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CAPrrULO

NOÇOES GERAIS

o Encanador Industrial é o profissional que deve saber interpretar: plantas baixas, isom~tricos, especi-
fic~ões de materiais, traçados geom~tricos, a fim de que possa executar as montagens das conexões com os
tubos e válvulas, ligações com tanques, vasos e bombas.
Para estes tipos de instalações, as firmas projetistas, desenvolvem o projeto, dando todos os detalhes
dos mesmos.
O Encanador I ndustrial, monta, linhas de tubos, soldadas de tôpo. flar'KJeada rosqueada, soldada de
encaixe, ponta e bolsa, e tubos de PVC que são colados, mas, para distirção dos tipos de conexões, temos
uma simbologia padrão para cooa tipo. ,
Na instalação de uma indústria pe'troqu rmica, no local monta-se uma oficina de fabricação (pipe shopp)
de trechos de linhas, sendo que s6mente são feitas as uniões de tubos, curvas, tês, reduções e flanges, e em
seguida, estes trechos são levados ao local de montagem, para serem montadas todas as válvulas que comple-
mentam as linhas. O trabalho final é a instalação de todos os suportes das. linhas, mas, para que as mesma
sejam entregues à operação, deve-se fazer testes hidráulicos de acôrdo com a especificação de cooa uma delas.
Para que o Encanador Industrial possa executar estes trabalhos, o presente manual contém desenhos de
plantas (baixa), isométricos, traçados, suportes, tabelas práticas e tabelas de padrão de tubulações.

RosaUEADA SOLDADA DE ENCAIXE

Nas Conexões Rosqueadas, a simbologia é um pequeno Nas Co~xões Soldadas de Encaixe, a simbologia tem o
traço que indica esta união do tubo, com a conexão. formato de C , colocado no centro do tubo.

As Conexões Flange~as são ligadas a outras conexões


ou Válvulas Flan~adas, por intermédio de parafusos,
devendo sempre ter uma guarnição (amianto, borracha,
teflon, etc. ..).
Como simbologia, cada tr~o representa um flange.
ACESSORloS FABRICADOS NO LOCAL DA OBRA

ACESSORIOS DE TUBULAÇAo
Figura em fonna de "8" (lado cheio e lado vasado) Veja página N.o 29 -(Fig. 51 .1
Raquete (lado cheio) Veja página N.O 30 -(Fig. 54).
Discos de Ruptura (lado cheio) Veja página N.O 30 -(Fig. 53).

DRENO -Os drenos devem ser instalados no ponto mais baixo da linha. Veja detalhes página N.o 69.
RESPIRO -Os respiros devem ser instalados no ponto mais alto da linha. Veja detalhes página N.o 67

MANOMETROSETERMOMETROS
Para as ligações dos manômetros e termômetros veja detalhes no Cap(tulo XI.

FLANGES DE ORIFfclO
As flanges de orif(cio sempre são um par de flanges e, na instalação deve-se observar a posição indicada
para conexão de 1/2" Veja detalhes no Cap(tulo IV.

PR~-FABRICAÇAO DE PECAS DE LINHAS TUBULACAo (SPOOLS)


As peças devem ser de comprimento menor possível, para serem transportadas por caminhão, e as
emendas nas linhas no campo, devem estar em posição horizontal. Veja detalhes Capítulo VII.

FERRAMENTAS PARA MEDIÇAO E ALINHAMENTO


1) O melrO df!Ve ser de aço e não de madeira;
2) N(vel com base metálica;
3) ESQuadros900
4) Transferidor (Anguloi
5) Régua de aço (1 metro);
6) Compasso;
7) Riscador;

Notas para Sistema de Alinhamento ver detalhes Caprtulo VII.


Para levantamento de peças usando Talhas, Tirlor cabo de aço veja tabela de carga permissível no caprtulo IV.

FLUXOGRAMA DE PROCESSO (OUI"MICO)


O fluxograma do processo, é o esquema que dá a idéia do funcionamento de um processo qurmico.
Neste fluxograma deve figurar simbolicamente: -
1 -Tubulações principais com indicação do flurdo da linha e senndo de fluxo (seta nas mudarças
de direção).
2 -As
3 -Os
.
principais válvulas de bloqueio, regulagem, controle, segurança, alrvio.
vasos, tanques, reatores, turbinas, caldeiras, secadores, (indicar pressão e temperatura de
trabalho).
4 -Os
pressão, equipamentos,
temperatura, bombas,
transferência trocadores de calor, compressores, .filtros,
de calor). ejetores (indicar vazão,

5 -Instrumentos de controles principais, conforme normas de simbologia I.S.A. (Instrument


Society of American).

FLUXOGRAMA MECANICO (DETALHAMENTO)


O fluxograma mecânico é o esquema que dá todas as especificações para tubos válvulas, vasos, bombas,
equIpamentos isolamentos e instrumentos, como também dá as indicações do sentido de fluxo (setas nas mu-
da~s de direção). Identificações básicas para equipamentos, linhas e instrumentos):
1 -Todos os equipamentos são identificados com nome e por letra, e áreas de instalação (exemplo
bomba 8 -101) área 100.
2 -linhas são identificadas pelo diâmetro nominal, fluido da linha (vapor); número de ordem da linha.
especificação de material; (isolamento quando tiver). Exemplo: -
4" V A2A
Diâmetro nominal F!uído da linha N.O do lsométrico Espécie de Material Isolamento
Po~egooa (vapor)
-- --
NOTA: Pooerá haver pequena mudança, dependendo da firma projetista.

3 -Todas as válvulas devem ser indicadas conforme tipo {por meio de simbologial..
4 -Os inStrumentos devem ser indicados no tipo, identificação. tamanho, inckJsive flanges de oriffcio
5 -Todas as linhas no limite da unidade, devem ter volume de bloqueio.

FLUXOGRAMA DE UTILIDADES
Os equipamentos que recebem ou enviam fluidos paõa linhas principais, deverão ser representados por
um retângulo, e as linhas indicando fluxo das mesmas.
, -A esquenja do desenho deverá estar o limite da bateria principal e, em cada linha uma válvula
de bloqueio.
A montagem de válvulas globo, retenção esférica, filtros, pu rgad ores, etc., deverão obooecer o sentido
de fluxo, que está indicado no desenho.
NOTA: Nas peças citadas, também há uma flecha indicando o sentido de fluxo que deverá ser o mesmo.

TUBOS (AÇO CARBONO OU LIGAS)


Todos os tubos Standard (SCH.40) até 12 polegadas tem o diâmetro nominal aproximadamente igual
ao diâmetro interno, e de 14 polegadas'acima o diâmetro nominal será igual ao diâmetro externo.
NOTA: Somente os tubos usarios nas caldeiras, é Que tem diâmetro nominal externo.
Devido a paaronização, os tUbos não sofrem alteração em seu diâmetro. nominal, pois poderiam causar
diferença nas medidas dos flanges, válvulas e conexões.
Exemplo -Linhas de 3" que têm válvula de 3", as dimensões nominais da válvula, flangeadas, rosquea-
dasou soldadas automaticamente correspondem ao diâmetro do tubo.
VALVULAS
São especificadas por diâmetro nominal e pressão em (libras ou Kgf/cm2) como também o material,
da válvula e normas.
Exemplo -Válvula globo flanges diâmetro 3" 300 libras (10 kg/cm2). Material ASTM ou ABNT) e
normaspoderão ser ANSI -Americana e DtN .-Aiemã ou ABNT -Brasileira. Veja tabela Cap{tulo IV.

CON~XOESSOLDADA
As conexões soldadas tipo encaixe são fabrlcadas de diametro 1/2 até 2" para pressão até 6CXX>libras.
Veja tabela CapItulo IV.
Nas flanges tipo sobre-posto (slip-on) a solda interna da flange no tubo em relação a face da flange
conforme tabela na página N.o 20 -(Flg. 18).
As válvulas soldadas de topo devem obedecer a um afastamento na união com o tubo.

CONEXOES ROSQUEADAS (Aço carbono ligas, PVC)


As conexões roSQueadas são tabricadas em dois tipos de roscas: -a WHITWORTH (gás) e a NPT (A
mericana) .National Pipe TH READS, Veja tabela Cap(tulo IV.
O tipo de rosca mais aconselhável é rosca tipo NPT -Rosca cônica devidn a uma voo~ão mais perfeita.
NOTA: No caso de linhas que trabalham aquecidas, deve-se usar nas roscas, a massa vedante especificada
paratemperatura da linha, como também as linhas de temperatura ambiente deve-se usar MASSA VEDANTE.

NORMAS DE FABRICAÇAO DE TUBOS


Os diâmetros nominais padronizados pela USAS.B.36.10 são: 1/8", 1/4", 3/8", 1/2",3/4", 1", 1 1/4",
1 1/2" " 2" 2 1/2 " " 3 " 3 1 / 2" """"",
4" 5" 6" 8" 10" 12" 14" 16 " 18" 20 " 2'")1'
L, 24" , 26" , 30" , 36" .

Ver Cap(tulo IV.


Acima de 36" os tubos não são pooronizados sendo fabricados por encomenda e somente com costura.
pelo processo de fabricação de solda.
Os comprimentos de fabricação variam de 6 a 10 metros embora se fabriquem até 16 metros.
()s tubos são fabricados com três tipos de extremidades, de acôrdo com o sistema de ligação a ser usado.
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FIg. ~.". F lu figo 11
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f'UN I A LI~A PONTACHANrHAUf\ PONTA H~UUt:.AUA

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Fora das normas USAS.8.36.10, fabricam-se tubos de aço em chapa dobrada com solda longitudinal
com diâmetros até 120" em chapas de 3/16" a 3/4" de espessura.
Tubos com solda em aspiral de 4" até 80" em chapa de 1/16" a 1 1/2".
Tubos corrugados (tubos A RMCO) até 96" em chapa galvanizada n. o 16 até 8.
Antes da norma USAS.8.16.10 os tubos eram fabricados em 3 espessuras diferentes-"Standan:r S,
"Extra Strong" .XS, "Double Extra-Strong" .XXS que, apesar de obsoletas, ainda são usadas. Veja tabela
Capítulo IV.
Para se fazer uma requisição de tubos os dados necessários são: 'quantidade em metros, diâmetro
nominal, espessura da parede, norma dimensional que deve ser obedecida, descrição completa do material,
processos de fabricação ou acabamento, e tipo e extremidades,
Exemplo -100 metros, diâmetro 10", sch 40, USAS.B.36.10 ASTM-A-53 Cr A. sem costura, extreml.
dades chanfradas de ocôrdo com USAS.B~16_;25, preto. .
Os outros tipos de tubos. serão~estudados em outra oportunid~e.

TIPOS DE ACESSORIOS
1.0 -Definição.
Dificilmente uma tubulação se desenvolve em uma linha reta. Sempre ocorrem mudanças de direção de
seção e também há necessidade de válvulas e ramais, aí o uso de acessórios ou conexões. Os ace~io~
vieram facilitar a montagem das,linhas,-atendendo as particularidades-Que possam aparecer.
'.1 -Tipos de acessórios
Os acessórios podem ser: .
-de- Tosca
-de flange
-de solda
2.0 -Componentes
2.1 -Luvas -servem para J!.Qar.duas pontas de tubos e pOdem ser:
-normais
-redução
-meia luva
Estes materiais são fabricados em aço forjado. nos diâmetros normais de 1/8" a 4" em 2000, 3000.
4000 e 6000 correspondendo aos tubos nas espessurassch 40, sch 80, sch 160 e XXS, e pooem ser rosqueados
e para solda de encaixe. Veja Cap(tulo IV.
As dimensões para os acessórios de solda de encaixe estão padronizooos na norma ANSr.B.16." ea
rosca, estão na norma ANS I. B.2.1.
2.2 -Bucha de redução -:serve para unir doIS tubos de diâmetro diferente.
Pociem ser fornecidos desde 1/8" até 4" em aço forjado (ASTM-A-105) e as pressões 2000, 3000 ~
6000. Veja 1abela Capítulo IV.

ACESSORIOS
2.3 -Tampão ou Cap -serve para tampar a extremidade de um tubo.
2.4.- Plug -serve para tampar extremidade de 'uvas, de válvulas, tês; para se utilizar o plug é necessá-
rIO utilizar uma luva, portanto, o uso dO'tampao é mais barato.
Essesmateriais são fornecidos nas normas idênticas aos outros materiais reservados.
Os plug ou bujão São fornecidos com caoeça rooonda, sextavada e quaarado.
2.6- I es -O tê serve para .Iiqações de ramais ou derivações, ligação de manômetros ou termômetro~
fechado com UrJI plug permite futuras ligações. O tê pode ser normal (todas as bocas com mesmo diâmetro,
ou com bocas de diâmetro diferentes e ainda com derjv~ões.a 45.0 e são chamados de "Y").
São fornecidos Rm aço forjado ASTM-A-l05 nos diâmetros nominais de 1/8" a 4" em ~, 3(XX),
4000, 6000, correspondenóo aos tubos SCH 40, 80. 160 e XXS podendo ainda serem rosqueados ou para
so1da de encaixe. Veja '{;o;apftUloIV.
2.6 -Niples -São pedaços curtos de tubos preparados especialmente para facilitar a ligação entre
cais acessórIOs.I"'odem ser paraielos isto é, do mesmo diâmetro ou reaução.
São fabricados de pedaços de tubos cortados na medida desejada. Os niples de redução são geralmeme
f~bricados por repuxam~nto. Damos aoaixo a tabela corresponoente ao tipo e a abreviatura correspondente:
NIPLES Ambos OSextremos rasqueooos (BET)
PARALELOS Ambos os extremos lisos (8EP)
Em extremos rosqueados-e-outf"o~isoiTOE-}

NIPLES Ambos extremos rosqueados (BEP)


REOUÇAO Ambos Extremos lisos{BEe:
Extremo maior rosqueado, menor liso (TlE -PSE)
Extremo maior liso. menor rO"SQuea(J,t)
(PL:E -TSE)
4
2.7 -Joelhos, cu rvas ou cotovelos.
Não existe distinção rígida, porém, de um modo geral, os acessórios de raio grande ~o chamados de
curva e os de raios pequenos são chamados de joelhos.
As curvas podem ser normais ou com redução de 45.0. 900 e 1800 rosqueCldas para solda ou fla"ge.
A curva é sempre mais cara que o joelho e ocupa mais espaço em compenS3ção a perda de carga ~ menor.
No caso específico das curvas, quando são utilizadas para solda de tôpo são fabricados em aço carbono
ASTM-A-234 e são padronizados na norma ANSI-B-31 como tendo resistência equivalente ao tubo da mesma-
espessu
ra.
2.8 -Cruzetas -podem ser normais ou com redução, e podem entrar na especificação dos TtS .
2.9 -Seleção e escolha de acessórios
Para a escolha de acessórios dependemos de: material do tubo, do método de ligação (rosca, flange,
solda); da pressão e temperatura de trabalho, da natureza do fluido e outros fatores (pr~o, disponibi'id~e,
rapidez de colocação),
As conexões trazem gravadas no corpo a pressão de trabalho.

TIPOS DE JUNÇOES
Por solda -Apresenta a vantagem de ser:
a) -o mais seguro contra vasamentos
b) -suporta grandes pressões
c) -é o mais econômico nas instalações.
Apresenta certas desvantagens:
a) -deve ser feita no local
b) -não permite a retirada da tubulação. obrigando a se cortar a mesma
c) ~ trechos muito grandes são de diffcil instalação.
Por união -Apresenta certas vantagens:
a) -permite que seja possível renovar trechos de tubos sem afastar os outros.
b) -o trabalho para sua colocação pode ser efetuado na área
c) -não apresenta vazamentos consideráveis.
Apresenta certas desvantagens:
a) -as rôscas;nas tubu lações devem ser bem feitas a fim óe que não ocorra vasamentos
b) -não é récomendado para altas pressões e tubos de diâmetros maior que 1 1/2"
c) -o custo é mais oneroso em relação à solda.
Por rô~cas -A junção de suastubulações por meio de rôscas, sempre usa peças auxiliares, com a luva do desenho.
Apresenta certas vantagens:
a) -baixo custo de instalação
b) -não of~rece riscos, durante a montagem em áreas perigosas.
Apresenta certas desvantagens:
a) -não permite a retirada de um trecho sem afetar os demais. Usa-se com frequência o corte
das tubulações para a sua remoção.
b) -as rôscas não são aconselháveis para média e alta pressão.
c) -durante a montagem, deve-se obrigatória mente começar por uma extremidade
d) -para que não ocorr"a vazamento, usa-se uma fita de teflon na rôsca, para provocar uma veda-
ção perfeita
e) -com o tempo, tendem a enferrujar, o que dificulta a sua desmontagem, sendo as vezES
impossível a reaproveitamento das tubulações.
Por flanges -O meio mais difundido na indústria química é o flange. São usados nas tubulações, feixes tubulã-
res, etc. ..
Apresenta certas vantagens:
a) -fácil remoção de um trecho da tubulação ou parte de um equipamento
b) -suporta grandes pressões
c) -não apresenta vasamentos
Apresenta certas desvantagens:
E:.o seu alto custo e a exigência de pessoal especializado para a sua confecção.
Os flanges são peças de formato adequado, com uma superffcie plana e construfdas de tal modo
que possam ser rosqueadas, soldadas, etc., nas extremidades dos tubos, a fim de permitir conexões, entre eles.
Guarnições: -
São u~as com a finalidade de permitir ligações perfeitas onde não deve existir possibilidades de-
vasamentosde flufdos, seja eles líquidos, sólidos, ou gasosos, que ocasionariam a contaminação do ambiente,
resultando a insalubridade, e em muitos casos, perigo de explosão ou incêndio sem falar nas perdas dos
produtos em operação.
Oepe~e~o da finalidade que a se destinam, ou seja, da temperatura, pressão, fluído, etc., podem ser
construídas pelos seguintes materiais:
-borracha sintética ou natural
-amianto Impregnado
-amianto grafitooo
-amianto com cobertura de teflon
-tr~ado de amianto grafitado
-tr~ooo de amiento impregnado com tefion
Juntas PO" Flang8S : -
As juntas para flanges s.~ fornecidas prontas ou em chapas, em tamanho e espessura padronizooas e
uniformes.
A primeira operação é cortar a chapa em formato ad~uooo, o que pode ser feito com um vasador de
juntaS para pe...:tuenas
dimensões ou uma máquina de cortar juntas.
As ouarnições devem ser cortadas de tal modo que os extremos delas apenas encostem nos aprafu~s sem
prejudic;r-lhes a colocação e de maneira que a circunferência interna coincida exatamente com 8 do fiange.
Como instalar Juntas: -
E evidente que as superf(cies onde se vai instalar juntas, devem estar limpas. Não devem apresentar riscos
00 ferrugem. Os flanges devem apresentar sulcos concêntricos para ajudar a vedação.
A rem~ão da junta deve ser feita com rasquete ou ootra ferramenta adequooa, sem ferir a superfície de
vs:is;:ão do fiange.

MONTAGEM
A lim~za do flange deve sempre ser feita no sentido dos sulcos, e nunca transversal a fim de evitar
ri~. que podem ocasionar futuros vasamentos.
Após a colocação da junta. esta deve sofrer um aperto proporcional ligeiro e o definitivo 6 executa-
do em cruz.
Um modo prático de se saber se os flanges foram apertados por igual, seria verificar se a distância
entre ambas é a mesma em toda a sua circunferência.
Instruções para Montagem: -.
a) -eliminar os restos da antiga junta
b) -limpar perfeitamente as superfrcies
c) -eliminar as deformações. cáries e corrosões
d) -colocar a junta bem centrada
e) -se desejar. pode-se grafitar as juntas. porém nunca engraxá-las ou passá-lasno bleo.

VEDAÇAO PARA ROSCA


Fita pera vedação em rôscas e apliCBÇão: -
Para o caso de tubulações que são rosqueadas. para garantir a vedação é colocada na rôsca uma fita
de teflon. A fita de teflon tem as seguintes vantagens:
-garante uma estanquiedade perfeita, limpa e fácil
-possui alta resistência química
-g,.'porta temperaturas desde -1600 C até + 2500 C
-é imDermeável, inodora e ins(pida.
-prot~e eficazmente contra a corrosão
-não apresenta sinais de envelhecimento
-pode ser empregada para Qualquer I(quido, vapor ou gás, com exc~ão de fluoretos sob pressão, -..,..~;,.
alcalinos fundidos e oxigênio.
Aplica-se perfeitamente a rõsca macho de filete cônico. EnraJa-se sobre a rôsca, em , __A_A -"-
começando pelo seu terminal, apertando ligeiramente as aspirais e deixando sobressair um ou doIS
rôsca de ambos os lados. Depois, proceder-se-á o enroscado normal e afundo. Para um! boa ved~ão da
contribu i o perfeito filete feito na rôsca.

TIPOS DE FLANGES (Ver tabela-no Capítulo IV)


Flanges: -
Uma ligação é composta de dois flanges, um jogo de parafusos ou estôjos com porcas a uma junta.
As ligações flangeadas, que são ligadas facilmente desmontáveis, empregam-se principalmente ~..r~
tubos de mais de 2" em casos especfficos:
, -para ligar tlJOOs com válvulas e os equipamentos (bombas, compressores, torres, etc) e também a,
determinados pontos, no correr da tubualção. onde se deseje facilidade de desmontagem nas tubulações
que, para ligar urna vara na outra, sejam usados normalmente outros tipos de ligações: solda, rôsca, J
e bolsa, etc.
2 -para a ligéK;;ãocorrente de uma vara na outra, em muitas tubulações ~iffi8 de 4", r'a _e"~;-~. 61
que não se possa empregar solda. I ncluem-se neste grupo principalmente as tubul~OOs em teno fur.:sido
as de ferro ou ~o com revestimentos internos.
Em qualquer caso, as lig~ões flangeé:dasdevem ser usadas no menor número p.?ss(vel, , p
~ntos de possfveis vasamentos, e tambérTl porque são peças caras, p~~as e volum~s.
6
Ti~s de flange para tubos: -
1 -Flange de pescoço: ~ o tipo mais usado em tubu\a;:;ão industrial para qualquer pressão e tempera--
tura.
De todos os flanges não integrais, é o mais resistente, que permite melhor aperto, e que dá orIgem a
tensões residuais em consequência da sold~em e das diferenças de temperaturas.
2 -Flange sobreposto: f: um flange mais barato e mais ffK:il de se instalar do que o anterIor. porque.
, do tubo encaixa po flange, facilitando o alinhamento e evitando a necessidooe de corte do tubo na
rredida exata. O fiange é ligado ao tuoo por duas soldas em ângulo, uma externa e outra interna.
Este flange é usado em tubul~ões não crfticas (at~ 20 Kg/cm2 e 4000 C) porque o aperto permissfvel ~
menor, as tensões residuais são elevadas, e descontinuidooes de ~ão dão origem a concentração de
e facilitam erosão e a corrosão.
3 -Flange Rosqueado: Em tubulação industrial estes flanges são usados apenas para tubos de metais nfD
, (ferro fundido e alguns aços ligas não soldáveis).
4 -Flange "Lap Joint": Estes flanges não ficam como os demais presos à tubulação, e sim soltos, capa--
-'- deslizar livremente sobre o tubo. QuarK:!o se empregam essesflanges, solda-se a topo na extremidade,
tubo uma peça especial, denominada virola, que servirá de batente para o flange.
A grande vantagem destes flanges é o fato de ficarem completamente fora do contato com o fluido
-sendo por isso muito empregado em serviços que exijam materiais caros, especiais, tais como ~o
" liga de Ni. Sendo os flanges de material barato, como ferro ou ~o.
-Flange cego: São flanges fechados, usados para extremidades de linhas ou fechamento de bocais

VAlVULAS -DEFINIÇAO

Vâlvulas são dispositivosdestinados a estabelecer, a controlar e interromper o fluxo em uma tubulação.


-~ acessórios mais importantes existentes nas tubulações, e que por isso devem merecer o maior cuidado,
especificação, escolha e localização. Em q.ualquer instalação deve haver sempre o menor número
de vâlvulas, compat(vel com o funcionamento da mesma, porque as válvulas são peças caras, onde
há possibilidade de vasamentos (em juntas, gaxetas, etc.) e que introduzem perdas de cargas, às vezes ,

Finalidades:
As válvulas servem para:
-estabelecer, interromper e regular o fluxo
-reduzir a pressão
-permitir à segurança da instalação
-fazer a drenagem
-permitir desmontagem para reparos ou trocas
.'" -Tipos de Válvulas
A -Válvulas Com~ns ou Básicas
I -Válvulas Globo Veja tabela Cap(tulo IV.
O nome globo resulta de seu formato. São indicadas para fechamento e regulagem do fluxo.
Podem trabalhar abertas, parcialmente abertas e fechadas.
j-;~ tipos: a reta e a angular
Usâ-sea angular quando, além da válvula, é necessário uma mudança de direção de 900.
,~+., impede que o fluido saia da válvula pela folga que necessariamente deve haver entre a haste e o

A válvula globo pode ser de disco chato e de agulha.


.,.,~ ~n'.f..." permite uma regulagem fina do fluxo. O disco da válvula pode ser integral ou postiço. O disco
méll) usado pois pode ser renovado bem como pode ser de material diferente. A haste possui movi -
rotação e de translação.

TIPOS DE EMPREGOS
Há válvulas globo que, quando completamente abertas, a parte superior do disco encosta contra o caste-
--,.'_..I~ ~ +~~~~,Jhh""""",\ em serviço. Essaqualidooe é importante para certas aplicações, como linhas tE
Nesse [;d50 a válvula tem 2 encostos (um inferior, o de uso e outro superior para troca~

héIV~ndo motivos especiais, o movimento do fluido deve ser como o indicado. Desses mCX1OS,e
téchada, a gacheta não fica sujeita a pressão e, assim, há menor possibJidade de vasamento; essa,
-garante a menor erosão do disco. Se o fluido entra por cima, quaooo fechado, a pressão do mesmo
-, .fechada; mas será mais difrcil abrir.
A válvula com a haste horizontal oferece menor possibilidooe de deposição de partículas sobre o assunto

A válvula globo é usada em linhas de vapor e de Ifquido de pequeno dlametro.


7
Vantagens:
Permitem regulagem de fluxo, oferecem boa estanquidade. reparação mais tácil, conStrução mais barata
do que a gd'Jeta, manobra rápida (curso menor).
Desvantagens:
Oferecem maior perda de carga ao escoamento, não drenam completamente a linha devido ao seu
formato, não são balanceooas com relação à pressão do fluido (para abrir e fechar).
Os nossos fabricantes de válvulas usualmente oferecem válvulas globo para serviços com gases em
pressão (vapor, ar comprim~o, fluidos frigorrficos). .

II -vAl VULAS DE GAVETA


Tem uma gaveta e uma sede de assento.
Devem operar completamente abertas ou completamente fechadas.
A gaveta pode ser cônica ou paralela; pode ser inteiriça ou em 2 partes; a haste pooe ter movimentos de
rotação e transla;:ão ou só de rota;:ào; neste último caso quem tem movimento de translação é só a gaveta.
a -gaveta inteiriça, cônica, haste s6 com transla;:ão.
b -gaveta inteiriça, paralela, haste só com rota;:ão.
c -gaveta com 2 metades, haste com rot~ão e transl~ão.
Quando a haste não tem transl~ão exige menor espaço para instalação; o inconviniente ~ não se Saber
pela posição da válvula se ela está aberta 00 fechada.
A estanqueidade na ga~eta paralela é produzida pelo fato de o fluido forçar a gaveta contra o assento
(quaooo fechada). Não há perigo desse tipo "emperrrar" no assento.
No tipo cônico é a torça na haste que força os dois discos contra os assentos. Também atua a pressão do
fluido como no caso anterior. Aqui há mais facilidade de "emperramento" da gaveta na sede. As válvulas de
gaveta também podem ser constru{das para troca de gacheta ou em operação, quando completamente abertas.
Vantagens:
Pequena perda de carga quaooo completamente abertas; drenam bem a linha; facilidade de abertura ou
fechamento devido ao movimento da gaveta ser normal ao escoamento.
Desvantagen5:
Não servem para regular o fluxo; não tem o tipo angular como a globo; são de mais dif{cil estanquidade;
não 5ervem para fluidos frigorfficos; construção mais cara; movimento lento (curso grande); não são indicadas
para manobra fraquente.
A haste pode trabalhar em qualquer posição.
São muito usadas para I{quidos. Para grandes diâmetros são usadas também para vapor e ar comprimido.
A válvula globo e a gaveta não deverão ser instaladas com as hastes abaixo da horizontal em linhas de
vapor, jX)is haverá acumulação de vapor condensado no castelo.

III -VALVULAS DE RETENÇAo (Veja tabela Caprtulo IV)


São usadas quando é necessário que o fluxo só seja possível num dado sentido. São de funcionamento
automático. Podem ser de:
a':'- levantamento (j'lorizontal e verticaJ)
b -portinhola
c -esfera

B -VALVULASESPECIAIS
1- VALVULAS DE MACHO (Veja tabela Caprtulo IV)
São formadas de uma peça cênica (macho) com um oriflcio de seção usualmente retangulár que entra
dentro de um corpo.
Quaooo o oriffcio está alinhado com o tubo há fluxo. Podem ser fechadas ou abertas rapidamente.
Podem trabalhar com fluldos grossos e com muitas partfculas.
Não oferocem boa esta~uidade. São de "emperramento" fácil; há tipos que tem engraxadeiras para
lubrificação.
Possuem dispositivos para apertar o macho cênico contra o assento. Após a manobra da válvula aperta-se
o co~ contra o corpo.
São muito u~as nas linhas de ~uenos diãmetros para ligação de manômetros ou outros instrumentos
(para líquidos). O seu priocipal problema é a falta de estanqueidade.
São usadas como válvulas de tanques, de caldeiras, pela facilidade que apresentam à passagemde partlcu-
Iasem suspensão e pela manobra rápida (a rapidez de abertura ou fechamento dificulta a deposição de partlcu-
Ias entre o cone e o assento). Com uma rotação de 900 (1/4 de volta) a válvula fica completamente aberta ou
fechada.
U$O limiwo B'n linhas de água, 6leo, ar, para pressão atb 200 Ib/pol.2 em temperaturas normais.

11- VALVULAS DE SEGURANÇA (Veja Cap(tulo IV)


Pro~ uma máquina contra pressão excessiva.São obrigat6rias nas caldeiras e nos reservatóriOl
8
amteroo flu (dos em pressão.
São de 2 tipos: de mola, em que o di~o é mantido contra o assento pela força de uma mol~ que cea~
~ a pressfK>ultrapassar um dado limite e ~ contrapeso em que a força que fecha a vátvula resulta de Lm
contrapeso.
São válvulas semelhantesao tipo glooo angular. O emprego das válvulas de segurança~ regul~o pcM'
sólidos.
III -VAL VULAS DE ALIVIO (Veja Caprtulo IV)
,
São um tipo de válvul8 de segurança, porém de construção mais simples. Servem para proteção contra
pressãoexcessiva,mas em caso de menos responsabilidade como linhas de ar comprimido, de água, de vapor,
aquecedores, etc.

IV -VALVUlAS DE DRENAGEM
,
Devem ser de ~ão rápida, isto é, de abertura e fechamento râpidos, a fim de evitar a deposiçãode
partículassobrea sede.
São usadaspara drenagem de reservatórios,em caldeiras (drenagem, abaixamento râpido do nível de
âl}Jaquando necessário).
Uma caracterrstica importante é difilcultarem a deposição de part(culas.
Os tipos empregadospara essefim são:
-de macho
-válvula Y
-válvula semassento

v -VALVULAS DE CONTROLE E REGULAGEM (Veja Capitulo IV)


Sãodestinooasao contrôle de nrvel de I rquidos, de pressãode um flu rdo, da descarga.
Os modosde contrôle podemser:
a -termostático: a abertura da válvula é comandada pela temperatura do meio cuja temperatura ~r
controlar; a válvula varia o fluxo de vapor, ou de águaquente.
A válvula termostâtica VT regulao fluxo de vapor de acôrdo com a temperatura t20.
A válvula termostática é de açãoautomática:-E-dotipo globo.
b -mecânico: porexemplo,~ válvula de-bóia reguladora de nrvel
c -Pressão: a abertura da válvula é reguladapela pressãode jusante ou à montante; sãoas válvulasregu-
ladoras ou redutoras de pressão de muito uso para vapor, para líquidos e para ar compri-
mido 00 CMJtros gases.
A válvula regu1adorade pressãopode ser de assentoduplo ou simples, de ~ão direta ou de piloto.
1.3 -Acessórios das Válvulas: -
I -"8y-pass"
O "by-pass" permite igualar as pressõesantes e depois das válvulas para facilitar a sua abertura
(válvulasgrandes). O "by-pass" também é usado em válvulas de retenção na descargade bombaspara o
escoamentodas mesmascom o Irquido a montante.
II -Operadores Mecânicos Manuais
Para evitar escadas,o volante pode ser dentado e dotado de corrente para manobra à distâncias
pelooperador.
Também a haste pode ser bastante .,comprida ou provida de cabo flexfvel para manobra à
distâncias.
111-Motores
As válvulas podem ser motorizadas para comando à distâncias. "'lCX,ói".,
: , ;. ,.

Os motores podem ser:


-hidráulicos (óleo ou água)
-pneumáticos (ar comprimido)
-elétricos (com solenóide ou com motor elétrico)
Os fins do comando com motores podem ser: segurança, manobra à distância, oper~ão auto-
mâtlca.
1.4-Construção das Válvulas: -
Uma válvula é composta de duas partes principais:
-corpo e castelo
-acessórios (assento,disco, haste).
Estasduas partes podem ser feitas todas de um só material (ex. para água) ou então o C°rJX>e
castelopodem serde um material e os acessóriosde outro.
Assim, por exemplo, o corpo e o castelo podem serde ferro furdido e os acessóriosde bronze.
Há válvulas de ferro em que o assento e o disco são de aço inoxidável Queresisteà corrosão. O
disco pode ter também uma parte de couro, ou de fibra, ou de borracha para fácil troca Quandodesgast~o.
A vedação com um disco plástico é mais fácil.
As válvulas podem serconstru(dasde:
,.7
-latão
-bronze
-ferro tundido com ligas (exemplo, de Ni)
-aço,fundido com liga
-aço
O discoTvrjado
e a sede pooem ser de ~o inoxidável. -
Os proc...)~os de fabric~ão são:
-tu nd ição e usinagem
-forjamento e usinagem (altas pressões)
1.5 -Gaxeta.
O material usado para gaxeta depende de pressão. da temperatura e da natureza do fluido.
A gaxeta deve impedir o vazamento do flu ido pelo espaço entre a haste e o castelo.
RoSQueando-se a tampa, dá-se o aperto necessário na gaxeta através do prensa-estopa.
IDENTIFICAÇAO
2.0 -Identificação de Desenhos de Tubulação
2.1 -N~ projetos de tubu Iações industriais, fazem-se geralmente quatro tipos de desenhos de tubula
çOOs
1. Fluxogramas (Flow -sheets)
2. Plantas de tubulação
3. Desenhos isométricos
4. Desenhos de detalhes e de fabric~ão, e d~nhos de suporte$.
2.2 -Fluxogramas (Flow -sheets)
Os fluxogramas são desenhos esquemáticos, sem escala, que mostram toda rede de tubulação e
os diversos vasos, bombas e outros equipamentos aos quais a rede esteja ligada. Costumam ser feitos dois
tipos de fluxogramas:
1 -Fluxogramas de processos -Os fluxogramas de processos são desenhos preparados pela equipe
de processo, na fase inicial de um projeto. Nessesdesenhos deve, obrigatoriamente, estar figurando o seguinte:
-As tubulações principais, com indic~ão de fluido contido e do sentido do fluxo.
-As principais válvulas de bloqueio, regulagem, controle e ai ívio (indicadas por suas convenções).
-Todos os vasos (tanques, torres, tambores, reatores etc.) com Indicações das características
básicas, como tipo, dimensões principais, pressão ~ temperatura de trabalho, número de bandejas, etc.
-Todos ~uipamentos importantes (bombas, compressores, ejetores, filtros, trocadores de calor,
etc.} com indicações das características básicas, como tipo, vazão, temperatura e pressão, transferênciade
caior, etc.
-Todos os instrumentos principais, indicados por suas convençoes.
2 ~ Fluxograma de detalhamento -Esses desenhos são também preparados pela equipe de processo,
em fase mais adiantada do projeto, com a colaboração da equipe de projeto mecânico. São os desenhos bási-
cos, a partir das quais será feito todo o desenvolvimento de projeto de tubulação.
Essesdesenhos devem conter as seguintes informações:
-Todos os vasos com suas dimensões principais, identificação e caracterfsticas básicas. Os
~uipamentos devem ser todos mostrados individualmente, um por um, ainda que sejam equipamentos de
reserva, ou vários iguais entre si.
Devem figurar no desenho não só os equipamentos grandes (tanques, tôrres, bombas, etc.), mas
também os pequenos, tais como filtros, purgadores, etc.
-' Todas as tubulações, inclusive secundárias e auxiliares, com indicação do diâmetro, sentido
do fiuxo, identific~ão completa e exigências especiais de serviços, se houverem (caimentos constantes,
alJ5ênciade pontos altos ou de pontos baixos, tr~ados retilfneo, etc.i.
-Todas as válvuias, colocadas nas respectivas linhas, e com indicação do tipo geral (bl~eia.
r~ul~em, contrôle, segurança, etc.) por meio de convenções .
-Todos os instrumentos (geralmente de acôrdo com as convençÕes I.S.A.) com indicações de
tipo, identifi~ão, tamanho, arranjo respectivos de válvulas, tubo, de contorno, etc. inclusive,flanges de orifí-
cios. Devem também figurar as linhas de arcomprimido,de comando dasválvulas,de contrôle as respectivas li-
~ões. ..., " -., .-,
NO a~nno aos fluxogramas, para melnor Clareza,af?Veser segulaa uma certa orcem ra:lonal na
disposição (dos vasos, equipamentos; e tubulações. independente da verdadeira disposição que esseselement~
tenham no te/reno. Todas as tubulações, devem ser representadas no papel por linhas horizontais ou verticais.
Em el~ns casos as tubulações importantes são desenh~as em traço mais forte para sobressair melhor. As
linhas horizontais devem ser contInuas, e as linhas vef1icais são interrompidas ao se cruzarem com as linhas
horizontai$. As setas iooicativas do sentido de fluxo sãocoloc~as nas mudanças de dir~ão. Os vasos, torres ,'t~es
e dem~is equipamentos de processo devem ser desenh~os na parte central do pa~l. tanto quanto
possível com a arrurna:;:ão relativa que tenham no fluxo. As bombas, compressores e outras m8quinas devem
Er colocooas na parte inferior do pa~l.

3.U.--tnteoolmemo de Uesenhos e Materiais


Em cada projeto convém Que ~ja adotado um critério de numer~ão dos desenhos que servirá parc
oraanizar o a~u ivamoot1) e facilitar a consulta. e a estabelecer a interdependência entre um desenho e os
demais.
Todos os desenhos, listas de materiais, especificações, e demais documentos que constituem o projeto
completo, antes de serem emitidos, devem ser cuidadosamente verificados um por um. ~ muito importante que
averificação seja feita por outra pessoa sem ser a que fez o desenho, para evitar repetição de erros condiciona-
-, --' -, ' --, ~ -numeração, etc., deve ser verificooo, assim como de-
uns com os outros, para verificação rec(proca.
Para facilitar a verificação e evitar a possibilidade de esquecimento, muitos projetistas ~otam ctx1igos,

Os desenhos devem ser emitidos de maneira que se possa construir exatamente como mostramos e sem
.Esse ponto é importante por causa dos preju(zos e atrasos que muitas vezes resultam paia a construção
operação, em consequência de um único erro em qualquer dos desenhos.
-Fabricação e pré-fabricação de Peçasde Tubulação
Em montagens de tubulações iooustriais é usual fazer-se o que se denomina de "fabric.;.;:ão de
.'- rubulação", que consiste na submontagem prévia dos trechos onde existirem curvas, deriv~ões.
reduções e outros acessórios. Essestrechos pré-montados chamam-se "peças" (spools). Cada ~ é
incluindo um certo número de acessórios e de pedéM;:OS
de tubos. Veja Cap(tulo VII,
a construção desses trechos de linha o montador recebe diretamente, no local da obra, as varas
., (raooom leghts), e vão ligando umas nas outras.
Em princípio, devem ser fabricadas peças abrangeooo a maior parte poss(vel de tuoolação a ser monta-
---simplificar ao máximo o serviço de montagem no local. A fabricação das peças pooe ser feita em
.fora do local de montagem (pré-fabricação), ou no proprio local da montagem (fabricação
A pré-fabricação é usada onde há recursos de oficinas, ou em montagens grandes, quando for
a instalação de uma oficina para essefim. Com a pré-fabricação em oficinas obtém-se um ren-
muito melhor do trabalho e conseguem-se peças mais bem feitas e tom dimensões mais exatas. No
a pré-fabricação em oficinas permite o trabalho em consições bem mais econômi-
fabrIcação no campo, devido à possibilidade da fabricéM;:ãoem série de muitas peças.
a fabricação das peças é feita, o primeiro trabalho do montador, ao receber os desenhos isomé-
tubulação, é o estudo da distribuição das peças pelos isométricos, isto é, a subdivisão da tubUlação
em cada isométrico em um certo número de peças. A escolha do tamanho e do peso das peças
essencialmente das possiblidades que se tenha de transporte e de elevação de cargas, no
e entre a oficina e a obra. As p~as grandes e pesadas diminuem o número de soldas no campo.
-tornam em geral a montagem mais difícil. Na prática costumam-se limitar em 12 m de
~a altura, e em 2.500 kg o peso máximo das peças fabricadas.
Para facilitar a montagem e evitar confusões, todas as peças fabricadas d~em ser rlumeradas, e essanu.
--'-.- -~. marcada claramente a tinta na própria peça. A numeração das peças fabricadas deve estar
do desenho isométrico no qual a peça apareça. Essa numeração costuma ser acrescentada
nos desenhos isométricos que forem utilizados para a montagem.
devem igualmente ser indicados as soldas de campo (fiels welds), isto é, as soldas de
, ou nas varas avulsas de tubo.

SEPARADORES -DEFINIÇAO

SEPARADORES DE VAPOR, PURGADORES (Ver página N.o 32 e 33)

purgadores são dispositivos automáticos que separam e eliminam o condensado formado nas tubula-
..n~"'" e nos aparelhos. de aquecimentos, sem deixar escapar o vapor. Por essa razão, essesaparelho
ser cnamados, com mais propríeoaae ae '.purgadores de conaensado". Os bons purgadores, além de
o condensado, eliminam o ar e outros gasesencondensáveis (C02 por exemplo) que possam estar

- Nas Ilnt.as de vapor saturado sempre há água I{quida resultante da condensação parcial do vapor
.~ sair da caldeira.
Nas lint,as de vapor ISUper aquecido aparece a água I{quida no in{cio da marcha;quaooo o vapor
nas linhas, com estas frias, haverá sempre uma grande conden~ão no caso de paralizéÇão do fluxo
_L -~- -'- ..." ,--

E importante que, quando a linha é fria, o vapor seja alimentado lentamente, no in(cio, para
a corx:iensaçãode grandes massasde vapor e o seu arraSte e o aparecimento de golpes de ariete.
Em coooições normais, ao vapor saindo de uma caldeira seus super aquecedores contém de 0,3 à
,..~'-' ~- ~-- f"\..~~~~ ---,--'~,~ +r~'--' ---~L , a quantidade de água I(quida no va~r ai-

A remoção do condensado, do ar e de outros gases existentes nas linh~ de vapor deve,çer feita
~- ~~-~.
-Con~rva a energia do vapor; o conaensado não tem ação motora nem ação aqu~ooora
A entr~a ou a permanênciado condensadonos aparelhosde aquecimento diminui graooemente
ft ...,.,..",r ~n~~',-~
J.I
-Evitar vibr~ões e golpes de ariete nas tubulações, causados pelo condensado quando empurrâ-
do pelo vapor em alta velocidade.
-Evitar a erosão rápida das palhetas das turbinas, que seriam causadas pelo impacto das g0-
tas de condensooo.
-Diminuir os efeitos da corrosão. O condensado combina-se com CO2 existente no vapor
forma~o o ácido cabõnico, de alta ~ão corrosiva.
-Evitar o resfriamento do vapor em consequencia da mistura com o ar e outros gases.

PURGADORES - EMPREGO
1.3 -Emprego dos Purgadores
Devem ser colocéK:Iosobrigatoriamente purgadores para drenagem de coooensado nos seguintes
~ntos de todas tubulações de vapor:
-Todos os pontos extremos (no sentido de fluxo) fechéK:Ioscom tamPões. flanges cegos. bujões.
etc.
-Todos os pontos baixos e todos os pontos de mudança de elevação (colocados, nessescasos,
na elev~ão mais baixa).
-Nos trechos de tubulações em nível, deve ser colocado um purgador em cada 100 a 200 m;
~anto mais baixa fôr a pressão do vapor mais numerosos deverão ser os purgadores.
-Imediatamente antes de todas as válvulas de bloqueios, válvulas de retenção, válvulas de con-
trôle e válvulas redutoras de pressão.
-Próximo à entrada de qualquer máquina a vapor, para evitar a penetração de coooensado na
m~u ina.

PURGADORES -INSTALACAO
1.4 -Método de instalação (Veja Capítulo 11).
a purgador deverá sempre estar colocado abaixo da tubulação para que possa funcionar sempre
por gravid~e. .
E recomendável a colocação de um filtro imediatamente antes de cada purg~or.
A descarga dos purgadores pode ser feita de dois modos:
-descarga livre, isto é. o condensado é lançado fora do purgador e recolhido ao sistema de
drenagem local.
-descarga na rede de tubulação, que faz retornar o condensado à caldeira.
Quando o purgador descarregar em linha de retôrno, em funcionamento continuo, deve ser
pr-evista uma tubulação de contôrno (by-pass) com válvula de regulagem manual, para uso quando o pur
~or estiver fora da operação.
Os tubos de entrada e saída do purgador devem ter o menor diâmetro poss(vel, e devem ser no
mínimo de diâmetro igual ao dos bocais do purgador. Quando existirem vários purgadores descarregando em
uma única linha de condensado, essa linha deverá ser dimensionada para 8 descarga simultânea de todos os
purgadores. ,...~... ,...
utj~ us purgadores devem ser sempre instalados em locais de fácil acesso para inspeção e
manutençaõ

PURGADORES -TIPOS

Tipos de Purgadores
São classificados em 3 categorias:
-Purgadores mecânicos'" de boia
íagem por diferença de de panela invertida
densidade) de panela aberta

Purgadores termostáticos expansãometálica


(agem por diferença de expansãoIfquida
temperatu ra) expansãobalanceada

-Purgadores especiais termod i nâm icos


impulso
o mais utilizado em drenagem de tubulação de vapor é o purgador de panela invertida.

Seleção de um purgooor:
Cada tipo de purgador tem uma série de Qualidades Que o tornam indicado para um serviço
espocrflCO.
U purgador deve ser escolhido com cuidado.
Influem na seleção: só o condensado precisa ser removido assim Que formado ou não; se há
muito ou pouco ar a ser eliminado; se a descarga precisa ser contínua; se a quantidade de condensado é gran-
de 00 pequena; se o condensado tem que ser elevado a uma certa ôltura; se a pressão na sa(da é atmosférica ou

1.6 -Outros tipos separooora


Além dos purgadores de vapor, vários outros dispositivos separadores são tamb~m usuais em
-Industriais. São os seguintes os princ(pios gerais de funcionamento da maioria des:sesaparelhos
.,separador-raptor, o vapor ao entrar no separador sofre uma pequena expansão
grande de volume, sua densidooe diminue e portanto sua capacidade de carregar gotas de
assim a tendência das part(culas de água depositam-se e aumentam.
.0O_,; dSpartículas de água tendem a manter-se em linha reta; esseprincrpio é usado nos separadores
:, =- e contrifugos.
Elasticidade: ao chocar-se uma corrente de vapor e gotas d'água numa placa, o vapor é refletido, mas a
, ..~ --I pequena elasticidade, adere à superflcie.
': faz com que as partlculas de água se aglomerem e formem pequenos filetes Irquidos ao

Aborsão: certas !MJbstânciasporosas OUfibrosas tem a propriedade de absorver as gõtas d'água.


Essesprincfpios só são usados nos separadores de vapor de exaustão.

FILTROS -DEFINIÇAO
-Filtros para tubul~ão .(Ver na página N.o 29).
Os filtros são também aparelhos separadores destinados a reter poeira, sólidos em suspensão e
'-~ em correntes de Ifquidos ou de gases.São de uso corrente em tubulações industriais, duas,
filtros: provisórios e permanentes.
São peças que se intercalam nas tubulações, próximos aos bocais dos equipamentos, afim de
durante a montagem, sujeira, ou corpos estranhos penetrem no eq"uipamento quando o sistema fôr
funciol:1amento.
': São acessórios instalados na tubulação definitivamente. São empregados em:
fIu(dos sujos que sempre possam apresentar corpos estranhos.
'deseje uma purificação rigorosa e controlada do flufdo circulante.
-tubulações de entrooa de equipamentos muito acessíveis a corpos estranhos tais como bombas de
'o ' '.._:.+-;-~. certos tipos de purgadores, etc.

FASES DE ACABAMENTO
.Pressões de Teste:
de montado o sistema de tubulação. deve ser feito um teste de pressão para verificação de

maioria dos casos o teste é feito por pressão de água (teste hidrostático); em aiguns casos
em que não se possa perTTlitir a presença de água ou de umidade nos tubos. faz-se o teste com ar.J",
ou mais raramente com outros líquidos.
se deve usar para os testes hidrostáticos água salgada, saloba, ou qualquer outra agua agressiva,
~~~-.." resultará.
, ser sempre a pressão de trabalho da tubulação, geralmente
e meia a pressão de projeto de operação. O menor valor para a pre~são de t~les em tubulações in-
""'rT'~ ser1 kg/cm2,aplícfr~el jpclusive para as tubulações que trabalr,am sem pressão nenhuma ou

teste com ar comprimido é ~astante perigoso devido ao risco de explosão que pode ocorrer se houver
'~"""""'n importante; por essa razão, o uso desse/deve ser restringido ao m{nimo. A pressão de leSte
deverá ser 10% acima da pressão de projeto, não podendo, entretanto, em nenhum caso, exceder ~
..

e Condução de Testes.
-ir -.preparat6rias devem ser tomadas antes de teste de pressão.
placas de orltlclO e todas outras restrições ao fluxo devem ser removidas.
Tooas as válvulas, inclusive as de controle e de retenção devem ser abertas e mantidas em posição

As válvulas de bloqueiO dos ramais para os instrumentos devem ser fechadas.


~.. instrumentos e outros equipamentos que não possam ser submetidos à pressão de teste devem ser
ou substitu ídos por carretéis de tubo.
As válvulas de segurança e de alfvio df!'Jem ser removidas e substituídas por flangescegos ou tampões.
Tooas as soldas e roscas devem ser deixooas expostas, sem isolamento térmico e sem pintura.
~"'"'~" as emendas em tubos enterrados df!'Jem ficar expostas antes de se completar o enchimento com
.-: df!'Je-sefazer a completa purga de ar do sistema, abrindo-se válvulas de respiro. Deve-se
inspeção de todo siStema de suportes das tubulações, para verificar o seu comportamento,
13
com o peso de água, que por ser frequentemente mais pesada do que o fluido circulante, constitui a
maior carga estática que possa agir sobre os suportes. No caso das linhas de grande diâmetro para gases, é
comum haver necessidade de construção de suportes provisórios adicionais.
A pressão de teste é conseguida geralmente com jJma pequena bomba alternativa manual, cuja tubulação
de recalque é adaptada a um flange cego de tubulação, ou a uma tomada de respiro ou de dreno. A subida da
pressão deve ser lenta, para que possa haver um bom controle do valor da pressão. No teste hidrostático com
água, a pressão de teste deve ser mantida no seu valor máximo pelo menos por uma hora, durante a qual a
tubulação todê é cuidadosamente examinada para a procura de vazamento. E conveniente que o manômetro
de medida da pressão seja colocooo no ponto mais alto do sistema; caso isso não seja posslvel, deve-seacres-
centar ao valor da pressão de teste o efeito da coluna hidrostática acima do manômetro.
No teste com ar comprimido a subida da pressão deve ser bem vagarosa, verificando-se frequentemente.
desde o início do teste, a existência de vazamentos. Essaverificação é feita passando-se água com sabão exter-
namente nas soldas e roscas e examinando-se se há formação de bolhas de ar. .
Se no teste de pressão fôr constatado algum \(azamento, a correção deverá ser feita reparando-se a solda
ou reapertando-se a rôsca. Depois de corrigido o defeito, o teste deverá ser repetido exatamente como da
primeira vez. O teste deverá ser feito todas as vezes que a tubulação sofrer qualquer obra de reparo que possa
interferir na sua estanqueidade.

ACABAMENTO -ISOLAMENTO (Ver página N.o 34)


Finalidades e Empregos dos Isolamentos Térmicos
iodos os isolamentos térmicos tem por finalidade geral reduzir as trocas de calor do tubo para o meio
ambiente, ou vice-versa.
Distinguem-se duas classes gerais de isolamentos térmicos:
-Isolamentos para linhas quentes, isto é, para tubos cujas tempraturas sejam superiores à temperatura
ambiente. .

-Isolamento para linhas frias, isto é, para tubos cujas temperaturas sejam inferiores à temperatura.
ambiente.
Tanto para as linhas quentes como para as frias, o isolamento térmico pode ser usado por diversas razões,
com finalidades especrficas diferentes, que são as seguintes:
1) Motivos econômicos -As perdas de calor ou de frio, de um flurdo para o exterior, representam um
desperdício do combustível empregado no aquecimento ou da energia gasta na refrigeração. O emprego do
isolamento resulta, portanto, em economia de combustível ou de energia.
2) Motivos de serviços -Em muitos casos, independente de razões econômicas, o isolamento térmico de-
ve ~er aplicado por exigências da natureza do serviço, seja para manter o flurdo em uma determinada tempe-
ratura, seja para conseguir que o fluído possa chegar ao destino com a temperatura desejada. A manutenção
de um flu(do em uma determinada temperatura pode ser necessária, entre outras razões, para evitar o conge-
lamento, a vaporização ou a decomposição de flu rdo.
3) Proteção pessoal -O isolamento térmico pode também ser necessário para evitar queimaduras em
alguém que se encoste na tubul~ão, ou em alguns casos, para evitar o desconforto da excessiva irradi~ão
de calor.
Materiais usados praa o Isolamento Térmico Externo:
São os seguintes os materiais mais comumente empregados para os isolamentos térmicos externos das
tubulações.
Hidrossilicato de Cálcio -é atualmente o material de emprego mais difundido para o isolamento de
trabalho de OoC até 655°C.
Composição de m~nésia 85% e amianto 15% -Era o material de emprego tradicional antes do apareci-
mento de hidrossilicato de cálcio, sendo ainda bastante usado.
A faixa de temperaturas de trabalho vai de O°C a 3200 C, e a condutividade térmica é equivalente à do
hidrossilicato de cálcio.
Srlica distomática -E um materi~1 cuja faixa de temperaturas de trabalho vai até 1.0000C, seooo em-
pregado principalmente para temperaturas acima do limite de uso do hidrossilicato de câlcio, por ser de preço
mais elevado que este.
Lã mi~ral (srlica em fios). -Material muito bom, com ótima resistência à água e à umidade, podeooo
ser empregado para temperaturas desde 1000 C até 9000 C. O seu uso é rimitado devido ao alto preço.
Espuma de plástico (poliestireno) -E o material de emprego mais comum no isolamento para baixas
temperaturas, teooo faIxa de trabalho desde 13°C até 1000C. Tem excelente resistência à água e à umidade,
e boas qualidades mecânicas.
Lã de vidro -Tem excelente resistência à água e à umidade. A faixa de temperatura de trabalho é de ,
(y>C à 2300 C.
t'lntura aas I ut>ulaçoes IndustriaIS
Todas as tubul~ões de ~o-carbono, aços-liga e de ferro, não enterradas e que não tenham isolamento
térmico externo, devem obrigatoriamente receber algum tipo de pintura. A pintura tem por função não só dar
rrelhor aparência à tubulação como principalmente proteger o material contra a corrosão atmosférica. A
'+
serve Lambém para a rápida identificação do tubo, mediante o uso de um céx1igode cores para servi-
, fluído conduzido.
As tubulações de aços inoxidáveis, de metais não-ferrosos e as não-metálicas, como em geral são imunes
---atmosférica, raramente necessitam de pintura podem, entretanto, serem pintadas por questões
1de facilidade de identific~ão.
Qualquer pintura exige sempre uma adequ~a preparação prévia da superfrcie; a pintura será tan-
c -, e resistente quanto melhor tiver sido essapre~ãoo
superfícies metálicas a preparação consiste na limpeza completa da superfrcte, removendo-
escamas de laminação, tefTa, gramas, tintas, óleos, e quaisquer outras substâncias.

-~-"--'--paraaPintura:
Muitos processos existem de limpeza e preparação das superfícies metálicas para a pintura:
com solventes
Limpeza química com álcalis
çom ácidos
Limpeza com jato de areia abrasiva
--.elétrica
Limpeza mecamca ,tO
pneuma lca
Limpeza manual
A limpeza com solventes e com álcalis, quaooo bem feita, remove completamente 6leos, graxas e tintas
-,--'- entretanto, para a retirada de crostas e escama~ de ferrugem, nem de cascas de laminé.;;ão. No
Que nos interessa, das tubulé.;;ões industriais, esses sistemas de limpeza são empregados apenas para a
-local de manchas de óleos, graxas e tintas, antes da aplicação de outros métodos de limpeza. Os,
, removidos, por uma lavagem com água, antes da tintura.
A limpeza em ácido dá excelente resultad'os, mas é um processo muito caro e complicado, limitando-se,
-~ pequenas ~as fabricadas em oficinas, para as quais seja necessárIa uma pintura de ~Ita qualidade.
sistema é a chamada "decapagem" que consiste na imersão completa da ~a em banho quente de
,

A decapagemdeixa a superfície metálica inteiramente livre de impurezas, inclusive ferragem, e recoberta


._-fina camada de fosfato de ferro que facilita a aderência da tinta.
limpeza com jato de areia (blast cleating) é um sistema muito usado para preparação corrente de
.em oficinas. Consiste em fazer incidir sobre a peça um forte jato de areia abrasiva, geral-
por ar comprimido. O jato de areia exige sempre um equipamento relativamente comple-

.vezes O serviço poderá ser feito no interior de instal~ões industriais, porque a nuvem de areia,
que se forma, causará danos a máquinas e equipamentos que estejam próximos. Distinguem-se dois
.;~.~~~~~.", denominados de "limpeza ao metal branco" e de "limpeza comercial". O primeiro
na rem~ão completa de todas as impurezas, deixando o metal mais brilhante; é raramente usado por

comercial é mais barata e menos exigente permiti~o peqUeJ1OS vest(gios de ferrugens; é o


, usado em oficinas.
limpeza mecânica é o processo geralmente empregado no interior de instalações industriais, e também
'--~ quando não se dispõem do equipamento para jato de areias.
, é feita ,por meio de escovas rotativa, marteletes e talhadeira, acionadas a eletricidade ou a ar

:;econsegue em grau de limpeza equivalente ao metal branco, sendo entretanto possível a limpeza
.próxima ao jato comercial. As manchas de óleos ou de graxa convém que sejam previamente ~
processo qu í mico.
a limpeza mecânica não é possível retirar completamente as cascas de laminação das chapas. Quan-
'~;" estiver em área onde houver risco de incêooio ou de explosão, devem ser usadas ferramentas

limpeza manual é feita por meio de escovas, raspadeiras, martelos e talhadeiras. Embora possa ser,
um grau de limpeza equivalente à limpeza mecânica. esse processo é anti-econõmico, exceto para
,t; superfícies ou para retoques locais inacessCveispor outros meios.
f":_+---p ,J~Aplicação:
, metálicas a pintura compõem-se sempre de uma ou mais demãos de tinta de fundo,
da tinld dt: acabamento. A principal prot~ão que a pintura dá ao metal consiste na formação de
.impermeável que isola o metal do contato com a atmosfera. A proteção é por isso tanto melhor
mais espessa. aderente e contCnua, for a pelCcula de tinta. Por essa razão devem ser dadas, no total
-~p +.~ ..J~"""""..r,J,,
tinta, para que seja atingida a espessura mfnima necessária, e para que cada demão,
'tJV~Cveísf~lhas e irregularidades da demão anterior. A espessura não deve ser excessiva, porque
a adesão.
de fuooo contéin ainda pigmentos cuja furção é inibir a formação de ferrugem. E necessário
ae fuooo seja capaz de "molhar a superfCcie", isto é, formar uma pelCcula contfnua. Para o caso
15
das tubulações industriais, as tintas de fundo mais empregadas são as tintas de bleo de linhaça. com pigmen-
tos de zarcão, Óxido de ferro, cromato de zinco, etc. Essastintas são capazes de molhar uma superflcie com
vestígios de ferrugem, não exigindo assim uma limpeza absoluta. As tintas de fundo de resinas sintéticas, são
mais duráveis e resistentes, exigindo porém uma perfeita limpeza do metal.
As tintas de acabamento protegem as tintas de fundo e dão a côr desejada.
As tintas comuns não resistem a temperaturas acima de 10()0 C.
ExIste, entretanto, muitas tintas resistentes a alta temperaturas; as tintas à base de silicones, por
exemplo, dependendo da composição, podem trabalhar até a 500°C. Para tubulações industriais a aplicação
das tintas pode ser a pincel ou a pistola

A TUBULAÇAO SERVE PARA:


-condução de flu ídos, I íqu idos e gasosos.
-con;dução de partfculas sólidas (transporte pneumático).
A tubulação resulta do fato de estarem afastadas na máquina que produzem ou que usam os flufdos.

Aplicações mais comuns:


-distribuição de vapor para força e aquecimento,
-água potável;
-óleos combust{veis e lubrificantes;
-ar comprimido;
-gases;
-I íQuidos industriais;
-esgôto.

Componentes:
tu 00. joelho. tê, cruzeta, redução, bucha, luva. tampão, bujão, união, fi anges, válvulas e equipa
mentos auxiliares.

Tubo
material empregado: ferro fundido
aço ao carbono
aço liga
metais não ferrosos (cobre, bronze, chumbo, etc.)
e mais: vidro
plástico
borracha
cimento amianto.
A escolha do material fica a cargo da seção de Processos e baseia-se em códigos da (ASTM) American
Soclety for T esting of Materiais.

Influem na escolha flufdo;


segurança;
durabilidade;
condiçqes de oper~ões;
facilidade de obtenção;
custo e existência de acessórios;
facilidade de equipamento para montagem;
propriedades mecânicas;
~asoscomuns: Tubosde aço ao carbono (e de maior aplicação ou em div~ tjposde instalações)
Tipos de fabricação (Fig. 13).
I IpOSde Conexão -Rosqueada (TODO.)
Soquete soldada (SW)
Soldada de tôpo (BW)
F langeadas
Conexões -Rosqueada (internamente) " ..~~ ~'::!J:\";'f;i
-Soquete
Usadas em soldado
geral para tubos de 2 -_L--- I_L- ~-
e aoalxo em Ilnnas para aesmontes Trequenles.

Usadas comumente em pequenos diãmetros, 2" e abaixo.


Em linhas de serviços severos onde o perigo de vazamento devem ser eliminooo.
Assentamento próprio e fácil instalação.
-Soldada de tôpo
Não é comum, mas em casos especiais pode ser encontrada.
-Flangeadas
Usadas comumente em linhas acima de 2" para todo o tipo de serviço.
Os flanges obedecem os mesmos códigos dos flanges vistos anteriormente.
Inscrição na vâlvula: Indicam tamanho, pressão de trabalho e fluído.
Fig. 12

ex.: 2 = tamanho (2")


200 WOG = 200 libras de pressão com água (W), 61eo (O) e gás (G).
Em temperaturas normais sem golpes.
'50 S = trabalho com vaJX>rsaturooo '50.

peça de válvula responsável pelo movimento de translação da haste e sua vedação.


.-O mesmo usado para o corpo.
-Rosqueado (screwod -bonnet)
A rôsca de conexão no corpo da válvula é interna. frlt,'n
Usadas para pequeno diâmetro e serviço de baixa pressão. v...
"' ( '"
-Não recomendado para instalação de processo. '.~'l'tA,j lI:
-Satisfatório somente quando não haja desmontes frequentes.
Jw~~~r~
-União rosqueado (screwod -union bonnet) :i'~
A rôsca de conexão no corpo da válvula é externa. .
-Usados para pequenas válvulas e em geral serviços de process:>o
-Projetado para serviços de alta pressão e frequentes desmontes..
-Flangeado ( bolted -bonnet)
Conexão conforme código já descrito.
Usados para diâmetros de 1 1/2" acima, em válvulas de éM;:o.
Empregados para instalações de processo, para tôdas as pressões e temperaturas.

Soldado
Usadosem casosespeciaiscomo: corrosivos,gasestóxicos e outros serviçosdif(ceis.

a -sem costura -estrudado


b -com costura de tõpo
c -com costura de recobrimento
d -com costura transversal (em espiral)

\ ser soldados.
são roSQueados (não podem ser soldadós).
11

~
o imensõesdostubos:

d = diâm. nominal
di = diâm. interno
de = d iâm. externo
Sch. " 1000 x P
e = espessurada parede 3750

fórmula que nos dá o n.o


do Schedule

d -o diâmetro nominal pode não coincidir com o interno ou com o externo, dependendo do tipo e do
diâmetro do tubo.
Os americanos (ANSI -American National Steel Institute) classificam os tubos em "Schedules" (catálogo,
lista, etc. )

SCH. 10, 20, 30, 40, 60, SO, 100, 120, 140 e 160

fSTA~Rõ""\
ATE 10"
r;;~~~~~
AT~ 8" (XS ou XHI
/EXTRAP~Õ'õU"'PLõ'
(XXS ou XXH)

A parede cresce quanjo o Sch. cresce.


O tubo no Sch. 40 (STO) tem o d mais próximo do di e partindo dêle o diâmetro externo foi determinado
para os tubos até 1Z" inclusive. Oe 14" em diante, o diâmetro nominal coincide com o diâmetro externo.
Portanto os tubos do mesmo diâmetro nominal até 12" inclusive, apresentam o mesmo diâmetro externo
para facilitar as conexões com os acessórios, joelhos, tês, luvas, etc.
Os tubos são fornecidos comumente em barras de 6 m. de comprimento e nos diâmetros 1/2", 3/4", 1" ,
1 1/2",2",3",4",6",8",10",12",14':',16", 18",20" e 24".
-Tubos de ferro fundido
Mais usados em instalações de pressões e temperaturas baixas.
Usos mais comuns: em instalações de água potável e e9Jôtos.
E mu ito resistente à corrosão.

Tipo de ligação, ponte e bolsa (figs. 15 e 16).


O diâmetro nominal é o interno.
São Fabricados por centrifugação e acima de 2", nos comprimentos:
3 m (2" e 2 1/2")
4 m ou 6 m ( 23/4" e 4")
6 m ( 5" para cima)
-Tobos de cimento e amianto
E.mpregocjosem água potável, água de chuva e esgôto.
-Tubo de cobre
Geralmente empregado em tut:M.Jlaçãode aquecimento e instrumentaÇão. :Encontrado
em 3 espessurasdesignocjas por K, L e M e dois formatos: rígidos (barras) e flexível (rolos).
K -para.condições severas
L -para coooições médias
M -para uso onde não haja grandes pressões (em drenos e 'Jentas)
-Tubos de ~ inoxidável (ANSI 836, 19)
Comumente encontrados nos Schs. 55, 105,405 e 80S.
Usados somente em instalações especiais por Sal custo elevado.
Empregocjos para serviços severos (alta pressão e temperatura).
-Tubos de bomK:ha
Usados em geral no formato de mangueiras para flurdos de utilidades (água, ar e vapor
de baixa pressão).
Usados também em processo oooe se requer tubul~ flex rvel.

(14, 15, 16 a e b, 17, 18, 19 20 21, 22, 23)


Joelho Descrição: Acessórios são peças usadas na tubulação para mudá-lo de dir~ão,
Tê criar ramais, reduzir-lhes o diâmetro, unir um trecho ao outro
Cruzeta e tampar os extremos para uso futuro.
Redução
Bucha Material Aço carbono, aço liga. aço inoxidável, ferro fuooido, cimento,
Luva amianto, etc.
Formato: Acompanha o diâmetro externo dos tubos e a espessurada parede
Tampão
(SCH.). Suas dimensões não variam com as pressões de serviço
recomendado. (ex.: um Tê de 150 e 300 Ibs. de um mesmo diâ-
metro são iguais nas dimensões externas).
Solda de Tôpo
Tipos de Soquete soldado usados comumente em tubulações de
Conexões RoSQueado } pequeno diâmetro (até 2")
F langeado

um tubo até 2" SCH. 80 minutos com raio igual a 6 diâmetros nominais.
...~ r---1 ,';r~+~ ..,~ h~ ..,rõ"",õ""'1 (bôca de lôbo) quando o ramal tem, no m(nimo u-
I mesmo até 1 1/2" mínima.
Quando o ramal está sujeito a grandes esforços de flexão, usa-se reforços na emenda, tais como
anéis, etc.
4 -Pode-se fazer curvas com gomos usaooo o próprio tubo (ver desenho Capítulo VII).
5 -Para tubulação de cobre e instrumentação usa-se o acessório com ligação de compressão -..'I'

Soldas
Luvas
tubos Uniões Soldadose Rosqueados
Flanges
-Usados sempre em pares, serve para unir um trecho do tubo a outro, ou um trecho a uma
, equ ipamento.
-Acompanha o par de flanges~ na sua montagem, um jôgo de parafusos a uma junta.
-A união flangeada tem como vantagens: o desmonte da tubulação e dar condições às linhas
~furu raSo
-A união flangeada tem como desvantagens: aumenta o peso da linha, mais al~ custo de ma-
dificultam o isolamento e necessitam de espaço para colocação.
Material
Dooosnecessarlos na Tipo
---~:..:_--~ ~.~rflanges Diâmetro nominal
Pressão de trabalho
Focos

Material: -Ferro Fundido (bombas, válvulas, etc.)


Aço carbono (mais usado)
Aço liga (menos usado)
Aço inoxidáv.eJ (em casos especiais)
19
~
Tipo Descriçãoe características Uso recomendado

RooaUEADO
Serviço de pressão e tem-
Fig. 17
peratura moderada. Usa-
AtarrachéKiono extremo do tuoo. dos em tubulação galvâ-
Usado em tubulação que não pooe ser soJ- nizadas~ Não são recomen
dada. dadas para linhas onde
aparecem tensões para di-
latação 00 flexão.

SOBREP~IC.)
De custo relativamente baixo mas de monta-
gem fâcil não necessitandode mão-de-obra Serviço moderado.
experimentada. Com respeito a resistência e (150 e 300) particular-
vida, êle apresenta looice inferior ao flange mente quarKio a facilida-
de pesccço. de de montagem é levada
Na montagem são feitas duas soldas como em conta.
mostra o desenho.

CC»A PESCOÇO

Consta de uma gola bastante alta, Que afasta


a solda do flange e dá uma resistência consi-
Para serviços severos (alta
derável ao flange, tomando-o integrante ao pressão e temperatura ou
tubo. temperatura abaixo de OC.
Permite apertos consideráveise resiste bem aos
esforços mecânicosa Queestásujeito.

SOLDA DE ENCAIXE
São mais vantajosos que os sobrepostos por Bom para tubos de pe-
só ter um cordão de solda e não necessitar de Queno diâmetro, onde os
refaceamento após a solda. Pode aparecer uma acessórios com soquete
fenda entre o bateQte do flange e o tubo sur- soldado são mais próprios
gindo com iSto uma excessiva corrosão, sob do Que os acessórios roSo
certas condições, mas um. cordão de solda
queados.
interna, pode eliminar este risco.

-~

LAP-JOINT Usados em serviços que


requeiram constantes des-
(Terminal FlangeMiol
vantagens para inspeção e
o flange é solto, independente do pesccx;o,
limpeza.
Fi;.
21 ~ que tem uma virola. Deve ser evitado nas mon-
E~ pesccço é que será lig~o a tubulação. tagens onde existem es-
O flange não entra em contato com ~ flu (dos forços de flexão severos.
transp6rt~os. Uso em indústrias alimen-
'_J _I t(cias, em instalações com
aço inoxidável para dimi-
nuir ~u custo total.

CEGO (BliJ.t)
USa:Jos em finaiS de linhas
Não tem o tu ro central. para fechar válvulas ou
Acompanha as caracter(sticasdos flanges ao bocai!, ~m uso nos ~U..
~=I~~~=- Qualseacopla. pamentos.

FI&- 22

20
Quanto ao formato em planta, 05 fianges ainda podem ser:

Fig. 28 Figo30 CIRCULAR


OVAL

Ovais -para tubos até 3/4" (2 parafusos)


Quadrado -para tubos de 1" a 2 1/2" (4 parafusos)
Circular -para tubos de 21/2" em diante (8 a 16 parafusos)
Essestipos são usados em fluídos para refrigeração (amônia e freon).

Juntas:
Dividem-seem:

DENTE DE SERRA

-i~~~.~
(b) Fig. 32

a) planas -material: papel, borracha, amianto, papelão, pano, cobre, alumínio.


Espessura de 0,4 a 3 mm.
b) dente de serra -material: metálicas. Reduzida a área de contato, a fôrça nos parafusos é mínima
para se obter boa vedação.
c) laminados -material: metal com enchimento ou em espiral.
O enchimento em geral é asbestu.

Nota: O material é selecionado pelo processo.


d) anel: comumente fornecido de ferro macio com baixo teor de carbono.
aço inoxidável.
níquel
cobre.
Para temperaturas especialmente recomendadas' e muito eficientes para condições de serviço
severo.

Tipos: Vistas em plantas:

OCTOGONAL FLANGE FLANGEPLANO


COM R ESSAL TO

/1-+'~,
34 (~~ ~~-
OVAL

Fig. 35 Fig.~ y
VALVULAS -FINALIDADE

~
-estabelecer, interromper e reguiar fluxo.
-reduzir pressão
22
Fi.
~
,
-permitir a segurança da instalação
-fazer a drenagem
-permitir desmontagem para reparos CXJtrocas
O menor número de válvulas porque: são peças caras e oferecem possibilidades de vazamentos pelas
-, juntas e roscas.
manutençao e Introduzem perdas de carga nas linhas.
facilita a operação de instalação.

Gaveta
Globo
comuns
Angular
Retenção

Tipos de Válvulas
De macho
A~lha
Contrôle Automático
especiais Contrôle Manual
Sem gaxeta
Segurança
Alrvio
Disco de ruptura

Tem uma gaveta que com movimento de translação desliza na sede ou assento.
Devem operar completamente abertas ou fechadas.
A g~veta pode ser cênica ou paralela. Figura 38.
E.interiça ou em 2 partes.
A haste pode ter movimento de rotação e translação ou só rotação.

a = gaveta inteiriça, paralela, haste só com rotação;


b = gaveta inteiriça, cônica, haste só com translação;
c = gaveta em 2 partes, haste com rotação e translação.
No caso "a" o esp~o para instaléM;:ãoé pequeno mas não se sabe se a válvula está aberta
00 fechada.
A estanque idade na gaveta é feita pela pressão do flu (do que encosta a gaveta na sede.
O tipo paralelo não emperra.
O tipo cônico há possibilidade de emperrar.
As válvulas gaveta podem ser constru (da de forma a pooer substituir a gacheta com a linha
em operação.
~

1) perda de carga pequena


2) drenam bem a linha
3) abernJra e fechamento fácil devido ao equilfbrio de pressões nos dois lados.
-
1) não regulam o fluxo
23

!
2) tert:\ e~nqueidade dificii
3) não St:rwempara flu idos frigor(ficos:
4} conStruÇão mais cara
5' movif"ento lento ~ara abrir e fechar (usadas onde não haja frequência de manobra)
6) nao t, ,T,. .1:10angular
A haste pode trabalhar o.m qualquer c , -'---'~

no castelo.
São usadas para grandes diâmetros. -
Podem ser contruídas t.iara fechamento rápido.
Válvula globo (o nome é devido ao formato do seu corpo)
-São indicadas para rêgulagem de fluxo, porque a
sede e contra-sede cônicas facilitam esta função.
O fluído muda de direção ao passaratravés da vál-
vula, por isso introduzem grande perda de carga na
linha.
-Podem trabalhar: abertas, ~.grcialmente abertas
e fechadas.

-Tem dois tipos: reta e angu,


A angular é usada quando éllém de necessidade de válvula é "' ~.. '-- --".
linha à 900.
~ A válvula globo pode ser de disco chato ou de agulha.
-A agulha permite uma melhor regulagem do fluxo.
-O disco pode ser postiço ou integral.
O postiço é mais empregado pois permite a sua substituição.
-Movimento de haste: rotação e translação.

"..i9e o nldi!i u~o pois ,..'_:~ a erosão

-
porém há maior erosãodo disco e

4) reparo do miolo mais fácil


5) manobra mais rápida (curso menor)
Desvantagens -
1) maior perda de carga na linha
~~ .-

~- >. :-"'.. ~I._I"'- I_~~_L_'_- '~'._.'

~ "'W" "U'" Vf
\/1.1 Ia ~.. r..+..~~::~
".~ .~.,.~ ~"'l.
"
.
j~
U~rlçao:
~au yal~ulas dULU

('
a) levantamento
{ .
Horizontal
Vertical
(' ..
Tipos: b) portinhola

c} esfera

~
-J fluxo atua como na válvula glObo,. forçando o pistão para cimA, ~ com a falta de
ai
pressão, Opistão desce para ação de gravidade.
-E oa para gases,vapor e água em linhas com fluxo pulsante.
-Na maioria
-Não dospara
é comum modelos
linhaspode-se usar
acima de 6".somente na vertical. ..",,;
".~ ",t;. '\,'
'
-Não são recomendadas para serviço em que deposite sólidos. '.' ~;,)i'I..:'.;

-E a mais usOOadevido a pouca perda de carga.


b)
-Usada onde se requer a mínima pressão de passagem.
-A melh'or para líquidos e para as linhas de grandes diâmetros.
-Não adaptável às linhas sujeitas a fluxo pulsante.
-Alguns mooelos só devem ser usados na posição horizontal.

c)
-Semelhante ao (a) só que compãe-se de uma esfera numa guia.
-O corte no fluxo de sentido contrário é mais rápido do que nas outras.
-B~ para fI~(dos viscosos com sólidos em suspensão que prejudicam o funcionamento
dos outrOi tipos.

Corpo
Composição Castelo
das Volante
Válvulas Haste
comuns Sede
Contra -sede

.Parte da válvula que aloja a sede ou assento e possibilita também a conexão da


mesma com a tu bu Iação.

ferro fundido
aço carbono
MaterIal
bronze
aços ligas

-Gaxeta de vedaçao:
Material: depende da pressão, temperatura e natureza do flu ído.
.-Ela impede o vazamento do flu ído para a haste.
-A gaxeta ajusta-se por prensa-gaxeta.
-A gaxeta usada é do tipo esmagamento.
lU! ""'- "

-Deve-se ter o cuidado de apertar a gacheta o suficiente pois com muito apêrto ela peroe o
seu lubrificante e dificulta a vedação.
-As gaxetas podem ser de: -fibras torcidas e trançadas de algodão, asbesto, rayon, nylon,
juta, teflon, cobre, vidro, alum{nio, chumbo.
-fibras tecidas em pano,
-de metal enrolado em espiral, I-
-de couro.
E tódas elas contém material lubrificante, para diminuir o atrito entre ela e a haste.
Haste: Aciona a contra-sede na operação da válvula.

1 -Haste ascendente -rôscas internas (R ising stam inside scrowj.


2 -Haste com movimento ascendente -rôsca interna (Nom. Rising
stam inside scrow).
Temos 4 tipOS 3 -Volante estacionário -Haste ascendente -rôscas externas com ca .
de Hastes
deira.
4 -Volante ascendente -Rising stem-outsidéscrow on yoke.

-Os
uo' volantes podem
U ,OU ser ~nda
'!'\,IY"""""'" substitu ídos por volantes para correntes e por

motores; hidráulicos, pneumáticos e elétricos.


25
~
-Podem também ter haste alongada para operação a distância.
-Temos ainda como' volantes uma alavanca nos casos da válvula de macho e de es-
feras.
Válvula de mKho
De~rição: peça cônlca com furo (macho) geralmente retangular,fechamento rápido. 1/4 d~ volta, fecha
ou abre, tem dispositivos para apertar o macho no corpo (mola, por exemplo).
-Uso: trabalha bem com flu(dos gasososcom muitas part(culas em suspensão.
-comum em linhas de pequeno diâmetro para instrumentação.
-não servempara flu ídos frigorificos.
-bom uso ~m caldeiras para fechamento rápido. I

Desvantagens: -
-Não oferecem estanqueidade.
-Emperram facilmente. dar haver tipos com lubrificação.

Modelos:-
-Podem ser de 2,3 e 4 bocas. (Fig. 40).

Fig. 40

2 BOCAS 3 BOCAS

Válvula agulha: -
-Similar a válvula globo só que o disco é ponteagudo.

-uso: -em linhas abaixo de 2". em instaléM;:ões


pilotos, equipamentos de partida e
mentação.
-boa para controle manual de fluxo.
-Nem sempre o fechamento completo é possrvel devido as dificuldades do
afastar-se na sede.

Vapor
i ~ VT~ 1
V61vulas automáticas de contrôle e regulagem

São destinadas ao contrôlede:


-níveis de líquidos
ai
-pressão de gás ar

-descargas (Fig.41;. t) \ 12

Os modos de contrõle podem ser: f'19- 41


-Condensado
aI termostátioos:
A abertyra da válvula é controlada pela temperatura do meio. cujo ~uecimento se quer controlar.

A válvula termosta. Ica é de ação automática, de tipo globo.


O bulbo sob ação de t2' abre ou fecha a válvula durante passagema mais ou a menos vapor.

26
~
Fig. 42

':
-2~'
bóia, por exemplo: rLr~-.'-

de válvula é regulada pela pressão e ajuste (em baixo); não para válvulas regulares ou redutoras de
-'."'~~ uso para vapor, para líquidos e para ar comprimido ou outros gases.

mais esmerada para maior rendimento na sua finalidade, ou seja, o contrôle mais sensfvel do

ar atua no diafragma proporcionando o movimento de ascenção da haste, abrindo ou fechando


.r. r~

., instrumento primário de medição.


t~m um formato parabóico. ou em "V" para dar as caracter{sticas de regulagem de-
dupla proporciona um contrôle mais sens{vel e requer uma pequena força para moYt-

e pressão nas instalações de processos.


usadas em instalações grandes onde o séu alto custo
-I Fi9- 45

-As válvulas reguladoras de pressão pooem ser: de


~ãodireta, Fig. 43ecom piloto (indireta), Fig. 44.
-E também de assento simples e duplo.
As válvulas reguladoras de pressão são seleciona-
das baseando-se em:
-natureza do fluído
-sensibilidade necessária P/Po
-descarga necessária.
"on'tn ", equ il (brio de pressões, pois as pressões atuam ~
~. -, válvu-

-f ig. 45

piloto e outras onde o contrõle automático


~-
furo simples com mlcrometro na haSte
27

r.o
~
[I
~
resíduos de solda ou.qualquer sujei-
ra existente na tubulação.
Como principal tipo temos o de
chapa perfurada.
-São usados principalmente nas
sucções das bombas centrífugas.
-São colocados com juntas nos
dois léK1os.
-O material usado para o filtro é
o ~o carbono.
A área tu rada não deve ser menor
do que 60% de chapa.
São fabricados para flanges FF.,
RF. e RTJ.

Permanentes: São filtros especificados para traba-


lharem nas linhas continuamente, fazendo parte delas.
-Possue uma costa de tela no seu interior.
-O seu corpo é feito de forma a poder retirar a cêsta, para limpeza, por uma tampa.
-O corpo pode ser de ferro fundido ou de ~o carbono.
-No corpo encontramos: uma conexão de entrada, uma de sarda, uma para drenagem e uma
tampa para retirar a cêsta.
-Podem ser encontrados em vários modelos.
Os mais conhecidos são:

Tipo "V" (pequeno) -(Fig. 49)


Geralmente usados em linhas de pequeno diâmetro (até 2"), com conexões rosqueadas e
soquetes soldados.

Tipo Vertical (grande)


Geralmente usados em linhas de grande diâmetro (3" em diante) com conexões flangeadas

Ti~ fabricado no campo (Fig. 50)


-O corpo é a própria tubulação.
-A cêsta possue uma aba que ficará intercalada entre dois flanges com juntas nos dois lados.
-O sentido da cêsta, será o sentido do fluxo.
-O arame da tela, a malha e as dimensões da cêsta serão determinados por tabelas e variação
segundo o diâmetro nominal do tubo.
Figura em Forma de ~
Peça que serve para interromper o funciona--
mento de um trecho de uma linha por um
tempo relativamente longo. Esta peça e mais
econômica do que uma válvula e não possibi-
lita o restabelecimento do fluxo na linha.
por uma pessoa, inadvertidamente.
-Consta de uma chapa de aço carbono,
em forma de "8" com um lado cheio e
outro vazado. (Fig. 51).
-No centro da peça existe um furo que serve
de centro de giro para mudar a posição da

~a nos flanges.
-Num dos flanges serão feitos dois furos rosquea-
dos sobr1! uma das linhas de centro, no c(rculo dos
parafusos. Nessas roscas trabalharão dois parafusos
de pressão que devem afastar os flanges no momento
de girar a peça indicada (1) na Fig. 52.

Raquete: (Fig. 54). Peça com a mesma finalidade da


Fig. 51, mas possuindo unicamente o lado cheio.
A colocação na linha é feita da mesma maneira
da Figura 52.
-Em geral é fixooo no flange por uma corrente.
zy

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