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Índice

1.Introdução ...................................................................................................................... 4

2.Capitulo I ....................................................................................................................... 5

2.1.TEXTOS ADMINISTRATIVOS ............................................................................... 5

2.1.1.Acta.......................................................................................................................... 5

2.1.1.1.Natureza ................................................................................................................ 5

2.1.1.2.Conteúdo............................................................................................................... 6

2.1.1.3.Valor ..................................................................................................................... 7

2.1.1.4.Convocatória......................................................................................................... 7

2.1.1.5.Modelo de acta de reunião .................................................................................... 7

2.1.2.Relatório .................................................................................................................. 8

2.1.2.1.Pressupostos ......................................................................................................... 8

2.1.2.2.Lógica geral .......................................................................................................... 9

2.1.2.3.Estrutura ............................................................................................................... 9

2.1.2.4.Tipos ..................................................................................................................... 9

2.1.2.5.Preparação .......................................................................................................... 10

2.1.2.6.Redacção ............................................................................................................. 10

2.1.3.Sumário.................................................................................................................. 12

2.1.3.1.Natureza .............................................................................................................. 12

2.1.3.2.Elementos ........................................................................................................... 12

2.1.3.3.Função dupla ...................................................................................................... 12

2.1.3.4.Qualidade essencial ............................................................................................ 12

2.1.4.Curriculum Vitae ................................................................................................... 13

2.1.4.1.Natureza .............................................................................................................. 13

2.1.4.2.Estilo ................................................................................................................... 13

2.1.4.3.Partes .................................................................................................................. 13
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3.Capitulo II .................................................................................................................... 16

3.1.TIPOS E FORMAS DE FRASES ............................................................................ 16

4.Conclusão .................................................................................................................... 19

5.Referências bibliográficas ........................................................................................... 20


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1.Introdução

O presente trabalho de pesquisa, insere-se no âmbito do cumprimento da cadeira de


Técnicas de Expressão em Língua Portuguesa.

A pesquisa aborda sobre os “textos administrativos e, tipos e formas de frases”.

Textos administrativos são textos formais, que devem ser escritos com clareza e
objectividade, não se pode usar ambiguidade e deve-se utilizar somente as palavras
necessárias. Este tipo de texto visa informar, convocar, solicitar, entre outros. Dentre os
textos formais que fazem parte dos textos administrativos, vamos destacar alguns desses
tipos de textos, nomeadamente: a acta – reprodução de factos, decisões e opiniões
reportados a assembleia, reuniões ou conselhos; o relatório – trata-se da declaração
formal dos resultados de uma investigação feita, por alguém, que em relação a ela
recebeu instruções de um outro, sob a forma de pedido ou ordem; o sumário – é uma
enumeração das divisões principais e dos artigos contidos numa publicação periódica,
num livro, num relatório ou documento análogo, seguindo a ordem do texto; curriculum
vitae - é um documento que nos permite comunicar com os outros numa situação
concreta do mundo do trabalho. Quanto aos tipos e formas de frases, vamos passar a
perceber que numa frase só tem um tipo X e uma forma Y.

Os objectivos do presente trabalho são de identificar os fundamentos dos textos


administrativos (a acta, o relatório, o sumario e o curriculum vitae) e os tipos e formas
de frases, e também importar uma analisar geral de forma que é concebido os textos
administrativos. Para a realização do presente trabalho houve a necessidade de se usar
os métodos de referência bibliográfica e o hermenêutico.
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2.Capitulo I

2.1.TEXTOS ADMINISTRATIVOS

A escrita administrativa, também chamada funcional e institucional, vem-se afirmando,


entres nós, desde os anos 60, com o desenvolvimento dos sectores de serviços. A
mudança de tipo de comunicação dentro da empresa é outro factor a explicar esse
crescimento: a uma comunicação interpessoal, individualizada e subjectiva substitui-se
uma comunicação formal, tipologizada e objectiva, numa palavra, impessoal.

“Uma tipologia de textos surge, assim, no horizonte das instituições e organizações, remetendo-
se a sua aprendizagem para uma prática tao profunda e variada quanto as necessidades o exigem.
Este facto explica a diversidade de modelos para o mesmo texto, em diferentes instituições, a
existência de uma teorização incipiente para alguns deles e a relutância de alguns funcionários
em aceitarem escrever alguns desses textos, por não terem modelos ou padrões de referências.
Exemplo disso é a dificuldade de encontrar alguém que em determinadas situações aceite, de
bom grado, elaborar uma acta, um Curriculum Vitae, uma reclamação, um relatório ou até um
simples memorando”. REI, J. ESTEVES (pág. 85-185)

Os textos administrativos começam agora a figurar entre os textos trabalhados pela


escola. É bom que assim seja: os alunos adquiram mais confiança no domínio das
diferentes manifestações da língua escrita e as empresas recebê-lo-ão com mais agrado,
por apresentarem uma preparação linguística mais variada.

2.1.1.Acta

2.1.1.1.Natureza

É a reprodução de factos, decisões e opiniões reportados a assembleia, reuniões ou


conselhos.

Conforme REI, J. ESTEVES (pág. 85-185), “é o relato oficial de tudo que se passou durante
a reunião de uma instituição, departamento, secção, conselho ou grupo de trabalho.
Costuma fazer-se a distinção entre o projecto de acta e a acta propriamente dita,
coincidindo a passagem do primeiro à segunda com o momento de sua aprovação”.

Este documento é elaborado pelo secretário da reunião que tem a ingrata, difícil e
penosa tarefa de, ao longo dela, recolher os apontamentos indispensáveis à elaboração
posterior do projecto de acta. Mais tarde, com a ajuda do presidente, em coso de
necessidade ordená-los-á e dirigirá uma primeira versão. O projecto de acta é escrito no
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livro de actas, cujas folhas devem estar rubricadas e numeradas – as folhas, não as
páginas, pois cada folha tem duas páginas – pelo Presidente da Mesa da Assembleia
Geral, o mesmo acontecendo com os termos de aberturas e de encerramento.

A redacção deve ser simples, concisa e clara; não deve haver abreviaturas e os números
tal como as datas escrevem-se por extenso; intervalos em branco, entrelinhas e rasuras
são eliminados. Enquanto o projecto de acta, ou minuta, não for aprovado em
assembleia Geral, é pertença de quem o elaborou, que pode fazer as alterações que achar
úteis para a sua compreensão e fidelidade.

2.1.1.2.Conteúdo

O projecto de acta conterá os elementos a seguir mencionados:

 Recebe o nome que lhe calhar, na sequência numerada das actas, já constante no
respectivo livro;
 Começa, depois, com a indicação do dia, mês, ano e hora em que teve lugar a
sessão;
 Indica o local da reunião;
 Menciona o tipo da mesma: se ordinária, se extraordinária, se realizada em
primeira convocatória, se em segunda convocatória;
 Indica os nomes dos presentes: tratando-se de grandes assembleias é vulgar
existir um ou mais livros de presenças;
 Inclui a Ordem de Trabalhos, na íntegra e tal como foi enviada na convocatória;
 Refere a hora a que se iniciou e o número de sócios presentes;
 Menciona a leitura, a votação e a aprovação da acta de sessão anterior, caso
exista para aprovação;
 Regista as comunicações feitas pelo presidente da mesa;
 Contem os sócios que se escreveram no período de “Antes da Ordem de
Trabalho” os assuntos que referiram, tal como os esclarecimentos ou
explicações que receberam;
 Retém os nomes dos sócios que usaram da palavra sobre os pontos da Ordem de
Trabalho, o resumo das suas considerações e os documentos por eles
apresentados;
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 Inclui os resultados de qualquer votação que tenha tido lugar assim como o
número de votos a favor e contra e as declarações ou justificações de voto
realizadas.
 Indica a hora em que os Trabalhos foram encerrados;
 Regista se a acta foi lida ou não no final da sessão, a sua discussão e votação,
com o resultado da mesma;
 Deve por fim ser assinada pelo presidente e pelo secretário.

2.1.1.3.Valor

Segundo REI, J. ESTEVES (pág. 85-185), “a acta é o meio de formação da “vontade


colectiva”; o elemento de prova e interpretação dessa vontade; o registo da vida das
instituições. Depois de aprovada, é imutável e só a Assembleia pode permitir que ele
seja objecto de avaliação posterior”.

2.1.1.4.Convocatória

É um documento que chama os sócios para reunir, elaborado por quem tem poderes
institucionais para o fazer. Normalmente, é dada a conhecer por aviso postal para cada
participante, com a antecedência considerada necessária – nas associações é de oitos
dias, contendo:

 O dia, a hora e o local da reunião;


 A respectiva Ordem de Trabalhos;
 O assunto ou assuntos a serem tratados na reunião;
 O tipo de sessão ou reunião – ordinária ou extraordinária;
 A data em que ela é feita;
 A pessoa que a emite e o seu cargo;
 A assinatura dessa mesma pessoa.

2.1.1.5.Modelo de acta de reunião

Às ___ horas, do dia ____, do mês de ___________, do ano de _______, reuniu-se a


Directoria do Grémio Estudantil _____________________, da Escola
__________________________________. Na pauta de reunião foi discutido que
___________________ e ____________________, sendo aprovadas as seguintes
propostas a serem encaminhadas: __________________________,
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____________________________ e __________________________. A reunião foi


presidida por __________________________ (nome),
___________________________________ (cargo) e por mim,
____________________________ (nome), ___________________________ (cargo),
que a secretariei.

Assinaturas:_____________________________________

2.1.2.Relatório

“Trata-se da declaração formal dos resultados de uma investigação feita, por alguém, que em
relação a ela recebeu instruções de um outro, sob a forma de pedido ou ordem. Exige estudo
prévio e aprofundado, elevado grau de observação e matérias para apreciação e decisões
superiores. Deve ser persuasivo, decisivo e voltado para a acção – não basta ser bem escrito, pois
comunica ideias e informações, influencia decisões, inicia uma acção”. REI, J. ESTEVES (pág.
85-185)

Para alguns é sempre uma venda: de ideias ou produtos, serviços ou projectos, mas
sempre uma venda a alguém. É a forma mais sofisticada de escrita de negócios, pode ser
a comunicação persuasiva mais logica e concisa. É um documento a considerar na
resolução de problemas, tomadas de decisões, conhecimentos de factos ou pessoas,
actualização de informações – habilitando o destinatário para tomar a atitude mais
adequada.

2.1.2.1.Pressupostos

Entre os pressupostos deste tipo de texto contam-se os seguintes:

 Crescimento das grandes organizações e do papel da comunicação dentro delas;


 Eliminação da carga de ansiedade da redacção: toda redacção é desafio não
provocação, é parte do trabalho, recompensadora e facilitadora do resultado,
gratificamente e objecto de orgulho, é etapa do processo de comunicação –
decisão – acção, de que faz partes;
 Poupança de tempo das hierarquias, daí a inclusão de sínteses, gráficos e
esquemas que integrem o leitor no tema e mostrem os pontos focados;
 Existência de um funcionário que elabora o documento e um superior que o
recebe, tendo-o antes solicitado.
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2.1.2.2.Lógica geral

Um relatório deve seguir esta linha: expor, interpretar e propor.

2.1.2.3.Estrutura

Os elementos constantes num relatório, são os passamos a apresentar:

 Página de rosto – título, contendo o tema central, destinatário, autor, data, local;
 Índice geral – subcapítulos, secções, em sequências, e páginas;
 Preâmbulo/resumo – declaração breve do conteúdo, dá uma ideia geral;
 Introdução – “diz-se o que se vai dizer”, quem o pediu, finalidade, método,
arrumação de dados, referências sobre o tema;
 Corpo – dados descobertos, conclusões a partir deles, fundamentos das
recomendações:
a) Proposição;
b) Demonstração;
c) Sugestão.
 Conclusão – “diz-se o que foi dito”, unificação dos pontos dispersos, não incluir
nada de novo;
 Recomendações;
 Apêndices;
 Agradecimentos, bibliografia.

2.1.2.4.Tipos

Encontramos os seguintes tipos:

 Relatório clássico – avaria, campanha, promoção;


 Relatório-inquérito – evolução do mercado relativamente a um produto;
 Relatório critica – sobre uma actividade, de modo a desenvolvê-la;
 Relatório de síntese – acerca de diligências ou de relatórios anteriores;
 Relatório de peritagem – referente a pedido de crédito bancário;
 Relatório de estágio – de formação, de fim de curso.
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2.1.2.5.Preparação

Conforme REI, J. ESTEVES (pág. 85-185), na sua elaboração, há passos que são
indispensáveis:

 Recolher as informações – investigação, selecção, anotação, classificação;


 Organizar para a composição – apresentação numa perspectiva pessoal,
estrutura;
 Preâmbulo – breve, conciso, define o problema e informa sobre o objecto;
 Introdução – clara, logica, imparcial: indica o método e a preparação dos factos;
 Desenvolvimento – ordenado, concreto: interpreta, distingue, argumenta,
propõe;
 Conclusão – simples e prática: impõe-se por si, ao decorrer de argumentação
rigorosa.

2.1.2.6.Redacção

Para REI, J. ESTEVES (pág. 85-185), há pontos fundamentais numa boa redacção, dos quais
destacamos os seguintes:

 As qualidades mais apreciáveis: rigor, saindo da lógica do encadeamento das


ideais, clareza, desprendendo-se da sintaxe (frases, verbos, proposições),
precisão, relacionando-se com a escolha da palavra exacta;
 Plano: depende do assunto e descobre-se equacionando um problema (modo de
ver, de colocar as questões) e formulando os objectivos (solução, conclusão,
ponto de vista pessoal);
 Percurso indutivo – é a forma de esclarecer a nossa intensão a propósito de
qualquer facto – exposição (matéria-prima: acontecimento, afirmações, reacções,
entre outros), demonstração (dialéctica do documento), opinião (arte de
convencer). Assim: expõe, demonstra e justifica.

Situa-se entre a demasiada subjectividade e a excessiva objectividade;

 Estilo – deve ser directo e vivo, concreto e figurado, simples e incisivo, usando a
palavra certa e substituindo um desenvolvimento por um quadro, um gráfico,
uma curva.
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a) Deve ser metódico para convencer – quatro critérios: prender a atenção


(estilo directo e vivo), reter o interesse (clareza do raciocínio), forçar a
adesão (argumentos fortes), implicar a convicção (empenho pessoal e
rigor intelectual).
b) Deve destacar pontos do desenvolvimento: verbos de conteúdos fortes
(constatar, notar, observar, precisar, sublinhar, confirmar, lembrar),
locuções que acentuam o conteúdo (devo acrescentar, é necessário
precisar, não devo deixar de sublinhar, entre outros), organizadores
textuais (são três os pontos que quero destacar, antes de mais, quanto ao
resto, para terminar, entre outros).
c) Dar vida ao texto: boa pontuação coesão e coerência; arejá-los (frases
curtas, alíneas e parágrafos frequentes) impressão variadas (palavras
destacadas, em sublinhado ou itálico, etc.).

Podemos considerar o modelo do relatório de estágio abaixo:

1. Actividades desenvolvidas:
Acompanhamento das aulas teóricas e práticas ministradas todas as segundas e
terças-feiras no período das 14:00 às 17:00h.
Partição e auxílio na correcção dos seminários desenvolvidos.
Presença na aplicação das provas.
2. Avaliação sobre o desenvolvimento do plano:
O desenvolvimento do programa ocorreu de maneira satisfatória, com temas
actuais e pertinentes ao graduando de odontologia.
Facilidade dos alunos em compreender o conteúdo foi o principal aspecto com
relação às actividades realizadas.
A turma se mostrou interessada nos temas abordados, com boa frequência.
3. Sugestões:
Continuar nas próximas turmas com o mesmo delineamento para as aulas, com
teúdos teóricos dinâmicos e com duração não superior a duas horas bem como
manter a interactividade dos professores durante as aulas e aplicação de
actividades práticas sobre o conteúdo abordado, visando maior absorção de
conhecimentos e mantendo a atenção da turma focada nas aulas.
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2.1.3.Sumário

2.1.3.1.Natureza

Segundo REI, J. ESTEVES (pág. 85-185), “é uma enumeração das divisões principais e dos
artigos contidos numa publicação periódica, num livro, num relatório ou documento
análogo, seguindo a ordem do texto. Apresenta o conteúdo sob a forma de plano: deve
manifestar não apenas as etapas de estudos, mas também os sentidos, manifestando a
sua coerência desde o título até à conclusão”.

2.1.3.2.Elementos

Num livro deve inclui os seguintes elementos: plano, desenvolvimento, principais


divisões e sua paginação.

Numa revista reportam-se a: titulo, nome do autor (se forem dois, devem ambos serem
mencionados e, se mais de dois, mencionamos apenas o primeiro, seguido da expressão
“et alii” ou “et al”.).

2.1.3.3.Função dupla

Permite ao leitor orientar-se na leitura do texto ou lar apenas a parte que lhe interessa –
trata-se de um ponto de vista pratico.

Permite, ainda, apreender a globalidade do tema ou as propostas avançadas e o modo


adoptado para a sua apresentação – é o plano que se encontra aqui em questão.

2.1.3.4.Qualidade essencial

É importante que um sumário veicule uma problemática, mostre as questões e esboce as


respostas, quer dizer, que nas entrelinhas contenha um raciocínio original.

Vejamos exemplo dum sumário:

Introdução...........................................................................................................xx

1 Desenvolvilenmto..............................................................................................xx

2 Avaliação ..........................................................................................................xx

Bibliografia ..........................................................................................................xx
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Anexos (se houver) ...............................................................................................xx

Nota: xx – refere-se ao número de página.

2.1.4.Curriculum Vitae

2.1.4.1.Natureza

O Curriculum Vitae, do latim, significa “percurso de vida” e começa a ser referido pela
expressão currículo pessoal ou simplesmente currículo. Conforme REI, J. ESTEVES (pág.
85-185), é um documento que nos permite comunicar com os outros numa situação
concreta do mundo do trabalho. Apresenta várias facetas do individuo, e o seu objectivo
máximo é despertar o interesse pela pessoa, criar o desejo de falar com ela, querer saber
mais coisas a seu respeito. Não é, portanto, um documento estático, pois veicula uma
imagem forte da personalidade, capaz de agir sobre o leitor-destinatário e levá-lo a
querer procurar mais informação sobre o candidato ou interveniente. É, assim, um
instrumento de motivação e de sedução.

Na procura de emprego, é uma espécie de carta de apresentação, pessoal, que permite


ao empregador verificar se o candidato possui ou não os requisitos pretendidos. O
candidato deve valorizar as ocupações profissionais anteriores que sejam próximas
daquelas para as quais se procura uma pessoa.

2.1.4.2.Estilo

Na elaboração de um currículo pessoal pode utilizar-se: o plural majestático (nós


fizemos), a primeira pessoa do singular (eu fiz) ou a terceira pessoa do singular (ele
fez). Pode ainda ser feito de forma descritiva, sob a forma de fichas.

2.1.4.3.Partes

Um Curriculum Vitae apresenta as partes essenciais seguintes:

 Dados pessoais – nome, estado civil, residência permanente e telefone, lugar e


data de nascimento, nacionalidade, número de filhos e suas idades;
 Formação académica – básica, media e superior, referindo-se os diplomas e as
respectivas classificações, estabelecimentos de ensino onde foram obtidos, os
locais e as datas;
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 Formação profissional – inicial e complementar, ao longo da actividade


profissional;
 Experiência profissional – locais de trabalhos e respectivas empresas, indicando
data e referindo trabalhos ou projectos da iniciativa própria ou em que tenha
colaborado;
 Ocupação actual – local de trabalho e serviços em que se encontra, indicação do
salário;
 Associações de que é membro – profissionais, culturais, recreativas
 Projectos de vida – em que pensa empenhar-se a curto, médio ou longo prazo.

Vejamos um dos exemplos:

i. Formação Académica

Curso: Ciências Actuariais

Faculdade: (Nome da universidade)

Previsão de graduação: Jan/2010 – Dez/2015

ii. Idiomas

Inglês Avançado

Espanhol Intermediário

iii. Informática

Pacote Office, Internet.

iv. Experiência Profissional

Candidatos também podem colocar trabalho eventual ou em empresa júnior, do centro


académico da faculdade.

v. Nome da empresa

Cargo: Estagiário

Período: Fevereiro/2013 – Actual


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Atribuições: Programar e controlar as reservas financeiras dos clientes, a fim de garantir


o pagamento dos compromissos assumidos com os segurados; elaboração de planilhas e
cálculos financeiros.

vi. Outras actividades

Se o candidato faz trabalhos voluntários é importante descrever. O recrutador pode


avaliar as habilidades através deles.

Exemplo: Trabalho voluntário na Paróquia Santo António desde Março de 2009.

Arrecadação de fundos para a paróquia, aulas de catequese, campanhas beneficentes


para a comunidade.
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3.Capitulo II

3.1.TIPOS E FORMAS DE FRASES

Qualquer frase representa um tipo, de acordo com a intenção de quem a usa.

Cada frase só tem um tipo (de quatro tipos possíveis) e uma forma (afirmativa ou
negativa).

Tipos Intenções Marca na escrita Formas Exemplos


Declarativo Afirmativa
Informar sobre  Ponto final (.) Hoje vou à
um  Dois pontos (:) feira.
acontecimento  Reticências
O tempo está
, descrever (…)
bom.
uma situação
Negativa
Não gosto de
vinho.

Nunca fui à
caça.

Interrogativo Afirmativa
Formular uma Tens um lápis?
pergunta,
 Ponto de Vais de metro ou
apresentar
interrogação (?) de autocarro?
uma dúvida
Negativa
Não és
português?

Nunca comeste
patê?

Nem provaste?

Exclamativo Afirmativa
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Exprimir  Ponto de És tão


sentimentos: exclamação (!) arrumada!
satisfação,
Que linda
alegria,
menina!
surpresa,
indignação Negativa
Nunca arrumas
nada!

Nunca fazes o que


te digo!

Imperativo Afirmativa
Aconselhar,  Ponto final (.) Deves comer
fazer pedidos  Ponto de menos.
ou chamadas exclamação (!)
Senta-te!
de atenção,
ordenar Deixem-me
passar!

Negativa
Não te sentes
aí.

Nunca digas
nunca!

Nem penses
nisso!

Nas formas de frases, podemos também encontrar:

Forma Função Exemplo


Enfática É incluído um elemento Eu cá já percebi de que grupo
não necessário ao sentido social se trata.
básico da frase, mas que
lhe dá realce. (cá, lá, é
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que)
Neutra Não é incluído o elemento Eu já percebi de que grupo social
desnecessário ao sentido se trata.
básico da frase e que lhe
daria realce. Portanto a
frase não é enfática. É
neutra.
Activa O sujeito pratica a acção Esta personagem representa toda a
expressa pelo verbo. nobreza.
Passiva O sujeito recebe ou sofre a Toda a nobreza é representada por
acção expressa pelo verbo. essa personagem.
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4.Conclusão

Contudo, o texto administrativo é um texto formal, que deve ser escrito com correcção
gramatical, com clareza e objectividade, sem recurso a expressões de significado
ambíguo e, de uma forma geral, sem mais palavras do que as estritamente necessárias.
Nos textos administrativos, existem vários textos formais, mas no que citamos no
trabalho o grupo pude compreender que na acta a redacção deve ser simples, concisa e
clara; não deve haver abreviaturas e os números tal como as datas escrevem-se por
extenso; intervalos em branco, entrelinhas e rasuras são eliminados, no relatório é uma
venda de ideias ou produtos, serviços ou projectos, mas sempre uma venda a alguém, no
sumário apresenta o conteúdo sob a forma de plano, e no curriculum vitae apresenta
várias facetas do individuo, e o seu objectivo máximo é despertar o interesse pela
pessoa, criar o desejo de falar com ela, querer saber mais coisas a seu respeito. Quanto
aos tipos e formas de frases cada frase só tem um tipo (de quatro tipos possíveis –
declarativa, interrogativa, exclamativa e imperativa) e uma forma (afirmativa ou
negativa, enfática ou neutra, activa ou passiva). Ao analisares uma frase, ela será do tipo
X na forma Y.
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5.Referências bibliográficas

REI, J. Esteves. Curso de Redacção II - O Texto. Porto editora. Portugal. 1995. Pp 85-
185

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