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UFCD 2760

6. FUNDAÇÕES

6.1 Regras Gerais


a) As medições relativas às fundações serão particularizadas nos subcapítulos
seguintes:
i. Fundações indirectas
ii. Fundações directas
b) As medições dos trabalhos serão realizadas de modo a ficarem individualizados
os trabalhos de betão, cofragens, e armaduras1 e ordenadas em rubricas de
trabalhos relativos a infraestruturas2
c) As medições deverão indicar as referências de identificação mencionadas no
projecto, de forma a assegurar a coordenação das peças escritas e desenhadas e
a permitir a sua verificação.

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6.2 Fundações indirectas1

6.2.1 Regras gerais


a) As medições relativas às fundações indirectas são particularizadas nos
subcapítulos seguintes:
1. Estacas prefabricadas e cravadas no terreno e estacas moldadas no
terreno;
2. Pegões.
b) Serão referidas nas medições as informações mencionadas no projecto
relativamente às condições seguintes:
1. planimetria e altimetria, especialmente no caso de relevo acidentado ou
de grande inclinação2;
2. natureza e hidrologia do terreno, de acordo com os resultados do
reconhecimento ou da prospecção geotécnica3;
3. existência de redes de distribuição de água, esgotos, electricidade, gás,
telefones ou outras instalações e quaisquer construções ou obstáculos,
quando possam ser atingidos durante a execução dos trabalhos. Nestes
casos, deve indicar-se se as redes, instalações, construções ou
obstáculos terão de ser removidos de forma provisória ou definitiva;
4. localização de construções na vizinhança do edifício que possam afectar
o trabalho de execução das fundações. Se existirem, devem indicar-se as
implicações das construções na execução das fundações;
5. existência de terrenos infestados ou infectados;
c) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos,
nomeadamente:
1. escavação;
2. baldeação;
3. colocação de armaduras;
4. betonagem;
5. carga;
6. transporte a vazadouro;
7. descarga dos produtos de escavação;
8. mudança do equipamento
d) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas
em rubricas próprias4;
e) Serão indicadas em rubricas próprias os trabalhos de instalação do estaleiro, tais
como:
1. transporte de equipamento;
2. montagem e organização de estaleiro;
3. fornecimento de água e energia eléctrica nos locais de trabalho,
respectivamente com caudal e potência necessárias.
f) Todos os trabalhos, cuja realização é necessária devido a condições especiais,
devem ser medidos em rubricas próprias, tendo-se por exemplo:

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1. bombagens, quando necessárias a trabalhos realizados abaixo do nível
freático5;
2. movimento de terras, quando os terrenos se apresentarem com relevo
muito acidentado ou com grande inclinação;
3. demolições e trepanagens, se existirem obstáculos aparentes ou
enterrados não correntes, devendo-se neste caso particular apresentar
sempre o seu custo unitário;
4. entivações e/ou escoramento, devido à existência de construções na
vizinhança dos trabalhos ou à sua necessidade quando a da escavação
para execução dos pegões;
5. imobilizações de equipamento e pessoal, quando existirem paragens
excepcionais não imputáveis ao empreiteiro;
g) As furações ou escavações não betonadas de estacas ou poços serão medidas
em metros (m), em rubricas próprias;
h) As medidas indicadas no projecto para a profundidade das fundações serão
sempre consideradas como “quantidades aproximadas”, a rectificar de acordo
com as profundidades reais atingidas durante a execução das obras.
i) As medidas para determinação das medições serão obtidas a partir das formas
geométricas indicadas no projecto.
j) As medições serão individualizadas em rubricas próprias, de acordo com as
condições de execução ou com os meios a utilizar na realização dos trabalhos.
k) Deve ser elaborada uma descrição sumária dos trabalhos, contendo o processo
de execução das fundações, cota de execução dos trabalhos e os materiais a
adoptar, nomeadamente as referidas nas Regras Gerais descritas no subcapítulo
Betão, do capítulo Betão, Armadura e Cofragem em Elementos Primários e no
subcapítulo Armaduras do mesmo capítulo.
l) Outros tipos ou condições de fundações especiais, não previstas no presente
capítulo, serão tratadas dentro do mesmo espírito, isto é, as medições deverão
discriminar as regras que forem adoptadas, de forma a evitar ambiguidades na
determinação das medidas e no cálculo das medições e a permitir a sua
verificação.

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6.2.2 Estacas prefabricadas e estacas moldadas
As estacas prefabricadas e as estacas moldadas são fundações indirectas cujos modos de
execução são diferentes, isto é, as primeiras são, como o nome indica, prefabricadas1 em
estaleiro e posteriormente cravadas no terreno, e as segundas, estacas moldadas podem ser:

i. cravadas e moldadas no terreno2;


ii. moladas com entubamento e extracção do terreno3;
iii. moldadas sem untubamento e com extracção do terreno4.

As regras de medição a considerar para este tipo de fundações são as seguintes:

a) A medição será realizada em m.


b) O comprimento das estacas será medido pelos seus comprimentos reais, reais
desde as faces inferiores das sapatas atá às respectivas extremidades inferiores
das estacas5.
c) As medições de estacas serão individualizadas, em rubricas próprias, de acordo
com as suas principais características, nomeadamente:
a. diâmetro das estacas;
b. materiais constituintes (características do betão e das armadura e
respectivas secções nas estacas de betão armado);
c. inclinação das estacas;
d. meios e condições de execução.
d) A medição da estaca compreende a furação, baldeação de terras, colocação de
armadura, betonagem, carga e transporte a vazadouro das terras sobrantes e
mudança de equipamento.
e) Sempre que for conveniente, as operações indicadas na alínea anterior poderão
ser medidas em rubricas próprias.
f) O corte da cabeça da estaca e respectiva reparação de armaduras será medido à
unidade.
g) Os ensaios de carga sobre estacas serão medidos à unidade e individualizados
de acordo com a sua carga máxima de ensaio.
h) Os ensaios para cargas máximas diferentes serão medidas em rubricas próprias.

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6.2.3 Pegões1
a) A medição será realizada em m.
b) O comprimento do pegão será medido na vertical, na totalidade da parte
betonada.
c) As medições de pegões serão individualizadas, em rubricas próprias, de acordo
com as suas principais características, nomeadamente:
a. Secção dos pegões2;
b. Secção, tipo e classe de armadura;
c. Características do betão;
d. Meios e condições de execução.
d) A medição do pegão compreende a escavação, baldeação de terras, colocação
das armaduras, betonagem, carga e transporte a vazadouro das terras
sobrantes.
e) Sempre que for conveniente, as operações indicadas na alínea anterior poderão
ser medidas em rubricas próprias.
f) O escoramento e/ou entivação será sempre medido em rubricas próprias, pelas
regras indicadas no sub-subcapítulo Escoramento e entivação do subcapítulo
Movimento de terras para infraestruturas3.
g) As bombagens4 serão sempre medidas em rubricas próprias, de acordo com
regras que deverão ser devidamente descriminadas.

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6.3 Fundações directas1

6.3.1 Regras gerais


a) As medições dos trabalhos serão realizadas de modo a ficarem individualizadas,
em subcapítulos próprios, os trabalhos de betão, cofragens e armaduras.
b) As características a especificar ao betão são as referidas na Regras Gerais
descritas no subcapítulo Betão, do capítulo Betão, Cofragem e Armaduras em
Elementos primários.
c) As características a especificar para as Cofragens e Armaduras, são as referidas
nos respectivos subcapítulos do capítulo Betão, Cofragem e Armaduras em
Elementos primários.

6.3.2 Protecção de fundações


a) A medição será realizada em m2.
b) A medição indicará a espessura da camada de betão para protecção e
regularização da base de fundações.
c) Se existirem moldes laterais, a sua medição será realizada em rubrica própria e
incluída em Cofragens de protecção de fundações do presente capítulo.

6.3.3 Enrocamentos e massames


a) A medição será realizada em m2.
b) A medição indicará as características e as espessuras das camadas de
enrocamento e massame.
c) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de
massame, nomeadamente: preparação do solo das fundações, enrocamento e
betão.
d) Sempre que necessário as operações da alínea anterior poderão ser separadas
em rubricas próprias, por exemplo o caso da medição da preparação do solo das
fundações poderá ser incluída por exemplo nas rubricas relativas a
Regularização e compactação superficial em terraplenagens ou de movimento
de terras para infraestruturas.

6.3.4 Muros de suporte e paredes


a) A medição será realizada em m3.
b) A determinação das medidas para cálculo das medições obedecerá às regras
seguintes:

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a. Os comprimentos serão determinados segundo figuras geométricas
simples.
b. As alturas, imediatamente acima das fundações, serão as distâncias
entre as faces superiores das sapatas ou vigas de fundação e o nível do
tosco do primeiro pavimento como se indica1.
c. No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser
realizada a partir da secção transversal média.

6.3.5 Sapatas e vigas de fundação


a) A medição será realizada em m3.
b) No caso de sapatas isoladas com formas geométricas complexas a medição é
efectuada por decomposição em figuras geométricas simples. Para sapatas
contínuas ou vigas de fundação, o volume será obtido multiplicando a área da
secção transversal de cada troço pelo respectivo comprimento. Os
comprimentos dos troços das sapatas serão determinados segundo figuras
geométricas simples.
c) Para sapatas contínuas, cuja secção pode ser decomposta num rectângulo e
num trapézio, serão de desprezar as diferenças de volume resultantes da
aplicação do método indicado na alínea anterior relativamente ao seu valor real.
d) No caso da secção transversal das sapatas contínuas ser variável, a medição
poderá ser realizada a partir da secção transversal média, tal como se
exemplifica na figura4.

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6.3 Cofragens de protecção de fundações, massames, sapatas, vigas
de fundação, muros de suporte e paredes

a) A medição será realizada em m2


b) As medidas para a determinação das medições são obtidas das superfícies
moldadas, considerando como limites dos elementos os indicados nos
subcapítulos anteriores.

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7. BETÃO, COFRAGEM E ARMADURAS EM ELEMENTOS PRIMÁRIOS

7.1 Regras Gerais


a) As medições dos trabalhos de betão, betão armado e betão armado pré-
esforçado serão realizados de modo a ficarem individualizados, em subcapítulos
próprios, os trabalhos de betão, cofragens, armaduras e elementos pré-
fabricados em betão1.
b) As medições serão, em regra, ordenadas na rubrica relativa à parte global da
obra designada por superstrutura2.
c) As medições serão discriminadas por elementos de construção3.
d) As medições deverão indicar as referências de identificação mencionadas no
projecto para cada elemento de construção, como já foi referido na alínea
anterior, de forma a assegurar a coordenação das peças escritas e desenhadas e
a permitir a sua verificação.

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7.2 Betão

7.2.1 Regras Gerais1


a) Ver também regras gerais do presente capítulo.
b) As medições serão realizadas de modo a ficarem individualizados os trabalhos
de betão2 relativos às seguintes rubricas3:
i. betão armado;
ii. betão armado pré-esforçado;
iii. outros betões, nomeadamente os betões celulares autoclavados, os de
agregados leves, etc..
c) Cada rubrica das medições será decomposta, de preferência, de acordo com as
diferentes caracteristicas4 do betão indicadas no projecto designadamente:
i. classes de resistência e qualidade5;
ii. classes de exposição6;
iii. outras características exigidas pelo projecto, tais como máxima
dimensão dos inertes, consistência, relação água ligante e outras
particularidades de composição7;
iv. condições de colocação8.
d) As medidas para cálculo das medições serão obtidas a partir das formas
geométricas indicadas no projecto. No entanto não serão deduzidos:
i. os volumes das armaduras, ordinárias ou de pré-esforço (incluindo as
bainhas);
ii. os volumes correspondentes a reentrâncias até 0.15m de comprimento
do perfil de cada reentrância e os volumes correspondentes a chanfros
até 0.10m de comprimento do respectivo perfil sem chanfro9.
iii. Os volumes relativos a aberturas, cavidades ou furações existentes nos
elementos de construção iguais ou inferiores a 0.10m3 como se
exemplifica na figura10.
e) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de
betão, nomeadamente: fornecimento e transporte de materiais, preparação,
carga, transporte, colocação em obra, compactação (vibração) e cura.
f) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas
em rubricas próprias.

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7.2.2 Paredes
a) A medição será realizada em m3.
b) A determinação das medidas para cálculo das medições obedecerá às regras
seguintes:
i. Os comprimentos serão determinados segundo figuras geométricas
simples.
ii. As alturas serão determinadas entre as faces superiores das lajes ou das
vigas de betão1.
iii. No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser
realizada a partir da secção transversal média.

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7.2.3 Lajes maciças
a) A medição será realizada em m3.
b) A determinação das medidas para cálculo das medições obedecerá à regra
seguinte:
i. o comprimento e a largura serão determinados entre faces das vigas,
lintéis, pilares e paredes entre as quais as lajes se inserem1.

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7.2.4 Escadas
a) A medição será realizada em m3.
b) Nesta rubrica, será incluída a medição de todos os elementos que constituem as
escadas, nomeadamente patins, patamares, lanços de degraus e cortinas das
guardas1.
c) Sempre que necessário, os elementos da alínea anterior poderão ser separados
em rubricas próprias.
d) A determinação das medidas e das unidades para o cálculo das medições
obedecerá às mesmas regras dos elementos de construção equivalentes aos das
escadas.

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1 2 1
2 4 1
2

1 1 2
2 4 1 4
2

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7.2.5 Pilares e montantes
a) A medição será realizada em m3
b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras
seguintes:
i. As alturas serão determinadas entre as faces superiores das lajes ou das
vigas de betão;
ii. As alturas, imediatamente acima das fundações, serão as distâncias
entre as faces superiores das sapatas ou vigas de fundação e o nível do
tosco do primeiro pavimento;
iii. No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser
realizada a partir da secção transversal média2.

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7.2.6 Vigas, lintéis e cintas
a) A medição será realizada em m3
b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras
seguintes:
i. Os comprimentos serão determinados segundo formas geométricas
simples, definidas pelas faces dos pilares ou das vigas que interceptam
as vigas, lintéis ou cintas1.
ii. No caso da secção transversal ser variável, a medição poderá ser
realizada a partir da secção transversal média2.
c) A medição dos volumes incorporados na espessura das lajes será incluída na
medição do betão das vigas, lintéis ou cintas.

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7.2.7 Esclarecimentos
1. Os elementos de construção para os quais se definem as regras de medição
constituem os mais representativos na construção de edifícios.
2. Para outros elementos, as regras de medição aplicáveis são, em geral, idênticas
às que foram mencionadas.
3. Sempre que não seja exequível esta aplicação, poderão ser definidas regras
específicas para outros elementos de construção.
4. No caso da alínea anterior, as medições deverão descriminar as regras que
foram adoptadas, de forma a evitar ambiguidades na determinação das medidas
e no cálculo das medições e a permitir a sua verificação.

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7.3 Cofragens

7.3.1 Regras gerais1


a) Ver também regras gerais do presente capítulo.
b) As medições serão realizadas de modo a ficarem individualizadas, em rubricas
próprias, os trabalhos relativos a cada espécie de cofragem nomeadamente os
seguintes:
i. cofragens correntes2;
ii. cofragens especiais – (por exemplo, cofragens para betão com
superfícies à vista, cofragens com formas complexas, moldes em juntas
de dilatação e outros)3
c) Cada rubrica de medição será decomposta, de preferência, de acordo com as
características das cofragens, nomeadamente:
i. natureza dos materiais4 (madeira, metálicos ou outros);
ii. condições particulares de execução5.
d) As cofragens perdidas deverão ser medidas em rubricas próprias;
e) As medidas para determinação das medições serão obtidas a partir das formas
geométricas das superfícies de moldagem indicadas no projecto. Nas lajes e
vigas com inclinação superior a 15⁰ deverá também considerar-se a moldagem
das superfícies superiores.
f) As deduções relativas a aberturas6 a executar nos moldes, só serão consideradas
quando a sua área for superior a 0,50m2 como, por exemplo, nos casos
seguintes:
i. aberturas existentes nos elementos de construção;
ii. atravessamentos de tubos, cabos e condutas;
iii. intercepções de vigas com paredes, e de vigas secundárias com vigas
principais.
g) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de
cofragens nomeadamente fornecimento e transporte de materiais, fabrico,
montagem, desmontagem, carga, transporte, descarga, reparações e limpezas7.
h) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas
em rubricas próprias
i) Os elementos de construção8 a considerar, serão sempre os mesmos que forem
indicados nas medições de betão. As medições correspondentes a cada tipo de
elemento serão feitas separadamente em rubricas próprias.
j) A medição dos escoramentos e cofragens para execução das lajes aligeiradas
será incluída na medição destes elementos como será descrito nessa rubrica9
(alínea e) e f) de elementos prefabricados de betão)

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7.3.2 Cofragens de paredes, cortinas e palas, lajes maciças, escadas,
pilares e montantes, vigas, lintéis e cintas
a) A medição será realizada em m2.
b) As medidas para a determinação das medições são obtidas das superfícies
moldadas, considerando como limites dos elementos os indicados na rubrica
betão.
c) Em escadas as cofragens destinadas à moldagem dos degraus serão medidas em
separado.

7.3.3 Juntas de dilatação


a) A medição dos moldes (cofragens) perdidos necessários à execução das juntas
de dilatação será realizada em m, indicando a natureza do material e a sua
espessura.
b) As soluções especiais de ligação ou encaixe obtidas por cofragem serão medidas
em m.
c) A medição dos vedantes ou empanques e das juntas1 metálicas de vedação ou
refechamento de juntas, regra geral, será realizada em m.

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7.4 Armaduras

7.4.1 Regras gerais


a) Ver também regras gerais do presente capítulo.
b) As medições das armaduras serão realizadas de modo a ficarem individualizadas
em rubricas próprias1, os trabalhos relativos aos diferentes tipos de aços2
utilizados em armaduras, nomeadamente em:
i. varões;
ii. redes electrosoldadas;
iii. perfilados;
iv. armaduras para pré-esforço
c) Cada rubrica das medições será decomposta, de preferência, de acordo com as
características gerais das armaduras indicadas no projecto, nomeadamente as
de natureza regulamentar e das condições de aplicação.
d) As medidas para determinação das medições serão obtidas a partir das formas
geométricas3 indicadas no projecto. Refira-se que esta regra destina-se a
facilitar o cálculo das medições e está de acordo com o critério adoptado já em
casos semelhantes.
e) As percentagens para quebras, para desperdícios ou para sobreposições,
quando estas não estiverem assinaladas no projecto, serão previstas nas
composições dos custos, como justificado na nota da alínea anterior.
f) A medição engloba todas as operações4 relativas à execução dos trabalhos de
armaduras, nomeadamente fornecimento e transporte de aços, dobragens,
armações, ligações, emendas, carga, transporte, descarga e colocação em obra.
g) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas
em rubricas próprias5.
h) Os elementos de construção a considerar em cada projecto, nas medições de
armaduras, serão os mesmos que foram indicados nas medições de betão.

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7.4.2 Aço em varão1
a) A medição será realizada em kg.
b) A determinação das medidas para a cálculo das medições obedecerá às regras
seguintes:
i. Os comprimentos serão determinados em m e convertidos em kg, de
acordo com a massa nominal dos varões.
ii. Os comprimentos serão medidos tendo em consideração os
levantamentos, os ganchos de amarração e as sobreposições, quando
estas estiverem assinaladas no projecto.
iii. As emendas de varões, por soldadura eléctrica ou por ligações roscadas,
serão medidas à unidades(un).
c) A medição de cada diâmetro nominal será individualizada em rubrica própria2.

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7.4.3 Redes electrosoldadas
a) A medição será realizada em kg.
b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras
seguintes:
i. As áreas serão determinadas em m2 e convertidas em kg, de acordo
com a massa nominal das redes.
ii. As deduções relativas a aberturas existentes nas redes electrossoldadas
só serão consideradas quando a sua área for superior a 0,50m2.
iii. As áreas serão medidas tendo em consideração os levantamentos,
ligações de amarração e as sobreposições quando estas estiverem
assinaladas no projecto.
c) A medição de cada tipo de rede será individualizada em rubrica própria1.

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7.4.4 Perfis metálicos
a) A medição será realizada em kg.
b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras
seguintes:
i. Os comprimentos serão determinados em m e convertidos em kg, de
acordo com a massa nominal dos perfis.
ii. As ligações entre perfis, por soldadura eléctrica, parafusos ou por
rebitas, poderão, sempre que necessário, ser medidas à unidade (un).
c) A medição de cada secção nominal será individualizada por rubrica própria1.

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7.4.5 Armadura de pré-esforço1
a) A medição indicará, sempre que possível, a força mínima de pré-esforço útil,
expressa em kN, que é necessária instalar.
b) A medição das armaduras de pré-esforço deverão ser realizadas em kN.m
correspondentes ao produto do valor de pré-esforço útil final mínimo instalado
e definido no projecto, pelo comprimento real do cabo entre ancoragens.
c) No caso das armaduras e o respectivo sistema de pré-esforço estarem indicadas
no projecto, a medição poderá ser realizada em kg, sendo determinada pelo
valor nominal normalizado das armaduras referenciadas e pelo comprimento
real do cabo entre ancoragens.
d) As bainhas deverão ser medidas em m com o comprimento real do cabo entre
ancoragens, e estas serão medidas à unidade (un).
e) A medição engloba todos os trabalhos relativos à execução das armaduras de
pré-esforço, nomeadamente fornecimento e transporte de todos os materiais,
preparação, montagem e todas as operações de pré-esforço, incluindo a calda
de injecção.
f) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas
em rubricas próprias.
g) A medição das armaduras nas zonas de amarração das armaduras de pré-
esforço é feita segundo as regras definidas no sub-capítulo Aço em varão.

7.4.6 Esclarecimento
1. Os tipos de aço indicados – varões, redes electrossoldadas e perfilados – são as
mais representativas na construção de edifícios.
2. Para outros tipos de aço, as regras de medição aplicáveis serão, em geral,
idênticas às que foram mencionadas.
3. Sempre que não seja exequível esta aplicação, poderão ser definidas regras
específicas para outros tipos de aço.
4. …INCOMPLECO cálculo das medições e a permitir a sua verificação
5. Os elementos de construção a considerar no ordenamento das medições das
armaduras serão os mesmos que, para cada projecto, foram descriminados nas
medições de betão.

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7.5 Elementos prefabricados de betão1

7.5.1 Regras gerais


a) Ver também regras gerais do presente capítulo.
b) As medições de elementos de construção prefabricados em betão serão
realizadas de modo a ficarem individualizados os elementos com as mesmas
características tipológicas2.
c) Cada rubrica de medições será decomposta de acordo com as características
seguintes:
i. natureza e qualidade dos materiais constituintes, nomeadamente as do
betão e das armaduras segundo as características indicadas
respectivamente nas regras gerais do subcapítulo Betão e nas regras
gerais do subcapítulo Armaduras.
ii. tipo de acabamento das superfícies dos elementos;
iii. sistemas de ligação ou de articulação entre os vários elementos.
d) As medições deverão indicar as referências de identificação mencionadas no
projecto para cada elemento de construção prefabricado, de forma a assegurar
a coordenação das peças desenhadas e escritas e a permitir a sua verificação.
e) A medição engloba todas as operações relativas à execução dos trabalhos de
elementos de construção prefabricados em betão, nomeadamente, fabrico,
carga, transporte, descarga, montagem e colocação em obra.
f) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser separadas
em rubricas próprias.
g) As medições das armaduras serão realizadas de modo a ficarem
individualizadas.

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7.5.2 Guias de lancis, degraus, madres, fileiras, frechas e elementos
semelhantes, peitoris, soleiras, ombreiras, vergas e lâminas
a) A medição será realizada em m.
b) As medidas serão determinadas de acordo com a maior dimensão das
superfícies indicadas no projecto. No caso de não haver pormenorização das
soleiras e peitoris, deverão ser consideradas as dimensões entre faces dos vãos.
c) As medições indicarão a secção dos elementos.
d) A medição dos elementos com a mesma secção será individualizada em rubrica
própria.

7.5.3 Escadas e asnas


a) A medição será realizada em un.
b) As medições indicarão a medida do comprimento do vão da asna ou do
desenvolvimento da escada e as suas características tipológicas.
c) A medição dos elementos do mesmo tipo e com comprimento igual será
individualizada em rubrica própria.

7.5.4 Varas e ripas


a) A medição das ripas será realizada em m2, indicando o respectivo afastamento.
As varas serão medidas em m.
b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá às regras
seguintes:
i. Os comprimentos e as larguras serão determinados segundo formas
geométricas simples, definidas, sempre que possível, pelos limites de
superfícies com a mesma inclinação.
ii. Os comprimentos e as larguras serão medidos segundo a superfície
inclina da cobertura.
c) As medições indicarão as secções dos elementos.
d) A medição dos elementos com a mesma secção será individualizada em rubrica
própria.

7.5.5 Grelhagens
a) A medição será realizada em m2.
b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá à regra
seguinte:

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i. O comprimento e a largura serão determinados entre as faces das lajes,
vigas e lintéis, pilares e paredes entre as quais estes elementos se
inserem.
c) As medições indicarão a secção dos elementos e as suas características
tipológicas.
d) A medição de elementos do mesmo tipo e secção igual será individualizada em
rubrica própria.

7.5.6 Lajes aligeiradas


a) A medição será realizada em m2.
b) A determinação das medidas para o cálculo das medições obedecerá à regra
seguinte:
i. Os comprimentos e as larguras serão determinados entre as faces das
vigas, lintéis, pilares e paredes entre os quais as lajes se inserem.
c) As medições indicarão a espessura da laje e as suas características tipológicas.
d) A medição das lajes aligeiradas do mesmo tipo e características será
individualizada em rubrica própria.
e) A medição engloba todas as operações1 relativas à execução dos trabalhos das
lajes aligeiradas.
f) Sempre que necessário, as operações da alínea anterior poderão ser medidas
separadamente em rubricas próprias. Neste caso o assentamento do conjunto
das vigotas e dos blocos seria medido em m2, incluindo cofragem e o
escoramento e o betão da lajeta e, as zonas maciças, segundo as regras do
subcapítulo relativo a Lajes maciças.

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7.5.7 Esclarecimentos
1. A grande diversidade de elementos de construção prefabricados em betão e a
sua constante evolução, tornam impraticável o estabelecimento de regra de
medição que sejam aplicáveis, de forma explicita e unívoca, em todas as
circunstâncias.
2. Por isso, as regras definidas destinam-se apenas a constituir exemplos de
aplicação a alguns elementos de construção utilizados com maior frequência.
3. Para os outros elementos de construção prefabricados, é necessário, para cada
caso, estabelecer as regras de medição correspondentes, tanto quanto possível,
de acordo com as regras prescritas para o betão e para os outros elementos pré-
fabricados em betão.
4. No caso da alínea anterior, as medições deverão discriminar as regras que forem
adoptadas, de forma a evitar ambiguidades na determinação das medidas e no
cálculo das medições e a permitir a sua verificação.

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BIBLIOGRAFIA

FONSECA, M. SANTOS. (2000) “Curso sobre regras de medição na construção”

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