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David Benjamim Chichango

Gestão Ambiental, Desenvolvimento Sustentável, Sustentabilidade, Ambiente, Meio


Ambiente e Recursos Naturais

Licenciatura em Ensino de Geografia

4º Ano

Universidade Pedagógica

Maputo

2018
David Benjamim Chichango

Gestão Ambiental, Desenvolvimento Sustentável, Sustentabilidade, Ambiente, Meio


Ambiente e Recursos Naturais

Licenciatura em Ensino de Geografia

4º Ano

Trabalho para efeitos de avaliação da


Disciplina de Gestão Ambiental, a ser
entregue aos Docentes:

Prof. Dr. Domingos Ferrão

Prof. Dr. Octávio de Jesus

Universidade Pedagógica

Maputo

2018

Índice----------------------------------------------------------------------------------------------------Página
0.Introdução---------------------------------------------------------------------------------------------------3

0.1.Objectivos-------------------------------------------------------------------------------------------------4

0.2.Técnicas de pesquisa-------------------------------------------------------------------------------------4

I.A definição de Gestão Ambiental-------------------------------------------------------------------------5

I.1.Evolução da preocupação sobre a Gestão Ambiental-----------------------------------------------6

II. A definição de Desenvolvimento Sustentável---------------------------------------------------------8

III. A definição de Sustentabilidade-----------------------------------------------------------------------10

IV. A definição de ambiente e meio ambiente-----------------------------------------------------------12

V. A definição de recursos naturais----------------------------------------------------------------------14

Conclusão----------------------------------------------------------------------------------------------------16

Bibliografia--------------------------------------------------------------------------------------------------17

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0.Introdução
Gestão Ambiental é um campo do saber, em que se busca estabelecer regras e linhas orientadoras
que as instituições públicas, privadas e toda a sociedade devem seguir de modo a que façam o
uso dos recursos naturais de maneira sustentável ( usar os recursos para o beneficio do presente
sem comprometer as gerações futuras) e de forma a recuperar o ambiente danificado sempre para
o bem da humanidade.

LIRA, W. e CANDIDO, G. (2013:14), explicam que o contexto actual solicita cada vez mais
do universo académico, posicionamentos mais concisos frente às dificuldades emergentes e em
especial no contexto das dinâmicas que configuram a utilização dos recursos naturais. Pois o
modelo de desenvolvimento económico posto desde a revolução industrial tem causado vários
danos ao meio ambiente, pois, os recursos naturais eram utilizados de forma desordenada e pre-
datória sem pensar nos limites.

Para os mesmos autores, e nessa perspectiva, a partir dos anos 70, a sociedade começa a des-
pertar o interesse pelas questões que envolvia os métodos de produção para o desenvolvimento e
os recursos naturais, e nesse período, surge o conceito de sustentabilidade associado ao
estabelecimento de limites ao crescimento económico e desenvolvimento. Diante da
possibilidade de escassez de recursos naturais e da redução gradativa da qualidade de vida, a
perspectiva da sustentabilidade tem se fortalecido e novos modelos de desenvolvimento têm sido
propostos, com o objectivo de garantir a manutenção da qualidade ambiental para que as futuras
gerações possam continuar a usufruir dos recursos naturais disponíveis hoje. LIRA, W. e
CANDIDO, G. (2013:14).

O presente trabalho é da disciplina de Gestão Ambiental, e através deste pretende-se


compreender a abordagem teórica conceitual das definições de gestão ambiental,
desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, ambiente, meio ambiente e recursos naturais.

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0.1.Objectivos

Objectivo geral

 Compreender as definições de gestão ambiental, desenvolvimento sustentável,


sustentabilidade, ambiente, meio ambiente e recursos naturais.

Objectivos específicos

 Definir gestão ambiental, desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, ambiente, meio


ambiente e recursos naturais.
 Apresentar a evolução da preocupação pela gestão ambiental.

0.2.Técnicas de Pesquisa

A realização deste trabalho serviu-se da pesquisa bibliográfica, através de leitura, análise e


selecção dos conteúdos que fazem corpo deste trabalho.

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I.O A definição de Gestão Ambiental

De acordo com RUPPENTHAL, J. (2014:41), gestão ambiental é um conjunto de


procedimentos que visa a ajudar a organização a entender, controlar e diminuir os impactos
ambientais de suas actividades, produtos ou serviços. Para esta autora, a gestão ambiental está
baseada no cumprimento da legislação ambiental vigente e na melhoria contínua do desempenho
ambiental da organização, possibilitando às organizações uma melhor condição de
gerenciamento para seus aspectos e impactos ambientais, além de interagir na mudança de
atitudes e de cultura da organização.

Segundo DIAS (2009:89), citado por CARNIEL, C. (2016:3), "gestão ambiental é a expressão
utilizada para se denominar a gestão empresarial que se orienta para evitar, na medida do
possível, problemas para o meio ambiente". Para este autor, a gestão ambiental nas empresas está
vinculada a normas que são elaboradas por instituições públicas e privadas. Estas normas são
referências obrigatórias para as empresas que pretendem implantar um sistema de gestão
ambiental.

Gestão Ambiental é o conjunto de responsabilidades organizacionais, procedimentos, processos e


meios que se adoptam para a implantação de uma política ambiental em determinada empresa ou
unidade produtiva. CARNIEL, C. (2016:3).

Para SABBAGH, R. (2011:8), Gestão Ambiental é entendida como um processo participativo,


integrado e contínuo, que visa promover a compatibilização das actividades humanas com a
qualidade e a preservação do património ambiental. Para que isto ocorra, a política ambiental
deve se aprimorar, criando instrumentos e ferramentas para a adequada prática da Gestão
Ambiental. Sua aplicação pode ocorrer no dia-a-dia das pessoas, nas corporações, nas
organizações governamentais e não governamentais.

Fazem parte da Gestão Ambiental a política ambiental, com o conjunto de princípios doutrinários
que conformam as aspirações sociais e/ou governamentais, quanto à regulamentação do uso,
controle, protecção e conservação do meio ambiente; o planejamento ambiental como um estudo
prospectivo, que visa atender à política ambiental, por meio da coordenação,

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compatibilização, articulação e implantação de planos e projectos, coma definição de estratégias
e medidas de monitoramento; e o gerenciamento ambiental comum conjunto de acções para
regular, na prática operacional, o uso, o controle, a protecção e a conservação do meio ambiente,
verificando sua conformidade com a política ambiental. SABBAGH, R. (2011:8).

Portanto, Gestão Ambiental é o conjunto de estratégias, métodos e políticas públicas e privadas


que visam estabelecer balizas de uso de recursos naturais de maneiras que não haja danificação
do ambiente, estabelecendo assim boa relação entre o Homem e utilização de recursos naturais
e/ou recuperação da qualidade da qualidade de recursos e desenvolvimento social numa
perspectiva de um crescimento económico e desenvolvimento sustentável. (AUTOR).

I.1.Evolução da preocupação sobre a Gestão Ambiental

O movimento ambientalista surgiu em diferentes lugares e por motivos variados, mas, com o
tempo, uniram-se esforços para a protecção do meio ambiente1, dentre eles os preservacionistas,
os conservacionistas ou os socioambientalistas. O ideal preservacionista surgiu no século XIX,
na Grã-Bretanha, associado à origem do ambientalismo. O interesse por espaços onde as pessoas
pudessem ter contacto com a natureza, locais abertos para recreação, teve como principal
consequência o entendimento da protecção ambiental para manutenção das áreas verdes.
SABBAGH, R. 2011:12)

Enquanto isto, a Alemanha do século XIX buscava pelo manejo produtivo e sustentado das
florestas, como uma prática no país. O objectivo, diferentemente da Grã-Bretanha, que visava à
manutenção das áreas verdes, era a obtenção de mecanismos de exploração racional das
florestas. Nos Estados Unidos, outro país com relevante impacto e influência na política
ambiental mundial, na virada do século XIX para o XX, pode-se ver o ambientalismo se
dividindo: os preservacionistas, que pregavam a manutenção de áreas virgens, restringindo
qualquer uso que não fosse recreativo ou educacional, aproximando-se da visão do
proteccionismo inglês; e os conservacionistas, com o objectivo da exploração racional dos
recursos naturais, como a ciência alemã. Os preservacionistas e os conservacionistas, após
algumas décadas, optaram por congregar forças unindo-se contra outros ideais, prevalecendo o

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conservacionismo como principal corrente do ambientalismo, mais coerente com as necessidades
do desenvolvimento sustentável. (Ibd:14).

Posteriormente, na década de 80, um grupo do movimento ambientalista passou a questionar


outros temas além da conservação da biodiversidade, como a preocupação com as populações
tradicionais, desenvolvimento sustentável e a necessidade de inclusão social. Decorrente de
críticas de grandes ONGs internacionais ao radicalismo dos ambientalistas e numa aliança do
movimento ambiental e social, surge o socioambientalismo.

Até a década de 50, o movimento ambientalista se restringia a pesquisadores e cientistas e, a


partir de então, amplia-se e conquista o público, principalmente nos Estados Unidos. O novo
ambientalismo une forças para questionar o capitalismo, como um movimento de protesto,
baseado nas preocupações com o estado do ambiente e as atitudes humanas em relação à Terra.
Este novo movimento ambientalista, mais dinâmico e sensível, passa a contar com uma base
mais ampla e um apoio maior do público. É também activista e político. A própria sobrevivência
humana estava em jogo e isto só poderia ser revertido com a mudança de valores da sociedade.
SABBAGH, R. (2011:15)

Entre a década de 60 e 70, diversos eventos acompanharam esta mudança de actuação e o


surgimento do novo ambientalismo. O primeiro foi a publicação do livro de Rachel Carson,
Silent Spring (Primavera Silenciosa), que alertava para o perigo que o mundo corria de ser
envenenado por pesticidas sintéticos, questionando a confiança cega da humanidade no
progresso tecnológico.

Dois desastres ambientais deram forças ao crescimento do movimento ambientalista: o naufrágio


do petroleiro Torrey Canyon, poluindo o litoral inglês de petróleo, em 1967 e, dois anos depois,
o derramamento de petróleo no litoral californiano. Novas tragédias se seguiram. Cada vez mais
pessoas estavam sensibilizadas para os custos potenciais que o desenvolvimento económico
estava praticando. A temática ambiental inicia seu caminho para entrar na agenda pública.

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Até a década de 70, foi mantida uma definição mais estreita da questão ambiental, atribuindo os
problemas ambientais à explosão do crescimento demográfico. Eram os neomalthusianos, que
questionavam o crescimento frente às limitações dos recursos naturais, retomando as teorias
malthusianas, de Thomas Robert Malthus. SABBAGH, R. (2011:16)

Em 1983, foi criada a Comissão Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimentopor uma
deliberação da Assembleia Geral da ONU, presidida por Gro Harlem Brundtland, Primeira
Ministra da Noruega. Após quatro anos, a Comissão produziu um relatório que se tornou um
marco para as teorias sobre desenvolvimento sustentável: Our Common Future, onde é
encontrada a definição mais empregada do termo: “desenvolvimento que satisfaz às necessidades
presentes sem comprometer a habilidade das futuras gerações de satisfazer suas próprias
necessidades˝.

Para discutir os avanços das políticas ambientais, em 2002 foi promovida a terceira conferência
mundial, em Johanesburgo, África do Sul,chamada de Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento
Sustentável, mais conhecida como Rio + 10. Com o aumento das disparidades sociais e
económicas agravando mais a situação de pobreza em alguns países, a tônicaque marcou o
debate nesta Conferência foi, principalmente, o enfrentamento da pobreza.

Em 2007, o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC – Painel Intergovernamental de


Mudanças Climáticas) divulgou uma série de relatóriossobre as mudanças climáticas globais e
suas previsões para as próximas décadas, a partir de cálculos científicos, demonstrando os
impactos do aquecimento global sobre a sociedade e os diversos países. Com isto, a temática do
meio ambiente passou a fazer parte da agenda governamental nos diferentes países, associada a
uma maior consciência social no sentido de preocupar-se mais decisivamente com o
desenvolvimento sustentável. (SABBAGH, R. 2011:18).

II. Definição de Desenvolvimento Sustentável

De acordo com BARBOSA, G.(2008), o termo “Desenvolvimento Sustentável” surgiu a partir de


estudos da Organização das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, como uma resposta
para a humanidade perante a crise social e ambiental pela qual o mundo passava a partir da

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segunda metade do século XX. Na Comissão Mundial para o Meio Ambiente e o
Desenvolvimento (CMMAD), também conhecida como Comissão de Brundtland, presidida pela
norueguesa Gro Haalen Brundtland, no processo preparatório a Conferência das Nações Unidas
– também chamada de “Rio 92” foi desenvolvido um relatório que ficou conhecido como “Nosso
Futuro Comum”. Tal relatório contém informações colhidas pela comissão ao longo de três anos
de pesquisa e análise, destacando-se as questões sociais, principalmente no que se refere ao uso
da terra, sua ocupação, suprimento de água, abrigo e serviços sociais, educativos e sanitários,
além de administração do crescimento urbano. Neste relatório está exposta uma das definições
mais difundidas do conceito: “o desenvolvimento sustentável é aquele que atende as
necessidades do presente sem comprometer as possibilidades de as gerações futuras
atenderem suas próprias necessidades”.

Para SATTERTHWAITE (2004), citado por BARBOSA, G. (2008:3), desenvolvimento


sustentável é a resposta às necessidades humanas nas cidades com o mínimo ou nenhuma
transferência dos custos da produção, consumo ou lixo para outras pessoas ou ecossistemas, hoje
e no futuro.

De acordo com RUPPENTHAL, J. (2014:33), o desenvolvimento sustentável é aquele que


procura satisfazer as necessidades da geração actual, sem comprometer a capacidade das
gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades. Para este autos, isso significa
possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento
social e económico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso
razoável dos recursos da terra e preservando as espécies e os habitats naturais.

Deste modo, desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as necessidades do presente sem
prejudicar as gerações futuras. (Autor).

Segundo AMARO, R. (2003:14), o conceito de Desenvolvimento Sustentável, na sua formulação


mais simples, designa o processo de satisfação de necessidades actuais que não põe em causa a
satisfação de necessidades das gerações futuras, e implica três exigências:

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 A da solidariedade intergeracional;
 A da integração da gestão dos recursos naturais (das reservas limitadas dos não
renováveis e do ritmo de reprodução dos renováveis) nas estratégias de desenvolvimento;
 E a da durabilidade dos processos de produção e consumo inerentes ao desenvolvimento,
implicando a adopção de uma lógica de «steady-state» (ritmo sustentável de equilíbrio
entre a entrada de «inputs», o processamento de «throughputs» e a saída de «outputs», na
interacção entre o subsistema económico e o sistema ecológico).

III. Definição de Sustentabilidade

Para MARTINS e CANDIDO (2010), “a sustentabilidade significa a possibilidade de se obterem


continuamente condições iguais ou superiores de vida em um dado ecossistema vislumbrando o
sustentáculo da vida”. Nesse sentido, a sustentabilidade busca atender às necessidade humanas
presentes, a manutenção da vida sem degradar as fontes de recursos ambientais, respeitando a
capacidade de suporte dos ecossistemas para que gerações futuras possam ter as suas
necessidades de manutenção da vida e o ambiente possa permanecer no seu sistema cíclico
dando continuidade à perpetuação da biodiversidade de forma duradoura. BARBOSA, G.
(2008:7).

Para alguns autores como CAVALCANTI, sustentabilidade “significa a possibilidade de se


obterem continuamente condições iguais ou superiores de vida para um grupo de pessoas e seus
sucessores em dado ecossistema” (CAVALCANTI, 2003), citado por BARBOSA, G.(2008:7).

Para SOARES (2011), a sustentabilidade é um princípio que regula e promove a


transmissibilidade das coisas que agenciam a vida na manutenção de materiais e recicláveis,
visto que é preciso preservar as espécies que se faz de consumo. (OLIVEIRA, D. e PEGORIN,
M. 2015:4)

Para HENRI ACSELRAD (2011), as seguintes questões discursivas têm sido associadas à noção
de sustentabilidade:

 Da eficiência antagónica ao desperdício da base material do desenvolvimento, com


reflexos da racionalidade económica sobre o “espaço não - mercantil planetário”;
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 Da escala, determinante de limites quantitativos para o crescimento económico e suas
respectivas pressões sobre os recursos ambientais;
 Da equidade, articuladora analítica entre princípios de justiça e ecologia;
 Da auto-suficiência, desvinculadora de economias nacionais e sociedades tradicionais dos
fluxos de mercado mundial, como estratégia apropriada para a capacidade de auto-
regulação comunitária das condições de reprodução da base material do
desenvolvimento;
 Da ética, evidenciadora das interacções da base material do desenvolvimento com as
condições de continuidade da vida do planeta. (ACSELRAD, 2001), citado por
BARBOSA, G.(2008:7).

Para SACHS, citado por OLIVEIRA, G. e LIMA, J. (2003:5), por exemplo, as estratégias de
transição para o desenvolvimento no século XXI, para serem eficazes, devem estar balizadas
pelas cinco dimensões do ecodesenvolvimento:

 Sustentabilidade social – visando à distribuição de renda e de bens (oportunidades) com


propósitos de reduzir o abismo entre ricos e pobres;
 Sustentabilidade económica – a eficiência económica avaliada em termos macro -
sociais, não em termos micro - económicos ou empresariais;
 Sustentabilidade ecológica – chamada por VIEIRA (1995 e 1998) e outros autores de
“prudência ecológica”, pressupõe novas e criativas formas de intervenção do indivíduo
humano na natureza com níveis (1995 e 1998) e outros autores de “prudência ecológica”,
pressupõe novas e criativas formas de intervenção do indivíduo humano na natureza com
níveis mínimos de abuso ou parasitismo. Há de se lembrar de que não se trata da não
utilização ou apropriação dos recursos naturais, mas de formas menos abusivas tanto em
termos económicos quanto sócio - ambientais;
 Sustentabilidade espacial – equilíbrio rural - urbano. Evitar os impactos negativos da
hiper-urbanização (BERGAMASCO, SALLES e NORDER, 1995), priorizando novas
formas de civilização, baseadas no uso sustentável de recursos renováveis não apenas
possível, mas essencial;
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 Sustentabilidade cultural – que é a dimensão capaz de respeitar e estimularas


diferenças, os valores e saberes locaisde cada população. Por meio desta dimensão
estratégica é possível intensificaro diálogo franco entre as partes para, apartir deste,
elaborar e operacionalizar aspossíveis políticas de desenvolvimento.

Realizadas estas etapas, é possível falarem paradigma “desde baixo” ou


em“ecodesenvolvimento”.

Segundo LIRA, W. e CANDIDO, G. (2013:14), o conceito de desenvolvimento sustentável se


disseminou por diversos sectores da economia, e a consciência da sociedade sobre a importância
da preservação ambiental para a manutenção da qualidade de vida é cada vez maior. Nesse
sentido, a questão ambiental passou a receber uma maior atenção por parte da sociedade, que
começou a sentir as consequências dos impactos das atividades antrópicas sobre o meio ambiente
e, diante disso, tem aceitado com mais facilidade a necessidade de mudança no atual modelo de
desenvolvimento.

Para tanto se faz necessário que diante de tantas discussões a respeito da sustentabilidade e do
desenvolvimento sustentável, que seus conceitos sejam compreendidos e incorporados por todos
os indivíduos e instituições. E que esses conceitos saiam das discussões para a praticidade do dia
a dia de cada um. Nesse sentido, o desenvolvimento sustentável passa a ser o processo de
mudança social e elevação das oportunidades da sociedade compatibilizando no tempo e no
espaço, o crescimento e a eficiência econômica, a conservação ambiental, a qualidade vida e a
equidade social partindo de claro compromisso com o futuro e a solidariedade com as futuras
gerações.Sendo assim, o desenvolvimento sustentável como alternativa de conservação e
continuidade dos recursos, interagindo com diferentes áreas econômicas, precisa de ferramentas
que possam mensurar a sustentabilidade de suas acções. LIRA, W. e CANDIDO, G. (2013:14).

IV.As definições de ambiente e meio ambiente

Segundo ROBERTO, K. (2016:6), o ambiente percebido como recurso é aquele que precisa ser
gerenciado/administrado. Nesta óptica, os recursos naturais (água, ar, solo, fauna, bosque, enfim,
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o patrimônio natural), limitados e degradados, são percebidos como nossa herança colectiva
biofísica, que sustenta a qualidade de nossas vidas.

O ambiente como meio de vida é visto como algo que precisamos conhecer e organizar. É o
nosso ambiente cotidiano (a escola, a casa, o bairro, o lugar de trabalho, etc.), envolvendo os
aspectos naturais e culturais, bem como os vínculos entre estes. ROBERTO, K. (2016:7).

O ambiente visto como projecto comunitário é entendido como algo com o qual precisamos nos
comprometer. Nesse enfoque, o ambiente faz parte da colectividade humana, é o lugar dividido,
o lugar político, o centro da análise crítica. Pelo individualismo e falta de compromisso com a
própria comunidade, o ambiente clama pela solidariedade, pela democracia e pelo envolvimento
individual e colectivo. ROBERTO, K. (2016:7).

Por ambiente entende-se o conjunto de condições que envolvem e sustentam os seres vivos na
biosfera, como um todo ou em parte desta, abrangendo elementos do clima, solo, água e de
organismos, e por meio ambientea “soma total das condições externas circundantes no interior
das quais um organismo, uma condição, uma comunidade ou um objecto existe. O meio
ambiente não é um termo exclusivo; os organismos podem ser parte do ambiente de outro
organismo” (ART, 1998). Citado por DULLEY, R. (2004:18).

Para DULLEY, R. (2004), o conceito de ambiente envolve “a biosfera ou a fina camada devida
que recobre a superfície da terra, localizada entre a crosta terrestre e a atmosfera” constituindo,
portanto, “as condições externas e influências afectando a vida ou a totalidade do organismo das
sociedade, ou a infra-estrutura biótica que sustenta populações de todos os tipos”.

Para GALOPIN (apud SANTOS, 1996), citados por DULLEY, R. (2004:19), o conceito de
ambiente é compreendido como “ ...resultado de uma divisão do mundo em objectos e nas
condições que possibilitam sua existência, ou seja, seu ambiente.” Nesse sentido, o ambiente
“ ...é uma construção intelectual, não necessariamente uma propriedade básica da natureza; uma
construção, além disso, destacando mais as diferenças do que a unidade e realidade básica
relacional da natureza.”
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GLIESSMAN (2000), citado por DULLEY, R. (2004:19), considera que "o ambiente de um
organismo pode ser definido como a soma de todas as forças e factores externos, tanto bióticos
quanto abióticos, que afectam seu crescimento, sua estrutura e reprodução. O ambiente no qual o
organismo ocorre precisa ser compreendido como um conjunto dinâmico, em constante
mudança, de todos os factores ambientais em interação ou seja, como um complexo ambiental".

Meio ambiente, é o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química
e biológica, que permite, abriga e rege a vida, em todas as suas formas.

ISO 14001:20043 ousou fazer uma definição sobre meio ambiente: “circunvizinhança em que
uma organização opera, incluindo-se ar, água, solo, recursos naturais, flora fauna, seres humanos
e suas inter-relações” .BRASIL ( 2004)., citado por ROBERTO, K. (2016:7).

SILVA (2000, p.20) conceitua o meio ambiente como a "interação do conjunto de elementos
naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as
suas formas". ROBERTO, K. (2016:7).

O conceito de meio ambiente não serve apenas para designar um objecto específico, mas, de
facto, uma relação de interdependência que deriva, necessariamente, do homem, por estar com
ele relacionada. ROBERTO, K. (2016:8).

V.Definição Recursos Naturais

Para ART (1998), citado por DULLEY (2004:20), recursos naturais são componentes do
ambiente ( vivos e não vivos), utilizados para preencher as necessidades e desejos humanos.Os
recursos naturais são definidos como tudo aquilo que é necessário ao homem e que se encontra
na natureza, eles são classificados em renováveis e não renováveis.

São considerados recursos naturais tudo aquilo que é necessário ao homem e que se encontra na
natureza, dentre os quais podemos citar: o solo, a água, o oxigênio, energia oriunda do Sol, as
florestas, os animais, dentre outros. Os recursos naturais são classificados em dois grupos
distintos: os recursos naturais não renováveis e os recursos naturais renováveis.
Os recursos naturais não renováveis abrangem todos os elementos que são usados nas
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actividades antrópicas, e que não têm capacidade de renovação. Com esse aspecto temos: o
alumínio, o ferro, o petróleo, o ouro, o estanho, o níquel e muitos outros. Isso quer dizer que
quanto mais se extrai, mais as reservas diminuem, diante desse fato é importante adotar medidas
de consumo comedido, poupando recursos para o futuro.

Já os recursos naturais renováveis detêm a capacidade de renovação após serem utilizados pelo
homem em suas actividades produtivas. Os recursos com tais características são: florestas, água e
solo.

Deste modo, recursos naturais significa elementos da natureza a que o Homem recorre para
ultrapassar uma dificuldade.Osrecursos naturais são tudo aquilo que o Homem retira da natureza
para seu proveito. Recorre a estes recursos para satisfazer as suas necessidades básicas.
(AUTOR).
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Conclusão

Realizado o trabalho conclui-se que de facto há uma estreita relação entre esses conceitos. Sendo
gestão ambiental o conjunto das relações entre o Homeme e o meio ambiente, através de
determinação de medidas de uso e preservação ambiental; recursos naturais sendo elementos
naturais que o Homem necessita para satisfação de suas necessidades e desejos.

Numa perspectiva de o uso de recursos naturais pelo presente sem prejudicar o futuro surgem os
conceitos gestão sustentável e sustentabilidade. Sendo desenvolvimento sustentável aquele que
decorre beneficiando as gerações presentes sem prejudicar as gerações futuras e sustentabilidade
a possibilidade das diferentes gerações possuir e fazer ,continuadamente,o uso dos recursos
naturais.
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Bibliografia

AMARO, R. Desenvolvimento. Caderno de Estudos Africanis. Centro de Estudos Internacionais.


2003.

BARBOSA, G. O desafio do Desenvolvimento Sustentável. Rio de Janeiro Universidade Federal


do Rio de Janeiro.2008.

CARNIEL, C. Gestão Ambiental e Sustentabilidade. Brasil. 2016

DULLEY, R. Noção de natureza, ambiente, meio ambiente, recursoso naturais e recursos


ambientais.São Paulo.Instituto de Economia Agricola. 2004.

LIRA, W. e CANDIDO, G. Gestão sustentável dos recursos naturais. Campina Grande


Universidade Estadual da Paraiba. Editora Filiada.2013.

RUPPENTEL, J. Gestão Ambiental. Brasil .Universidade Federal Santa Maria..2014.

ROBERTO, K. Concepções de meio ambiente. Uruguai. 2014.