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Livro de código

Velocidade

Tabela Expo 98

Veículo DL FL VR AE Outros
Ligeiro passageiros 50 90 100 120 Motociclos + de 50cc
Ligeiro Mercadorias 50 80 90 110

Pesado Passageiros 50 80 90 100 Triciclo

Pesado Mercadorias 50 80 80 90 P.M. + semi-reboque

Com Reboque
Motociclos + de 50cc c/ carro
Ligeiro passageiros 50 70 80 100
lateral
Ligeiro Mercadorias 50 70 80 90

Pesado Passageiros 50 70 90 90
Pesado Mercadorias 40 70 70 80 Máq. Ind. c/ Mat.

Outros
Motociclos até 50cc 40 60 - -

Ciclomotores e Quadriciclos 40 45 - -
Tratores Agrícolas 30 40 - -

Máquinas Industriais sem matrícula 30 30 - -

Máquinas Agrícolas, Tratocarros,


20 20 - -
Motocultivadores

Comboios Turísticos 25 - - -

Em Janeiro de 2014 foi introduzido o conceito de zonas de coexistência e a velocidade


máxima para todos os veículos nestes locais é de 20 km/h.

(https://www.youtube.com/watch?v=-N6l8_DA-oI&feature=emb_title)

Velocidade Moderada
É considerada uma velocidade moderada aquela que permita ao condutor imobilizar o
veículo de forma controlada, sem colidir com qualquer obstáculo em todas as
circunstâncias considerando as capacidades do condutor, o veículo, a visibilidade, a
aderência, o tráfego, as condições atmosféricas, a via ou outros fatores.
O condutor é obrigado a moderar especialmente a velocidade nos seguintes locais:

a. À aproximação de passagens assinaladas para a travessia de peões e ou velocípedes;


b. À aproximação de escolas, hospitais, creches e estabelecimentos similares, quando
devidamente sinalizados;
c. Nas localidades ou vias marginadas por edificações;
d. Nas zonas de coexistência;
e. À aproximação de utilizadores vulneráveis;
f. À aproximação de aglomerações de pessoas ou animais;
g. Nas descidas de inclinação acentuada;
h. Nas curvas, cruzamentos, entroncamentos, rotundas, lombas e outros locais
de visibilidade reduzida;
i. Nas pontes, túneis e passagens de nível;
j. Nos troços de via em mau estado de conservação, molhados, enlameados ou que ofereçam
precárias condições de aderência;
k. Nos locais assinalados com sinais de perigo;
l. Sempre que exista grande intensidade de trânsito;

Quando na alínea h) é indicado "visibilidade reduzida" refere-se a todos os locais


anteriores, ou seja, nas curvas de visibilidade reduzida, nos cruzamentos de visibilidade
reduzida, nas lombas de visibilidade reduzida, etc... Desta forma os condutores não estão
obrigados a moderar a velocidade por exemplo em curvas ou lombas que apresentem boa
visibilidade.

Velocidade Mínima
Apenas nas autoestradas existe uma velocidade mínima de circulação definida, todos os
veículos estão obrigados a circular no mínimo a 50 km/h. Nos restantes tipos de via os
condutores devem circular a uma velocidade que não provoque embaraço injustificado à
circulação dos restantes veículos.
Apesar da velocidade mínima nas autoestradas ser de 50 km/h apenas podem circular
nestas vias os veículos que consigam atingir em patamar velocidade superior a 60 km/h.
Referimos esta situação pois existem algumas questões nos testes sobre este tema que
geram muitas dúvidas, podem ver exemplos desta situação na questão 4811 e na questão
3278.
Cedência de Passagem

Para o trânsito ser feito de uma forma ordenada foi necessário criar um conjunto de regras
no caso dos veículos se cruzarem nos seus trajectos, assim temos as regras gerais de
prioridade e regras de cruzamento de veículos.

Cedência e Prioridade de Passagem


O condutor sobre o qual recaia o dever de ceder a passagem deve abrandar a marcha, se
necessário parar, ou, em caso de cruzamento de veículos, recuar, por forma a permitir a
passagem de outro veículo, sem alteração da velocidade ou direção deste. O condutor
com prioridade de passagem deve observar as cautelas necessárias à segurança do
trânsito.

Regra Geral
Nas praças, cruzamentos e entroncamentos o condutor deve ceder passagem aos veículos
que se apresentem pela direita.

Cedência de Passagem em Certas Vias ou Troços


Os condutores cedem a passagem a todos os veículos quando:
o Saem de um parque de estacionamento, de uma zona de abastecimento de combustível ou
de qualquer prédio ou caminho particular
o Entram numa autoestrada ou via reservada a automóveis e motociclos pelos respetivos
acessos
o Entram numa rotunda

Qualquer condutor que saia de uma passagem de nível tem prioridade de passagem sobre
todos os veículos.

Cedência de Passagem a Certos Veículos


Os condutores cedem a passagem:
o Às colunas militares ou militarizadas, bem como às escoltas policiais
o Aos veículos que se desloquem sobre carris nos cruzamentos e entroncamentos mesmo
que se apresentem pela esquerda
o Aos velocípedes que atravessem a faixa de rodagem nas passagens assinaladas para a
sua travessia

Veículos de Tração Animal e Velocípedes


Os condutores de veículos de tração animal ou de animais (cavalos, por exemplo) cedem
passagem aos veículos a motor, exceto quando os veículos a motor pretendem entrar
numa rotunda, quando estes saem de um parque de estacionamento, de uma zona de
abastecimento de combustível ou de qualquer prédio ou caminho particular e também
quando encontram sinalização de cedência de passagem.
Os condutores de velocípedes desde Janeiro de 2014 que não são obrigados a ceder a
passagem a veículos com motor, no entanto devem ceder passagem a todos os veículos
(com ou sem motor) que se apresentem à sua direita incluindo os condutores de veículo de
tração animal ou de animais.
Esta situação gera alguma confusão e por vez os candidatos são incorretamente
informados pelas escolas de condução que os velocípedes são equiparados a veículos
com motor e por isso não cedem passagem aos veículos de tração animal.
Por estas razões contactámos a Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária
(ANSR) para confirmar esta situação e a sua resposta é a seguinte:

Em resposta ao questionado somos a esclarecer que inexistiu qualquer equiparação do


velocípede a veículos a motor, pois os velocípedes são alvo de direitos específicos que não são
conferidos a qualquer veículo a motor.
A Lei n.º 72/2013, de 3 de setembro, que aprovou alterações ao Código da Estrada, veio
redefinir o regime de circulação de velocípedes, criando alguns novos direitos, eliminando
alguns deveres, como seja o dever de ceder passagem a veículos a motor. Contudo a eliminação
deste dever especial em nada alterou o relacionamento dos velocípedes com os demais
veículos não motorizados aplicando-se entre estes o regime geral de cedência de passagem.
Por outro lado, a norma que obriga os condutores de veículos de tração animal e animais a
cederem passagem aos veículos a motor é uma norma excecional – pois afasta o regime geral –
não sendo, desta forma, suscetível de interpretação analógica e, assim, não sendo possível
aplicar a mesma obrigação em relação a veículos sem motor, como sejam os velocípedes.
A isto acresce que o legislador que, expressamente retirou o velocípede do elenco do n.º 6 do
art. 32.º não alterou a menção a “veículos a motor”.

Fica assim confirmado que os velocípedes não são equiparados a veículos com motor e
são obrigados a ceder passagem aos condutores de veículos de tração animal e de
animais quando estes se apresentam à sua direita.

Veículos de Transporte Coletivo de Passageiros


Dentro das localidades os condutores devem ceder a passagem aos veículos de transporte
coletivo de passageiros quando estes assinalam devidamente a sua intenção de iniciar a
marcha.
Veículos em Serviço de Urgência (Veículos Prioritários)
São veículos prioritários os veículos que assinalam devidamente a sua marcha de
urgência, esta denominação termina assim que não assinalarem a sua marcha de
urgência.
Estes veículos têm prioridade sobre qualquer outro veículo em todos os locais e situações,
incluindo:
o Ao sair de um posto de abastecimento
o Ao sair de um prédio
o Ao sair de um parque de estacionamento
o Ao sair de um caminho particular
o Ao entrar numa rotunda
o Em vias estreitas

Existem apenas duas situações onde estes veículos perdem a prioridade:


o Perante veículos que saiam de uma passagem de nível
o Ao entrarem na autoestrada ou via reservada a automóveis e motociclos pelos respetivos
acessos

Perante sinalização de cedência de passagem, como o sinal B1 - Cedência de


passagem ou o sinal B2 - Paragem obrigatória no cruzamento ou entroncamento e até
perante a sinalização luminosa vermelha estes veículos continuam a ter prioridade.
No caso do sinal B2 e da sinalização luminosa estes veículos são obrigados a parar por
questões de segurança, mas podem avançar sem aguardar pelos outros veículos no
cruzamento ou que a luz vermelha passe a verde.

Sinais de Cedência de Passagem


Perante sinalização de cedência de passagem B1 - Cedência de passagem e B2 - Paragem
obrigatória no cruzamento ou entroncamento somos obrigados a ceder a passagem aos
veículos com quem nos cruzamos, não cedemos a passagem a veículos que não
intersetem a nossa trajetória.
Devido a várias dúvidas colocadas sobre esta afirmação consultámos a Autoridade
Nacional para a Segurança Rodoviária (ANSR) colocando a seguinte questão e usando os
exemplos da questão 3248 e questão 4005:
Os sinais B1 - Cedência de passagem e B2 - Paragem obrigatória no cruzamento ou
entroncamento obrigam a cedência de passagem a todos os veículos ou apenas aos veículo com
que nos cruzamos? (exemplos)
A ANSR respondeu-nos da seguinte forma

Exmo. Senhor,
Em resposta às questões que colocou somos a esclarecer que o dever de cedência de passagem
só surge quando a passagem de dois ou mais utentes da via é conflituante. Assim, só se dois
veículos se cruzarem atendendo à origem e ao destino é que se coloca a questão de aquilatar
qual deve ceder passagem ao outro.
Fica desta forma confirmado que, apesar da presença dos sinais de cedência de
passagem, não cedemos a passagem a "todos os veículos" no cruzamento ou
entroncamento, cedemos sim aos veículos com quem nos cruzamos.

Ordem de Passagem — Exceções


A ordem de passagem é a ordem pela qual os veículos avançam num cruzamento
consoante a prioridade de passagem. Este é um tipo de questão colocada pelo IMT nos
exames e que muitas vezes geram dúvidas devido à quantidade de cenários possíveis e
regras que temos de conhecer.
Uma questão que frequentemente os candidatos têm é "Quem passa primeiro num
cruzamento com 4 veículos ligeiros onde todos seguem em frente e não existe
sinalização?".
A resposta a esta questão é "Nenhum".
O código da estrada não prevê um cruzamento de veículos onde todos os veículos têm de
ceder passagem a outro veículo, nesta questão todos os veículos têm um veículo à sua
direita, todos seguem em frente e nenhum tem sinalização.
Nestas situações não existe qualquer critério de desempate segundo o código da estrada,
visto que todos os veículos estão em igualdade de circunstâncias. No entanto não nos
podemos esquecer que esta é uma situação improvável, para estas situações se
verificarem o seguinte teria de acontecer:
o Não existe sinalização, nem luminosa nem vertical
o Não existe nenhum veículo de desempate:
o Veículo em missão urgente de socorro
o Veículo de tração animal
o Veículo sobre carris
o Não existe um veículo numa via de desempate:
o Passagem de nível
o Posto de abastecimento
o Prédio
o Parque de estacionamento
o Caminho particular
o Nenhum veículo que não se cruze com outro (por exemplo quando um deles vira à direita)
o Todos os veículos estão no cruzamento ou entroncamento ao mesmo tempo

Solução

O que acontece na realidade é que algum dos veículos (por senso comum) vai tomar a
iniciativa e vai avançar primeiro, quebrando a regra da prioridade da direita, depois desse
veículo já não estar no cruzamento ou entroncamento segue novamente o veículo que não
tem ninguém à direita ou que tenha outro critério de desempate.

Exame

Visto que perante o código da estrada não existe uma ordem completa para a passagem
dos veículos, o IMT não irá fazer uma questão destas no exame. No entanto pode
questionar se por exemplo o veículo X avança antes ou depois do veículo Y ou quando é
que avança o veículo Z.
Imaginando uma imagem onde são apresentados 4 veículos ligeiros onde todos seguem
em frente e não existe sinalização, onde o veículo à esquerda é o A, o de frente é o B, o da
direita o C e o nosso o D. O IMT pode questionar quando avança o veículo D onde a
reposta é "Antes do A e depois do C." visto que não temos de ceder passagem ao veículo
à nossa esquerda (A) mas temos de ceder passagem ao veículo à nossa direita (C).

Outras situações

Relembramos que esta situação não acontece apenas no caso apresentado, acontece
sempre que todos os veículos têm de ceder passagem a outro veículo.

Cruzamento de Veículos
Quando os veículos se cruzam devem deixar uma distância lateral suficiente para que se
possa fazer o cruzamento em segurança. Todos os condutores de veículos com mais de 2
metros de largura ou 8 metros de comprimento devem diminuir a velocidade e parar se
necessário em caso de cruzamento.
Quando não existe sinalização (sinais B5 e B6) a regular o cruzamento de veículos, se
existir um obstáculo ou a via for estreita por natureza deve ceder passagem:
o Quem tem o obstáculo
o Se ambos tiverem obstáculo, quem chegar em último lugar
o Se for uma via com forte inclinação, quem estiver a descer

Se for necessário recorrer à marcha atrás deve recuar:

o O veículo mais perto do local onde se pode fazer o cruzamento


o Se as distâncias forem iguais:
o Os ligeiros perante os pesados
o Os pesados de mercadorias perante pesados de passageiros
o Veículos únicos perante um conjunto de veículos (com reboque, atrelados, etc.)
o Aquele que for a subir, caso sejam da mesma categoria (salvo se for mais fácil para o
que for a descer)

Via Pública

A via pública é uma via de comunicação terrestre afeta ao trânsito público, que permite a
livre circulação de veículos, peões e animais com as restrições impostas pelo Código da
Estrada.
Devemos ter um bom conhecimento de todos os elementos que compõem a via pública
para podermos circular em segurança e sabermos responder corretamente às questões de
exame.
Os principais elementos que constituem a via pública são:

o Faixa de rodagem — Parte da via pública especialmente destinada ao trânsito de


veículos;
o Via de trânsito — Zona longitudinal da faixa de rodagem destinada à circulação de
uma única fila de veículos;
o Eixo da faixa de rodagem — Linha longitudinal, materializada ou não, que divide uma
faixa de rodagem em duas partes, cada uma afeta a um sentido de trânsito;
o Berma — Superfície da via pública não especialmente destinada ao trânsito de
veículos e que ladeia a faixa de rodagem;
o Marcas rodoviárias:

o Guias — Utilizam-se para delimitar mais visivelmente a faixa de rodagem podendo


ser utilizadas junto dos bordos da mesma;
o Linha contínua — Significa para o condutor proibição de a pisar ou transpor e, bem
assim, o dever de transitar à sua direita quando aquela fizer separação de sentidos de
trânsito;
o Linha descontínua — Significa para o condutor o dever de se manter na via de
trânsito que ela delimita, só podendo ser pisada ou transposta para efetuar manobras;

A seguinte imagem ilustra uma via pública e os elementos mais importantes desta:
Nesta via pública existe uma faixa de rodagem com duas vias de trânsito, uma em cada
sentido de trânsito.

Faixa de Rodagem

O termo "faixa de rodagem" aparecerá com frequência nas questões de exame. É na faixa
de rodagem que a circulação de veículos ocorre e onde a maioria das manobras são
realizadas.
A faixa de rodagem é composta por uma ou mais vias de trânsito, quando tem dois
sentidos de trânsito existe um eixo da faixa de rodagem que divide os sentidos de trânsito.
Esta é delimitada pelas guias que separam a faixa de rodagem das bermas.
Regra geral, na maioria das vias públicas, apenas existe uma faixa de rodagem no entanto
existem exceções, no caso das autoestradas e vias reservadas a automóveis e
motociclos existem duas faixas de rodagem tal como é indicado na sua definição legal:

Autoestrada — Via pública destinada a trânsito rápido, com separação física de faixas de rodagem, sem
cruzamentos de nível nem acesso a propriedades marginais, com acessos condicionados e sinalizada como
tal.
Podemos ver um exemplo
destas vias na seguinte
imagem:
Como se pode ver pela imagem, existem duas faixas de rodagem, com vias de trânsito,
guias, etc. Atenção que em cada faixa de rodagem a circulação de veículos apenas se faz
num sentido e desta forma não existe um eixo da faixa de rodagem.

Eixo da Faixa de Rodagem

O eixo da faixa de rodagem separa os sentidos de trânsito, do lado esquerdo do eixo da


faixa de rodagem a circulação de veículos é feita apenas num sentido (sentido contrário) e
no lado direito também apenas num sentido, contrário ao da esquerda.
O eixo da faixa de rodagem nem sempre se encontra no meio da faixa de rodagem, por
exemplo se existirem três vias de trânsito o eixo da faixa de rodagem é o seguinte:

Tipos de Vias e Itinerários


O código da estrada faz distinção entre alguns tipos de via pública de forma a poder existir
regras diferentes para cada tipo, como por exemplo os limites de velocidade ou a
possibilidade de paragem e estacionamento nas vias. Existem os seguintes tipos de via:

o Zonas de coexistência (dentro de localidades)


o Via dentro de localidade
o Via fora de localidade
o Vias reservadas a automóveis e motociclos
o Autoestradas

Para além dos tipos de via existem os itinerários que não são um tipo de via, estes
itinerários podem passar por vários tipos de via diferentes e são:
o Itinerários principais (IP) - Os itinerários principais são as vias de comunicação de
maior interesse nacional, servem de base de apoio a toda a rede rodoviária nacional,
e asseguram a ligação entre os centros urbanos com influência supra distrital e destes
com os principais portos, aeroportos e fronteiras.
o Itinerários Complementares (IC) - Os itinerários complementares são as vias que, no
contexto do plano rodoviário nacional, estabelecem as ligações de maior interesse
regional, bem como as principais vias envolventes e de acesso nas áreas
metropolitanas de Lisboa e Porto.
o Estradas Nacionais (EN)
o Estradas Regionais (ER)

Distinguir Tipos de Via

Com frequência é-nos questionado como distinguir os tipos de via diferentes pelas
imagens das questões de exame, ficam aqui alguns exemplos e dicas:

Vias dentro de localidade

Localidade - zona com edificações e cujos limites são assinalados com os sinais
regulamentares;

Devemos considerar que estamos dentro de localidade sempre que estivermos perante o
sinal N1A - Início de localidade:

Na falta deste sinal na imagem podemos tentar identificar o local como dentro de
localidade consoante algumas características das vias.
Regra geral nas imagens, as vias dentro de localidade estão rodeadas por edifícios,
passeios e por vezes peões.
Estes são exemplos de algumas vias dentro de localidade:

Nas imagens seguintes apesar do local não parecer dentro de localidade estamos perante
o sinal N1A - Início de localidade e desta forma devemos considerar que depois de
passarmos o sinal nos encontramos dentro de uma localidade:
Vias fora de localidade

Devemos considerar que estamos fora de localidade sempre que estivermos perante o
sinal N2A - Fim de localidade:

Na falta deste sinal na imagem podemos tentar identificar o local como fora de localidade
consoante algumas características das vias.
Regra geral nas imagens, estas vias têm muito poucos ou nenhuns: passeios, peões,
edifícios marginais à via, locais de estacionamento e com frequência estão situados em
locais no meio da natureza com vegetação e árvores, também é comum existirem bermas.
Seguem alguns exemplos:

Nas imagens seguintes está presente o sinal N2A - Fim de localidade indicando assim que
estamos fora de uma localidade:
Autoestradas e Vias reservadas a automóveis e motociclos (VRAM)

As características físicas destes dois tipos de via são as mesmas 1:

Autoestrada - via pública destinada a trânsito rápido, com separação física de faixas de
rodagem, sem cruzamentos de nível nem acesso a propriedades marginais, com acessos
condicionados e sinalizada como tal;
Via reservada a automóveis e motociclos - via pública onde vigoram as normas que
disciplinam o trânsito em autoestrada e sinalizada como tal;
Estas vias têm as faixas de rodagem separadas, regra geral por rails de proteção ou
barreiras de cimento:

Não têm cruzamentos de nível, o que significa que não podemos encontrar um
cruzamento com outra via onde temos sinalização luminosa ou sinais de cedência de
passagem por exemplo, as vias que se cruzam com as autoestradas ou VRAM passam por
cima ou por baixo destas e são conhecidas como passagens superiores ou inferiores:

Estas vias não têm acesso a propriedades marginais, têm acessos condicionados e
sinalizada como tal (H24 - Auto-estrada, H25 - Via reservada a automóveis e
motociclos), ou seja, apenas se tem acesso a estas vias pelos ramais de acesso que regra
geral são compostos por vias de aceleração ou abrandamento:
Como distinguir Autoestradas de Vias reservadas a automóveis e motociclos

Para diferenciar estes dois tipos de via temos de analisar a sinalização presente na
imagem, se estiver presente o sinal H24 - Auto-estrada ou o H25 - Via reservada a
automóveis e motociclos ficamos a saber o tipo de via. Quando estes sinais não estão
presentes recorremos a outros sinais:

Artigo 18.º — Cores


(...)
4 — Os sinais de selecção e de afectação de vias, de pré-sinalização, de confirmação e
complementares, com excepção das baias e balizas, devem ter cor de fundo correspondente
à rede viária em que estão colocados de acordo com o quadro XX, em anexo, entendendo-se,
para esse efeito, que:
a) À rede fundamental, constituída por itinerários principais, corresponde a cor verde;
b) Às auto-estradas, qualquer que seja a rede em que se integrem, corresponde a cor azul;
c) Às restantes vias públicas corresponde a cor branca.

Os sinais de selecção e de afectação de vias, de pré-sinalização,


de confirmação e complementares devem ter cor azul quando estão colocados em
autoestrada e cor verde ou branca se for VRAM ou restantes vias, assim podemos
distinguir as autoestradas das vias reservadas a automóveis e motociclos pela cor destes
sinais.
Seguem alguns exemplos de sinalização na autoestrada:
Exemplos de sinalização em via reservada a automóveis e motociclos:

Interseções

Cruzamentos

Cruzamento — Zona de intersecção de vias públicas ao mesmo nível.


Um cruzamento é a interseção ou cruzamento de vias públicas, regra geral duas, quando
uma via atravessa a outra. É comum um cruzamento ter o formato de um sinal de adição
ou um sinal de multiplicação (+ ou x).
Ficam aqui alguns exemplos de cruzamentos nas questões:

Entroncamentos

Entroncamento — Zona de junção ou bifurcação de vias públicas.


Um entroncamento é a junção ou um bifurcação de duas vias públicas. É comum um
entroncamento ter o formato da letra "T" ou da letra "Y".
Ficam aqui alguns exemplos de entroncamentos nas questões:
Rotundas

Rotunda — Praça formada por cruzamento ou entroncamento onde o trânsito se processa em


sentido giratório e sinalizada como tal.
As rotundas ajudam no fluxo de trânsito em locais onde circulam um elevado número de
veículos, regra geral são locais com um formato da letra "O" ou do símbolo .
Ficam aqui alguns exemplos de rotundas nas questões:

Aconselhamos a consulta do nosso resumo "Circulação em rotundas" para saberem como


se circula numa rotunda.

Praça

A diferença entre uma praça e uma rotunda é a sinalização, o formato da via é o mesmo
pois é um local onde o trânsito se processa em sentido giratório. Se estiver presente o
sinal de obrigação D4 - Rotunda devemos considerar que é uma rotunda e quem circula
nesta tem prioridade, se não existir o sinal devemos considerar que estamos apenas numa
praça e onde vigora a regra geral da prioridade à direita.
Fica aqui um exemplo claro da diferença entre praça e rotunda:
Esclarecemos no entanto que o sinal D4 - Rotunda deve ser colocado à entrada da
rotunda e não na placa central como na primeira imagem. O IMT colocou o sinal na
placa central para ser possível diferenciar o local de uma praça como se pode ver na
segunda imagem.

Deformações da Via

Lombas

As lombas são deformações da via que regra geral quebram a visibilidade, quando é
mencionado nas questões, na lei ou nos nossos comentários "lomba" referimos-nos às
seguintes lombas:
Relembramos que regra geral estas lombas não são identificadas com o sinal de
perigo A2A - Lomba, o facto de não estar presente o sinal de perigo não quer dizer que
não seja uma lomba, tal como podem ver pelas imagens acima nenhuma das lombas está
identificada com o sinal de perigo. Regra geral o sinal de perigo apenas é usado
nas lombas redutoras de velocidade ou noutro tipo de deformações semelhante.
Não se deve confundir as lombas anteriores com as lombas redutoras de velocidade:

Lombas Redutoras de Velocidade

São usadas as lombas redutoras de velocidade para obrigar os condutores a praticarem


uma velocidade mais reduzida em certos locais.
Ficam aqui alguns exemplos destas lombas:

Manobras Proibidas

o Marcha atrás
o Inversão de marcha
o Ultrapassagem
o Paragem e estacionamento
o Estacionamento
o Distâncias de paragem e de estacionamento

Marcha atrás
A marcha atrás é proibida nos seguintes locais:

o Lombas
o Curvas, rotundas, cruzamentos e entroncamentos com visibilidade insuficiente
o Pontes
o Passagens de nível
o Túneis
o Auto-estradas e vias reservadas a automóveis e motociclos
o Locais com grande intensidade de trânsito

Inversão do Sentido de Marcha


A inversão do sentido de marcha é proibida nos seguintes locais:

o Lombas
o Pontes
o Passagens de nível
o Túneis
o Auto-estradas e vias reservadas a automóveis e motociclos
o Vias de sentido único
o Nas curvas, cruzamentos ou entroncamentos de visibilidade insuficiente
o Locais com grande intensidade de trânsito

A inversão do sentido de marcha é permitida em locais de boa visibilidade e que


tenham linha longitudinal descontínua.

Ultrapassagem
A ultrapassagem é proibida nos seguintes locais:

o Lombas
o Locais com visibilidade insuficiente
o Imediatamente antes e nas passagens de nível
o Imediatamente antes e nos cruzamentos e entroncamentos
o Imediatamente antes e nas passagens para peões
o Vias com largura insuficiente
o Ultrapassar um veículo que esteja a ultrapassar um terceiro quando apenas existem duas
vias de trânsito
o Na presença de línhas longitudinais contínuas

A ultrapassagem é permitida em locais de boa visibilidade que não tenham sinalização a


proibir a manobra.
Estacionamento
O estacionamento é proibido nos seguintes locais:

o Impedindo o trânsito de veículos ou obrigando à utilização da parte da faixa de rodagem


destinada ao sentido contrário, conforme o trânsito se faça num ou dois sentidos
o Na faixa de rodagem, fora das localidades
o Em segunda fila
o Em todos os lugares em que impeça o acesso a veículos devidamente estacionados, a saída
destes ou a ocupação de lugares vagos
o Nos lugares por onde se faça o acesso de veículos a propriedades, a parques ou a lugares
de estacionamento
o A menos de 10 m para ambos os lados das passagens de nível
o A menos de 5 m para ambos os lados dos postos de abastecimento de combustível
o Onde existe sinalização vertical (C15 e C16) ou marcas rodoviárias
(M12, M12A, M13, M13A, M14 e M14A) a proibir a manobra.

O estacionamento é permitido fora das localidades se o fizer fora da faixa de


rodagem; dentro das localidades nos locais especialmente destinados a esse efeito
(parques de estacionamento, etc.).

Indevido, abusivo e remoção

Para informação completa consultar o artigo 163.º e o artigo 164.º do código da estrada
Considera-se estacionamento indevido ou abusivo:
o O de veículo, durante 30 dias ininterruptos, em local da via pública ou em parque ou zona
de estacionamento isentos do pagamento de qualquer taxa;
o O de veículo, em parque de estacionamento, quando as taxas correspondentes a cinco dias
de utilização não tiverem sido pagas;
o O de veículo, em zona de estacionamento condicionado ao pagamento de taxa, quando
esta não tiver sido paga ou tiverem decorrido duas horas para além do período de tempo
pago;
o O de veículo que permanecer em local de estacionamento limitado mais de duas horas
para além do período de tempo permitido;
o O de veículos agrícolas, máquinas industriais, reboques e semirreboques não atrelados ao
veículo trator e o de veículos publicitários que permaneçam no mesmo local por tempo
superior a 72 horas, ou a 30 dias, se estacionarem em parques a esse fim destinados;
o O que se verifique por tempo superior a 48 horas, quando se trate de veículos que
apresentem sinais exteriores evidentes de abandono, de inutilização ou de
impossibilidade de se deslocarem com segurança pelos seus próprios meios;
o O de veículos ostentando qualquer informação com vista à sua transação, em parque de
estacionamento;
o O de veículos sem chapa de matrícula ou com chapa que não permita a correta leitura da
matrícula.
Podem ser removidos os veículos que se encontrem:

o Estacionados indevida ou abusivamente, nos termos do artigo anterior;


o Estacionados ou imobilizados na berma de autoestrada ou via equiparada;
o Estacionados ou imobilizados de modo a constituírem evidente perigo ou grave
perturbação para o trânsito;
o Estacionados ou imobilizados em locais que, por razões de segurança, de ordem pública,
de emergência ou de socorro, justifiquem a remoção.

Constituem evidente perigo ou grave perturbação para o trânsito os seguintes casos de


estacionamento ou imobilização:

o Em via ou corredor de circulação reservados a transportes públicos;


o Em local de paragem de veículos de transporte coletivo de passageiros;
o Em passagem de peões ou de velocípedes sinalizada;
o Em cima dos passeios ou em zona reservada exclusivamente ao trânsito de utilizadores
vulneráveis;
o Na faixa de rodagem, sem ser junto da berma ou passeio;
o Em local destinado ao acesso de veículos ou peões a propriedades, garagens ou locais de
estacionamento;
o Em local destinado ao estacionamento de veículos de certas categorias, ao serviço de
determinadas entidades ou utilizados no transporte de pessoas com deficiência;
o Em local afeto à paragem de veículos para operações de carga e descarga ou tomada e
largada de passageiros;
o Impedindo o trânsito de veículos ou obrigando à utilização da parte da faixa de rodagem
destinada ao sentido contrário, conforme o trânsito se faça num ou em dois sentidos;
o Na faixa de rodagem, em segunda fila;
o Em local em que impeça o acesso a outros veículos devidamente estacionados ou a saída
destes;
o De noite, na faixa de rodagem, fora das localidades, salvo em caso de imobilização por
avaria devidamente sinalizada;
o Na faixa de rodagem de autoestrada ou via equiparada.

Paragem e Estacionamento
A paragem e o estacionamento são proibidos nos seguintes locais:
o Túneis
o Passagens inferiores e superiores
o Pistas para velocípedes
o Rotundas e nas suas placas centrais
o Auto-estradas e vias reservadas a automóveis e motociclos
o Pontes
o Passagens de nível
o Locais com visibilidade insuficiente
o Ilhéus
o Passeios (caso não exista sinalização a permitir)
o Ponte 25 de Abril e Viaduto Norte
o Vias de sentido reversível
o Corredores circulação (BUS) e pistas especiais como por exemplo pistas para velocípedes
ou peões

É ainda proibido parar e estacionar a menos de:

Antes Depois Local

3 metros Linha longitudinal contínua

Rotundas
5 metros
Cruzamentos e entroncamentos

5 metros - Passagens para peões / velocípedes

6 metros - Sinais indicativos de paragem dos veículos sobre carris

20
- Sinais luminosos e verticais se a altura do veículo encobrir o sinal
metros

25 5
Sinais indicativos da paragem dos veículos de transporte coletivo de passageiros
metros metros

Fora de Localidades

Cruzamentos, entroncamentos, rotundas, curvas e lombas de visibilidade


50m
reduzida

Contraordenações

As infrações ao Código da Estrada e legislação complementar são designadas por


contraordenações rodoviárias.
Constitui contraordenação rodoviária todo o facto ilícito e censurável que preencha um tipo
legal correspondente à violação de norma do Código da Estrada ou de
legislação complementar e legislação especial cuja aplicação esteja cometida à ANSR, e
para o qual se comine uma coima.
As contraordenações rodoviárias classificam-se em 3 tipos, a saber: Leves, Graves e Muito
Graves
As sanções aplicáveis a cada um dos tipos de contraordenação rodoviária são:
o Coima — Contraordenações Leves
o Coima e sanção acessória — Contraordenações Graves e Muito Graves

Contraordenações Leves
As contraordenações leves são sancionadas apenas com coima e são todas as que não se
encontram tipificadas como graves ou muito graves, pela lei. No que ao Código da
Estrada reporta são leves todas as contraordenações que não figurem nos
artigos 145º e 146º do Código da Estrada.

Contraordenações Graves e Muito Graves


As contraordenações graves e muito graves são sancionadas com coima e sanção
acessória de inibição de conduzir ou, em substituição desta, no caso de o responsável ser
pessoa coletiva ou pessoa não habilitada com título de condução, apreensão do veículo.
As contraordenações graves encontram-se tipificadas no art.º 145º e as muito graves
no art.º 146º do Código da Estrada.

Resumo das Contraordenações

Contraordenação Grave Muito Grave

Contraordenação Grave Muito Grave

Autoestradas e
Dentro e fora
Trânsito de veículos em sentido oposto ao estabelecido vias
de localidades
equiparadas

Mais de 20
Mais de 40
Dentro de localidades km/h até 40
km/h
Excesso de km/h
velocidade em
ligeiros e motociclos Mais de 30
Mais de 60
Fora de localidades km/h até 60
km/h
km/h
Contraordenação Grave Muito Grave

Mais de 10
Mais de 20
Dentro de localidades km/h até 20
Excesso de km/h
km/h
velocidade noutros
veículos (pesados,
ciclomotores, ...) Mais de 20
Mais de 40
Fora de Localidades km/h até 40
km/h
km/h

Excesso de velocidade sobre os limites de velocidade estabelecidos Mais de 20 Mais de 40


para o condutor ou especialmente fixados para o veículo km/h km/h

Velocidade excessiva para as características do veículo ou da via,


para as condições atmosféricas ou de circulação, ou nos casos em que 
a velocidade deva ser especialmente moderada

Desrespeito das regras e sinais relativos a distância entre veículos, Em


cedência de passagem, ultrapassagem, mudança de direção ou de via autoestradas ou
de trânsito, inversão do sentido de marcha, início de marcha, posição  vias
de marcha, marcha atrás e atravessamento de passagem de nível equiparadas

Desrespeito das regras de trânsito de automóveis pesados e de


conjuntos de veículos, em autoestradas ou vias equiparadas 

A não cedência de passagem aos peões nas passagens assinaladas 


Em
A não utilização dos dispositivos luminosos quando necessário, bem
autoestradas ou
como o trânsito de motociclos e de ciclomotores sem utilização das  vias
luzes de cruzamento
equiparadas

Igual ou
Igual ou
superior a 0,5
Regra geral superior a 0,8
g/l e inferior a
g/l
0,8 g/l

Em regime probatório, condutor de veículo


Condução sob a de socorro ou de serviço urgente, de Igual ou
Igual ou
influência do Álcool transporte coletivo de crianças e jovens até superior a 0,2
superior a 0,5
aos 16 anos, de táxi, de automóvel pesado de g/l e inferior a
g/l
passageiros ou de mercadorias ou de 0,5 g/l
transporte de mercadorias perigosas

Considerado influenciado em relatório


médico 
Contraordenação Grave Muito Grave

A condução sob influência de substâncias psicotrópicas 


Nas
A não utilização do sinal de pré-sinalização de perigo e das luzes Dentro e fora autoestradas ou
avisadoras de perigo de localidades vias
equiparadas

A utilização durante a marcha do veículo de auscultadores sonoros e


de aparelhos radiotelefónicos 
O transporte de passageiros menores ou inimputáveis sem que estes
façam uso dos acessórios de segurança obrigatórios 

A circulação de veículo sem seguro de responsabilidade civil 


Nas passagens assinaladas para a travessia
de peões ou velocípedes 
Na faixa de
Autoestradas ou vias equiparadas Na berma
Paragem ou rodagem
estacionamento
Nas faixas de rodagem, fora das localidades,
a menos de 50 m dos cruzamentos e
entroncamentos, curvas ou lombas de 
visibilidade insuficiente

O estacionamento, de noite, nas faixas de rodagem, fora das


localidades 

A utilização dos máximos de modo a provocar encandeamento 


A entrada ou saída das autoestradas ou vias equiparadas por locais
diferentes dos acessos a esses fins destinados 
A utilização, em autoestradas ou vias equiparadas, dos separadores
de trânsito ou de aberturas eventualmente neles existentes, bem 
como o trânsito nas bermas

O desrespeito da obrigação de parar imposta por sinal regulamentar


dos agentes fiscalizadores ou reguladores do trânsito ou pela luz 
vermelha de regulação do trânsito

O desrespeito pelo sinal de paragem obrigatória nos cruzamentos,


entroncamentos e rotundas 
Contraordenação Grave Muito Grave

A transposição ou a circulação em desrespeito de uma linha


longitudinal contínua delimitadora de sentidos de trânsito ou de uma 
linha mista com o mesmo significado

A condução de veículo de categoria ou subcategoria para a qual a


carta de condução de que o infrator é titular não confere habilitação 
O abandono pelo condutor do local do acidente se daí resultarem
mortos ou feridos 

Coimas
A coima é um determinado montante pecuniário, variável consoante o tipo de infracção
cometida, que se aplica quando se verifica a prática de uma contraordenação.
O condutor a quem é aplicada uma coima pode proceder ao seu pagamento pelo mínimo.
Caso não o faça o montante da coima é agravado atendendo:

o À gravidade da infração e da culpa (responsabilidade);


o Aos antecedentes do infrator;
o À situação económica do infrator, quando esta for conhecida.

Sanção Acessória
As sanções acessórias aplicáveis às contraordenações rodoviárias são a inibição de
conduzir e a apreensão do veículo. Conforme dispõe o art.º 138 n.º 1 do Código da
Estrada as contraordenações graves e muito graves além da coima são ainda sancionadas
com sanção acessória de inibição de conduzir (art.º 148º, n.º 1 e n.º 2 do Código da
Estrada).
A sanção acessória de inibição de conduzir tem a duração de:

o Um mês a um ano, no caso das contraordenações graves;


o Dois meses a dois anos, no caso das contraordenações muito graves.

A sanção de apreensão do veículo é aplicável quando a prática de contraordenações


graves e muito graves couber a pessoa coletiva ou a pessoa não habilitada com título de
condução (art.º 147º, n.º 3 do Código da Estrada). A duração da sanção é idêntica à
duração da sanção de inibição de conduzir aplicável à contraordenação.
As sanções acessórias são cumpridas em dias seguidos, como estipula o art.º 138º, n.º 4
do Código da Estrada.

Pontos
Atenção, ainda não temos confirmação de que existem perguntas sobre os pontos nos
exames do IMT.
A partir de 1 de Junho de 2016 a contabilização das contraordenações passou a ser
efetuada através de um sistema de pontos. A todos os condutores são atribuídos
inicialmente 12 pontos, independentemente das atuais contraordenações, o mínimo de
pontos possíveis é 0 e o máximo é de 16 pontos.
Não é necessária a troca da carta de condução, o condutor permanece exatamente com o
mesmo documento que tem, a contabilização dos pontos é feita nos serviços públicos e
não na carta de condução em si.

Penalizações

Os condutores são penalizados consoante as contraordenações cometidas, regra geral


uma contraordenação grave retira 2 pontos à carta de condução, uma contraordenação
muito grave retira 4 e um crime rodoviário 6 pontos, no entanto existem exceções.
Consulte a seguinte tabela:

Contraordenação Penalização

Crime Rodoviário 6 pontos

Condução sob influência do álcool ou sob influência de


5 pontos
substâncias psicotrópicas
Muito
Grave Excesso de velocidade dentro das zonas de coexistência 5 pontos

Restantes 4 pontos

Condução sob influência do álcool 3 pontos

Excesso de velocidade dentro das zonas de coexistência 3 pontos


Grave
Ultrapassagem efetuada imediatamente antes e nas passagens
3 pontos
assinaladas para a travessia de peões ou velocípedes

Restantes 2 pontos

Os pontos são sempre descontados aos pontos que o condutor tem atualmente,
inicialmente são 12. Por exemplo, um condutor que cometa uma contraordenação grave
perde 2 pontos, fica com 10, ao cometer novamente uma contraordenação grave volta a
perder 2 pontos ficando apenas com 8.
É importante relembrar que as sanções acessórias de inibição de conduzir continuam a
ser aplicadas, para além do condutor perder 2 pontos na carta de condução por ter
praticado uma contraordenação grave, fica ainda inibido de conduzir de 1 mês a 1 ano.
Acumulação de contraordenações no mesmo dia

Quando praticadas várias contraordenações graves e muito graves no mesmo dia, são
subtraídos no máximo 6 pontos, exceto quando esteja em causa condenação por
contraordenações relativas a condução sob influência do álcool ou sob influência de
substâncias psicotrópicas, cuja subtração de pontos se verifica em qualquer circunstância.

Consequências

A subtração de pontos ao condutor tem níveis intermédios de penalização segundo a


seguinte tabela:

Pontos
Ação
Restantes

Obrigação de frequentar uma ação de formação de segurança


5a4
rodoviária.

3a1 Obrigação de realizar a prova teórica do exame de condução.

0 Cassação do título de condução

A falta não justificada à ação de formação de segurança rodoviária ou à prova teórica do


exame de condução, bem como a sua reprovação, tem como efeito necessário a cassação
do título de condução do condutor. A quem tenha sido cassado o título de condução não é
concedido novo título de condução de veículos a motor de qualquer categoria antes de
decorridos dois anos sobre a efetivação da cassação.
Os pontos só são subtraídos na data da decisão administrativa ou do trânsito em julgado
da sentença, não é na data exata em que pratica a contraordenação. Todos os custos das
ações de formação e novos exames serão suportados pelo condutor.

Recuperação de Pontos

Os condutores que não cometam contraordenações graves, muito graves nem crimes
rodoviários num período de 3 anos recuperam 3 pontos até um máximo de 15 pontos.
A contabilização dos 3 anos é feita a partir do momento em que é obtida a carta ou caso já
tenha cometido uma contraordenação ou crime rodoviário a contabilização é feita a partir
da última data da decisão administrativa ou do trânsito em julgado da sentença da
contraordenação cometida. O período de 3 anos sem registo de contraordenações graves
ou muito graves é reduzido para 2 no caso dos condutores de veículos de socorro ou de
serviço urgente, de transportes coletivo de crianças e jovens até aos 16 anos, de táxis, de
automóveis pesados de passageiros ou de mercadorias ou de transporte de mercadorias
perigosas, no exercício das suas funções profissionais.
A cada período correspondente à revalidação da carta de condução, sem que exista
registo de crimes de natureza rodoviária, é atribuído um ponto ao condutor, não podendo
ser ultrapassado o limite máximo de dezasseis pontos, sempre que o condutor de forma
voluntária proceda à frequência de ação de formação.
Desta forma um condutor que durante 3 anos não cometa nenhuma contraordenação ou
crime rodoviário ganha 3 pontos (chega aos 15) e se este se propor a frequentar uma ação
de formação ganha mais 1 chegando ao máximo de pontos possível, 16 pontos.

Consulta dos Pontos

Para saber quantos pontos tem a sua carta de condução deverá realizar o registo
no Portal das Contraordenações Rodoviárias (ANSR), depois de preenchido o formulário
será enviada para a morada indicada no formulário a senha de acesso ao portal.
Esta é a informação que poderá consultar no portal:

Categorias de Veículos

O Regulamento da Habilitação Legal para Conduzir (RHLC) define os veículos que cada
categoria habilita a conduzir no artigo 3.º, este artigo é resumido na seguinte tabela de
forma a facilitar a sua consulta.

Categoria Veículos Habilita ainda

Veículos a motor de duas ou três rodas,


com exceção dos velocípedes a motor, e
quadriciclos ligeiros, dotados de Motociclos de cilindrada
velocidade máxima limitada, por não superior a 50 cm3 e
AM
construção, a 45 km/h e caracterizados veículos agrícolas
por: da categoria I.
o Sendo de duas rodas, por um motor
de combustão interna de cilindrada
não superior a 50 cm3, ou cuja
potência nominal máxima contínua
não seja superior a 4 kW, se o
motor for elétrico;
o Sendo de três rodas, por um motor
de ignição comandada, de
cilindrada não superior a 50 cm3,
ou por motor de combustão interna
cuja potência útil máxima não seja
superior a 4 kW, ou ainda cuja
potência nominal máxima contínua
não seja superior a 4 kW, se o
motor for elétrico;
o Sendo quadriciclos, por motor de
ignição comandada, de cilindrada
não superior a 50 cm3 ou ainda
cuja potência nominal máxima
contínua não seja superior a 4 kW,
se o motor for elétrico ou de
combustão interna, cuja massa sem
carga não exceda 350 kg.
Motociclos de cilindrada não superior a
125 cm3, de potência máxima até 11 kW
Veículos da
A1 e relação peso/potência não superior a
categoria AM.
0,1 kW/kg, e triciclos com potência
máxima não superior a 15 kW.

Motociclos de potência máxima não


superior a 35 kW, relação peso/potência
Veículos das
A2 inferior a 0,2 kW/kg, não derivados de
categorias AM e A1.
versão com mais do dobro da sua
potência máxima.

Motociclos, com ou sem carro lateral e Veículos das


A
triciclos a motor. categorias AM, A1, A2.

Quadriciclos de potência não superior a


15 kW e cuja massa máxima sem carga,
excluindo a massa das baterias para os
B1 veículos elétricos, não exceda 400 kg ou
550 kg, consoante se destine
respetivamente ao transporte de
passageiros ou de mercadorias.

B Veículos a motor com massa máxima o Veículos da


autorizada não superior a 3500 kg, categoria AM;
concebidos e construídos para o Veículos da
transportar um número de passageiros categoria A1, se o
não superior a oito, excluindo o titular for maior de
condutor, a que pode ser atrelado um 25 anos ou, não o
reboque com massa máxima até 750 kg sendo, se for titular
ou, sendo esta superior, desde que a da categoria AM ou
de licença de
massa máxima do conjunto formado não
condução de
exceda 3500 kg.
ciclomotores;
o Triciclos a motor de
potência superior a
15 kW, se o titular
for maior de 21
anos;
o Veículos da
categoria B1;
o Veículos
agrícolas das
categorias I e II;
o Máquinas
industriais ligeiras;
Tratores agrícolas ou
Conjuntos de veículos acoplados florestais com reboque
compostos por um veículo trator da ou com máquina agrícola
BE categoria B e um reboque ou ou florestal rebocada,
semirreboque com massa máxima desde que a massa
autorizada não superior a 3500 kg. máxima do conjunto não
exceda 6000 kg.

Veículos a motor diferentes dos das


categorias D1 ou D, com massa máxima
autorizada superior a 3500 kg e inferior
a 7500 kg, concebidos e construídos
para transportar um número de
C1
passageiros não superior a oito,
excluindo o condutor; a estes veículos
pode ser atrelado um reboque com
massa máxima autorizada não superior
750 kg.

o Conjuntos de
Conjuntos de veículos acoplados,
veículos acoplados
compostos por um veículo trator da
C1E da categoria BE;
categoria C1 e reboque ou semirreboque
com massa máxima autorizada superior o Conjuntos de
máquinas
a 750 kg, desde que a massa máxima do
acopladas
conjunto formado não exceda 12000 kg; compostos por um
conjuntos de veículos acoplados, veículo trator ou
compostos por um veículo trator da máquina industrial
categoria B e reboque ou semirreboque com massa máxima
com massa máxima autorizada superior autorizada superior
a 3500 kg, desde que a massa máxima a 3500 kg e inferior
a 7500 kg, e
do conjunto formado não exceda 12000
reboque ou
kg.
semirreboque com
massa máxima
autorizada superior
a 750 kg, não
podendo a massa
máxima do
conjunto formado
exceder 12000 kg.
Veículos a motor diferentes dos das
categorias D1 e D, cuja massa máxima
Veículos da
autorizada exceda 3500 kg, concebidos e
categoria C1, veículos
construídos para transportar um
agrícolas das
C número de passageiros não superior a
categorias I, II e III e
oito, excluindo o condutor; a estes
máquinas industriais
veículos pode ser atrelado um reboque
pesadas.
com massa máxima autorizada não
superior a 750 kg.

o Conjuntos de
veículos acoplados
Conjuntos de veículos acoplados,
da categoria C1E;
compostos por veículo trator da o Conjuntos de
CE categoria C e reboque ou semirreboque veículos acoplados
com massa máxima autorizada superior da
a 750 kg. categoria DE desde
que o titular possua
a categoria D;
Veículos a motor concebidos e
construídos para o transporte de um
número de passageiros não superior a
16, excluindo o condutor, com o
D1
comprimento máximo não superior a 8
m; a estes veículos pode ser atrelado um
reboque com massa máxima autorizada
não superior a 750 kg.
o Conjuntos de
veículos acoplados
da categoria BE;
o Conjuntos de
máquinas
acopladas
compostos por um
veículo trator ou
máquina industrial
Conjuntos de veículos acoplados,
com massa máxima
compostos por veículo trator da
D1E autorizada superior
categoria D1 e um reboque com massa a 3500 kg e inferior
máxima autorizada superior a 750 kg. a 7500 kg, e
reboque ou
semirreboque com
massa máxima
autorizada superior
a 750 kg, não
podendo a massa
máxima do
conjunto formado
exceder 12000 kg.
Veículos a motor concebidos e
Veículos da
construídos para o transporte de um
categoria D1, veículos
número de passageiros superior a oito,
agrícolas das
D excluindo o condutor; a estes veículos
categorias I, II e III e
pode ser atrelado um reboque com
máquinas industriais
massa máxima autorizada não superior
pesadas.
a 750 kg.

Conjuntos de veículos acoplados,


Conjuntos de veículos
compostos por veículo trator da
DE acoplados da
categoria D e reboque com massa
categoria D1E.
máxima autorizada superior a 750 kg.

Máquinas industriais
Categoria Motocultivadores com reboque ou
retrotrem e tratocarros desde que a com peso bruto não
I
massa máxima do conjunto não exceda superior a 2500 kg.
2500 kg
Veículos
Agrícolas o Veículos
o Tratores agrícolas ou florestais agrícolas da
Categoria simples ou com equipamentos categoria I;
II montados, desde que a massa
o Máquinas agrícolas
máxima do conjunto não exceda
ou florestais
3500 kg;
ligeiras de massa
o Tratores agrícolas ou florestais máxima autorizada
com reboque ou máquina agrícola não superior a
ou florestal rebocada, desde que a 3500 kg;
massa máxima do conjunto não o Tratocarros de
exceda 6000 kg; massa máxima
autorizada não
superior a 3500 kg.
Tratores agrícolas ou florestais com ou
Categoria Veículos das
sem reboque e máquinas agrícolas
III categorias I e II.
pesadas.

Reação, Travagem e Paragem

Distância de Reação, de Travagem e de Paragem


A distância de reação é a distância percorrida pelo veículo desde que o condutor vê o
perigo ou obstáculo até reagir (colocar o pé no travão), é influenciada por:

o Velocidade - quanto maior a velocidade maior será a distância percorrida


o Tempo de Reação - quanto maior o tempo de reação maior será a distância percorrida
A distância de travagem é a distância percorrida pelo veículo desde que o condutor coloca
o pé no travão até o carro parar completamente, é influenciada por:
o Velocidade - quanto maior a velocidade maior será a distância percorrida
o Estado da Via - se a via tiver gravilha, óleo ou outro fator que diminua a aderência maior
será a distância percorrida
o Declive da Via - quanto mais íngreme for a descida maior será a distância percorrida
o Estado do Veículo - se tiver os pneus "carecas" ou travões em mau estado maior será a
distância percorrida
o Condições Ambientais - se houver chuva ou gelo maior será a distância percorrida
A distância de paragem é a soma das duas distâncias anteriores, é a distância percorrida
pelo veículo desde que o condutor vê o perigo ou obstáculo até o carro parar
completamente.
Esta figura ilustra as distâncias de reação, travagem e paragem. O condutor na primeira
imagem avistou o perigo, na segunda imagem colocou o pé no travão e na terceira
imagem o carro parou completamente.

Tempo de Reação
O tempo de reação é o tempo que o condutor demora a reagir ao perigo ou obstáculo, em
média é cerca de 1 segundo. O tempo de reação é influenciado por:
o Álcool
o Drogas
o Medicamentos
o Sonolência
o Fadiga
o Estado físico e psicológico do condutor
o Idade

Notas: O tempo de reação nunca diminui, apenas pode aumentar devido aos fatores
indicados acima. Não confundir com a distância de reação que pode diminuir, por exemplo
se a velocidade for menor. Sempre que o tempo de reação aumentar a distância de reação
também aumenta.
O seguinte vídeo explica esta matéria:
Podem consultar as fichas técnicas do IMT sobre o tempo de reação e sobre a travagem.

Distância de Segurança
A distância de segurança é distância a que circulamos do veículo da frente e que para ser
eficaz deve ser uma distância que nos permita reagir e imobilizar o veículo em segurança
antes do obstáculo no caso de qualquer acontecimento inesperado.
Esta distância não é fixa, altera consoante a nossa distância de paragem que é a distância
que nos permite parar em segurança sem embater num obstáculo.

Questões sobre a Distância de Segurança


O IMT faz dois tipos de questão em relação à distância de segurança que geram dúvidas
aos candidatos com frequência:

O que acontece
Se o condutor que transita à minha frente, diminuir a velocidade, a distância de segurança:
(Questão 3633)
Neste tipo de questões o IMT pretende aferir o que acontece quando as velocidades se
alteram. Imaginando dois veículos a circular a uma velocidade de 50 km/h, o veículo A é o
da frente e o veículo B o que circula atrás do A:
Quando o veículo B aumenta a velocidade, passando a circular a 60 km/h, a distância de
segurança do veículo B diminui pois ao circular a uma velocidade superior que o veículo
da frente fica progressivamente mais perto desse veículo até a distância entre estes dois
veículos ser 0 metros. O mesmo acontece se o veículo A diminuir a sua velocidade.
Quando o veículo B diminui a velocidade, passando a circular a 40 km/h, a distância de
segurança do veículo B aumenta visto que ao praticar uma velocidade inferior ao veículo
da frente vai progressivamente aumentando a distância entre os dois veículos. O mesmo
acontece se o veículo A aumentar a sua velocidade.
Se ambos os veículos circularem à mesma velocidade, se ambos aumentarem ou
diminuírem ao mesmo tempo a velocidade a distância de segurança mantém-se, visto que
as suas velocidades são iguais.
Assim a resposta à questão 3633 é "Diminui".

O que deve acontecer


Nesta situação, se puder aumentar a velocidade a distância de segurança deve: (Questão
1298)
Ao contrário da questão anterior, neste tipo de questões o IMT pretende aferir o que deve
acontecer quando os veículos alteram as suas velocidades. Usando o mesmo exemplo
que no caso anterior:

Se o veículo A diminuir a sua velocidade o veículo B deve diminuir também a sua


velocidade para a distância de segurança se manter pois como vimos anteriormente se o
veículo A diminuir a velocidade e o veículo B mantiver a sua fará com que a distância entre
os dois veículos diminua e consequentemente a distância de segurança diminui também.
Se o veículo B aumentar a sua velocidade a distância de segurança deve aumentar, se o
veículo A não aumentar também a sua velocidade então o veículo B deve realizar uma
ultrapassagem ou reduzir novamente a sua velocidade para a mesma a que circula o
veículo A.
Sempre que se aumenta a velocidade a distância de segurança deve aumentar também
para compensar a distância de paragem, a distância de paragem aumenta sempre que a
velocidade também aumenta.
Assim a resposta à questão 1298 é "Aumentar".
Resumo
Usando o exemplo em que o veículo A é o veículo da frente e o veículo B é o veículo que
circula atrás do A podemos fazer o seguinte quadro em relação à distância de segurança
do veículo B:

Velocidade Veículo A Velocidade Veículo B Distância de Segurança do Veículo B

Mantém-se Diminui Aumenta

Aumenta Mantém-se Aumenta

Aumenta Diminui Aumenta

Mantém-se Aumenta Diminui

Diminui Mantém-se Diminui

Diminui Aumenta Diminui

Mantém-se Mantém-se Mantém-se

Aumenta Aumenta Mantém-se

Diminui Diminui Mantém-se

Atenção que nos últimos dois casos, em que a velocidade diminui ou aumenta em ambos
os veículos, a distância de segurança do veículo B apenas se mantém se a redução ou
aumento da velocidade for exatamente a mesma para ambos os veículos.

Circulação em Rotundas

No dia 1 de Janeiro de 2014 entraram em vigor as alterações propostas no Diário da


República de 3 de setembro de 2013, que altera as regras de circulação nas rotundas:
Artigo 14.º - A

Rotundas

1 — Nas rotundas, o condutor deve adotar o seguinte comportamento:


a) Entrar na rotunda após ceder a passagem aos veículos que nela circulam, qualquer que
seja a via por onde o façam;
b) Se pretender sair da rotunda na primeira via de saída, deve ocupar a via da direita;
c) Se pretender sair da rotunda por qualquer das outras vias de saída, só deve ocupar a
via de trânsito mais à direita após passar a via de saída imediatamente anterior
àquela por onde pretende sair, aproximando-se progressivamente desta e mudando de
via depois de tomadas as devidas precauções;
d) Sem prejuízo do disposto nas alíneas anteriores, os condutores devem utilizar a via de
trânsito mais conveniente ao seu destino.
2 — Os condutores de veículos de tração animal ou de animais, de velocípedes e de automóveis
pesados, podem ocupar a via de trânsito mais à direita, sem prejuízo do dever de facultar a
saída aos condutores que circulem nos termos da alínea c) do n.º 1.
3 — Quem infringir o disposto nas alíneas b), c) e d) do n.º 1 e no n.º 2 é sancionado com
coima de € 60 a € 300.

O mesmo é indicado pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária em "Circulação


em Rotundas".
Assim, a circulação dentro de uma rotunda deve ser feita da seguinte forma:

o Veículo Amarelo: primeira saída, toma a via mais à direita


o Veículo Vermelho: segunda saída, toma a via da esquerda, imediatamente a seguir à
primeira saída passa para a via mais à direita
o Veículo Verde: terceira saída, toma a via da esquerda, imediatamente a seguir à segunda
saída passa para a via mais à direita
Desta forma a passagem para a direita é sempre feita em segurança pois não pode existir
nenhum veículo na faixa mais à direita quando passamos uma saída, visto que os veículos
que nela circulavam saíram na saída imediatamente anterior à que vamos sair e os
veículos que estão para entrar têm de ceder passagem aos que já estão dentro da
rotunda. Exceção feita a veículos pesados, velocípedes e de tração animal que podem
circular sempre pela via mais à direita, no entanto têm o dever de ceder passagem aos
veículos à sua esquerda que queiram sair.

Luzes

Características
De seguida apresentamos tabelas com as informações gerais relativas a automóveis e
motociclos.
Alertamos para o facto desta informação não ser completa e exaustiva visto que existem
várias informações específicas relativamente por exemplo a reboques e veículos agrícolas
que não farão parte desta tabela e que para serem consultadas aconselhamos a leitura
dos documentos referidos no final desta página.

Luz Número Obrigatória Cor Observações

Frente

Ligeiros e
2 Devem ser visíveis a
Presença Pesados
Sim pelo menos 150
(mínimos) Branca
metros;
Motociclos 1 ou 2

Ligeiros e Branca ou O feixe de luz deve ser


2
Cruzamento Pesados Amarela projetado no solo e
Sim
(médios) iluminar 30 metros
Motociclos 1 ou 2 Branca sem encandeamento;

Ligeiros e Branca ou Deve emitir um feixe


2
Estrada Pesados Amarela luminoso que atinja
Sim
(máximos) pelo menos 100
Motociclos 1 ou 2 Branca metros;

Indicadores de Ligeiros e Branca


2 Sim
mudança de Pesados ou Laranja
direção Se forem colocadas na
(piscas) Motociclos Âmbar lateral a cor deve ser
laranja;

Ligeiros e Não pode exceder os


2
Pesados Branca ou 30 metros nem
Nevoeiro Não
Amarela causar
Motociclos 1 ou 2 encandeamento;

Retaguarda

Ligeiros e
2
Pesados
Presença Sim Vermelha
Motociclos 1 ou 2

Vermelha
Ligeiros e
2 ou
Pesados
Travagem Sim Alaranjada

Motociclos 1 ou 2 Vermelha

Ligeiros e Deve permitir a fácil


Chapa de Pesados leitura da matrícula a
1 ou + Sim Branca
matrícula pelo menos 20
Motociclos metros;

Indicadores de Ligeiros e Vermelha


Se forem colocadas na
mudança de Pesados ou Laranja
2 Sim lateral a cor deve ser
direção
laranja;
(piscas) Motociclos Âmbar

Ligeiros e
Devem ter alcance até
Pesados
Marcha atrás 1 ou 2 Não Branca 10 metros sem causar
encandeamento;
Motociclos

Ligeiros e
Sim Se for apenas uma
Pesados
Nevoeiro 1 ou 2 Vermelha deve ser colocada no
lado esquerdo;
Motociclos Não

Utilização das Luzes


Luzes de Cruzamento (médios)

As luzes de cruzamento (médios) têm de ser obrigatoriamente utilizadas:


o Em túneis sinalizados
o Em vias de sentido reversível
o Do anoitecer (crepúsculo) ao amanhecer (aurora)
o Em condições atmosféricas ou ambientais que o obriguem
Os condutores dos motociclos, triciclos, quadriciclos e ciclomotores devem transitar com as
luzes de cruzamento mesmo durante o dia, a mesma regra se aplica aos condutores de
veículos de mercadorias perigosas e transporte coletivo de crianças.

Luzes de Estrada (máximos)

As luzes de estrada podem ser utilizadas quando não se encontram veículos a menos de
100 metros e caso a sua utilização não provoque encandeamento.

Luzes de Presença (mínimos)

Devem ser utilizadas as luzes de presença enquanto aguardam a abertura de passagem


de nível e ainda durante a paragem ou o estacionamento, em locais cuja iluminação não
permita o fácil reconhecimento do veículo à distância de 100 metros.

Luzes de Nevoeiro

As luzes de nevoeiro são utilizadas sempre que as condições meteorológicas ou


ambientais o imponham, nos veículos que com elas devam estar equipados. É proibido o
uso das luzes de nevoeiro sempre que as condições meteorológicas ou ambientais o não
justifiquem.

Avaria de Luzes
Sempre que seja obrigatória a utilização de dispositivos de iluminação e sinalização
luminosa, é proibido o trânsito de veículos com avaria das luzes médias e dos dispositivos
de sinalização luminosa.
Podem transitar com luzes avariadas os veículos que tenham pelo menos:
o Dois médios ou um médio do lado esquerdo e dois mínimos para a frente, um indicador de
presença no lado esquerdo e uma das luzes de travagem, quando obrigatória à
retaguarda.
o Luzes avisadoras de perigo, caso em que apenas podem transitar pelo tempo estritamente
necessário até um local de paragem ou estacionamento.

Se as luzes se avariarem na autoestrada ou em via reservada a automóveis e


motociclos, o veículo tem de ser imediatamente imobilizado fora da faixa de rodagem,
salvo se dispuser de dois médios, ou um médio do lado esquerdo e dois mínimos para a
frente, um indicador de presença no lado esquerdo e uma das luzes de travagem, quando
obrigatória, à retaguarda, caso em que a circulação é permitida até à área de serviço ou
saída mais próxima.

Luzes

Termo Definição

Luz de estrada A luz que serve para iluminar a estrada a uma grande distância para
(máximos) a frente do veículo

A luz que serve para iluminar a estrada para a frente do veículo, sem
Luz de cruzamento
encandear nem incomodar indevidamente os condutores que
(médios)
venham em sentido contrário ou os outros utentes da estrada

A luz que serve para indicar aos outros utentes da estrada que o
Luz indicadora de
condutor tem a intenção de mudar de direção para a direita ou para
mudança de direção
a esquerda

A luz que serve para indicar aos outros utentes da estrada, que se
Luz de travagem encontram atrás do veículo, que o seu condutor está a acionar o
travão de serviço

Luz de presença da A luz que serve para indicar a presença e a largura do veículo visto
frente (mínimo) da frente

Luz de presença da A luz que serve para indicar a presença e a largura do veículo visto
retaguarda da retaguarda

Luz de nevoeiro da A luz que serve para melhorar a iluminação da estrada no caso de
frente nevoeiro, queda de neve, tempestade ou nuvem de pó

Luz de nevoeiro da A luz que serve para tornar mais visível o veículo visto da
retaguarda retaguarda, em caso de nevoeiro intenso

A luz que serve para iluminar a estrada para a retaguarda do veículo


Luz de marcha-atrás e para avisar os outros utentes da estrada que o veículo faz ou vai
fazer marcha-atrás

O funcionamento simultâneo de todas as luzes indicadoras de


mudança de direção, destinado a assinalar um perigo especial que o
Sinal de perigo
veículo apresente momentaneamente para os outros utentes da
estrada
Dispositivo de
O dispositivo que serve para assegurar a iluminação do espaço
iluminação da chapa
destinado à chapa de matrícula da retaguarda, podendo ser
de matrícula da
composto de vários elementos óticos
retaguarda

Um dispositivo que serve para indicar a presença de um veículo por


reflecção da luz proveniente de uma fonte luminosa não ligada a
Refletor esse veículo, estando o observador colocado perto da referida fonte
luminosa; para efeitos do disposto no presente capítulo, as chapas
de matrícula retrorrefletoras não são consideradas como refletores

Sinais Sonoros

Os sinais sonoros devem ser usados brevemente e sempre que possível devem ser
substituídos por sinais luminosos (comutação de médios com máximos de forma a não
provocar encandeamento).

Dentro das localidades só podem ser utilizados durante o dia em caso de perigo
iminente. À noite devem ser substituídos por sinais de luzes.

Fora das localidades e restantes vias podem ser usados de dia e de noite, se for possível
substituir por sinais de luzes, deve-se fazê-lo. Podem ser utilizados em caso de perigo
iminente, para assinalar a presença em locais de visibilidade insuficiente como em
curvas e lombas, e para alertar o condutor da frente da intenção de ultrapassagem.

Sinais de Trânsito

(https://www.bomcondutor.pt/biblioteca/hierarquia-sinais-transito)

Hierarquia
Para evitar situações de conflito ou embaraço no trânsito, estabeleceu-se uma hierarquia
entre os sinais, cuja ordem de prevalência é a seguinte:

1. Agentes da Autoridade
2. Sinalização Temporária
3. Sinalização de Mensagem Variável
4. Sinais Luminosos
5. Sinais Verticais
6. Marcas Rodoviárias
7. Regras Gerais de Trânsito
Fazem parte dos Sinais Verticais os sinais de perigo, de regulamentação, de indicação e
os sinais de carácter turístico-cultural.

Segurança Ativa e Passiva

Segurança Ativa
É considerado segurança ativa tudo o que tem o objetivo de evitar o acidente, por
exemplo:
o Pneus
o Travões
o Sistema ABS
o Suspensão
o Direção
o Espelhos
o Pala Anti encadeamento

Segurança Passiva
Considera-se segurança passiva tudo o que tem o objetivo de minimizar os danos e
proteger no caso de um acidente, por exemplo:
o Cinto de Segurança
o Airbag
o Capacete
o Encosto de Cabeça

Glossário

Definições Legais
Aqui fica um glossário com as definições dos termos usados no código da estrada, esta
lista pode ser consultada no Artigo 1.º do código da estrada.
Via pública destinada a trânsito rápido, com separação física de
faixas de rodagem, sem cruzamentos de nível nem acesso a
Autoestrada
propriedades marginais, com acessos condicionados e sinalizada
como tal.
Superfície da via pública não especialmente destinada ao trânsito
Berma
de veículos e que ladeia a faixa de rodagem.

Via pública especialmente destinada ao trânsito local em zonas


Caminho
rurais.

Corredor de Via de trânsito reservada a veículos de certa espécie ou afetos a


circulação determinados transportes.

Cruzamento Zona de intersecção de vias públicas ao mesmo nível.

Eixo da faixa de Linha longitudinal, materializada ou não, que divide uma faixa de
rodagem rodagem em duas partes, cada uma afeta a um sentido de trânsito.

Entroncamento Zona de junção ou bifurcação de vias públicas.

Parte da via pública especialmente destinada ao trânsito de


Faixa de rodagem
veículos.

Zona restrita da via pública, interdita à circulação de veículos e


Ilhéu direcional delimitada por lancil ou marcação apropriada, destinada a orientar
o trânsito.

Zona com edificações e cujos limites são assinalados com os sinais


Localidade
regulamentares.

Parque de
Local exclusivamente destinado ao estacionamento de veículos.
estacionamento

Local de intersecção ao mesmo nível de uma via pública ou


Passagem de nível
equiparada com linhas ou ramais ferroviários.

Superfície da via pública, em geral sobrelevada, especialmente


Passeio
destinada ao trânsito de peões e que ladeia a faixa de rodagem.

Via pública ou via de trânsito especialmente destinada, de acordo


Pista especial com sinalização, ao trânsito de peões, de animais ou de certa
espécie de veículos.

Praça formada por cruzamento ou entroncamento onde o trânsito


Rotunda
se processa em sentido giratório e sinalizada como tal.

Utilizadores Peões e velocípedes, em particular, crianças, idosos, grávidas,


vulneráveis pessoas com mobilidade reduzida ou pessoas com deficiência.
Via de trânsito resultante do alargamento da faixa de rodagem e
destinada a permitir que os veículos que vão sair de uma via
Via de abrandamento
pública diminuam a velocidade já fora da corrente de trânsito
principal.

Via de trânsito resultante do alargamento da faixa de rodagem e


destinada a permitir que os veículos que entram numa via pública
Via de aceleração
adquiram a velocidade conveniente para se incorporarem na
corrente de trânsito principal.

Via de sentido Via de trânsito afeta alternadamente, através de sinalização, a um


reversível ou outro dos sentidos de trânsito.

Zona longitudinal da faixa de rodagem destinada à circulação de


Via de trânsito
uma única fila de veículos.

Via equiparada a via Via de comunicação terrestre do domínio privado aberta ao


pública trânsito público.

Via pública Via de comunicação terrestre afeta ao trânsito público.

Via reservada a
Via pública onde vigoram as normas que disciplinam o trânsito em
automóveis e
autoestrada e sinalizada como tal.
motociclos

Zona de Local da via pública especialmente destinado, por construção ou


estacionamento sinalização, ao estacionamento de veículos.

Zona da via pública especialmente concebida para utilização


Zona de coexistência partilhada por peões e veículos, onde vigoram regras especiais de
trânsito e sinalizada como tal.

Regras Gerais

Visibilidade A visibilidade é reduzida ou insuficiente sempre que o condutor


reduzida ou não possa avistar a faixa de rodagem em toda a sua largura numa
insuficiente extensão de, pelo menos, 50 m.

Classificação da Rede Rodoviária


O Plano Rodoviário Nacional define a rede rodoviária nacional do continente, que
desempenha funções de interesse nacional ou internacional. A rede rodoviária nacional é
constituída pela rede nacional fundamental e pela rede nacional complementar.
Os itinerários principais são as vias de comunicação de maior
interesse nacional, servem de base de apoio a toda a rede rodoviária
Itinerários
nacional, e asseguram a ligação entre os centros urbanos com
principais (IP)
influência supra distrital e destes com os principais portos,
aeroportos e fronteiras.

Os itinerários complementares são as vias que, no contexto do plano


Itinerários
rodoviário nacional, estabelecem as ligações de maior interesse
Complementares
regional, bem como as principais vias envolventes e de acesso nas
(IC)
áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Classificação de Veículos
As classes e tipos de veículos estão disponíveis nos artigos 105, 106, 107, 108 e 109 do
código da estrada:

Veículo com motor de propulsão, dotado de pelo menos quatro rodas,


com tara superior a 550 kg, cuja velocidade máxima é, por construção,
Automóvel
superior a 25 km/h, e que se destina, pela sua função, a transitar na via
pública, sem sujeição a carris.

Veículos com peso bruto igual ou inferior a 3500 kg e com lotação não
Ligeiros
superior a nove lugares, incluindo o do condutor.

Veículos com peso bruto superior a 3500 kg ou com lotação superior a


Pesados
nove lugares, incluindo o do condutor.

Veículo dotado de duas rodas, com ou sem carro lateral, com motor de
propulsão com cilindrada superior a 50 cm3, no caso de motor de
Motociclo
combustão interna, ou que, por construção, exceda em patamar a
velocidade de 45 km/h.

Veículo dotado de duas ou três rodas, com uma velocidade máxima, em


patamar e por construção, não superior a 45 km/h, e cujo motor:
No caso de ciclomotores de duas rodas, tenha cilindrada não superior a
Ciclomotor 50 cm3, tratando-se de motor de combustão interna ou cuja potência
máxima não exceda 4 kW, tratando-se de motor elétrico.
No caso de ciclomotores de três rodas, tenha cilindrada não superior a
50 cm3, tratando-se de motor de ignição comandada ou cuja potência
máxima não exceda 4 kW, no caso de outros motores de combustão
interna ou de motores elétricos.
Veículo dotado de três rodas dispostas simetricamente, com motor de
propulsão com cilindrada superior a 50 cm3, no caso de motor de
Triciclo
combustão interna, ou que, por construção, exceda em patamar a
velocidade de 45 km/h

Veículo dotado de quatro rodas com velocidade máxima, em patamar e


por construção, não superior a 45 km/h, cuja massa sem carga não
Quadriciclo exceda 350 kg, excluída a massa das baterias no veículo elétrico, e com
Ligeiro motor de cilindrada não superior a 50 cm3, no caso de motor de
ignição comandada, ou cuja potência máxima não seja superior a 4 kW,
no caso de outros motores de combustão interna ou de motor elétrico.

Veículo dotado de quatro rodas com motor de potência não superior a


15 kW e cuja massa sem carga, excluída a massa das baterias no caso
Quadriciclo
de veículos elétricos, não exceda 400 kg ou 550 kg, consoante se
Pesado
destine, respetivamente, ao transporte de passageiros ou de
mercadorias.

Veículo com motor de propulsão, de dois ou mais eixos, cuja função


Trator Agrícola principal reside na potência de tração, especialmente concebido para
ou Florestal ser utilizado com reboques, alfaias ou outras máquinas destinadas a
utilização agrícola ou florestal.

Veículo com motor de propulsão, de dois ou mais eixos, destinado


Máquina Agrícola exclusivamente à execução de trabalhos agrícolas ou florestais, que só
ou Florestal excecionalmente transita na via pública, sendo considerado pesado ou
ligeiro consoante o seu peso bruto exceda ou não 3500 kg.

Veículo com motor de propulsão, de um só eixo, destinado à execução


de trabalhos agrícolas ligeiros, que pode ser dirigido por um condutor a
Motocultivador pé ou em reboque ou retrotrem atrelado ao referido veículo.
O motocultivador ligado a reboque ou retrotrem é equiparado, para
efeitos de circulação, a trator agrícola.
Veículo com motor de propulsão, de dois ou mais eixos, provido de uma
caixa de carga destinada ao transporte de produtos agrícolas ou
Tratocarro
florestais e cujo peso bruto não ultrapassa 3500 kg, sendo equiparado,
para efeitos de circulação, a trator agrícola.

Veículo sobre Veículo que independentemente do sistema de propulsão, se desloca


carris sobre carris.

Máquina Veículo com motor de propulsão, de dois ou mais eixos, destinado à


industrial execução de obras ou trabalhos industriais e que só eventualmente
transita na via pública, sendo pesado ou ligeiro consoante o seu peso
bruto exceda ou não 3500 kg.

Pesos, Dimensões e Reboques


Para completar a lista anterior o artigo 110 do código da estrada define os reboques e
o Decreto-Lei n.º 133/2010 define o "Regulamento que fixa os pesos e as dimensões
máximos autorizados para os veículos em circulação" que tem as seguintes definições:

Qualquer veículo provido de um motor de propulsão que circule na


Veículo a motor
via pública pelos seus próprios meios.

Qualquer veículo cujas superstruturas, fixas ou móveis, estejam


Veículo de
especialmente equipadas para o transporte de mercadorias a uma
transporte
temperatura controlada e cujas paredes laterais, incluindo o
condicionado
isolamento, tenham, pelo menos, 45 mm de espessura.

Qualquer automóvel pesado de passageiros constituído por dois


Automóvel pesado segmentos rígidos permanentemente ligados por uma secção
de passageiros articulada que permite a comunicação entre ambos e a livre
articulado circulação dos passageiros, sendo que a junção e a disjunção das duas
partes apenas podem ser realizadas numa oficina.

O peso do veículo em ordem de marcha, sem passageiros nem carga,


com o líquido de arrefecimento, lubrificantes, 90 % do total de
combustível, 100 % dos outros fluidos, exceto águas residuais,
ferramentas e roda de reserva, quando esta seja obrigatória e, com
Tara
exceção dos ciclomotores, motociclos, triciclos e quadriciclos, o
condutor (75 kg), devendo ainda ser considerado, no caso dos
veículos pesados de passageiros, o peso do guia (75 kg), se estiver
previsto um lugar específico para o mesmo.

Peso bruto / Massa


O conjunto da tara e da carga que o veículo pode transportar.
máxima

Peso total do veículo no momento, é a tara mais a carga que o veículo


Peso total
transporta atualmente.

Peso bruto A capacidade máxima de carga rebocável dos veículos a motor e


rebocável tratores agrícolas.

O número de passageiros que o veículo pode transportar, incluindo o


Lotação
condutor.
Dispositivo equipado com um sistema mecânico de engate destinado
Dolly
a converter um semirreboque num reboque.

Reboque Veículo destinado a transitar atrelado a um veículo a motor.

Reboque cuja parte da frente assenta sobre o veículo a motor,


Semirreboque
distribuindo o peso sobre este.

Outros

Veículo Prioritário Veículo que assinala devidamente a sua marcha urgente de socorro.

Outras Informações

Ponte 25 de Abril e Viaduto Norte: veículos pesados, motociclos e ligeiros com reboque
apenas podem usar as duas vias de trânsito mais à direita. Os veículos de mercadorias
perigosas apenas podem transitar das 2h às 5h em dias úteis, domingos e feriados. É
proibida a prática do ensino de condução.

Triângulo: deve ser colocado no mínimo a 30 metros do veículo e tem de ser visível a
pelo menos 100 metros, ou seja, se tivermos uma avaria a 50 metros depois uma curva e
colocarmos o triângulo a 30 metros do veículo, os condutores que fizerem a curva só o
vêm com 20 metros de antecedência, neste caso, o triângulo deve ser colocado antes da
curva onde os veículos o consigam ver a 100 metros. O triângulo não pode ser colocado
dentro do veículo para sinalizar um acidente ou avaria!

Relevo dos Pneus: 1,6 mm (milímetros) para ligeiros e 1 mm para pesados e motociclos.

Canal de vídeos explicativos

https://www.youtube.com/user/oinstrutorcom/videos

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