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UNOPAR

SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA


PEDAGOGIA

ALESSANDRA SILVA DE PAULA MARQUES

PROJETO DE ENSINO
EM PEDAGOGIA
Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil

Cidade
2020
Cidade
2020
Cidade

Ivaiporã
2020
ALESSANDRA SILVA DE PAULA MARQUES

PROJETO DE ENSINO
EM PEDAGOGIA
Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil

Projeto de Ensino apresentado à Unopar, como


requisito parcial à conclusão do Curso de
pedagogia.

Docente supervisor: Prof. Natalia Gomes dos


Santos

Ivaiporã
2020
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO..............................................................................................................3
1 TEMA.....................................................................................................................4
2 JUSTIFICATIVA.....................................................................................................5
3 PARTICIPANTES...................................................................................................6
4 OBJETIVOS...........................................................................................................7
5 PROBLEMATIZAÇÃO............................................................................................8
6 REFERENCIAL TEÓRICO....................................................................................9
7 METODOLOGIA..................................................................................................15
8 CRONOGRAMA...................................................................................................16
9 RECURSOS.........................................................................................................17
10 AVALIAÇÃO.........................................................................................................18
CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................................19
REFERÊNCIAS...........................................................................................................20
3

INTRODUÇÃO

Os jogos e brincadeiras são importantes em todas as fases da vida


do ser humano. Considerando que os mesmos não são simples entretenimentos, a
presente pesquisa tem por objetivo investigar como eles vêm sendo desenvolvidos
na prática escolar da Educação Infantil, bem como, suas influências no
desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicomotor da criança. O mundo em que ela
vive é descoberto através de jogos dos mais diversos tipos que vão dos mais
simples de encaixe às mais curiosas brincadeiras folclóricas. O jogo, para a criança,
é o exercício e a preparação para a vida adulta. É através das brincadeiras, seus
movimentos, sua interação com os objetos e no espaço com outras crianças que ela
desenvolve suas potencialidades, descobrindo várias habilidades.

Nossa pesquisa terá como objetivo investigar como os jogos e


brincadeiras têm sido desenvolvidos na prática educativa da Educação Infantil.
Jogos e brincadeiras na prática escolar facilitam a aprendizagem, pois despertam a
criatividade, atraem o aluno para a escola, auxiliam o professor na motivação,
favorecem a autoaprendizagem, a exploração e a investigação, e desta forma,
contribuem na construção do conhecimento. Contudo, podemos considerar que
brincar é uma das maneiras mais divertidas e adequadas para ensinar.

A abordagem do tema justifica-se, pois, pela necessidade de


pesquisarmos sobre a real influência dos jogos e brincadeiras para o
desenvolvimento cognitivo, afetivo e psicomotor dos educandos na Educação
Infantil, e verificar como tem sido a formação dos educadores no que se refere a dar
sustentação à formação lúdica dos educandos. Uma vez que, acreditamos que a
criança interagindo com o outro, aprendem melhor brincando, e diante disso,
sabemos que os jogos e brincadeiras proporcionam a aquisição de novos
conhecimentos, desenvolve habilidades de forma natural e agradável, permitindo
assim, a autodescoberta, a formação da autoconfiança e do senso critica, além de
estarem aprendendo de forma crítica e prazerosa. “O jogo é, pois, um “quebra-
cabeça” [...] mas uma atividade real para aquele que brinca”. (FRIEDMANN, 1996, p.
20)
4

Discutir sobre a importância do brincar no processo de


desenvolvimento da criança, sobretudo na Educação Infantil, primeira etapa da
Educação Básica, visando à ludicidade como caminho para a aprendizagem e a
construção do conhecimento através de brincadeiras, jogos e brinquedos.
1 TEMA

Esse projeto de ensino trata sobre jogos e brincadeiras na educação infantil. Os


jogos e brincadeiras são importantes em todas as fases da vida do ser humano.
Considerando que os mesmos não são simples entretenimentos, a presente
pesquisa tem por objetivo investigar como eles vêm sendo desenvolvidos na prática
escolar da Educação Infantil, bem como, suas influências no desenvolvimento
cognitivo, afetivo e psicomotor da criança. O mundo em que ela vive é descoberto
através de jogos dos mais diversos tipos que vão dos mais simples de encaixe às
mais curiosas brincadeiras folclóricas. O jogo, para a criança, é o exercício e a
preparação para a vida adulta. É através das brincadeiras, seus movimentos, sua
interação com os objetos e no espaço com outras crianças que ela desenvolve suas
potencialidades, descobrindo vária habilidade.
2 JUSTIFICATIVA

A partir da Lei nº 11.274 de 6 de fevereiro de 2006, que


estabelece a inclusão de crianças de 6 anos no Ensino Fundamental, muitos
questionamentos e reflexões tem sido levantado na área da educação sobre o
currículo escolar e a maneira como este é pensado para este público.
No critério de pedagogos em formação se faz necessário a
busca do conhecimento aprofundado do assunto, exatamente porque as
crianças nesta idade se encontram em uma fase importantíssima de sua vida,
onde o brincar é marcado quase que em toda totalidade. O desenvolvimento e
aprendizagem destes ocorrem dentro deste ambiente lúdico a todo instante,
sendo, portanto, muito triste roubar este direito dos mesmos. Outro elemento
motivador dessa pesquisa dentro da temática escolhida é ter a oportunidade de
repensar a educação para este público infantil, inserido recentemente no Ensino
Fundamental de forma que lhe garanta o ensino com qualidade, alegria,
satisfação e que vise à formação do indivíduo de forma plena. A utilização de
jogos na disciplina de matemática por exemplo, ajuda a criança associar melhor
alguns conteúdos, que muitas vezes, de forma tradicional ela não aprenderia.
“Através do jogo, a criança fornece informações e o jogo pode
ser útil para estimular o desenvolvimento integral da criança e trabalhar
conteúdos curriculares”. (FRIEDMANN, 1996, p.17).
3 PARTICIPANTES

Este plano de ensino foi pensado de forma poder auxiliar os professores


em sua atuação em sala de aula. Tendo em vista proporcionar uma aula
extremamente prazerosa e não somente para descanso, para que seus alunos
se sintam à vontade e possam aprender mais e mais brincando, não somente na
rotina cansativa de uma sala de aula.
4 OBJETIVOS

* Analisar a importância da utilização dos jogos e brincadeiras no


contexto escolar.

* Investigar como os jogos e brincadeiras têm sido


desenvolvidos na prática educativa da Educação Infantil.

* Verificar fatores que contribuem para a construção do


conhecimento, através dos jogos e brincadeiras;

* Compreender a importância da formação docente no que se


refere à aplicação de jogos e brincadeiras;

* Identificar a teoria sobre jogos e brincadeiras;


5 PROBLEMATIZAÇÃO

O presente trabalho tende a refletir sobe o assunto por meio de


pesquisa bibliográfica de autores renomados como PIAGET, WALLON, MARIA
MONTESSORI, VYGOTSKY, FROEBEL, entre outros. É importante reconhecer
e levantar as legislações que envolvem a inserção da criança de seis anos no
primeiro ano do Ensino Fundamental, como a Lei de Diretrizes e Base da
Educação/LDB 9394/96, que já previa o ensino de 9 anos, além da Lei nº
11.274, de 06 de fevereiro de 2006, que por fim regulamenta o antes previsto.
Ainda como essa criança consegue aprender, evidenciando as etapas de
aprendizagem pelo qual essa criança passa na visão de autores com PIAGET e
VYGOTSKY.
Infelizmente, sabemos que muitas escolas não se adequaram a
este padrão lúdico nas fases iniciais, e as crianças muitas vezes se estressam
muito cedo, por causa dos conteúdos maçantes e tradicionais. Muitas das vezes
por falta de materiais lúdicos nas escolas públicas, ou pelo próprio professor não
se atualizar.
“A criança, para ver e ouvir, ou seja, para captar do ambiente os
elementos necessários ao início de sua estruturação mental, tem que apropriar-
se deles”.(MONTESSORI, p. 99).
6 REFERENCIAL TEÓRICO
Jogos e brincadeiras são essenciais na vida da criança, pois
através deles ela experimenta novos movimentos, entende o vencer e o perder,
aprende a colaborar com o outro e consegue assimilar conceitos fundamentais
para a aprendizagem.

Ao ar livre, dentro ou fora das salas de aulas, em forma de


gincanas ou jogos, brincadeiras são sempre bem-vindas tanto em momentos de
recreação como em situações de aprendizagem.

Partindo deste pressuposto, faz-se necessário um estudo


detalhado sobre os jogos e brincadeiras na educação infantil, pois na teoria que
embasa o brincar, há uma confusão muito grande sobre o significado das
palavras brinquedo, brincadeira e jogo. Nos dicionários, os significados são os
seguintes:

Quanto aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´S),


simbolizam uma proposta que tem por objetivo orientar, de maneira coerente, as
múltiplas políticas educacionais existentes nas diferentes áreas territoriais do
país que contribuem para a melhoria da eficiência, atualização e qualidade de
nossa educação, visando também uma concepção de cidadania que ajuste o
aluno e, consequentemente, o cidadão à realidade do mundo contemporâneo.
Dessa forma, ele representa um referencial para promover a reflexão sobre os
currículos estaduais e municipais, garantindo assim a melhoria do ensino,
socializando discussões e pesquisas sobre estratégias e procedimentos de
ensino.

Portanto, percebe-se que a orientação proposta nos PCN´S está


situada nos princípios construtivistas e apóia-se num modelo de aprendizagem
que reconhece a participação construtiva do aluno, a intervenção do professor
nesse processo e a escola como um espaço de formação e informação em que
a aprendizagem de conteúdos e o desenvolvimento de habilidades operatórias
favoreçam a inclusão do aluno na sociedade que o cerca, adquirindo assim, um
universo cultural mais amplo. Para que essa proposta se concretize, se
transforme em uma realidade, é necessária a interação do sujeito com o objeto a
ser conhecido, e é a partir desta interação, que os jogos e brincadeiras ganham
um papel importante, pois são eles que viabilizam a atuação do próprio aluno na
tarefa de construir significados sobre os conteúdos de sua aprendizagem,
cabendo ao professor ser apenas um mediador e conhecedor do momento
oportuno para se utilizar dessa atividade lúdica.

Contudo, os PCN´S não constituem uma linha educacional


impositiva, e sim um conjunto de proposições que buscam estabelecer
referências a partir das quais a educação possa progressivamente ir se
transformando em um processo de construção de cidadania.

Já o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil


(RCNEI) em seus três volumes, abordam a todo o momento a importância da
utilização dos jogos e brincadeiras no contexto escolar, tanto que nos Objetivos
Gerais da Educação Infantil, espera-se que as crianças desenvolvam a
capacidade de “brincar, expressando emoções, sentimentos, pensamentos,
desejos e necessidades”. (RCNEI, 1998, v.1, p.63).

É através dos jogos, das brincadeiras, do ato de brincar que a


criança tem a oportunidade de experimentar o mundo no plano da imaginação,
utilizando a linguagem simbólica, internalizando assim uma compreensão sobre
os diversos conhecimentos, sentimentos e pessoas, estabelecendo vínculos
entre as características presentes no papel assumido pela criança, suas
relações com outros papéis, generalizando para outras situações que possam vir
a ocorrer e construindo novos significados.

No entanto, cabe ao professor a capacidade de escolher as


brincadeiras, os jogos, estruturá-los e aplicá-los tanto para as crianças de zero a
três anos, onde, por exemplo, nas brincadeiras de “faz-de-conta” (que utiliza
principalmente a imitação), nas de “manipular objetos / brinquedos”, e nas “de
esconder e achar”, são predominantes nessa faixa etária. Já para as crianças de
quatro a seis anos, que escolhem seus parceiros, os objetos, temas, locais e
personagens que querem brincar, como por exemplo, as brincadeiras de faz-de-
conta, de casinha, pular corda, jogos sonoros – musicais, de regras, de
construção entre outros estão presentes nessa faixa etária.

Portanto, a criança é um ser social, que desde o seu


nascimento, possui capacidades afetivas, emocionais e cognitivas, e quando
está realizando atividades lúdicas como os jogos e brincadeiras experimentam e
entram em contatos com sujeitos e recursos diferentes, ampliando suas relações
sociais, desenvolvendo, sistematizando e transformando os conhecimentos.

Logo as atividades lúdicas propiciam a ampliação dos


conhecimentos infantis, sendo de suma importância que as escolas e seus
professores vejam e utilizem os jogos e as brincadeiras de maneira permanente,
com um objetivo estabelecido e fundamentado, e não como um simples
passatempo divertido.

É nesse contexto, que o jogo ganha um enorme espaço como


ferramenta ideal da aprendizagem, por isso é que a maioria dos filósofos,
sociólogos e antropólogos compreendem o jogo como uma atividade lúdica
fundamental no desenvolvimento da criança.

Para o Biólogo suíço Jean Piaget (1896-1980), educar é


provocar atividade, isto é, estimular à procura do conhecimento para o próprio
desenvolvimento da criança.

Muitas dúvidas persistem entre educadores, que procuram


associar o jogo à educação, embora as pesquisas em torno do jogo tenham
surgido no início desse século, e sua intensidade tenha variado conforme as
mudanças políticas e sociais de cada contexto social. O ressurgimento das
pesquisas psicológicas sobre o jogo infantil nos anos 70 foi em grande parte
estimulado por Piaget em sua obra, “A formação do símbolo na criança” (1978).

Seguindo uma orientação cognitiva, Piaget analisa o jogo


integrando à vida mental, que é caracterizado por uma particular orientação do
comportamento da criança, denominado de assimilação.

Para Piaget, cada ato de inteligência é definido pelo equilíbrio


entre duas tendências: assimilação e acomodação. Na assimilação, o sujeito
incorpora eventos, objetos ou situações dentro de formas de pensamento, que
constituem as estruturas mentais organizadas. Na acomodação, as estruturas
mentais existentes, reorganizam-se para incorporar novos aspectos do ambiente
externo. Assim podemos notar que no ato de inteligência, o sujeito adapta-se às
exigências do ambiente externo, enquanto ao mesmo tempo mantém sua
estrutura mental intacta. O brincar, neste caso, é identificado pelo ato da
assimilação sobre a acomodação, ou seja, o sujeito assimila fatos e objetos ao
seu “eu” e suas estruturas mentais.

E com o aparecimento do jogo simbólico, a criança ultrapassa a


simples satisfação da manipulação. Ela vai assimilar a realidade externa ao seu
“eu”, fazendo distorções ou transposições. Da mesma forma, o jogo simbólico é
usado para encontrar satisfação fantasiosa por meio de compensação,
superação de conflitos, preenchimento de desejos. Quanto mais avança em
idade mais caminha para a realidade.

Piaget aborda a importância do jogo infantil no desenvolvimento


cognitivo da criança, onde ele afirma que:

O jogo infantil é simplesmente a expressão de


uma das fases dessa diferenciação progressiva: é o produto da
assimilação dissociando-se da acomodação antes de se reintegrar
nas formas de equilíbrio permanente que dele farão seu
complemento, ao nível do pensamento operatório ou racional. È
nesse sentido que o jogo constitui o pólo extremo da assimilação do
real ao eu, tanto como participante como assimilador, daquela
imaginação criadora que permanecerá sendo o motor de todo
pensamento interior e mesmo da razão. (PIAGET, 1975, p. 207).

Segundo Vygotsky, a essência da brincadeira é a criação de


uma nova relação entre situações do pensamento real, criando assim uma “zona
de desenvolvimento proximal”, onde a criança se comporta além do seu
comportamento habitual e correto com a sua idade. A criança se desenvolve
através da atividade de brincar, com isso, a brincadeira pode ser vista como uma
atividade condutora que determina o seu desenvolvimento.

Neste sentido, Vygotsky afirma que “o que na vida real passa


despercebido pela criança torna-se uma regra de comportamento no brinquedo”.
(VYGOTSKY, 1989, p. 108).

Ao formular o conceito de “zona de desenvolvimento proximal”,


Vygotsky deixa claro que o bom ensino é aquele que tem como objetivo
estimular a criança a atingir um nível de compreensão e habilidades que ainda
não domina completamente, extraindo dele um novo conhecimento, permitindo
delinear o futuro imediato do educando e o seu estado dinâmico de
desenvolvimento, proporcionando o acesso não só ao que foi atingido como
também aquilo que está em processo de maturação, ou seja, o que irá atingir.

A partir das ideias de Vygotsky, percebemos que ensinar para a criança


o que já é do seu conhecimento, acabará gerando uma desmotivação que
consequentemente irá prejudicá-lo a ir além de sua capacidade, daí, surge à
necessidade das escolas encararem os jogos e brincadeiras como sendo uma
atividade lúdica “séria”, pois através deles, poderá aguçar a curiosidade do
educando, ampliando assim os seus conhecimentos de uma forma mais
prazerosa e social. Enquanto se divertem em um mesmo ambiente, as crianças
nem imaginam que estão se conhecendo, aprendendo e descobrindo o mundo
em que eles vivem.

Diante da realidade na qual o que predomina é a


industrialização, muitos estudiosos apontam que os setores produtivos estão
disponibilizando brinquedos na área educacional, dando maior destaque para
tais produtos. Brincar não significa perda de tempo como também não é uma
forma de preenchimento de tempo, mas uma maneira de se colocar a criança de
frente com o objeto, muito embora nem sempre a brincadeira envolva um objeto.

Até porque o brinquedo possibilita o desenvolvimento total da


criança, já que ela se envolve afetivamente no seu convívio social. A brincadeira
faz parte do mundo da criança. É nesse momento que ela experimenta,
organiza-se, regula-se, constrói normas para si e para o grupo. Desse modo, o
brincar é uma das formas de linguagem que a criança usa para entender e
interagir consegue mesmo e com os outros e o próprio mundo.

O RCNEI (BRASIL, 1998, p. 58) destaca a importância de se


valorizar atividades lúdicas na Educação Infantil, visto que “as crianças podem
incorporar em suas brincadeiras conhecimentos que foram construindo”. Ainda
se observa no RCNEI a valorização do brinquedo, entendidos como.

Componentes ativos do processo educacional que refletem a concepção


de educação assumida pela instituição. Constituem-se em poderosos
auxiliares da aprendizagem. Sua presença desponta como um dos
indicadores importantes para a definição de práticas educativas de
qualidade em instituição de educação infantil. (BRASI, 1998, p.67. v.
1).

No entanto, ainda se observa que quando se fala em brinquedos e


brincadeiras, muita das vezes ecoa, no fundo das expressões, pré-conceitos
marcados pelas relações de desdém, de poder de valores pejorativos na
relação.

Durante muito tempo confundiu-se “ensinar” com “transmitir” e,


neste contexto, o aluno era considerado como um agente passivo da
aprendizagem e o professor um mero transmissor dessa aprendizagem.
Acreditava-se que toda aprendizagem ocorria apenas pela repetição e os alunos
que não aprendiam eram os únicos responsáveis por essa deficiência e,
portanto, merecedoras do castigo da reprovação.

Atualmente essa ideia tornou-se absurda, pois sabemos que


não existe ensino sem que ocorra a aprendizagem, e esta não acontece senão
pela transformação, pela ação facilitadora do professor e principalmente.

Brinquedos

Qualquer tipo de brinquedo traz consigo uma relação de


aprendizagem, bem como educativa. Quando uma criança confecciona seu
próprio brinquedo, aprende com o seu trabalho transformar matérias-primas
oriundas da natureza em objetos novos, que vão se constituir em um novo
objeto, ou seja, novo brinquedo.

Para Oliveira (1984, p. 44),

O brinquedo educativo se auto define como agente de transmissão


metódica de conhecimentos e habilidades que, antes de seu
surgimento, não eram veiculadas às crianças pelos brinquedos.
Simboliza, portanto, uma intervenção deliberada no lazer infantil no
sentido de oferecer conteúdo pedagógico ao entretenimento da
criança.

“trabalhar-seriedade X brincar-seriedade”.

Precisa-se entender que esses conceitos não possuem


fundamento, pois hoje se sabe que é através das ações, do fazer, pensar e
brincar, que o ser humano vai construir seu conhecimento e desenvolvendo suas
estruturas psíquicas para se relacionar com o mundo concreto. Nesse sentido,
as brincadeiras são de suma importância para o desenvolvimento da chamada
motricidade, do raciocínio por meio do faz-de-conta, utilizando sempre pelas
crianças quando estão brincando.

O brinquedo sempre chamou atenção da criança independente


do tamanho ou da qualidade. Enquanto objeto, ele é sempre suporte de
brincadeira, e a brincadeira nada mais é do que ação que a criança desenvolve
ao realizar as regras do jogo, ou seja, mergulhar na ação lúdica. Kishimoto
(1999, p. 18) ressalta que o brinquedo é outro termo indispensável para
compreender este campo. Diferindo do jogo, o brinquedo supõe uma relação
íntima com a criança e uma indeterminação quanto ao uso, ou seja, a ausência
de um sistema de regra que organiza sua utilização. A partir desse momento, o
brinquedo pode gerar um sentimento mais próximo onde em algumas situações
o amigo não consegue construir tornando com isso o melhor amigo que fala,
ouve e sente, pois, a criança vive num mundo de imaginação onde seus
brinquedos de ficção acabam ganhando vida e ao mesmo tempo sentimentos.
Nessa perspectiva, a criança amplia no brinquedo todas as suas sensibilidades,
pois este vai permitir a ela curiosidade e conhecimento ao mesmo tempo. Sendo
assim, é através do brinquedo que a criança faz sua incursão no mundo, trava
contato com os desafios e busca, com isso, o conhecimento dos elementos.
Muitas vezes, a criança é levada a destruir alguns brinquedos na busca do
entendimento e conhecimento dos mesmos. Com isso, ela quebra e tenta
consertar e, daí, vem o descobrimento e conhecimento do seu brinquedo.

Definindo e caracterizando os jogos e brincadeiras.

Os jogos e brincadeiras assumem um lugar cada vez mais


importante nos meios em que as crianças se movimentam, seja em casa, nas
escolas, nas ruas ou nos parques, eles estão sempre presentes. Basta reunir
duas ou três crianças e, lá estão elas chutando uma bola, tentando ver quem
salta ou se equilibra melhor ou fazendo adivinhações.

Partindo deste pressuposto, fizemos um estudo mais amplo e


detalhado sobre a definição, a origem e caracterização dos jogos e brincadeiras.
Definir a palavra jogo é algo muito complexo, pois cada indivíduo
pode entendê-la e lhe atribuir um significado diferente. Ao se referir aos jogos
como, por exemplo, pular amarelinha, xadrez, futebol, brincar de mamãe e
filhinha, construir barquinhos entre outros, cada um desses jogos tem suas
especificidades, como regras padronizadas (xadrez), representação mental do
objeto (construção do barquinho), e a situação imaginária (faz-de-conta).

O que é visto como jogo ou brinquedo para determinadas


pessoas, como, por exemplo, brincar com uma boneca, para algumas tribos
indígenas, esta mesma boneca não é considerado um brinquedo, e sim um
símbolo de divindade, ou seja, dependendo do significado atribuído, pode-se
considerar tal conduta ou comportamento um jogo ou não-jogo.

O jogo infantil e a educação, antes mesmo da época do


Romantismo, eram estabelecidos por três concepções:

1. Recreação;
2. Uso do jogo para favorecer o ensino de conteúdos escolares;
3. Diagnóstico da personalidade infantil e recurso para ajustar o
ensino às necessidades infantis.

Desde o período da antiguidade greco-romana o jogo era


utilizado como uma necessidade que favorece o relaxamento das crianças após
atividades escolares que exigissem muito esforça tanto físico quanto intelectual.
Já na Idade Média, o jogo é associado ao azar, e logo é tido como não sério.

Com o Renascimento, surge uma forma diferente de se perceber


a criança, que é vista com valores positivos, com características boas e que por
meio do jogo se expressa de maneira espontânea. Nessa época, os jogos eram
utilizados para divulgar conteúdos (de história, geografia entre outros), e
princípios (de moral e de ética), viam a brincadeira como uma ação livre que
propiciava e favorecia o desenvolvimento da inteligência dos indivíduos de
maneira a facilitar o seu estudo, ou seja, o jogo em seu caráter totalmente
educativo.

Assim, podemos considerar que os jogos são importantes


instrumentos para o desenvolvimento das crianças e dos jovens, e não de serem
apenas como fonte de diversão, o que já seria importante. Eles propiciam
situações que podem ser exploradas de diversas maneiras educativas, onde
para a criança, eles constituem um fim, ela participa com o objetivo de obter
prazer. Já para os adultos, eles são vistos como um meio, um veículo capaz de
levar até a criança uma mensagem educacional, cabendo ao adulto a tarefa de
escolher qual jogo é adequado para transmitir a mensagem desejada. Contudo,
não podemos esquecer a importância afetiva do jogo, pois ele é a fonte de
alegrias; na sua origem a palavra significa exatamente “riso e barulho”, o jogo é,
portanto uma função essencial na vida da criança.

Já a brincadeira é entendida como ato de brincar. E brincar é um


direito de liberdade da criança, legitimado na Lei 8069-90, do ECA (Estatuto da
Criança e do Adolescente), em seu artigo 16, inciso IV. “O direito à liberdade
compreende os seguintes aspectos: brincar, praticar esportes e divertir-se”
(ECA, 2000, p. 11).

Assim, para se desenvolver plenamente e participar ativamente


do mundo em que vive, a criança precisa brincar, pois brincar é aprender. A
brincadeira infantil é capaz de promover o desenvolvimento intelectual do aluno
a ponto de levá-lo a superar o estágio de desenvolvimento em que se encontra.
Contudo, é na brincadeira que reside à base daquilo que mais tarde permitirá à
criança aprendizagens mais elaboradas.

Vários estudiosos reconhecem a influência do brincar para o


desenvolvimento infantil. Ângela Maluf, por exemplo, afirma que a

“Brincadeira é uma atividade objetiva, pois vai mediar sua relação e


percepção do mundo ambiental e dos sujeitos”. (MALUF, 2003, p. 82).

Já Vygotsky (1989), não hesitou em conceber.

“a brincadeira como zona proximal, pois nela a criança supera sua própria
condição no presente, agindo como se fosse maior. A criança desafia
seus próprios limites, ações e pensamentos”.

(VYGOTSKY, 1989, p. 106), ou seja, a brincadeira possibilita


ampla estrutura básica para mudanças das necessidades e da consciência das
crianças, pois são nas brincadeiras que elas resinificam o que vive e sentem.
Portanto, a brincadeira é uma forma privilegiada da
aprendizagem. Na medida em que vão crescendo, as crianças trazem para suas
brincadeiras diárias, o que vêem, escutam e experimentam e, essas brincadeiras
ficam mais interessantes a partir do momento em que as crianças podem
combinar os vários conhecimentos a que tiveram acesso.

No entanto, não podemos esquecer que qualquer brincadeira


exige regras, mesmo que estas regras não sejam explicitas como é o caso do
faz-de-conta. Podemos observar estas regras somente pelo fato da criança estar
interagindo com outras pessoas e com a realidade social como um todo, onde
ela acaba observando condutas, apropria-se de valores e significados,
adquirindo assim, as regras de comportamento existentes numa sociedade e, a
criança que desrespeita ou ignora essas regras, acaba sendo chamado pelos
outros como o “desmancha-prazeres”.

Em suma, podemos considerar que a brincadeira sempre foi e sempre será a forma
mais fácil de educar uma criança, pois é uma atividade de lazer que contribui para o
seu desenvolvimento integral, para sua aprendizagem, para sua criatividade e para a
sua socialização em todos os momentos de sua vida, além de proporcionar uma
infância mais alegre e mais vivida.
7 METODOLOGIA

A partir do tema jogos e brincadeiras na educação infantil vamos fazer para as


crianças do maternal.
Esta atividade será realizada em sala de aula. Os alunos deverão ser organizados
em grupos de três participantes.
Os participantes devem fazer um sorteio pra decidir quem inicia a jogada.
• O tabuleiro deve ficar disposto no centro
•As fichas com as palavras devem estar com as faces voltadas para baixo
•Em cada rodada um participante tira uma ficha e lê para o grupo
• Cada participante deve dizer qual é a classificação da palavra (oxítona paroxítona
ou proparoxítona)
•Quem acertar a classificação anda uma casa no tabuleiro
•Ganha quem completar a volta no tabuleiro em primeiro lugar.
8 CRONOGRAMA

Meses Junho Julho Agosto Setembro Outubro


Etapas
Levantamento do
tema e do problema X
Levantamento
bibliográfico X X X
Leitura e realização
de fichamentos X X X X X

Apresentação e
finalização do X X
projeto
9 RECURSOS

Este projeto foi realizado em 5 dias com 5 turmas diferentes.

Foi realizado um trabalho de investigação com a professora de


uma turma 2 ano fundamental 1, que conta na sala de aula pesquisada com um
número de 25 alunos, cujas crianças apresentavam no momento da coleta,
idades entre 06 e 07 anos, sendo uma escola da rede privada da cidade de Belo
horizonte e com a coordenadora desse nível de ensino. A escolha da escola foi
intencional, visto que se desejou verificar de que modo o lúdico é tratado em
uma escola que atende a um público bastante comum.

1. • Três marcadores
2. • Um tabuleiro
3. • Fichas de palavras
10 AVALIAÇÃO

Os conteúdos aqui aprendidos podem ser de grande valia na


vida do indivíduo, pois a capacidade de pensar, chegar a uma solução, é um dos
maiores bens adquiridos por uma pessoa, pois através dele estamos formando
pessoas capazes de construir o seu próprio conhecimento e sendo assim, capaz
de mudar as coisas ao seu redor.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante dos objetivos propostos nesta pesquisa verificamos que


todos foram alcançados, mediante a constatação de que a motivação para
brincar é essencial à própria atividade, mesmo sem intenção de aprender, quem
brinca aprende, até porque se aprende a brincar.
Como construção social, a brincadeira é atravessada pela
aprendizagem, uma vez que os brinquedos e o ato de brincar a um só tempo,
contam a história da humanidade e dela participam diretamente, sendo algo
aprendido, e não uma disposição inata do ser humano. Daí vê-se a necessidade
do educador inserir o brincar em um projeto educativo, o que supõe
intencionalidade, ou seja, ter objetivos e consciência da importância de sua ação
em relação ao desenvolvimento e à aprendizagem infantil. É nesse contexto que
o jogo ganha um enorme espaço como ferramenta ideal da aprendizagem, por
isso é que a maioria dos filósofos, sociólogos e antropólogos compreendem o
jogo como uma atividade lúdica fundamental no desenvolvimento da criança e
não apenas como um simples passatempo divertido.
Durante a nossa pesquisa constatamos que atualmente os jogos
e brincadeiras vêm ganhando um espaço importante na área educacional, sendo
reconhecidos como ferramentas ideais para o desenvolvimento integral da
criança, assim os jogos e brincadeiras na escola vêm se tornando algo sério,
pois desenvolve, estimula e enriquece a personalidade do aluno; ajuda-o a
construir novas descobertas e simboliza um instrumento pedagógico que leva ao
professor a condição de mediador, estimulador e avaliador da aprendizagem.
Tanto se discute a importância dos jogos e brincadeiras na sala
de aula, que não podemos deixar de falar do faz-de-conta que também
desempenha um papel importante no desenvolvimento afetivo, cognitivo e
psicomotor da criança, pois é graças a ele que a criança pode imaginar, imitar,
criar ou jogar simbolicamente e, assim pouco a pouco, vai reconstruindo em
esquemas verbais ou simbólicos tudo aquilo que desenvolveu em seu primeiro
ou segundo ano de vida. Com isso, pode ampliar seu mundo, estendendo ou
aprimorando seus conhecimentos para além de seu próprio corpo, pode encurtar
tempos, alargar espaços, substituir objetos criar acontecimentos, além disso,
podendo também entrar no universo da sua cultura ou sociedade, aprendendo
costumes, regras e limites que são fundamentais para o desenvolvimento
humano.
REFERÊNCIAS

BANDET, Jeanne; SARAZANAS, Réjane. A criança e os brinquedos. 2. ed. São


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