Você está na página 1de 12

Regime Jurídico do Tribunal de Paz

O pedido , no Julgado de Paz, obedece a alguma forma especial?


R: Artigo 43º nº 2 Lei 78/2001 (CPC).
Que espécies de prova conhece?
R: Confissão 352.ºCC: depoimento de parte 452.º CPC e declarações de parte 466.º CPC;
documental 423.º CPC e 362.º CC; pericial 467.º CPC e 388.º CC; inspecção 490 .º CPC e 390.º
CC; testemunhal 495.º CPC e 392.º CC.
Todas se encontram previstas no Tribunal dos Julgados de Paz?
R: As que foram necessárias - Art. 59.º Lei 78/2001 (CPC).
É possível apresentar testemunhas? Qual o limite?
R: Art. 59.º n.º1 Lei 78/2001 (CPC) - sim, até 5 por cada parte.
A ação apresentada junto deste Tribunal permite recurso?
R: Sim. Desde que exceda metade do valor da ação de 1º instância (2500€) - Art. 62 da lei 54/2013 e
Art. 44.º LOSJ.
Qual o valor máximo da ação?
R: Não exceda os 15000 euros – ART. 8 da lei 78/2001
Refira-se à competência destes tribunais em razão da matéria e em razão do território
R: Art 6º Lei 78/2001 (CPC) - objeto; Art 9.º Lei 78/2001 (CPC) - matéria; Arts.10.º 11.º 12.º 13.º
Lei 78/2001 (CPC) - território
O solicitador possui legitimidade para patrocinar a ação?
R: Sim. O solicitador, advogado e advogado estagiário podem fazer patrocínio às partes. É
obrigatório a constituição de Advogado nos casos previstos na lei e quando é interposto recurso da
sentença - Art. 38.º n.º3 Lei 78/2001 (CPC).
Nesta forma de resolução alternativa de litígio encontra-se consagrada a figura da mediação?
R: Arts. 49.º e 53.º Lei 78/2001 (CPC) - sim, a pré-mediação e a mediação
Em caso de recurso, qual o efeito deste, na execução da sentença?
R: Art. 62.º n.º2 Lei 78/2001 (CPC) - devolutivo
Quais as modalidades de mediação que conhece?
R: Art. 10.º Lei 29/2013 (CPC) - civil e comercial
A justiça pretende-se mais próxima dos cidadãos! Refere os meios de RAL que conhece.
R: Julgados de paz, Mediação e Arbitragem Voluntária.

Procedimento de Injunção
O que é a injunção?
R: É um procedimento que permite a um credor de uma dívida
obter de forma célere e simplificada, um título executivo - Art. 1º
preâmbulo DL 269/98 (CPC).

Quais são as vantagens?


R: Celeridade e economia.

Qual o órgão competente para o credor apresentar o requerimento de injunção?


R: O BNI, Balcão Nacional de Injunções - Portaria 220-A/2008 (CPC).

Qual a lei que legisla o procedimento de injunção?


R: O DL 269/98 de 1 Setembro.

O mesmo, destina-se a exigir o cumprimento de obrigações pecuniárias emergentes de contrato ,


até que valores?
R: Até aos € 15.000.

E no caso de tratar-se de obrigações emergentes de transacções comerciais?


R: Não existe limite de valor.

Quais os procedimentos especiais previstos no DL 269/98?


R: A Acção Declarativa de condenação - artº1 e SS do anexo ao DL 269/98 A Injunção (artº 7
do mesmo diploma

Quem conduz a acção declarativa?


R: Sempre um Juiz.

Porque motivo?
R: Porque se trata de uma acção judicial.

E quem conduz a injunção?


R: Sendo um procedimento de natureza eminentemente administrativa, é tramitada por um secretário
judicial.

Pode a injunção transmutar-se numa acção?


R: Sim - Art. 14º DL 269/98 (CPC).

Quais os motivos?
R: Caso o requerido não seja pessoalmente notificado ou deduza oposição - Art. 14 nº1 DL 269/98
(CPC).

O que significa transacção comercial?


R: Transacção entre empresas, entre empresas e entes públicos que dê origem ao fornecimento de
mercadorias/prestação de serviços contra uma remuneração - Art 3º b) DL 62/2013.

Que requisitos têm de existir no âmbito de aplicação do requerimento de injunção?


R: Tem de constituir obrigações pecuniárias emergentes de contratos que envolvam
fornecimento de bens/prestação de serviços entre entidades, desde que a sua relação seja de direito
privado.

Existem limites, enquanto mandatário para o solicitador no âmbito do processo de injunção?


R: Não têm limite, visto não estar em causa uma acção judicial. Assim não está sujeito às regras do
patrocínio judiciário do artigo 40º do CPC.

Como deve o requerimento de injunção ser apresentado?


R: No BNI, através da plataforma CITIUS - Artº19 nº 1 do DL 269/98.

Qual é considerada a data de apresentação?


R: A da comprovação do pagamento da taxa de justiça.

Quais os requisitos e as menções necessárias ao preenchimento do requerimento de injunção?


R: Forma e conteúdo do requerimento - Artº 10 nº 2 anexo ao DL 269/98.

Deve o requerente juntar ao requerimento a procuração forense?


R: Não é necessário, nem sequer possível.

Quais os juros a aplicar?


R: Particulares 4% (juros civis) conforme portaria 291/2003; Comerciais 7 % + taxa de juro
aplicada pelo BCE; 8% + taxa de juro aplicada pelo BCE.

Como deve o requerente expor os factos?


R: De forma sucinta, concisa, clara e perceptível, até porque o espaço está limitado a 8000 caracteres.

Após o envio do requerimento, podem ser efectuadas alterações ao mesmo?


R: Não, só a desistência total do pedido - Artº15-A anexo ao DL 269/98.

Até quando pode ser feita a desistência do pedido?


R: Até à dedução de oposição e até à aposição da fórmula executória - Artº15-A anexo ao DL
269/98.

Porquê até esse momento?


R: Porque é o momento a partir do qual, o requerente terá um título, podendo promover a respectiva
execução.

Qual o valor da taxa de justiça?


R: Até € 5.000 é de 0 ,5 UC; entre € 5.000 e € 15.000, é de 1 UC; mais de € 15.000 é de 1,5 UC.

E para os grandes litigantes?


R: Os valores são agravados em 50 %.

Após entrega do requerimento, pode o mesmo ser consultado?


R: Sim, existe acesso a todo o histórico.

Pode a secretaria recusar o recebimento da injunção?


R: Sim pode, de acordo com os motivos do artº11 do anexo ao DL 269/98.
Pode o requerente reagir contra a recusa?
R: Sim, através de reclamação para o Juiz - artº11 nº2 do DL 269/98.

Como se processa a notificação do requerido?


R: Quando há domicílio convencionado, conforme artº12 DL 269/98; Quando não há domicilio,
envio de carta registada com AR ou notificação promovida por mandatário ou AE - artº12, nº8 e 9 do
anexo ao DL 269/98.

Quais as consequências de não ser possível concretizar notificação pessoal do requerido?


R: Caso o requerente tenha afirmado que pretende a apresentação do procedimento de injunção à
distribuição, transforma-se numa acção declarativa - artº16 DL 269/98. Na falta desta indicação,
extingue-se.

Qual o prazo para pagamento dado ao requerido?


R: 15 dias conforme artº12 do anexo ao DL 269/98.

E para deduzir oposição?


R: Também 15 dias.

Quais as consequências do requerido deduzir oposição à injunção?


R: O mesmo é apresentado à distribuição, transmutando-se numa acção - artº 16 do anexo ao DL
269/98.

Quais as consequências?
R: As previstas no artº17 do anexo ao DL 269/98.

Ocorre o mesmo, tratando-se de transacções comerciais de valor superior a € 15.000?


R: Não, segue forma de processo declarativo comum .

Qual o prazo dentro do qual as partes devem proceder ao pagamento da taxa de justiça?
R: 10 dias a contar da distribuição.

Que devem as partes enviar para o tribunal após o pagamento da taxa de justiça?
R: O requerente: comprovativo de pagamento e procuração forense. O requerido: comprovativo de
pagamento.

Quais as consequências da falta de pagamento da taxa de justiça?


R: Em caso de incumprimento do requerente, absolvição do réu da instância. Em caso de
incumprimento do requerido, sentença com força executiva - artº 20 do anexo ao DL 269/98.

Quais as consequências de o requerido ser pessoalmente notificado e não deduzir oposição?


R: Será aposta fórmula executória por meios electrónicos - artº 14/1 anexo ao DL 269/98.

Em que consiste o procedimento de injunção?


R: Injunção, termos práticos judiciais, é uma forma cobrar dívidas através de custos reduzidos e de
modo simples e eficaz. É mais económica que ação judicial. Permite ao credor de uma dívida obter
de forma mais célere e simplificada um título executivo, podendo recorrer a um processo judicial de
execução para recuperar o montante junto do devedor. Evita recorrer à ação declarativa.
O Solicitador possui legitimidade para patrocinar o processo?
R: Sim - Art. 40°CPC. Este não tem limite no âmbito do processo de injunção.
Quais os documentos a apresentar juntamente com o requerimento de injunção? Devemos
juntar procuração?
R: No momento de apresentação do requerimento de injunção, não é necessário nem possível a
apresentação de quaisquer documentos.
Qual o comprimento obrigacional do qual resulta o início da tramitação do procedimento?
R: Art 20.º anexo DL 269/98
Em que circunstâncias será aposta a forma executória?
R: Arts. 13.º e 14.º anexo DL 269/98
Qual a entidade responsável por tal acto?
R: Art. 12.º Portaria 220-A/2008
O procedimento de injunção permite reconvenção?
R: não
Qual o limite estabelecido para o procedimento de injunção? Só conhece o que referiu?
R: Art. 1.º preambulo e 7.º anexo DL 269/98 - até 15000 € cumprimento de obrigações pecuniárias
emergentes de contratos; sem limite no cumprimento de obrigações emergentes de transações
comerciais.
Quais os procedimentos se encontram previstos no decreto lei nº 269/98 de 1 de Setembro?
R: São dois : acção declarativa especial - art. 1 e ss; injunção - art. 7 e ss.
Quando o requerente, no âmbito de uma transação comercial, recorre à ação declarativa
especial, consagrada no DL 269/98 de 1 de Setembro, qual o limite do valor da mesma?
R: Pode o requerente recorrer à ação declarativa especial quando o valor da mesma não seja superior
a metade da alçada da Relação, ou seja, 15 000€. Se este valor for excedido aplica-se a forma de
processo comum (ação declarativa de condenação). - Artigo 10.º n.º 1 do DL nº 62/2013, de 10 de
Maio.
Refira-se aos procedimentos que adotará, previamente ao procedimento de injunção?
R: Interpelação
Existe obrigatoriedade de o requerente ser apresentado por mandatário?
R: Não, porque é um processo extra-judicial. Não se aplicam as normas de patrocínio judiciário.
O que é o domicílio convencionado? Qual o procedimento da secretaria de injunção no caso
da frustração da notificação do requerido no domicílio convencionado?
R: Art 2.º n.º1 preâmbulo e 12.º n.º 2 a 5 anexo DL 269/98
Durante o procedimento de injunção em curso, o requerente pretende atualizar os
elementos constantes no requerimento. Como o poderá fazer?
R: Não podem introduzir alterações no requerimento. Apenas se permite a desistência total do pedido
- Art.15º-A e Art 10.º n.º3 anexo DL 269/98
Propriedade Horizontal
Como se formaliza a constituição do regime de propriedade horizontal?
R: A constituição da PH pode ser feita por negócio jurídico, usucapião, decisão administrativa ou
judicial, proferida em ação de divisão de coisa comum ou em processo de inventário - Art 1417º CC.
Quais os requisitos legais e administrativos?
R: Tem que se tratar de frações autónomas constituídas por unidades independentes, distintas e
isoladas entre si, com saída própria para uma parte comum do prédio ou para a via pública - Art.
1415º CC.
Quais os documentos necessários para o efeito?
R: Art. 1418º CC.
Posso alterar o título constitutivo da propriedade horizontal? Em que circunstância e qual a
forma legal?
R: Artº 1419 CC.
Quem elege o administrador? A função é remunerada? Indique três funções inerentes ao cargo
de administrador da assembleia de condomínios?
R: A assembleia elege o administrador - Art. 1435º nº 1 CC. É remunerável - Art. 1435º nº4 CC.
Funções - Art. 1436º CC.
A figura do administrador provisório encontra-se prevista legalmente? Em que circunstâncias?
R: Sim - Art 1435-A CC.
Podemos arrendar partes comuns? Sob qual condição?
R: Art 1408º nº 1 CC.
Qual a forma de convocatória da assembleia de condomínios?
R: Carta registada - Art. 1432 nº 1 CC.
Um condomínio ausente pode impugnar uma deliberação da assembleia de condóminos?
R: Artº 1432 e 1433 do CC.
Qual o prazo consagrado para o efeito desejado?
R:20 dias - Art 1433 nº2 CC.
O condómino pode fazer-se representar? Qual a forma legalmente exigida?
R: Sim por procurador - Art. 1431º nº 3 CC.
Qual o regime regra para as deliberações em assembleia de condóminos?
R: Art 1432 nº3 CC.
O proprietário de uma fração poderá vender a sua fração e manter o lugar de estacionamento
na cave do prédio?
R: Tem que se verificar se o lugar de garagem consta no título constitutivo da propriedade horizontal
como fração autónoma. Se sim, significa que é uma parte independente e que pode ser vendida. Se,
pelo contrário, a garagem está associada à casa, não pode ser vendida em separado. A alternativa para
rentabilizar o espaço poderá, por exemplo, passar pelo arrendamento.
Para a boa gestão do condomínio aconselharia os condóminos em que sentido?
R: Regulamento de condomínio, 1429ºA CC
Que critérios a adotar para o cálculo das permilagens a at ribuir a cada fração constituída?
R: As permilagens são calculadas em função do valor atribuído à fração e do total da área de
implementação.
Diversas questões
- Quais aos contratos mais comuns nas profissões liberais?
R: Prestação de serviços, Mandato, Depósito e avença.

- Refira o regime jurídico do contrato de prestação de serviços, com especial incidência sobre o
contrato de Mandato?
R: É aquele em que uma das partes se obriga a proporcionar à outra certo resultado do seu trabalho
intelectual ou manual, com ou sem retribuição - Art 1154º CC. O mandato é uma modalidade de
contrato de prestação de serviços (art. 1155º CC), sendo que as suas disposições são extensivas às
outras modalidades de contrato de prestação de serviços com as necessárias adaptações.
- Refira-se à existência de tabelas de honorários, consignadas em normas legais.
R: As tabelas de honorários estão estipuladas nas portarias 385/2004 e 225/2013 e permite ao
Solicitador ter uma presunção dos valores praticados em conformidade com as atividades efetuadas.
- A que se destinam as citações?
R: Dar conhecimento ao réu de que foi proposta contra ele determinada ação e se chama ao processo
para se defender - Art. 219º nº1 CPC.
- Quais os efeitos da citação?
R: Art 564 CPC.
- Notificações Judiciais avulsas, que enquadramento legal?
R: Dependem de despacho prévio que as ordene e são feitas pelo A.E - Art. 256º nº1 CPC.
- Notificações avulsas, em que situação poderá o solicitador realizá-las?
R: Quando na petição inicial o autor declare que devem ser feitas por funcionário judicial - Art. 231º
nº 9 CPC.
Notários e agentes execução (honorários)
R: Portarias 385/2004 e 225/2013.
Arrendamento

Quando entrou em vigor a nova lei do arrendamento (NRAU)?


R: 28/06/2006 - Lei 6/2006 27/02
Quais os fins do arrendamento?
R: Artigo 1092º a 1107º e 1108º a 1113º CC. 1067.º n.º1 CC.
Qual a forma que deve revestir o contrato de arrendamento?
R: Artigo 1069º CC.
Outra obrigação do contrato?
R: Fiscal - imposto do selo

Requisitos necessários para a elaboração do contrato?


R: Artigo 1070º CC; Licença de utilização - só partir 07/08/1951.
Ver DL 160/2006, 8 de Agosto - Art 5º
Quais as consequências da falta de requisitos do contrato arrendamento?
R: Invalidade do contrato - Art 4º.
DL 160/2006, 8 de Agosto - invalidade ou ineficácia salvo se puderem ser supridas.
Consequências do mau uso do imóvel?
R: Resolução do contrato - Art. 1083.º n.º2 a) CC
Consequências do não uso do imóvel?
R: Artigo 1072º CC - Resolução do contrato - Art 1083.º nº2 d) CC
Diferença obras de conservação ordinárias e extraordinárias?
R: Conservação ordinária - obras de reparação e limpeza geral e as impostas pela Administração
Pública que visam conferir as características apresentadas aquando da licença de utilização.
Conservação extraordinária - obras ocasionadas por defeito da construção ou por caso fortuito ou de
força maior e em geral as que não são imputáveis a acções ou omissões ilícitas da responsabilidade do
proprietário.
Que tipo de benfeitorias existem?
R: Art 216.º CC
Qual o prazo e forma para o pagamento da renda?
R: Artigo 1075º CC.
Como se processa a actualização de rendas?
R: Artigo 1077º CC.
Em caso de mora, o que sucede ao arrendatário relativamente às rendas?
R: Artigo 1041º CC.
Como pode o arrendatário fazer cessar a mora do pagamento da renda?
R: Artigo 1042º CC.
Quais as formas de cessação do contrato de arrendamento?
R: Caducidade, Resolução, Acordo e Denuncia - Art. 1079.º CC
Quais os efeitos da cessação do contrato de arrendamento?
R: Artigo 1081º CC.
Quais os fundamentos da resolução do contrato?
R: Artigo 1083º e 1092º CC.
Como se opera a resolução do contrato?
R: Artigo 1084º CC.
Como se opera a desocupação do locado?
R: Artigo 1087ºCC.
Quais os tipos de atividades industriais lícitas num prédio arrendado para habitação?
R: Artigo 1092º CC.

Quem pode residir num prédio arrendado?


R: Artigo 1093º.
Quantos tipos de contrato podem existir?
R: Artigo 1094º CC.
Como se processa a renovação automática?
R: Artigo 1096º CC.
Como se pode opor o senhorio à renovação automática?
R: Artigo 1097º CC.
Se tiver duração indeterminada pode fazer cessar o contrato?
R: Artigo 1101º CC.
A denúncia do contrato por parte do senhorio para habitação?
R: Artigo 1102º CC.
Como se opera a transmissão/concentração de intervivos do contrato de arrendamento?
R: Divórcio - Artigo 1105º e 1107º CC.
O que sucede na transmissão em caso de morte do arrendatário?
R: Prazo de 3 meses: Cônjuge - Artigo 1107º CC; União de Facto - Lei 7/2001.
A quem compete a realização de obras em contrato não habitacional?
R: Artigo 1111º CC.
É legalmente possível a transmissão do arrendamento?
R: Artigo 1112º CC - Trespasse; Por escrito - Artigo 1112º + Artigo 1038º + Artigo 1083º CC.
Quando é que não se trata de trespasse?
R: Artigo 1112º, nº 2.
Como é que o senhorio deve proceder para desencadear o mecanismo de atualização da renda?
R: Artº 31 nº3 Lei 31/2012 e da lei 79/2014. 1077.º n.º2 c) CC e 30.º L6/2006 última redacção
(UR)
Qual o prazo de resposta à proposta do senhorio, por parte do arrendatário?
R: Art 31.º n.º 1 L6/2006 UR - 30 dias
O que é que o arrendatário pode fazer?
R: Art 31.º n.º3 L6/2006 UR - a) aceitar o valor; b) opor-se propondo novo valor; d) denunciar o
contrato.
No caso do arrendatário aceitar o valor da renda proposto pelo senhorio, o que acontece?
R: Art 31.º n.º10 L6/2006 UR
Se não concordar com o senhorio, como pode o arrendatário opor-se e quais as consequências?
R: Art 31.º n.º3 b) ou Art 33.º n.º2 L6/2006 UR
Qual o prazo que dispõe o senhorio para responder ao arrendatário?
R: Art 33.º n.º 1 L6/2006 UR- 30 dias
Se o senhorio não aceitar o valor proposto pelo arrendatário o que acontece?
R: Art 33.º n.º5 L6/2006 UR - a) denunciar o contrato; b) actualizar a renda de acordo com a) e b) nº2
do art. 35.º.
Se o senhorio pretender denunciar o contrato, qual o prazo para a respetiva produção de
efeitos?
R: Art 33.º n.º 7 L6/2006 UR - 6 meses.
No caso do arrendatário com RABC inferior a 5 RMNA, como proceder?
R: Art 35.º L6/2006 UR
No caso do arrendatário com a idade igual ou superior 65 anos ou com deficiência com grau
superior 60% o que acontece?
R: Art 36.º L6/2006 UR
No caso do contrato de arrendamento celebrado antes da entrada em vigor do RAU (DL 321-
B/290) e em que o arrendamento tem idade igual ou maior 65 anos ou deficiência com grau 60%,
como se processa a atualização do NRAU e da renda?
R: Todos os artigos em baixo são da L6/2006 UR
Art 30.º
Art 31.º n.º 1
Art 31.º n.º3 a) - Art 36.º n.º2
Art 31.º n.º 3 b) - Art 36.º n.º3,4,5,6
Art 31.º n.º 3 d) - Art 34.º
Art 31.º n.º4
Art 36.º n.º 3
Art 36.º n.º 5
Art 36.º n.º 6
Art 36.º n.º8
Art 37.º
Submissão do contrato ao NRAU apenas por acordo entre as partes - Art 36.º n.º1

Você também pode gostar