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Endereço IP

O uso de computadores em rede, tal como a internet, requer que cada máquina
possua um identificador que a diferencie das demais. É necessário que cada
computador tenha um endereço, alguma forma de ser encontrado. O IP (Internet
Protocol) é uma tecnologia que permite a comunicação padronizada entre
computadores, mesmo que estes sejam de plataformas diferentes, identificando-
os de forma única em uma rede.
A comunicação entre computadores é feita através do uso de padrões, ou seja,
uma espécie de "idioma" que permite que todas as máquinas se entendam. Em
outras palavras, é necessário fazer uso de um protocolo que indique como os
computadores devem se comunicar. No caso do IP, o protocolo aplicado é o
TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol). Existem outros, mas o
TCP/IP é o mais conhecido, além de ser o protocolo usado na internet.
O uso do protocolo TCP/IP não é completo se um endereço IP não for utilizado.
Se, por exemplo, dados são enviados de um computador para o meu, o outro
computador precisa saber meu IP assim como o meu precisa saber o endereço IP
do emissor, caso a comunicação exija uma resposta. Sem o endereço IP, os
computadores não conseguem ser localizados em uma rede.
Os endereços IP identificam cada micro na rede. A regra básica é que cada micro
deve ter um endereço IP diferente e todos devem usar endereços dentro da
mesma faixa. Um endereço IP é composto de uma seqüência de 32 bits, divididos
em 4 grupos de 8 bits cada. Cada grupo de 8 bits recebe o nome de octeto. Veja
que 8 bits permitem 256 combinações diferentes (para comprovar, é só calcular
quando é dois elevado à oitava potência). Para facilitar a configuração dos
endereços, usamos números de 0 a 255 para representar cada octeto, formando
endereços como 220.45.100.222, 131.175.34.7 etc. Muito mais fácil do que ficar
decorando seqüencias de números binários. O endereço IP é dividido em duas
partes. A primeira identifica a rede à qual o computador está conectado
(necessário, pois numa rede TCP/IP podemos ter várias redes conectadas entre
sí, veja o caso da Internet) e a segunda identifica o computador (chamado de host)
dentro da rede. Obrigatoriamente, os primeiros octetos servirão para identificar a
rede e os últimos servirão para identificar o computador em sí. Como temos
apenas 4 octetos, esta divisão limitaria bastante o número de endereços possíveis
o que seria uma grande limitação no caso da Internet, onde são necessários
muitos endereços. Se fosse reservado apenas o primeiro octeto do endereço por
exemplo, teríamos um grande número de hosts (micros conectados a cada rede),
mas em compensação poderíamos ter apenas 256 redes diferentes, o que seria
muito complicado considerando o tamanho do mundo. Mesmo se reservássemos
dois octetos para a identificação da rede e dois para a identificação do host, os
endereços possíveis seriam insuficientes, pois existem muito mais de 65 mil redes
diferentes no mundo, conectadas entre sí através da Internet e existem algumas
redes com mais de 65 mil micros.
Para permitir uma gama maior de endereços, os desenvolvedores do TPC/IP
dividiram o endereçamento IP em cinco classes, denominadas A, B, C, D, e E,
sendo que as classes D e E estão reservadas para expansões futuras. Cada
classe] reserva um número diferente de octetos para o endereçamento da rede.
Na classe A, apenas o primeiro octeto identifica a rede, na classe B são usados os
dois primeiros octetos e na classe C temos os três primeiros octetos reservados
para a rede e apenas o último reservado para a identificação dos hosts. O que
diferencia uma classe de endereços da outra, é o valor do primeiro octeto. Se for
um número entre 1 e 126 (como em 113.221.34.57) temos um endereço de classe
A. Se o valor do primeiro octeto for um número entre 128 e 191, então temos um
endereço de classe B (como em 167.27.135.203) e, finalmente, caso o primeiro
octeto seja um número entre 192 e 223 teremos um endereço de classe C, como
em 212.23.187.98. Isso permite que existam ao mesmo tempo redes pequenas,
com até 254 micros, usadas por exemplo por pequenas empresas e provedores
de acesso e redes muito grandes, usadas por multinacionais ou grandes
provedores de acesso. Todos os endereços IP válidos na Internet possuem dono.
Seja alguma empresa ou alguma entidade certificadora que os fornece junto com
novos links. Por isso não podemos utilizar nenhum deles a esmo. Quando você se
conecta na Internet você recebe um (e apenas um) endereço IP válido,
emprestado pelo provedor de acesso, algo como por exemplo "200.220.231.34". É
através deste número que outros computadores na Internet podem enviar
informações e arquivos para o seu. Quando quiser configurar uma rede local, você
deve usar um dos endereços reservados, endereços que não existem na Internet
e que por isso podemos utilizar à vontade em nossas redes particulares.

Endereço IPv4
No IP versão 4, cada anfitrião TCP/IP é identificado por um endereço IP lógico. O
endereço IP é um endereço de camada de Rede e não tem qualquer dependência
do endereço da camada de Ligação de Dados (tal como o endereço MAC de uma
placa de rede). É requerido um endereço IP exclusivo para cada anfitrião e
componente de rede que comunica utilizando o TCP/IP, endereço este que pode
ser atribuído manualmente ou através da utilização do protocolo DHCP (Dynamic
Host Configuration Protocol).
O endereço IP identifica a localização de um sistema na rede tal como uma
morada identifica uma casa numa cidade. Tal como a morada tem de identificar
uma residência única, um endereço IP tem de ser globalmente exclusivo na rede e
tem de ter um formato uniforme.
Cada endereço IP inclui um ID de rede e um ID de anfitrião.
 O ID de rede (também conhecido como endereço de rede) identifica os
sistemas localizados na mesma rede física limitada por routers IP. Todos os
sistemas existentes na mesma rede física têm de ter o mesmo ID de rede.
O ID de rede tem de ser exclusivo na rede.
 O ID de anfitrião (também conhecido como endereço de anfitrião) identifica
uma estação de trabalho, servidor, router ou outro anfitrião TCP/IP numa
rede. O endereço de anfitrião tem de ser exclusivo no ID de rede.
Sintaxe dos endereços IPv4
Um endereço IP é composto por 32 bits. Em vez de indicar os endereços IPv4 32
bits de cada vez utilizando a notação binária (Base2), é prática comum segmentar
os 32 bits de um endereço IPv4 em quatro campos de 8 bits, chamados octetos.
Cada octeto é convertido num número decimal (base 10) entre 0-255 e separado
por um ponto. Este formato é chamado notação decimal separada por pontos. A
tabela seguinte fornece um exemplo de um endereço IP nos formatos binário e
decimal separado por pontos.

Tipos de endereços IPv4


As normas da Internet definem os seguintes tipos de endereços IPv4:
Unicast - Atribuído a uma única interface de rede localizada numa sub-rede
específica da rede e utilizado para comunicações um-para-um.
Multicast - Atribuído a uma ou mais interfaces de rede localizadas em várias sub-
redes da rede e utilizado para comunicações um-para-muitos.
Difusão - Atribuído a todas as interfaces de rede localizadas numa sub-rede da
rede e utilizado para comunicações um-para-todos-numa-sub-rede.

Endereços IPv4 unicast


O endereço IP unicast identifica a localização de uma interface na rede tal como
uma morada identifica uma casa numa cidade. Tal como a morada tem de
identificar uma residência única, um endereço IPv4 unicast tem de ser
globalmente exclusivo na rede e tem de ter um formato uniforme.
Cada endereço IPv4 unicast inclui um ID de rede e um ID de anfitrião.
 O ID de rede (também conhecido como endereço de rede) é a parte fixa de
um endereço IPv4 unicast que identifica o conjunto de interfaces
localizadas no mesmo segmento de rede físico ou lógico limitado por
routers IPv4. Um segmento de rede numa rede TCP/IP também é
conhecido como uma sub-rede. Todos os sistemas existentes na mesma
sub-rede física ou lógica têm de utilizar o mesmo ID de rede e este tem de
ser exclusivo na totalidade da rede TCP/IP.
 O ID de anfitrião (também conhecido como endereço de anfitrião) é a parte
variável de um endereço IPv4 unicast que é utilizado para identificar a
interface de um nó de rede numa sub-rede. O ID de anfitrião tem de ser
exclusivo no ID de rede.
Se o ID de rede for exclusivo na rede TCP/IP e o ID de anfitrião for exclusivo no ID
de rede, o endereço IPv4 unicast completo, composto pelo ID de rede e pelo ID de
anfitrião, é exclusivo na totalidade da rede TCP/IP.

Endereços IPv4 multicast


Os endereços IPv4 multicast são utilizados para entrega um-para-muitos de
pacotes únicos. Numa intranet com suporte para IPv4 multicast, um pacote IPv4
endereçado a um endereço IPv4 multicast é reencaminhado por routers para as
sub-redes onde existem anfitriões à espera do tráfego enviado para o endereço
IPv4 multicast. O IPv4 multicast proporciona um serviço de entrega um-para-
muitos eficaz para vários tipos de comunicação.
Os endereços IPv4 multicast são definidos pela classe D de endereços Internet:
224.0.0.0/4. Os endereços IPv4 multicast variam entre 224.0.0.0 e
239.255.255.255. Os endereços IPv4 multicast com o prefixo de endereço
224.0.0.0/24 (224.0.0.0 a 224.0.0.255) estão reservados para o tráfego multicast
da sub-rede local.
Endereços IPv4 de difusão
O IPv4 utiliza um conjunto de endereços de difusão para proporcionar um serviço
de entrega um-para-todos na sub-rede. Os pacotes enviados para endereços IPv4
de difusão são processados por todas as interfaces existentes na sub-rede. Em
seguida encontram-se os vários tipos de endereços IPv4 de difusão:
Difusão de rede: Formado pela definição de todos os bits de anfitrião como 1
para um prefixo de endereço com classe. Um exemplo de um endereço de difusão
de rede para o ID de rede com classe 131.107.0.0/16 é 131.107.255.255. As
difusões de rede são utilizadas para enviar pacotes para todas as interfaces de
uma rede com classe. Os routers IPv4 não reencaminham pacotes de difusão de
rede.
Difusão de sub-rede: Formado pela definição de todos os bits de anfitrião como 1
para um prefixo de endereço sem classe. Um exemplo de um endereço de difusão
de rede para o ID de rede sem classe 131.107.26.0/24 é 131.107.26.255. As
difusões de sub-rede são utilizadas para enviar pacotes para todos os anfitriões de
uma rede sem classe. Os routers IPv4 não reencaminham pacotes de difusão de
sub-rede. Para um prefixo de endereço com classe não existe nenhum endereço
de difusão de sub-rede, apenas um endereço de difusão de rede. Para um prefixo
de endereço sem classe não existe nenhum endereço de difusão de rede, apenas
um endereço de difusão de sub-rede.
Difusão direccionada para todas as sub-redes: Formado pela definição de
todos os bits de anfitrião de ID de rede com classe originais como 1 para um
prefixo de endereço sem classe. Um pacote endereçado À difusão direccionada
para todas as sub-rede foi definido para alcançar todos os anfitriões existentes em
todas as sub-redes de um ID de rede dividida em sub-redes baseado na classe.
Um exemplo de um endereço de difusão direccionado para todas as sub-redes
para o ID de rede dividida em sub-redes 131.107.26.0/24 é 131.107.255.255. A
difusão direccionada para todas as sub-redes é o endereço de rede de difusão do
ID de rede com classe original. Os routers IPv4 podem reencaminhar pacotes de
difusão direccionados para todas as sub-redes; no entanto, a utilização do
endereço de difusão direccionado para todas as sub-redes é despromovido no
RFC 1812.
Difusão limitada: Formado pela definição dos 32 bits do endereço IPv4 para 1
(255.255.255.255). O endereço de difusão limitado é utilizado para entrega um-
para-todos na sub-rede local quando o ID de rede local é desconhecido.
Normalmente, os nós IPv4 só utilizam o endereço de difusão limitado durante um
processo de configuração automatizado, tal como os protocolos BOOTP (Boot
Protocol) ou DHCP. Por exemplo, com o DHCP, um cliente DHCP tem de utilizar o
endereço de difusão limitado para todo o tráfego enviado até que o servidor DHCP
reconheça a utilização da configuração de endereços IPv4 oferecida. Os routers
IPv4 não reencaminham pacotes de difusão limitada.

Representação do IPv4
Os 32 bits de endereçamento do IPv4 estão separados em duas partes, sendo
que a primeira informa o endereço de rede e a segunda, o endereço de host. A
representação do endereço IPv4 é feita através da chamada notação decimal
pontuada. Nela, cada um dos quatro bytes do endereço IPv4 é representado pelo
seu valor decimal, separados por um “.”. Originalmente, foram definidas 3 classes
de endereço, identificadas pelo valor dos primeiros bits do endereço de rede, para
atender às necessidades de redes de diferentes tamanhos. A distribuição abaixo
mostra essa divisão (SMETANA, 2010)
Classe A: Compreende os endereços "0.*.*.*" a "126.*.*.*". Conhecida como "/8",
onde 8 bits são utilizados para endereçar a rede.
Classe B: Compreende os endereços "128.0.*.*" a "191.255.*.*". Classificada
como "/16", pois 16 bits são utilizados para endereçamento de rede.
Classe C: De "192.0.0.*" a "213.255.255.*". É classificada como "/24", onde 24
bits endereçam a rede. Dos 32 bits do endereço, sobram 8 bits para endereçar os
hosts, o que significa que cada rede classe C pode ter um total de 254 hosts
(utilizando a máscara padrão).

Classes de Endereço IP
Quem define a classe é o primeiro octeto:

Bit de Ordem Superior


Classe A ---- 0000 --- 0 - 127
Classe B ---- 0010 --- 128 - 191
Classe C ---- 0110 --- 192 - 223
Classe D ---- 1110 --- 224 - 239

Endereços de rede gama utilizáveis dos primeiros valores byte (decimal)


A 1 até 126
B 128 até 191
C 192 até 254

Existem também endereços especiais que são reservados para redes 'não
conectadas' (redes privativas), isto é, redes que usam IP mas que não estão
conectadas na Internet.
Estes endereços são:
Uma Rede Classe A : 10.0.0.0
16 Redes Classe B : 172.16.0.0 - 172.31.0.0
256 Redes Classe C 192.168.0.0 - 192.168.255.0
Esses endereços IPv4 foram definidos pelas RFC-3330 e RFC-1918 .

ftp://ftp.rfc-editor.org/in-notes/rfc3330.txt
ftp://ftp.rfc-editor.org/in-notes/rfc1918.txt

O NAT está definido na RFC 1631.

Endereçamento IP
Cada endereço IP é composto por 32 bits separados em 4 octetos.
200.148.12.188 é um exemplo de endereço IP.
São quatro números (0 a 255) separados por pontos.
Padrão de endereçamento na Internet (IPv4)

Endereço IP
Início 1 0 0 0
Fim 126 255 255 254
Classe A
rede host host host
Máscara 255 0 0 0

Início 128 0 0 0
Fim 191 255 255 254
Classe B
rede rede host host
Máscara 255 255 0 0

Início 192 0 0 0
Fim 223 255 255 254
Classe C
rede rede rede host
Máscara 255 255 255 0

A série iniciada com o número 127 é reservada para testes internos.


Classe D: 224.0.0.0 a 239.255.255.255 é dedicada a multicast.
Classe E: números restantes reservados para uso futuro.

Faixas de endereços IP recomendada para internets privadas


10.0.0.0 a 10.255.255.255
172.16.0.0 a 172.31.255.255
192.168.0.0 a 192.168.255.255

Endereço IPs (Privados e Públicos)


Endereços IP Públicos
Os endereços IP públicos constituem o espaço de endereçamento Internet. Estes
são designados para serem globalmente únicos de acordo com os objetivos que
se descrevem mais adiante neste documento. O principal propósito deste espaço
de endereçamento é permitir a comunicação usando o IPv4 sobre Internet. Um
propósito secundário é permitir a comunicação entre redes privadas
interconectadas.
Endereços IP Privados
Alguns conjuntos de endereços IP foram reservados para a operação de redes
privadas que usam o protocolo IP. Qualquer organização pode usar esses
endereços IP em suas redes privadas sem a necessidade de solicitar-los à algum
Registro Internet. A principal condição estabelecida para o uso de endereços IP
privados é que os dispositivos que usem esses endereços IP não necessitem
serem alcançados a partir da Internet. Para uma descrição mais detalhada sobre o
espaço de endereçamento IP privado, favor consultar a RFC 1918.
Endereços IP especiais e reservados
Estes são conjuntos de endereços IP reservados para aplicações como multicast.
Esses endereços IP estão descritos na RFC 1112 e para propósito deste
documento estão além do contexto do mesmo.
O Endereço IP público é para a internet como o exemplo citado acima. É como um
número de telefone conectado a rede pública que pode ser chamado a partir de
qualquer telefone conectado a este serviço. Já um Endereço IP Privado, opera
como se fosse um ramal de uma central telefônica PABX dentro de uma empresa,
ou seja trabalha somente dentro de uma área limitada como uma ma rede local
(LAN) ou uma rede remota (WAN). Se for designado um endereço IP privado para
uma Web Câmera, será possível acessar as imagens desta câmera dentro do
sistema da LAN ou WAN, porém não será possível o acesso via Internet (PERES,
2008).
Para permitir o acesso das imagens de vídeo através da Internet é preciso atribuir
um Endereço IP Público, que pode ser acessado de qualquer parte do mundo
onde esteja disponibilizado o acesso a Internet. Existem dois tipos de Endereço IP
Público: Estático e Dinâmico.
Endereço IP Estático e Dinâmico
O Endereço IP Estático, como mencionado no endereço de exemplo, é um
endereço independente que será disponibilizado e permanecerá sempre
disponível para a conexão. Já um Endereço IP Dinâmido, ou Endereço IP
Flutuante não é um endereço independente e o mesmo é dividido entre vários
assinantes. Ele também trabalha na Internet da mesma maneira que o Estático,
porém, o endereço é modificado cada vez que é feita a conexão. Quando uma
Web Câmera tiver de ser designada com Endereço IP Dinâmico, certifique-se que
a Web Câmera suporta estas condições. Procure no site do fabricante um listagem
como os usuários que utilizam Endereço IP Dinâmico. De qualquer forma, o
Endereço Dinâmico não é tão conveniente como o Endereço Estático, desta
forma, prefira sempre a utilização de um Endereço IP Estático quando instalar
uma conexão DSL ou T1 para um DVR, Placa de Captura ou Câmera IP (PERES,
2008).

Máscara de Sub-Rede
Máscaras de sub-rede são conjuntos de quatro números, similares aos IPs, que
servem para indicar em uma rede, qual é a parte fixa e qual é a parte variável
(NETTO, 2010).
Em redes classe A, apenas o primeiro byte é fixo e os outros três são variáveis.
Por exemplo, em uma rede local classe A, os endereços têm a forma 10.xx.xx.xx.
A máscara de sub-rede usada é 255.0.0.0. Os zeros indicam a parte variável
dentro da rede, o valor 255 (representado em binário como 11111111) indica a
parte fixa. As
máscaras usadas para redes A, B e C são as seguintes:
Classe A: 255.0.0.0
Classe B: 255.255.0.0
Classe C: 255.255.255.0
Quando usamos no Windows a opção “IP automático”, a máscara de sub-rede é
configurada também automaticamente. Se usarmos IP fixo, ou seja, programado
manualmente, temos que programar também a máscara de sub-rede.
Uma alternativa é usar Ips estáticos. Nesse caso, cada computador deve ter o seu
IP programado manualmente, no quadro de propriedades do TCP/IP, como
mostrado ao lado. Ao programarmos um IP estático, temos que programar
também a máscara de sub-rede (NETTO, 2010).
Também devemos tomar cuidado para não dar IPs iguais para máquinas
diferentes. Os IPs estáticos podem ser usados em redes que não possuem DHCP,
e também nos casos em que queremos ter certeza absoluta de que o IP não
mudará de um dia para outro (NETTO, 2010).
Ao consultarmos as propriedades do protocolo TCP/IP no servidor, veremos que o
mesmo está usando um IP estático, programado como 10.10.1.1 (classe A), e
máscara de sub-rede 255.0.0.0. O DNS está configurado como 127.0.0.1. Este é
um endereço IP especial, chamado endereço de retorno. Indica que o servidor
DNS é o próprio. Seria o
mesmo efeito se fosse programado como 10.10.1.1 (NETTO, 2010).
Cálculo de Sub-Rede

Antes de mais nada, procure memorizar as duas tabelas abaixo:


128 10000000
192 11000000
224 11100000
240 11110000
248 11111000
252 11111100
254 11111110
255 11111111

2^10 1024
2^11 2048
2^12 4096
2^13 8192
2^14 16384
2^15 32768
2^16 65536
2^17 131072
2^18 262144
2^19 524288
2^20 1048576
2^21 2097152
2^22 4194304
2^23 8388608

Quando você se depara com uma máscara de rede e precisa determinar o número
de sub-redes, hosts válidos e endereços de broadcast que a máscara define, tudo
o que você tem a fazer é responder a 5 perguntas:

1. Quantas sub-redes tal máscara produz?


2. Quantos endereços de hosts válidos são obtidos por sub-rede?
3. Quais são as sub-redes válidas?
4. Quais os hosts válidos em cada sub-rede?
5. Qual o endereço de broadcast de cada sub-rede?

O método binário é muito útil para aprendizagem, mas fica inviável quando temos
10 ou mesmo 20 bits, para prática utilizaremos outros métodos mais práticos e
dinâmicos.
Eis um método prático de determinar a resposta para cada uma das 5 questões:

a) Quantas sub-redes? 2x – 2 = quantidade de sub-redes, onde “x” representa o


número de bits “mascarados” ou número de “1s”.
Por exemplo: 11000000 seria 22 -2 = 2. Nesse caso, haveria duas sub-redes
possíveis com tal máscara.

b) Quantos hosts válidos por sub-rede? 2y – 2 = quantidade de hosts válidos,


onde “y” representa o número de bits disponíveis para manipulação dos endereços
de host, ou o número de “0s”.
Por exemplo: 11000000 seria 26 -2 = 62. Neste caso, existem 62 endereços
válidos para hosts por sub-rede.

c) Quais são as sub-redes válidas? 256 – máscara de rede = valor da sub-rede


base. À esse resultado, soma-se o valor obtido até que se atinja o número da
máscara (que seria inválido).
Seguindo nosso exemplo: 256 – 192 = 64 (número base e primeira sub-rede
válida). 64 + 64 = 128 (segunda sub-rede válida). 128 + 64 = 192 (valor da
máscara = sub-rede inválida). Portanto, as sub-redes válidas seriam 64 e 128.

d) Qual o endereço de broadcast para cada sub-rede? O endereço de broadcast


seria o valor imediatamente anterior ao valor da próxima sub-rede (ou da máscara,
se estivessemos falando da última sub-rede na sequência).
Em nosso exemplo, temos as sub-redes 64 e 128. O endereço de broadcast da
primeira seria 128 – 1 =127. Já o da segunda 192 (valor da máscara) – 1 = 191.

e) Quais os hosts válidos? Os valores válidos seriam os compreeendidos entre as


sub-redes, menos todos os bits ligados e desligados. A melhor maneira de se
identificar esses valores é se descobrindo as sub-redes válidas e os endereços de
broadcast de cada uma. Em nosso exemplo, os hosts válidos estariam
compreendidos nos intervalos entre 65-126 para a primeira sub-rede e 129-190
para a segunda (pois 64 e 128 são os valores que definem as respectivas

Emprestando bits
Vamos imaginar que eu precise de uma rede para pelo menos 1000 hosts Como
tem que ser multiplo binario ou seja X^2 o mais proximo que temos a isso é 1024
(2^10) Logo alem do ultimo octeto (8 bits) precisamos "pegar emprestado" mais 2
bits mascara classe C padrao 255.255.255.0 ou
11111111.11111111.11111111.00000000; Pegando 2 emprestados do terceiro
octeto ficaria 11111111 11111111 11111100 00000000 ou 255.255.252.0 Sendo
os 2 primeiros octetos "fixos" da rede teriamos para sub-rede 64 para rede (2^6) e
1024 para host (2^10)
O que nos daria 1024 enderecos de host disponiveis para cada uma da 64 sub-
rede como 1 endereco é de rede e 1 de broadcast teriamos que diminuir 2 que
daria 1022 enderecos validos por sub-rede

Tipo de Rede
Antes de fazer um calculo de sub-rede deve saber qual classe aquela rede
pertence.

Classe A Rede Host


1 2 3 4

Classe B Rede Host


1 2 3 4

Classe C Rede Host


1 2 3 4

Classe D Host
1 2 3 4
Classe Range Mascara Hosts
1.0.0.0 até
A 00000000
127.255.255.255
255.0.0.0 16 777 216
128.0.0.0 até
B 10000000
191.255.255.255
255.255.0.0 65 536
192.0.0.0 até
C 11000000
223.255.255.255
255.255.255.0 256
224.0.0.0 até
D 11100000
239.255.255.255
multicast
240.0.0.0 até
E 11110000
247.255.255.255
uso futuro
Nos endereços classe D são usados para multicast, não é necessário alocar
octetos ou bits para separar os endereçoes de rede e host.
Os endereços reservados mais comun são:

CIDR Bloco de
Descrição Referência
Endereços
Rede corrente (só funciona como endereço
0.0.0.0/8 RFC 1700
de origem)
10.0.0.0/8 Rede Privada RFC 1918
14.0.0.0/8 Rede Pública RFC 1700
39.0.0.0/8 Reservado RFC 1797
127.0.0.0/8 Localhost RFC 3330
128.0.0.0/16 Reservado (IANA) RFC 3330
169.254.0.0/16 Zeroconf RFC 3927
172.16.0.0/12 Rede Privada RFC 1918
191.255.0.0/16 Reservado (IANA) RFC 3330
192.0.0.0/24
192.0.2.0/24 Documentação RFC 3330
192.88.99.0/24 IPv6 para IPv4 RFC 3068
192.168.0.0/16 Rede Privada RFC 1918
198.18.0.0/15 Teste de benchmark de redes RFC 2544
223.255.255.0/24 Reservado RFC 3330
224.0.0.0/4 Multicasts (antiga rede Classe D) RFC 3171
240.0.0.0/4 Reservado (antiga rede Classe E) RFC 1700
255.255.255.255 Broadcast
Calculando rede e host
Exercício 1)
39.20.10.30 é um classe A, de acordo com a tabela, pois esta entre 1.0.0.0 a
127.255.255.255 logo a macara é 255.0.0.0
Este mesmo endereco pode ser uma sub-rede como por exemplo a /26 ou seja
2^18 de rede 11111111 11111111 11111111 11000000
2^18=262.144 de sub-rede (-2) 262.142 validos
2^6=64 bits de host (-2) 62 validos
negrito=mascara de rede (não confundir com a mascara de sub rede)
sublinhado=bits emprestados para sub-rede
normal=numero de host por sub-rede
Ou seja 18 bits emprestados para rede e 6 para host o que daria 2^18 = 262.144
enderecos de rede com 64 host para cada sub rede, sendo 62 validos (tirando o
rede e o broadcast). Vale lembrar que o broadcast é sempre impar e é um a
menos que o endereco da proxima sub-rede.
Entao:

Sub-rede # End. Sub-rede Range da Sub-rede Mascara da Sub-rede


1) 39.0.0.0 39.0.0.1
39.0.0.63
39.0.0.62
2) 39.0.0.64 39.0.0.65
39.0.0.167
39.0.0.126
3) 39.0.0.128 39.0.0.129
39.0.0.191
39.0.0.190
4) 39.0.0.192 39.0.0.193
39.0.0.255
39.0.0.254
5) 39.0.0.256 39.0.0.257
39.0.0.319
39.0.0.318
[...]
Ate a subnet 262.144 com 64 endereco cada (62 válidos)

Exercicio 2)
O IP 130.20.30.40 com máscara 255.255.255.192;
O endereço é um classe B (intervalo entre 129.0.0.0 a 191.255.255.255) de uma
rede 130.20.0.0/18
A subnet está da seguinte forma:
11111111 11111111 11000000 00000000

2^2=4 subredes
2^14=16384 hosts e (16384-2) 16382 válidos
Existem dusa formas para saber qual o o intervalo e valores das sub-redes
[1] Como são 2 bits de sub-rede (4 sub redes) ele podem ter os seguinte valores
binário decimal
00 0
01 64
10 128
11 196

Ou seja 4 sub redes com intervalo de 64 bits no terceiro octeto [2] Outra forma de
chegar ao mesmo resultado e dividindo os 16384 (que "estariam" no ultimo octeto
mas como não é possivel dividimos por 256 e colocamos no octeto anterior ate
ficar no intervalo ate 255). Voltando ao calculo 16384/256 vai dar 64 (no terceiro
octeto, ou seja, as sub-redes vão ser de intervalos de 64 em 64 enderecos IP

Duas regras importantes sobre sub-redes:


O ultimo endereco da sub-rede é sempre par e um anterior ao broadcast daquela
sub-rede. O broadcast é sempre impar e é o ultimo endereco daquela sub-rede,
um bit a mais e ele sera o endereco de rede da proxima sub-rede.

Conceito de VLSM
VLSM (Variable Lenght Subnet Masks)
VLSM nada mais é do que a segmentação lógica de subredes. Ou seja, para criar
subredes, você segmentou uma determinada rede. VLSM consiste em segmentar
as subredes criadas, em blocos não necessariamente do mesmo tamanho. Daí o
nome “subredes de tamanho variável”.
Este método de subnetar redes é o mais eficiente e realístico. Pois usa todos os
bits disponíveis na subnet. Lembram-se dos endereços com subnets do tipo
255.255.255.0?
Este tipo de subnets torna-se muito dispendioso em termos de desperdício de ip's.
Por exemplo uma ligação de um router por um cabo serial apenas necessita de 2
ip's, a utilização de uma subnet deste tipo leva-nos a desperdiçar cerca de 253
ip's.
Mesmo que tenhamos a possibilidade de usar o NAT e que os endereços nunca
se acabem devemos sempre ter em consideração que a nossa rede deve sempre
ser desenhada da forma mais eficiente possível. É aqui que o conceito de VLSM
vem á tona.
Exemplo de uma utilização do conceito de VLSM.

É nos dada uma rede classe C. 192.168.100.0/24


Temos de construir um plano de endereçamentos para esta rede utilizando o
conceito de VLSM. Para isso vamos ter de pensar da seguinte forma:
1 - Quantos bits vão ter de roubar aos Hosts para servirmos as nossas
necessidades?
2 - Escolher uma subnet para o segmento de rede que tem mais hosts.
3 - Escolher o segundo segmento que tem mais hosts.

4 - Escolher o terceiro maior segmento.


5 - Determinar os endereçamentos para os links serial.

As maiores redes que temos no nosso esquema têm 50 hosts.


Logo se 2^H-2 = numero válido de hosts por subnet
temos:
2^H-2>=50
H = 6 ( 6 é o numero mais baixo válido para os 50 hosts.)

Temos de ir buscar 6 bits aos hosts ( na subnet) para poder formar a nossa rede
com 50 hosts.
Então os bits da subnet vão ficar (NNHHHHHH). Vamos ter que começar a
subnetar a partir daqui para podermos responder às necessidades da nossa maior
rede.

Exemplo:
Suponha a Rede sem segmentação abaixo:
192.168.10.0 /24 (como é sem segmentação, a máscara DEVE ser /24, já que
falamos aqui de um endereço de rede classe “C”) Vamos supor agora que esta
rede foi segmentada em 2 subredes distintas:
192.168.10.64 /26
e
192.168.10.128 /26

OBS: Aqui foi aplicada a regra 2 ^ x - 2. Se eta regra não fosse aplicada, teríamos
as subredes 192.168.10.0 /25 e 192.168.10.128 /25. Lembrando que o exame
CCNA considera a regra 2 ^ x - 2 para o cálculo de subredes (a não ser quando
EXPLICITAMENTE mencionado na questão).
Retornando… temos então as 2 subredes acima denotadas, cada uma delas com
capacidade para endereçar 62 hosts:
Subrede: 192.168.10.64
hosts: 65 à 126
Broadcast: 127
Subrede: 192.168.10.128
hosts: 129 à 190
Broadcast: 191
Endereço IPv6 (Ipng)
Ainda não há uma especificação oficial para a alocação e formação de endereços
do IPv6 e como os endereços IPv6 são quatro vezes maiores que os endereços
IPv4, são também quatro vezes mais complexos (PINHEIRO, 2004).
A representação básica de um endereço IPv6 se dá na forma X:X:X:X:X:X:X:X,
onde X refere-se a quatro dígitos hexadecimais (16 bits). Cada dígito consiste em
quatro bits, cada inteiro consiste em quatro dígitos e cada endereço consiste em
oito inteiros, num total de 128 bits (4x4x8 = 128).
Apenas 15 % de todo espaço IPv6 está alocado, ficando os outros 85% restantes
para uso futuro. Devido a esta pré-alocação, serão comuns endereços com uma
longa seqüência de bits zero. Neste caso, a especificação permite "suprimir" estes
zero. Em outras palavras, o endereço "2000:0:0:0:0:0:0:1" pode ser representado
como "2000::1". Os dois pontos indicam que o endereço será expandido em um
endereço de 128 bits.
O método substitui zeros somente quando eles estiverem em grupos de 16 bits e
os dois pontos podem ser usados apenas uma vez por endereço. Essa opção é
útil quando se deseja juntar endereços IPv4 com endereços IPv6. Os últimos 32
bits de um endereço IPv6 podem ser usados para referenciar um endereço IPv4,
sendo expressos da seguinte forma: X:X:X:X:X:X:d.d.d.d, onde "X" representa um
inteiro de 16 bits e "d" representa um inteiro decimal. Por exemplo, o endereço
"0:0:0:0:0:0:10.0.0.1" é um endereço IPv4 válido. Combinando ambos os métodos
alternativos de representação, este endereço pode ser representado como
"::10.0.0.1" (PINHEIRO, 2004).

Fundamentos
Existem diferentes tipos de endereços IPv6: Unicast, Anycast e Multicast.
Endereços Unicast são os endereços conhecidos. Um pacote enviado a um
endereço unicast chega exatamente à interface pertencente ao endereço.
Endereços anycast são sintaticamente indistinguíveis de endereços unicast, mas
eles endereçam um grupo de interfaces. Um pacote destinado para um endereço
anycast vai chegar na interface mais próxima (em métrica de roteador). Endereços
anycast somente podem ser usados por roteadores. Endereços multicast
identificam um grupo de interfaces. Um pacote destinado a um endereço multicast
vai chegar em todas as interfaces pertencentes ao grupo multicast.
Nota: O endereço de difusão (broadcast) IPv4 (normalmente xxx.xxx.xxx.255) é
expresso por endereços multicast em IPv6.
Endereços IPv6 Reservados:
ipv6-address prefixlength(Bits) description Notes
:: 128 Bits não especificado cf. 0.0.0.0 em endereço IPv4
::1 128 Bits endereço loopback cf. 127.0.0.1 em IPv4
::00:xx:xx:xx:xx 96 Bits IPv4 embutido Os 32 bits mais baixos são os
endereços IPv4. Também chamado
``Endereço IPv4 compatível com IPv6
''
::ff:xx:xx:xx:xx 96 Bits IPv4 mapeado Os 32 bits mais baixos são os
IPv6 address endereços IPv4. Para sistemas
que não suportam IPv6
fe80:: - feb:: 10 Bits link-local cf. endereço loopback em
IPv4
fec0:: - fef:: 10 Bits locais ao sítio
ff:: 8 Bits multicast
001 (base 2) 3 Bits unicast globais Todos os endereços unicast globais
são atribuídos deste
conjunto. Os 3 primeiros Bits
são ``001''.
Lendo Endereços IPv6
A forma canônica é representada como: x:x:x:x:x:x:x:x, cada ``x'' sendo um valor
hexadecimal de 16 Bits. Por exemplo FEBC:A574:382B:23C1:AA49:4592:4EFE:9982
Freqüentemente um endereço terá longas subséries compostas por zeros, então
cada subsérie pode ser abreviada por ``::''. Por exemplo fe80::1 corresponde à
forma canônica fe80:0000:0000:0000:0000:0000:0000:0001
Uma terceira forma é escrever a última parte de 32 Bits na forma conhecida
(decimal), estilo IPv4, com pontos ``.'' como separadores. Por exemplo,
2002::10.0.0.1 corresponde à representação canônica (hexadecimal)
2002:0000:0000:0000:0000:0000:0a00:0001 que por sua vez equivale a escrever
2002::a00:1

Categorias
Conhecer o cabeçalho IPv6 facilita o entendimento do protocolo. Os compontentes
do cabeçalho são:
• Versão [version]:
• Classe de Tráfego [traffic class]: descreve a classe ou prioridade do
pacote IPv6 (semelhante ao ToS do IPv4)
• Marcação de Fluxo [flow label]: indica uma seqüência de pacotes entre a
origem e o destino que requer processamento diferenciado.
• Tamanho do Payload [payload length]: no tamanho do payload considera-
se os cabeçalhos de extensão (extension headers).
• Cabeçalho Seguinte [next header]: identifica o protocolo da camada
superior ao IPv6.
• Limite de Saltos [hop limit]: decrementado de 1 em 1 depois de cada
roteador.
• Endereço de Origem [source address]: tamanho de 128 bits
• Endereço de Destino [destination address]: tamanho de 128 bits.
É importante lembrar que o cabeçalho IPv6 possui um tamanho fixo.
Comparativamente, o cabeçalho IPv4 tem 20 bytes e o cabeçalho IPv6 tem 40
bytes.

Representação de Endereços IPv6


Os endereços IPv6 estão constituidos por oito blocos de 16 bits, os quais acabam
sendo escritos como oito blocos de 4 dígitos hexadecimais.
As formas de simplificação da escrita de endereços IPv6 está ilustrada abaixo:
Exemplo estendido de endereço IPv6:
FE14:42B9:001B:0000:0000:12D0:005B:06B0
O mesmo endereço, agora simplificando os zeros frontais, tanto em blocos de
apenas zeros como nos outros:
FE14:42B9:1B:0:0:12D0:5B:6B0
O mesmo endereço, agora simplificando os blocos de zeros contínuos (esta
operação pode ser feita apenas uma única vez).
FE14:42B9:1B::12D0:5B:6B0
No caso da simplificação dos blocos de zeros contínuos apresentada acima, o
endereço IPv6 resultante possui apenas 6 blocos de números hexadecimais. Por
conseqüência, entende-se que existem dois blocos contínuos de zeros
simplificados e localizados.

Tipos de Endereços IPv6


Os três tipos de endereços IPv6 são:
Unicast (um-para-um): são divididos em endereços Globais e Link-Local.
Anycast (um-para-o-mais-próximo): identificam servidores ou roteadores em uma
área.
Multicast: (um-para-muitos): identificam um conjunto de hosts.
Alocação de Endereços IPv6
As alocações IPv6 podem ser vericadas segundo as informações da IANA.
As alocações também dependem do tipo de endeço IPv6 que está sendo
considerado.
• Endereços não-especificados: do tipo 0:0:0:0:0:0:0:0
• Endereços loopback: do tipo 0:0:0:0:0:0:0:1
• Endereços IPv4 compatíveis com IPv6: do tipo ::130.100.50.1
• Endereços Globais Unicast: são endereços globais únicos e roteavéis.
• Endereços Link-Local: identificados pelo hexadecimal FE8, são apenas válidos
para os hosts localizados no mesmo link ou barramento.
• Endereços Site-Local: atualmente desconsiderados, era uma proposta análoga
aos endereços privados IPv4 (RFC 1918).
• Endereços Multicast: identificados pelo hexadecimal FF, possuem funções
semelhantes ao multicast IPv4.

Implementação e Estratégias de Transição do IPv4 para IPv6


Durante o tempo de transição, os modelos de implementação mais aceitos são:
IPv6 sobre Links WAN Dedicados
Este modelo é mais para uma implementação separada e paralela de redes IPv6.
Túneis de IPv6 sobre IPv4
Redes IPv6 conectam-se entre si utilizando túneis sobre redes IPv4. Conhecido
com 6to4.
IPv6 utilizando backbones de pilha dupla
Modelo utilizando roteadores de pilha dupla, capazes de rotear tanto IPv6 como
IPv4.
Tradução de Protocolo
O recurso de tradução é conhecido como NAT-PT e permite comunicação de
redes IPv6 nativas com redes IPv4.
Resumo
A comunicação entre computadores é feita através do uso de padrões, ou seja, uma
espécie de "idioma" que permite que todas as máquinas se entendam. Em outras
palavras, é necessário fazer uso de um protocolo que indique como os computadores
devem se comunicar. No caso do IP, o protocolo aplicado é o TCP/IP (Transmission
Control Protocol/Internet Protocol). Existem outros, mas o TCP/IP é o mais conhecido,
além de ser o protocolo usado na internet.
O uso do protocolo TCP/IP não é completo se um endereço IP não for utilizado. Se, por
exemplo, dados são enviados de um computador para o meu, o outro computador
precisa saber meu IP assim como o meu precisa saber o endereço IP do emissor, caso
a comunicação exija uma resposta. Sem o endereço IP, os computadores não
conseguem ser localizados em uma rede.
Endereço IPv4
No IP versão 4, cada anfitrião TCP/IP é identificado por um endereço IP lógico. O
endereço IP é um endereço de camada de Rede e não tem qualquer dependência do
endereço da camada de Ligação de Dados (tal como o endereço MAC de uma placa de
rede). É requerido um endereço IP exclusivo para cada anfitrião e componente de rede
que comunica utilizando o TCP/IP, endereço este que pode ser atribuído manualmente
ou através da utilização do protocolo DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol).
Endereço IP Estático e Dinâmico
O Endereço IP Estático, como mencionado no endereço de exemplo, é um endereço
independente que será disponibilizado e permanecerá sempre disponível para a
conexão. Já um Endereço IP Dinâmido, ou Endereço IP Flutuante não é um endereço
independente e o mesmo é dividido entre vários assinantes. Ele também trabalha na
Internet da mesma maneira que o Estático, porém, o endereço é modificado cada vez
que é feita a conexão. Quando uma Web Câmera tiver de ser designada com Endereço
IP Dinâmico, certifique-se que a Web Câmera suporta estas condições. Procure no site
do fabricante um listagem como os usuários que utilizam Endereço IP Dinâmico. De
qualquer forma, o Endereço Dinâmico não é tão conveniente como o Endereço
Estático, desta forma, prefira sempre a utilização de um Endereço IP Estático quando
instalar uma conexão DSL ou T1 para um DVR, Placa de Captura ou Câmera IP
(PERES, 2008).
Endereço IPv6 (Ipng)
Ainda não há uma especificação oficial para a alocação e formação de endereços do
IPv6 e como os endereços IPv6 são quatro vezes maiores que os endereços IPv4, são
também quatro vezes mais complexos (PINHEIRO, 2004).
A representação básica de um endereço IPv6 se dá na forma X:X:X:X:X:X:X:X, onde X
refere-se a quatro dígitos hexadecimais (16 bits). Cada dígito consiste em quatro bits,
cada inteiro consiste em quatro dígitos e cada endereço consiste em oito inteiros, num
total de 128 bits (4x4x8 = 128).
Apenas 15 % de todo espaço IPv6 está alocado, ficando os outros 85% restantes para
uso futuro. Devido a esta pré-alocação, serão comuns endereços com uma longa
seqüência de bits zero. Neste caso, a especificação permite "suprimir" estes zero. Em
outras palavras, o endereço "2000:0:0:0:0:0:0:1" pode ser representado como "2000::1".
Os dois pontos indicam que o endereço será expandido em um endereço de 128 bits.
Atividades

1- Conceitue o endereço IPv4 multicast.


Os endereços IPv4 multicast são utilizados para entrega um-para-muitos de pacotes
únicos. Numa intranet com suporte para IPv4 multicast, um pacote IPv4 endereçado a
um endereço IPv4 multicast é reencaminhado por routers para as sub-redes onde
existem anfitriões à espera do tráfego enviado para o endereço IPv4 multicast. O IPv4
multicast proporciona um serviço de entrega um-para-muitos eficaz para vários tipos de
comunicação.

2- Quais os tipos de endereços IPv6?


São três os tipos de endereço:
Unicast (um-para-um): são divididos em endereços Globais e Link-Local.
Anycast (um-para-o-mais-próximo): identificam servidores ou roteadores em uma área.
Multicast: (um-para-muitos): identificam um conjunto de hosts.

3- Defina o que é VLSM.


VLSM nada mais é do que a segmentação lógica de subredes. Ou seja, para criar
subredes, você segmentou uma determinada rede. VLSM consiste em segmentar as
subredes criadas, em blocos não necessariamente do mesmo tamanho. Daí o nome
“subredes de tamanho variável”.

Referencias
http://www.meuenderecoip.com/
http://www.guiadohardware.net/termos/endereco-ip-1
http://technet.microsoft.com/pt-pt/library/cc754783(WS.10).aspx
PINHEIRO, Mauricio Santos. Artigo sobre IP Next Generation publicado em 2004.
Disponível: http://www.projetoderedes.com.br/artigos/artigo_ip_next_generation.php
http://ingleses.datasul.com.br/blog/post/2009/03/18/IPV6-Parte-1-Entendendo-o-
esgotamento-do-IPv4.aspx
NETTO, Ivan Dias Borba. Conceitos Básicos sobre Redes. 2010
SMETANA George Marcel M. A. Smetana IPV4 e IPV6 2010. Disponível em:
http://www.abusar.org.br/ftp/pitanga/Redes/ArtigoIP.pdf
http://www.abusar.org.br/tcp-ip.html
http://lacnic.net/pt/politicas/2002-11-registro.html
PERES. Marcelo - Guia do CFTV 2008 Disponivel em:
http://www.guiadocftv.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=4
http://www.marceloeiras.com.br/cisco/calculo_sub_rede.htm
http://seekerpt.blogspot.com/2009/02/vlsm-variable-length-subnet-masking.html
http://www.ustm.ac.mz/wiki/lib/exe/fetch.php
http://www.openit.com.br/freebsd-hb/network-ipv6.html
ANTHONY Bruno e STEVE Jordan (ISBN 1-58720-177-1). Preparação para o CCDA -
DESGN 640-863 Capítulo 8 - Internet Protocol version 6 - 2010

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