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ALUNO: Aclerson Estevão Dias da Silva

CURSO: Segurança Pública e Cidadania


DISCIPLINA: Tópicos Especiais em Segurança Pública

A EXERÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS E SUAS INTERFERÊNCIAS


ENVOLVENDO QUESTÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA

O presente estudo faz menção as punições humanitárias enfrentadas ao


longo dos tempos, onde a prisão, em conceitos iniciais foi criada para fazer controle
social e demonstrar a toda à sociedade o poder do Estado, ou seja, a pena é uma
sanção com caráter retributivo, pois busca devolver ao indivíduo uma parcela do mal
ao qual este praticou a sociedade e preventiva onde haveria a necessidade de
alertar a todos a eficiência do Estado para que não voltassem a praticar crimes.
Porém, o que se observa é a violação dos direitos humanos diante do abuso aos
direitos expressos na própria constituição e nas normas supralegais.
Diante disso, e somando toda a problemática do sistema penitenciário é
fundamental haver um mecanismo capaz de regular e que de fato devolva o
indivíduo que sofreu processo criminal livre dos males produzidos pelos cárceres.
Assim, visam especificamente uma forma de punição justa atribuída a um
indivíduo com pena de prisão substituída por outro meio distinto desta a fim de
reduzir a criminalidade e reincidência tudo sem excluí-lo da sociedade ou do seio
familiar.
Essas opções à prisão contribuem para a redução da reincidência,
contribuem para a redução de indivíduos presos e entres outros benefícios. Desse
modo será processo de formulação das penas e em seguida, será feito um breve
relato sobre as penas restritivas de direitos, observando suas espécies, e a
aplicação e eficácia das mesmas no Brasil. Será discutido o controle das penas
alternativas no Brasil e suas formas atuais a partir de dados do Ministério da Justiça.
A abordagem do aspecto histórico da punição, dando enfoque para a
punição humanitária ao longo do tempo no Brasil, que surgiu da necessidade de
implantar um sistema de prevenção do crime e tratamento do delinquente com
aplicações de sanções na devida medida e rigor, onde as penas restritivas de
direitos ou as conhecidas penas alternativas tratando assim as pena privativa de
liberdade somente em último caso, nas hipóteses de crimes graves e condenados
de intensa periculosidade.
Salienta-se, ademais, que os prestadores de serviço não se afastam do
convívio social e prestam trabalhos essenciais ao funcionamento de instituições
filantrópicas e assistenciais. No país, a constatação de que as Penas Alternativas
aplicadas aos delitos de baixa lesividade têm funcionado, propiciando elevado índice
de ressocialização, tendo levado o legislador a ampliar o rol de delitos aos quais
serão aplicadas essas penalidades.
A dignidade ainda que prevista no texto constitucional não é observado e o
resultado é a desvalorização do preso e a exclusão deste da sociedade, o que
resulta em preconceitos e indiferença da sociedade, resultado: o preso será
condenado criminalmente e socialmente, inviabilizando sua reintrodução no meio
social tornando o apenado um ser excluso e reincidente ainda que não venha a
cometer crimes.
Embora tenham desenvolvido diversos sistemas prisionais para punir o
delinquente, ao longo do tempo, foi observado em todos os países que o sistema
prisional demonstrou-se um fracasso, tanto do aspecto de punição, quanto do
aspecto ressocializador, pois não deixou de ser considerado desumano e não
conseguia cumprir seu papel principal a reintrodução do ex-condenados
ressocializados na sociedade.
Contudo, a carência de um sistema controlador eficiente para as penas
alternativas. Não obstante o elevado número de projetos que vêm sendo elaborados
e aplicados em alguns estados brasileiros, pouco está sendo mudado, deixando as
penas restritivas de direito como uma mera punição formal do infrator.

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