O´Brien venceu todas as competições em que participava. se destacava como júnior.10m. Em 1959 surgia DALLAS LONG nesta disputa. Já aos 18 anos. de manhã e tarde. Arremessos e Lançamentos Arremesso de Peso De todas as especialidades dentro do atletismo. FORÇA. A razão de tal popularidade deve-se ao fato de que é fácil empurrar um implemento esférico. igualando o recorde de O´Brien (com a marca de Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 58 . já na época de Fuchs. o grande arremessador era JAMES FUCHS. proporcional à força. sabe-se que em 1883. COORDENAÇÃO.realização da troca em alta velocidade. Antes de Perry O´brien.06m e 125kg de peso. arremessou o peso a uma distância de 13. de peso sustentável.7s e 11. Qualquer elemento que se disponha a praticar o arremesso de peso vai em busca de marcas que possam se aproximar dos grandes campeões. Os arremessadores são altos e fortes. da Grã Bretanha. em média. O´brien. se entregam a rígidos treinamentos. durante um ano. As valências físicas mais acentuadas dos arremessadores são: VELOCIDADE.9s. utilizando a musculação como princípio básico de suas marcas excepcionais.54m) tendo a estatura de 2. a mais praticada. Fuchs quebrou. Os atletas recordistas eram geralmente pesados (acima de 100kg). nota-se que estes têm.

30m para. Na década de 80 surgia mais um estilo: ESPANHOL. passando O´Brien para a história.19. Porém. Em 1953. 9. como o arremessador de todos os tempos que quebraria maior número de recordes mundiais. pois depende do tamanho da mão e da força da mão e dedos. 3kg ou 4kg. em 1960. Dallas Long supera lo na disputa com a marca de 19. O´Brien tirava de Fuchs o recorde mundial detendo o até 1959.30m supera-lo A verdade era o seguinte: até 1950. deve-se levar em consideração se a utilização deste implemento com os pesos de 2kg. Deve Deve-se. Estilos dos Arremessos Perry O´Brien Ortodoxo Espanhol com deslocamento de costas com deslocamento lateral com giro do arremesso de disco Pesos Masculino ulino Feminino 7. segundo cada atleta.260 kg 4 kg Quando se iniciar os ensinamentos do arremesso de peso. com marca de 20. quando Long quebrou a hegemonia. tendo Fuchs como recordista mundial de 1949 a 1952. também. que tinha a característica do giro do arremesso de disco. posteriormente. Observar que o punho o deve estar flexionado para trás. segura-lo colocando-o na base dos mesmos.25m). ensinar o estilo PERRY O´BRIEN. Este estilo é aplicado justamente pelos estilo arremessadores de disco por questões de adaptações à especialidade. os arremessadores se utilizavam do “estilo ortodoxo”. O mais correto é segura lo com os dedos afastados. este ano de 1959. sem que toque a palma da mão. utilizar o estilo ORTODOXO nesta fase m. pois com pesos leves o aprendizado é de fácil assimilação. O peso se agarra de distintas maneiras.06m em 1960. dos EUA.38m. A mão que tem o implemento deve estar junto à clavícula ou Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 59 . O´Brien não deixava por menos e quebraria novamente o recorde mundial com a marca de 19. Nesta detendo-o época Long já utilizava a técnica de O´Brien. inicial para. ebraria O primeiro atleta a superar a marca de 20m foi BILL NIEDER. novamente quebrava o recorde.

para incrementar a velocidade de saída do implemento (fig. flexionado no cotovelo. pela planta e em um ângulo de cerca de 90 a 120 graus com o sentido do arremesso. assim. Fase final: Esta fase inicia-se pela ação do membro inferior direito (o arremesso inicia-se com a flexão plantar do tornozelo direito) combinado com uma rotação da pélvis e do tronco (fig. 16). pela parte anterior. O cotovelo alto ou baixo.posição de balança (fig. Técnica Perry O´Brien – com deslocamento de costas Início: De costas para o setor. se o peso chegasse a cair. seguida de uma extensão de cotovelo e uma vigorosa ação final de flexão da articulação do punho (quebra de punho) e da flexão das articulações dos dedos (a palma da mão deve estar virada para o lado ao final do arremesso (fig. contribuindo. mão e dedos na função reversível é por demais importante para a execução de um bom arremesso. junto ao anteparo. A ação do membro superior direito consiste em uma adução horizontal da articulação do ombro. O deslocamento deve ser junto ao solo (por isso o termo mais adequado seria deslizamento) e a perna esquerda não deve ser lançada para cima e sim para trás. O lado direito do corpo. muito próximo ou até encostado no pescoço. O pé esquerdo. de pé. há uma flexão do joelho direito e do quadril e joelho esquerdo. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 60 . a seguir. 9). com os pés ficando apontados para a direção do arremesso (fig. quase que simultaneamente. cotovelo do membro arremessador bem aberto. simultânea à extensão do joelho direito (fig. em conseqüência destes movimentos. 1). ligeiramente à esquerda da linha central do círculo. roda para frente e para cima. 15/16). na direção do arremesso. quando o peito do atleta já está voltado frontalmente para a frente do setor. o peso do corpo no pé direito. deveria atingir o solo a uma certa distância do pé direito (fig. contribui para efetuar a rotação do tronco mas cessa seu movimento abruptamente. Após. Durante todo o arremesso. 12/15). há uma completa extensão dos membros inferiores. 13/16). rasante. pé esquerdo mais atrás (fig. O membro inferior esquerdo deve efetuar uma ação de contenção e alavanca. deve chegar ao solo. deve vir atrás do peso e a mão deve estar com o polegar apontando para baixo. 4/5). Inicia-se o troco enquanto ergue-se o membro inferior esquerdo para fins de equilíbrio . 2). Duplo Apoio: O pé direito vai assentar no centro do círculo. o cotovelo do membro arremessador deve estar aberto (apontando para o lado). Ao final.queixo. 5/7). há uma ação de extensão do joelho e quadril esquerdos (que “puxará” o corpo). O membro superior esquerdo. aproximando os dois joelhos – posição agrupada (fig. 3/4) Deslocamento: O deslocamento é iniciado pelo desequilíbrio inicial do corpo para trás (fig. O tronco continua virado para a parte posterior do círculo (olhar para um ponto situado a alguns metros atrás do mesmo) e está em flexão e torção. A força final do punho. Peso posicionado abaixo do maxilar. Ao final do deslocamento o peso do corpo está sobre a perna direita.

Lançamento de Dardo O lançamento de dardo é. evitando o desequilíbrio para fora do círculo.Reversão: Para evitar-se a saída do círculo. A técnica empregada para se lançar tal implemento foi aperfeiçoada de tal maneira. entre eles o da procura da caça para sobrevivência. a mais bonita das provas existentes no atletismo moderno. o que leva a uma fase aérea e uma subseqüente flexão do joelho direito e abaixamento do tronco. Índios também passaram a utilizar este implemento na pesca. que se efetua-se consiste em a perna esquerda di dirigir-se para trás. hoje sofisticado. com a perna direita colocando à frente se colocando-se (fig. 16/17). este implemento. A maneira como era utilizado o dardo não diferiu muito da atual. a fim de que se pudesse utilizar o maior aproveitamento possível da força energética num movimento retilíneo no plano vertical e parabólico no plano horizontal. Desde os tempos dos “homens das cavernas”. como também como arma nas grandes guerras entre os povos nórdicos. implemento era utilizado para vários fins. o que contribui para um abaixamento do centro de gravidade. o animais. etilíneo Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 61 . Na medida em que o tempo passava. era utilizado para a caça de animais. sem dúvida. efetua se uma movimentação de pernas.

deverá permitir que os dedos da mão e o punho atuem descontraidamente sobre a empunhadeira de corda. empunhadura. Esses dois dedos são praticamente os responsáveis pela transmissão da força ao dardo: são eles que empurram o dardo: dardo no lançamento. o de “cravar no solo”. Jarvinen. através de nova regra. modificar a estrutura deste implemento. o domínio do dardo em seu plano de de vôo. em sua trajetória retilínea (vertical) alterasse a trajetória parabólica (horizontal). Existem vários métodos para esta finalidade e vamos descrever aqueles mais comumente mais utilizados. contornando a mesma. Pentilla. Com a evolução das marcas. a) Forma correta de empunhar o dardo: Qualquer que seja o estilo utilizado. com uma pequena flexão da falange distal para a lateral. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 62 . acima de 100m. É um movimento que parece ser natural ainda que adaptado às características do instrumento utilizado. anular e mínimo. Nikkanen e Nikinnen figuravam sempre entre os melhores do sempre mundo e candidatos ao título olímpico. Método finlandês: É considerado o método mais forte. descesse mais rapidamente. poderemos notar que o ato Sem de lançar este implemento nos coloca mais perto de nossos antepassados. Os demais dedos. são colocados normalmente sobre a empunhadura (figura abaixo). disco e martelo). ou seja.A ação de lançar ou arremessar algum implemento nos lembra a forma de como atiramos pedra. resolveu. Sem dúvida nenhuma. tanto vertical como horizontal deverá oferecer à mão uma posição que permita utilizar uma concentração de forças para lançar o projétil. pois quando atingisse a maior amplitude de seu percurso. de forma que o dedo indicador se coloque estendido na parte de trás do encordoamento. deslocando o centro de gravidade para mais a frente da plemento. a Federação Internacional de Atletismo Amador – FIAA. Notadamente é uma especialidade Notadamente onde atletas são bastante diferentes de outros arremessadores (peso. em assembléia de seus filiados. é preciso ter velocidade. Os dedos polegar e médio são colocados no início da empunhadura. com isto. Consiste em segurar o dardo. tendo as extremidades quase unidas. Durante muito tempo esta especialidade foi praticada pelos nórdicos. fazendo com que o mesmo. voltando. agilidade e força. ao visual antigo. Não há necessidade específica de serem muito altos. em contato com a haste do dardo ou em lateral. os nomes de Myrra. coordenação. torno dela. Como lançador de dardo.

Esta parte da corrida é muito importante. o dardo é conduzido sobre o ombro. o americano: dardo é pressionado pelos dedos indicador e polegar no início da empunhadeira.Notamos que a principal característica deste método de empunhar o dardo está exatamente relacionada com a posição do dedo indicador. que será transportada para o dardo no momento em que ele for arremessado. aumentando a força do arremesso. A primeira começa na posição de partida e vai até a na marca intermediária. por cima do ombro. d) O arremesso propriamente dito: Esta fase está interligada com as anteriores e seu sucesso depende totalmente da boa realização das precedentes. americano com salto. momento A segunda parte é aquela que caracteriza o estilo utilizado pelo atleta – finlandês. porque é dela que depende o muito maior ou menor sucesso do arremesso. etc -. se a mão direita for levada corretamente para trás e o pé esquerdo colocado devidamente. no finlandês). Aqui. no aspecto técnico. que tem por objetivo melhorar a trajetória do arremesso. Além disso. proporcionando também maior rotação ao dardo quando está no ar. como vemos na figura abaixo. tornando. reduzindo consideravelmente as possibilidades de uma contusão. porém descontraidamente sobre a corda. essa posição do braço uma amplia a sua alavanca. Método normal ou americano: É o mais utilizado por ser de mais fácil adaptação.inútil. o dardo poderá ser levado sem esforço à linha de ação. Nesta fase. Com isso. c) Extensão da corrida: Deve ser suficiente para se conseguir com ela o impulso necessário para um bom arremesso. O excesso de velocidade tem que ser freado lentamente. O objetivo desta fase é dar ao atleta a velocidade ideal. porque dele -se nada se aproveita e pode colocar muito a perder. (cinco. b) A corrida preparatória A corrida é dividida em duas partes. e os o demais dedos se colocam bem firmes. Assim. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 63 . se impõe ao cotovelo um mínimo de tensão. cujo número de passadas depende do estilo praticado . mais ou menos na altura da cabeça e paralelo ao solo. Bud Held.

na fase do arremesso propriamente dito o peso do corpo passa para a perna da frente no momento em que o dardo é arremessado. O gesto de lançar disco tem se perpetuado através de figuras tem-se ou até mesmo em estátuas. dardo e martelo). A esta ação nós chamamos reversão ou troca de pés. A forma como se lançava este Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 64 .e) Ação final e troca de pés ou reversão: Como foi visto. Dentro da era moderna do atletismo. a fim de bloquear esse movimento do corpo em desequilíbrio à frente. devido ao passo cruzado.70m 600g e 2. em conseqüência do bloqueio da velocidade da corrida. que será punido com uma falta que anula a passado tentativa. substituindo se os escudos por discos de pedra de caracte substituindo-se características desiguais em peso e diâmetro. para em seguida íbrio colocando-o deixar o corredor pelo espaço permitido. Desde a antiguidade. Para que isto não se verifique. foi o primeiro lançamento que se praticou.40m Lançamento de Disco O lançamento de disco é sem dúvida o mais clássico e antigo de todos que figuram no atletismo. Pesos e Medidas Masculino Feminino 800g e 2. que não pode ser tocado e nem ultrapassado pelo atleta. o arremessador deve realizar uma troca da perna que está atrás pela frente e com muita rapidez. gesto este que lançar-se passou às Olimpíadas. seguido mais tarde pelos outros três (peso. colocando o em uma posição parada e estável. Esta ação resulta em um desequilíbrio do corpo para frente próximo ao anteparo final do corredor de arremessos. era costume lançar se escudos de guerra.

atualmente. Lançadores de disco devem dedicar-se única e exclusivamente para a prova. (rítmicos). Pelo simples fato de que os movimentos circulares podem tirar o equilíbrio de um atleta.implemento também era diferente da atual. Dedos robustos contribuem para que um lançamento possa ser adequado devido à finalização desta ação. pois com isto consegue controlar mais o disco durante seus movimentos circulares. É também muito importante que um atleta tenha sua mão grande. O recorde tem melhorado muito e hoje quase todos os lançadores empregam a técnica americana adotada pela primeira vez pelo norte americano FORTUNE GORDIEN. velocidade e força. a fim de que movimentos circulares possam ser realmente aproveitados no lançamento.90m de altura. obtendo-se maior possibilidade às grandes distâncias. dentro do círculo. em deslocamento. com velocidade progressiva. Houveram épocas que arremessadores de peso lançavam discos. se preocupa mais com o disco do que a base. que são os membros inferiores. É importante que um lançador de disco tenha as seguintes características: Grande envergadura. Estilos (técnicas): Ortodoxo Americano lateral (de lado para o setor de queda do implemento) com giro. A média dos grandes lançadores ultrapassa aos 100kg e 1. os mesmos devem ser executados de forma progressiva. porém. de dentro de um círculo. Existe uma grande preocupação para com os movimentos dos membros inferiores. pois tem a necessidade de se utilizar de movimentos circulares. são casos raros. Acontece que ao passar dos anos. pois durante os movimentos circulares. Um atleta com mão pequena tem grandes dificuldades para controlar o disco. O aprimoramento da técnica com giros (rotações) faz com que atletas tenham que se dedicar horas e horas diárias em seus treinamentos. Com isto podem atingir facilmente os 56m. a técnica de se lançar o disco apresentou avanços que pudessem tirar maior proveito dos movimentos baseando-se nas leis da física. Os membros longos permitem maior raio de giro. que dá ao disco o equilíbrio necessário. Pode-se dizer que os lançadores de disco são menos rápidos que os arremessadores de peso. de costas para o setor de queda do implemento (com giro). permite o aproveitamento da força centrífuga horizontal aplicada. para que um lançador possa se destacar. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 65 . pois se não houver estabilidade na base não haverá bom lançamento. ritmo. em conseqüência a velocidade periférica gerada no giro tem que ser maior e portanto aumentando a força centrífuga. A forma que hoje é utilizada. De 24 ou 25 centímetros é a distância do dedo medial ao início do punho.

O giro deverá ocorrer sobre o pé esquerdo. O braço de lançamento vai para trás da linha dos ombros e o braço livre cruzará ligeiramente a frente do corpo. existe uma transferência do centro de gravidade passando os apoios da perna direita para a perna esquerda semi flexionada. Quando a perna direita se desprende do solo tendo terminado seu trabalho de impulsão. Neste momento. o impulso linear para frente. seguindo o eixo do círculo. acelerando progressivamente até atingir a ação final que é a explosão. como todos do atletismo. Posição Inicial: A posição inicial que um atleta adota ao entrar no círculo é a seguinte: pernas afastadas com distância igual ou maior do que a largura dos ombros (de costas para o setor de queda do implemento) e disco na mão de lançamento. Esta técnica. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 66 . como também o pé contrário a mão de lançamento terá alteração no seu movimento (rotação sobre a ponta do pé). com iniciação lenta. quando feitos ou executados são para iniciar o giro no círculo e ao impulso inicial para a realização do giro. o corpo fica ligeiramente inclinado para o centro do círculo ou o eixo de rotação. O lançador inicia o movimento de costas para o setor de queda do implemento. passando o apoio do corpo para a perna esquerda. o braço de lançamento deve continuar atrás da linha dos ombros. No momento deste giro sobre o pé esquerdo. realizando um passo intermediário (salto rasante) somando assim a força centrífuga gerada no giro. As pernas flexionarão quando for realizado no balanceio a rotação do tronco. é um movimento continuado e sem pausas.Pesos Masculino Feminino 2 Kg 1 Kg Técnica: A técnica do lançamento do disco se baseia integralmente no aproveitamento da força centrífuga que gera o atleta ao efetuar um giro e meio (volta e meia) dentro de um círculo. como se tem dito. Execução da primeira fase – rotação do tronco: Após ter o lançador executado alguns balanceios. foi posta em prática com grande êxito pelo americano GORDILN e a partir deste momento não tem cessado de ser corrigida e aperfeiçoada. O lançamento do disco. o centro de gravidade está no meio (entre as pernas) da posição inicial (perpendicular ao solo). Estes movimentos. Pode-se ou não iniciar alguns movimentos de preparação ao lançamento. Estes movimentos são denominados de balanceados.

ocorrendo também a inversão da posição da entrada de quadris. Reversão: Nada mais é do que a troca de apoios. São eles que darão maior equilíbrio ao disco. ou seja. realizando o enquadramento dos quadris (adiantamento do Centro de Gravidade). pois a partir deste momento deverá ser também iniciado outra rotação. A perna direita executa o impulso (perna semi-flexionada) para a entrada de quadris. Quando o corpo está se voltando para frente ou para o setor de queda do implemento. ou seja. Braço livre flexionado com a cabeça voltada para o punho ou cotovelo livre (toalha torcida). o braço livre flexionado entre mais rapidamente para trás. Braço de lançamento atrás da linha dos ombros. Da perna direita para a esquerda. Nesta finalização é necessário maior velocidade no braço de lançamento. Os contatos para a finalização dos pés direito e esquerdo deverão ter o menor espaço de tempo possível. O braço de lançamento também continua atrás da linha dos ombros. da esquerda para a direita em salto. Execução da segunda fase – fase de entrada de quadril para lançamento: A posição que um atleta deve estar é a mesma de como se estivesse lançando sem deslocamento. Neste momento existe predominância de apoio sobre a perna de impulso (no centro do círculo). Cabeça que anteriormente olhava para o punho livre (mais ou menos para baixo) inicia sua elevação. perna ou pé esquerdo quase encostado no aro do lado esquerdo do alinhamento de lançamento (fazer uma divisão do círculo com giz). execução de maior velocidade no percurso do braço até a saída do disco da mão. A busca da perna de lançamento para próximo à livre é fundamental para todo enquadramento do corpo no lançamento. principalmente. são fundamentais para um bom lançamento. com entrada de quadris acentuada e rosto com o olhar voltado para cima. O braço de lançamento deve estar estendido. ou seja. ou seja. A ação dos dedos polegar e indicador. a fim de que um atleta possa controlar suas faltas nos lançamentos. É fundamental que o atleta não esteja com as pernas estendidas durante os giros. Observar atentamente que a cabeça é o eixo das rotações e é ela que mantém o equilíbrio do corpo durante toda a execução do lançamento. pé direito no centro do círculo.A posição de queda do pé direito ao final do 1o giro deverá ser na ponta do pé. Existe a transmissão de apoios. no centro do círculo. retardamento do centro de gravidade. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 67 .

260 kg 4 kg A cabeça deve ser de ferro maciço ou de outro metal que não seja mais macio que o latão ou um invólucro de qualquer um desses metais. com alças de conexão nas extremidades. O cabo deve ser inteiriço. cabo e empunhadura. deverá ter um diâmetro mínimo de 110mm. Salto em altura Tesoura Fases do salto em altura a) b) c) d) e) Corrida de impulso Impulsão Elevação ou suspensão Passagem pela barra ou transposição Queda ou aterrissagem Rolo Ventral Fosbury Flop Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 68 . cheio de chumbo ou outro material sólido. de arame de aço para molas. A empunhadura reta em forma de triangulo. para homens. De forma esférica. com diâmetro mínimo de 3mm.260Kg no masculino e 4Kg no feminino. Pesos Masculino Feminino 7. e 95mm para mulheres. mas conectada ao cabo. deve ser sólida e rígida sem qualquer tipo de conexão articulada. com comprimento de 115m. obtendo um peso total mínimo de 7.Lançamento Martelo O martelo é composto por cabeça. sem que possa esticar-se sensivelmente durante a realização do lançamento.

muito fácil de ser trabalhada nas aulas de Educação Física escolar e em escolinhas de esporte. são fatores que contribuem a seu favor. no entanto outros fatores são vantajosos como: a) b) c) d) a simplicidade na demonstração compreensão e assimilação a área de queda não precisa ser especial a possibilidade de se trabalhar em qualquer ambiente. deve transpor a barra na posição sentado e a queda pode acontecer da mesma forma ou em pé. Basicamente o atleta. Seu gesto natural. dificultando a transposição. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 69 . de fácil compreensão de sem duvida muito seguro. por isso mesmo interessante para ser adotada para iniciantes.a) Tesoura É uma técnica bastante simples. após a corrida e a batida. O que torna essa técnica pouco eficaz para as grandes competições é que o atleta precisa erguer grande parte do corpo acima da barra para passá-la.

Brumel corria 15. elevou-se à imortalidade dentro do atletismo. seguindo de sete poderosas e rápidas passadas. Partindo de um ângulo de 30 graus. através de um exaustivo treinamento de força e prática constante. o salto em altura ganhou novas dimensões e no curso de um estafante treinamento desenvolveu um meio eficaz de converter em elevação vertical o rápido ímpeto horizontal. dando três ou quatro breve passos preliminares. até a impulsão e .b) Rolo Ventral Através da transformação proporcionadas por Valery Brumel. para conseguir aproveitar melhor a impulsão. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 70 .24m.

considerado realmente perigoso naquela época.24m para estabelecer em 1968 um novo recorde olimpico. o saltador é impelido para a parte externa da curva ao longo da qual está se movendo. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 71 . deu-se início a uma revolução no salto em altura. Devido a esta corrida em linha curva. Nesse dia. submetido à ação da força centrífuga. Seu estilo heterodoxo. no instante em que ela é máxima. pois. Parece que o aproveitamento da força centrífuga durante o salto representa na verdade. O saltador é. a novidade dessa técnica. e que vai desfrutar no momento do salto. o que mais despertou atenção daqueles que presenciaram o salto foi a corrida de impulso feito em forma circular. em poucos anos consagrou-se como o método mais avançado em saltos. que ele mesmo gera.c) Fosbury Flop No dia em que Richard Fosbury ultrapassou a barra elevada a 2. que rapidamente se estendeu por todos os cantos do globo.

não deve ser feita nenhuma advertência.Árbitro: “Aos seus lugares!”: Os atletas tomam a posição de 5 apoios (mãos. Após ajustarem seus blocos individualmente. qualquer competidor. Entretanto. isto é. 400m rasos e com barreiras. Um atleta terá direito a somente uma saída em falso. 4x10m rev. 4 x 200m (1o atleta). As suas marcas III Tiro de partida As provas de utilizam o bloco de partida são: 100m e c/ barreiras. os outros. todos os atletas deverão sair de suas posições. Enquanto algum estiver se mexendo. após assumirem suas posições ouvem do árbitro a chamada de: “prontos”. Atletas colocados na posição de pé. os atletas assumirão as posições de largada. 110m com barreiras. será desclassificado da prova. Na posição de prontos os atletas elevam seus quadris ficando em 4 apoios. tendem a segui-lo e. Se algum atleta estiver com agasalho e quiser retira-lo. Se fizer duas saídas em falso. o árbitro não dirá o comando seguinte. qualquer competidor que assim proceda também comete uma saída falsa. Isso pode resultar em que mais de um competidor seja advertido. atletas. Vozes de comando do árbitro para provas acima de 400 metros. Vozes de comando do árbitro para provas até 400 metros: Às suas marcas lll Prontos III Tiro de partida * Para falsas. Se a saída falsa não for devida. Iniciada novamente a chamada de “aos seus lugares”. o árbitro de partida deve advertir somente aquele ou aqueles que. (1o atleta) e 4 x 400m rev. instintivamente. Bloco de Partida (Taco de Partida) Utilizado pelos atletas para apoios nas provas de velocidade. Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 72 . joelhos e pés). quando um ou mais competidores cometerem uma saída falsa. teoricamente. 200m rasos.Saídas e Chegadas Posições de Largada Baixa: Ao comando do árbitro de partida. O árbitro adverte o atleta que está demorando para assumir sua posição. . usa-se o apito. Na prática. foram os responsáveis pela saída falsa. poderá faze-lo quando do apito do árbitro de partida. Após ajustarem seus blocos individualmente. Se houver demora de algum atleta. atrás de seus blocos esperam a chamada de entrada nos mesmos. na sua opinião. o árbitro solicita aos atletas “última forma”. os atletas realizam largadas para aquecimento da prova. os atletas realizam várias largadas para aquecimento da prova. (1o atleta).

Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 73 .

com.br Atletismo Fernandes. CBHB .br Federação Gaúcha de Futsal: www. São Paulo: EPU. JL.cbb. 2007. De Rose.br Basquetebol Ferreira.com.Confederação Brasileira de Handebol: WWW.cbat. D.futsaldobrasil. Polígrafo do professor Marco Aurélio Cornelius (Disciplina Esportes Individuais I – Unilasalle) CBAt .br Handebol Tenroller. CBV . Ulbra. Ulbra. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2006. Basquetebol: técnicas e táticas: uma abordagem didáticopedagógica. Voleibol escolar: da iniciação ao treinamento.com. São Paulo: EPU. 1987.basquetegaucho. Atletismo: os saltos. AEX. 2003. Métodos e planos para o ensino dos esportes. CA.mundozero. Canoas: Ed. Métodos e planos para o ensino dos esportes. CA.futsalrs.com.Referências Futsal Polígrafo do professor Otavio Balzano (Disciplina de Esportes Coletivos I – Unilasalle) Tenroller.cbhb. Canoas: Ed. 2006. Fernandes. 2007. 2006. Canoas: Ed.Confederação Brasileira de Atletismo: www. Ulbra. 2003. Matthiesen. Tenroller.br Voleibol Santini. 2ª edição. Confederação Brasileira de Basketball: www.org. Canoas: Ed. J. Confederação Brasileira de Futsal: www.com. Ulbra. JL. Métodos e planos para o ensino dos esportes.br Esportes Coletivos – Douglas Flesch Cygainski 74 . 2ª edição. SQ. CA.br Federação Gaúcha de Basketball: www.cbv.Confederação Brasileira de Voleibol: www. Atletismo: lançamentos e arremessos.com. Atletismo: teoria e prática. São Paulo: EPU.

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