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Projeto

“o que eles aprendem”

“O ato de ensinar tem como propósito o de fazer aprender. TODOS!”

A - Enquadramento formal
Despacho Ensino Básico (Decreto-Lei nº 55/2018, de 6 de julho): currículo do ensino
básico (2018)

Despacho nº 5908/2017, de 5 de julho: “é autorizada, em regime de experiência


pedagógica, a implementação do projeto de autonomia e flexibilidade curricular…”

Despacho organização do ano letivo (Despacho Normativo nº 10-B/2018, de 6 de julho)

B – A Flexibilização (Decreto-Lei nº 55/2018, de 6 de


julho)
No preambulo da Lei, o legislador remete para a Lei de Bases do Sistema Educativo
(1986), referindo que ainda não garantimos o sucesso a todos os alunos. Perante novos
desafios e face à incerteza do que será a sociedade nos próximos anos, foi aprovado o Perfil
dos Alunos à saída da Escolaridade Obrigatória. E, numa Escola mais inclusiva é dada às escolas
a possibilidade de margens de autonomia no que ao desenvolvimento curricular diz respeito.

Desafiam as escolas a:

- Dispor de maior flexibilidade na gestão curricular (trabalho interdisciplinar);

- Implementar a componente de Cidadania e Desenvolvimento;

- Desenvolver nos alunos competências: pesquisa, avaliação, reflexão, mobilização


crítica e autónoma da informação com vista à resolução de problemas, reforço da autoestima
e bem estar;

- Adotar diferentes formas de organizar o trabalho escolar; (equipas educativas, por


exemplo);

- Apostar na dinamização do trabalho de projeto (alunos autores);

- Diversificar os instrumentos de avaliação.

Princípios Orientadores:

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- Abordagem multinível (medidas universais, medidas seletivas, medidas adicionais);

- Autonomia curricular;

- Escola Inclusiva

- Professores enquanto agentes principais;

- Envolvimento de alunos e encarregados de educação;

- Maior articulação;

- Valorização da gestão e lecionação interdisciplinar e articulada;

- Valorizar o percurso de cada aluno;

- Valorização das línguas;

- Artes, ciências, tecnologias, desporto e humanidades como parte do currículo


integrador;

C- Dimensões práticas
- Até 25% do currículo pode ser gerido pelas escolas;

- 1º ciclo;

- prática da monodocência;

- CD + TIC (integração curricular transversal)

- Apoio ao Estudo: parte integrante da matriz, integração das diferentes partes do


currículo;

- 2º ciclo:

- áreas bidisciplinares (privilegiar esta opção);

- CCD + TIC

- Apoio às aprendizagens: decisão da escola ( oferta, organização, tempo e regras)

- Componente de Complemento à Educação Artística: decisão escola; aqui deve haver


coadjuvação com pessoas desta área, mas de outros ciclos;

- Oferta complementar: novas disciplinas

- 3º ciclo – interdisciplinar;

- Componente de Complemento à Educação Artística: integração como disciplina na


área da Educação Artística e Tecnológica; aqui deve haver coadjuvação com pessoas desta
área, mas de outros ciclos;

- Oferta complementar: novas disciplinas

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D – Cidadania e Desenvolvimento:
Cabe a cada escola definir “tudo”: área de trabalho transversal, de articulação disciplinar, com
abordagem interdisciplinar; Cruzamento dos conteúdos de diferentes áreas;

E – Opções curriculares, organizativas e documentos;

- Além do Projeto Educativo, o Conselho Pedagógico pode decidir criar outros instrumentos;

- Devem ser criadas condições para o funcionamento de equipas educativas;

- A atuação deve ser preventiva e multinível;

Soluções: Tempos de trabalho interdisciplinar; partilha de horário entre disciplinas; alternância


ao longo do ano; desdobramento de turmas; projetos que se integram nos horários dos
alunos; disciplinas trimestrais ou semetrais.

Entre professores: trabalho colaborativo; coadjuvação; permutas;

F - Ideias retiradas de experiências


F1 - Oficina (disciplina) acrescentada ao currículo de diferentes turmas, ao longo de
todo o ano.

Currículo normal Oficina (1 x semana)

F2 - Oficina (disciplina) acrescentada ao currículo de diferentes turmas, mas numa


organização trimestral ou semestral e num contexto de equipas educativas.

TURMA 1º semestre 1º semestre


A Currículo normal Oficina A Oficina B
B Currículo normal Oficina B Oficina A

F3 – Momentos FLEXIBILIDADE – momentos específicos ao longo do ano (na semana do


carnaval, na primeira do 3º período, na última do ano, etc…) a escola deixa de “funcionar” no
seu horário normal e criam-se condições para o desenvolvimento de projetos;

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Hipótese F3.1 Aulas FLEXIBILIDADE Aulas FLEXIBILIDADE
(Metodologia de Projeto – Tema (Metodologia de Projeto –
aglutinador) Tema aglutinador)

Hipótese F3.2 Aulas Aulas Aulas FLEXIBILIDADE


(Metodologia de Projeto –
Tema aglutinador)

F4 – No espaço das disciplinas há momentos comuns, que se repetem ao longo do ano ou


não…

- Poderia haver uma oficina do projeto Criatividades, partilhada por docentes de


História e Ciências ou Português;

- Uma oficina de Geometria em que matemática e EV se encontram 45 minutos por


semana;

Mas tudo se resume a esta ideia chave:

- não importa pensar em torno do que temos para ensinar, mas colocar no centro o que eles
têm de aprender e como é que vão aprender.

O que eles aprendem… é um bom mote para o nosso projeto!

Para ver um pouco mais sobre a temática:

- Site da DGE: http://www.dge.mec.pt/autonomia-e-flexibilidade-curricular

- Site da Experiência Catalunha: http://h2020.fje.edu/es/materiales/

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(Imagem: Collaborative Creative Problem Solving)

Momento 1: Partir pedra para diagnosticar e sugerir (Divergência) 5ª feira, reunião geral

Momento 2: Identificar os desafios e as soluções propostas (Convergir); Equipa Flexível; 5ª


tarde;

Momento 3: Apresentar proposta aos Grupos / Departamentos; [6ªfeira]

Momento 4: Decisão do Conselho Pedagógico / Direção

Momento 5: Implementação

Organização do MOMENTO 1 – Divergir

[precisamos cópia do preâmbulo ou da síntese; uma folha A3 por cada grupo [ 40 folhas]

A) 9h00 – Receção / Reunião Geral


B) 9h20 - Distribuição por 10 salas com 20 professores cada [ salas organizadas em grupo
de 5, isto é, 4 grupos por sala]. Professores distribuídos de modo tão aleatório quanto
for possível
C) Leitura do Preâmbulo da Lei ou síntese do Decreto-Lei.
D) Cada docente identifica o que pensa ser o maior desafio (resolúvel) da Escola;
E) Brainstorming: soluções para esses problemas [ Todas as ideias são válidas]
F) Convergir: selecionar as mais eficazes segundo critérios (eficácia, custo, tempo,
recursos, …)
G) Apresentar aos outros 3 grupos as suas conclusões. Entregar a folha ao Orientador;
H) 11h - Intervalo