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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA ELÉTRICA


TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

PROJETO DE ILUMINAÇÃO COM ENERGIA LIMPA EM UMA EMPRESA DE


TELECOMUNICAÇÕES

Iara Gabriel da Silva

Rio de Janeiro
DEZEMBRO/2018
CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

PROJETO DE ILUMINAÇÃO COM ENERGIA LIMPA EM UMA EMPRESA DE


TELECOMUNICAÇÕES

Iara Gabriel da Silva

Trabalho acadêmico apresentado ao Curso de


Engenharia Elétrica do Centro Universitário
Augusto Motta (UNISUAM), como requisito
parcial à obtenção do título de Bacharel em
Engenharia Elétrica.

Orientador: André Luís da Silva Pinheiro

Rio de Janeiro
DEZEMBRO/2018
CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

PROJETO DE ILUMINAÇÃO COM ENERGIA LIMPA EM UMA EMPRESA DE


TELECOMUNICAÇÕES

Iara Gabriel da Silva

APROVADO EM: _________________________

BANCA EXAMINADORA:

_______________________________________
André Luís da Silva Pinheiro, D.Sc. - Orientador

___________________________________________
Cláudio Márcio do Nascimento Abreu Pereira, D.Sc.

_______________________________________
Antônio José Dias da Silva, M.Sc.

Rio de Janeiro
DEZEMBRO/2018
DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho primeiramente а Deus, por ser essencial em minha vida, autor de
meu destino, meu guia, socorro presente na hora da angústia, ао meu esposo José Edson P.C.
Tutida, ao meu pai Vanderlei Gabriel da Silva е аоs meus amigos Aline Gabriele A. Queiroz,
Fabiana Cristina L. de Souza, Luiz Felipe Alves, Eduardo U. S. Estarneck, Carolina S. Lira,
Jorge Luiz da Costa e José Augusto Ferreira de Oliveira.
AGRADECIMENTOS
O Deus por ter me dado saúde e força para superar as dificuldades. A esta
universidade e todo seu corpo docente, além da direção e a administração, que realizam seu
trabalho com tanto amor e dedicação, trabalhando incansavelmente para que nós, alunos,
possamos contar com um ensino de extrema qualidade. Ao meu orientador André Luís da
Silva Pinheiro, pelo suporte no pouco tempo que lhe coube, pelas suas correções e incentivos.
Ao meu pai e esposo, pelo amor, incentivo e apoio incondicional. E a todos os amigos que
direta ou indiretamente fizeram parte da minha formação, o meu muito obrigada.
EPÍGRAFE
“Olhe para o planeta sempre! Uma escolha correta pode reduzir as despesas e tornar
seus negócios ainda mais lucrativos." (Rubens Mesquita, da Solux).
SILVA, Iara Gabriel. Projeto de Iluminação com Energia Limpa em uma Empresa de
Telecomunicações. 2018. 70 p. Trabalho de conclusão de curso (Graduação em Engenharia
Elétrica) – Centro Universitário Augusto Motta, Rio de Janeiro, 2018.

RESUMO
Ao observar durante alguns dias o ambiente de trabalho da empresa objeto deste estudo,
constatou-se que sempre ao final do expediente de trabalho os colaboradores apresentavam
problemas de cunho ergonômico visual (irritação nos olhos, vermelhidão e entre outros);
pautada na ideologia da qualidade laboral dos colaboradores no que tange a ergonomia visual
e em um ambiente sustentável, este trabalho objetiva-se a apresentar um projeto de
iluminação que melhor se adapte a este estudo de caso. Com base no conceito de energia
limpa, no decorrer desse estudo será desenvolvido o projeto de um sistema de geração de
energia solar concomitante ao projeto luminotécnico, onde será feito um estudo minucioso a
fim de sugerir a implementação de um sistema de fácil instalação, seguro, de baixo custo e em
concordância com as normas vigentes. O sistema a ser sugerido será composto de lâmpadas
de LED no Mezanino 1 e um sistema fotovoltaico do tipo off grid (sem banco de baterias)
dotado de 21 módulos solares a serem posicionados na cobertura do prédio da empresa. O
sistema a ser recomendado, possibilitará uma independência rudimentar utilizando a rede da
concessionária como fonte complementar através de um circuito comutador que fará a troca
automática entre os sistemas, logo, o sistema a ser proposto possibilitará uma redução na
conta de energia de até 97%. Portanto, esse trabalho discorrerá sobre os aspectos necessários
para a realização desse projeto, desde o estudo inicial de luminância, até a orientação para
implementação do sistema, a fim de alcançar resultados satisfatórios.
Palavras-chave: Ergonomia Visual; Iluminação; Energia Solar; Off Grid.
SILVA, Iara Gabriel da Silva. Clean Energy Lighting Project at a Telecommunications
Company. 2018. 70 p. Monograph (Graduation in Electrical Engineering) – Centro
Universitário Augusto Motta, Rio de Janeiro, 2018.

ABSTRACT
When observing for a few days the work environment of the company object of this study, it
was verified that always at the end of the working day the employees presented visual
ergonomic problems (eye irritation, redness and among others); based on the ideology of the
employees' work quality in terms of visual ergonomics and in a sustainable environment, this
work aims to present a lighting project that best fits this case study. Based on the concept of
clean energy, in the course of this study will be developed one project of solar energy
generation system concomitant to the lighting project, where a detailed study will be done to
suggest the implementation of a system of easy installation, low cost and in accordance with
current standards. The system to be suggested will be composed of LED bulbs in Mezzanine 1
and a photovoltaic system of the off grid type (without battery bank) equipped with 21 solar
modules to be positioned on the roof of the company building. The system to be
recommended will allow a rudimentary independence using the dealer’s network as a
complementary source through a switch circuit that will make the automatic exchange
between the systems, so the system to be proposed will enable a reduction in the energy bill of
up to 97%. Therefore, this work will discuss the aspects necessary for the realization of this
project, from the initial study of luminance to the orientation for implementation of the system
in order to achieve satisfactory results.
Keywords: Visual Ergonomics; Lighting; Solar energy; Off Grid.
LISTA DE FIGURAS
Figura 1 - Diferentes Fontes de Luz e sua Evolução ...................................................... 9
Figura 2 - Primeira Lâmpada Criada em 1854 ............................................................... 9
Figura 3 - Cientista Thomas Alva Edison ..................................................................... 10
Figura 4 - Lâmpada criada por Joseph Wilson Swan ................................................... 10
Figura 5 - Lâmpada com Filamento de Ósmio ............................................................. 11
Figura 6 - Lâmpada com Filamento Espiral ................................................................. 11
Figura 7 - Lâmpada fluorescente, a vapor de mercúrio e mista .................................... 12
Figura 8 - Lâmpada Fluorescente Compacta Helicoidal .............................................. 13
Figura 9 - Inventores do LED Azul .............................................................................. 13
Figura 10 - Espectro da luz visível em função do comprimento de onda ..................... 15
Figura 11 - Intensidade Luminosa ................................................................................ 15
Figura 12 – Fluxo Luminoso em uma Lâmpada ........................................................... 16
Figura 13 – Iluminância numa Superfície..................................................................... 16
Figura 14 – Luminância numa Direção ........................................................................ 17
Figura 15 – Evolução da eficiência luminosa ............................................................... 18
Figura 16 – Constituição da lâmpada incandescente .................................................... 19
Figura 17 – Lâmpada fluorescente................................................................................ 19
Figura 18 – Leds e suas aplicações. .............................................................................. 20
Figura 19- Lingote de silício monocristalino ................................................................ 29
Figura 20 - Painel Solar Fotovoltaico Monocristalino.................................................. 30
Figura 21 - Painel Solar Fotovoltaico Policristalino ..................................................... 31
Figura 22 - Painel Solar de Filme Fino ......................................................................... 33
Figura 23 - Grau de Proteção ........................................................................................ 34
Figura 24 - Modelo de Inversor Grid-tie Central.......................................................... 35
Figura 25 - Inversor Grid-tie Fronius Primo 3.0-1 (3.000W) ....................................... 35
Figura 26 - Modelo de Inversor Grid-tie Modular........................................................ 36
Figura 27 - Controlador de Carga Solar........................................................................ 37
Figura 28- Gráfico com o crescimento da energia solar ............................................... 38
Figura 29 - Energia Solar e Equilíbrio na Conta de Energia ........................................ 39
Figura 30 - Representação da Energia Limpa ............................................................... 40
Figura 31 - Ranque dos Estados versus Investimento Fotovoltaico ............................. 41
Figura 32 - Instalações por Estado................................................................................ 43
Figura 33 – Planta Baixa do Mezanino 1 ...................................................................... 44
Figura 34 – Modelo da Luminária de LED EAA06-E.................................................. 45
Figura 35 – Detalhe em Vista da Luminária EAA06-E ................................................ 45
Figura 36 – Configuração do Tipo de Ambiente .......................................................... 48
Figura 37 – Configuração do Tipo de Ambiente .......................................................... 49
Figura 38 – Definição da Área do Recinto ................................................................... 49
Figura 39 – Escolha da Luminária de LED EAA06-E3500850 ................................... 50
Figura 40 – Planta do Local com as Luminárias Distribuídas ...................................... 51
Figura 41 –Distribuição do Fluxo em Diferentes Pontos do Ambiente ........................ 52
Figura 42 – Resumo Técnico Gerado ........................................................................... 52
Figura 43 – Visualização em 3D do Projeto Luminotécnico ........................................ 53
Figura 44 - Inserção de Coordenadas no Site da Cresesb ............................................. 54
Figura 45- Contatora de 110V ...................................................................................... 57
Figura 46 - Relé JS12 – K de 12VDC .......................................................................... 58
Figura 47 - LED de Auto Brilho ................................................................................... 58
Figura 48 - Resistores ................................................................................................... 59
Figura 49 - Relé Temporizador..................................................................................... 59
Figura 50 - Mini Placa Solar ......................................................................................... 60
Figura 51 - Protótipo: Sistema Desligado ..................................................................... 61
Figura 52 - Atuação Light ............................................................................................. 61
Figura 53 - Atuação Painel Solar .................................................................................. 62
Figura 54 - Circuito Comutador.................................................................................... 63
Figura 55 - Esquemático do Circuito Comutador ......................................................... 63
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 – Características dos Diferentes Tipos de Lâmpadas .................................... 21
Tabela 2 – Fatores determinantes da iluminância adequada......................................... 23
Tabela 3 – Iluminância por classe de tarefas visuais .................................................... 23
Tabela 4 – Classificação da luminária conforme fluxo luminoso ................................ 24
Tabela 5 – Índices de reflexão ...................................................................................... 25
Tabela 6 - Características do Painel Tipo Monocristalino............................................ 30
Tabela 7 - Características do Painel Tipo Policristalino ............................................... 32
Tabela 8 - Parâmetros Técnicos da Luminária EAA06-E ............................................ 46
Tabela 9 - Fator de Utilização da Luminária EAA06-E ............................................... 46
Tabela 10 - Índice Solarimétrico no Plano Inclinado ................................................... 55
LISTA DE EQUAÇÕES
(1) Índice de reflexão do local ...................................................................................... 25
(2) Coeficiente de utilização da luminária .................................................................... 25
(3) Fluxo luminoso total ............................................................................................... 26
(4) Número de luminárias ............................................................................................. 27
(5) Razão de cavidade do recinto .................................................................................. 47
(6) Estimativa de consumo mensal ............................................................................... 53
(7) Consumo diário ....................................................................................................... 54
(8) Potência do sistema ................................................................................................. 55
(9) Potência para dimensionar o inversor ..................................................................... 55
(10) Número de módulos solares .................................................................................. 56
(11) Prova real do sistema ............................................................................................ 56
(12) Percentual econômico ........................................................................................... 56
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica
ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica
BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
CA – Componente Alternada
CC – Componente Contínua
CRESESB – Centro de Referência para Energia Solar e Eólica
CZ – Processo Czochralski de Produção de Monocristais
EPE – Empresa de Pesquisa Energética
GE – General Electric
ICMS - Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de
Serviços
IGBT – Transistor Bipolar de Porta Isolada
IGCT – Transistor Portão Integrado Controlado
IP – Grau de Proteção Contra Água e Poeira em Equipamentos
LED – Diodo Emissor de Luz
mc-Si - Silício Multicristalino
MOSFET – Transistor de Efeito de Campo Metal-Óxido-Semicondutor
MPPT - Rastreador de Ponto de Potência Máxima
NBR - Norma Brasileira
p-Si - Silício Policristalino
PV – Painel Solar Fotovoltaico
Si – Silício
UV – Radiação Ultravioleta
LISTA DE SÍMBOLOS
lx - Lux, unidade de medida de iluminância
lm – Lúmens, unidade de medida do fluxo luminoso
W – Watts, unidade de medida de potência elétrica
C – Comprimento do local de estudo (em metros)
L – Largura do local de estudo (em metros)
h – Distância da luminária ao plano de trabalho (em metros)
u – Fator de utilização da luminária
k – Índice de reflexão do local de estudo
d – Coeficiente de manutenção da luminária
S – Área do local de estudo
n – Número de luminárias
m2 - metro quadrado
E – Iluminância estabelecida pela norma NBR ISSO CIE 8995_1
Hr – Altura do local de estudo
Cd/m2 – Candela por metro quadrado, unidade de luminância
Cd – Candela, unidade de intensidade luminosa
Ql – Quantidade de luminárias
Qh – Quantidade de horas
Qd – Quantidade de dias
Pl – Potencia elétrica da luminária (em Watts)
Pm – Potência comercial da placa solar (em Watts)
N placas – Número de módulos ou placas solares
p – Eficiência Global
Pitotal – Potência para dimensionar o inversor (em kW/h)
Psist – Potência do Sistema (em kW/h)
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO........................................................................................................ 1
1.1. APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA .................................................................. 1
1.2. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA ............................................................................ 2
1.3. HIPÓTESE ............................................................................................................ 3
1.4. OBJETIVOS .......................................................................................................... 3
1.5. MOTIVAÇÃO....................................................................................................... 4
1.6. TRABALHOS RELACIONADOS E CONTEXTUALIZAÇÃO ........................ 4
1.7. JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA .................................................................... 6
1.8. METODOLOGIA ................................................................................................. 6
1.9. ORGANIZAÇÃO DO TEXTO ............................................................................. 8
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................... 9
2.1. HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA LUMINOTÉCNICA ......................................... 9
2.2. QUAL A NECESSIDADE DE UMA ÓTIMA ILUMINAÇÃO ........................ 14
2.3. GRANDEZAS LUMINOTÉCNICAS E SEUS CONCEITOS........................... 14
2.4. TIPOS DE LÂMPADAS EXISTENTES NA LUMINOTÉCNICA ................... 18
2.5. MÉTODO DE LUMENS PARA CALCULO DE ILUMINAÇÃO ................... 22
3. CAPTAÇÃO, GERAÇÃO E CONTROLE DE ENERGIA SOLAR .................... 28
3.1. ENERGIA SOLAR ............................................................................................. 28
4. ENERGIA SOLAR: SUSTENTABILIDADE, INVESTIMENTO, LEGISLAÇÃO
E PROJETO PROPOSTO .......................................................................................... 38
4.1. BENEFICIOS DA ENERGIA SOLAR .............................................................. 38
4.2. INVESTIMENTO DA ENERGIA SOLAR EM NOSSO PAÍS ......................... 40
4.3. ABSOLAR: REPRESENTANTE DO SETOR FOTOVOLTAICO NO BRASIL
.................................................................................................................................... 41
4.4. FORNECIMENTO DE RECURSOS NO BRASIL PARA A ENERGIA SOLAR
.................................................................................................................................... 42
4.5. ATUAL USO DA ENERGIA SOLAR NO BRASIL ......................................... 42
4.6. LEGISLAÇÃO SOBRE ENERGIA SOLAR NO BRASIL ............................... 43
4.7. DEFINIÇÃO DO PROJETO PROPOSTO ......................................................... 44
5. CIRCUITO COMUTADOR .................................................................................. 57
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS E TRABALHOS FUTUROS ................................. 64
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................... 65
1. INTRODUÇÃO

1.1. APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA

A visão é um dos cinco sentidos mais importantes em nossas vidas, pois é ele que nos
traz a percepção do mundo ao redor. E para que um ser humano tenha essa boa percepção
existe grandezas luminotécnicas fundamentais envolvidas nisso. Essas grandezas são: luz,
fluxo luminoso, intensidade luminosa, iluminância, luminância e eficiência luminosa. Essas
grandezas podem ser definidas da seguinte forma: “Luz é uma modalidade da energia radiante
que um observador verifica pela sensação visual de claridade determinada no estímulo da
retina (...)". (NISKIER, MACINTYRE e SEBASTIÃO, 2015, p. 218) “Fluxo luminoso é a
potência de radiação total emitida por uma fonte de luz e capaz de produzir uma sensação de
luminosidade através do estimulo da retina ocular. Unidade lúmen (lm). Intensidade luminosa
é a potência de radiação luminosa numa dada direção (...). A grandeza assim obtida é medida
em candelas (cd). ” (NISKIER, MACINTYRE e SEBASTIÃO, 2015, p. 219) “Iluminância,
também denominada como iluminamento de um espaço plano, como dimensões de área igual
a 1 metro quadrado que adquire, na direção de noventa graus, um fluxo luminoso de 1 lúmen,
homogeneamente partilhado, ou seja, densidade aparente de fluxo luminoso absorvido, e este
tem como unidade de medida o Lux (lx). Luminância é a uma grandeza de densidade de
energia de uma luz reproduzida em uma dada orientação, de 1 Candela (cd/m2). Eficiência
luminosa é a associação dos lumens remetidos pela lâmpada para cada watt consumido.
Unidade lm/W.” (CREDER, 2015, p. 162)
A empresa em que trabalho dispõe de um escritório de 204 m 2 com 23 luminárias,
sendo cada luminária composta por duas lâmpadas fluorescentes de 40watts modelo
F40W/T10/750 da GE com fluxo luminoso de 2600 lúmens (COMPANY, 2015, p. 19). E
neste local está a setor de projeto da empresa que tem como atividade principal a elaboração
de desenhos técnicos de fibra óptica para licenciamento em órgãos públicos e particulares
além dos desenhos para a construção de acesso de pessoas jurídicas, com o uso principal da
ferramenta de Auto Cad. Tal disposição não está de acordo com a NBR ISO/CIE 8995-1/2013
(ABNT, p. 19) na tabela de planejamento dos ambientes (áreas), tarefas e atividades com a
especificação da iluminância, limitação de ofuscamento e qualidade da cor explica que um
ambiente sendo escritório e tendo como atividade ou tarefa a execução de desenhos técnicos,
deve conter de iluminância 750lux. E atualmente só temos neste ambiente 586lux.

1
Todo esse sistema de iluminação no setor que trabalho e nos demais setores são
alimentados unicamente pela concessionária de energia que nada mais é do que o método
tradicional empregado em qualquer empresa hoje. E se tratando no meu setor, hoje a empresa
tem um consumo estimado de 445Kwh/mês na conta de energia. Em pleno século XXI a
empresa ainda não tem uma visão de investimento em sustentabilidade e na ideia do Bacharel
em Adm. Patrick Monteiro essa visão seria de grande importância financeira e sucesso para a
empresa, segundo o mesmo diz que: “A sustentabilidade para as empresas não é um custo, é
um investimento. (...) se todas as empresas aderirem todas as práticas possíveis de
sustentabilidade, além de reduzirem os seus custos, demonstrará a preocupação com os
clientes e a sociedade gerando uma boa visibilidade e preferência pelos consumidores. ”
(MONTEIRO, 2015)

1.2. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

No mundo moderno cada vez mais a luz não natural faz parte do nosso cotidiano
sendo indispensável nas atividades humanas. Hoje as empresas utilizam muito este tipo de
fonte luminosa (artificial) para a iluminação dos ambientes e postos de trabalho. Segundo Lia
Vieira: “A luz artificial é produzida por potências energéticas não naturais. (...)monitorada
conforme as vontades e utilidades do homem. (...)Como modelos, podemos mencionar como
energias artificiais a lamparina, claridade de uma vela, lanternas e lâmpadas. ” (VIEIRA,
2017). Tendo em vista a relevância da iluminação artificial e em contrapartida o custo e o
benefício dela, cito a iluminação a LED por energia solar a qual nos traz a iluminação muito
mais benéfica com custo de consumo reduzido. A empresa de telecomunicações em estudo
utiliza como fonte artificial luminárias com lâmpadas fluorescentes de 40 Watts no escritório
do setor de projetos, produzindo um ambiente de iluminação inadequado para a atividade
exercida e dependência total de alimentação deste sistema pela concessionária de energia.
Hoje o sistema de iluminação com lâmpadas fluorescentes não é considerado o melhor
sistema em termo de consumo, durabilidade e descarte para as empresas. Pois segundo diz o
site Santa Rita, uma lâmpada fluorescente tubular de 40 Watts tem em média um consumo de
energia e eficiência equivalente a uma luminária de LED de 18 Watts com uma economia de
22 Watts/hora. E sua durabilidade de reposição é de 7 mil horas, o que equivale uma vida útil
sete vezes menor do que o LED (RITA, 2013). Com relação ao descarte das lâmpadas deve-se
ter muito cuidado, pois estas apresentam em sua composição metais pesados como chumbo e
mercúrio que são altamente tóxicos. O mercúrio e o chumbo podem causar problemas
2
gravíssimos à saúde, por exemplo, problemas neurológicos, e contaminação do ambiente
como no solo, rios, lençóis freáticos, chuvas, animais etc. (PALADINO, 2011), no caso do
mercúrio si exceder a concentração permitida de 100 miligramas por quilo de resíduo,
segundo NBR 10.004 da ABNT que trata este como resíduo de classe 1 (ABNT, 2004, p. 4 E
11). Exigindo assim um processo de reciclagem especializado e controlado, com uso de
máquinas como triturador/separador de lâmpadas fluorescentes, destiladora de mercúrio etc.
(PALADINO, 2011).

1.3. HIPÓTESE

Tendo em vista o diagnóstico do sistema atual e pesquisa realizada sobre projeto


luminotécnico com luminárias de LED e alimentação por painéis solares a hipótese levantada
é a proposta da troca deste sistema inadequado com lâmpadas fluorescentes, iluminação
considerada fora do padrão estabelecido pela NBR ISO/CIE 8995-1/2013 (ABNT, 2013), por
um sistema que atenda às necessidades econômicas da empresa (custo e benefício) e que dê
condição ideal de ambiente de trabalho aos seus funcionários. A decisão do tipo mais
apropriado de iluminação em empresas pode interferir na decoração do local e nos custos, mas
especialmente assegurar condições aconselháveis de trabalho, levando-se em conta a saúde,
conforto e rendimento de todos que compõem a empresa. Apesar de aparentar ser fácil e
essencial, nem sempre um bom projeto de iluminação está presente em todos os ambientes e
nem todo mundo sabe a importância deste para a segurança do trabalho, no momento da
instalação. (DECORWATTS, 2017). Essa importância está exemplificada em alguns itens da
norma regulamentadora 17 (NR 17) da segurança do trabalho, destacando-se o item 17.5.3
que diz a importância de todos os ambientes de trabalho possuir iluminação adequada seja
esta, natural ou artificial e ainda ser geral ou suplementar, conveniente a com a natureza do
serviço exercido. (INBEP, 2016).

1.4. OBJETIVOS

Esta monografia tem por objetivo desenvolver um sistema elementar, com o uso de
painéis solares que serão projetados sobre o teto da empresa e interligados uns entre os outros
e só aí ligados ao controlador de carga, inversor e circuito comutador. O controlador de carga
protegerá o sistema contra sobrecargas e descargas excessivas (ENERGIA, 2015) e o inversor
será responsável por modificar a força do Sol coletada pelas placas fotovoltaicas (componente
continua) em carga elétrica que será usada na empresa (componente alternada). A intensidade
3
da força que vem do inversor solar segue para o quadro de energia e junto com um circuito
comutador, com função de chaveamento automático entre os sistemas, será encarregado de
toda a alimentação da nova iluminação proposta para o escritório com lâmpadas de LED.
(POZZEBOM, 2011).

1.5. MOTIVAÇÃO

A escolha do tema foi pela necessidade de um ambiente que atendesse as normas


técnicas de iluminação, por exemplo, a norma NBR ISO/CIE 8995-1/2013 que diz que um
ambiente de escritório com a atividade de desenho técnico deve ter e manter uma iluminância
de 750 lux (NBR ISO/CIE 8995-1, 2013, p. 19), e na verdade o que foi observado foi um
ambiente com pouca luminosidade e podendo causar o risco a saúde de quem trabalha neste
local. Ao longo dos dias, trabalhando neste ambiente, observei que ao final do dia de
expediente os olhos ficavam vermelhos, cansados e irritados. E para pôr fim nisso, somente
um sistema que seja de simples aplicação e de grande resposta ao baixo consumo e
manutenção.
Este sistema com lâmpadas de LED pode proporcionar ótima durabilidade podendo
alcançar 100 mil horas de funcionamento, significando 20 anos sem precisar gastar com
reposição num expediente normal de oito horas. Com alta resistência devido os componentes
de construção serem muito resistentes e sustentar em situações desfavoráveis (exposição a
chuva, vento etc.). Oferece mais eficiência, pois converte noventa por cento da energia usada
em luz, e o custo de energia é bem menor refletindo assim na conta de energia elétrica. Não
possuem matérias tóxicas em sua composição são totalmente recicláveis, o que diminui em
um terço, portanto a emissão de gás carbônico na atmosfera. E com baixa produção de luz
infravermelha e praticamente nenhuma emissão de raio UV na iluminação do ambiente.
Dando-se assim um grande desenvolvimento para um futuro mais sustentável. (ELETRO
ENERGIA , 2016).

1.6. TRABALHOS RELACIONADOS E CONTEXTUALIZAÇÃO

O trabalho acadêmico “Dimensionamento e Instalação de um Sistema de Iluminação


com LED’s Utilizando Sistema Fotovoltaico” trata-se de um artigo sobre elaboração de um
modelo de sistema de iluminação com a utilização de LED’s para a troca do sistema antigo
com lâmpadas incandescentes. Este sistema foi construído na escadaria de emergência do
Centro de Pesquisa em Energia e Redes de Computadores – CPERC, nos cinco andares
4
existentes e no último andar onde se localiza a casa de máquinas, prédio este do mestrado
UNIFACS. Para a alimentação do sistema foi usado energia solar de painéis fotovoltaicos e
baterias estáveis para o estoque desta energia utilizada posteriormente.
Funciona no horário de 17 às 22horas. A bateria que foi carregada durante o dia pelo
painel solar que fornece a energia e o controlador de carga controla a ocorrência de
sobrecorrentes. O sistema não é automático necessitando de um timer. A diferença deste para
o meu trabalho é que venho como uma proposta de um sistema simples com o uso também de
placas fotovoltaicas, porém estas são unicamente responsáveis por toda a alimentação das
lâmpadas de LED no escritório, sem armazenamento de energia em baterias estacionárias e
com sistema já automático. (HELLSTROM VARELA, LIMA TAVARES, et al., 2006).
O artigo acadêmico "Sistema Autônomo de Iluminação Pública de Alta Eficiência -
Baseado em Energia Solar e LED’s expõe um sistema autônomo de iluminação pública como
uso de energia solar (fonte inicial de energia) e baterias (fonte complementar) e os LED’s
como fonte luminosa. Usado para iluminação de locais muito afastados, exemplo rodovias,
trevos, pontos turísticos etc. O sistema com lâmpadas de LED vem com o objetivo em
substituir lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão de 70 w. O projeto considera a reação
do olho humano para uma baixa luminosidade. Para acionar os LED’s usa-se carregador de
baterias, banco de baterias e circuito de acionamento, este último fornece níveis de correntes
necessários aos LED’s. Todo o projeto opera em corrente continua, sem a necessidade dos
inversores. A diferença deste artigo para o meu trabalho é que sugiro um sistema elementar
com o uso também de placas fotovoltaicas como fonte inicial e a própria rede da
concessionária como fonte complementar, tudo sendo feito de maneira automática. Sendo as
placas solares unicamente responsáveis por toda a alimentação das lâmpadas de LED no
escritório durante o dia, sem armazenamento de energia em baterias e na parte da tarde e noite
o sistema é substituído pela rede da concessionária. (S. DOS SANTOS, RECH, et al., 2010).
A monografia “Estudo para Revitalização do Sistema de Iluminação a LED
Alimentado por Painéis Fotovoltaicos na Pista de Atletismo da UTFPR – Campus Pato
Branco” relata sobre o desenvolvimento da revitalização da iluminação de uma pista de
atletismo da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde hoje já existe a
iluminação com luminárias de LED alimentadas por painel solar e baterias, porém não é um
projeto luminotécnico eficaz. Segundo diz a diretora da universidade a manutenção é
insuficiente e o sistema necessita de aperfeiçoamento no nível de luminosidade para o uso nos
horários noturnos. Diagnóstico de baixo índice de iluminância com 0,78 lux, potência abaixo
da necessária com 6 Watts, bateria de baixa capacidade com 9 ampere/hora e painel solar
5
também com baixa potência de 20 Watts. A diferença é que o meu trabalho sugere de um
sistema simples com o uso também de placas fotovoltaicas, porém estas são unicamente
responsáveis por toda a alimentação das lâmpadas de LED no escritório, sem a necessidade de
armazenamento de energia em baterias e manutenção nas mesmas e uso da rede da
concessionária como fonte complementar através de um circuito comutador. (NAZARENO
MARQUES, 2014).

1.7. JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA

Cada dia mais com o avanço das tecnologias e a busca por um planeta mais
sustentável tem chamado à atenção de muitas empresas em todo o mundo. O termo
sustentabilidade origina do latim “sustentare”, que significa ter técnica de conservar a
existência e trabalho em período definido. Ou seja, a sustentabilidade não se trata apenas pelo
zelo ao meio ambiente, mas sim um cuidado contínuo na administração dos recursos,
pensando no que será dado para as gerações futuras. Para que sejamos sustentáveis é preciso
cuidar da natureza de maneira que esta seja capaz de fornecer vida saudável a próximas
gerações, sem a ocorrência do seu esgotamento completo e sem que seja destruída. (PLANET,
2016).
O interesse no estudo do tema está justamente ligado na proposta de um sistema
sustentável com lâmpadas de LED e painéis solares. Os LED’s por serem considerados
completamente renováveis, por não possuírem elementos poluentes como as lâmpadas
fluorescentes, reduzindo assim o lixo produzido. E os painéis solares que fazem toda a
produção de energia elétrica considerada limpa por não esgotar a fonte principal que é o Sol.
Trazendo deste modo para a empresa uma redução no consumo energético e lucro financeiro,
servindo assim de modelo para muitas outras empresas. E despertando cada vez mais o
interesse do assunto por acadêmicos e pesquisadores para novos avanços e aperfeiçoamento
das lâmpadas, painéis e demais equipamentos que compõem o sistema para uma larga
empregabilidade no mundo empresarial. (PLANET, 2016).

1.8. METODOLOGIA

A primeira fase deste trabalho compreenderá num exame bibliográfico, partir de sites
oficiais, artigos, manuais, normas e livros, sobre os temas significativos para o andamento do
projeto sugerido. Como os principais conceitos e grandezas da luminotécnica, que serão
comparados entre seus valores medidos e valores estabelecidos pelas normas técnicas,
6
exemplo a norma NBR ISO/CIE 8995-1 que trata sobre iluminação de ambientes de trabalho,
com o objetivo de obterem valores que atendam em melhor desempenho para a tomada de
decisão de quais lâmpadas e luminárias deverão ser usadas no escritório (ABNT, 2013). A
definição da quantidade de lâmpadas também pode ser evidenciada na norma NBR 5413, com
a tabela que mostra os valores de iluminância de acordo com a classe visual de trabalho
(ABNT, 1992).
A segunda fase já se refere ao diagnóstico do sistema atual e a proposta de substituição
pelo novo sistema com lâmpadas de LED e painel solar. Nesta fase acontece a coleta de dados
sobre o local, atividade exercida, informações sobre a iluminância atual e a necessária, planta
com as dimensões do ambiente de estudo, utilização de software para construção do projeto
luminotécnico, um exemplo é o software DIALUX que calcula, escolhe e posiciona as
luminárias em conformidade com o ambiente, fornece as linhas isográficas de iluminância e
gera um resumo técnico, através da ferramenta “Projeto Inteiro”, com visualização
luminotécnica completa do projeto (Projeto de Iluminação - Dialux Evo [TUTORIAL], 2017).
E pesquisa sobre os equipamentos adequados (painel, inversor, controlador e circuito de
comutação) para atender a alimentação do novo sistema.
A pesquisa sobre os equipamentos adequados envolve os diferentes modelos de painel
solar, exemplos painel solar de silício monocristalino, painel solar de silício policristalino e
entre outros, para emprego em companhias e também o conhecimento de suas vantagens e
desvantagens (SOLAR, 2011). Já se tratando do inversor para uma escolha eficiente deve ser
levado algumas considerações: como inversor com ou sem transformador, grau de proteção
contra água e poeira conforme a norma NBR IEC 60529, eficiência do inversor fotovoltaico
entre outros parâmetros (SOLAR, 2011). Por fim temos o controlador e circuito comutador
que devem ser selecionados conforme o tipo do painel fotovoltaico usado no sistema
(NEOSOLAR).
Existem dois tipos de controlador, o PWM (Modulação de Largura de Pulso) e o
MPPT (Acompanhamento máximo do ponto de potência). A escolha do controlador depende
da tensão gerada pela placa solar. Caso essa geração seja muito maior que a necessária é
aconselhável o uso do controlador PWM, pois terá o mesmo desempenho do controlador
MPPT sendo que com um preço mais barato. Mas se o sistema exigir uma tensão maior do
que a fornecida, somente o controlador MPPT suprirá essa necessidade, pois este consegue
um aproveitamento muito maior da capacidade de geração do painel solar (ENERGIA, 2015).

7
1.9. ORGANIZAÇÃO DO TEXTO

Este documento está dividido em seis capítulos. No primeiro capítulo apresenta-se o


projeto, expondo uma breve contextualização e apresentando a problemática vislumbrada,
assim como os objetivos. No segundo capítulo é realizada a fundamentação teórica do projeto
proposto. Que consiste na revisão de textos, artigos, livros, normas, enfim, todo o material
pertinente à revisão da literatura que será usada no desenvolvimento do projeto
luminotécnico. O entendimento sobre os principais conceitos das grandezas luminotécnicas,
como por exemplo, fluxo luminoso, iluminância, índice de ofuscamento unificado, índice de
reprodução de cor entre outras grandezas (MATTEDE). Para que assim possam ser
comparadas entre os valores teóricos coletados com os valores estabelecidos pelas normas
NBR ISO/CIE 8995-1 e NBR 5413 (ABNT, 2013).
O terceiro capítulo tratará de toda a parte de captação, geração e controle de energia
solar em elétrica com o uso de painel solar, inversor e controlador de carga. Conhecer os
diferentes tipos de painéis (silício monocristalino, silício policristalino entre outros) e suas
vantagens e desvantagens (SOLAR, 2011), bem como entender através de alguns critérios,
como por exemplo, eficiência e grau de proteção contra água/poeira do inversor, qual de fato
é o melhor inversor a ser empregado para o sistema (SOLAR, 2011). E para o controle de
possíveis sobrecargas no sistema, têm-se os controladores de carga, analisando como escolher
de fato o que atenderá as necessidades do projeto (BORTIGNON, 2011).
O quarto capítulo abordará a importância da temática energia fotovoltaica versus
sustentabilidade, investimento, legislação e projeto proposto para o mundo empresarial. A
energia fotovoltaica considerada energia renovável, ou seja, são fontes de energia naturais que
não se esgotam devido ao rápido tempo de regeneração. Indicada como fonte sustentável,
resulta numa diminuição de emissão de gás carbônico por parte das termelétricas (SOLAR,
2011). O portal pensamento verde diz que ter ações sustentáveis é incentivar, preservar e
colaborar para um futuro melhor, com práticas que sugerem planos ecológicos adequados e
garante a qualidade, o nível econômico sendo socialmente corretos. Estas práticas sustentáveis
que definem a questão de responsabilidade social. O quinto capítulo é a apresentação do
protótipo do circuito comutador, com a descrição de cada material utilizado na confecção do
mesmo e também o seu funcionamento. Já o sexto capítulo finalizará o estudo de todo o
projeto com as estimativas de resultados esperados em potência luminosa e energética, e com
possíveis reduções econômicas na conta de energia em mais de noventa e cinco por cento
(VERDE, 2014).

8
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. HISTÓRIA E EVOLUÇÃO DA LUMINOTÉCNICA

A história sobre fontes luminosas elétricas inicia-se a mais de 150 anos. E ilustra os
diferentes tipos de fontes de luz com o passar do tempo, como visto na Figura 1.
Figura 1 - Diferentes Fontes de Luz e sua Evolução

Fonte: (CAVALIN e CERVELIN, 2014)


A primeira lâmpada incandescente produzida foi em 1854 por Heinrich Goebel, como
mostra a Figura 2.
Figura 2 - Primeira Lâmpada Criada em 1854

Fonte: (CAVALIN e CERVELIN, 2014)

9
Em 1879, depois de passado mais 25 anos, é que a fabricação de lâmpadas
incandescentes aconteceu em grande escala, isso devido a importantes estudos efetuados pelo
cientista Thomas Alva Edison, visto na Figura 3.
Figura 3 - Cientista Thomas Alva Edison

Fonte: (BOREAL LED, 2018)

Esse avanço da construção, em 1854, da lâmpada incandescente de Heinrich Goebel


foi com o uso de filamento de carvão no interior de um bulbo de vidro e ligação feita por
pilhas primitivas. Este trabalho não teve prosseguimento, por ausência de investimento e
outras complicações na época (CAVALIN e CERVELIN, 2014).
No ano de 1878 uma nova lâmpada incandescente foi desenvolvida, por Joseph
Wilson Swan, vista na Figura 4, com os mesmos aspectos que a lâmpada criada por Heinrich
Goebel e também foi um projeto sem continuidade.
Figura 4 - Lâmpada criada por Joseph Wilson Swan

Fonte: (CAVALIN e CERVELIN, 2014)

10
Já no ano de 1879, uma sequência de estudos experimentais foi feita, por Thomas
Alva Edison, referentes a incandescência dos fios dando preferência ao que tinha de melhor
na época que era o filamento de carvão. Com o passar do tempo aconteceu a substituição, em
1898 pelo químico e empresário Auer Von Welsbach, do filamento de carvão pelo filamento
metálico ósmico, dando-se uma descoberta de melhoria das lâmpadas, vista na Figura 5, e
causando mudança intensa no processo de iluminação do século XIX (CAVALIN e
CERVELIN, 2014).
Figura 5 - Lâmpada com Filamento de Ósmio

Fonte: (CAVALIN e CERVELIN, 2014)

Um grande aperfeiçoamento científico aconteceu, em 1913, com a fabricação do


filamento de molde espiral, visto na Figura 6, alcançando assim um considerável progresso no
rendimento luminoso deste tipo da lâmpada.
Figura 6 - Lâmpada com Filamento Espiral

Fonte: (CAVALIN e CERVELIN, 2014)

Conforme foi seguindo os anos, apareceram diversas ideias, como a substituição do


filamento de ósmio pelo filamento de tungstênio, com um ponto de fusão (3.387ºCelsius)
muito melhor para as exigências técnicas na época. Isso tudo com a finalidade de fazer crescer
a vida útil da lâmpada. Depois veio a descoberta que a excitação do mercúrio gerava
11
luminosidade, daí a criação da lâmpada a vapor de mercúrio por Peter Cooper Hewitt, vista na
Figura 7, em 1901, e por último a lâmpada de néon a mais propagada comercialmente
(CAVALIN e CERVELIN, 2014).
Figura 7 - Lâmpada fluorescente, a vapor de mercúrio e mista

Fonte: (CAVALIN e CERVELIN, 2014)

O estudo de desenvolvimento das lâmpadas fluorescentes começou pelo físico francês


Alexandre E. Becquerel, que investigou todo o comportamento da fluorescência e
fosforescência, e fez algumas considerações a respeito da estruturação dos tubos
fluorescentes. A lâmpada de vapor de mercúrio foi o modelo inicial do ciclo contemporâneo
de lâmpadas fluorescentes de hoje. A primeira lâmpada fluorescente, proveniente de ensaios
bem-realizados, surgiu no ano 1934 (CAVALIN e CERVELIN, 2014), pelo físico Arthur
Compton, e também consultor da empresa GE. Mais tarde, em 1976, foi criada a lâmpada
compacta, pelo engenheiro Edward E. Hammer, devido dificuldades financeiras da General
Electric (GE) o projeto não foi executado. Só em 1995 que as lâmpadas fluorescentes
compactas helicoidais, vista na Figura 8, foram produzidas na China e campeã no comércio
(NOVA ELETRONICA, 2015).

12
Figura 8 - Lâmpada Fluorescente Compacta Helicoidal

Fonte: Adaptado de http://blog novaeletronica.com.br/


como-funciona-a-lampada-fluorescente/, acessado em 26/06/2018

O estudo sobre os Diodos Emissores de Luz (LED) iniciou em 1961, por Robert Biard
e Gary Pittman, com a evidenciação da radiação infravermelha pelo gás arsenieto de gálio
através da aplicação de corrente elétrica sobre este. Apenas em 1962 que foi possível captar
luz visível de cor vermelha através de um LED, pois antes não era possível. E essa conquista
se deu por Nick Holonyak da empresa General Electric e é por esta razão que Nick é visto
como “pai do LED”. Já em 1971 aparece o LED azul, porém com uma intensidade de luz
muito fraca (VILUX, 1995). Somente no ano de 1889 que a criação das lâmpadas de LED
azuis pelos professores universitários Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura,
Inventores do moderno LED azul, vistos na Figura 9, possibilitou a transformação da maneira
de iluminar o planeta, com baixo consumo de energia e durável conservação das lâmpadas
(BAIMA, 2014).
Figura 9 - Inventores do LED Azul

Fonte: Adaptado de https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/


inventores-das-lampadas-led-azuis-ficam-com-nobel-de-fisica-de-2014-14166211, acessado em 26/06/2018

13
2.2. QUAL A NECESSIDADE DE UMA ÓTIMA ILUMINAÇÃO

A constante mudança na estruturação de um amanhã melhor pelo ser humano, se dá


pelas respostas de estudos e avanços tecnológicos. A iluminação elétrica é considerada dentre
muitas tecnologias, a mais favorável dos últimos cem anos, no que diz respeito a evolução da
história e a busca por um ambiente cada vez mais adequado e conveniente para a saúde
humana. A iluminação empregada de maneira admissível pode apresentar diversas vantagens,
como: cuidado com a visão, modificações favoráveis no sistema nervoso vegetativo, e este faz
o controle de uma boa respiração, circulação do sangue, controle de temperatura corporal,
resultando em bom rendimento de trabalho, redução dos riscos de acidentes e garantia de
segurança (CAVALIN e CERVELIN, 2014).
Dentro de um mundo cada vez mais capitalista e uma economia de traços ambiciosos,
obstinado sempre ao consumismo e alta rentabilidade e com vários tipos diferentes de postos
de trabalho, faz com que a visão do empregado fique exposta a uma alta luminosidade. E já
com uma exposição mais aceitável, não turva, em fim saudável, trará como consequência a
redução da exaustão no posto de trabalho. Hoje as empresas sejam comerciais ou mesmo
indústrias conseguem identificar tal benefício e estão dando mais valor ao assunto sobre
eficiência luminosa (CAVALIN e CERVELIN, 2014). E para isso muitas empresas tem
utilizados lâmpadas de LED que proporcionam economia de consumo, maior vida útil, fácil
instalação, já que dispensam reatores e transformados, e podem ser automatizadas (RAWI
ARQUITETURA + INTERIORES, 2017).

2.3. GRANDEZAS LUMINOTÉCNICAS E SEUS CONCEITOS

Para que seja feita a escolha correta do tipo de iluminação e todos os cálculos
luminotécnicos necessários é fundamental conhecer a definição de luminotécnica e as
diferentes grandezas envolvidas, com os seus devidos conceitos. Luminotécnica significa o
estudo detalhado sobre as técnicas de fontes luminosas artificiais por meio da energia elétrica
(CAVALIN e CERVELIN, 2014).

14
2.3.1 Luz

É a presença de energia radiante que um indivíduo consegue observar através da


sensação visual, estabelecida pelo estímulo da retina. A faixa de radiações eletromagnéticas
percebida pelo olho humano tem como comprimento de onda de 3800 a 7600 angstroms. O
comprimento de onda é o afastamento entre cristas sequentes de uma onda, a Figura 10 ilustra
o gráfico de amplitude versus espaço sobre tal comprimento de onda (CREDER, 2015).
Figura 10 - Espectro da luz visível em função do comprimento de onda

Fonte: (CREDER, 2015)


2.3.3 Intensidade Luminosa

É a potência de emissão de energia aparente disponível numa certa direção. Isso


porque uma fonte luminosa não propaga igualmente esta potência em todas as direções, a
Figura 11 ilustra bem tal comportamento. Sua unidade de medida é candela (cd) (CAVALIN e
CERVELIN, 2014).
Figura 11 - Intensidade Luminosa

Fonte: Adaptado de http://projetoledhis.blogspot.com/2011/09/


conceitos html, acessado em 27/06/2018

15
2.3.4 Fluxo Luminoso

É a potência de emissão de energia total em todas as direções, vista na Figura 12, por
uma fonte luminosa com capacidade de estimular a retina ocular ao recebimento da
luminosidade. Sua unidade de medida é realizada em lúmens (lm), geralmente tal grandeza é
especificada no catalogo do fabricante da fonte luminosa (CAVALIN e CERVELIN, 2014).
Figura 12 – Fluxo Luminoso em uma Lâmpada

Fonte: Adaptado de https://forjandoideias.wordpress.com/2015/06/15/


dicas-de-iluminacao/, acessado em 27/06/2018

2.3.5 Iluminância

Também chamada de iluminamento, é a grandeza que correlaciona o fluxo luminoso


que chega em um determinado espaço pela área deste espaço, grandeza ilustrada na Figura 13.
Sua unidade de medida é lux (lx). O fluxo é medido em lúmen e a área em metro quadrado.
Figura 13 – Iluminância numa Superfície

Fonte: (CAVALIN e CERVELIN, 2014)

16
2.3.5 Luminância
É a grandeza que mede o grau de compactação da intensidade de uma fonte luminosa
refletida em uma determinada direção, vista na Figura 14. Esta grandeza é medida em candela
por metro quadrado (cd/m2), e está diretamente ligada com a preocupação das cores de
paredes, teto e piso do ambiente, e também com a limpeza e luminárias do local. Para o
cálculo da luminância é preciso do fator de iluminância encontrado em tabelas disponíveis
pelos fabricantes de luminárias. Tal fator reuni todas as superfícies considerando como uma
só bem como a higiene do local. Quanto maior a propagação da luz, maior será a luminância
do ambiente, desta maneira a redução do número de pontos de luz simboliza economia
(GRUPO LUMICENTER LIGHTING, 2017).
Figura 14 – Luminância numa Direção

Fonte: Adaptado de http://fotografiaenfasis.blogspot.com/2016/05/


luminancia html, acessado em 27/06/2018

2.3.6 Eficiência Luminosa

Também definida como eficácia luminosa, corresponde a grandeza que verifica qual é
a fonte luminosa que dará mais resultado, representa o quociente entre o fluxo luminoso
emitido em lumens pela potência consumida da fonte em Watts. Sua unidade de medida é o
lúmen por Watt (lm/W), a Figura 15 representa a evolução da eficiência ao longo dos séculos.
Quanto maior a quantidade de lumens por Watts, mais resultado essa fonte luminosa dará
(GRUPO LUMICENTER LIGHTING, 2017).

17
Figura 15 – Evolução da eficiência luminosa

Fonte: Adaptado de https://www mega8.pt/tag/


iluminacao-2/?print=pdf-search, acessado em 27/06/2018

2.4. TIPOS DE LÂMPADAS EXISTENTES NA LUMINOTÉCNICA

2.4.1 Tipos de Lâmpadas

São vários os tipos e modelos para uso comercial e até residencial, e a escolha vai
depender de vários fatores mencionados posteriormente conforme as normas da ABNT.
Sabendo que as lâmpadas proporcionam energia em forma de luz através da sustentação de
luminárias que garantem sua integridade e uma ótima aparência. As lâmpadas elétricas se
dividem em três categorias: incandescentes; descargas e estado sólido (Diodo Emissor de Luz
– LED) (CREDER, 2015).

2.4.1.1 Lâmpadas Incandescentes

As lâmpadas incandescentes são muito usadas em ambientes que se pretende iluminar


uma tarefa especifica, sendo fácil de transportar e agilidade na escolha dos vários ângulos de
facho de luz. Podem ser utilizadas como lâmpadas refletoras com auxílio de luminárias. Em
domicílios são empregadas na iluminação geral dos cômodos. Já em estabelecimentos
comerciais são usadas para evidenciar produtos, iluminar equipamentos de produção, também
em estufas de secagem etc. E constitui-se basicamente de filamento, bulbo e base, como
ilustra a Figura 16 (CARVALHO JÚNIOR, 2015).

18
Figura 16 – Constituição da lâmpada incandescente

Fonte: (CARVALHO JÚNIOR, 2015)

Outro tipo muito aprimorado são as alógenas, compostas por tubo de quartzo,
filamento de tungstênio e partículas de iodo, flúor e bromo acrescido de gás. São mais
duráveis, com maior eficiência luminosa e com ótima representação das cores em relação as
lâmpadas incandescentes comuns (CREDER, 2015).

2.4.1.2 Lâmpadas de Descarga

As lâmpadas fluorescentes são lâmpadas de descarga de pouca pressão, sendo seu tubo
de vidro acrescido de gases e uma pequena porção de mercúrio. A superfície de vidro do tubo
é preenchida por uma camada de fósforo e nas pontas do tubo existem eletrodos. Quando a
descarga elétrica acontece entre as pontas da lâmpada, o vapor de mercúrio libera a radiação
UV, que quando combinada com o fósforo, faz com que este passe a propagar luz visível,
como visto na Figura 17. A coloração da luz é adquirida por meio de composições divergentes
de pó fluorescente (VOITILLE, 2018).
Figura 17 – Lâmpada fluorescente

Fonte: (CREDER, 2015)

19
2.4.1.3 Lâmpadas de Estado Sólido – LEDs

São conceituadas como as lâmpadas mais avançadas em tecnologia. Transformam a


energia elétrica em energia luminosa por meio de pequenos chips e possuem diversos modelos
e aplicações, como visto na Figura 18. Devido como um produto ecologicamente sustentável
por utilizar de pouca energia e ter uma vida muito longa. Vem substituindo as lâmpadas
fluorescentes por conta da alta eficiência luminosa e baixo consumo (VOITILLE, 2018). Seu
uso está muito empregado em painéis, aparelhos eletrônicos, semáforos e agora ganhando
espaço em estabelecimentos comerciais e domiciliares (CREDER, 2015).
Figura 18 – Leds e suas aplicações.

Fonte: (CARVALHO JÚNIOR, 2015)

20
2.4.2 Características de alguns Tipos de Lâmpadas

Entre os diversos tipos de lâmpadas, as que se destacam devido ao estudo proposto são
as lâmpadas fluorescentes e as lâmpadas de LED. Observando resumidamente suas
características na Tabela 1, o tipo fluorescente tem como vantagem baixo custo e boa vida
útil e já as lâmpadas de LED têm como vantagem o baixo consumo de energia e uma vida útil
muito maior. E o tempo de vida da lâmpada fluorescente diminui com o constante hábito de
acender e desligar. E a lâmpada de LED utilizam dispositivos eletrônicos para que sejam
acionadas (CARVALHO JÚNIOR, 2015).
Tabela 1 – Características dos Diferentes Tipos de Lâmpadas

Vida
Potência
Tipo de lâmpadas média Vantagens Desvantagens Observações
(watts)
(h)

40
60
Incandescente 100
1.0000
comum 150 Baixa eficiência luminosa e,
200 Iluminação geral e localização de Ligação imediata, sem
por isso, custo de uso elevado;
interiores. necessidade de
alta produção de calor; vida
Tamanho reduzido e custo baixo. dispositivos
36 média curta.
auxiliares.
54
Incandescente
67 7
especial
90

Substituem lâmpadas
160 Custo elevado; demora cinco Não necessita de
incandescentes normais de elevada
250 minutos para atingir 80% do dispositivos
Mista 6.000 potência. Pequeno volume. Boa
500 fluxo luminoso. auxiliares, e é ligada
vida média.
somente em 220 volts.
Custo elevado, que pode ser
80
amortizado durante o uso; Necessita de
125 Boa eficiência luminosa, pequeno
demora de quatro/cinco dispositivos auxiliares
Vapor de mercúrio 250 15.000 volume, longa vida média.
minutos ara chegar à emissão (reator) e é ligada
400
luminosa máxima. somente em 220 volts.

15
20 7.500 Necessita de
Fluorescente comum 30 a Ótima eficiência luminosa e baixo
dispositivos auxiliares
40 12.000 custo de funcionamento. Boa Custo elevado de instalação
(reator mais starter ou
reprodução de cores. Boa vida (dependendo do tipo de reator).
somente reator de
média.
16 partida rápida)
Fluorescente
32 7.500
especial

5
10 A vida mediana
3.000 Ótima eficiência luminosa. Baixo
15 diminui muito em
Fluorescente A custo. Boa vida média. Boa Custo mais elevado que as
20 função da frequência
compacta 12.000 reprodução de cores. incandescentes.
25 de acendimentos e
40 desligamentos.

Ótima eficiência luminosa, longa


50
vida, baixo custo de funcionamento,
70 Custo elevado que é Necessita de
dimensões reduzidas, nenhuma
100 amortizado com uso. Demora dispositivos auxiliares
Vapor de sódio alta limitação para a posição de
150 18.000 em torno de cinco minutos para específicos (reator +
pressão funcionamento, razoável
250 atingir 90% do fluxo luminoso ignitor) e é ligada em
rendimento cromático (apresenta
400 total. 220 volts.
uma luz e cor branco-dourada).

21
20
35
Necessita de
50 Iluminação decorativa (utilizada em
Halógenas 2.000 Custo e consumo elevado. dispositivos auxiliares
75 vários segmentos).
para sua ligação.
100

Baixo custo de substituição devido


20 Pode ser ligada
ao grande número de horas de uso.
35 Consumo de energia mais diretamente ou através
Dicróica 2.000 Iluminação direcionada e decorativa
50 elevado. Luminosidade quente. de dispositivos
(destaque).
auxiliares.
Fiabilidade (muitas
1,5
disparidades na qualidade dos
3,0 Baixo consumo de energia, maior As lâmpadas são
dispositivos), preço mais
4,0 tempo de vida útil, robustez ligadas através de
elevado (uma boa lâmpada é
Led 5,0 45.000 praticamente não há liberação de dispositivos
necessariamente cara),
6,0 calor e várias opções de cor. eletrônicos embutidos
razoável qualidade e projeção
7,0 na própria lâmpada.
da luz.

Fonte: (CARVALHO JÚNIOR, 2015)

2.5. MÉTODO DE LUMENS PARA CALCULO DE ILUMINAÇÃO

Este método tem por finalidade de calcular toda a iluminação de ambientes internos,
como escritórios, salas de aula, salas de reunião, cozinha de restaurantes e hotéis, sala de
secagem em indústrias, ou seja, uma infinidade de ambientes pode usar este método. Este leva
em consideração as peculiaridades de cada luminária e lâmpada elétrica, não se esquecendo
de considerar as cores das superfícies, como paredes e teto, devido aos índices de reflexão.
Este método baseia-se nas normas NBR 5413 e na NBR 8995-1 (ABNT, 1992). Este segue as
seguintes diretrizes: Determinação do nível de iluminância, seleção da luminária e lâmpadas,
determinação do índice do local, definição do coeficiente de utilização da luminária e
coeficiente de manutenção, cálculo do fluxo luminoso total em lúmens, cálculo do número de
luminárias e por fim ajuste no espaçamento e quantidades de luminárias no ambiente proposto
(DA SILVA NOGUEIRA, 2015).

2.5.1 Determinação do nível de iluminância

Conforme a norma NBR 5413 – Iluminância de interiores existe uma tabela de fatores
determinantes da iluminância apropriada, vista na Tabela 2, e também nesta mesma norma
existe outra tabela que designa a iluminância ideal para cada atividade visual desenvolvida,
vista na Tabela 3. Analisar cada característica para determinar o seu peso, no caso de -1, 0 ou
+1. Somar os três valores encontrados, algebricamente, considerando o sinal e utilizando a
iluminância inferior do grupo, quando o valor total for igual a -2 ou -3, e a iluminância

22
superior quando a soma for +2 ou +3, e por fim iluminância média nos demais casos (DA
SILVA NOGUEIRA, 2015).
Tabela 2 – Fatores determinantes da iluminância adequada

Peso
Características da tarefa e do
observador
-1 0 +1

Superior a 55
Idade Inferior a 40 anos 40 a 55 anos
anos

Velocidade e precisão Sem importância Importante Crítica

Refletância do fundo da tarefa Superior a 70% 30 a 70% Inferior a 30%

Fonte: (ABNT, 1992)

Tabela 3 – Iluminância por classe de tarefas visuais

Iluminância
Classe Tipo de atividade
(lux)

20 – 30 – 50 Áreas públicas com arredores escuros

50 – 75 – 100
A Orientação simples para permanência curta

Iluminação geral para áreas


usadas interruptamente ou 100 – 150 – 200 Recintos não usados para trabalho contínuo;
com tarefas visuais simples depósitos.

200 – 300 – 500 Tarefas com requisitos visuais limitados,


trabalho bruto de maquinaria, escritórios.

B
500 – 750 –
Tarefas com requisitos visuais normais,
1000
Iluminação geral para área de trabalho médio de maquinaria, escritórios.
trabalho

23
1000 – 1500 –
Tarefas com requisitos especiais, gravação
2000
manual, inspeção, indústria de roupas.

2000 – 3000 –
Tarefas visuais exatas e prolongadas,
5000
eletrônica de tamanho pequeno.
C
5000 – 7500 –
Tarefas visuais muito exatas, montagem de
Iluminação adicional para 10000
microeletrônica.
tarefas visuais difíceis

10000 – 15000 –
Tarefas visuais muito especiais, cirurgia.
20000

Fonte: (ABNT, 1992)

2.5.2 Seleção da luminária

A luminária pode ser selecionada conforme alguns fatores vistos na Tabela 4: como a
distribuição adequada de luz, rendimento máximo, estética e aspecto geral, facilidade de
manutenção e limpeza, por fim fatores econômicos (DA SILVA NOGUEIRA, 2015).
Tabela 4 – Classificação da luminária conforme fluxo luminoso

Fluxo luminoso em relação ao plano horizontal


Classificação da luminária
(%)

Para o teto Para o plano de trabalho

Direta 90 – 100
0 – 10

Semi-direta 10 – 40 60 – 90

Indireta 90 – 100 0 – 10

Semi-indireta 60 – 90 10 – 40

Difusa 40 – 60 60 - 40

Fonte: Adaptado de https://prezi.com/4ffzc05_snvm/


metodo-de-lumens/, acessado em 01/07/2018

24
2.5.3 Determinação do índice de reflexão do local (K)

Este índice é calculado relacionando as dimensões do local que vai ser iluminado.
Deve-se levar em conta a distribuição e a absorção da luz, efetuada pelas luminárias. Depois
as dimensões do compartimento que se exprime através do índice do local e por fim as cores
das paredes e teto, caracterizados pelo fator de reflexão. Os fatores de reflexão mudam
conforme as cores. Para conclusão de cálculo luminotécnico, usa-se a Tabela 5 simplificada.
Tabela 5 – Índices de reflexão

Branco 0,7 (70%)

Teto Claro 0,5 (50%)

Médio 0,3 (30%)

Clara 0,5 (50%)

Parede Média 0,3 (30%)

Escura 0,1 (10%)


Fonte: (SILVA NOGUEIRA, 2015)

Este índice de reflexão pode ser calculado pela expressão representada na Equação (1),
onde a letra C representa o comprimento do local em metros, L a largura do local e h
representa a distância da luminária ao plano de trabalho em metros. (DA SILVA
NOGUEIRA, 2015).
C×L
K=
h × (C + L)
(1)

2.5.4 Determinação do coeficiente de utilização (U) da luminária

Parte do fluxo emitido pelas lâmpadas é perdida nas próprias luminárias. O coeficiente
de utilização (u) de uma luminária é a relação entre o fluxo luminoso útil recebido pelo plano
de trabalho e o fluxo total emitido pela luminária, conforme a Equação (2). Este índice
também é obtido por tabelas dos fabricantes de cada tipo de luminária a partir do índice do
local (K) e dos coeficientes de reflexão do teto e paredes (DA SILVA NOGUEIRA, 2015).

𝐹𝐿𝑈𝑋𝑂 𝑈𝑇𝐼𝐿
u=
𝐹𝐿𝑈𝑋𝑂 𝑇𝑂𝑇𝐴𝐿
(2)
25
2.5.5 Coeficiente de manutenção (d)

Diminuição do fluxo luminoso emitido pelas lâmpadas, com o passar do tempo de vida
útil delas, o nível de sujeira que se deposita sobre os aparelhos e a diminuição do poder
refletor das paredes e teto em decorrência do escurecimento progressivo é o que determina o
coeficiente de manutenção, visto no Gráfico 1 (DA SILVA NOGUEIRA, 2015).
Gráfico 1 – Curva para determinação do coeficiente de manutenção

Fonte: (SILVA NOGUEIRA, 2015)

2.5.6 Cálculo do fluxo luminoso total

Com a determinação dos variados índices, calcula-se o fluxo luminoso total a ser
gerado pelas lâmpadas, visto na Equação (3). Sendo E a iluminância determinada pela norma,
S a área do local em metro quadrado, u representa o coeficiente de utilização e a letra d
simboliza o coeficiente de manutenção. (DA SILVA NOGUEIRA, 2015).
E×S
FLUXO TOTAL =
u×d
(3)

26
2.5.7 Cálculo do número de luminárias

Para o cálculo de quantidade das luminárias temos a Equação (4). Sendo o fluxo total
já encontrado e o fluxo da luminária que representa o fluxo luminoso emitido por ela (DA
SILVA NOGUEIRA, 2015).
𝐹𝑙𝑢𝑥𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑛=
𝐹𝑙𝑢𝑥𝑜 𝑑𝑎 𝐿𝑢𝑚𝑖𝑛á𝑟𝑖𝑎
(4)

27
3. CAPTAÇÃO, GERAÇÃO E CONTROLE DE ENERGIA SOLAR

3.1. ENERGIA SOLAR

Neste capítulo será discutido o emprego da energia transmitida pela estrela que dar
vida ao nosso planeta: o Sol. Através deste tipo de energia que transformamos hoje também
em energia elétrica, provindo da análise da eficiência do Sol para tal funcionalidade, com o
uso de painéis fotovoltaicos, inversores e outros equipamentos (RANGEL BORGES NETO e
MARQUES DE CARVALHO, 2012).

3.1.1 Seleção do Painel Solar Mais Adequado

Existe uma imensidade de fatores que precisam ser examinados quando for feita a
escolha do painel solar fotovoltaico (PV) mais adequado para atendê-lo o projeto proposto.
Necessário conhecer os diferentes tipos de placas solares para o uso empresarial e também
compreender as vantagens e desvantagens de cada tipo, tendo em vista a existência de três
principais tecnologias empregadas na fabricação de painéis fotovoltaicos (SOLAR, 2011).

3.1.2 Efeito em potência de um Painel Solar

Ao se tratar em efeito de potência de um painel solar significa relatar sua eficiência em


percentagem de força solar que alcança a face exterior do painel e a converte em grandeza
elétrica para atender o consumo necessário do projeto luminotécnico sugerido. Quanto maior
for esse efeito do painel, mais potência em Watts/m2 o projeto de geração solar irá produzir, e
menor será as dimensões do painel com a idêntica fabricação da energia. Dando um exemplo,
com mil Watts/hora alcançados de produção pelo painel com eficiência de 16,5%, isso
significará uma fabricação de 165watts por hora em metro quadrado, apenas aplicado em
ensaios. Porque no mundo real há outras variáveis a serem ponderadas, no caso o
posicionamento do painel, a temperatura, entre outras variáveis (SOLAR, 2011).

3.1.3 Painel Solar Fotovoltaico de Silício (Si)

A grande maioria dos painéis solares produzidos hoje, num percentual de 80% dos
fabricados são feitos com alguma composição de silício (Si). Neste ano de 2018, os sistemas
fotovoltaicos desenvolvidos para companhias e até mesmo uso residencial usam chegaram a
85% com essa técnica de Silício (Si) empregada. Este material de silício para placas solares

28
atribui diferentes configurações físicas, e a principal distinção entre estas configurações é a
pureza do material. O fato de o material ser mais ou menos puro significa quanto mais
excelente for o enfileiramento das moléculas de silício melhor será a transformação da luz em
energia elétrica. E essa pureza do Silício (Si) que caracteriza a qualidade quanto a eficiência
destes painéis. Existem processos para aprimorar a questão da pureza e este tipo de processo é
tem valor financeiro alto e acabam influenciando no custo final do painel (ENEL X, 2016).

3.1.4 Tipos de Painel Solar Fotovoltaico

3.1.4.1 Painel Solar de Silício Monocristalino

O painel solar de silício monocristalino tem uma eficiência superior se comparado


com os demais tipos e a técnica chamada “monocristalina” empregada para este é a tecnologia
mais inveterada. Possuindo valores de 15 e 22 por cento de eficiência, conforme Tabela 6. E é
o tipo mais fácil de identificar se visualizado próximo. Apresenta coloração homogênea,
sinalizando ser de elevada pureza e contendo quinas exclusivamente curvas. Este modelo de
painel é fabricado segundo os “lingotes de silício de configuração cilíndrica”, ou seja, de um
único cristal de silício extremamente puro, conforme Figura 19. E este cristal é cortado em
partes obtendo assim lâminas de silício particulares e passam por um tratamento e
modificação em células fotovoltaicas. Logo a composição deste painel representa uma matriz
com células dispostas em série e paralelo, conforme Figura 20 (SOLAR VOLT, 2018).
Figura 19- Lingote de silício monocristalino

Fonte: Adaptado de https://www.portalsolar.com.br/


tipos-de-painel-solar-fotovoltaico html, acessado em 13/09/2018

29
Figura 20 - Painel Solar Fotovoltaico Monocristalino

Fonte: Adaptado de https://www.portalsolar.com.br/


tipos-de-painel-solar-fotovoltaico html, acessado em 13/09/2018
Tabela 6 - Características do Painel Tipo Monocristalino

Eficiência Média de um Painel Tipo


15% e 22%
Monocristalino

Técnica Empregada Czochralski

Dimensões das Células Fotovoltaicas 10x10cm; 12,5x12,5cm; 15x15

Aparência Arredondada

Azul escuro ou praticamente preto (com


Coloração antirreflexo); cinza ou azul quase cinza (sem
antirreflexo)

Fonte: Adaptado de https://www.portalsolar.com.br/


tipos-de-painel-solar-fotovoltaico html, acessado em 13/09/2018

Os painéis solares monocristalino têm diversas vantagens. Como já falado dispõem da


mais elevada eficiência de todas as técnicas existentes na atualidade. Estes necessitam de uma
área menor se comparados com os demais. E produzem a mesma capacidade de energia
elétrica. Em situação de pequena luminosidade, estes trabalham de forma superior aos de
modelo policristalino. E abrangem uma durabilidade de trinta anos de vida tendo como
garantia pela maioria dos fabricantes de vinte e cinco anos. Já como desvantagem tem: a
30
questão do elevado custo se comparado com os modelos policristalino e de filme fino.
Durante a técnica Czochralski (CZ) enormes lingotes cilíndricos são fabricados e quando
divididos em lâminas, uma quantia importante não é utilizada nesta mesma célula
necessitando ser reaproveitado (PORTAL DA ENERGIA, 2018).

3.1.4.2 Painel Solar de Silício Policristalino

O processo de fabricação do modelo policristalino e do monocristalino usam o mesmo


material que é o Silício (Si), porém a distinção entre os modelos está no processo de
derretimento dos cristais de silício. No modelo policristalino, estes cristais são derretidos no
calor na forma de bloco e mantendo a composição em diversos cristais, por isso a
nomenclatura de poli. Durante o processo de fatiamento deste bloco é notável o arranjo em
múltiplos cristais, conforme Figura 21. Neste modelo as células que o compõem tem
eficiência baixa (14 e 20%), conforme Tabela 7. E este modelo policristalino foi incorporado
para comercialização no ano de 1981, com os modelos polissilício (p-Si) e silício multi-
cristalino (mc-Si) (SOLAR VOLT, 2018).
Figura 21 - Painel Solar Fotovoltaico Policristalino

Fonte: Adaptado de https://www.portalsolar.com.br/


tipos-de-painel-solar-fotovoltaico html, acessado em 14/09/2018

31
Tabela 7 - Características do Painel Tipo Policristalino

Eficiência Média de um Painel


14% e 20%
Tipo Monocristalino

Técnica Empregada Fundição de polissilício, aquecimento em forma.

Dimensões das Células


10x10cm; 12,5x12,5cm; 15x15
Fotovoltaicas

Aparência Quadrada

Azul (com antirreflexo) e cinza prateado (sem


Coloração
antirreflexo)

Fonte: Adaptado de https://www.portalsolar.com.br/


tipos-de-painel-solar-fotovoltaico html, acessado em 15/09/2018

Os painéis solares policristalino têm como vantagens, no processo de fabricação, uma


porção menor em sobras de material de silício se igualados aos modelos monocristalinos.
Possuem uma durabilidade de trinta anos, com garantia pelas empresas produtoras de vinte e
cinco anos. E tem seu valor mais econômico do que os painéis monocristalinos. Já as
desvantagens são a baixa eficiência entre 14 e 20 por cento, devido à baixa pureza do
polissilício. Menor produção de potência em Watts/metro quadrado. Significando uma
necessidade maior em número de painéis, um espaço de acomodação maior, para a produção
da mesma quantidade de potência do modelo monocristalino (ENEL X, 2016).

3.1.4.3 Painel Solar de Filme Fino

Os painéis solares de filme fino são também denominados como células fotovoltaicas
de película fina (Figura 22). A parte fundamental na produção deste tipo de painel está na
armazenagem de camadas finas de material fotovoltaico sobre um interior (substrato). E este
interior pode compor diferentes armazenagens (Silício amorfo; Telureto de cádmio; Cobre
índio e gálio seleneto; e células solares fotovoltaicas orgânicas), o que classifica este tipo de
painel de filme fino em vários outros modelos. Conforme a técnica empregada, estes painéis

32
podem ter uma eficiência entre 7 e 13 por cento, e pode até chegar em dezesseis por cento de
eficiência (PORTAL DA ENERGIA, 2018).
Figura 22 - Painel Solar de Filme Fino

Fonte: Adaptado de https://www.portalsolar.com.br/


tipos-de-painel-solar-fotovoltaico html, acessado em 15/09/2018

3.1.5 Inversor Solar

O inversor solar é o aparelho eletrônico, num sistema fotovoltaico, que tem a tarefa de
transformar a componente contínua (CC) em alternada (CA), no caso esta componente é a
corrente elétrica. Uma segunda função seria de funcionar como um aparelho adequador de
energia e assegurar assim a proteção do sistema solar fotovoltaico. A etapa de transformação
energética significa em fornecer uma componente alternada (tensão ou corrente) na saída do
inversor, e para acontecer de forma favorável, usa-se uma componente continua (tensão ou
corrente) para abastecer essa saída. Os inversores são constituídos de interruptores e/ou
chaves eletrônicas (transistor bipolar de porta isolada – IGBT; transistor portão integrado
controlado – IGCT; ou transistor de efeito de campo metal-oxido-semicondutor – MOSFET).
A boa eficiência do equipamento é primordial, para converter a corrente continua em
alternada. Tendo uma tolerância mínima permissível de noventa e quatro porcento (PHB
SOLAR, 2018).
Para ser conceituado como seguro, o inversor precisa atender as recomendações da
norma NBR IEC 60529. Nesta norma são determinados os estágios de proteção para o
recobrimento de equipamentos eletrônicos, chamados de códigos IP. O grau mínimo aceitável
é o código IP55, ou seja, representa a proteção contra poeira depressão: 200 mm de coluna
d’água máxima aspiração de ar: 80 vezes o volume do invólucro e proteção contra jatos

33
d’água, conforme Figura 23. O inversor pode ser alocado em diferentes locais, tudo vai
depender do seu objetivo. Em uso residencial são instalados próximo ao quadro de energia. Já
em companhias e indústrias, são normalmente instalados em sala especifica para acomodar
este tipo de aparelho (SOLAR, 2011).
Figura 23 - Grau de Proteção

Fonte: Adaptado de http://omegatrafo.com.br/ip.pdf, acessado em 16/09/2018.

Hoje o modelo de inversor mais empregado no mercado é o do tipo “grid tie”, que faz
a conexão entre o sistema solar fotovoltaico e a rede elétrica. Este tipo além de ser conversor
CC/CA com 110/220 Volt, ele também faz a sincronização com a rede elétrica,
responsabilizando-se pela mesma qualidade de energia oferecida pela rede elétrica sem que
haja desarmonia entre as fontes de energia – painel solar versus rede elétrica da
concessionária, isso tudo por com das proteções elétricas indispensáveis e pela rigorosa
sincronização empregada. Os tipos de inversores “grid tie” são: inversor grid tie central,
inversor grid tie modular, inversor grid tie com múltiplos (MPPTs), inversor grid tie com
MPPTs individuais, microinversores grid tie (NEOSOLAR, 2011).
a. Inversor grid tie central: Ganha energia de diversas placas solares, conectados em série
e paralelo, conforme Figura 24, mantendo-se com apenas um otimizador MPPT e com

34
a função de conversão CC/CA. Devido ao uso de uma quantidade menor de
inversores, o benefício em custo é maior, mas com maior dificuldade de manutenção,
veja este modelo na Figura 25 (PHB SOLAR, 2018).
Figura 24 - Modelo de Inversor Grid-tie Central

Fonte: Adaptadodehttps://www.neosolar.com.br/images/imgs_conteudo/Inversores/
Inversor_grid_tie_Central.jpg, acessado em 16/09/2018
Figura 25 - Inversor Grid-tie Fronius Primo 3.0-1 (3.000W)

Fonte: Adaptado de https://www neosolar.com.br/loja/


inversor-grid-tie-fronius-primo-3-0-1-3000-w html, acessado em 16/09/2018

35
b. Inversor grid tie modular: Neste modelo os inversores são postos em paralelo, cada um
possuindo um otimizador MPPT distinto. Esse tipo de configuração apresenta maior
mobilidade, além da minimização de defeitos, sujeiras e etc. Porque cada fila de
painéis com seu inversor funcionam individualmente, conforme Figura 26
(NEOSOLAR, 2011).

Figura 26 - Modelo de Inversor Grid-tie Modular

Fonte: Adaptado de https://www neosolar.com.br/images/imgs_conteudo/Inversores/


Inversor_grid_tie_Modular.jpg, acessado em 16/09/2018

3.1.6 Controlador de Carga

O controlador de carga é um dos equipamentos fundamentais num sistema de placas


solares, visto na Figura 27, sendo responsável por proteger o sistema de sobrecargas
profundas, e assim assegurar, que a energia fabricada, pelas placas fotovoltaicas, seja usada
com enorme eficácia pelo sistema de iluminação proposto. Este detém de uma diversidade de
dispositivos que alertam de forma permanente o estado de carga do sistema ao utilizador para
que este seja capaz de adequar a instalação conforme particulares indispensáveis. Deve ser
escolhido com muito cuidado e levando em consideração as características do sistema de
placas solares quanto a tensão e corrente empregadas neste sistema (ENERGIA, 2015).

36
Figura 27 - Controlador de Carga Solar

Fonte: Adaptado de https://www.portal-energia.com/wp-content/uploadsthumbs/


controlador-carga-solar1-696x355.jpg, acessado em 16/09/2018

3.1.6.1 Determinação do Controlador/Regulador de Carga Ideal

O regulador de carga é estabelecido pela tensão de operação necessária do sistema e


pelo maior valor de corrente imposto. A eficiência do regulador deve ultrapassar o valor de
corrente das placas solares e também o valor de consumo exigido pelo sistema de iluminação.
Tudo deve ser calculado, tanto a corrente das placas quanto a corrente de consumo e utilizar a
corrente de maior valor. Logo a medida de corrente total deverá ser o quociente entre a
potência consumida e a tensão de operação do aparelho regulador. É fundamental ter atenção
também quanto a corrente necessária de cada aparelho ligado ao sistema. Sempre olhar a
tabela de características de cada produto. A corrente do sistema será o somatório das correntes
mais elevadas e produzidas pelas placas solares. De pose deste somatório, levar em analise a
conexão dos painéis. E por fim escolher o controlador/regulador pela maior medida
identificada seja a de consumo ou a medida da placa (BORTIGNON, 2011).

37
4. ENERGIA SOLAR: SUSTENTABILIDADE, INVESTIMENTO, LEGISLAÇÃO E
PROJETO PROPOSTO

4.1. BENEFICIOS DA ENERGIA SOLAR

A energia solar é considerada, entre as fontes de energia, a de maior sustentabilidade


em todo o planeta, por ter características contínuas e inesgotáveis. Hoje no nosso país a
geração desta energia está muito longe do potencial que ela realmente detém. Conforme as
informações da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, diz que menos de 1% do montante
energético no Brasil origina-se da energia solar. Essa informação se torna muito mais
preocupante quando analisado que, as regiões de péssima irradiação no nosso país têm uma
geração de 30% mais eficaz que o país da Alemanha, que foi uma das nações de maior
geração/uso da energia fotovoltaica em todo planeta, e hoje quem lidera este ranque das
maiores nações produtoras de energia solar é a China, veja a Figura 28 que mostra tal fato
(LOPPNOW, 2018).
Figura 28- Gráfico com o crescimento da energia solar

Fonte: Adaptado de https://www.dw.com/pt-br/produ%C3%A7%C3%A3o-de-energia-renov%C3%A1vel-bateu-


recorde-em-2016/a-38312825, acessado em 17/10/2018.

38
O crescimento da prática de instalação de sistemas solares tem total chance de oferecer
diversas vantagens tanto na visão econômico-financeira como na questão ambiental. O uso
desta energia trará redução no consumo, por exemplo, de energia termelétrica, que é uma das
energias de maior custo, e com isso a economia chegará à conta de energia, como simbolizado
pelo porquinho na Figura 29 (COLAFERRO, 2018).
Figura 29 - Energia Solar e Equilíbrio na Conta de Energia

Fonte: Adaptado de https://blog.bluesol.com.br/wp-content/uploads/2016/12/


vantagens-e-desvantagens-da-energia-solar-min.jpg, acessado em 17/10/2018.

Companhias ou setores empresariais e residenciais que tem em posse o uso da energia


solar representam parte de um planeta mais sustentável e com certa independência e até
simbolizando empreendedores de um sistema alternativo que ajuda não depender totalmente
da concessionária de energia e assim contribuindo para a não ocorrência de possíveis
blecautes (os famosos apagões). E como citado no artigo da Jornalista Stephani Loppnow e
conforme dados do SEBRAE, o procedimento de produção de energia elétrica através da
energia solar não emite dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio e dióxido de carbono como
acontece no processo com combustíveis fósseis. E estes poluentes citados acima causam
sérios problemas a saúde das pessoas e animais e favorecem ao aquecimento global. Por este
motivo que a energia solar é denominada como “energia limpa”, representada na Figura 30
(LOPPNOW, 2018).

39
Figura 30 - Representação da Energia Limpa

Fonte: Adaptado https://riocontrol.com.br/energia-solar/, acessado em 18/10/2018.

4.2. INVESTIMENTO DA ENERGIA SOLAR EM NOSSO PAÍS

A energia solar no Brasil encara um cenário de grande dificuldade na questão do


investimento. Se depara com interesses de grupos de pressão em âmbito político com relação
a produção das “fundamentais” fontes de energia no país, o esforço financeiro passível e a
ausência de investimentos econômicos e educacionais ainda dificultam bastante o
desenvolvimento na geração e produção de energia fotovoltaica em nosso país. Como
exemplo de bom investimento temos o estado de Minas Gerais, considerado no ranque o
estado que mais investiu em tecnologia fotovoltaica no Brasil como mostra a Figura 31, que
exerce a não cobrança de imposto do ICMS para a energia solar, e também o impulsiona
mento de programas como exemplo o Indústria Solar, com sociedade entre órgãos e empresas
catarinenses que tem como meta dar o acesso à energia solar, capaz de se manter com os
próprios ganhos econômicos, para médias e pequenas indústrias. Atitudes estas capazes de
impulsionar e tornar popular a fabricação de energia fotovoltaica no país (MENEGHELLI,
2018).

40
Figura 31 - Ranque dos Estados versus Investimento Fotovoltaico

Fonte: Adaptado https://blog.bluesol.com.br/wp-content/uploads/2018/02/


74517eb2-ee13-4f2c-ba3e-d3a829b24621.jpg, acessado em 18/10/2018.

4.3. ABSOLAR: REPRESENTANTE DO SETOR FOTOVOLTAICO NO BRASIL

O órgão ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) tem se


esforçado para impulsionar e promover esta fonte renovável e inesgotável indicando sua
importância na questão da conservação dos meios naturais, suprindo as necessidades do
presente sem colocar em perigo a disposição para próximas gerações, mostrando que a
tecnologia acessível pode mudar a presente matriz energética e alavancar a economia com
impulsos em empreendimentos. Este órgão foi criado no ano de 2013, e trata-se de pessoa
jurídica sem benefícios financeiros que convoca companhias de todo conjunto produtivo do
ramo fotovoltaico no Brasil. Este tem a função de organizar, ser a imagem e defesa dos
interesses dos aliados, com relação ao progresso do setor e do mercado solar no país
(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA, 2013).

41
4.4. FORNECIMENTO DE RECURSOS NO BRASIL PARA A ENERGIA SOLAR

Mesmo com a difícil realidade no final do ano de 2012, a aplicação da tecnologia solar
começou a acontecer nos últimos anos no pais, concentrando ano após ano números
extraordinários na questão das instalações deste tipo de sistema. Dos motivos para
impressionantes resultados, estão às propostas de linhas de financiamento especiais para a
compra dos sistemas, propostas estas por instituições financeiras, como bancos particulares e
públicos. Com taxas e tempos muito atraentes faz com que o cliente (consumidor) possa pagar
pelo projeto com o próprio lucro adquirido na conta de energia que pode atingir até noventa e
cinco por cento. Pouco tempo atrás o governo federal concedeu um investimento de três
virgula dois bilhões de reais para a energia fotovoltaica no pais, acessível por meio de fundos
constitucionais financeiros e feito por órgãos financeiros registrados (Banco do Nordeste;
Banco Santander; Banco do Brasil; Banco Sicredi; BNDES; Caixa Econômica Federal entre
outros (COLAFERRO, 2018).

4.5. ATUAL USO DA ENERGIA SOLAR NO BRASIL

Hoje o país usa esta energia solar em casas, indústrias, comércios através das usinas ou
fazendas solares. Esta tecnologia se desenvolve a grandes passos pelas diversas vantagens
para uma grande maioria em todo Brasil. E até o fim do ano passado (2017) este setor inseriu
mais de vinte mil sistemas solares e a meta, até terminar o ano de 2018, é inserir mais
cinquenta mil sistemas como este. Podem ser visualizadas através da Figura 32, as
informações de instalação já feitas de estado por estado, analisando quem está mais adiantado
quanto esta tecnologia. Ao que tudo indica em 2020 o pais possuirá cerca de 174 mil projetos
solares ligados a rede instalados. E em 2024 a ideia é de 886 mil projetos solares (LUZ
SOLAR, 2017).

42
Figura 32 - Instalações por Estado

Fonte: Adaptado https://blog.bluesol.com.br/wp-content/uploads/2017/05/


Energia-Solar-no-Brasil-_-N%C3%BAmero-de-sistemas-estado-por-estado.png, acessado em 20/10/2018.

4.6. LEGISLAÇÃO SOBRE ENERGIA SOLAR NO BRASIL

Hoje metade da energia elétrica produzida em nosso país vem de usinas hidrelétricas.
Como este recurso não é renovável e tem se deparado com épocas de seca e de racionamento
em vários estados do Brasil, uma das soluções para enfrentar tal situação, promover
estabilidade para a população e preservar o meio ambiente é com a abertura de implantação da
energia solar. E para expandir o acesso desta energia solar, a legislação brasileira prevê
incentivos e vantagens para residências e empresas que promovem a utilização de energia
solar. A lei nacional proporcionou os seguintes benefícios com o uso desta energia renovável:
isenção de impostos, autoconsumo em locais remotos, créditos de energia, uso desta energia
em áreas comuns ou até compartilhada, por exemplo, entre condomínios, e menos burocracia
no uso de energia solar (ENERGIA TOTAL ENERGIA SOLAR, 2017).
Com a homologação da resolução de número 482 em 2012, que permitiu a expansão
em larga escala no país do uso de projetos de energia solar. As concessionárias de energia
foram forçadas a criar mecanismos que possibilitasse a geração e interação de maneira ativa
pelo consumidor junto a rede pública. Ainda falando da resolução 482/12, de criação da
ANEEL os espaços com enorme consumo de energia, como indústrias, não podem possuir
potência superior à demanda. Por exemplo, uma indústria que solicite novecentos quilos
Watts, o gerador de energia solar não poderá gerar um valor superior. Ressaltando que tal
medida não contempla residências e comércios pequenos. A Agencia Nacional de Energia
43
Elétrica modificou tais condições para reduzir tramites burocrático que envolva o emprego da
energia solar, pois o processo levava uns noventa dias e agora com tal modificação o processo
leva aproximadamente trinta dias para conclusão.
Já em novembro de 2015, a ANEEL criou a resolução de número 687, que possibilitou
a introdução das modalidades de cooperativa de geração, microgeração destinada a
condomínios, consumo remoto, entre outros. Modificando assim as leis sobre energia solar e
impactando o mercado com variadas chances de uso desta energia gerada. Outra modificação
considerável foi a extensão do período para o uso da energia gerada e inserida na rede pública.
Num período anterior, o cliente tinha só três anos para desfrutar dos créditos energéticos, mas
hoje a energia excedente é recuperada em no máximo cinco anos. É notável esta permanência
da energia solar no pais. A tendência é que leis, normas e processos fiquem cada vez melhores
para que assim mais pessoas e empresas resolvam gerar a sua energia e com isso os sistemas
solares possam ganhar os tetos em todo o Brasil (LUZ SOLAR, 2017).

4.7. DEFINIÇÃO DO PROJETO PROPOSTO

4.7.1 Ambiente Escolhido

O ambiente de estudo escolhido para o projeto proposto é o chamado Mezanino 1 da


empresa de Telecomunicações XXYY. Este ambiente possui as seguintes dimensões: doze
metros de largura, dezessete metros de comprimento e dois metros e oitenta centímetros de pé
direito, visto na Figura 33.
Figura 33 – Planta Baixa do Mezanino 1

44
4.7.2 Tipo de Luminária Escolhida

Para o ambiente de estudo foi escolhida a luminária de LED da empresa Lumicenter,


modelo EAA06-E e de código EAA06-E3500850, como mostra a Figura 34. Conforme diz o
fabricante, este modelo é ideal para ambientes como sala de estudos, auditórios, agências
bancárias e escritórios, pois são ambientes que precisam de qualidade de luz, comodidade
visual e moderação de ofuscamento. No caso em questão é destinado para um ambiente de
escritório de desenho técnico, onde a iluminância necessária exigida é de no mínimo 750lux,
conforme a norma NBR ISO_CIE 8995_1 (LUMICENTER LIGHTING, 2018).
Figura 34 – Modelo da Luminária de LED EAA06-E

Fonte: Adaptado http://ecom.lumicenteriluminacao.com.br/media/catalog/product/e/a/


eaa06-e_ret.jpg, acessado em 07/11/2018.

Para este tipo de luminária há três diferentes dimensões demonstradas: medida A,


medida B e medida C. Na medida A com 61,7 cm, medida B com 6,1cm e medida C com 61,7
conforme ilustrado no detalhe da Figura 35 (LUMICENTER LIGHTING, 2018).

Figura 35 – Detalhe em Vista da Luminária EAA06-E

Fonte: Adaptado http://ecom.lumicenteriluminacao.com.br/media/wysiwyg/Desenho_tecnico/


Comercial_LED_DT/LAA_EAA_DT/EAA06-E3500830_DT-02.jpg, acessado em 07/11/2018.

45
A empresa Lumicenter garante para este modelo de luminária com placa de LED
integrada, uma durabilidade de 30.000h de uso com manutenção de no mínimo 70% do fluxo
luminoso, mas também oferece uma garantia de três anos. Além este modelo possui diversos
parâmetros ilustrados na Tabela 8. E com seu fator de utilização demonstrado na Tabela 9.
(LUMICENTER LIGHTING, 2018).
Tabela 8 - Parâmetros Técnicos da Luminária EAA06-E
Fluxo 3930lm
Potência 37W
Eficácia 106lm/W
Temperatura de Cor 5000K
IRC >800
Consistência de Cor 5SDCM
Grau IP IP20
Tensão de Entrada 100 a 250V
Frequência 50/60Hz
Classe de Isolamento Classe I
Vida Útil 30.000h
Temperatura de Operação 0 a 50°C
Fonte: Adaptado http://www.lumicenteriluminacao.com.br/downloads/redirect/
?id=5034, acessado em 07/11/2018.

Tabela 9 - Fator de Utilização da Luminária EAA06-E


Teto (%) 70 50 30 0
Parede (%) 50 30 10 50 30 10 50 30 10 0
Chão (%) 20 20 20 0
RCR Fator de Utilização (%)
0 118 118 118 112 112 112 108 108 108 101
1 107 104 101 102 100 98 99 96 95 90
2 96 90 86 92 88 84 89 85 82 79
3 86 79 74 83 77 73 80 76 72 69
4 77 70 64 75 69 64 73 67 63 60
5 70 62 57 68 61 56 66 60 55 53
6 63 56 50 62 55 50 60 54 49 47

46
7 58 50 44 56 49 44 55 49 56 42
8 53 45 40 51 45 40 50 44 39 37
9 49 41 36 47 41 36 46 40 36 34
10 45 38 33 44 37 33 43 37 32 31
Fonte: Adaptado http://www.lumicenteriluminacao.com.br/downloads/redirect/
?id=4439, acessado em 07/11/2018.

4.7.3 Cálculo Luminotécnico pelo Método de Lúmens

O primeiro passo é verificar na norma NBR ISO_CIE 8995_1 o valor ideal da


iluminância necessária, que no caso em estudo por se tratar de um escritório de desenho
técnico a norma estabelece que a iluminância necessária (E) é de 750 lux.
O segundo passo é a escolha da luminária, que no caso foi escolhida a luminária de
LED da Lumicenter, modelo EAA06-E3500850 com uma potência de trinta e sete Watts e
uma iluminância de 3.930 lúmens por luminária.
O terceiro passo é determinar a refletância pela porcentagem de reflexão do teto,
paredes e chão estabelecidos na Tabela 9. No caso, o ambiente de estudo possui teto branco o
que significa 70% de reflexão, paredes claras representando 30% de reflexão e chão já pré-
estabelecido com 20% de reflexão. A luminária escolhida trabalha com a Razão de Cavidade
do Recinto - RCR (semelhante a determinação do índice do local pelo método de lúmens),
está razão é dada pela Equação (5) (C – comprimento do recinto; L – largura do recinto; Hr –
altura do recinto):
5Hr (C + L)
RCR =
C×L
(5)

5 × 2,80 (17 + 12) 203


RCR = = = 1,99
17 × 12 102

Então observando na Tabela 9 o resultado do RCR, com as porcentagens de reflexão


do teto, paredes e chão, obtemos um fator de utilização (u) de 96% (0,96).
O quarto passo é definir o fator de depreciação ou manutenção, que no caso se trata de
um tipo de ambiente médio e com manutenção de limpeza das luminárias a cada 12 meses, e
consultando no Gráfico 1 do Capitulo 2 da página 25, temos um fator de depreciação (d) de
aproximadamente de 75% (0,75).

47
O quinto passo é calcular o fluxo total, conforme Equação (3) da página 25, necessário
para este ambiente de escritório de desenho técnico:
750 × (17 × 12)
FLUXO TOTAL = = 212.500 𝑙ú𝑚𝑒𝑛𝑠
0,96 × 0,75

O sexto passo é calcular por fim o número de luminária suficiente para o projeto
utilizou a Equação (4) da página 25:
𝐹𝑙𝑢𝑥𝑜 𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 212.500
𝑛= = = 54,07 (~ 54 𝑙𝑢𝑚𝑖𝑛á𝑟𝑖𝑎𝑠)
𝐹𝑙𝑢𝑥𝑜 𝑑𝑎 𝐿𝑢𝑚𝑖𝑛á𝑟𝑖𝑎 3.930

4.7.4 Uso da Ferramenta “DIALUX EVO” no Projeto Proposto

A primeira etapa para a execução da ferramenta é altera o tipo de configuração para


Europa e será observado que este utiliza como padrão a norma NBR ISO_CIE 8995_1.
Depois na aba de Perfis é feita a escolha do tipo de ambiente proposto que no caso será o de
desenho técnico, conforme visto na Figura 36.
Figura 36 – Configuração do Tipo de Ambiente

Após a definição do tipo de ambiente podemos observar as propriedades


luminotécnicas já da norma NBR ISO_CIE 8995_1existente dentro do programa. Como a
tarefa visual que é de 750 lux, limitação de ofuscamento de área interna de 16, uniformidade
com 0.70, reprodução de cor com 80, conforme vista na Figura 37.
48
Figura 37 – Configuração do Tipo de Ambiente

A segunda etapa é para a definição da área do local, no caso o ambiente é um


escritório para aplicação de atividade de desenho técnico e nos campos de comprimento
colocar 17 metros, largura colocar 12 metros, altura que representa o pé direito será de 2,80
metros e a espessura da parede que é de 0,20 metros, conforme visto na Figura 38.
Figura 38 – Definição da Área do Recinto

49
A terceira etapa é a escolha da luminária pelo comando “Luz”, visto que a planta do
local já foi definida, que no caso será a luminária de LED EAA06-E3500850. Está já inserida
no programa através de um arquivo de extensão chamado “ies”. Conforme Figura 39 podem
ver as características técnicas da luminária, no caso esta possui um fluxo luminoso de 3.977
lúmens e potência de ligação de 37 Watts.
Figura 39 – Escolha da Luminária de LED EAA06-E3500850

Ainda na terceira etapa usamos o comando “Distribuição automática por áreas” que
fará automaticamente o cálculo do número de luminárias necessárias e logo temos a
distribuição das luminárias escolhidas na planta, conforme Figura 40.

50
Figura 40 – Planta do Local com as Luminárias Distribuídas

A quarta e última etapa é a aplicação do comando “Projeto inteiro”, que no qual faz
todo o cálculo luminotécnico para sabermos o quanto de fluxo será gerado pelas 54 luminárias
dispostas no ambiente, conforme Figura 41. E ao lado da planta temos o resumo técnico
calculado e gerado, conforme Figura 42. Podemos observar que o fluxo médio gerado no
plano de uso foi de 768lux o que indica muito bom visto que pela norma tem que ter valor
igual ou superior a 750lux. Podemos perceber que no centro da planta temos um fluxo de
1000lux e que indo para as extremidades da planta temos 750lux, ou seja, temos uma ótima
distribuição luminotécnica para o local de estudo.

51
Figura 41 –Distribuição do Fluxo em Diferentes Pontos do Ambiente

Figura 42 – Resumo Técnico Gerado

52
Além da planta baixa, o programa “DIALUX EVO” proporciona uma visualização em
3D do projeto luminotécnico. Assim podemos ter uma visão real de como ficará a iluminação
do projeto final, visto na Figura 43.
Figura 43 – Visualização em 3D do Projeto Luminotécnico

4.7.5. Como calcular a quantidade certa de placas fotovoltaicas para o sistema

Existe um método global e muito preciso, com seis etapas, que auxilia na definição de
cálculo do número de módulos necessários para este projeto. A primeira etapa é estimar o
consumo mensal das 54 luminárias (cada uma com 37W), conforme Equação (6) . Para isso,
devemos considerar que o funcionamento da referida empresa é de onze horas por dia, com
vinte e dois dias de expediente ao mês. Onde Ql representa a quantidade de luminárias, Pl a
potência de uma luminária, Qh é a quantidade de horas de funcionamento e Qd simboliza a
quantidade de dias durante o mês de expediente (NOGUEIRA, 2016).

𝑄𝑙𝑥𝑃𝑙𝑥𝑄ℎ𝑥𝑄𝑑
𝐸𝑠𝑡𝑖𝑚𝑎𝑡𝑖𝑣𝑎 𝑑𝑒 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑠𝑎𝑙 =
1000
(6)

54𝑥37𝑥11𝑥22
𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑠𝑎𝑙 = = 483,516𝑘𝑊ℎ/𝑚ê𝑠
1000

53
A segunda etapa é o cálculo do consumo por dia, levando em consideração que a
empresa trabalha de segunda a sexta-feira, ou seja, dando uma média de 22 dias ao mês. Veja
na Equação (7) este consumo diário:
𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑠𝑎𝑙
𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑜 =
𝑄𝑑
(7)
3
483,516𝑥10
𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑜 = = 21,978𝑘𝑊ℎ/𝑑
22

A terceira etapa é descobrir o índice solarimétrico do local de estudo, que no caso é o


da empresa de telecomunicações. No site do Google mapas é feita a localização da empresa
para que as coordenadas geográficas sejam copiadas. Já no site da CRESESB é inserido as
seguintes coordenadas geográficas: -22.892605, -43.221496, conforme Figura 44 (CEPEL,
2014).

Figura 44 - Inserção de Coordenadas no Site da Cresesb

Fonte: http://www.cresesb.cepel.br/index.php?section=sundata&#sundata, acessado em 19/11/2018.

Ainda na terceira etapa, após a busca com as coordenadas, uma tabela de resultado é
gerada indicando os índices conforme o ângulo, inclinação e meses do ano. Como o sistema
sugerido é off grid, na tabela analisaremos o item “Maior mínimo mensal”, pois este refere-se
a inclinação adequada a este tipo de sistema considerando o período de menor incidência de
raios solares. Para este estudo, e com os dados de localização informados observou-se que o
pior valor apontado foi no mês de julho. Tendo assim uma irradiação para dimensionamento
do projeto de 4,41kWh/m2, conforme Tabela 10 (CEPEL, 2014).

54
Tabela 10 - Índice Solarimétrico no Plano Inclinado

Cálculo no Plano Inclinado


Estação: Rio de Janeiro
Municipio: Rio de Janeiro, RJ – BRASIL
Latitude: 22 901 S
Longitude: 43 249 O
Distância do ponto de ref. (22,892605 S; 43,221496 O) 3,0km
Ângulo Inclinação Irradiação solar diária média mensal (kWh/m2.dia)
Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média Delta
Plano 0 N 6,04 6,22 5,06 4,36 3,89 3,35 3,34 4,20 4,43 5,11 5,14 5,93 4,73 2,88
Horizontal
Ângulo 23 N 5,45 5,93 5,21 4,93 4,42 4,34 4,21 4,95 4,71 4,98 4,73 5,27 4,93 1,72
igual a
latitude
Valor 20 N 5,56 6,00 5,22 4,89 4,34 4,23 4,42 4,89 4,70 5,03 4,81 5,39 4,93 1,88
média anual
Maior 32 N 5,06 5,63 5,10 5,00 4,60 4,58 4,41 5,08 4,67 4,79 4,44 4,88 4,85 1,22
minimo
mensal
Fonte: Adaptado http://www.cresesb.cepel.br/index.php#data, acessado em 19/11/2018.

A quarta etapa é o cálculo da potência do sistema com os dados do índice


solarimétrico e o consumo diário, conforme Equação (8). Denota-se que, a radiação
normalmente é apresentada em kWh/m2/dia ou HSP/dia (Horas de sol pico por dia), que não
necessariamente representa o número de horas de sol em um dia, e sim o equipotente a uma
hora padrão de 1000 W/m2.
𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑑𝑖á𝑟𝑖𝑜
𝑃𝑠𝑖𝑠𝑡 =
𝐼𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝑆𝑜𝑙𝑎𝑟𝑖𝑚é𝑡𝑟𝑖𝑐𝑜
(8)
3
21,978𝑥10
𝑃𝑠𝑖𝑠𝑡 = = 4,9836𝑘𝑊/ℎ
4,41

A quinta etapa é o cálculo potência para dimensionar o inversor (Pitotal),


considerando as perdas globais de 28% ficando o sistema com uma eficiência (p) em torno de
72%. Vista na Equação (9).
𝑃𝑠𝑖𝑠𝑡
𝑃𝑖𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 =
𝑝
(9)
4,984𝑥103
𝑃𝑖𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = = 6,922𝑘𝑊/ℎ
0,72

A sexta e última etapa é o cálculo do número de módulos solares (Nº placas)


necessários para o projeto, conforme Equação (10). Considerando uma potência comercial
para um módulo (Pm) de 320W.

55
𝑃𝑖𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙
𝑁 𝑝𝑙𝑎𝑐𝑎𝑠 =
𝑃𝑚
(10)

6,922𝑥103
𝑁 𝑝𝑙𝑎𝑐𝑎𝑠 = = 21,63
320
(Aproximadamente o equivalente a 21 módulos solares)

Analisando de maneira oposta, como uma prova real, podemos fazer o produto das
seguintes grandezas: o número de placas (N placas); a potência comercial de uma placa (Pm);
o índice solarimétrico; a eficiência global (p); e pôr fim a quantidade de dias (Qd). Visto na
Equação (11).

𝑃𝑟𝑜𝑣𝑎 𝑅𝑒𝑎𝑙 𝑑𝑜 𝑆𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 = (𝑁𝑝𝑙𝑎𝑐𝑎𝑠)𝑥(𝑃𝑚)𝑥(𝐼𝑛𝑑𝑖𝑐𝑒 𝑆𝑜𝑙𝑎𝑟𝑖𝑚𝑒𝑡𝑟𝑖𝑐𝑜)𝑥(𝑝)𝑥(𝑄𝑑)


(11)
𝑃𝑟𝑜𝑣𝑎 𝑅𝑒𝑎𝑙 𝑑𝑜 𝑆𝑖𝑠𝑡𝑒𝑚𝑎 = 21𝑥320𝑥4,41𝑥0,72𝑥22 = 469,422𝑘𝑊ℎ/𝑚ê𝑠

Este percentual econômico significa que com as 21 placas solares do tipo


monocristalino de potência em torno de 320W para uso em empresas pode gerar uma redução
estimada de 97% na conta de energia, conforme Equação (12).

𝑃𝑟𝑜𝑣𝑎 𝑅𝑒𝑎𝑙
𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝐸𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜 (%) = 𝑥100
𝐶𝑜𝑛𝑠𝑢𝑚𝑜 𝑚𝑒𝑛𝑠𝑎𝑙
(12)
3
469,42210
𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝐸𝑐𝑜𝑛ô𝑚𝑖𝑐𝑜 (%) = 𝑥100 = 97,08%
483,516𝑥103

56
5. CIRCUITO COMUTADOR

Junto ao sistema fotovoltaico proposto, foi desenvolvido um protótipo do circuito de


comutação para a realização automática do chaveamento dos sistemas, tendo o sistema de
painéis solares como fonte principal para a alimentação e na falta deste sistema, o circuito
comutador chaveia automaticamente a fonte complementar que no caso é a rede da
concessionária.

5.1 DESCRIÇÃO DOS MATERIAIS UTILIZADOS

5.1.1 Contatora
A Contatora representa um componente eletromecânico, conforme Figura 45 que
possibilita, mediante a um circuito de comando, realizar o domínio de cargas num circuito de
potência. Essas cargas podem ser de qualquer espécie, um exemplo seria uma carga de tensão
distinta do circuito de comando, e até possuir múltiplas fases (MUNDO DA ELÉTRICA,
2007).

Figura 45- Contatora de 110V

Fonte: Adaptado https://i.ebayimg.com/images/g/P8AAAOSwnHZYgkb5/s-l1600.jpg, acessado em 08/12/2018.

5.1.2 Relé
O Relé simboliza um componente eletromecânico, constituído de um magneto móvel,
que se move ligando dois contatos metálicos, conforme Figura 46. E isso acontece quando

57
uma corrente passa por uma bobina, e um campo magnético é criado atraindo um ou mais
contatos para o fechamento ou abertura de circuitos. Quando esta corrente na bobina acaba, o
campo magnético também deixa de existir, e por sua vez os contatos retornam para a posição
inicial (DOS SANTOS, 2006).

Figura 46 - Relé JS12 – K de 12VDC

Fonte: Adaptado https://i.ebayimg.com/images/g/LZYAAOSwheFat31I/s-l300.jpg, acessado em 08/12/2018.

5.1.3 Diodo Emissor de Luz (LED)


O LED é um componente eletrônico bipolar e semicondutor, que converte a energia
elétrica recebida em energia luminosa (luz), conforme Figura 47. Possui polaridades, uma
delas denominada de anodo e a outra de catodo. E dependendo desta polarização, o mesmo
pode ou não produzir luz (UNICAMP, 2004).

Figura 47 - LED de Auto Brilho

Fonte: Adaptado https://www.oficinadanet.com.br/post/12383-como-funciona-a-tecnologia-led-das-televisoes,


acessado em 08/12/2018.

58
5.1.4 Resistor
O Resistor é um componente eletrônico, visto na Figura 48, que tem a finalidade de
limitar a passagem da corrente elétrica num circuito. Ele também tem outra função que é de
transformar a energia elétrica em energia térmica pelo fenômeno chamado Efeito Joule -
aquecimento do resistor devido a passagem dos elétrons (MARQUES, 2018).
Figura 48 - Resistores

Fonte: Adaptado https://www.altanatubes.com.br/webstore/?id=1931&t=Resistor-Metal-Film-1K5-1-2W,


acessado em 08/12/2018.

5.1.5 Relé Temporizador


O Relé Temporizador é um dispositivo eletrônico capaz de fazer a manobra de
comutação em um relé eletromecânico, conforme Figura 49. Isso acontece quando uma fonte
de alimentação é ligada a este relé temporizador, e seus contatos mudam de estado depois de
um período de tempo estabelecido no seletor do mesmo. Empregado na função “ondellay”, ou
seja, quando a bobina do mesmo é alimentada, os contatos modificam seus estados depois de
um tempo pré-estabelecido (COMAT RELECO DO BRASIL, 2013).
Figura 49 - Relé Temporizador

Fonte: Adaptado https://www.ebay.co.uk/itm/RELAIS-TIMER-RELAY-SYRELEC-CROUZET-BAS-0-7A-10-


a-260V-230V-220V-AC-DC-/152823870663, acessado em 08/12/2018.

59
5.1.6 Mini Placa Solar
A mini placa solar tem a função de transformar a energia proveniente do Sol em
energia elétrica, conforme Figura 50. Isso é feito pela captação de fótons de luz do Sol,
representando pequenos pacotes de energia eletromagnética sendo convertidos em corrente
elétrica. Esta mini placa é feita do material de silicone policristalino, com potência máxima de
1,5Walts e tensão máxima de 12 Volts (POZZEBOM, 2013).

Figura 50 - Mini Placa Solar

Fonte: Adaptado https://produto.mercadolivre.com.br/MLB-1095040542-mini-painel-placa-celula-solar-energia-


fotovoltaica-12v-15w-_JM?quantity=1, acessado em 09/12/2018.

5.2 PROTÓTIPO
Consiste numa caixa metálica onde está alocado todos os componentes citados na
descrição dos materiais, também temos uma fonte DC que faz a alimentação dos LED’s
indicadores. Utilização de uma lâmpada de LED para representar a carga, que no caso real
seriam as 54 luminárias de LED no escritório. O uso de duas lâmpadas halógenas para
representar a luz do Sol. A Figura 51 representa o protótipo no estado de desligado, observe
que todos LED’s indicadores de: “Sistema Funcionando”; “Atuação Light” e “Atuação Painel
Solar” estão apagados.

60
Figura 51 - Protótipo: Sistema Desligado

Para o funcionamento do protótipo a chave liga/desliga é acionada. Estando as


lâmpadas halógenas desligadas (simbolizam dias sem Sol – nublado ou noite) o sistema então
é alimentado pela fonte complementar que no caso é o da rede da concessionária de energia.
A Figura 52 representa o protótipo com a atuação da concessionária, com o LED indicador na
cor azul e o LED na cor amarela para representar o circuito funcionando.

Figura 52 - Atuação Light

61
Para o caso de dias ensolarados o sistema será alimentado de forma automática pelas
minis placas solares. Isso acontece quando tem energia elétrica produzida o suficiente, pela
mini placa solar, para magnetizar a bobina do relé, logo os contatos deste são atraídos,
desligando o sistema de atuação Light e comutando para o sistema das minis placas solares. A
Figura 53 representa o sistema já comutado para a fonte principal que no caso é o das minis
placas solares.
Figura 53 - Atuação Painel Solar

A Figura 54 representa o circuito comutador visto mais de perto, com as contatoras


ligadas ao relé, uma contatora representa a ação da Light e a outra indica a ação do painel
solar. Temos também uma fonte DC alimentando os LED’s indicadores, os resistores fazendo
a função de limitadores de corrente, e o relé temporizador na parte externa fixa a estrutura da
caixa metálica, conforme esquemático na Figura 55, fazendo a função ondellay, onde o tempo
pré-estabelecido no seletor foi de 30 segundos (no experimento) para que a energia solar
radiante possa se estabilizar e o sistema solar atuar normalmente, sem aquelas interferências
em dias com muitas nuvens no céu.

62
Figura 54 - Circuito Comutador

Figura 55 - Esquemático do Circuito Comutador

63
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS E TRABALHOS FUTUROS

O desenvolvimento do presente projeto possibilitou uma análise de como podemos


melhorar a potência luminosa de um ambiente de trabalho, de escritório de desenho técnico,
que hoje dispõem de uma área de duzentos e quatro metros quadrados com uma iluminação
precária de 23 luminárias, sendo cada luminária composta por duas lâmpadas fluorescentes de
40 Watts com fluxo luminoso de aproximadamente 2600 lúmens, resultando numa
iluminância de 586 lux, valor este fora do que estabelece a norma NBR ISO/CIE 8995-
1/2013, tendo em vista que na referida norma o valor médio padrão para áreas de trabalho de
desenho técnico é de 750 lux. A proposta foi atingida com a simulação de substituição deste
sistema precário por um sistema de 54 luminárias de LED da Lumicenter que resultou numa
potência luminosa além do esperado, com média de 768 lux conforme resumo técnico da
ferramenta “DIALUX Evo”.
Além disso, para a alimentação deste novo projeto luminotécnico foi sugerido um
sistema fotovoltaico com uso de 21 módulos solares monocristalinos que permitirá em dias de
sol uma autonomia elementar (sistema off grid sem uso de bateria), utilizando a rede da
concessionária como fonte complementar através do chaveamento automático, entre os
sistemas, feito pelo circuito comutador. Fazendo uma análise rápida a demanda deste sistema
solar será próxima de 469,422kWh/mês e o consumo do projeto luminotécnico será em torno
de 483,516kWh/mês, isso significa que a redução na conta de energia pode chegar até 97%.
Um estudo aprofundado sobre como aumentar a eficiência energética de painéis
solares, uma possível análise de uma boa manutenção para o sistema e também o emprego de
sensores de presença nestas luminárias de LED escolhidas seriam recomendações de trabalhos
futuros para suposta melhoria de desempenho e economia do sistema.

64
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABNT. NBR 5413. Iluminância de interiores, 1992. 3.


ABNT. NBR 10004: 2004, 2004.
ABNT. NBR ISO/CIE 8995-1/2013, 2013.
ABNT. NBR ISO/CIE 8995-1/2013. Iluminação de ambientes de trabalho, 2013.
19.
ABNT. NBR ISO/CIE 8995-1/2013.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA. Quem
Somos | ABSOLAR. Site da ABSOLAR, 2013. Disponivel em:
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BORTIGNON, S. Controlador de Carga Solar: Qual escolher entre MPPT e PWM.
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CEPEL. CRESEB - Centro de Referência para Energia Solar e Eólica. Site da
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