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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D.

PEDRO I

Escola Básica D. Pedro I

Agrupamento D. Pedro I

Departamento de Matemática e Ciências da Natureza

Posição sobre a Nota informativa 1 /2016, de 17 de Março [Ministério da Educação]

Assuntos:

- Regime transitório das provas de aferição dos 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade no
ano letivo 2015-2016 (Alínea d) do Ponto 1);

- Regime transitório das provas dos 4.º e 6.º anos de escolaridade no ano letivo 2015-
2016 (Alínea a) do Ponto 2);

1. Estabilidade: em educação, nomeadamente no Ensino Básico, valores como a estabilidade


são cruciais para o sucesso dos alunos. É por isso, por exemplo, que se fala da estabilidade do
corpo docente, da contratação plurianual, dos Projetos Educativos Plurianuais. A continuidade,
como regra, na distribuição do serviço docente é também uma prática assumida desde há
muito em boa parte das escolas.

Ora, é precisamente pela instabilidade que a realização das provas vem trazer ao processo de
aprendizagem, que os professores do Departamento consideram ser benéfico para os alunos a
sua não realização no presente ano letivo. O ano letivo arrancou com umas regras, a entrada
em funções de um novo governo trouxe uma proposta diversa e, agora, com o novo
enquadramento legal surge uma outra possibilidade. São mudanças em excesso e por isso,
continuamos a pensar que será benéfico para os alunos não se sujeitarem a uma mudança de
regras a meio do jogo.

2. A alteração de regras referida em 1 não leva em consideração a distribuição dos conteúdos


ao longo dos ciclos de ensino. Em contexto de escola e fazendo uso das competências
previstas, os docentes de cada disciplina fizeram uma distribuição dos conteúdos numa lógica,
também ela plurianual. Assim, a realização de uma prova no meio do ciclo e a meio do
percurso, sem ter havido ajustamentos na distribuição dos conteúdos pode levar a que a prova
questione temáticas não trabalhadas na escola.
AGRUPAMENTO DE ESCOLAS D. PEDRO I

Escola Básica D. Pedro I

3. O Agrupamento D. Pedro I tem contrato de autonomia e é um Território Educativo de


Intervenção Prioritária. Neste contexto organizativo as práticas de monitorização e avaliação
são práticas já inculcadas nos diferentes momentos do processo educativo há mais de uma
década. Parece-nos que temos a competência técnica e pedagógica para analisar os diferentes
momentos dos processos de ensino e em particular, dos processos de aprendizagem, razão
pela qual temos vindo a obter resultados sucessivamente mais interessantes, nomeadamente
ao nível do combate ao insucesso escolar e ao abandono escolar. Assim, a introdução de
mecanismos externos neste momento do processo, poderá gerar um ruído desnecessário e até
indutor de fragilidades não reais.

Concluem, os Docentes do Departamento, pela não realização de provas de aferição no


Presente ano letivo.

19 de abril de 2016

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