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Moçambique

Resumo Do Relatório De Acessibilidade 2017

Moçambique ainda tem um longo caminho pela frente para


poder oferecer aos seus cidadãos um acesso a internet a preço
acessível. Embora o governo e o regulador tenham introduzido
reformas muito necessárias, ainda são precisos mais esforços
para reduzir o preço da banda larga para todos – especialmente
para o número significativo de cidadãos que vivem abaixo do
limite de pobreza.

33%
DAS MULHERES
12%
PENETRAÇÃO DA
12%
CUSTO DE 1GB DE
EM ÁREAS POBRES BANDA LARGA INTERNET MÓVEL
DE MAPUTO ESTÁ MÓVEL PRÉ-PAGA
CONECTADO À (GSMA, 2015) (COMO % DO RBI PC)
INTERNET (A4AI, 2016)
(Web Foundation, 2015)

Desempenho de Moçambique no Índice


dos Motores da Acessibilidade 2017
Uma coalição global
que trabalha para O país está na 45ª posição do ranking (de 58 países estudados)
tornar a banda larga no Índice dos Motores da Acessibilidade (ADI). Uma descida
acessível para todos da 43ª posição que Moçambique ocupava no ranking do Índice
dos Motores da Acessibilidade, indicando o passo lento do
progresso das políticas e regulamentos.

www.a4ai.org POSIÇÃO PAÍS ACESSO INFRA-ESTRUTURA CLASSIFICAÇÃO NO ADI

45 Moçambique 47.47 31.58 40.16


MÉDIA MOÇAMBIQUE
E MÉDIA ÁFRICA
2 4 6
Recomendações
 1 Política e Regulamento para Melhoria da
para Concorrência Acessibilidade e
 1
Classificação: 5.0 Acesso a Internet
A classificação na política e regulamento para
em Moçambique
 2
concorrência é quase igual à média regional.
1. Desenvolver uma nova
Moçambique anteriormente contava com um
Estratégia de Banda Larga,
regime de licenciamento baseado no serviço  3 aliada a uma clara política
e tecnologia. No entanto, a nova lei das de acesso universal para
telecomunicações1, publicada em Junho de captar metas com prazos e
2016, reconhece a convergência das tecnologias iniciativas que respondam,
 4
e clama por um regime de licenciamento entre outras questões:
simplificado e neutro em termos de tecnologia e
baseado no regulamento para recursos escassos. ‒‒ a urgente necessidade
 5
de expansão do acesso
nas zonas rurais e outras
 2 Política para Banda Larga áreas desfavorecidas;

Classificação: 4.5   Média Moçambique ‒‒ o desenvolvimento de


intervenções direccionadas
  Média África
Na política para banda larga Moçambique para aumentar o acesso
classifica-se abaixo da média regional. para a mulher e outras
populações marginalizadas;
A estratégia de banda larga de Moçambique não
inclui metas ou intervenções com prazos para
‒‒ a implementação de
 4 Partilha de Infra-estrutura iniciativas de habilidades
redução dos preços da banda larga ou aumento
da penetração e não é actualizada desde a sua digitais para apoiar o
Classificação: 5.5
introdução em 2006. O Ministério dos Transportes desenvolvimento de um sector
e Comunicações referiu publicamente uma ICT local florescente; e
Moçambique classifica-se acima da média no
estratégia nacional revista para banda larga, mas
o desenvolvimento deste documento continua
uso e partilha de infra-estrutura. ‒‒ a necessidade de abordagens
em curso. inovadoras para eliminar
A lei de telecomunicações de 2016 preconiza a a divisão digital, tais como
necessidade de regulamentos actualizados para programas que possam
partilha de infra-estrutura para abordar a facilitação
 3 Políticas para Acesso subsidiar dispositivos com
do direito de passagem e incentivos para partilha,
acesso a internet ou expandir
Público + Uso do Fundo do entre outras medidas. Em colaboração com a
Coligação A4AI-Mozambique, o INCM desenvolveu o WiFi público ou redes
Serviço de Acesso Universal comunitárias como opções para
e está a finalizar propostas de novos regulamentos
Classificação: 5.5 para partilha de infra-estrutura, com aprovação conectar os desconectados.
prevista para 2017.
A classificação de Moçambique no acesso 2. Expandir esforços para lidar
universal é superior à média regional. com questões de acesso do
 5 Política para Espectro lado da procura. Encorajar o
Desde 2007, Moçambique operacionalizou o desenvolvimento de conteúdo
Fundo do Serviço de Acesso Universal – financiado Classificação: 4.5 digital local e localmente
por contribuições das operadoras iguais a 1% relevante e melhorar a literacia
das receitas brutas do ano precedente – para Em termos da política de espectro Moçambique
digital através de formações
implementar e expandir o acesso a internet e posicionou-se acima da média regional.
promover o desenvolvimento de habilidades
e incentivos para desenvolver
e de conteúdos digitais. Estes projectos visam Moçambique adiou a implementação dos seus focos de tecnologia e inovação.
priorizar as zonas desfavorecidas, e os detalhes planos de migração digital, depois dos quais
dos projectos com apoio público e/ou os seus mais frequência ficarão disponíveis para uso 3. Implementar regulamentos e
impactos ainda não estão disponíveis para o de banda larga móvel em todo o país. Apesar orientações para encorajar e
público. Os custos dos dispositivos continuam a deste atraso e da tentativa falhada de leilão do incentivar a partilha de infra-
constituir uma barreira significativa para o acesso Dividendo Digital do espectro (isto é, 800MHz), estrutura e acesso aberto,
em Moçambique2, o que justifica consideração de o mercado Moçambicano está a falar numa e reduzir estrangulamentos
o USAF subsidiar o acesso aos dispositivos, entre situação comparativamente melhor. Ao contrário
burocráticos (ex. dinamizar
outras opções para apoiar acesso e uso. A nova lei de outros mercados, não está a acontecer
de telecomunicações de Moçambique actualiza nenhuma crise de espectro e se necessário, o o processo de licenças entre
disposições para serviço universal, que permitirão Dividendo Digital do espectro por vender poderia múltiplas agências, melhorar os
esforços melhorados para apoio a telecentros ser vendido a preço razoável em linha com as padrões de qualidade da infra-
comunitários e outras soluções para acesso livre. expectativas do mercado. estrutura e criar uma agência de
coordenação para implementar
uma abordagem “escavar
uma vez” para o investimento
1 Lei das Telecomunicacoes, http://www.incm.gov.mz/documents/10157/343078/Lei%20das%20Telecomunicacoes.pdf
2 USAID and mStar (2015), “Mozambique Mobile Access & Usage Study” em infra-estrutura).

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