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Princípios Básicos sobre a Legislação de Áreas Protegidas

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Marzuke Manuel Diogo Monteiro
Marzukemonteiro01@gmail.com

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Universidade Licungo - Extensão Quelimane Departamento de Geografia

Resumo
O presente trabalho intitulado de “Princípios Básicos sobre a Legislação de Áreas Protegidas” A presente Lei
moçambicana tem como objecto o estabelecimento dos princípios e normas básicos sobre a protecção, conservação,
restauração e utilização sustentável da diversidade biológica nas áreas de conservação, bem como Um dos
instrumentos importantes para a conservação da biodiversidade diz respeito à criação de Áreas Protegidas (AP).
Originalmente configurada para garantir a protecção dos ecossistemas idílicos que serviriam de reduto de contacto
com a natureza para as populações urbanas, sua concepção vem sofrendo reconfigurações incluindo desde a
necessidade de conservação da diversidade biológica até, mais recentemente, a justiça sócio ambiental para as
populações impactadas por essa criação. As áreas protegidas no novo paradigma devem se relacionar com inúmeros
atores sociais, e, portanto, seu sucesso depende da adequada articulação de valores. Mas o reconhecimento do novo
paradigma vai além, e associa à evolução dos objectivos e dos modelos de governança, outras frentes de
complexidade, como a gestão adaptativa, a participação e o funcionamento em conjunto.

Palavras-chave: Princípios básicos, legislação, áreas protegidas

Abstract
This paper is entitled Basic Principles on the Law of Protected Areas. The purpose of this Mozambican Law is to
establish the basic principles and standards on the protection, conservation, restoration and sustainable use of
biological diversity in conservation areas. One of the important instruments for the conservation of biodiversity
concerns the creation of Protected Areas. (AP). Originally designed to ensure the protection of idyllic ecosystems
that would serve as a stronghold of nature for urban populations, its design has undergone reconfigurations ranging
from the need to conserve biological diversity to, more recently, social and environmental justice for impacted
populations. for this creation. The protected areas in the new paradigm must relate to numerous social actors, and
therefore their success depends on the proper articulation of values. But the recognition of the new paradigm goes
beyond, and associates with the evolution of objectives and governance models, other fronts of complexity, such as
adaptive management, participation and joint operation.

Keyword: Basics, Legislation, Protected Areas

1.Introdução
As acções de protecção da natureza estão a serviço do desenvolvimento sustentável e da
manutenção de seus processos. As áreas protegidas são um dos instrumentos mais importantes
para essa conservação. Além de importantes ferramentas de gestão territorial (zoneamento,
restrição de usos ou ocupações, etc.), elas têm institucionalidade própria e, portanto, capacidade
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de acção para a implementação dos objectivos associados. Entende-se aqui „áreas protegidas‟ por
seu conceito definido, discutido nas páginas seguintes.

Além disso, as áreas protegidas devem também estar a serviço de objectivos maiores, nacionais,
ou subnacionais (por domínio biogeográfico (ou bioma), bacia hidrográfica, estado, município...)
de conservação da natureza e desenvolvimento sustentável. Cada uma delas deve proteger valores
específicos, adequados às necessidades, às condições, aos interesses. Mas integrando-se uma às
outras, por função, objectivo ou em apoio mútuo. Somente a gestão adequada de sistemas (e
subsistemas) de áreas protegidas pode garantir boa articulação para os fins do desenvolvimento
sustentável com conservação da natureza.

2.Objectivos
2.1.Geral
 Abordar sobre os Princípios Básicos sobre a Legislação de Áreas Protegidas.

2.2.Específicos
 Definir áreas protegidas;
 Classificar as áreas protegidas;
 Apresentar possíveis resultados esperados com a conscientização da população referente
as áreas protegidas.

2.3. Metodologia
Para o alcance do objectivo proposto, a metodologia empregada foi a revisão bibliográfica ou
pesquisa em fontes secundárias, que consiste no levantamento do material já elaborado e
publicado em documentos, tais como livros, teses, e dissertações, com vista a explicar um
problema a partir de referências teóricas. De acordo com VERGARA (2006), a pesquisa
bibliográfica é o estudo sistematizado desenvolvido com base em material publicado em livros,
revistas, jornais, redes electrónicas, isto é, material acessível ao público em geral.
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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1.Conceitos Bases
3.1.1. Áreas Protegidas
Para ALMEIDA (2006) Considera áreas de conservação de uso sustentável as áreas de domínio
público e de domínio privado, destinadas à conservação, sujeito a um maneio integrado com
permissão de níveis de extracção dos recursos, respeitando limites sustentáveis de acordo com os
planos de maneio.

A importância das áreas protegidas não apenas para a conservação da biodiversidade e paisagem,
mas como fornecedoras de serviços ambientais indispensáveis às actividades humanas e garantia
de sustentabilidade global é amplamente reconhecida, ALMEIDA (2006).

As áreas protegidas são territórios delimitados e geridos com o objectivo de conservar o seu
património natural, que inclui elementos ecológicos, históricos, geológicos e culturais.
Amplamente reconhecidas como o principal instrumento de conservação in situ da natureza,
existem mais de 161.000 áreas protegidas no mundo, que cobrem cerca de 15% das superfícies
terrestres e 8% das áreas marítimas sob jurisdição dos países. O movimento político, social e
ambiental que busca promover as áreas protegidas é o conservacionismo, ALMEIDA (2006).

Segundo AHRENS (2011:23) As áreas protegidas são territórios delimitados e geridos com o
objectivo de conservar o seu património natural, que inclui elementos ecológicos, históricos,
geológicos e culturais. Embora historicamente o termo áreas protegidas tenha se aplicado a todo e
qualquer espaço que beneficia de algum tipo de protecção preocupada com a natureza, desde pelo
menos a segunda metade do século XX esforços tem sido feitos com o objectivo de elaborar um
conceito de área protegida que inclui outras características básicas.

A definição mais aceita internacionalmente no meio científico e político, foi elaborada e vem
sendo actualizada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Trata-se do
conceito de área protegida utilizado como referência pela Base de dados de áreas protegidas das
Nações Unidas (WDPA, na sigla em inglês). Segundo a UICN:
Dedicado e gerido, através de meios legais ou outros igualmente
eficazes, com o objectivo de garantir a conservação a longo prazo da
natureza, juntamente com os serviços ecossistêmicos e os valores
culturais associados.
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3.1.2.Objectivos das Áreas Protegidas


Para ALMEIDA (2006:132) Os objectivos das áreas protegidas podem ser os mais variados, mas
têm como elemento central uma preocupação com a protecção da natureza local. Materialmente,
seus objectivos podem abranger desde elementos específicos da natureza local, como a
biodiversidade biológica, a paisagem ou o património cultural que frequentemente se encontram
presentes, ou um conjunto desses elementos.

Da mesma forma, a foco específico desses objectivos podem variar consideravelmente, prevendo
desde uma protecção estrita e que restringe fortemente a presença humana, até abordagens
inspiradas na ideia de desenvolvimento sustentável ou de protecção integrada. ALMEIDA
(2006:132)

AHRENS (2011:87); Apesar dessa diversidade de objectivos e considerações, as legislações dos


países e os documentos que regulamentam a gestão desses espaços tipicamente incluem um ou
mais dos seguintes objectivos:

 Preservação das espécies e da diversidade genética;


 Protecção de características naturais e culturais locais;
 Manutenção dos serviços ambientais (água, regulação do clima, diminuição da erosão,
dentre outros);
 Investigação científica; Turismo e recreação;
 Educação ambiental; Utilização sustentável dos recursos naturais.

3.1.3.Importância das Áreas protegidas


Amplamente reconhecidas como o principal instrumento de conservação in situ da natureza,
existem mais de 161.000 áreas protegidas no mundo, que cobrem cerca de 15% das superfícies
terrestres e 8% das áreas marítimas sob jurisdição dos países. O movimento político, social e
ambiental que busca promover as áreas protegidas é o conservacionismo, AHRENS (2011:87).

Existem diversos tipos de áreas protegidas, que oferecem protecção em intensidades e com
objectivos específicos distintos, de acordo com a legislação de cada país ou ainda em função de
acordos internacionais. Os tipos de áreas protegidas mais comuns incluem os parques nacionais
os geoparques, os monumentos naturais, os parques naturais e as reservas de caça, AHRENS
(2011:87).
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Graus de importância crescente têm os corredores ecológicos, que conectam os fragmentos de


áreas naturais e são definidos no Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) como
porções de ecossistemas naturais ou seminaturais, ligando UCs, possibilitam o fluxo de genes e o
movimento da biota – conjunto de seres vivos de um ecossistema, o que inclui a flora, a fauna, os
fungos e outros grupos de organismos -, facilitando a dispersão de espécies e a recolonização de
áreas degradadas, (BACHA, 2005:24)

3.1.4. Novo Paradigma de Gestão de Áreas Protegidas


Há vários anos já se reconheceu um novo paradigma na gestão das áreas protegidas, ou seja,
houve uma evolução ao longo do tempo, incorporando tanto os aspectos científicos mais
modernos trazidos pela biologia da conservação, ecologia da paisagem e outras disciplinas
científicos, como pela reavaliação da prática na gestão das unidades de conservação e pelos
processos de organização da sociedade civil e comunidades locais e seu fortalecimento,
(MAGNANI2002:97).

Durante várias décadas acreditava-se que bastava ter uma área protegida, isolada, gerida somente
por um governo nacional em terras de sua propriedade e com a gestão voltada para seu interior
que se protegia deforma satisfatória a biodiversidade. Isso não é mais adequado, não
necessariamente contínua benéfico e em muitos casos nem é possível, (MAGNANI2002:97).

Na actualidade, para a criação e a gestão de áreas protegidas é preciso articular com vários
segmentos da sociedade. É necessário pensar e buscar alianças comas comunidades locais, que
possuem outras formas de percepção da natureza, e muitas vezes culturalmente diferenciadas,
com valores e definições de prioridades de conservação próprios, (MAGNANI2002:97).

É necessário conhecer os vários tipos de áreas protegidas, inclusive com suas diferentes formas
de gestão e governança. É importante compreender que, além de olhar para fora, a gestão das
áreas protegidas deve estar integrada em sistemas de gestão territorial mais amplos, sejam os que
buscam defender as próprias áreas protegidas ou ampliar seus objectivos de conservação como
mega corredores de conservação, mosaicos, sejam zoneamentos ou gestão territorial com outros
fins, de desenvolvimento, eficácia da produção, etc (MAGNANI 2002:97).

Na verdade, muitos de seus aspectos de fato já eram utilizados antes do reconhecimento desse
nosso paradigma, que apenas registou o novo patamar (ver a tabela seguinte sobre os paradigmas
de gestão das áreas protegidas). As áreas protegidas no novo paradigma devem se relacionar com
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inúmeros actores sociais, e, portanto, seu sucesso depende da adequada articulação de valores.
Mas o reconhecimento do novo paradigma vai além, e associa à evolução dos objectivos e dos
modelos de governança, outras frentes de complexidade, como a gestão adaptativa, a participação
e o funcionamento em conjunto, (MAGNANI2002:97).

3.1.5. Legislação das Áreas protegidas


O estabelecimento das áreas protegidas (parques nacionais, reservas naturais e florestais) foi
primeiramente mencionada num regulamento emitidos em 1936, e a primeira área protegida
(Parque Nacional de Caça do Iona) foi estabelecido em 1937. Actualmente, os instrumentos de
política nacional relacionada com as áreas do projecto é inadequadas e antiquada.

O primeiro estatuto sobre a conservação da natureza e sobre o estabelecimento das áreas


protegidas para vários fins (inicialmente para fins de caça e posteriormente para conservação da
natureza) foi emitido em 20 de Janeiro de 1955 através do Decreto No. 40,040 (publicado no
Diário Oficial de 09 de Fevereiro de 1955). O decreto cobriu os aspectos relacionados com a
protecção do solo, fauna e flora, conservação e uso da caça, estabelecimento de parques
nacionais, reservas da natureza e áreas de caça controlada.

Essa iniciativa orientou o estabelecimento de uma instituição (Conselho de Protecção à Natureza


(Nature Conservation Council) responsável pelo controlo das áreas protegidas e o
desenvolvimento de legislação importante para esse efeito. Esse pacote legislativo inclui
regulamento de caça, Regulamento florestal e Regulamento de Parques Nacionais. No seu anexo,
o decreto No. 40,040 Incluía uma lista de mamíferos e espécies de aves cuja caça foi declarada
ilegal.

Algumas das legislação supra mencionada foi revogada após a independência pelo decreto N o
43/77 de 5 Maio 1977. Esse decreto aprovou ainda a estrutura do Ministério da Agricultura e
definiu cinco categorias distintas para áreas protegidas, nomeadamente parques nacionais,
reservas naturais rigorosas; reservas parciais; parques de natureza regionais e reservas especiais.

Essa categorização não cobre as questões tais como uso da vida selvagem pelas comunidades
rurais, ou a conservação de sítios de património e monumentos importantes. O decreto define
cinco categorias conforme descrito abaixo:
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(i) Parque Nacional: uma área reservada para a protecção, conservação e propagação da
vida animal selvagem e vegetação indígena para o benefício e o gozo pelo público.
(ii) Reserva da Natureza Rigorosa: Uma área para protecção total da flora e fauna
selvagem
(iii) Reserva parcial: Uma área com proibição de caça, abate ou captura de animais ou de
colheita de plantas, excepto para fins de gestão especifica autorizada ~
(iv) Parque da Natura Regional: Uma área para protecção e conservação da natureza, em
que a caça, pesca ou a colheita ou destruição de animais selvagens e a realização de
actividades industrial, comercial ou agrícolas são proibidas ou colocadas sob os
limites.
(v) Reserva especial: Uma área onde o abate de certas espécies, das quais a conservação
não pode ser garantida de qualquer outro modo, esta proibida.

4.Tipologia das áreas protegidas


Para OLIVEIRA (2009:65) aTipologias de Áreas Protegidas são as seguintes: Parque Nacional,
Parque Natural, Reserva Natural, Paisagem Protegida, Monumento Natural e Área Protegida
Privada

 Parque Nacional
Entende-se por Parque Nacional uma área que contenha maioritariamente amostras
representativas de regiões naturais características, de paisagens naturais e humanizadas, de
elementos de biodiversidade e de geossítios, com valor científico, ecológico ou educativo. A
classificação de um Parque Nacional visa a protecção dos valores naturais existentes,
conservando a integridade dos ecossistemas, tanto ao nível dos elementos constituintes como dos
inerentes processos ecológicos, e a adopção de medidas compatíveis com os objectivos da sua
classificação.
 Parque Natural
Entende-se por Parque Natural uma área que contenha predominantemente ecossistemas naturais
ou seminaturais, onde a preservação da biodiversidade a longo prazo possa depender de
actividade humana, assegurando um fluxo sustentável de produtos naturais e de serviços. A
classificação de um Parque Natural visa a protecção dos valores naturais existentes, contribuindo
para o desenvolvimento regional e nacional, e a adopção de medidas compatíveis com os
objectivos da sua classificação.
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 Reserva Natural
Entende-se por Reserva Natural uma área que contenha características ecológicas, geológicas e
fisiografias, ou outro tipo de atributos com valor científico, ecológico ou educativo, e que não se
encontre habitada de forma permanente ou significativa.

 Paisagem Protegida
Entende-se por Paisagem Protegida uma área que contenha paisagens resultantes da interacção
harmoniosa do ser humano e da natureza, e que evidenciem grande valor estético, ecológico ou
cultural.
A classificação de uma Paisagem Protegida visa a protecção dos valores naturais e culturais
existentes, realçando a identidade local, e a adopção de medidas compatíveis com os objectivos
da sua classificação.

 Monumento Natural
Entende-se por Monumento Natural uma ocorrência natural contendo um ou mais aspectos que,
pela sua singularidade, raridade ou representatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos
e culturais, exigem a sua conservação e a manutenção da sua integridade.
A classificação de um Monumento Natural visa a protecção dos valores naturais, nomeadamente
ocorrências notáveis do património geológico, na integridade das suas características e nas zonas
imediatamente circundantes, e a adopção de medidas compatíveis com os objectivos da sua
classificação.

 Área Protegida Privada


Pode ser classificada Área Protegida de estatuto privado, designada Área Protegida Privada, em
terrenos privados não incluídos em Áreas Protegidas onde se regista a ocorrência de valores
naturais que apresentem, pela sua raridade, valor científico, ecológico, social ou cénico, uma
relevância especial que exija medidas específicas de conservação e gestão.

A designação é feita a pedido do(a) respectivo(a) proprietário(a), mediante um processo especial


de candidatura (regulado pela Portaria n.º 1181/2009, de 7 de Outubro) e o reconhecimento pela
autoridade nacional. Os terrenos a que for atribuída a designação de Área Protegida Privada
integram a RNAP e ficam sujeitos ao Protocolo de gestão que for acordado com a autoridade
nacional na sequência do seu reconhecimento.
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5. A classificação de uma Área Protegida


A classificação de uma Área Protegida (AP) visa conceder-lhe um estatuto legal de protecção
adequado à manutenção da biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas e do património
geológico, bem como à valorização da paisagem.

O processo de criação de Áreas Protegidas é, actualmente, regulado pelo Decreto-lei n.º


142/2008, de 24 de Julho. A classificação das AP de âmbito nacional pode ser proposta pela
autoridade nacional ou por quaisquer entidades públicas ou privadas; a apreciação técnica
pertence ao ICNF, sendo a classificação decidida pela tutela. No caso das AP de âmbito regional
ou local, a classificação pode ser feita por Municípios ou Associações de Municípios, atendendo
às condições e aos termos previstos no artigo 15.º do Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de julho.

Com excepção do “Parque Nacional”, as Áreas Protegidas (AP) de âmbito regional ou local
podem adoptar qualquer das tipologias atrás referidas, devendo as mesmas ser acompanhadas da
designação “regional” ou “local”, consoante o caso (“regional” quando esteja envolvido mais do
que um Município, “local” quando se trate apenas de uma Autarquia).

O Decreto-Lei n.º 142/2008, de 24 de Julho, prevê ainda a possibilidade de criação de Áreas


Protegidas de estatuto privado (APP), a pedido do/da respectivo(a) proprietário(a); o processo de
candidatura, a enviar ao ICNF, está regulado pela Portaria n.º 1181/2009, de 7 de Outubro,
envolvendo o preenchimento deste Formulário. As AP de âmbito nacional e as APP pertencem
automaticamente à RNAP (Rede Nacional de Áreas Protegidas); no caso das AP de âmbito
regional ou local, a integração ou exclusão na RNAP depende de avaliação da autoridade
nacional.

6. Resultados Esperados

Com base na elaboração deste trabalho referente a “Princípios Básicos sobre a Legislação de
Áreas Protegidas” esperamos que:

 Promover, criar e melhorar áreas protegidas urbanas;


 Mudança de comportamento dos nativos da área de conservação em relação aos
habitantes de árvores para a prática da agricultura e de animais;
 Ajuda nos indivíduos no desenvolvimento sustentável do local e na preservação das áreas
protegidas.
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7.Conclusão
Concluindo percebe-se que o estabelecimento das áreas protegidas (parques nacionais, reservas
naturais e florestais) foi primeiramente mencionada num regulamento emitidos em 1936, e a
primeira área protegida (Parque Nacional de Caça do Iona) foi estabelecido em 1937.
Actualmente, os instrumentos de política nacional relacionada com as áreas do projecto são
inadequadas e antiquada.

O primeiro estatuto sobre a conservação da natureza e sobre o estabelecimento das áreas


protegidas para vários fins (inicialmente para fins de caça e posteriormente para conservação da
natureza) foi emitido em 20 de Janeiro de 1955 através do Decreto No. 40,040 (publicado no
Diário Oficial de 09 de Fevereiro de 1955). O decreto cobriu os aspectos relacionados com a
protecção do solo, fauna e flora, conservação e uso da caça, estabelecimento de parques
nacionais, reservas da natureza e áreas de caça controlada.

Algumas das legislação supra mencionada foi revogada após a independência pelo decreto No
43/77 de 5 Maio 1977. Esse decreto aprovou ainda a estrutura do Ministério da Agricultura e
definiu cinco categorias distintas para áreas protegidas, nomeadamente parques nacionais,
reservas naturais rigorosas; reservas parciais; parques de natureza regionais e reservas especiais.
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8. Referencias Bibliográficas
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