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Tema: Caminhos para combater a intolerÂncia religiosa no Brasil

Relativo aos caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil, é possível afirmar
que esse fato está diretamente relacionado ao pouco investimento do Estado na
educação fundamental das crianças tanto na família, quanto nas escolas. Isto se
evidencia não só pelo fato das pessoas não nascerem intolerantes, como também ao
elevado preconceito à diversas religiões. Nesse sentido, convém analisar as principais
consequências de tal postura negligente para a sociedade.

A princípio, no que se refere à intolerância, pode-se afirmar que tal postura é resultado da
alienação dos fiéis, seja pela igreja, centros, família, entre outros; de sua respectiva
religião em relação as demais, o que gera certa repressão, como se só a sua religião
mostrasse a verdade/resposta aos questionamentos sobre a fé. Aliás, fato que pode ser
comprovado de acordo com uma pesquisa realizada pela Secretaria de Direitos Humanos,
onde os fiéis de religiões afro-brasileiras são as principais vítimas de tais ataques - cerca
de 34% - demonstrando que a empatia e respeito ao próximo não está, de certo modo,
nos dogmas de certos seguidores.

Além do mais, em relação ao prejulgamento, pode-se destacar a postura preconceituosa


desde os portugueses no Brasil Colônia, século XVI, com os Jesuítas (desbravadores),
frente às religiões indígenas e africanas, que eram fortemente reprimidas, com o objetivo
de desviar tais pessoas, a fim de enquadrar-se a um pensamento de submissão com o
intuito de usufruir de suas terras e trabalho escravo. Ademais, o grupo musical brasileiro
“3030” compôs a música “Ogum”, que retrata fielmente como a postura preconceituosa
afeta diversos fiéis afro-brasileiros, por não terem segurança em seus cultos; além de sua
religião ser considerada “diferente” historicamente, tornando-a cada vez mais reprimida e
sem direito ao culto em segurança.

Nesse contexto, segundo Confúcio, não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer
novos erros; sendo assim, a intolerância religiosa é, portanto, um problema a ser resolvido
o quanto antes. Cabe a Secretaria da Cultura, em parceira com empresas privadas,
abordar os preconceitos à diversas religiões, que resultam em repressão, por meio de
programas sócioeducacionais – em escolas, associações de moradores, entre outros -
visto que gera forte impacto na vida social. Como também a realização de campanhas,
em redes sociais e em emissoras de TV, visando a educação religiosa, independendte de
qualquer dogma, gerando uma visão concreta de mundo nas crianças. De fato, é de suma
importância tal órgão aletar sobre os perigos da intolerância e antipatia a fé alheia, para
assim, num futuro próximo serem cidadãos sensatos e ocasionando numa sociedade
concreta em suas ações e exemplo de Estado laico.

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