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Estratégias de Tarifação

Horária

Prof. Dr. Wesley Usida


ROTEIRO

Tendências

Tarifas II

Tarifas 1

O Setor Elétrico
Critério de Avaliação

Atividades Específicas Modalidade Peso


Entrega de Exercícios (2,0 cada exercício) Individual 4,0

Entrega de Exercícios (2,0 cada exercício) Grupo 4,0

Participação e frequência Individual 2,0

Total 10,0
O que é tarifa?
Tarifa - definição
1 Tabela de direitos a que estão sujeitas as mercadorias
importadas e exportadas.
2 Registro que indica o valor corrente da moeda.
3 Tabela que registra o valor ou o preço de uma
coisa.
4 Tabela dos preços de transporte de cargas por qualquer
via: Tarifa ferroviária, rodoviária.
5 Tabela de valores cobrados por correspondência e
volumes remetidos pelo correio.
6 Catálogo de mercadorias, com preços correntes por
unidade ou espécie; lista de preços.
T. pública: tarifa cobrada pelos serviços públicos,
como fornecimento de energia elétrica e água,
correios etc.
Tarifa de Energia Elétrica
Tarifa – ANEEL (REN 414/2010)

“valor monetário estabelecido pela ANEEL, fixado em R$


(Reais) por unidade de energia elétrica ativa ou da
demanda de potência ativa, sendo:

a) tarifa de energia – TE ...

b) tarifa de uso do sistema de distribuição – TUSD...


Setor de Energia Elétrica

GERAÇÃO

TRANSMISSÃO

DISTRIBUIÇÃO

Consumidores
Histórico das tarifas
Histórico

1934 - Código de Águas – (Decreto n. 24.643,


10/7/1934

Tarifa pelo custo

 Despesas de Operação, impostos e taxas


 Depreciação
 Remuneração
 Custo histórico (capital menos depreciação)
Histórico

1957 - Decreto n. 41.019, 26/2/1957

 Paridade de receita e custo (fiscalização)

 7 classes de consumo (residencial, rural,


comércio, industrial, poder público, serviço
público e consumo próprio)
Histórico

1968 - Decreto n. 62.724, 17/5/1968

 Normas gerais para tarifação (Grupo A e B)

 Componentes de Potência e Energia

 Responsabilidade pelos custos

 Tarifas Binômias

 Início da estrutura tarifária


Histórico

1975 – Decreto n. 75.887, de 20/6/1975

 8 classes de consumo (iluminação pública)

1981 – Decreto n. 86.463, de 13/10/1981

 Possibilidade de Tarifas horo-sazonais


Histórico

1987 – Portaria n. 222, de 22/12/1987

 Condições gerais de fornecimento de energia


elétrica

1988 – Portaria n. 33, de 11/2/1988

Tarifas horo-sazonais
Histórico

1987 – Portaria n. 222, de 22/12/1987

 Condições gerais de fornecimento de energia


elétrica

1988 – Portaria n. 33, de 11/2/1988

Tarifas horo-sazonais
Histórico

• 1990 – Lei Nº 8.031/1990: Programa Nacional de


Desestatização - PND

Reordenar a posição estratégica do Estado na economia, transferindo à


iniciativa privada atividades indevidamente exploradas pelo setor público
Mudança da visão (eficiência)

Mudança do papel do Estado

Atração de investimentos privados

Setor estratégico
Histórico

1993 – Lei n. 8.631, 4/3/1993

 Fim da remuneração garantida

1995 – Leis n. 8.987/1995 e n. 9.427

 Tarifa pelo preço


Tarifa pelo Custo vs Tarifa pelo Preço
Custo Preço
Cobertura dos custos Custos Eficientes
operacionais (Risco)

Taxa de Retorno Fixa


Remuneração Garantida
(Risco)

Ineficiência Estimula eficiência

Estabilidade para a Mecanismo de equilíbrio


distribuidora econômico-financeiro
O Setor Elétrico Brasileiro
Processo de Reestruturação do Setor de Energia Elétrica

Chile

Países
Pioneiros
Reino
Noruega
Unido
Processo de Reestruturação do Setor de Energia Elétrica

Reduzir o Preço da Energia Elétrica

Acesso Livre aos Sist. Transmissão ou Distribuição

Ganhos de eficiência

Atrair o Capital Privado


O Sistema Elétrico Brasileiro - SEB

O que aconteceu com o setor de energia


elétrica brasileiro?
O Sistema Elétrico Brasileiro - SEB

• DESVERTICALIZAÇÃO
3 ALICERCES: • LIVRE ACESSO
• CONTRATOS

• TENDÊNCIA MUNDIAL
DESVERTICALIZAÇÃO
• OUTROS SETORES

• ANEEL
• ONS
NOVOS AGENTES:
• MAE (atual CCEE)
• EPE
Reestruturação do Setor de Energia Elétrica - Brasil

Geração

Distribuição
Transmissão

Comercialização

 Lei 8.987/1995 – “Lei das Concessões de Serviços Públicos”


 Separação das áreas:
1. Geração de Energia Elétrica
2. Transmissão de Energia Elétrica
3. Distribuição de Energia Elétrica
4. Comercialização
Desverticalização
ANTES DEPOIS
Reestruturação do Setor de Energia Elétrica - Brasil

 Lei 9427/1996 – instituiu a ANEEL, responsável pela


regulação e fiscalização dos serviços de energia elétrica
Processo de Reestruturação - Brasil

 Mecanismo de formação de preços

Acesso aos sistemas de transmissão e


distribuição

 Regulação do mercado de energia elétrica


SEGMENTAÇÃO DAS ATIVIDADES

Monopólio Natural Competição


Forte Regulação Regulação Mínima

Distribuição Geração

Transmissão Comercialização
Definição de Regulação
“regulação estatal da economia é o conjunto de medidas
legislativas, administrativas e convencionais, abstratas ou
concretas, pelas quais o Estado, de maneira restritiva da
liberdade privada ou meramente indutiva, determina,
controla, ou influencia o comportamento dos agentes
econômicos, evitando que lesem os interesses sociais
definidos no marco da constituição e orientando-os em
direções socialmente desejáveis”.

(Alexandre Santos de Aragão, 2004 - Regulação da


economia: conceito e características contemporâneas.
Revista do Direito da Energia)
Regulação vs Regulamentação

Constituição
Federal

Leis

Regulamentação Decretos

Portarias
Normativa

Resoluções Homologatória

Autorizativa
Introdução

QUEM DEFINE A TARIFA?


Regulação do Setor de Energia Elétrica

Econômica Ex: Tarifa


Regulação Setorial
Técnica Ex: Qualidade
Regulação do Setor de Energia Elétrica

Regulação Econômica

 Controle dos preços para os serviços de


transmissão e distribuição de energia elétrica

 Controle dos preços para os consumidores


cativos

 Preservação do equilíbrio econômico-financeiro


Planejamento e Despacho
SISTEMAS TERMELÉTRICOS
Planejamento - Sistemas Termelétricos

Despacho não considera consequências


futuras => Horizonte Curto

Usinas: nuclear, combustíveis fosseis,


gás, co-geração, etc.
SISTEMAS HIDROTÉRMICOS
Planejamento - Sistemas Hidrelétricos

 Despacho considera as consequências


futuras
 Reservatórios de Regularização

 Nível adequado de complementação térmica

 Planejamento da Operação => Simulação


da Operação do Sistema
Planejamento

Como o planejamento influencia no preço


da energia?

 Energia das Usinas Termelétricas são


mais caras

 Busca minimizar os custos da energia


sem causar déficit futuro de energia.
Planejamento da Operação - ONS
Referências

SILVA, E. L., Formação de


Preços em Mercados de
Energia Elétrica, Ed. Sagra
Luzzatto, Porto Alegre, 2001.
Potência vs Energia
POTÊNCIA ELÉTRICA (P)

DADA PELO PRODUTO DA TENSÃO PELA CORRENTE

trabalho
P= = tensão x corrente => P = U.i
tempo

UNIDADE > watt > W


cavalo vapor > cv (1 cv = 735,5 W)
horse power > hp (1 hp = 745,7 W)
POTÊNCIA ELÉTRICA (P)

 CAPACIDADE DE REALIZAR TRABALHO

 DADA PELO PRODUTO DA POTÊNCIA ELÉTRICA PELO TEMPO:

Energia = Potência x Tempo

UNIDADE: Energia = [W] x [h] = Wh


POTÊNCIA vs ENERGIA

CURVA DE POTÊNCIA

ÁREA SOB A CURVA = ENERGIA


POTÊNCIA vs ENERGIA
POTÊNCIA vs ENERGIA

• Unidade de medida : WATT (W)


Potência • Nome dado em homenagem a James
Watt (1736-1819), inventor escocês

• Unidade de medida: Watt-hora (Wh)


Energia • Equivale ao dispêndio de 1 Watt
durante 1 hora
Exemplo:

Qual é o consumo mensal de energia de uma lâmpada


de 60W (potência) que ficou ligada durante 6 horas
(tempo)?

RESOLUÇÃO:

Energia = Potência x Tempo

Energia = 60 [W] X 6 [h]

Energia = 360Wh = 0,36KWh

Tarifa = 0,46435 [R$/kWh]

Valor= (Energia x 30).Tarifa = 10,8x0,46435 = R$ 5,01


Exemplos

Demanda kW
Tarifa
(Grupo A) Consumo de
kWh
Energia
Referências

Kagan, N., De Oliveira, C. C.


B., Robba, E. J., Introdução
aos Sistemas de
Distribuição de Energia
Elétrica, Ed. Blucher, Porto
Alegre, 2010.
Tarifas

Divisão de responsabilidade
Tarifas de Energia Elétrica

 TUST – Tarifa de uso dos sistemas de


transmissão
 TUSD – Tarifa de uso dos sistemas de
distribuição
 TUSDg – Tarifas de uso dos sistemas
de distribuição - geração
 TE – Tarifa de Energia
TRANSMISSÃO DE ENERGIA

Tarifa de Uso do Sistema de


Transmissão – TUST
Transmissão

GERAÇÃO

Monopólio

TRANSMISSÃO

DISTRIBUIÇÃO

CONSUMIDORES

Concorrência
Acesso aos sistemas de T & D

 Livre concorrência na compra e venda de


energia elétrica

 Transmissão e distribuição: monopólios


naturais
Tarifa de uso dos sistemas de transmissão - TUST

Artigo 15 da Lei nº 9.074/1995:

”§ 6o É assegurado aos fornecedores e respectivos


consumidores livre acesso aos sistemas de
distribuição e transmissão de concessionário e
permissionário de serviço público, mediante
ressarcimento do custo de transporte envolvido,
calculado com base em critérios fixados pelo poder
concedente.”
Transmissão

GERAÇÃO

TRANSMISSÃO

DISTRIBUIÇÃO

Consumidores

 Rede Básica
 Operado pelo Operador Nacional do Sistema - ONS
Transmissão
Rede Básica
REN nº 067/2004

Art. 3° Integram a Rede Básica do Sistema


Interligado Nacional - SIN as Instalações de
Transmissão, definidas conforme inciso II do artigo
anterior, que atendam aos seguintes critérios:

I – linhas de transmissão, barramentos,


transformadores de potência e equipamentos de
subestação em tensão igual ou superior a 230 kV; e

II – transformadores de potência com tensão


primária igual ou superior a 230 kV e tensões
secundária e terciária inferiores a 230 kV, bem como
as respectivas conexões e demais equipamentos
ligados ao terciário...
Transmissão de Energia Elétrica

 Exercida mediante concessão (licitação –


leilão)

 Contrapartida da prestação de serviço de


transmissão de energia elétrica => Receita
Anual Permitida (RAP)
Tarifa de uso dos sistemas de transmissão

 Metodologia nodal => cálculo das tarifas


de uso do sistema de transmissão da Rede
básica do Sistema Interligado (SIN).

 Histórico:

Metodologia
Metodologia
Nodal para
Nodal
Fora Ponta

1999 2010
Relações Contratuais na Transmissão

CCT - Contratos de Conexão


à Transmissão

Transmissora Usuários

T1 U1

T2 U2

T3 U3

CPST CUST
Contrato de Contrato de Uso do
Prestação de Serviço Serviço de
de Transmissão Transmissão
Relações Contratuais na Transmissão

Gerador na Rede CCT


Básica

CUST
CCT
Transmissora

CPST

Consumidor Livre na CUST


Rede Rásica
Receita Anual Permitida - RAP

 Os serviços de transmissão são


remunerados por meio da RAP

 Remuneração - contratação dos serviços


prestados (CPST)

 Rateada entre os usuários da rede


(geradores, distribuidoras, consumidores
livres, etc)
Receita Anual Permitida - RAP

Distribuição
Geração 50% 50%
Consumidores
Livres

RAP = ∑ (EUSTgeração) + ∑(EUSTcarga)


Encargos de Uso do Sistema de Transmissão - EUST

 Obtidos pela multiplicação da TUST pelo


montante de uso contratados no CUST

 Todo usuário paga a todas as


transmissoras. Portanto, todos as
transmissoras recebem de todos os
usuários.
Encargos de Uso do Sistema de Transmissão - EUST

Aviso de Débito Aviso de Crédito

U1 T1

U2 T2

U3 T3

Un Tn
Alocação de Custos

 TUST nodal (Brasil):

 Sinal locacional: representa o impacto


que cada usuário causa na rede básica

 Selo de ajuste: remunera o restante do


sistema de transmissão
TUST

 R$/KW.mês
Exercício - TUST

Tarifas -
Pontos de Conexão MW Despesa - R$
R$ / KW
P1 - Ponta 0,925 23,77 21.987,25
P2 - F. Ponta 0,895 70,93 63.482,35
DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA
ELÉTRICA

Tarifa de Uso do Sistema de


Distribuição – TUSD
e
Tarifa de Energia - TE
Tarifa – Mercado cativo

TUSD
Tarifa
TE
Tarifa – Mercado cativo

Ponta
TUSD
Fora Ponta
Tarifa
Ponta
TE
Fora Ponta
Tarifa de Uso dos Sistema de Distribuição - TUSD
Sistema de Tarifação – TUSD e TE

 Tarifa fundamentada em custos marginais

A partir das tarifas de referência (tarifa pelo


custo marginal)
 Obtidas considerando o comportamento da
carga e os custos marginais do sistema
elétrico
 É a base para a definição da estrutura
tarifária
Relações Contratuais na Distribuição

Transmissora
Consumidor Livre CCD, CUSD
fora da Rede Básica

CCT
CCD, CUSD
Distribuidora

CUST

CUST
Gerador fora da Rede CUST
Básica (?)
TUSDg

 É a tarifa de uso do sistema de


distribuição para os geradores conectados
nessas redes, com tensão entre 88kV e
138kV (Resolução nº 349/2009)

 Cada gerador tem uma tarifa nominal

 As tarifas são publicadas na Resolução


Homologatória da Distribuidora
Resolução Normativa n. 414/2010
 17 Capítulos

 Sucessora da Resolução n. 456/2000

Resolução Normativa n. 414/2010


Resolução n. 414/2010

Capítulo I – Das Definições

 Consumidor
 Unidade Consumidora
 Fatura
 Modalidade
 Demanda
 Energia
 Medição
Resolução n. 414/2010

Consumidor:

“pessoa física ou jurídica, de direito público ou


privado, legalmente representada, que solicite o
fornecimento, a contratação de energia ou o uso
do sistema elétrico à distribuidora, assumindo as
obrigações decorrentes deste atendimento à(s)
sua(s) unidade(s) consumidora(s), segundo
disposto nas normas e nos contratos”
Resolução n. 414/2010

Unidade Consumidora:

“conjunto composto por instalações, ramal de


entrada, equipamentos elétricos, condutores e
acessórios, incluída a subestação, quando do
fornecimento em tensão primária, caracterizado
pelo recebimento de energia elétrica em apenas
um ponto de entrega, com medição
individualizada, correspondente a um único
consumidor e localizado em uma mesma
propriedade ou em propriedades contíguas”
Resolução n. 414/2010

Fatura

“documento comercial que apresenta a quantia


monetária total deve ser paga pelo consumidor à
distribuidora, em função do fornecimento de
energia elétrica, da conexão e uso do sistema ou
da prestação de serviços, devendo especificar os
serviços fornecidos, a respectiva quantidade,
tarifa e período de faturamento”
Fatura (REN n. 414/2010)
Tensão de Fornecimento (REN n. 414/2010)

Tensão Tensão primária Tensão primária


Secundária ≤ 69kV > 69kV

Carga instalada
Carga instalada >75kW e; Demanda > 2,5MW
≤75kW
Demanda ≤2,5MW
Tipos de Consumidor (REN n. 414/2010)

 Consumidor Cativo: fornecimento de energia


pela concessionária

 Consumidor Livre: agente da CCEE

 Consumidor Especial: agente da CCEE que


compra energia de fontes incentivadas e possui
carga maior que 500kW
Grupos Tarifários
A(≥ 2,3kV ou
subterrâneo
em Ts)
Grupo
B(< 2,3kV)
A1 (≥ 230kV)

A2 (88 kV a 138kV)
Subgrupo
A3 (69kV)
A(≥ 2,3kV ou
subterrâneo em Ts)
A3a (30kV a 44kV)

A4 (2,3kV a 25kV)

AS (<2,3kV
subterrâneo)
B1 – residencial
Subgrupo
B2 – Rural
B(< 2,3kV)
B3 – demais
classes
B4 – Ilum.
Pública
A1 (≥ 230kV)

A2 (88 kV a 138kV)

A3 (69kV)
A(≥ 2,3kV ou
subterrâneo em Ts)
A3a (30kV a 44kV)

A4 (2,3kV a 25kV)
Grupo
AS (<2,3kV
subterrâneo)

B1 – residencial

B2 – Rural
B(< 2,3kV)
B3 – demais
classes

B4 – Ilum. Pública
Classe de Consumo -
Tarifas
Tarifa (definição REN n. 414/2010)

Residencial

Rural

Industrial
Classe
Comercial

Poder Público

Serviço Público

Iluminação
Pública
Modalidades Tarifárias
Modalidades Tarifárias (definição REN n. 414/2010)

“Conjunto de tarifas aplicáveis às


componentes de consumo de energia
elétrica e demanda de potências
ativas”
Modalidades Tarifárias (definição REN n. 414/2010)

 Modalidade tarifária convencional monômia

 Modalidade tarifária horária branca

 Modalidade tarifária convencional binômia

 Modalidade tarifária horária verde

 Modalidade tarifária horária azul


Modalidade
Tarifária

Convencional Horária

Monômia Binômia

Branca Verde Azul


Tarifa (definição REN n. 414/2010)

Monômia Energia
Tarifa
Energia
Binômia
Demanda
Modalidades Tarifárias (definição REN n. 414/2010)

Definição de DEMANDA

“média das potências elétricas ativas ou reativas, solicitadas ao


sistema elétrico pela parcela da carga instalada em operação na
unidade consumidora, durante um intervalo de tempo
especificado, expressa em quilowatts (kW) e quilovolt-ampère-
reativo (kvar), respectivamente”

Definição de ENERGIA ELÉTRICA ATIVA:

“aquela que pode ser convertida em outra forma de energia,


expressa em quilowatts-hora (kWh)”
Definições de DEMANDA

“demanda contratada: demanda de potência ativa a ser


obrigatória e continuamente disponibilizada pela distribuidora, no
ponto de entrega, conforme valor e período de vigência fixados
em contrato, e que deve ser integralmente paga, seja ou não
utilizada durante o período de faturamento, expressa em
quilowatts (kW);

demanda faturável: valor da demanda de potência ativa,


considerada para fins de faturamento, com aplicação da
respectiva tarifa, expressa em quilowatts (kW);

demanda medida: maior demanda de potência ativa, verificada


por medição, integralizada em intervalos de 15 (quinze) minutos
durante o período de faturamento;”
Modalidades Tarifárias (definição REN n. 414/2010)

Modalidade tarifária convencional


monômia:

“aplicada às unidades consumidoras do


grupo B, caracterizada por tarifas de
consumo de energia elétrica,
independentemente das horas de utilização
do dia”
Modalidades Tarifárias (definição REN n. 414/2010)

Exemplo: REH 1516/2013 - Coelce


Modalidades Tarifárias (definição REN n. 414/2010)

Modalidade tarifária horária branca:

“aplicada às unidades consumidoras do


grupo B, exceto para o subgrupo B4 e para
as subclasses Baixa Renda do subgrupo B1,
caracterizada por tarifas diferenciadas de
consumo de energia elétrica, de acordo com
as horas de utilização do dia”
Modalidades Tarifárias (definição REN n. 414/2010)

Modalidade tarifária convencional binômia:

“aplicada às unidades consumidoras do grupo


A, caracterizada por tarifas de consumo de
energia elétrica e demanda de potência,
independentemente das horas de utilização do
dia;”
Modalidades Tarifárias (definição REN n. 414/2010)

Exemplo: REH 1516/2013 - Coelce


Modalidades Tarifárias (definição REN n. 414/2010)

Modalidade tarifária horária verde:

“aplicada às unidades consumidoras do grupo


A, caracterizada por tarifas diferenciadas de
consumo de energia elétrica, de acordo com
as horas de utilização do dia, assim como de
uma única tarifa de demanda de potência”
Modalidade Tarifária Horária Azul
(REN 414/2010)

“Aplicada às unidades consumidores


do Grupo A, caracterizada por tarifas
diferenciadas de consumo de energia
elétrica e de demanda de potência, de
acordo com as horas de utilização do
dia”
Modalidade Tarifária (REN 414/2010)

Quem define???

“Art. 58. Quando da solicitação de


fornecimento, mudança de grupo tarifário ou
sempre que solicitado, para unidades
consumidoras do grupo A, a distribuidora
deve informar, por escrito, em até 15
(quinze) dias, as modalidades tarifárias
disponíveis para faturamento, cabendo ao
interessado formular sua opção por
escrito.”
ICMS, PIS, COFINS e CIP

 Federal
 PIS
 COFINS

 Estadual
 ICMS

 Municipal
 CIP

𝑇𝑎𝑟𝑖𝑓𝑎 ℎ𝑜𝑚𝑜𝑙𝑜𝑔𝑎𝑑𝑎 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝐴𝑁𝐸𝐸𝐿


𝑇𝑎𝑟𝑖𝑓𝑎 𝑓𝑖𝑛𝑎𝑙 =
1 − 𝐼𝐶𝑀𝑆 + 𝑃𝐼𝑆 + 𝐶𝑂𝐹𝐼𝑁𝑆
Tarifa

Consumo de TUSD (MWh)


Monômia
Energia + TE(MWh)
Tarifa
Demanda TUSD (kW)
Binômia
Consumo de TUSD (MWh)
Energia + TE(MWh)
O que é Horário de Ponta? (REN n. 414/2010)

posto tarifário ponta:

“período composto por 3 (três) horas diárias


consecutivas definidas pela distribuidora considerando
a curva de carga de seu sistema elétrico, aprovado
pela ANEEL para toda a área de concessão ou
permissão, com exceção feita aos sábados, domingos,
terça-feira de carnaval, sexta-feira da Paixão, Corpus
Christi” (e demais feriados)
Outros Assuntos
Enquadramento (REN n. 414/2010)

Art. 57. As unidades consumidoras devem ser


enquadradas nas modalidades tarifárias conforme os
seguintes critérios:
§ 1o Pertencentes ao grupo A:
I – na modalidade tarifária horária azul, aquelas com
tensão de fornecimento igual ou superior a 69 kV;
II – na modalidade tarifária horária azul ou verde, de
acordo com a opção do consumidor, aquelas com
tensão de fornecimento inferior a 69 kV e demanda
contratada igual ou superior a 300 kW; e
Enquadramento (REN n. 414/2010)

...
III – na modalidade tarifária convencional binômia, ou
horária azul ou verde, de acordo com a opção do
consumidor, aquelas com tensão de fornecimento
inferior a 69 kV e demanda contratada inferior a 300
kW.
Ultrapassagem (REN n. 414/2010)

 Ultrapassagem de demanda

Art. 93. Quando os montantes de demanda de


potência ativa ou de uso do sistema de distribuição
– MUSD medidos excederem em mais de 5% (cinco
por cento) os valores contratados, deve ser
adicionada ao faturamento regular a cobrança
pela ultrapassagem conforme a seguinte equação:
Dica – Demanda 5%

Controlador de Demanda: Gerencia a demanda


ativa de energia elétrica, mediante desligamento de
cargas pré-selecionadas, evitando multas por
ultrapassagem da demanda.
Ultrapassagem (REN n. 414/2010)
TUSD

R$/kW Investimentos
TUSD
Custos
R$/MWh
operacionais
Modalidade tarifária convencional
binômia:

R$/kW

TUSD

R$/MWh
CONVENCIONAL

TE R$/MWh
Modalidade tarifária horária verde:

R$/kW
TUSD Ponta
R$/MWh
Fora Ponta
Verde
Ponta
TE R$/MWh
Fora Ponta
Modalidade tarifária horária azul:

Ponta
R$/kW
TUSD Fora Ponta
R$/MWh
AZUL
Ponta
TE R$/MWh
Fora Ponta
Bandeiras Tarifárias
Bandeiras Tarifárias

A tarifa não sofre nenhum acréscimo

A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,025


para cada kWh consumido

A tarifa sobre acréscimo de R$ 0,045


para cada kWh consumido
Informações técnicas
Tarifas
Bandeiras Tarifárias
Bandeiras Tarifárias
Processos de Alteração
de Tarifas
Tarifas
• Receita
• Estrutura Tarifária
• Abertura Tarifária
Reajuste
Tarifário

Processos
de
Alteração
das Tarifas

Revisão
Tarifária
Revisão
Extraordinária Tarifária
Como é composta a Tarifa?
Como é composta a Tarifa?
Custos:
 Geração
GERAÇÃO  Transmissão
 Distribuição
 Encargos Setoriais

CONSUMIDORES

DISTRIBUIÇÃO

TRANSMISSÃO
Composição da Receita
CDE

PROINFA

TFSEE
Parcela A
P&D

Compra de Energia

Receita Transmissão

Operação e manutenção
(O&M)
Remuneração do
investimento
Parcela B
Depreciação

IRPJ e CSLL
Composição da Receita

Encargos Setoriais

Parcela A

Receita

Parcela B
Receita Regulatória - Exemplo
Encargos
Custo de Setoriais
Transmissão 4,3%
4,5%
Custo de
Distribuição
36,9%

Custo de
Energia
54,3%
Receita Regulatória - Exemplo

Custo de Custo de
Distribuição Energia 39,0%
26,5%

Tributos 28,2%
Custo de
Transmissão
3,2%

Encargos
Setoriais 3,1%
Equilíbrio Econômico-Financeiro

Receita Receita
Verificada Requerida
Efeitos
Efeito Para o Consumidor por Componente

Parcela A 4,99% Parcela B


4,03%

2,59%

0,08%

-0,89%

-2,73%

Encargos Setoriais Transmissão Geração Distribuição Financeiros / Efeito Médio


Realocação Consumidor
Subsídios
Estrutura Tarifária - Exemplo
Subgrupo Efeito Médio (%)
EFEITO MÉDIO PARA o Grupo A ( 2,3 kV) 10,56%
A4 (2,4 a 25 kV) 10,56%
EFEITO MÉDIO PARA o Grupo B (≤ 2,3 kV) 1,61%
B1 (Baixa Tensão – Residencial e Baixa Renda) -0,72%
B2 (Baixa Tensão - Rural) 4,43%
B3 (Baixa Tensão – Demais Classes) 4,42%
B4 (Baixa Tensão – Iluminação Pública) 4,51%

Efeitos diferentes para cada classe de consumo.


Evolução das Tarifas - Residencial B1
(R$/kWh)

0,387 0,405
0,369 0,369
0,332 0,329

2009 2010 2011 2012 RTE 2013


Etapas do cálculo tarifário

Nível Abertura Resolução


Histórico

2003 – 1o ciclo de Revisões Tarifárias

2007 – Início do 2o ciclo de Revisões Tarifárias

2011/2012 – Início do 3º ciclo de Revisões Tarifárias

2012 – MPV 579 – redução das tarifas

2014 – RTE (reduziu as tarifas)

2015 – RTE (elevou as tarifas)

2015 - Início do 4º ciclo de Revisões Tarifárias


Conta de Energia Elétrica

www.aneel.gov.br

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Regulamentos Importantes

www.aneel.gov.br

PRORET – Procedimentos de
Regulação Tarifária

PRODIST – Procedimentos de
Distribuição
Componentes da TUSD e TE
Composição da TUSD (tarifa de uso)
Composição da TE (tarifa de energia)
Como se pesquisa as resoluções
homologatórias de Tarifa no site da
ANEEL?
Biblioteca Virtual
Consultar legislação
 Todos os campos: Nome da distribuidora
 Tipo de ato: Resolução Homologatória
 Ano: 2013
Curva de Carga e a
Gestão da Energia
Elétrica
Fator de Carga (REN. 414/2010)

“razão entre a demanda média e a demanda


máxima da unidade consumidora, ocorridas no
mesmo intervalo de tempo especificado”

𝐷𝑒𝑚𝑎𝑛𝑑𝑎 𝑀é𝑑𝑖𝑎
𝐹𝑎𝑡𝑜𝑟 𝑑𝑒 𝐶𝑎𝑟𝑔𝑎 (𝐹𝐶) =
𝐷𝑒𝑚𝑎𝑛𝑑𝑎 𝑀á𝑥𝑖𝑚𝑎
O que é Horário de Ponta? (REN n. 414/2010)

posto tarifário ponta:

“período composto por 3 (três) horas diárias


consecutivas definidas pela distribuidora considerando
a curva de carga de seu sistema elétrico, aprovado
pela ANEEL para toda a área de concessão ou
permissão, com exceção feita aos sábados, domingos,
terça-feira de carnaval, sexta-feira da Paixão, Corpus
Christi” (e demais feriados)
MW

0,1
0,3
0,4
0,5
0,7
0,8

0
0,2
0,6
00:00:00
00:45:00
01:30:00
02:15:00
03:00:00
03:45:00
04:30:00
05:15:00
Horário de Ponta

06:00:00
06:45:00
07:30:00
08:15:00
09:00:00
09:45:00
10:30:00
11:15:00
12:00:00
12:45:00
13:30:00
14:15:00
15:00:00
15:45:00
16:30:00
17:15:00
18:00:00
18:45:00
19:30:00
20:15:00
Exemplo – curva de carga – consumidor A3 (69kV)

21:00:00
21:45:00
22:30:00
23:15:00
O que é Modulação da Carga?

Curva de Carga Diária

MWh

t (h)

Horário
de Ponta
Estratégias
É hora de explorar alternativas!
Estratégias

 Planta Industrial

 Conhecer a carga p/ gerenciar a carga

 Planejamento/Projeto

 Crédito de ICMS

“Engenharia não é uma receita de bolo. Cada caso é um caso.”


Estratégias fundamentadas em Eficiência Energética

Redução de consumo ( Eficiência Energética)

 Avaliar as máquinas e equipamentos (substituição)

 Avaliar as instalações elétricas

 Avaliar o ciclo de operação

 Controlador de Demanda

 Implantação de Co-geração e/ou Gerador Diesel,


se possível.
Comercialização de Energia
CONSUMIDOR

GERAÇÃO TRANSMISSÃO DISTRIBUIÇÃO COMERCIALIZA-ÇÃO

• Competição • Monopólio • Monopólio • Competição


Histórico

1995 – Lei n. 9.074, de 7/7/1995

 Art. 16. É de livre escolha dos novos


consumidores, cuja carga seja igual ou maior
que 3.000 kW, atendidos em qualquer tensão, o
fornecedor com quem contratará sua compra
de energia elétrica.
Comercialização de Energia Elétrica Brasileiro

Geradores, PIE, comercializadores e


autoprodutores

ACR ACL

Distribuidoras Consumidores livres e


Consumidores Cativos comercializadores

Contratos
Contratos
negociados
resultantes leilões
livremente
Ambientes de Comercialização de Energia Elétrica

• regulado
ACR • Menor risco

• pouca regulação
ACL • Maior risco
Ambiente de Comercialização Regulada - ACR

 compra de energia pelas empresas


distribuidoras

 atendimento do mercado cativo

 consumidores não pode escolher o fornecedor


de energia

 tarifas reguladas pela ANEEL (Resolução


Homologatória)
Ambiente de Comercialização Livre - ACL

 compra de energia pelos consumidores livres e


especiais.

 negociação livre de volume de energia, prazos,


preços, garantias financeiras (contrato de compra
e venda de energia)

 consumidores tem que celebrar contratos de


conexão e uso das instalações de distribuição ou
transmissão;
Consumidor Livre – aquele que, atendendo aos
requisitos da legislação vigente (demanda
mínima de 3MW), pode escolher seu fornecedor
de energia elétrica por meio de livre negociação

Consumidor Especial – aquele com demanda


entre 500 kW e 3MW, que tem o direito de
adquirir energia Pequenas Centrais Hidrelétricas
(PCHs) ou de fontes incentivadas especiais
(eólica, biomassa ou solar)
Fontes incentivadas:

são empreendimentos de geração de


energia renovável com potência
instalada não superior a 30 MW, como
centrais geradoras eólicas,
termelétricas a biomassa e usinas de
fonte solar, além de pequenas centrais
hidrelétricas (PCHs).
Dos Contratos (REN n. 414/2010)

Art. 61. O Contrato de Conexão às Instalações de


Distribuição – CCD e o Contrato de Uso do Sistema
de Distribuição – CUSD devem ser celebrados com
consumidores especiais, livres e potencialmente
livres e conter, além das cláusulas essenciais aos
contratos, outras relacionadas a:

I – identificação do ponto de entrega; ....


Ambientes de Comercialização de Energia Elétrica

Câmara de Comercialização de Energia Elétrica é


a entidade responsável pela operação do mercado
de energia elétrica.
Vantagens de ser CL

 Poder de decisão

 Economia (Preço da energia)

 Previsibilidade Orçamentária
Ambiente de Comercialização Livre - ACL

 Site da CCEE – Passo-a-passo

www.ccee.org.br
CCEE
Relembrando

#1 #2 #3

#4 #5 #6
Tendências Futuras

Prof. Dr. Wesley Usida


Modalidade
Tarifária

Convencional Horária

Monômia Binômia

Branca Verde Azul

Art. 57 da REN n. 414/2010


Modalidade de Pré-pagamento

RESOLUÇÃO NORMATIVA n. 610, de 1º de abril de 2014.

Regulamenta as modalidades de pré-pagamento e pós-


pagamento eletrônico de energia elétrica.
Tarifa Branca
Modalidades Tarifárias (definição REN n. 414/2010)

Modalidade tarifária horária branca:

“aplicada às unidades consumidoras do


grupo B, exceto para o subgrupo B4 e para
as subclasses Baixa Renda do subgrupo B1,
caracterizada por tarifas diferenciadas de
consumo de energia elétrica, de acordo com
as horas de utilização do dia”
Tarifa Branca

 A partir de fevereiro de 2014

 Depende de certificação do medidor eletrônico


pelo Inmetro

 Opcional

 Posto ponta (pico), intermediário e fora ponta


(demais horas)

 Necessidade de mudança de hábito de consumo


Tarifa Branca
Resolução n. 482/2012

 acesso de microgeração e minigeração


distribuída aos sistemas de distribuição de
energia elétrica
Micro e Minigeração Distribuída
Potência do • 0 < P ≤ 100 kW (microgeração)
gerador • 100 < P ≤ 1000 kW (minigeração)

Fontes • Hidráulica, solar, eólica, biomassa e co-geração


abrangidas qualificada

Conexão ao • Gerador associado a uma unidade consumidora


sistema (único ponto de conexão)

Energia • Net metering (Sistema de Compensação de


gerada Energia – SCE)
Resolução nº 482/2012

Consumo maior que a geração em um ciclo de faturamento

Consumo Geração

Consumidor é faturado pela diferença entre a energia consumida


e a energia gerada
Resolução nº 482/2012

Geração maior que o consumo em um ciclo de faturamento

Consumo Geração

Crédito de energia para os meses seguintes (até 36 meses)


Pode ser utilizado em outra unidade consumidora do mesmo titular
Redes inteligentes
Smart Grid
Contatos

wesleyee2000@hotmail.com

Wesley Usida
Mensagem

“Nunca se canse de tentar.


Mas nunca se acomode ao atingir”

Wesley Usida

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