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ABNT/CB-003

PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 14203


JUN 2015

Acumulador alcalino de níquel cádmio estacionário ventilado —


Terminologia

APRESENTAÇÃO
1) Este Projeto de Revisão foi elaborado pela Comissão de Estudo de Baterias Estacionárias
(CE-003:021.002) do Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003) nas reuniões de:
Projeto em Consulta Nacional

19.12.2014 15.01.2015 18.03.2015

a) É previsto para cancelar e substituir a edição anterior (ABNT NBR 14203:1998), quando
aprovado, sendo que nesse ínterim a referida norma continua em vigor;

b) Não tem valor normativo.

2) Aqueles que tiverem conhecimento de qualquer direito de patente devem apresentar esta
informação em seus comentários, com documentação comprobatória;

3) Tomaram parte na sua elaboração:

Participante Representante

AMPN ENGENHARIA Antônio Márcio Pires Nogueira


CEMIG Luciano Nunes
CPQD Glauco R. dos Santos
CPQD Maria de Fátima N. C. Rosolem
EXIDE Edson Borges
ENERSYS Roberto Wolfenson
EMBRATEL Fernando Silva Lobo
FURNAS Edílson Mithidieri
FURNAS Luiz Felipe P. Secca
METRO Danilo Freires do Nascimento
METRO Luiz do Nascimento P. Júnior

© ABNT 2015
Todos os direitos reservados. Salvo disposição em contrário, nenhuma parte desta publicação pode ser modificada
ou utilizada de outra forma que altere seu conteúdo. Esta publicação não é um documento normativo e tem
apenas a incumbência de permitir uma consulta prévia ao assunto tratado. Não é autorizado postar na internet
ou intranet sem prévia permissão por escrito. A permissão pode ser solicitada aos meios de comunicação da ABNT.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 14203
JUN 2015

MOURA José Antonio de Sá Peixoto


NEWMAX Armando Ferro Patrício
NEWPOWER José Carlos Fragalle
PETROBRAS Gil G. Lima
PETROBRAS Jorge Humberto Pimenta
POWESAFE Delson Silva
Projeto em Consulta Nacional

POWESAFE Danilo Rampazo


TELEFÔNICA Narcélio Nakazone
SAFT AndreMigliani

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


ABNT/CB-003
PROJETO DE REVISÃO ABNT NBR 14203
JUN 2015

Acumulador alcalino de níquel cádmio estacionário ventilado —


Terminologia

Stationary vented nickel cadmiun batteries — Terminology

Prefácio
Projeto em Consulta Nacional

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE), são
elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas no tema objeto da
normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais direitos
de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados à ABNT a
qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Ressalta-se que Normas Brasileiras podem ser objeto de citação em Regulamentos Técnicos. Nestes
casos, os Órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar outras datas para
exigência dos requisitos desta Norma, independentemente de sua data de entrada em vigor.

A ABNT NBR 14203 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), pela Comissão
de Estudo de Baterias Estacionárias (CE-003:021.002). O Projeto circulou em Consulta Nacional
conforme Edital nº XX, de XX.XX.XXXX a XX.XX.XXXX.

Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior (ABNT NBR 14203:1998), a qual foi tecni-
camente revisada.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This Standard defines the technical terms applied a nickel cadmium batteries stationary ventilated.

This Standard only applies to stationary nickel cadmium accumulators allow a spare water.

NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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Acumulador alcalino de níquel cádmio estacionário ventilado —


Terminologia

1 Escopo
Esta Norma define os termos técnicos aplicados aos acumuladores de níquel-cádmio estacionários
ventilados.
Projeto em Consulta Nacional

Esta Norma se aplica apenas aos acumuladores de níquel-cádmio estacionários que permitem
a reposição de água.

2 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

2.1
acumulador alcalino
acumulador cujo eletrólito é uma solução aquosa alcalina

2.2
acumulador alcalino de níquel-cádmio
acumulador alcalino no qual a matéria ativa das placas positivas é constituída basicamente de hidróxido
de níquel e das placas negativas por óxido de cádmio ou óxido de cádmio e óxido de ferro e o eletrólito
é uma solução aquosa de hidróxido de potássio e hidróxido de lítio

2.3
acumulador alcalino de níquel-cádmio com recombinação de gases
acumulador alcalino fechado, sob condição normal de operação, que dispõe de uma válvula
reguladora, a qual permite o escape de gases, quando a pressão interna do acumulador, exceder um
valor prédeterminado

2.4
acumulador alcalino de níquel-cádmio selado
acumulador alcalino fechado, sob condição normal de operação, que dispõe de uma válvula
de segurança para alívio da pressão interna gerada em condições anormais de funcionamento
ou operação

2.5
acumulador alcalino de níquel-cádmio tipo bolsa
acumulador alcalino de níquel-cádmio no qual os materiais ativos estão contidos em estruturas
metálicas ou bolsas constituídas de fitas de aço perfuradas

2.6
acumulador elétrico
dispositivo capaz de transformar energia química em energia elétrica e vice-versa, em reações quase
completamente reversíveis, destinado a armazenar, sob forma de energia química, a energia elétrica
que lhe tenha sido fornecida, restituindo-a em condições determinadas

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2.7
acumulador estacionário
acumulador que, por natureza de serviço, funciona imóvel, permanentemente conectado a uma fonte
de corrente contínua

2.8
altura
máxima dimensão vertical externa do elemento ou monobloco, incluindo os polos e a válvula

2.9
Projeto em Consulta Nacional

ativação
procedimento que consiste no enchimento do elemento seco descarregado com eletrólito e na aplica-
ção de ciclos de carga e descarga até atingir as condições normais de operação

2.10
autodescarga
descarga proveniente de processos eletroquímicos internos do acumulador

2.11
barra coletora
barra de interligação à qual estão aparafusadas ou soldadas as placas de mesma polaridade e o(s)
polo(s) correspondente(s)

2.12
bateria
conjunto de elementos interligados eletricamente

2.13
bolsa
estrutura metálica em forma de tubo retangular perfurado, que contém a matéria ativa

2.14
capacidade, em ampères-hora
Ah
produto da corrente, em ampéres, pelo tempo, em horas, fornecido pelo acumulador em determinado
regime de descarga, até atingir a tensão final de descarga

2.15
capacidade especificada
capacidade, em ampères-hora, definida para um determinado regime de descarga, podendo ser
a nominal ou a indicada

2.16
capacidade indicada, em ampères-hora
Ci
capacidade, em ampères-hora, em regime de descarga diferente do nominal

2.17
capacidade nominal, em ampères-hora
C5
capacidade, em ampères-hora, definida para um regime de descarga de 5 h, em corrente constante
à temperatura de referência (25 °C), até a tensão final de 1,00 V por elemento

2/8 NÃO TEM VALOR NORMATIVO


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2.18
capacidade real, em ampères-hora
Cr
capacidade, em ampères-hora, obtida ao final de uma série de descargas com corrente de descarga
numericamente igual a C5 dividida por 5, até que os tempos de descarga apresentem uma variação
de no máximo 4 %

2.19
carga de um acumulador
operação pela qual ocorre a conversão de energia elétrica em energia química dentro do acumulador
Projeto em Consulta Nacional

2.20
carga em corrente constante
carga realizada mantendo-se constante a corrente fornecida para o acumulador

2.21
carga de equalização
carga pela qual é forçada a equalização da tensão e da densidade de todos os elementos na condição
de plena carga

2.22
carga de flutuação
carga aplicada para compensar as perdas por autodescarga, mantendo-o no estado de plena carga

2.23
carga de formação
carga aplicada para a formação eletroquímica da matéria ativa, durante a fabricação do acumulador

2.24
carga com tensão constante
carga realizada mantendo-se limitada à tensão na fonte de corrente contínua

2.25
circuito aberto
condição na qual o elemento ou bateria encontra-se desconectado do circuito externo, não havendo
circulação de corrente entre polos ou terminais

2.26
comprimento
máxima dimensão horizontal externa do elemento ou do monobloco, medida perpendicularmente
à superfície das placas

2.27
corrente de carga
corrente fornecida ao acumulador no processo de carga

2.28
corrente de curto-circuito
relação entre a tensão nominal dos elementos e o somatório da resistência interna dos elementos com
a resistência das interligações

2.29
corrente de descarga
corrente fornecida pelo acumulador quando ele está em descarga

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2.30
corrente de flutuação
corrente que flui para o acumulador, quando submetido à tensão de flutuação

2.31
densidade nominal do eletrólito
densidade do eletrólito de um acumulador, plenamente carregado à temperatura de referência (25 °C),
com o nível do eletrólito na indicação de máximo e especificado pelo fabricante

2.32
Projeto em Consulta Nacional

descarga de um acumulador
operação pela qual a energia química armazenada é convertida em energia elétrica, alimentando
um circuito externo

2.33
distanciador
componente isolante que tem como finalidade o espaçamento entre as placas

2.34
elemento
acumulador elétrico
conjunto constituído de dois grupos de placas de polaridades opostas, isolados entre si por meio
de separadores e/ou distanciadores, imersos no eletrólito dentro do vaso que os contém

2.35
elemento-piloto
elemento cujos valores de tensão, densidade e temperatura servem como referência para a bateria

2.36
elemento seco descarregado
elemento que é fornecido seco (sem eletrólito) e descarregado. Sua ativação é efetivada com a intro-
dução do eletrólito e a aplicação de ciclos de carga e descarga

2.37
elemento úmido carregado
elemento fornecido com eletrólito, carregado e pronto para o uso

2.38
eletrólito
solução aquosa de hidróxido de potássio e hidróxido de lítio, que banha as placas, permitindo a
condução de íons

2.39
eletrólito de enchimento
solução aquosa de hidróxido de potássio e hidróxido de lítio, utilizada na fabricação do elemento
de bateria ou na ativação de elementos secos descarregados

2.40
grupo de placas
conjunto de placas de um mesmo elemento, de mesma polaridade e devidamente interligadas entre si

2.41
instante final de carga com corrente constante
instante a partir do qual é obtida a estabilidade na corrente de carga

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2.42
instante final de carga com tensão constante
instante a partir do qual não são observados acréscimos na tensão à temperatura de referência

2.43
instante final de descarga
instante em que um elemento atinge a tensão final de descarga especificada

2.44
isolador
Projeto em Consulta Nacional

peça de material plástico na forma de grade ou bastão, que separa placas de polaridades opostas

2.45
largura
máxima dimensão horizontal externa do elemento ou do monobloco, medida paralelamente à super-
fície das placas

2.46
matéria ativa
parte da placa que é submetida a uma transformação química durante a passagem de corrente

2.47
monobloco
conjunto de dois ou mais elementos interligados eletricamente, montados em uma peça, em compar-
timentos separados com eletrólito independente

2.48
placa
conjunto constituído pelas bolsas e matéria ativa

2.49
placa negativa
conjunto constituído pelas bolsas e matéria ativa (cádmio), que tem o potencial menos elevado
em condições normais de operação

2.50
placa positiva
conjunto constituído pelas bolsas e matéria ativa (níquel), que tem o potencial mais elevado em
condições normais de operação

2.51
plena carga
estado do elemento quando são atingidas as condições do instante final de carga

2.52
polo
peça metálica conectada à barra coletora, que permite a ligação com o circuito externo

2.53
regime de descarga
condição de descarga de um acumulador, definida por uma corrente necessária para que seja atingida
a tensão final de descarga, em tempo e condições especificados

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2.54
regime de flutuação
condição na qual o elemento ou bateria é mantido a uma carga de flutuação contínua

2.55
reserva de eletrólito
volume de eletrólito compreendido entre as indicações de máximo e mínimo

2.56
resistência interna
Projeto em Consulta Nacional

resistência elétrica intrínseca do elemento, em ohms, medida em condições determinadas

2.57
sedimentação
processo de deposição de material ativo no fundo do vaso

2.58
separador
componente isolante permeável ao eletrólito que separa as placas de polaridades opostas, podendo
assegurar também o espaçamento entre as placas

2.59
sobrecarga
quantidade de ampères-hora fornecidos ao elemento além do necessário para atingir 100 % da
capacidade real. Prolongamento da carga além do instante final de carga

2.60
suporte de placas
parte metálica na qual são fixadas as bolsas e que conduz a corrente elétrica

2.61
tampa
peça de cobertura do vaso fixada a ele, com aberturas para a passagem dos polos e colocação de
válvula

2.62
temperatura ambiente
temperatura do local onde está instalado o elemento ou bateria

2.63
temperatura do elemento
valor da temperatura obtida na superfície do elemento

2.64
temperatura final de carga
temperatura do elemento no instante final de carga

2.65
temperatura média anual
valor da média ponderada da temperatura do local de instalação do acumulador, no período de 12
meses

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2.66
temperatura média de descarga
média das temperaturas dos elementos durante a descarga

2.67
temperatura de referência
temperatura na qual são referidos os valores medidos

NOTA Para os acumuladores estacionários, a temperatura de referência é de 25 °C.


Projeto em Consulta Nacional

2.68
temperatura de trabalho
faixa de temperatura na qual o acumulador pode operar em função de seu projeto

2.69
tempo de descarga
tempo, em horas, necessário para atingir o instante final de descarga

2.70
tensão de circuito aberto
tensão existente entre os polos de um elemento em circuito aberto

2.71
tensão final de descarga
tensão na qual se considera o elemento tecnicamente descarregado para um determinado regime
de descarga

2.72
tensão de flutuação
tensão acima de tensão de circuito aberto, estabelecida para elemento carregado, acrescida apenas
do necessário para compensar as perdas por autodescarga, mantendo o elemento carregado

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Bibliografia

[1]  ABNT NBR 14201, Acumulador alcalino de níquel-cádmio estacionário – Especificação

[2]  ABNT NBR 14202, Acumulador alcalino níquel-cádmio estacionário – Ensaios

[3]  IEC 60050-482:2004, International Electrotechnical Vocabulary – Part 482 – Primary and
Projeto em Consulta Nacional

secondary cells and batteries

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