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1. Introdução........................................................................................................................3

1.1. Objectivos.....................................................................................................................4

1.1.1. Geral......................................................................................................................4

1.1.2. Específicos............................................................................................................4

1.2. Metodologia de trabalho...............................................................................................4

2. ANALISE E DISCUSSÃO..............................................................................................5

2.1. Conceitos de Avaliação................................................................................................5

2.3. Tipos de Avaliação.......................................................................................................7

2.4. As funções gerais da avaliação....................................................................................9

2.5. As funções específicas da avaliação.............................................................................9

2.6. Quando a avaliação do ensino-aprendizagem tem função de diagnóstico, ela permite


o alcance de propósitos como..................................................................................................9

2.7. Quando a avaliação do ensino-aprendizagem tem função de controlo, possibilita......9

2.8. Quando a avaliação tem função de classificação, propicia principalmente e


efectivação do propósito........................................................................................................10

3. Conclusões.....................................................................................................................11

4. Referencias bibliografica...............................................................................................12

1. Introdução
O presente trabalho é de cunho teórico referente ao exame da cadeira de Didáctica Geral, que
abordara de vários conteúdos retirados do módulo, propostos na folha de exame pelo Tutor
desta cadeira, no entanto quanto a organização o trabalho segue a estrutura recomenda pela
UCM e o tutor da cadeira. A avaliação é uma componente do processo de ensino-
aprendizagem que visa, através da verificação e qualificação dos objectivos propostos, medira
melhoria progressiva da aprendizagem dos alunos e, daí, orientar a tomada de decisões em
relação às actividades didácticas seguintes. A avaliação é um processo que examina o grau de
adequação entre um conjunto de informações e um conjunto de critérios adequados aos
objectivos fixados, com vista a uma tomada de decisão. É importante, nesta etapa, definir bem
os objectivos, as situações e as variáveis tidas em conta porque são pertinentes para a decisão
a tomar.

1.1. Objectivos
1.1.1. Geral
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 Falar da avaliação no processo de ensino e aprendizagem;
1.1.2. Específicos
 Identificar os tipos de avaliação no processo de ensino e aprendizagem;
 Definir o conceito de Avaliação;
 Descrever os tipos de avaliação;
 Caracterizar os tipos de avaliação.

1.2. Metodologia de trabalho

Para a compilação deste trabalho a autora recorreu a pesquisa bibliográfica.

2. ANALISE E DISCUSSÃO
2.1. Conceitos de Avaliação
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Avaliação é o controlo sistemático para determinar até que ponto os objectivos foi alcançado.
é uma apreciação qualitativa sobre dados relevantes do PEA que auxiliam o professor a tomar
decisões sobre os resultados do seu trabalho.

A avaliação está sempre presente nas actividades humanas, uma vez que, se está
constantemente estabelecendo comparações entre coisas e valores diferentes (ou
semelhantes), obrigando as pessoas a fazerem escolhas, nem sempre fáceis. Dentro do
ambiente educacional não é diferente, a avaliação ocupa lugar de destaque, sendo que além
dos alunos, os professores as instituições também são avaliados.

Vasconcellos (1994:43) destaca a avaliação como sendo “um processo abrangente da


existência humana, que implica uma reflexão crítica sobre a prática, no sentido de captar seus
avanços, suas resistências, suas dificuldades e possibilitar uma tomada de decisão sobre o que
fazer para superar os obstáculos”.

Conforme destaca Granlund apud Sousa (1994:30), a avaliação é um processo contínuo,


ligado a todo bom ensino e aprendizagem. Podendo ser definida como um processo
sistemático, determinando a extensão na quais os objectivos educacionais foram alcançados
pelos alunos. De acordo com o próprio autor, há dois aspectos fundamentais nesta definição,
(1) a avaliação implica um processo sistemático, omitindo observações casuais,
nãocontroladas a respeito dos alunos; (2) sempre pressupõe que objectivos educacionais sejam
previamente identificados.

Corroborando com o autor Dias Sobrinho (1995), também enfatiza que a principal questão da
avaliação é a qualidade, termo portador de uma semântica dispersa, especialmente quando
referida à educação. Como é sempre o caso de valores, mergulhado em sistemas filosóficos,
político, ético e cultural, a noção de qualidade educativa é variável no tempo, no espaço e,
sobretudo nas diversas organizações intersubjetivas.

De acordo com Luckesi (1991:27), o tema avaliação, vem ganhando foros de independência
da relação professor-aluno. Ancorados pelas ideias do autor é possível perceber que a
avaliação vem sendo direccionada para um contexto unicamente classificatório, sob o qual são
desenvolvidos testes e provas que visam analisar unicamente o conteúdo, no sentido teórico e
desvinculado da realidade do educando.

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Além disso, de acordo com D’ambrósio (1999:37), “não há testes que respondam com
exactidão ao que o aluno deve saber em determinada idade ou em determinada etapa, contudo,
cada aluno é um indivíduo com estilo e ritmo próprio de aprendizagem”. E neste contexto, a
realidade educacional não demonstra clareza dos propósitos que a avaliação deve alcançar,
principalmente porque, na maioria das vezes, ela assume um caráter mecanicista e limitador
das potencialidades do educando.

Neste aspecto, de acordo com Albuquerque & Silva (1995:9), a avaliação deve deixar de ser
um momento terminal no processo educativo para “transformar-se na busca incessante de
compreensão das dificuldades do educando e na dinamização de novas oportunidades de
conhecimento”. Entretanto, na medida em que a ação avaliativa exerce uma função dialogada
e interativa, ela promove os seres morais e intelectualmente, tornando-se críticos e
participativos, inseridos no contexto social e político.

Avaliação do ensino/aprendizagem só faz sentido para o aluno, quando é um processo


contínuo com vista à reflexão crítica sobre a prática e não apenas configurada por uma
classificação e um discurso político vago desvinculado da realidade do educando”

Avaliação é uma componente muito importante do processo de ensino- aprendizagem. Ela


fornece dados e informações que permitem ao professor acompanhar o desenvolvimento da
aprendizagem dos alunos e também rever as metodologias de ensino usadas na sala de aulas.
O bom professor avalia a aprendizagem do aluno e também a sua prática como professor,
sempre no sentido de procurar obter melhores resultados. Com este capítulo, o formando deve
compreender a importância do processo da avaliação na dinâmica do ensino- aprendizagem,
na expectativa de que aprenda a usar a avaliação como meio de promoção da qualidade de
aprendizagem dos alunos e não como mero instrumento de verificação de erros e punições. A
avaliação ultrapassa a atribuição de notas aos alunos. Com este capítilo, o formando poderá
descrever os tipos de avaliação no PEA, os instrumentos e níveis de avaliação. Nesse sentido,
com a discussão sobre a grelha de avaliação, o formando deve estar em altura de elaborar
actividades de avaliação que sejam mais participativas e apresentem resultados positivos
diante dos objectivos de aprendizagem propostos na sua planificação de ensino.

Avaliação da aprendizagem é um instrumento utilizado para avaliar a evolução dos alunos ao


longo do processo de ensino-aprendizagem. Esse procedimento vai além de aplicar testes e
conceder notas aleatórias, mas exige um acompanhamento do estudante em diferentes

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momentos do processo educativo. Cada vez mais as instituições de ensino têm adoptado a
avaliação ao longo da aprendizagem. Percebeu-se que deixar esse procedimento para o fim do
processo não contribui para o avanço escolar do aluno.

2.2. Etapas sucessivas do processo de avaliação


 Determinar a decisão a tomar, com referência a um objectivo preciso e no quadro de
um processo educativo.
 Enunciar claramente os critérios de avaliação pois é importante definir bem os
objectivos, as situações e as variáveis tidas em conta, porque são pertinentes e paraa
decisão a tomar.
 Recolha de informações pertinentes que é feita tendo em conta a decisão a tomar e os
critérios escolhidos (primeira e segunda etapas).
 Confrontar os critérios escolhidos e as informações recolhidas. Se as etapas
precedentes tiverem sido conduzidas correctamente, esta etapa não apresentará
dificuldades peculiares. Ainda nesta etapa é aconselhável evitar o mais possível as
generalizações abusivas muito perigosas das conclusões
 Formulação das conclusões definitivas a fim de facilitar a decisão que marca a
conclusão do processo. Note que o decisor não é necessariamente aquele que conduziu
a avaliação até à formulação das conclusões.
2.3. Tipos de Avaliação
Avaliação Diagnóstica: tem como objectivo fundamental proceder uma análise de
conhecimentos e aptidões que o aluno deve possuir num dado momento para iniciar com uma
nova aprendizagem.
Os pré-requisitos são fundamentos básicos para os novos conteúdos, pois a ausência impede
que a nova aprendizagem se concretize com sucesso.
As provas diagnósticas não se classificam, pois elas pretendem apenas facilitar um caminho
de aprendizagem.
Avaliação Formativa: acompanha todo PEA e visa medir o grau do cumprimento dos
objectivos gerais de ensino, particularmente os objectivos específicos de cada unidade
didáctica.
Esta avaliação faz uma análise sistemática das acções do professor e do aluno com intuito de
detectar desvios e avanços do trabalho docente em relação aos objectivos, conteúdos e
métodos.
Este tipo de avaliação deve ser usado no decorrer das unidades didácticas de uma forma
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contínua e sistemática de acordo com o plano de avaliação.
Avaliação Somativa: constitui um balanço de resultados no final de um PEA, acrescentando
novos dados aos recolhidos pela avaliação formativa.
Pretende dar uma vista geral sobre o grau do cumprimento dos objectivos gerais do ensino
previamente traçados.
Os testes somativos representam em si um conjunto e proporcionam um quadro final de
resultados conseguidos.
Quando Avaliar?
No início duma aula, capítulo, ano, curso, etc
Depois da explicação e antes do trabalho dos alunos;
No fim da aula, capítulo, ano, curso, etc
Como Avaliar?
 Oral
 Escrito
 Prático
A) Controlo Oral
 Coloca-se a tarefa de controlo a toda turma, depois chama-se um aluno;
 Realização da tarefa;
 Perguntas complementares, feito pelos outros alunos da turma;
 Classificação pelo professor.
B) Controlo Escrito
Preparação e Introdução
 Organização da turma, folha, data, nome e número
 Indicação do tempo de duração
 Colocação das tarefas: pode se ditar, escrever no quadro, etc
Realização
 Controle das normas de avaliação
 Respostas (por parte do professor”guia de correcção”, assim como do aluno)
 Chamar a atenção aos alunos para rever o escrito antes da entrega

2.4. As funções gerais da avaliação

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 Fornecer as bases para o planeamento;
 Possibilitar a selecção e a classificação de pessoal (professores, alunos, especialistas,
etc.)
 Ajustar políticas e práticas curriculares.

2.5. As funções específicas da avaliação


 Facilitar o diagnóstico (diagnóstico);
 Melhorar a aprendizagem e o ensino (controle);
 Estabelecer situações individuais de aprendizagem;
 Promover, agrupar alunos (classificação).

2.6. Quando a avaliação do ensino-aprendizagem tem função de diagnóstico,


ela permite o alcance de propósitos como
 Estabelecer se o aluno apresenta ou não determinados conhecimentos ou habilidades
que são necessários para aprender algo novo (pré-requisitos). Por exemplo, quando
realizamos uma prova para verificar se o aluno (ou a classe de alunos) tem
conhecimentos suficientes sobre a multiplicação e a divisão, para que possa aprender
uma regra de três, estamos utilizando a avaliação com função de diagnóstico, com esse
propósito.
 Identificar, discriminar, compreender, caracterizar as causas determinantes das
dificuldades de aprendizagem, ou essas próprias dificuldades. Se nos perguntamos, por
exemplo, porque um aluno não é capaz de escrever adequadamente uma composição,
ao final 4ª série do ensino fundamental, podemos verificar as causas dessa dificuldade,
examinando por meio de provas, ou outros recursos, se ele não tem um domínio
suficiente de ortografia, se não é capaz de organizar bem seu pensamento e expressa-
lo por escrito (problemas de estrutura da frase) e assim por diante.
2.7. Quando a avaliação do ensino-aprendizagem tem função de controlo,
possibilita
 Informar o aluno e o professor sobre os resultados que estão sendo alcançados durante
o desenvolvimento das actividades. O que importa aqui é a eficiência do ensino-
aprendizagem. Está o aluno naquelas circunstâncias aprendendo bem? O ensino está
oportunizando o alcance dos resultados pretendidos? Utilizamos a avaliação com esse
propósito quando, por exemplo, fazemos uma série de questões para nos certificarmos

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de que o aluno (ou a classe) alcançou os objectivos previstos. Essa informação é de
importância para o professor e para o aluno, quando desejam melhorar o ensino e a
aprendizagem.
 localizar, apontar, discriminar deficiências, insuficiências, no desenvolvimento do
ensino-aprendizagem, para corrigi-las. Se nos preocuparmos em saber se o ensino-
aprendizagem foi bem sucedido ou não, teremos condições de encontrar novos meios
(outras alternativas de ensinar e aprender), no caso de insucesso.·
Asseguramos, assim, o alcance de objectivos. Isto evidentemente não poderá ocorrer
se não identificamos o que foi insuficiente. Por exemplo, que ilustra esse propósito é o
de um professor que, durante o desenvolvimento de uma unidade de ensino
envolvendo basicamente o desenvolvimento de habilidades de comunicação e
expressão, verifica progressivamente se seus alunos são capazes de compreender um
texto, analisá-lo e avalia-lo e, quando isso não acontece, propicia outras experiências
de aprendizagem até que os alunos consignam ser bem sucedidos em todas as etapas
que a compreensão, análise e avaliação de um texto requerem.
2.8. Quando a avaliação tem função de classificação, propicia principalmente e
efectivação do propósito
 Classificar o aluno segundo o nível de aproveitamento, ou rendimento alcançado, em
comparação ao grupo da classe. Exemplos nesse sentido são de fácil constatação: em
nossos sistemas de ensino (quer seja fundamental, médio ou superior) é com esse
propósito e essa função que geralmente a avaliação é utilizada. Quando o aluno recebe
um grau final (8, 9...), isso ocorre em consequência da avaliação com função de
classificação.
Até o momento, examinaremos e ilustramos a primeira parte do esquema inicialmente
apresentado. Quando, no item a seguir, tentaremos explicar três modalidades de
avaliação – a diagnóstica, a formativa e a somativa – o acima exposto poderá adquirir
mais significações.

3. Conclusões

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A avaliação deve ser um instrumento de acção educativa. As notas devem ser justas e
corresponder ao rendimento do aluno. Nunca se deve avaliar um aluno como castigo, mas sim
no sentido de estimular a sua aprendizagem. O professor deve ter em mente que a avaliação
deve ser imparcial no PEA.

A avaliação é um processo contínuo que deve ocorrer-nos mais diferentes momentos do


trabalho. A verificação e a qualificação dos resultados da aprendizagem no início, durante e
no final das unidades Didácticas, visam sempre diagnosticar e superar dificuldades, corrigir
falhas e estimular os alunos a continuarem dedicando-se aos estudos. A avaliação da
aprendizagem necessita, para cumprir o seu verdadeiro significado, assumir a função de
subsidiar a construção da aprendizagem bem-sucedida. A condição necessária para que isso
aconteça é de que a avaliação deixe de ser utilizada como um recurso de autoridade, que
decide sobre os destinos do educando, e assuma o papel de auxiliar o crescimento. É neste
sentido que os professores encontram muitas dificuldades, sendo de suma importância que o
professor saiba exercer seu papel de mediador entre o aluno e o saber e utilize a avaliação
como alavanca de promoção do indivíduo.

Portanto, avaliar o aluno apenas no seu desenvolvimento cognitivo é avaliar uma faceta do
processo de aprendizagem, é negar-lhe o desenvolvimento de todas as suas possibilidades, é
uma farsa, um discurso político desvinculado da realidade do educando.

4. Referencias bibliografica
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LUCKESI, C.C. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1991.

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PÉREZ GOMEZ, A.I. A cultura escolar na sociedade neoliberal. Porto Alegre: Artmed,2001

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Olympio, 2005.
LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública; a pedagogia crítica social dos
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Papirus, 1999.

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resultados. Campinas - São Paulo: UNICAMP, 1995.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Revista tecnologia educacional. Rio de Janeiro - RJ: v. 20


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SOUSA, Clariza Prado de. (org.). Avaliação do rendimento escolar. 3. ed. Campinas - SP:
Papirus, 1994.

VASCONCELLOS, C. S. A construção do conhecimento em sala de aula. São Paulo:


Cadernos Pedagógicos do Libertad 2, 1994.

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