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INSTITUTO DE SAÚDE SANTA

4º Grupo:

1618 - Ana Arlinda João Marcos

1705 - Ana Jaime Saide

1790 – Américo Júlio Cassera

1678 – Cristina Paulino

1760 – Maria Joaquim

CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS

Nacala - Porto

2020
INSTITUTO DE SAÚDE SANTA

4º Grupo:

1618 - Ana Arlinda João Marcos

1705 - Ana Jaime Saide

1790 – Américo Júlio Cassera

1678 – Cristina Paulino

1760 – Maria Joaquim

CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO DE MEDICAMENTOS

Trabalho de caracter avaliativo na


disciplina de farmácia Galénica. Docente:

dr. Júlio Laitone.

Nacala - Porto

2020
Índice

1. Introdução...........................................................................................................................3

2. Critérios de Classificação de Medicamentos......................................................................4

2.1. Conceitos de Medicamento..........................................................................................4

2.2. Classificação dos Medicamentos.................................................................................4

3. Conclusão..........................................................................................................................10

4. Referencias bibliográficas.................................................................................................11
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1. Introdução

Os medicamentos são apresentados ao público com uma determinada forma. Para se chegar a
esse formato, a essa forma final, designada habitualmente, por forma farmacêutica há um
longo processo de investigação e um rigoroso processo de produção. Essa forma final é
designada por forma farmacêutica. As farmácias hospitalares e de serviços de saúde são
considerados cenários de grande complexidade no que se refere à diversidade de materiais,
principalmente de medicamentos. Tais medicamentos se encontram em grande variedade nos
estoques, conhecidos como Centrais de Abastecimentos Farmacêuticos.

O presente trabalho tem como objectivo abordar dos critérios de classificação de


medicamentos, focando nas formas magistrais, oficiais, especialidades farmacêuticas entre
outras.

Quanto a metodologia usada na realização do trabalho, importa referir que se fez o uso da
pesquisa documental. No que tange a estrutura, o trabalho está organizado em introdução,
desenvolvimento, conclusão e referencias bibliográficas.
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2. Critérios de Classificação de Medicamentos

2.1. Conceitos de Medicamento

Pode definir-se medicamento como: “toda a substância ou associação de substâncias


apresentada como possuindo propriedades curativas ou preventivas de doenças em seres
humanos ou dos seus sintomas ou que possa ser utilizada ou administrada no ser humano com
vista a estabelecer um diagnóstico médico ou, exercendo uma ação farmacológica,
imunológica ou metabólica, a restaurar, corrigir ou modificar funções fisiológicas”
(BARRETO, 2010).

Segundo Schenkel e colaboradores (2012), Medicamento é: “Toda a substância que


administrada convenientemente ao organismo enfermo possa aliviar ou curar o seu estado
patológico.”

“Toda a substância ou conjunto de substâncias que se administrem com fins terapêuticos.”


Ao conceito de medicamento, de acordo com Schenkel e colaboradores (2012), têm sido
atribuídas diferentes definições conforme o contexto em que é utilizado. No entendimento
popular, medicamento e remédio são sinônimos. No entanto, existe diferença conceitual entre
esses termos.

O termo remédio é o recurso ou expediente para curar ou aliviar a dor, o desconforto ou a


enfermidade. De maneira geral, envolve todos os processos terapêuticos para combater
doenças ou sintomas: repouso, psicoterapia, fisioterapia, acupuntura, cirurgia etc. Dessa
forma, podemos pensar que um preparado caseiro com plantas medicinais pode ser um
remédio, mas ainda não é um medicamento.

Como exemplo bem conhecido, temos o soro caseiro, que é eficiente para evitar desidratação,
porém não é um medicamento e não pode ser comercializado.

2.2. Classificação dos Medicamentos

Os medicamentos podem ser classificados segundo diversos critérios: emprego terapêutico,


estrutura química, forma de comercialização e ação farmacológica.

A seguir são apresentados alguns critérios de classificação de medicamentos:

Quanto à Origem

 Natural: medicamentos de origem natural. Ex: Mel, Própolis.


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 Vegetal: medicamentos extraídos de plantas. Ex: Berinjela, utilizada para


emagrecimento.

 Animal: medicamentos extraídos de animais. Ex: leite Nan.

 Mineral: medicamentos extraídos de minerais. Ex: vitaminas que tenham em sua


composição Cálcio, Ferro, sais minerais, Zinco, etc.

 Sintéticos: medicamentos obtidos por meio de reações químicas e produzidos em


laboratório.

Quanto ao Local de Ação

Os medicamentos podem ser de:

 Ação local (tópicos): apresentam ação diretamente sobre o local de aplicação. são
aqueles que se aplicam externamente, sobre uma região limitada do corpo, não
proporcionando absorção sistêmica dos seus constituintes Ex: pomada, aplicada sobre
a pele, como Neomicina + Bacitracina®, Furacin®, Bepantol®, Dermoderme®.

 Ação sistêmica: o medicamento precisa entrar na corrente sanguínea para atingir seu
local ou sítio de ação. Como por exemplo, as injeções, que quando aplicadas, chegam
direto no sangue, exercendo os efeitos desejáveis. Exemplo: Mesigyna
(anticoncepcional injetável).

Quanto à Via de Administração

Esta escolha depende principalmente das propriedades físico-químicas dos medicamentos e


do estado geral do paciente. Ex: em pacientes desacordados, não se pode utilizar a via oral ;
em pacientes que utilizam o Diclofenaco® injetável, não se pode aplicar medicamentos no
deltoide (braço) e sim, no glúteo (nádegas), porque pode ocorrer necrose no deltoide.

Quanto às Características

 Medicamento Simples - aqueles preparados a partir de 1 único fármaco. Ex.: xarope


de vitamina C, pomada de Cânfora.

 Medicamento Composto - são aqueles preparados a partir de vários fármacos. Ex.: a)


Injetável de penicilina G + Estreptomicina. Ex.: b) Comprimido de Ácido Salicílico +
Cafeína.
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 Medicamento de Uso Externo - são aqueles aplicáveis na superfície do corpo ou nas


mucosas facilmente acessíveis ao exterior. Ex.: Cremes de Calêndula, Shampoo de
Piritionato de Zinco.

 Medicamentos de Uso Interno - são aqueles que se destinam à administração no


interior do organismo por via bucal e pelas cavidades naturais (vagina, nariz, ânus,
ouvido, olhos, etc.).

Quanto ao modo de conservação e preparação

 Medicamentos oficiais: São preparações que constam numa farmacopeia legalmente


aceita no Brasil, podendo ser elaboradas em qualquer estabelecimento farmacêutico,
com exceção das drogarias. A farmacopeia, numa monografia especial, determina
quais são os componentes, as quantidades e a forma farmacêutica. Esses
medicamentos não podem possuir nome de marca ou fantasia. Nos seus rótulos ou
embalagens deverá estar escrito: “Medicamento farmacopeico”.

 Medicamento Magistral - são aqueles medicamentos prescritos pelo médico e


preparados para cada caso, com indicação de composição qualitativa e quantitativa, da
forma farmacêutica e da maneira de administração.

 Medicamentos Especializados de Especialidades Farmacêuticas - são


medicamentos de fórmula conhecida, de ação terapêutica comprovável, em forma
farmacêutica estável, embalado de modo uniforme e comercializado com um nome
convencional. A especialidade farmacêutica é industrializada e sua fabricação obedece
a regulamento de natureza governamental. São os produtos de composição uniforme e
registrados junto ao Ministério da Saúde. Somente podem ser produzidos nas
indústrias farmacêuticas. Ex.: Comprimidos de Aspirina.

Quanto aos componentes activos

 Medicamentos fitoterápicos: Quando todos os componentes ativos são de origem


vegetal. Podem ser produzidos em farmácias, farmácias hospitalares (como
medicamentos magistrais ou oficiais) ou indústrias farmacêuticas (como
especialidades farmacêuticas), não existem medicamentos fitoterápicos genéricos.

 Medicamentos homeopáticos: Quando todos os componentes ativos são produzidos


de acordo com as normas homeopáticas. Não são permitidas associações à base de
componentes ativos sintéticos, semissintéticos, biológicos, fitoterápicos,
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vitaminas/sais minerais/aminoácidos e opoterápicos. Podem ser produzidos em


farmácias, farmácias hospitalares ou indústrias farmacêuticas, dependendo de sua
composição. Não existem medicamentos homeopáticos genéricos.

 Medicamentos alopáticos: A alopatia é a medicina tradicional, que consiste em


utilizar medicamentos que vão produzir, no organismo do doente, uma reação
contrária aos sintomas que ele apresenta, a fim de diminuí-los ou neutralizá-los. Os
medicamentos alopáticos são produzidos nas indústrias, em larga escala; ou em
farmácias de manipulação, de acordo com a prescrição médica. São os principais
produtos farmacêuticos vendidos nas farmácias e drogarias.

 Medicamento Placebo - são substâncias ou preparações inativas administradas para


satisfazer a necessidade psicológica do paciente de tomar drogas.

Outras classificações

 Medicamentos de referência

Os medicamentos de referência são conhecidos como medicamentos de marca. Em geral, eles


são os primeiros de determinado tipo no mercado. Isso quer dizer que, quando eles foram
desenvolvidos pelas indústrias farmacêuticas, não existiam outros produtos específicos para
um determinado tratamento ou que tivessem determinada combinação de princípios ativos.
Para ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária como medicamento de
referência, a medicação precisa comprovar cientificamente suas principais características,
subdividas em:

 eficácia

 segurança;

 qualidade.

As listas dos medicamentos de referência possuem centenas de produtos listados como, por
exemplo:

 Aspirina;

 Buscopan;

 Tylenol;

 Sinvastacor;

 Viagra.
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 Medicamentos similares

Já os medicamentos similares foram regulamentados pela Anvisa no ano de 2003. Eles


também possuem nome comercial. Entretanto, para que sejam considerados similares, os
laboratórios que os fabricam precisam apresentar estudos comparando o medicamento similar
ao de referência. É necessário que seja comprovada:

 equivalência farmacêutica;

 perfil de dissolução;

 bioequivalência / biodisponibilidade relativa (BD/BE).

O medicamento similar, portanto, é uma “cópia” do medicamento de referência, mas pode ser
diferente dele em aspectos como:

 embalagem;

 rótulo;

 posologia;

 tamanho, cor e forma do produto;

 prazo de validade.

Ou seja, um medicamento de referência líquido pode ter um similar em formato de


comprimido, por exemplo. O nome do medicamento similar é sua marca.

 Medicamentos genéricos

Os medicamentos genéricos foram criados em 1999. Eles não possuem nome comercial,
trazem no rótulo apenas o princípio ativo do medicamento. As vantagens dos genéricos,
segundo a Anvisa, são:

 menor preço — o genérico deve ser, no mínimo, 35% mais barato que o medicamento
de referência;

 concorrência — o que estimula os medicamentos de referência a abaixarem seus


preços;

 maior acesso da população aos medicamentos — na medida em que os genéricos são


mais baratos que os medicamentos de referência, grande parte da população pode
adquiri-los com mais facilidade.
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De acordo com a legislação, a embalagem dos genéricos deve ter uma tarja amarela com a
frase “Medicamento Genérico”.

Para que um medicamento seja considerado genérico, ele deve ter o mesmo princípio ativo, na
mesma dosagem e formato que um medicamento de referência. Até mesmo a forma de tomar
o remédio genérico deve ser igual à do medicamento de referência. A Anvisa realiza testes
para garantir que os genéricos tenham a mesma formulação e atuação do medicamento de
marca.

 Formas Farmacêuticas: São também designadas por formas galênicas ou formas


medicamentosas. Exemplos: pós, comprimidos, xaropes, pomadas, colírios,
supositórios, etc. São o resultado de várias operações a que se submetem as
substâncias medicamentosas a fim de facilitarem a sua posologia, administração,
mascarar os caracteres organolépticos e assegurar a ação desejada.
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3. Conclusão

O medicamento é um insumo estratégico de suporte às ações de saúde, cuja falta pode


significar interrupções constantes no tratamento, o que afeta a qualidade de vida dos
indivíduos e a credibilidade dos serviços farmacêuticos e do sistema de saúde. Os
medicamentos têm uma longa história e as formas farmacêuticas têm-se alterado ao longo do
tempo. Há formas farmacêuticas que se extinguiram, outras que se têm modificado, outras
recentes e outras absolutamente contemporâneas. Como foi visto, existem muitos critérios
para classificação dos medicamentos, um bom farmacêutico verifica qual dos critérios são
adequados para ser usados em cada situação.
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4. Referencias bibliográficas

Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Comissão da Farmacopeia Brasileira.


Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira. 5ª edição. Brasília: Agência Nacional de
Vigilância Sanitária, 2010.

BARRETO A.P.M.; SANTOS F.R.; NUNES M.M.; JERONIMO R.S. Administração de


MEDICAMENTOS: 5 certos para segurança de seu paciente. 2ª Edição. São Paulo: Editora
Rideel, 2010. 304 p.

SCHENKEL, E. P.; MENGUE, S. S.; PETROVICK, P. R. Cuidados com os medicamentos. 5.


ed. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2012. 256 p.

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