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Disciplina: PRR - Prevenção e Controle de Riscos em Máquinas, Equipamentos e

Instalações I.

Tarefa 1 – 20 pontos

Nessa atividade iremos refletir sobre os assuntos relacionados à Máquinas, Equipamentos e


Instalações.

Você deverá ler os textos das Unidades I e II, as normas NR-13 – Caldeiras e Vasos e
Pressão, NR-18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção,
NR-11 – Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais e Anexos VI,
VII e VIII da NR-12 – Segurança do Trabalho em Máquinas e Equipamentos.

1. Responda as seguintes questões:


a. O que fazer no período de admissão de um operador de caldeira?

Resposta:

Ao efetivar a admissão de um operador de caldeira a empresa deverá disponibilizar ao


trabalhador qualificado, que tenha função anotada em carteira de trabalho, o curso específico e
com comprovação de estágio prático na própria caldeira que irá operar, o qual deverá ser
supervisionado, documentado e ter duração mínima de 80 horas para Caldeiras Categoria “A”,
60 horas para Caldeiras Categoria “B” e 40 horas para Caldeiras Categoria “C”.

A empresa ou estabelecimento deverá arquivar ou reunir os documentos e emitir os certificados


que comprovem a participação de seus operadores no referido estágio. Caso um operador,
treinado de acordo com a NR -13, necessite operar outra caldeira, deverá frequentar estágio
prático na nova caldeira que irá operar, mesmo que esta seja da mesma categoria que a
anterior.

b. Temporalmente, quais testes devem ser realizados na caldeira, quais as


atividades devem ser acompanhadas pelo engenheiro de segurança e onde
devem ser documentadas (atividades realizadas tanto pelo operador, quanto
pelo engenheiro mecânico)?

Resposta:

Todas as caldeiras devem ser submetidas às seguintes inspeções, a serem realizadas sob
responsabilidade técnica do profissional habilitado: Inicial; Periódica; Extraordinária.
A inspeção de segurança inicial deve ser feita em caldeiras novas, ANTES da entrada em
funcionamento, no local de operação, devendo compreender os seguintes exames: Exame
interno, seguido de teste de estanqueidade e Exame externo.

A inspeção periódica das caldeiras deve constar de exames interno e externo. O prazo efetivo
a ser observado dever ser definido pelo Profissional Habilitado (PH), obedecendo aos prazos
máximos dispostos na norma. Caso a empresa não possua Serviço Próprio de Inspeção de
Equipamentos (SPIE), devem ser considerados os seguintes prazos máximos: Caldeiras
categorias A, B e C: 12 meses; Caldeiras de recuperação de Álcalis: 15 meses; Categoria A
(desde que aos 12 meses tenham sido testadas as pressões de abertura das válvulas de
segurança): 24 meses.

A inspeção extraordinária deve ser realizada nas seguintes ocasiões: sempre que a caldeira for
danificada por acidente ou outra ocorrência capaz de comprometer sua segurança; quando a
caldeira for submetida à alteração ou reparo importante capaz de alterar suas condições de
segurança; antes de a caldeira ser recolocada em funcionamento, quando permanecer inativa
por mais de seis meses; quando houve mudança de local de instalação da caldeira.

Testes das válvulas de segurança: As válvulas de segurança instaladas em caldeiras devem


ser inspecionadas periodicamente.

Teste hidrostático: O objetivo principal do teste hidrostático, também chamado de Prova de


Pressão Hidrostática, é verificar a integridade estrutural do vaso ou da caldeira e o rearranjo de
possíveis tensões residuais, de acordo com o código de projeto. É realizado por meio da
pressurização do equipamento utilizando-se fluido incompressível, geralmente água,
submetendo-o a condições mais rigorosas do que aquelas de operação normal. Esse teste
deve ser realizado pelo fabricante, na fase de fabricação da caldeira ou vaso de pressão, com
comprovação por meio de laudo assinado por PH. Essa determinação se aplica a
equipamentos novos instalados a partir de maio/2014,

Manutenções preventivas e preditivas: A norma determina que os sistemas de controle e


segurança das caldeiras e dos vasos de pressão devem ser submetidos a manutenções
preventivas e preditivas. Nesses sistemas incluem-se os instrumentos indicadores de pressão,
as válvulas de segurança, os dispositivos para controle do nível de água em caldeiras, entre
outros. A manutenção preventiva, também conhecida como Time Based Maintenance (TBM), é
realizada a intervalos predefinidos de tempo. Essa manutenção tem por objetivo reduzir falhas
ou quedas no desempenho dos equipamentos, mantendo o sistema em estado operacional ou
disponível por meio de prevenção da ocorrência de falhas. A manutenção preditiva, também
conhecida como Condition Based Maintenance (CBM), corresponde a um conjunto de
atividades periódicas de acompanhamento das condições, variáveis e parâmetros dos
equipamentos (por exemplo, temperatura, vibração, viscosidade do óleo, etc.) que indicam sua
performance ou desempenho, com o objetivo de definir a necessidade ou não de intervenção.
O empregador deve garantir que os exames e testes em caldeiras, vasos de pressão e
tubulações sejam executados em condições de segurança para seus executantes e demais
trabalhadores envolvidos.

2. Elabore uma lista de controle (check-list) que contemple todas as verificações que
você como responsável pela segurança dos trabalhadores de uma obra (canteiro
de obra) terá que realizar para garantir que o meio ambiente de trabalho esteja
seguro. Contemple as seguintes máquinas/equipamentos: Elevador de carga,
grua, empilhadeira e andaimes.

Resposta:

Elevador de carga:

 Serviços relacionados à montagem, instalação e desmontagem devem ser relacionados


por profissional habilitado.
 A empresa usuária de equipamento de movimentação e transporte de materiais deve
possuir o seu “Programa de Manutenção Preventiva” e deve ser mantida junto ao livro
de Inspeção do Equipamento.
 Deve ser realizado teste dos freios de emergência dos elevadores para inicio de
operação e a cada noventa dias.
 Estes equipamentos só devem ser operados por trabalhador qualificado.
 Devem ter vistoria diária e estas devem ser registradas em um livro de inspeção do
equipamento.
 Deve ter uma proteção resistente desde a roldana livre até o tambor do guincho.
 A distância entre a face da cabine e a face da edificação deve ser de no máximo 60 cm.
 A base onde estão instalados o guincho, o suporte da roldana livre e a torre dos
elevadores tracionados a cabo, deve ser de concreto.
 A parte da torre acima da última laje deve ser estaiada.
 Verificar se a barreira instalada nos acessos de entrada da torre tenha no mínimo, um
metro e oitenta centímetros de altura.
 As cancelas dos elevadores devem estar equipadas com chaves de segurança do tipo
ruptura positiva.
 Verificar se está há monitoramento dos eixos de saída do redutor e do carretel em
elevadores tracionados a cabo.
 Verificar se os elevadores para transportar material estão sendo utilizado somente para
esse fim.
 Deve existir um sistema de segurança eletromecânica monitorado pela interface de
segurança no limite superior.
 Verificar se o elevador possui dispositivo de tração, sistema de frenagem automática e
sistema que impeça a movimentação do equipamento quando a carga ultrapassar a
capacidade permitida.
 Durante a utilização de poços de elevadores e monta-cargas, antes da instalação do
elevador final, as portas deverão ser cercadas em toda sua altura.
 O cabo de aço deve ser inspecionado para evitar avarias e sempre devem existir 6
voltas de rolamento do tambor.

Grua:

 A grua não deve ser utilizada para transporte de pessoas.


 Não deve ser utilizada com cargas inclinadas ou em diagonal ou potencialmente
ancoradas como desforma dos elementos pré-moldados.
 Deve-se verificar os cabos e equipamentos de ligação.
 Dependendo da complexidade do material a ser içado e transportado é importante
elaborar um plano Rigging.
 Devem ser utilizadas linhas apropriadas para o uso com material específico.
 Os cabos devem ser lubrificados periodicamente com óleo adequado.

Empilhadeira:

 O trabalhador deve operar o equipamento portando cartão de identificação em lugar


visível, com nome e fotografia.
 As empilhadeiras devem ter buzina.
 Não deve ser utilizada empilhadeira a combustão em locais fechados.
 As empilhadeiras não devem ser utilizadas para transportar pessoas.
 Deve ser feita inspeção diária no equipamento.
 Inspecione toda a área ao redor da empilhadeira, antes de movimentá-las.
 Não deixe ferramentas ou outros equipamentos sobre empilhadeiras.
 Mantenha os garfos a mais ou menos 20 cm do solo e a torre inclinada para trás.
 Cuidado com o movimento da carga de grande largura.
 Ao estacionar em área apropriada, inclinar a torre de elevação para frente, abaixar os
garfos até o solo, aplicar o freio de estacionamento, retirar a chave e calçar as rodas,
quando em declive.

Andaimes:

 Verificar se o andaime está identificado com informações do fabricante, referência do


tipo, lote e ano fabricação.
 Na montagem do andaime é necessário que seja realizada por trabalhadores
qualificados, e que estes estejam usando cinto de segurança tipo paraquedista e
ferramentas exclusivamente manuais.
 O cinto paraquedista deve apresentar duplo talabarte, ganchos de abertura mínima de
50mm e dupla trava.
 A superfície do piso do andaime deve ser rígida e antiderrapante.
 Nas laterais deve ter guarda-corpo e rodapé para evitar que o trabalhador caia ou
escorregue.
 O acesso deve ser por escada montada na estrutura do tipo marinheiro.
 Não deve ter escadas montadas sobre o andaime.
 Os andaimes simplesmente apoiados deve estar apoiados em sapatas sobre base
sólida e ser fixado à estrutura da edificação por meio de amarração e estroncamento.
 Andaimes do tipo móvel devem estar em superfícies planas e deve apresentar travas.
 É importante que andaimes do tipo fachadeiro estejam cobertos por tela.
 O trabalhador de andaimes suspensos deverá usar cinto tipo paraquedista ligado a um
cabo guia com trava-quedas.
 Deve-se verificar se o andaime suspenso está de acordo com o especificado em projeto
e garantir que sempre ao iniciar o trabalho seja verificado o estado de instalação.
 Os cabos dos andaimes suspensos devem estar em bom estado e devem ser
verificados no início da atividade. Os cabos devem ser de aço.
 Andaimes suspensos motorizados devem apresentar cabos de alimentação de dupla
isolação, tomadas e plugs blindados, bom aterramento elétrico e uso de dispositivo
diferencial residual.
3. Quais seriam as exigências contidas na norma referente para um misturador
aberto de borracha?

Resposta:

Um misturador aberto é constituído por dois rolos, em geral de igual diâmetro D, com eixos
paralelos, que rodam em sentidos opostos. Estes cilindros são fabricados em aço vazado.

Os cilindros misturadores de borracha podem oferecer risco de acidente grave quando existir a
possibilidade de aprisionamento das mãos na região de convergência do par de cilindros
metálicos. São comuns máquinas com cilindros de cerca de 30 cm de diâmetro, de grande
inércia, podendo, por isso, provocar esmagamento extremamente grave em mãos e braços.

Os itens 1.3.5 a 1.3.8 da NR 12 dedicam-se à proteção de máquinas, levando em consideração


os riscos mecânicos, bem como quaisquer outros envolvidos. As proteções devem interferir o
mínimo possível na operação, manutenção e limpeza das máquinas. De maneira geral, as
proteções devem impedir o acesso às partes perigosas das máquinas.

Existem diversos tipos de proteção, entre elas, podemos citar as proteções fixas enclausuradas
ou a distância. As proteções fixas só devem ser removidas com o uso de ferramentas
apropriadas para serviços de manutenção. Um outro tipo de proteção é aquela que interrompe
a fonte de energia da máquina, conhecida como “proteção por intertravamento”. O
intertravamento pode ser pneumático, hidráulico, mecânico ou elétrico, ou uma combinação
deles. Os intertravamentos não devem ser facilmente desativados.

Bom trabalho!