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negligência consciente, quando o agente chegou a prever a realização do facto

ilícito (embora actuasse por estar convencido que tal evento não teria lugar);
MODALIDADES

negligência inconsciente: o agente não chegou a prever a possibilidade de


verificação do evento ilícito (embora devesse e pudesse tê-la previsto).

Para considerarmos negligente uma dada conduta, é necessário que a acção


(também os crimes de mera actividade podem ser punidos a título negligente)
e/ou o respectivo resultado, fosse evitável e ainda que sobre o agente
impendesse o dever de evitar tal acção ou resultado. Sobre o que seja a
diligência devida, a própria norma incriminadora pode atingir elevado grau de
concretização.

A violação do dever de diligência pode revestir a forma de imperícia, inconsideração,


Elemento objectivo falta de destreza ou falta de observância de algum regulamento, designadamente,
(integra o elemento como referia o art. ………….., «violação ou falta de observância das providências
objectivo do tipo policiais e administrativas contidas nas leis e regulamentos.». Por exemplo, o art.
nos crimes ……………………….., na definição da falta de diligência devida, exige que o médico actue
negligentes) o de acordo com as “leges artis” independentemente de saber se no caso concreto era
cuidado ou capaz para o fazer, pois a qualidade de médico pressupõe tal perícia ou aptidão, o
diligência que o mesmo sucedendo com os pilotos, engenheiros, etc. Tratar-se-á, pois, de imperícia:
agente deve ter; actuação em desconformidade com a habilitação necessária ao exercício da actividade.
Vale o mesmo para o condutor habilitado, que não realiza correctamente as manobras
da condução (acelera em vez de travar, roda o volante para a direcção errada ou de
todo não o faz).

Aspecto fundamental é sempre o da definição do dever objectivo que concretamente


OS CRIMES NEGLIGENTES

impende sobre o agente, pois é a partir desse elemento que deve partir-se para a
definição do elementos subjectivos, nomeadamente se em concreto podia ter agido de
modo diligente.

ELEMENTOS
DO TIPO
NEGLIGENTE Desde logo está em causa a diligência de que cada um é capaz. A lei não se
contenta em estabelecer um padrão generalizador de comportamento; em
direito penal subjectiviza o dever de cuidado medindo-o por aquilo de que o
sujeito é capaz.

Por outro lado, a violação do dever de cuidado pode consistir numa acção (v.g.
acção perigosa de que possa resultar o facto típico) ou numa omissão (omissão
das cautelas apropriadas para evitar a realização do crime.).

Elemento subjectivo
(integra o elemento Outro aspecto a considerar, do ponto de vista da tipicidade é que em função da
subjectivo do tipo, adequação social da respectiva actividade a conduta perigosa não é
nestes crimes): o necessariamente reputada negligente, verificando-se portanto a respectiva causa
cuidado ou de atipicidade, se a conduta se inscreve no círculo do risco permitido em função
diligência que o de tal adequação.
agente pode ter.

É assim com muitas actividades perigosas por estarem compreendidas no risco


socialmente admitido, como é o caso do tráfego rodoviário, que em si mesmo é
uma actividade perigosa, ou com as lesões à integridade física no exercício da
actividade desportiva, como aludido supra.

A este último aspecto liga-se o da própria relevância do comportamento nos


casos da chamada culpa leve, de difícil distinção face ao chamado caso fortuito,
como será o caso de alguém que choca com outra pessoa na rua, e em
consequência disso é apanhada por um automóvel e vem a morrer desse
embate.

O agente, de acordo com as suas capacidades especiais e os seus


NEGLIGÊNCIA GROSEIRA conhecimentos, poderia ter evitado o resultado, não o querendo, não o evitou,e
facilmente poderia ter afastado a situação do erro.

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