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05/06/2020 ConJur - Servidor afastado para curso nem sempre precisa ressarcir órgão se é reprovado

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CASO FORTUITO

Servidor afastado para curso nem sempre


precisa ressarcir órgão se é reprovado
8 de outubro de 2017, 18h30 Imprimir Enviar

Por Matheus Teixeira

 Ouvir: tado para curso nem sempre precisa ressa 0:00

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Quando um servidor público tira licença do trabalho para fazer pós-graduação


e não conclua o curso, deve ressarcir o erário pelos gastos com seu
aperfeiçoamento. Mas a legislação prevê que, se o funcionário foi reprovado
por situações de força maior ou caso fortuito, a decisão de cobrar ou não os LEIA TAMBÉM
valores do funcionário é opção da direção do órgão.
SELEÇÃO ABERTA

Com esse entendimento, o Instituto Federal de Goiás isentou uma professora Com aulas de ministro do TCU e de
de ressarcir a instituição pelo período que ficou afastada para fazer um ex-CGU, mestrado oferece bolsas
doutorado em que acabou reprovada, em processo administrativo. OLHAR ECONÔMICO
Universidade de São Paulo merece
Para o reitor do IFG, Jeronimo da Silva, os documentos anexados comprovam
reencontrar-se com seu destino
que a docente dedicou-se de forma ativa e eficiente às aulas, mas não
conseguiu o diploma por ter passado por problemas profissionais, além de ter OPINIÃO
enfrentado dificuldades pessoais, apresentando um grave quadro de depressão Gustavo Santos: Resultado da
e obesidade mórbida. avaliação da pós-graduação em
Direito
Assim, o instituto considerou que a situação da professora se encaixa nas
hipóteses de força maior ou caso fortuito que autorizam a autoridade máxima TRIBUNA DA DEFENSORIA
do órgão a abrir mão da reposição dos valores despendidos com o A importância de grupos de pesquisa
aperfeiçoamento do servidor. nas defensorias públicas

Segundo o advogado da professora, Sérgio Merola, a cliente sofreu uma série PRODUTIVIDADE REMUNERADA
de arbitrariedades enquanto fazia doutorado em Ciências Ambientais na Licença-maternidade suspende
Universidade Federal de Goiás. Inicialmente, relata, a previsão era que ela gratificação por serviço, diz TJ-RJ

https://www.conjur.com.br/2017-out-08/servidor-afastado-curso-nem-sempre-ressarcir-orgao-reprovado 1/3
05/06/2020 ConJur - Servidor afastado para curso nem sempre precisa ressarcir órgão se é reprovado

tivesse um orientador e um co-orientador, mas a segunda figura nunca existiu. LIVRE INDICIAMENTO
Bruno Rezende: Servidor público
indiciado por lavagem deve ser
Para piorar, por conta da divergência com o docente escolhido para afastado
supervisionar seu trabalho, ela ficou seis meses sem orientação e teve que
trocar de orientador. PAUTA DE JULGAMENTOS
CNJ julga desembargadores acusados
Na defesa da tese, o novo responsável pelo trabalho a aprovou, mas os outros de fraudar pagamento de precatórios
dois integrantes da banca examinadora pediram para ela alterar alguns pontos
da tese a fim de apresentá-la novamente depois. Após fazer as modificações, Facebook Twitter
no entanto, ela foi informada que estava reprovada, pois não poderia ter
ganhado nova chance de defesa.
Linkedin RSS
Por conta disso, ela entrou em quadro de depressão profunda; teve paralisia
facial por nervosismo e ganhou muito peso, tendo que se submeter a cirurgia
bariátrica, relata a defesa. “Comprovado nos autos a arbitrariedade da UFG,
bem como todo o empenho e a competência da servidora durante o programa
de doutorado, o reitor do IFG entendeu que a reprovação foi por caso fortuito
ou de força maior, e decidiu pela não responsabilização da servidora para
ressarcir o erário”, diz o advogado.

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Matheus Teixeira é repórter da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 8 de outubro de 2017, 18h30

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COMENTÁRIOS DE LEITORES
1 comentário

A PÓS-GRADUAÇÃO E AS INJUSTIÇAS
Prof. Luiz AD Brasil (Advogado Autônomo - Trabalhista)
11 de outubro de 2017, 14h01

Infelizmente este tipo de injustiça é corriqueiro nas nossas universidades, muitos


mestrandos e doutorandos são vítimas de desamparo na hora de receber o apoio de
orientação e se o aluno não se submeter aos caprichos e às ideologias dos
orientadores é reprovado. Também o Ministério do Planejamento até hoje não
regulamentou a licença para afastamento parcial para esses cursos, obrigando o
servidor a cumprir um mesmo prazo de pedágio como se o servidor tivesse
solicitado afastamento total de suas funções.

Comentários encerrados em 16/10/2017.


A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.

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