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Aula 08

Raciocínio Lógico e Matemático p/ MP-RJ - Todos os cargos


Professores: Arthur Lima, Luiz Gonçalves
RACIOC LÓGICO MATEMÁTICO P MPE RJ
TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A
nordestino, logicamente a conclusão “José é loiro” é verdadeira, e por isso este
argumento é VÁLIDO.
Uma outra forma de fazer esta análise é pensar o seguinte: se este
argumento fosse INVÁLIDO, seria possível tornar a conclusão falsa e,
simultaneamente, todas as premissas verdadeiras. Vamos “forçar” a conclusão a ser
falsa, assumindo que José NÃO é loiro. Feito isso, vamos tentar “forçar” ambas as
premissas a serem verdadeiras. Começando pela primeira, devemos aceitar que
“todo nordestino é loiro”. Mas veja que, se aceitarmos isso, a segunda premissa
(“josé é nordestino”) seria automaticamente falsa, pois assumimos que José não é
loiro, e por isso ele não pode ser nordestino. Repare que não conseguimos tornar a
conclusão F e ambas as premissas V simultaneamente, ou seja, não conseguimos
forçar o argumento a ser inválido, o que o torna um argumento VÁLIDO.

Agora veja este argumento:


a: Todo nordestino é loiro
b: José é loiro
Conclusão: Logo, José é nordestino.

Vamos usar o segundo método que citei, tornando a conclusão falsa e em


seguida tentando tornar as premissas verdadeiras. Para que a conclusão seja falsa,
é preciso que José NÃO seja nordestino. Com isso em mãos, vamos tentar tornar as
premissas V. Para a primeira premissa ser verdade, devemos assumir que todos os
nordestinos realmente são loiros. E nada impede que a segunda premissa seja
verdade, e José seja loiro. Ou seja, é possível que a conclusão seja F e as duas
premissas sejam V, simultaneamente, o que torna este argumento INVÁLIDO.
Analisando pelo primeiro método, bastaria você verificar que se todo
nordestino é loiro, o fato de José ser loiro não implica que ele necessariamente seja
nordestino (é possível que outras pessoas sejam loiras também). Assim, a
conclusão não decorre logicamente das premissas, o que faz deste um argumento
INVÁLIDO.

Em resumo, os dois métodos de análise da validade de argumentos são:

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1 – assumir que todas as premissas são V e verificar se a conclusão é
obrigatoriamente V (neste caso, o argumento é válido; caso contrário, é inválido);

2 – assumir que a conclusão é F e tentar tornar todas as premissas V (se


conseguirmos, o argumento é inválido; caso contrário, é válido)

Vamos praticar um pouco nas questões abaixo.

1. IADES – CFA – 2010)Considere os argumentos a seguir.


Argumento I: Se nevar então vai congelar. Não está nevando. Logo, não vai
congelar.
Argumento II: Se nevar então vai congelar. Não está congelando. Logo, não vai
nevar.
Assim, é correto concluir que:
a) ambos são falácias
b) ambos são tautologias
c) o argumento I é uma falácia e o argumento II é uma tautologia
d) o argumento I é uma tautologia e o argumento II é uma falácia
RESOLUÇÃO:
Vamos analisar cada argumento:

Argumento I:
P1  Se nevar então vai congelar.
P2  Não está nevando.
Conclusão  Logo, não vai congelar.

Vamos imaginar que a conclusão é F. Portanto, vai congelar. Agora vamos


tentar tornar as premissas Verdadeiras (forçando o argumento a ser inválido). Em
P2 vemos que “não está nevando”. Assim, a primeira parte de P1(“nevar”) é F, de
modo que P1 é V também.
Foi possível ter a conclusão F quando ambas as premissas eram V. Ou seja,
esse argumento é inválido (falácia).

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Argumento II:
P1  Se nevar então vai congelar.
P2  Não está congelando.
Conclusão  Logo, não vai nevar.
Assumindo que a conclusão é F, vemos que vai nevar. Agora vamos tentar
forçar as premissas a serem verdadeiras. Para P2 ser verdadeira, é preciso que não
esteja congelando. Porém com isso a condicional de P1 fica VF, pois “nevar” é V
e “vai congelar” é F.
Ou seja, NÃO foi possível tornar as duas premissas V quando a conclusão
era F. Isso mostra que este argumento é válido (ou uma tautologia).
Resposta: C

2. FCC – ICMS/SP – 2006) Considere os argumentos abaixo:

Indicando-se os argumentos legítimos por L e os ilegítimos por I, obtêm-se, na


ordem dada,
a) L, L, I, L
b) L, L, L, L
c) L, I, L, I
d) I, L, I, L
e) I, I, I, I
RESOLUÇÃO:
Veja a análise de cada argumento, forçando as premissas a serem V e
verificando se a conclusão é necessariamente V (tornando o argumento válido /
legítimo) ou se ela pode ser F (tornando o argumento inválido / ilegítimo):

I. Na primeira premissa (“a”), vemos que “a” precisa ser V. Na segunda (ab), como
“a” é V, então “b” precisa ser V para a premissa ser V. Logo, podemos concluir que
“b” é V. Argumento válido/legítimo.

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II. Na primeira premissa vemos que “~a” é V, logo “a” é F. Na segunda, como “a” é
F, “b” pode ser V ou F que a premissa continua verdadeira. Não podemos concluir
que ~b é V ou F. Argumento inválido/ilegítimo.

III. Na primeira premissa vemos que “~b” é V, logo “b” é F. Na segunda, como “b” é
F, então “a” precisa ser F para que a premissa seja verdadeira. Portanto, podemos
concluir que “~a” é V. Argumento válido/legítimo.

IV. Na primeira premissa vemos que “b” é V. Na segunda, como “b” é V, “a” pode
ser V ou F e a premissa continua verdadeira. Não podemos concluir o valor lógico
de “a”. Argumento inválido/ilegítimo.
Resposta: C

Chamamos de silogismo o argumento formado por exatamente 2 premissas e


1 conclusão, como:
P1: todo nordestino é loiro (premissa maior – mais geral);
P2: José é nordestino (premissa menor – mais específica)
Conclusão: Logo, José é loiro.

Sofisma ou falácia é um raciocínio errado com aparência de verdadeiro.


Consiste em chegar a uma conclusão inválida a partir de premissas válidas, ou
mesmo a partir de premissas contraditórias entre si. Por exemplo:
Premissa 1: A maioria dos políticos é corrupta.
Premissa 2: João é político.
Conclusão: Logo, João é corrupto.

Veja que o erro aqui foi a generalização. Uma coisa é dizer que a maioria dos
políticos é corrupta, outra é dizer que todos os políticos são corruptos. Não é
possível concluir que João é corrupto, já que ele pode fazer parte da minoria, isto é,
do grupo dos políticos que não são corruptos.
Observe esta outra falácia:

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Premissa 1: Se faz sol no domingo, então vou à praia.
Premissa 2: Fui à praia no último domingo.
Conclusão: Logo, fez sol no último domingo.

A primeira premissa é do tipo condicional, sendo formada por uma condição


(se faz sol...) e um resultado (então vou à praia). Com base nela, podemos assumir
que se a condição ocorre (isto é, se efetivamente faz sol), o resultado
obrigatoriamente tem de acontecer. Mas não podemos assumir o contrário, isto é,
que caso o resultado ocorra (ir à praia), a condição ocorreu. Isto é, eu posso ter ido
à praia mesmo que não tenha feito sol no último domingo.

Quando tratamos sobre argumentos, os dois principais tipos de questões são:


1- as que apresentam um argumento e questionam a sua validade;
2- as que apresentam as premissas de um argumento e pedem as conclusões.

Já tratamos acima sobre o primeiro tipo, e agora vamos nos debruçar sobre o
segundo. Quando são apresentadas as premissas de um argumento e solicitadas as
conclusões, você precisa lembrar que para obter as conclusões, é preciso assumir
que TODAS as premissas são VERDADEIRAS.

Além disso, você precisa identificar diante de qual caso você se encontra
(cada um possui um método de resolução):

- caso 1: alguma das premissas é uma proposição simples.


- caso 2: todas as premissas são proposições compostas, mas as alternativas de
resposta (conclusões) são proposições simples.
- caso 3: todas as premissas e alternativas de resposta (conclusões) são
proposições compostas.

Vejamos como enfrentar cada uma dessas situações diretamente em cima de


exercícios. A questão abaixo enquadra-se no “caso 1”, pois uma das premissas
fornecidas é uma proposição simples. Neste caso, basta começar a análise a partir
da proposição simples, assumindo-a como verdadeira, e então seguir analisando as
demais premissas.

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3. ESAF – PECFAZ – 2013) Considere verdadeiras as premissas a seguir:
– se Ana é professora, então Paulo é médico;
– ou Paulo não é médico, ou Marta é estudante;
– Marta não é estudante.
Sabendo-se que os três itens listados acima são as únicas premissas do argumento,
pode-se concluir que:
a) Ana é professora.
b) Ana não é professora e Paulo é médico.
c) Ana não é professora ou Paulo é médico.
d) Marta não é estudante e Ana é Professora.
e) Ana é professora ou Paulo é médico.
RESOLUÇÃO:
Note que temos 3 premissas, sendo que a última é uma proposição simples:
P1: se Ana é professora, então Paulo é médico;
P2: ou Paulo não é médico, ou Marta é estudante;
P3: Marta não é estudante.
Começamos a análise pela proposição simples P3. Como ela é verdadeira
(devemos assumir que todas as premissas são V para chegar na conclusão),
sabemos que Marta não é estudante. Em P2 temos uma disjunção exclusiva. Como
ao analisar P3 vimos que “Marta é estudante” é Falso, então Paulo não é médico
precisa ser V. Por fim em P1 vemos que “Paulo é médico” é F, de modo que “Ana é
professora” precisa ser F também, de modo que Ana não é professora.

Portanto, as conclusões estão sublinhadas acima. Analisando as opções de


resposta:
a) Ana é professora (F)  falso

b) Ana não é professora (V) e Paulo é médico (F)  falso

c) Ana não é professora (V) ou Paulo é médico (F)  verdadeiro

d) Marta não é estudante (V) e Ana é Professora (F)  falso

e) Ana é professora (F) ou Paulo é médico (F)  falso


Resposta: C

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A próxima questão se enquadra no caso 2, onde todas as premissas são
proposições compostas, mas as alternativas de resposta (conclusões) contém
proposições simples. Neste caso é preciso usar um artifício, “chutando” o valor
lógico de alguma das proposições simples que integram as premissas. Entenda
como fazer isso a partir da análise desta questão.

4. ESAF – RECEITA FEDERAL – 2012) Se Ana é pianista, então Beatriz é


violinista. Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. Se Ana é pianista, Denise é
violinista. Se Ana é violinista, então Denise é pianista. Se Beatriz é violinista, então
Denise é pianista. Sabendo-se que nenhuma delas toca mais de um instrumento,
então Ana, Beatriz e Denise tocam, respectivamente:
a) piano, piano, piano.
b) violino, piano, piano.
c) violino, piano, violino.
d) violino, violino, piano.
e) piano, piano, violino.
RESOLUÇÃO:

Temos as seguintes proposições compostas como premissas:

P1: Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista.

P2: Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista.

P3: Se Ana é pianista, Denise é violinista.

P4: Se Ana é violinista, então Denise é pianista.

P5: Se Beatriz é violinista, então Denise é pianista.

Veja que todas as premissas são proposições compostas. Veja ainda que
todas as opções de resposta são proposições simples. Quando temos “piano, piano,
piano”, por exemplo, você deve ler “Ana toca piano, Beatriz toca piano, Denise toca
piano”. Repare que esta é uma enumeração de proposições simples, e não uma
única proposição composta, pois não temos os conectivos (“e”, “ou” etc.).

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Neste caso o método de resolução consiste em “chutar” o valor lógico de
alguma das proposições simples e, a partir daí, verificar o valor lógico das demais –
sempre lembrando que todas as premissas devem ser verdadeiras.

Chutando que Ana é pianista, em P1 vemos que Beatriz é violinista, caso


contrário essa premissa não seria verdadeira. Veja que P2 fica verdadeira, pois
“Ana é violinista” é F. Em P3 vemos que Denise é violinista, caso contrário essa
premissa não seria verdadeira. Veja que P4 fica verdadeira, pois “Ana é violinista” é
F. Porém P5 fica falsa, pois “Beatriz é violinista” é V e “Denise é pianista” é F. Veja
que, com nosso chute inicial (Ana é pianista), não foi possível tornar todas as
premissas verdadeiras simultaneamente. Onde está o erro? No nosso chute!
Portanto, precisamos reiniciar a resolução, fazendo outra tentativa.

Agora vamos assumir agora que Ana é violinista. Em P2 vemos que Beatriz é
pianista, e em P4 vemos que Denise é pianista. Nessas condições, P1 e P3 já estão
verdadeiras (pois “Ana é pianista” é F), e P5 também (pois “Beatriz é violinista” é F).
Conseguimos tornar todas as premissas verdadeiras, logo Ana, Beatriz e Denise
tocam, respectivamente:
- violino, piano e piano.
Resposta: B

Vamos seguir adiante vendo o nosso “caso 3”. Neste tipo de questão são
fornecidas premissas e solicitadas as conclusões do argumento, mas tanto as
premissas como as opções de resposta (conclusões) são proposições compostas.
Este é o caso mais complexo, e também o mais raro em provas.
Aqui é necessário recorrer a uma solução um pouco diferente, sobre a qual
trataremos agora, com base no exercício abaixo:

5. ESAF – ANEEL – 2004) Se não leio, não compreendo. Se jogo, não leio. Se não
desisto, compreendo. Se é feriado, não desisto. Então,
a) se jogo, não é feriado.
b) se não jogo, é feriado.
c) se é feriado, não leio.
d) se não é feriado, leio.
e) se é feriado, jogo.

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RESOLUÇÃO:

Nesta questão todas as premissas são proposições compostas


(condicionais). E todas as alternativas de resposta (conclusões) também são
condicionais. Aqui é “perigoso” resolver utilizando o método de chutar o valor lógico
de uma proposição simples (você pode até chegar ao resultado certo, por
coincidência, em algumas questões).

Para resolver, devemos lembrar do conceito de conclusão, que pode ser


resumido assim:

“Conclusão de um argumento é uma frase que nunca é F quando todas as


premissas são V.”

O que nos resta é analisar as alternativas uma a uma, aplicando o conceito


de Conclusão visto acima. Repare que todas as alternativas são condicionais pq,
que só são falsas quando p é V e q é F. Portanto, o que vamos fazer é:

- tentar "forçar" a ocorrência de p Verdadeira e q Falsa em cada alternativa


(com isto, estamos forçando a conclusão a ser F)

- a seguir, vamos verificar se é possível completar todas as premissas,


tornando-as Verdadeiras.

- Se for possível tornar todas as premissas V quando a conclusão é F,


podemos descartar a alternativa, pois não se trata de uma conclusão válida.

Vamos lá?

a) Se jogo, não é feriado

Devemos forçar esta conclusão a ser F, dizendo que “jogo” é V e “não é


feriado” é F (e, portanto, “é feriado” é V).

Com isso, podemos ver na premissa “Se jogo, não leio” que “não leio” precisa
ser V também, pois “jogo” é V.

Da mesma forma, na premissa “Se não leio, não compreendo” vemos que
“não compreendo” precisa ser V. E com isso “compreendo” é F.

Portanto, na premissa “Se não desisto, compreendo”, a proposição “não


desisto” também deve ser F.

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Por fim, em “Se é feriado, não desisto”, já definimos que “é feriado” é V, e
que “não desisto” é F. Isto torna esta premissa Falsa! Isto nos mostra que é
impossível tornar todas as premissas V quando a conclusão é F. Isto é, quando as
premissas forem V, necessariamente a conclusão será V. Assim, podemos dizer
que esta é, de fato, uma conclusão válida para o argumento.

Este é o gabarito. Vejamos as demais alternativas, em nome da didática.

b) Se não jogo, é feriado

Devemos assumir que "não jogo" é V e “é feriado” é F, para que esta


conclusão tenha valor Falso (“jogo” é F e “não é feriado” é V).

Em “Se jogo, não leio”, como “jogo” é F, “não leio” pode ser V ou F e ainda
assim esta premissa é Verdadeira. Da mesma forma, em “Se é feriado, não desisto”,
sendo “é feriado” F, então “não desisto” pode ser V ou F e ainda assim esta
premissa é Verdadeira.

Em “Se não leio, não compreendo”, basta que “não leio” seja F e a frase já
pode ser dada como Verdadeira, independente do valor de “não compreendo”. Da
mesma forma, em “Se não desisto, compreendo”, basta que “não desisto” seja F e a
frase já é Verdadeira.

Veja que é possível tornar todas as premissas V, e, ao mesmo tempo, a


conclusão F. Portanto, esta não é uma conclusão válida, devendo ser descartada.

c) Se é feriado, não leio

Assumindo que “é feriado” é V e que “não leio” é F (“leio” é V), para que a
conclusão seja falsa, vejamos se é possível tornar todas as premissas Verdadeiras.

Em “Se é feriado, não desisto”, vemos que “não desisto” precisa ser V (pois
“é feriado” é V).

Em “Se jogo, não leio”, vemos que “jogo” precisa ser F (pois “não leio” é F).

Em “Se não desisto, compreendo”, como “não desisto” é V, então


“compreendo” precisa ser V.

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Em “Se não leio, não compreendo”, vemos que esta premissa já é V pois
“não leio” é F.

Portanto, é possível ter todas as premissas V e a conclusão F,


simultaneamente. Demonstramos que esta conclusão é inválida.

d)Se não é feriado, leio

Rapidamente: “não é feriado” é V e “leio” é F (“não leio” é V).

Em “Se é feriado, não desisto” já temos uma premissa V, pois “é feriado” é F.

Em “Se não leio, não compreendo”, vemos que “não compreendo” precisa ser
V (“compreendo” é F).

Em “Se não desisto, compreendo”, vemos que “não desisto” deve ser F.

Em “Se jogo, não leio”, como “não leio” é V, a frase já é Verdadeira.

Conseguimos tornar todas as premissas V e a conclusão F, sendo esta


conclusão inválida.

e) Se é feriado, jogo

“É feriado” é V; “jogo” é F (“não jogo” é V).

“Se jogo, não leio” já é V, pois “jogo” é F. “Não leio” pode ser V ou F.

“Se é feriado, não desisto”  “não desisto” precisa ser V.

“Se não desisto, compreendo”  “compreendo” precisa ser V.

“Se não leio, não compreendo”  “não leio” deve ser F, pois “não
compreendo” é F.

Novamente foi possível ter todas as premissas V e a conclusão F. Conclusão


inválida.
Resposta: A

Certifique-se que você entendeu este método de resolução, baseado no


conceito de “Conclusão”, resolvendo a questão a seguir ANTES de ler os meus
comentários!

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6. FCC – TCE-PR – 2011) Considere que as seguintes premissas são verdadeiras:

I. Se um homem é prudente, então ele é competente.


II. Se um homem não é prudente, então ele é ignorante.
III. Se um homem é ignorante, então ele não tem esperanças.
IV. Se um homem é competente, então ele não é violento.

Para que se obtenha um argumento válido, é correto concluir que se um homem:


(A) não é violento, então ele é prudente.
(B) não é competente, então ele é violento.
(C) é violento, então ele não tem esperanças.
(D) não é prudente, então ele é violento.
(E) não é violento, então ele não é competente.
RESOLUÇÃO:
Estamos novamente diante de um caso onde temos várias proposições
compostas como premissas, e várias conclusões também formadas por proposições
compostas. Assim, devemos testar cada alternativa de resposta, verificando se
temos ou não uma conclusão válida.
Temos, resumidamente, o seguinte conjunto de premissas:
I. prudente  competente
II. não prudente  ignorante
III. ignorante  não esperança
IV. competente  não violento

Uma condicional só é falsa quando a condição (p) é V e o resultado (q) é F.


Ao analisar cada alternativa, vamos assumir que p é V e que q é F, e verificar se há
a possibilidade de tornar todas as premissas Verdadeiras. Se isso ocorrer, estamos
diante de uma conclusão inválida, certo?

a) não violento  prudente


Assumindo que “não violento” é V e “prudente” é F (“não prudente” é V),
temos:
I. prudente  competente: já é V, pois “prudente” é F.
IV. competente  não violento: já é V, pois “não violento” é V.

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II. não prudente  ignorante: “ignorante” deve ser V, pois “não prudente” é V.
III. ignorante  não esperança: “não esperança” deve ser V, pois “ignorante” é V.
Foi possível tornar as 4 premissas V, enquanto a conclusão era F. Assim, a
conclusão é inválida.

b) não competente  violento


“Não competente” é V e “violento” é F. Assim:
I. prudente  competente: “prudente” deve ser F, pois “competente” é F.
II. não prudente  ignorante: “ignorante” deve ser V, pois “não prudente” é V.
III. ignorante  não esperança: “não esperança” deve ser V, pois “ignorante” é V.
IV. competente  não violento: já é V, pois “competente” é F.
Foi possível tornar as 4 premissas V, enquanto a conclusão era F. Assim, a
conclusão é inválida.

c) violento  não esperança


Sendo “violento” V e “não esperança” F:
III. ignorante  não esperança: “ignorante” deve ser F, pois “não esperança” é F.
IV. competente  não violento: “competente” deve ser F, pois “não violento” é F.
I. prudente  competente: “prudente” deve ser F, pois “competente” é F.
II. não prudente  ignorante: já definimos que “não prudente” é V, e “ignorante” é F.
Isto deixa esta premissa Falsa.
Não conseguimos tornar todas as premissas V quando a conclusão era F.
Portanto, essa conclusão é sempre V quando as premissas são V, o que torna esta
conclusão válida.

d) não prudente  violento


“Não prudente” é V e “violento” é F. Logo:
I. prudente  competente: já é V, pois “prudente” é F.
II. não prudente  ignorante: “ignorante” é V, pois “não prudente” é V.
III. ignorante  não esperança: “não esperança” é V, pois “ignorante” é V.
IV. competente  não violento: já é V, pois “não violento” é V.
Foi possível tornar as 4 premissas V, enquanto a conclusão era F. Assim, a
conclusão é inválida.

P A L
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e) não violento  não competente


“Não violento” é V e “não competente” é F. Assim:
I. prudente  competente: já é V, pois “competente” é V.
IV. competente  não violento: “não violento” é V, pois “competente” é V.
II. não prudente  ignorante: se, por exemplo, “não prudente” for F, esta sentença
já é V (veja que a sentença I não impede que “não prudente” seja F).
III. ignorante  não esperança: se “ignorante” for F, esta sentença já é V (a
sentença II não impede que “ignorante” seja F).
Foi possível tornar as 4 premissas V, enquanto a conclusão era F. Assim, a
conclusão é inválida.
Resposta: C

Antes de avançarmos, trabalhe mais uma questão sobre a VALIDADE de


argumentos lógicos:

7. FUNDATEC – IRGA – 2013) Considere os seguintes argumentos, assinalando V,


se válidos, ou NV, se não válidos.
( ) Se o cão é um mamífero, então laranjas não são minerais.
Ora, laranjas são minerais, logo, o cão não é um mamífero.
( ) Quando chove, João não vai à escola.
Hoje não choveu, portanto, hoje João foi à escola.
( ) Quando estou de férias, viajo.
Não estou viajando agora, portanto, não estou de férias.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


a) V – V – V
b) V – V – NV
c) V – NV – V
d) NV – V – V
e) NV – NV – NV
RESOLUÇÃO:
Vejamos cada argumento:
P1: Se o cão é um mamífero, então laranjas não são minerais.

P A L
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P2: Ora, laranjas são minerais

Conclusão: Logo, o cão não é um mamífero.

Para verificar a validade deste argumento, podemos assumir que as


premissas são verdadeiras e, com isso, observar se a conclusão necessariamente
será verdadeira.

P2 é uma proposição simples, que nos diz que “laranjas são minerais”.
Portanto, em P1 vemos que “laranjas não são minerais” é F, de modo que “cão é um
mamífero” precisa ser F para que esta premissa seja verdadeira. Com isso, vemos
que o cão não é um mamífero, de modo que a conclusão é necessariamente
verdadeira (isto é, ela decorre das premissas). Portanto, este argumento é VÁLIDO.

P1: Quando chove, João não vai à escola.

P2: Hoje não choveu

Conclusão: Portanto, hoje João foi à escola.

Em P2 vemos que “hoje não choveu”. Em P1, sabemos que “chove” é F, de


modo que P1 é uma condicional verdadeira, independente do valor lógico de “João
não vai à escola”. Isto é, esta segunda parte pode ser V ou F, de modo que a
conclusão (João foi à escola) pode ser V ou F. Em outras palavras, a conclusão não
decorre necessariamente das premissas, de modo que o argumento é INVÁLIDO.

P1: Quando estou de férias, viajo.

P2: Não estou viajando agora

Conclusão: Portanto, não estou de férias.

Em P2 vemos que “não estou viajando”. Voltando em P1, vemos que “viajo” é
F, de modo que “estou de férias” precisa ser F. Assim, é verdadeiro que não estou
de férias, isto é, esta conclusão decorre das premissas, tornando o argumento
VÁLIDO.

Ficamos com V – NV – V.
Resposta: C

P A L
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1.2 DIAGRAMAS LÓGICOS
Para falarmos sobre diagramas lógicos, precisamos começar revisando
alguns tópicos introdutórios sobre Teoria dos Conjuntos.
Um conjunto é um agrupamento de indivíduos ou elementos que possuem
uma característica em comum. Em uma escola, podemos criar, por exemplo, o
conjunto dos alunos que só tem notas acima de 9. Ou o conjunto dos alunos que
possuem pai e mãe vivos. E o conjunto dos que moram com os avós. Note que um
mesmo aluno pode participar dos três conjuntos, isto é, ele pode tirar apenas notas
acima de 9, possuir o pai e a mãe vivos, e morar com os avós. Da mesma forma,
alguns alunos podem fazer parte de apenas 2 desses conjuntos, outros podem
pertencer a apenas 1 deles, e, por fim, podem haver alunos que não integram
nenhum dos conjuntos. Um aluno que tire algumas notas abaixo de 9, tenha apenas
a mãe e não more com os avós não faria parte de nenhum desses conjuntos.
Costumamos representar um conjunto assim:

No interior deste círculo encontram-se todos os elementos que compõem o


conjunto A. Já na parte exterior do círculo estão os elementos que não fazem parte
de A. Portanto, no gráfico acima podemos dizer que o elemento “a” pertence ao
conjunto A.
Quando temos 2 conjuntos (chamemos de A e B), devemos representá-los,
em regra, da seguinte maneira:

P A L
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P A L A
Observe que o elemento “a” está numa região que faz parte apenas do
conjunto A. Portanto, trata-se de um elemento do conjunto A que não é elemento do
conjunto B. Já o elemento “b” faz parte apenas do conjunto B.
O elemento “c” é comum aos conjuntos A e B. Isto é, ele faz parte da
intersecção entre os conjuntos A e B. Já o elemento “d” não faz parte de nenhum
dos dois conjuntos, fazendo parte do complemento dos conjuntos A e B
(complemento é a diferença entre um conjunto e o conjunto Universo, isto é, todo o
universo de elementos possíveis).
Apesar de representarmos os conjuntos A e B entrelaçados, como vimos
acima, não temos certeza de que existe algum elemento na intersecção entre eles.
Só saberemos isso ao longo dos exercícios. Em alguns casos vamos descobrir que
não há nenhum elemento nessa intersecção, isto é, os conjuntos A e B são
disjuntos. Assim, serão representados da seguinte maneira:

Os diagramas lógicos são ferramentas muito importantes para a resolução de


algumas questões de lógica proposicional. Trata-se da aplicação de alguns
fundamentos de Teoria do Conjuntos que vimos acima.

Podemos utilizar diagramas lógicos (conjuntos) na resolução de questões


que envolvam proposições categóricas. As proposições que recebem esse nome
são as seguintes:
- Todo A é B
- Nenhum A é B
- Algum A é B
- Algum A não é B
Vejamos como interpretá-las, extraindo a informação que nos auxiliará a
resolver os exercícios.

P A L
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P A L A
8. FUNDATEC – CREA/PR – 2010) Dadas as premissas: “Todos os abacaxis são
bananas.” e “Algumas laranjas não são bananas.” A conclusão que torna o
argumento válido é:
A) “Existem laranjas que não são abacaxis.”
B) “Nenhum abacaxi é banana.”
C) “Existe laranja que é banana.”
D) “Todas as laranjas são bananas.”
E) “Nem todos os abacaxis são bananas.”
RESOLUÇÃO:
Sendo os conjuntos dos abacaxis, das bananas e das laranjas, temos:
- Todos os abacaxis são bananas (todos os elementos do conjunto “abacaxis” são
também elementos do conjunto “bananas”):

- Algumas laranjas não são bananas (alguns elementos do conjunto “laranjas” não
fazem parte do conjunto “bananas”):

P A L
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P A L A
Veja que marquei com um “x” a região onde sabemos que existem laranjas
(pois foi dito que algumas laranjas não são bananas). Analisando as alternativas de
conclusão:

A) “Existem laranjas que não são abacaxis.”

CORRETO. As laranjas da região “x” certamente não são abacaxis.

B) “Nenhum abacaxi é banana.”

ERRADO. Sabemos que TODOS os abacaxis são bananas.

C) “Existe laranja que é banana.”

ERRADO. Sabemos que existe laranja que NÃO é banana, mas não temos
elementos para afirmar que alguma laranja faz parte do conjunto das bananas.

D) “Todas as laranjas são bananas.”

ERRADO. Sabemos que algumas laranjas NÃO são bananas.

E) “Nem todos os abacaxis são bananas.”

ERRADO. Sabemos que todos os abacaxis são bananas.

Resposta: A

9. ESAF – MINISTÉRIO DA FAZENDA – 2012) Em uma cidade as seguintes


premissas são verdadeiras:
Nenhum professor é rico. Alguns políticos são ricos.
Então, pode-se afirmar que:
a) Nenhum professor é político.
b) Alguns professores são políticos.
c) Alguns políticos são professores.
d) Alguns políticos não são professores.
e) Nenhum político é professor.
RESOLUÇÃO:

P A L
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P A L A
Vamos utilizar os conjuntos dos “professores”, dos “políticos” e dos “ricos”.
Temos, a princípio,

Como nenhum professor é rico, esses dois conjuntos não tem intersecção
(região em comum). E como alguns políticos são ricos, esses dois conjuntos tem
intersecção. Corrigindo nosso diagrama, ficamos com a figura abaixo:

Analisando as opções de resposta:

a) Nenhum professor é político.  ERRADO. Pode haver elementos na intersecção


entre esses dois conjuntos.

P A L
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P A L A
b) Alguns professores são políticos.  ERRADO. Embora possa haver elementos
nessa intersecção, não podemos garantir que eles de fato existem. Pode ser que
nenhum professor seja político.

c) Alguns políticos são professores.  ERRADO, pelos mesmos motivos do item


anterior.

d) Alguns políticos não são professores.  CORRETO. Os políticos que também


fazem parte do conjunto dos ricos certamente NÃO são professores.

e) Nenhum político é professor.  ERRADO, pelos mesmos motivos da alternativa


A.
Resposta: D

1.3 OPERADORES SUFICIENTES E FORMAS NORMAIS


1.3.1 Operadores lógicos suficientes
Como vimos até aqui, os principais operadores lógicos são a conjunção (^), a
disjunção (v), a condicional (), a bicondicional (  ), e a disjunção exclusiva (  ).
Podemos ainda incluir nesse grupo o modificador da negação (¬ ou ~). Entretanto, é
interessante observar que é possível reescrever todos os operadores lógicos
utilizando apenas a negação ¬ e a conjunção ^. Vejamos:

Como escrever a disjunção pvq utilizando apenas ¬ e ^ :


Aqui você deve se lembrar que a negação de p^q é ¬pv¬q. Da mesma forma,
podemos dizer que a negação de ¬p^¬q é pvq. Ou seja,
pvq = negação de ¬p^¬q = ¬(¬p^¬q)

Assim, veja que ¬(¬p^¬q) tem o mesmo sentido lógico da disjunção pvq, e só
utiliza os símbolos de negação e de conjunção.

Como escrever a condicional utilizando apenas ¬ e ^ :


Sabemos que a condicional pq pode ser escrita na forma equivalente ¬pvq.
Esta última é uma disjunção, e podemos usar a mesma lógica que vimos acima para
transformar uma disjunção numa conjunção, obtendo ¬(p^¬q). Ou seja,
pq = ¬(p^¬q)

P A L
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P A L A
Como escrever a bicondicional utilizando apenas ¬ e ^ :
Observe inicialmente que a bicondicional p q é, na verdade, a junção de
duas condicionais, cada uma em um sentido: (pq)^(qp). Agora podemos usar o
mesmo raciocínio que utilizamos para reescrever a condicional pq usando apenas
¬ e ^, ficando com (¬(p^¬q)) ^ (¬(q^¬p)). Isto é,
p q = (¬(p^¬q)) ^ (¬(q^¬p))

Como escrever a disjunção exclusiva utilizando apenas ¬ e ^ :


Observe inicialmente que a disjunção exclusiva p  q é, na verdade, a junção
de duas conjunções:
p  q = (p e não-q) ou (não-p e q)
p  q = (p^¬q)v(¬p^q)

Agora podemos usar o mesmo raciocínio que utilizamos para reescrever a


disjunção pvq para suprimir a disjunção que aparece na formulação acima.
Lembrando que:
pvq = ¬(¬p^¬q)
Assim, ficamos com:
p  q = (p^¬q)v(¬p^q)
p  q = ¬(¬(p^¬q)^¬(¬p^q))

ATENÇÃO: não se preocupe em decorar essas formulações. Repare aquelas


que sempre é possível reescrever as proposições compostas utilizando-se apenas
dos símbolos da negação (¬) e da conjunção (^). Ou seja, esses dois operadores
lógicos são suficientes para representar todos os demais. Veja essa questão:

10. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2011) No cálculo proposicional, os operadores


lógicos { ¬ , ,V, , } podem ser deduzidos a partir dos operadores
a) { , V }
b) {¬ , )
c) { , V}
d) { , }
e) { , }

P A L
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P A L A
RESOLUÇÃO:
Aqui bastava lembrar que é possível reescrever todos os demais operadores
utilizando apenas os símbolos de negação e conjunção (¬ e ^):
1- p v q pode ser escrito como ¬(¬p^¬q);
2- pq pode ser escrito como ¬pvq, que por sua vez pode ser escrito como ¬(p^¬q);
3- p q pode escrito como a junção de duas condicionais: (pq)^(qp). Agora
podemos usar o mesmo raciocínio que utilizamos para reescrever a condicional
pq usando apenas ¬ e ^, isto é: (¬(p^¬q)) ^ (¬(q^¬p)).
Trata-se de uma questão muito difícil e rara, mas que merece a sua atenção!
Resposta: B

1.3.2 Formas normais


Dizemos que uma proposição está em sua forma normal quando não possui
duplas negações (algo como ¬¬p), não há negação incidindo sobre uma proposição
composta (algo como ¬(p^q) ), e há somente os operadores ¬, ^ e v.
Assim, para chegar na forma normal, é preciso:
- eliminar conectivos  e  , se houver;
- eliminar duplas negações;
- eliminar negações de proposições compostas;
Exemplificando, veja a proposição abaixo:
~((p^~~q)^(pq))

Para chegar na forma normal desta proposição, precisamos:


- eliminar o conectivo : aqui basta lembrar que pq = ~pvq:
~((p^~~q)^(~pvq))

- eliminar duplas negações: sabemos que ~~q é igual a q, ou seja:


~((p^q)^(~pvq))

- eliminar o primeiro símbolo de negação, pois ele incide sobre a proposição


composta. Fazemos isso reescrevendo a proposição:
~((p^q)^(~pvq)) =
~(p^q)v~(~pvq) =
(~pv~q)v(p^~q)

P A L
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P A L A
Esta última proposição está em sua forma normal, pois atende todos os
requisitos. Mais ainda, repare que o “principal operador” dela é uma disjunção, como
marquei abaixo:
(~pv~q)v(p^~q)

Por isso dizemos que esta proposição está na forma normal DISJUNTIVA.
Em síntese, para chegar na forma normal disjuntiva é preciso cumprir todos os
requisitos da forma normal (ter apenas ~, ^ e v; não ter dupla negação; e não ter
negação de proposição composta), e, além disso:
- não ter ^ incidindo sobre v, isto é, não ter coisas como p^(qvr);

Já a forma normal CONJUNTIVA se difere da disjuntiva apenas por este


último detalhe. Neste caso, o requisito é:
- não ter v incidindo sobre ^, isto é, não ter coisas como pv(q^r);

Veja abaixo um exemplo de forma normal conjuntiva:


(~pv~q)^(p^~q)
Avalie essa questão:

11. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2011) Dadas as proposições atômicas P, Q e


R do cálculo proposicional, afirma-se que
(A) ¬(PvQ)^R está na forma normal conjuntiva, e P^R, na forma normal disjuntiva.
(B) (Pv¬Q)^R está na forma normal conjuntiva, e (P^Q)v¬R, na forma normal
disjuntiva.
(C) (PvQ)^R está na forma normal conjuntiva, e¬(P^Q)vR, na forma normal
disjuntiva.
(D) (PvQ) está na forma normal conjuntiva, e ¬(P^Q)vR, na forma normal disjuntiva.
(E) (P^Q) está na forma normal conjuntiva, e ¬(PvQ), na forma normal disjuntiva.
RESOLUÇÃO:
Analisando as alternativas, vemos que:
(A) ¬(PvQ)^R está na forma normal conjuntiva, e P^R, na forma normal disjuntiva.
¬(PvQ)^R não está na forma normal conjuntiva, pois a negação ¬ está
incidindo sobre uma proposição composta (PvQ). Já P^R está na forma normal
conjuntiva. Alternativa ERRADA.

P A L
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P A L A
(B) (Pv¬Q)^R está na forma normal conjuntiva, e (P^Q)v¬R, na forma normal
disjuntiva.
CORRETO. Aqui todas as características são atendidas.

(C) (PvQ)^R está na forma normal conjuntiva, e¬(P^Q)vR, na forma normal


disjuntiva.
ERRADO, pois na segunda proposição temos uma negação incidindo sobre
uma proposição composta (P^Q).

(D) (PvQ) está na forma normal conjuntiva, e ¬(P^Q)vR, na forma normal disjuntiva.
ERRADO, pois temos uma negação incidindo sobre uma proposição
composta em ¬(P^Q).

(E) (P^Q) está na forma normal conjuntiva, e ¬(PvQ), na forma normal disjuntiva.
ERRADO, pois temos uma negação incidindo sobre uma proposição
composta em ¬(PvQ).
Resposta: B

Vamos à nossa bateria de exercícios?

P A L
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2. RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS
12. FCC – TRT/22ª – 2010) Considere um argumento composto pelas seguintes
premissas:
- se a inflação não é controlada, então não há projetos de desenvolvimento
- se a inflação é controlada, então o povo vive melhor
- o povo não vive melhor
Considerando que todas as três premissas são verdadeiras, então, uma conclusão
que tornaria o argumento válido é:
a) a inflação é controlada
b) não há projetos de desenvolvimento
c) a inflação é controlada ou há projetos de desenvolvimento
d) o povo vive melhor e a inflação não é controlada
e) se a inflação não é controlada e não há projetos de desenvolvimento, então o
povo vive melhor.
RESOLUÇÃO:

Temos as seguintes premissas no enunciado, sendo que a última é uma


proposição simples:

P1: se a inflação não é controlada, então não há projetos de desenvolvimento


P2: se a inflação é controlada, então o povo vive melhor
P3: o povo não vive melhor

Veja que as 2 primeiras premissas são proposições compostas, enquanto a


3ª é uma proposição simples. Para obtermos a conclusão, devemos considerar que
todas as premissas são verdadeiras. Nestes casos, é melhor partirmos da
proposição simples (3ª premissa), cuja análise é sempre mais fácil:
- o povo não vive melhor  para esta premissa ser V, é preciso que de fato o povo
não viva melhor.
Visto isso, podemos analisar a 2ª premissa, que também trata do mesmo
assunto:
- se a inflação é controlada, então o povo vive melhor  já vimos que “o povo não
vive melhor” precisa ser V, de modo que “o povo vive melhor” é F. Assim, para que
esta 2ª premissa seja Verdadeira, é preciso que “a inflação é controlada” seja F

P A L
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P A L A
também, pois FF é uma condicional com valor lógico V (veja a tabela-verdade da
condicional).
Agora podemos avaliar a 1ª premissa:
- se a inflação não é controlada, então não há projetos de desenvolvimento  vimos
que “a inflação é controlada” é F, portanto “a inflação não é controlada” é V. Desta
forma, “não há projetos de desenvolvimento” precisa ser V também, para que esta
1ª premissa seja Verdadeira.
Assim, vimos que:

- o povo não vive melhor (mas isso por si só não é uma conclusão, e sim uma
premissa, pois está no enunciado!)

- a inflação não é controlada

- não há projetos de desenvolvimento.

Analisando as possibilidades de resposta, vemos que a letra B reproduz esta


última frase.

Resposta: B.

13. ESAF – MINISTÉRIO DA FAZENDA – 2012) Se Marta é estudante, então Pedro


não é professor. Se Pedro não é professor, então Murilo trabalha. Se Murilo
trabalha, então hoje não é domingo. Ora, hoje é domingo. Logo,
a) Marta não é estudante e Murilo trabalha.
b) Marta não é estudante e Murilo não trabalha.
c) Marta é estudante ou Murilo trabalha.
d) Marta é estudante e Pedro é professor.
e) Murilo trabalha e Pedro é professor.
RESOLUÇÃO:

Temos as seguintes premissas no enunciado, sendo que a última é uma


proposição simples:
P1: Se Marta é estudante, então Pedro não é professor.
P2: Se Pedro não é professor, então Murilo trabalha.
P3: Se Murilo trabalha, então hoje não é domingo.
P4: Ora, hoje é domingo.

P A L
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P A L A
Neste caso começamos a análise pela proposição simples, que nos mostra
que hoje é domingo. Em P3, como “hoje não é domingo” é F, então “Murilo trabalha”
deve ser F, ou seja, Murilo não trabalha. Em P2 sabemos que “Murilo trabalha” é F,
de modo que “Pedro não é professor” deve ser F também, o que implica que Pedro
é professor. Em P1 vemos que “Pedro não é professor” é F, de modo que “Marta é
estudante” deve ser F também, de modo que Marta não é estudante. Assim,
podemos concluir que:

- hoje é domingo, Murilo não trabalha, Pedro é professor, e Marta não é estudante.

A alternativa B é condizente com essas conclusões:


b) Marta não é estudante e Murilo não trabalha.
Resposta: B

14. FCC – TCE/SP – 2009) Certo dia, cinco Agentes de um mesmo setor do
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo − Amarilis, Benivaldo, Corifeu, Divino e
Esmeralda − foram convocados para uma reunião em que se discutiria a
implantação de um novo serviço de telefonia. Após a realização dessa reunião,
alguns funcionários do setor fizeram os seguintes comentários:
– “Se Divino participou da reunião, então Esmeralda também participou”;
– “Se Divino não participou da reunião, então Corifeu participou”;
– “Se Benivaldo ou Corifeu participaram, então Amarilis não participou”;
– “Esmeralda não participou da reunião”.
Considerando que as afirmações contidas nos quatro comentários eram
verdadeiras, pode-se concluir com certeza que, além de Esmeralda, não
participaram de tal reunião
a) Amarilis e Benivaldo.
b) Amarilis e Divino.
c) Benivaldo e Corifeu.
d) Benivaldo e Divino.
e) Corifeu e Divino.
RESOLUÇÃO:
Repare que o exercício nos repassou 4 afirmações verdadeiras (premissas).
Destas, 1 é uma proposição simples (“Esmeralda não participou da reunião”),

P A L
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P A L A
enquanto as outras são condicionais, isto é, proposições compostas do tipo “se...,
então ...”. Para resolver, partimos da proposição simples, pois ela já nos dá uma
informação por si só: Esmeralda faltou à reunião.

A seguir, vamos analisar a primeira frase, pois ela envolve Esmeralda (e já


sabemos que ela faltou):
- Se Divino participou da reunião, então Esmeralda também participou.
Como sabemos que “Esmeralda também participou” é F, então “Divino
participou” deve ser F também para essa condicional ser Verdadeira. Portanto,
“Divino não participou” é V.

Sabendo que Divino também não participou, podemos analisar a 2ª frase:


- Se Divino não participou da reunião, então Corifeu participou.
Como sabemos que “Divino não participou” é V, então “Corifeu participou”
precisa ser V também.

Partindo para a última frase:


- Se Benivaldo ou Corifeu participaram, então Amarilis não participou.
Como “Corifeu participou” é V, então “Benivaldo ou Corifeu participaram” é
obrigatoriamente V. Dessa forma, “Amarílis não participou” precisa ser V também
para que a condicional acima seja verdadeira.
Assim, temos certeza que Esmeralda, Amarilis e Divino não participaram.
Resposta: B.

15. FCC – BACEN – 2006) Um argumento é composto pelas seguintes premissas:


– Se as metas de inflação não são reais, então a crise econômica não demorará a
ser superada.
– Se as metas de inflação são reais, então os superávits primários não serão
fantasiosos.
– Os superávits serão fantasiosos.
Para que o argumento seja válido, a conclusão deve ser:
a) A crise econômica não demorará a ser superada.
b) As metas de inflação são irreais ou os superávits são fantasiosos.
c) As metas de inflação são irreais e os superávits são fantasiosos.
d) Os superávits econômicos serão fantasiosos.

P A L
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e) As metas de inflação não são irreais e a crise econômica não demorará a ser
superada.
RESOLUÇÃO:
Novamente temos 2 condicionais (pq) e uma proposição simples (“Os
superávits serão fantasiosos”) funcionando como premissas de um argumento.
Devemos assumir que todas as premissas são verdadeiras para obter a conclusão.
Tendo em mente a informação dada pela proposição simples, vamos analisar as
condicionais:

– Se as metas de inflação são reais, então os superávits primários não serão


fantasiosos.
Sabemos que “os superávits primários não serão fantasiosos” é F, pois a
proposição simples nos disse que “os superávits serão fantasiosos”). Assim, “as
metas de inflação são reais” precisa ser F para que a condicional pq continue
verdadeira. Portanto, descobrimos que as metas de inflação não são reais.

– Se as metas de inflação não são reais, então a crise econômica não demorará a
ser superada.
Sabemos que a condição (“se as metas de inflação não são reais”) é V, pois
foi isso que descobrimos logo acima. Assim, o resultado (“a crise econômica não
demorará a ser superada”) precisa ser V. Assim, de fato a crise econômica não
demorará a ser superada.

Com isso, podemos concluir que:


- as metas de inflação não são reais
- a crise econômica não demorará a ser superada  letra A, que é o gabarito.
Atenção: não podemos concluir que “os superávits primários serão
fantasiosos”, pois isso é uma premissa do argumento, dada pelo enunciado. Por
esse motivo as letras B, C e D são erradas!
Resposta: A

P A L
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P A L A
16. FCC – TRT/8ª – 2010) Se Alceu tira férias, então Brenda fica trabalhando. Se
Brenda fica trabalhando, então Clóvis chega mais tarde ao trabalho. Se Clóvis
chega mais tarde ao trabalho, então Dalva falta ao trabalho. Sabendo-se que Dalva
não faltou ao trabalho, é correto concluir que:
a) Alceu não tira férias e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
b) Brenda não fica trabalhando e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
c) Clóvis não chega mais tarde ao trabalho e Alceu não tira férias
d) Brenda fica trabalhando e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
e) Alceu tira férias e Brenda fica trabalhando.

RESOLUÇÃO:
Temos no enunciado uma série de proposições compostas do tipo “se p,
então q”, isto é, pq. Além disso, temos uma proposição simples “p: Dalva não
faltou ao trabalho”.
Para obter a conclusão, devemos assumir que todas as premissas são
verdadeiras.
Como sabemos que Dalva não faltou ao trabalho, podemos analisar a
proposição “Se Clóvis chega mais tarde ao trabalho, então Dalva falta ao trabalho”.
Veja que a segunda parte desta proposição é Falsa (q é F). Para que a proposição
inteira seja Verdadeira, é preciso que p também seja F, isto é, “Clóvis chega mais
tarde ao trabalho” é uma premissa Falsa. Logicamente, Clóvis não chega mais tarde
ao trabalho.
Sabendo esta última informação, podemos verificar que, na expressão “Se
Brenda fica trabalhando, então Clóvis chega mais tarde ao trabalho”, a segunda
parte é Falsa (q é F), portanto a primeira precisa ser Falsa também para que pq
seja Verdadeira. Assim, Brenda não fica trabalhando.
Por fim, vemos que na expressão “Se Alceu tira férias, então Brenda fica
trabalhando” a segunda parte é Falsa, o que obriga a primeira a ser Falsa também.
Isto é, Alceu não tira férias.
Analisando as alternativas de resposta, vemos que a letra C está correta.
Resposta: C.

P A L
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17. ESAF – SEFAZ/SP – 2009 Adaptada) Se Maria vai ao cinema, Pedro ou Paulo
vão ao cinema. Se Paulo vai ao cinema, Teresa e Joana vão ao cinema. Se Pedro
vai ao cinema, Teresa e Ana vão ao cinema. Se Teresa não foi ao cinema, pode-se
afirmar que:
a) Ana não foi ao cinema.
b) Paulo foi ao cinema.
c) Pedro foi ao cinema.
d) Maria não foi ao cinema.
e) Joana não foi ao cinema.
RESOLUÇÃO:
Temos o seguinte argumento:
Se Maria vai ao cinema, Pedro ou Paulo vão ao cinema.
Se Paulo vai ao cinema, Teresa e Joana vão ao cinema.
Se Pedro vai ao cinema, Teresa e Ana vão ao cinema.
Teresa não foi ao cinema.
Sempre que houver uma proposição simples, devemos partir dela. Com essa
informação em mãos (Teresa não foi ao cinema), vejamos as demais:
Se Paulo vai ao cinema, Teresa e Joana vão ao cinema.
Sabemos que a segunda parte dessa condicional é falsa, pois Teresa não foi
ao cinema (e a conjunção “Teresa e Joana vão ao cinema” só é verdadeira se
ambas forem ao cinema). Portanto, a primeira parte também é falsa, sendo seu
oposto verdadeiro: Paulo não vai ao cinema.
Se Pedro vai ao cinema, Teresa e Ana vão ao cinema.
Fazendo um raciocínio análogo ao anterior, como “Teresa e Ana vão ao
cinema” é falso, “Pedro vai ao cinema” também é. Portanto, Pedro não vai ao
cinema.
Se Maria vai ao cinema, Pedro ou Paulo vão ao cinema.
Como nem Pedro nem Paulo vão ao cinema, a segunda parte dessa
condicional é falsa. Portanto, Maria também não vai ao cinema.
Resposta: D

P A L
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P A L A
18. ESAF – MINISTÉRIO DA FAZENDA – 2013) Se Eva vai à praia, ela bebe
caipirinha. Se Eva não vai ao cinema, ela não bebe caipirinha. Se Eva bebe
caipirinha, ela não vai ao cinema. Se Eva não vai à praia, ela vai ao cinema. Segue-
se, portanto, que Eva:
a) vai à praia, vai ao cinema, não bebe caipirinha.
b) não vai à praia, vai ao cinema, não bebe caipirinha.
c) vai à praia, não vai ao cinema, bebe caipirinha.
d) não vai à praia, não vai ao cinema, não bebe caipirinha.
e) não vai à praia, não vai ao cinema, bebe caipirinha.

RESOLUÇÃO:
Todas as premissas do enunciado são proposições compostas:
P1: Se Eva vai à praia, ela bebe caipirinha.
P2: Se Eva não vai ao cinema, ela não bebe caipirinha.
P3: Se Eva bebe caipirinha, ela não vai ao cinema.
P4: Se Eva não vai à praia, ela vai ao cinema.

As alternativas de resposta são proposições simples, portanto devemos usar


o método do “chute”. Assumindo que Eva vai à praia é verdadeiro, na premissa P1
vemos que ela bebe caipirinha. Na premissa P2, como “ela não bebe caipirinha” é F,
é preciso que “Eva não vai ao cinema” também seja F, portanto Eva vai ao cinema.
Entretanto com isto P3 fica falsa, pois a primeira parte seria V e a segunda seria F.
Não foi possível tornar todas as premissas verdadeiras. Logo, devemos mudar
nosso chute.

Assumindo que Eva não vai à praia, na premissa P4 vemos que ela vai ao
cinema. Em P3 vemos que “ela não vai ao cinema” é F, portanto “Eva bebe
caipirinha” deve ser F também, ou seja, Eva não bebe caipirinha. Com isso P2 já
está verdadeira, pois “ela não bebe caipirinha” é V. E P1 também já é verdadeira,
pois “Eva vai à praia” é F. Assim, foi possível tornar as 4 premissas verdadeiras, o
que permite concluir que:

- Eva não vai à praia, vai ao cinema, e não bebe caipirinha.


Resposta: B

P A L
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19. ESAF – MPOG – 2010) Há três suspeitos para um crime e pelo menos um deles
é culpado. Se o primeiro é culpado, então o segundo é inocente. Se o terceiro é
inocente, então o segundo é culpado. Se o terceiro é inocente, então ele não é o
único a sê-lo. Se o segundo é culpado, então ele não é o único a sê-lo. Assim, uma
situação possível é:
a) Os três são culpados.
b) Apenas o primeiro e o segundo são culpados.
c) Apenas o primeiro e o terceiro são culpados.
d) Apenas o segundo é culpado.
e) Apenas o primeiro é culpado.
RESOLUÇÃO:
Temos as seguintes premissas, todas elas proposições compostas:
P1: Se o primeiro é culpado, então o segundo é inocente.
P2: Se o terceiro é inocente, então o segundo é culpado.
P3: Se o terceiro é inocente, então ele não é o único a sê-lo.
P4: Se o segundo é culpado, então ele não é o único a sê-lo.
Assim, vamos “chutar” que o primeiro é culpado. Assim, pela premissa P1,
vemos que o segundo é inocente. Em P2, temos que “o segundo é culpado” é F, de
modo que “o terceiro é inocente” tem que ser F também. Portanto, o terceiro é
culpado. Com isso, P3 já é uma premissa verdadeira, pois a sua primeira parte (“o
terceiro é inocente) é F. De maneira similar, P4 já é verdadeira pois sua primeira
parte (“o segundo é culpado”) é F.
Como vemos, é possível que o primeiro e o terceiro sejam culpados,
tornando as 4 premissas verdadeiras, como temos na alternativa C.
Resposta: C

20. ESAF – STN – 2012) P não é número, ou R é variável. B é parâmetro ou R não


é variável. R não é variável ou B não é parâmetro. Se B não é parâmetro, então P é
número. Considerando que todas as afirmações são verdadeiras, conclui-se que:
a) B é parâmetro, P é número, R não é variável.
b) P não é número, R não é variável, B é parâmetro.
c) B não é parâmetro, P é número, R não é variável.
d) R não é variável, B é parâmetro, P é número.
e) R não é variável, P não é número, B não é parâmetro.

P A L
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“Se A é azul, então C não é verde”
Nessa terceira frase, sabemos que “A é azul” é verdadeira (pois definimos
que “A não é azul” é falsa). Portanto, “C não é verde” tem de ser verdadeira
também. Com isso em mãos, vamos verificar a segunda sentença:

Se B não é amarelo, então C é verde.


Sabemos que “C é verde” é falso. Assim, “B não é amarelo” precisa ser falsa
também para garantir que a condicional seja verdadeira. Portanto, “B é amarelo”
seria verdadeira.

Em resumo, quando chutamos que “A não é azul” é falsa, obtivemos:


- A é azul
- B é amarelo
- C não é verde.

E se tivéssemos assumido que “A não é azul” é verdadeira? Analisando a


primeira condicional novamente, isso obrigaria “B é amarelo” a ser verdadeira
também, sob pena de tornar a condicional pq falsa.
Isto é, chutando “A não é azul” verdadeira ou falsa, chegamos à mesma
conclusão em relação a B. Assim, podemos garantir que B é realmente amarelo,
como afirma a letra B.
Resposta: B

23. FCC – TCE/SP – 2012) Para escolher a roupa que irá vestir em uma entrevista
de emprego, Estela precisa decidir entre uma camisa branca e uma vermelha, entre
uma calça azul e uma preta e entre um par de sapatos preto e outro azul. Quatro
amigas de Estela deram as seguintes sugestões:

Amiga 1 Se usar a calça azul, então vá com os sapatos azuis.

Amiga 2 Se vestir a calça preta, então não use a camisa branca.

Amiga 3 Se optar pela camisa branca, então calce os sapatos pretos.

Amiga 4 Se escolher a camisa vermelha, então vá com a calça azul.

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Sabendo que Estela acatou as sugestões das quatro amigas, conclui-se que ela
vestiu
(A) a camisa branca com a calça e os sapatos azuis.
(B) a camisa branca com a calça e os sapatos pretos.
(C) a camisa vermelha com a calça e os sapatos azuis.
(D) a camisa vermelha com a calça e os sapatos pretos.
(E) a camisa vermelha com a calça azul e os sapatos pretos.
RESOLUÇÃO:

Dizer que Estela acatou as sugestões das quatro amigas equivale a dizer que
as 4 condicionais ditas pelas amigas devem ser verdadeiras. Para isso, todas
devem ser dos tipos VV, FV ou FF.

Vamos começar supondo que “calça azul” é V. Assim, vejamos se é possível


tornar as 4 frases verdadeiras.

Amiga 1 Se usar a calça azul, então vá com os sapatos azuis.

Aqui vemos que “sapatos azuis” precisa ser V para esta frase ser verdadeira.

Amiga 3 Se optar pela camisa branca, então calce os sapatos pretos.

Como “sapatos pretos” é F, então “camisa branca” deve ser F para que esta
frase seja verdadeira. Assim, só resta que “camisa vermelha” seja V.

Amiga 2 Se vestir a calça preta, então não use a camisa branca.

Como “calça preta” é F, esta frase fica verdadeira.

Amiga 4 Se escolher a camisa vermelha, então vá com a calça azul.

Esta frase também fica verdadeira, pois “camisa vermelha” é V e “calça azul”
é V.

Portanto, usando camisa vermelha, calça e sapatos azuis, foi possível tornar
as 4 condicionais verdadeiras. Se você tivesse testado outra combinação, algumas
das frases seriam falsas.
Resposta: C

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24. FCC – SEFAZ/SP – 2009) Considere as seguintes afirmações:
I. Se ocorrer uma crise econômica, então o dólar não subirá.
II. Ou o dólar subirá, ou os salários serão reajustados, mas não ambos.
III. Os salários serão reajustados se, e somente se, não ocorrer uma crise
econômica.
Sabendo que as três afirmações são verdadeiras, é correto concluir que,
necessariamente,
a) o dólar não subirá, os salários não serão reajustados e não ocorrerá uma crise
econômica.
b) o dólar subirá, os salários não serão reajustados e ocorrerá uma crise econômica.
c) o dólar não subirá, os salários serão reajustados e ocorrerá uma crise econômica.
d) o dólar subirá, os salários serão reajustados e não ocorrerá uma crise econômica.
e) o dólar não subirá, os salários serão reajustados e não ocorrerá uma crise
econômica.
RESOLUÇÃO:
Resumindo as premissas, temos:
I. Crise  dólar não sobe
II. Ou dólar sobe ou salários reajustados
III. Salários reajustados  não crise
Vamos chutar que ocorreu uma crise, isto é, a primeira proposição simples do
item I é Verdadeira.
Como o item I é uma condicional (pq), caso a condição “p” seja V, a
conseqüência “q” deve ser V também. Portanto, o dólar não sobe.
Sabendo disso, podemos partir para o item II. Note que a primeira parte do
item II é F (pois o dólar não sobe). Isso obriga a segunda parte ser V (isto é, os
salários são reajustados), para que a afirmação II seja verdadeira.
Vejamos agora o item III. Note que a primeira parte é V (salários
reajustados), mas a segunda é F (pois assumimos que ocorreu a crise). Isto é um
absurdo, pois torna a afirmação III falsa, e sabemos que ela é verdadeira. Onde está
o erro? Na hipótese que chutamos!
Devemos então chutar o oposto, isto é, que não ocorreu uma crise. Assim, a
primeira parte do item I é F, de modo que a segunda parte (dólar não sobe) pode
ser V ou F e ainda assim a afirmação I continua verdadeira.

P A L
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Por outro lado, a segunda parte do item III é V (não crise), o que obriga a
primeira parte a ser V (salários reajustados) para que a afirmação III seja
verdadeira.
Com isso, vemos que a segunda parte do item II é V (salários reajustados), o
que obriga a primeira parte a ser F (portanto, o dólar não sobe) para que a
afirmação II seja verdadeira. Sabendo disso, podemos voltar no item I e verificar que
a sua segunda parte é V, o que mantém a afirmação I verdadeira.
Repare que agora conseguimos fazer com que as 3 afirmações fossem
verdadeiras, como disse o enunciado. Portanto, não ocorreu uma crise, os salários
são reajustados e o dólar não sobe.
Resposta: E

25. CONSULPLAN – PREF. JAÚ/SP – 2012) Num grupo de pessoas, aquelas que
usam óculos são altas e as que usam relógio não. Logo, pode-se concluir que,
nesse grupo,
A) nenhuma pessoa alta usa óculos.
B) alguma pessoa alta usa relógio.
C) alguma pessoa que usa óculos usa relógio.
D) nenhuma pessoa que usa óculos é alta.
E) nenhuma pessoa que usa óculos usa relógio.
RESOLUÇÃO:
Considerando os grupos dos que usam óculos, dos altos e dos que usam
relógio, temos:
- aquelas que usam óculos são altas:

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- as que usam relógio não são altas:

Com o diagrama acima, podemos concluir que:


E) nenhuma pessoa que usa óculos usa relógio.
Resposta: E

26. FCC – TRT/1ª – 2011) Admita que todo A é B, algum B é C, e algum C não é A.
Caio, Ana e Léo fizeram as seguintes afirmações:

Caio se houver C que é A, então ele não será B.


Ana se B for A, então não será C.
Léo pode haver A que seja B e C.

Está inequivocamente correto APENAS o que é afirmado por


a) Caio.
b) Ana.
c) Léo.
d) Caio e Ana.
e) Caio e Léo.

RESOLUÇÃO:

O exercício menciona 3 conjuntos: A, B e C. Ao dizer que “todo A é B”, ele


quer dizer que todo elemento do conjunto A é também elemento do conjunto B. Isto

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II. Todo professor que leciona na faculdade A e não leciona na faculdade B é
médico
III. Nenhum professor universitário que só lecione em faculdades da cidade X, mas
não lecione nem na faculdade A e nem na faculdade B, é médico
IV. Algum professor universitário que trabalha na cidade X leciona,
simultaneamente, nas faculdades A e B, mas não é médico.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) I
b) I e III
c) I, III e IV
d) II e IV
e) IV
RESOLUÇÃO:
Vamos analisar cada item do enunciado com o auxílio da figura abaixo, onde
coloquei números em regiões que serão importantes para a análise:

I. Todos os médicos que trabalham na cidade X e são professores universitários


lecionam na faculdade A
Os médicos que trabalham na cidade X e, ao mesmo tempo, são professores
universitários, encontram-se na região 1 e 2 do diagrama acima. Note que aqueles
que estão na região 2 lecionam, de fato, na faculdade A. Entretanto, aqueles que
estão na região 1 não lecionam na faculdade A. Falso.

P A L
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II. Todo professor que leciona na faculdade A e não leciona na faculdade B é
médico
Os professores que lecionam em A e não lecionam em B estão nas regiões 2
e 3 do diagrama. Note que aqueles da região 2 também são médicos, porém os da
região 3 não o são. Falso.
III. Nenhum professor universitário que só lecione em faculdades da cidade X, mas
não lecione nem na faculdade A e nem na faculdade B, é médico
Observe que aqueles que se encontram na região 1 são professores
universitários que só lecionam na cidade X (pois fazem parte do conjunto U), e ao
mesmo tempo são médicos (pois fazem parte do conjunto M). Falso.
IV. Algum professor universitário que trabalha na cidade X leciona,
simultaneamente, nas faculdades A e B, mas não é médico.
Aqueles que estão na região 4 são professores universitários que trabalham
na cidade X (pois fazem parte do conjunto U), lecionando nas faculdades A e B
(pois fazem parte dos conjuntos A e B), e não são médicos (pois não pertencem ao
conjunto M). Verdadeiro.
Resposta: E

29. FCC – TJ/PE – 2007) Todas as estrelas são dotadas de luz própria. Nenhum
planeta brilha com luz própria. Logo,
a) todos os planetas são estrelas.
b) nenhum planeta é estrela.
c) todas as estrelas são planetas.
d) todos os planetas são planetas.
e) todas as estrelas são estrelas.
RESOLUÇÃO:
Podemos montar o conjunto dos astros com luz própria. Nele estará contido o
conjunto das estrelas, pois todas elas tem luz própria. Já os planetas não farão
parte deste conjunto, pois nenhum deles tem luz própria:

P A L
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Vamos analisar as alternativas dadas:


a) todos os planetas são estrelas.
Falso. Os planetas estão na região 3, enquanto as estrelas estão na região 1.
b) nenhum planeta é estrela.
Verdadeiro. Nenhum elemento da região 3 estará na região 1 também, pois
não há intersecção entre elas.
c) todas as estrelas são planetas.
Falso, pelo mesmo raciocínio da letra A.
d) todos os planetas são planetas.
Falso. Por mais óbvio que pareça, nada foi dito a este respeito.
e) todas as estrelas são estrelas.
Falso. Idem ao anterior.
Resposta: B

30. FCC – MPE/AP – 2009) O esquema de diagramas mostra situação


socioeconômica de cinco homens em um levantamento feito na comunidade em que
vivem. As situações levantadas foram: estar ou não empregado; estar ou não
endividado; possuir ou não um veículo próprio; possuir ou não casa própria.
Situar-se dentro de determinado diagrama significa apresentar a situação indicada.

P A L
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Analisando o diagrama, é correto afirmar que:
(A) A possui casa própria, está empregado e endividado, mas não possui veículo
próprio.
(B) B possui veículo próprio, está empregado, mas não possui casa própria nem
está endividado.
(C) C está endividado e empregado, não possui casa própria nem veículo próprio.
(D) D possui casa própria, está endividado e empregado, mas não possui veículo
próprio.
(E) E não está empregado nem endividado, possui veículo próprio, mas não possui
casa própria.
RESOLUÇÃO:
Vamos analisar cada alternativa:
(A) A possui casa própria, está empregado e endividado, mas não possui veículo
próprio.
Falso. A não faz parte do conjunto “Possuir casa própria”.

(B) B possui veículo próprio, está empregado, mas não possui casa própria nem
está endividado.
Falso. B faz parte do conjunto “Estar endividado”.

(C) C está endividado e empregado, não possui casa própria nem veículo próprio.
Falso. C não faz parte do conjunto “Estar empregado”, e faz parte do
conjunto “Possuir veículo próprio”.

(D) D possui casa própria, está endividado e empregado, mas não possui veículo
próprio.
Falso. D não faz parte do conjunto “Estar empregado”.

(E) E não está empregado nem endividado, possui veículo próprio, mas não possui
casa própria.
Verdadeiro. E não faz parte dos conjuntos “Estar empregado”, “Estar
endividado” e “Possuir casa própria”, porém faz parte do conjunto “Possuir veículo
próprio”.
Resposta: E.

P A L
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− alguns, que planejaram a cobrança de impostos, também planejaram a
fiscalização de contribuintes.
Com base nas observações feitas, é correto afirmar que, com certeza,
(A) todo Auditor-fiscal que planejou a fiscalização de contribuintes esteve envolvido
no planejamento da arrecadação de impostos.
(B) se algum Auditor-fiscal esteve envolvido nos planejamentos da arrecadação e da
cobrança de impostos, então ele também planejou a fiscalização de contribuintes.
(C) existe um Auditor-fiscal que esteve envolvido tanto no planejamento da
arrecadação de impostos como no da cobrança dos mesmos.
(D) existem Auditores-fiscais que estiveram envolvidos no planejamento da
arrecadação de impostos e não no da fiscalização de contribuintes.
(E) pelo menos um Auditor-fiscal que esteve envolvido no planejamento da
cobrança de impostos também planejou a arrecadação dos mesmos.
RESOLUÇÃO:
Podemos definir 3 grupos de Auditores-fiscais: Arrecadação, Fiscalização e
Cobrança. Com o auxílio destes conjuntos, vamos interpretar as informações dadas:
− todos os que planejaram a arrecadação de impostos também planejaram a
fiscalização de contribuintes;
Esta informação nos diz que todos os membros do conjunto Arrecadação
também são membros do conjunto Fiscalização, isto é, Arrecadação está contido
em Fiscalização:

− alguns, que planejaram a cobrança de impostos, também planejaram a


fiscalização de contribuintes.
Aqui vemos que existem elementos na intersecção entre o conjunto
Cobrança e o conjunto Fiscalização:

P A L
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P A L A

Atenção para um detalhe: temos certeza que existem elementos nas regiões
1 ou 2 acima (pois há fiscais que planejaram cobrança e fiscalização). Mas não
temos certeza se estes elementos estão apenas na região 1, apenas em 2 ou em 1
e 2. Nada foi dito sobre a intersecção entre Arrecadação e Cobrança.
Com este diagrama em mãos, vamos analisar as alternativas:
(A) todo Auditor-fiscal que planejou a fiscalização de contribuintes esteve envolvido
no planejamento da arrecadação de impostos.
Falso. Arrecadação está contido em Fiscalização, e não o contrário.

(B) se algum Auditor-fiscal esteve envolvido nos planejamentos da arrecadação e da


cobrança de impostos, então ele também planejou a fiscalização de contribuintes.
Verdadeiro. Este Auditor-fiscal estaria na região 2 do gráfico acima
(intersecção entre Arrecadação e Cobrança), e consequentemente estaria dentro do
conjunto Fiscalização.

(C) existe um Auditor-fiscal que esteve envolvido tanto no planejamento da


arrecadação de impostos como no da cobrança dos mesmos.
Falso. Não temos elementos para afirmar que existem elementos na região 2
(Arrecadação e Cobrança), como vimos acima.

(D) existem Auditores-fiscais que estiveram envolvidos no planejamento da


arrecadação de impostos e não no da fiscalização de contribuintes.
Falso. Arrecadação está contido em Fiscalização.

(E) pelo menos um Auditor-fiscal que esteve envolvido no planejamento da


cobrança de impostos também planejou a arrecadação dos mesmos.

P A L
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Falso. Pode ser que a intersecção entre Cobrança e Fiscalização encontre-se
toda na região 1, não havendo elementos na região 2 (que seria a intersecção com
Arrecadação).
Resposta: B

33. FCC – SEPLAN/PI – 2013) Se é verdade que “nenhum maceronte é


momorrengo” e “algum colemídeo é momorrengo”, então é necessariamente
verdadeiro que
(A) algum maceronte é colemídeo.
(B) algum colemídeo não é maceronte.
(C) algum colemídeo é maceronte.
(D) nenhum colemídeo é maceronte.
(E) nenhum maceronte é colemídeo.
RESOLUÇÃO:
Podemos desenhar os conjuntos dos macerontes, momorrengos e
colemídeos. Sabemos que nenhum maceronte é momorrengo, ou seja, não há
intersecção entre esses dois conjuntos. E que algum colemídeo é momorrengo, ou
seja, há intersecção entre esses dois. Assim, temos:

Repare que certamente há elementos na região 1 (pois algum colemídeo é


momorrengo), mas não necessariamente na região 2 (não sabemos se algum
maceronte é colemídeo).
Repare que na região 1 temos colemídeos que são também momorrengos, e,
por isso, não são macerontes. Isso permite afirmar a alternativa B:
(B) algum colemídeo não é maceronte.
Resposta: B

P A L
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34. FCC – PGE/BA – 2013) A oposição é a espécie de inferência imediata pela qual
é possível concluir uma proposição por meio de outra proposição dada, com a
observância do princípio de não contradição. Neste sentido, que poderá inferir-se da
verdade, falsidade ou indeterminação das proposições referidas na sequência
abaixo se supusermos que a primeira é verdadeira?
E se supusermos que a primeira é falsa?
1ª Todos os comediantes que fazem sucesso são engraçados.
2ª Nenhum comediante que faz sucesso é engraçado.
3ª Alguns comediantes que fazem sucesso são engraçados.
4ª Alguns comediantes que fazem sucesso não são engraçados.
(A) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se a 1ª é
falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem ser
verdadeiras quanto falsas).
(B) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se a 1ª é
falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são verdadeiras.
(C) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é verdadeira, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª
é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são falsas.
(D) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª é
falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem ser verdadeiras
quanto falsas).
(E) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª é
falsa, a 2ª e a 3ª são indeterminadas (tanto podem ser verdadeiras quanto falsas) e
a 4ª é verdadeira.
RESOLUÇÃO:
Para avaliar a frase “todos os comediantes que fazem sucesso são
engraçados”, podemos começar pensando no grupo dos comediantes, o grupo das
pessoas de sucesso, e o grupo dos engraçados. A intersecção entre os
comediantes e as pessoas que fazem sucesso é formada pelos comediantes que
fazem sucesso. E essa intersecção está toda inserida no conjunto dos engraçados.
Temos algo mais ou menos assim:

P A L
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P A L A

Veja que na região 1 do gráfico estão os comediantes que fazem sucesso, e


toda essa região está dentro do conjunto dos engraçados, respeitando a frase.
Assim, se supusermos que a primeira frase é verdadeira, então:

2ª Nenhum comediante que faz sucesso é engraçado.  falso, pois as pessoas da


região 1 são comediantes, fazem sucesso e são engraçadas.
3ª Alguns comediantes que fazem sucesso são engraçados.  verdadeiro, pois se
é verdade que TODOS comediantes que fazem sucesso são engraçados, também é
verdade que ALGUNS comediantes que fazem sucesso são engraçados.
4ª Alguns comediantes que fazem sucesso não são engraçados.  falso, pois
todos os comediantes que fazem sucesso estão na região 1, e essa região está toda
inserida no conjunto dos engraçados.

Se supusermos que a primeira frase é falsa, então a sua negação é


verdadeira, ou seja: Algum comediante que faz sucesso NÃO é engraçado. Para
isso devemos alterar nosso diagrama, evidenciando que parte da região 1
(comediantes que fazem sucesso) está fora do conjunto dos engraçados (observe a
região 2):

P A L
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P A L A
Com isso, vamos analisar as demais afirmações:

2ª Nenhum comediante que faz sucesso é engraçado.  agora não sabemos se a


região 1 (comediantes que fazem sucesso e são engraçados) está vazia ou não.
Essa frase tem valor lógico indeterminado.

3ª Alguns comediantes que fazem sucesso são engraçados.  pelo mesmo motivo
do item anterior, agora não podemos dizer se essa frase é V ou F. Indeterminado.

4ª Alguns comediantes que fazem sucesso não são engraçados.  verdadeiro.


Veja que essa é a negação de “Todos os comediantes que fazem sucesso são
engraçados”. Como assumimos que a primeira era F, então esta aqui precisa ser V.
De fato, basta observar a região 2 do diagrama.

Temos, portanto, a alternativa E:


(E) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª é
falsa, a 2ª e a 3ª são indeterminadas (tanto podem ser verdadeiras quanto falsas) e
a 4ª é verdadeira.
Resposta: E

35. FCC – PGE/BA – 2013) Em uma feira, todas as barracas que vendem batata
vendem tomate, mas nenhuma barraca que vende tomate vende espinafre. Todas
as barracas que vendem cenoura vendem quiabo, e algumas que vendem quiabo,
vendem espinafre.Como nenhuma barraca que vende quiabo vende tomate, e como
nenhuma barraca que vende cenoura vende espinafre,então,
(A) todas as barracas que vendem quiabo vendem cenoura.
(B) pelo menos uma barraca que vende batata vende espinafre.
(C) todas as barracas que vendem quiabo vendem batata.
(D) pelo menos uma barraca que vende cenoura vende tomate.
(E) nenhuma barraca que vende cenoura vende batata.
RESOLUÇÃO:

P A L
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P A L A
Com isso podemos analisar as alternativas:
(A) todas as barracas que vendem quiabo vendem cenoura.  FALSO. Todas que
vendem cenoura vendem quiabo, não o contrário.
(B) pelo menos uma barraca que vende batata vende espinafre.  FALSO. Não há
intersecção entre batata e espinafre.
(C) todas as barracas que vendem quiabo vendem batata.  FALSO. Não há
intersecção entre quiabo e batata.
(D) pelo menos uma barraca que vende cenoura vende tomate.  FALSO. Não há
intersecção entre cenoura e tomate.
(E) nenhuma barraca que vende cenoura vende batata.  VERDADEIRO. De fato
não há intersecção entre cenoura e batata.
Resposta: E

36. FCC – PGE/BA – 2013) Há uma forma de raciocínio dedutivo chamado


silogismo. Nesta espécie de raciocínio, será formalmente válido o argumento cuja
conclusão é consequência que necessariamente deriva das premissas. Neste
sentido, corresponde a um silogismo válido:
(A) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.
Premissa 2: As selenitas gostam de fubá.
Conclusão: As selenitas são macerontes.
(B) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.
Premissa 2: Todo maceronte tem asas.
Conclusão: Todos que têm asas gostam de comer fubá.
(C) Premissa 1: Nenhum X é Y.
Premissa 2: Algum X é Z
Conclusão: Algum Z não é Y.
(D) Premissa 1: Todo X é Y.
Premissa 2: Algum Z é Y.
Conclusão: Algum Z é X.
(E) Premissa 1: Capitu é mortal.
Premissa 2: Nenhuma mulher é imortal.
Conclusão: Capitu é mulher.
RESOLUÇÃO:

P A L
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P A L A
Façamos uma análise rápida das alternativas. Vamos assumir que as
premissas são verdadeiras, e verificar se a conclusão deriva das premissas. Se
preferir, tente desenhar os diagramas lógicos.
(A) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.
Premissa 2: As selenitas gostam de fubá.
Conclusão: As selenitas são macerontes.
O fato de tanto os macerontes como as selenitas gostarem de fubá não
implica que as selenitas sejam macerontes, ou vice-versa. Argumento inválido.

(B) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.


Premissa 2: Todo maceronte tem asas.
Conclusão: Todos que têm asas gostam de comer fubá.
As premissas dizem respeito apenas aos macerontes. Não podemos
generalizar na conclusão dizendo que todos os animais que tem asas gostam de
fubá.

(C) Premissa 1: Nenhum X é Y.


Premissa 2: Algum X é Z
Conclusão: Algum Z não é Y.
Veja o diagrama construído com base nas premissas:

Veja que, de fato, aquele X que é Z não é Y. Portanto, existe Z que não é Y.

(D) Premissa 1: Todo X é Y.


Premissa 2: Algum Z é Y.

P A L
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P A L A
Conclusão: Algum Z é X.
Temos o seguinte diagrama:

Repare que não podemos afirmar que exista algum elemento na região 1
(intersecção entre X e Z). Portanto, o argumento é inválido.

(E) Premissa 1: Capitu é mortal.


Premissa 2: Nenhuma mulher é imortal.
Conclusão: Capitu é mulher.
Note que Capitu poderia ser um homem mortal, e não necessariamente uma
mulher. Argumento inválido.
Resposta: C

37. FUNDATEC – PROCERGS – 2012) Considere as seguintes premissas de um


argumento:
1. “Se eu chego cedo ou está chovendo, então eu consigo passar na prova.”
2. “Se eu consigo passar na prova, então farei uma viagem.”
3. “Eu não farei uma viagem.”
Para que o argumento acima seja válido, sua conclusão deve ser
A) Eu não chego cedo, não está chovendo e não consigo passar na prova.
B) Eu chego tarde e não consigo passar na prova, porque está chovendo.
C) Eu não chego cedo, está chovendo e não fiz a prova.
D) Não está chovendo, mas eu cheguei cedo e não fiz a prova.
E) Eu não fiz a prova porque estava chovendo.

P A L
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RESOLUÇÃO:
Observe que a premissa 3 é uma proposição simples, motivo pelo qual
devemos começar ali a nossa análise. Ela nos diz que eu não farei uma viagem. Na
premissa 2 vemos que “farei uma viagem” é F, de modo que “consigo passar na
prova” deve ser F, isto é, não consigo passar na prova. Na premissa 1 vemos que
“consigo passar na prova” é F, de modo que “chego cedo ou está chovendo” deve
ser F também, e assim vemos que não chego cedo e não está chovendo.
Assim, podemos concluir que:
- não farei uma viagem,
- não consigo passar na prova,
- não chego cedo,
- não está chovendo.

Isto permite marcar a alternativa A:


“Eu não chego cedo, não está chovendo e não consigo passar na prova”
Resposta: A

38. FCC – TCE-MG – 2007) Certo dia, durante o expediente do Tribunal de Contas
do Estado de Minas Gerais, três funcionários − Antero, Boris e Carmo − executaram
as tarefas de arquivar um lote de processos, protocolar um lote de documentos e
prestar atendimento ao público, não necessariamente nesta ordem. Considere que:
− cada um deles executou somente uma das tarefas mencionadas;
− todos os processos do lote, todos os documentos do lote e todas as pessoas
atendidas eram procedentes de apenas uma das cidades: Belo Horizonte, Uberaba
e Uberlândia, não respectivamente;
− Antero arquivou os processos;
− os documentos protocolados eram procedentes de Belo Horizonte;
− a tarefa executada por Carmo era procedente de Uberlândia.
Nessas condições, é correto afirmar que:
a) Carmo protocolou documentos.
b) a tarefa executada por Boris era procedente de Belo Horizonte.
c) Boris atendeu às pessoas procedentes de Uberaba.
d) as pessoas atendidas por Antero não eram procedentes de Uberaba.
e) os processos arquivados por Antero eram procedentes de Uberlândia

P A L
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RESOLUÇÃO:

Vamos analisar as afirmações dadas, começando pelas mais simples:

− Antero arquivou os processos;


− cada um deles executou somente uma das tarefas mencionadas;
Com as duas informações acima, podemos concluir que Antero, e somente
Antero, arquivou os processos. Os demais trabalharam com as demais atividades.

− todos os processos do lote, todos os documentos do lote e todas as pessoas


atendidas eram procedentes de apenas uma das cidades: Belo Horizonte, Uberaba
e Uberlândia, não respectivamente;
− os documentos protocolados eram procedentes de Belo Horizonte;
− a tarefa executada por Carmo era procedente de Uberlândia.
Sabendo que os documentos protocolados são de Belo Horizonte, veja que
apenas Boris pode ter protocolado. Isso porque já descobrimos a atividade de
Antero, e que a tarefa de Carmo era de Uberlândia.

Como Antero arquivou e Boris protocolou, então Carmo prestou atendimento.


Pela informação vista acima, as pessoas atendidas por Carmo eram de Uberlândia.
Assim, resta apenas a cidade de Uberaba para os processos arquivados por Antero.

Sabemos então que:

- Antero arquivou processos de Uberaba;

- Boris protocolou documentos de Belo Horizonte;

- Carmo atendeu pessoas de Uberlândia.

Resposta: B

39. FCC – TJ/PE – 2007) Aquele policial cometeu homicídio. Mas centenas de
outros policiais cometeram homicídios, se aquele policial cometeu. Logo,
a) centenas de outros policiais não cometeram homicídios.
b) aquele policial não cometeu homicídio.
c) aquele policial cometeu homicídio.
d) nenhum policial cometeu homicídio.
e) centenas de outros policiais cometeram homicídios.

P A L
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RESOLUÇÃO:
Devemos assumir que as 2 premissas do enunciado são verdadeiras. A
primeira já nos afirma que, de fato, aquele policial cometeu homicídio. E a segunda
é uma condicional, podendo ser reescrita assim: se aquele policial cometeu
homicídio, então centenas de outros policiais cometeram homicídios. Já sabemos
que a primeira parte desta condicional é verdadeira, o que obriga a segunda parte a
ser verdadeira também. Portanto, centenas de outros policiais cometeram
homicídios. Isto é dito na letra E.
Resposta: E.

40. FCC – ISS/SP – 2007) Considere o argumento seguinte:


Se o controle de tributos é eficiente e é exercida a repressão à sonegação fiscal,
então a arrecadação aumenta. Ouas penalidades aos sonegadores não são
aplicadas ou o controle de tributos é ineficiente. É exercida a repressão à
sonegação fiscal. Logo, se as penalidades aos sonegadores são aplicadas, então a
arrecadação aumenta.
Se para verificar a validade desse argumento for usada uma tabela-verdade, qual
deverá ser o seu número de linhas?
(A) 4
(B) 8
(C) 16
(D) 32
(E) 64
RESOLUÇÃO:
Temos o seguinte argumento:
PREMISSAS:
- Se o controle de tributos é eficiente e é exercida a repressão à sonegação fiscal,
então a arrecadação aumenta.
- Ou as penalidades aos sonegadores não são aplicadas ou o controle de tributos é
ineficiente.
- É exercida a repressão à sonegação fiscal.
CONCLUSÃO:

P A L
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P A L A
Logo, se as penalidades aos sonegadores são aplicadas, então a arrecadação
aumenta.
Podemos reescrever este argumento utilizando as seguintes proposições
simples:
P = O controle de tributos é eficiente
Q = É exercida a repressão à sonegação fiscal
R = A arrecadação aumenta
S = As penalidades aos sonegadores não são aplicadas
~P = O controle de tributos é ineficiente
~S = As penalidades aos sonegadores são aplicadas

Veja que só precisamos de 4 proposições simples: P, Q, R e S (não devemos


contar as negações ~P e ~S). Logo, o número de linhas da tabela verdade, que é
dado pela fórmula 2n, será 24 = 16.
Resposta: C

41. FCC – MRE – 2009) Questionados sobre a falta ao trabalho no dia anterior, três
funcionários do Ministério das Relações Exteriores prestaram os seguintes
depoimentos:
− Aristeu: “Se Boris faltou, então Celimar compareceu.”
− Boris: “Aristeu compareceu e Celimar faltou.”
− Celimar: “Com certeza eu compareci, mas pelo menos um dos outros dois faltou.”
Admitindo que os três compareceram ao trabalho em tal dia, é correto afirmar que
(A) Aristeu e Boris mentiram.
(B) os três depoimentos foram verdadeiros.
(C) apenas Celimar mentiu.
(D) apenas Aristeu falou a verdade.
(E) apenas Aristeu e Celimar falaram a verdade.
RESOLUÇÃO:
Vejamos o que cada um deles disse:
− Aristeu: “Se Boris faltou, então Celimar compareceu.”
Como os 3 compareceram, a primeira parte dessa condicional está Falsa
(“Boris faltou”) e a segunda está Verdadeira (“Celimar compareceu”). O valor lógico

P A L
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da condicional pq é V quando p é F e q é V. Portanto, Aristeu falou uma
VERDADE.

− Boris: “Aristeu compareceu e Celimar faltou.”


Nessa conjunção, a segunda parte (“Celimar faltou”) está Falsa, portanto a
frase está Falsa. Boris MENTIU.

− Celimar: “Com certeza eu compareci, mas pelo menos um dos outros dois faltou.”
Aqui temos mais um exemplo onde o “mas” está fazendo o papel da
conjunção (“e”). Esta frase é equivalente a “Com certeza eu compareci e pelo
menos um dos outros dois faltou”. A segunda parte dessa conjunção é Falsa,
portanto Celimar MENTIU.
Resposta: D

42. FCC - TRE-PI - 2009) Considere as três informações dadas a seguir, todas
verdadeiras.
− Se o candidato X for eleito prefeito, então Y será nomeado secretário de saúde.
− Se Y for nomeado secretário de saúde, então Z será promovido a diretor do
hospital central.
− Se Z for promovido a diretor do hospital central, então haverá aumento do número
de leitos.
Sabendo que Z não foi promovido a diretor do hospital central, é correto concluir
que:
(A) o candidato X pode ou não ter sido eleito prefeito.
(B) Y pode ou não ter sido nomeado secretário de saúde.
(C) o número de leitos do hospital central pode ou não ter aumentado.
(D) o candidato X certamente foi eleito prefeito.
(E) o número de leitos do hospital central certamente não aumentou.
RESOLUÇÃO:
Podemos resumir o argumento do enunciado da seguinte forma:
Premissa 1: X eleito Y secretário
Premissa 2: Y secretário Z diretor
Premissa 3: Z diretor aumento leitos
Premissa 4: Z não diretor

P A L
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Munidos da informação da proposição simples (premissa 4), vamos analisar
as demais:
Premissa 2: Y secretário Z diretor
Como a segunda parte é falsa (Z não é diretor), a primeira também é falsa: Y
não é secretário.
Premissa 1: X eleito Y secretário
Novamente a segunda parte é falsa, obrigando a primeira a também ser: X
não é eleito.
Premissa 3: Z diretor aumento leitos
A primeira parte é falsa. Neste caso, nada podemos concluir quanto à
segunda parte, pois ela pode ser V ou F e, ainda assim, a condicional será
verdadeira. Assim, nada sabemos sobre o aumento do número de leitos (letra C).
Resposta: C.

43. FCC - TRT/18ª - 2008) Certo dia, ao observar as atividades de seus


subordinados, o chefe de uma seção de uma unidade do Tribunal Regional do
Trabalho fez as seguintes declarações:
– Se Xerxes não protocolar o recebimento dos equipamentos, então Yule digitará
alguns textos.
– Se Xerxes protocolar o recebimento dos equipamentos, então Zenóbia não fará a
manutenção dos sistemas informatizados.
– Zenóbia fará a manutenção dos sistemas informatizados.
Considerando que as três declarações são verdadeiras, é correto concluir que
(A) Yule deverá digitar alguns textos.
(B) Yule não digitará alguns textos ou Zenóbia não fará a manutenção dos sistemas
informatizados.
(C) Xerxes não protocolará os documentos e Yule não digitará alguns textos.
(D) Zenóbia deverá fazer a manutenção dos sistemas informatizados e Xerxes
deverá protocolar o recebimento de documentos.
(E) Xerxes deverá protocolar o recebimento dos equipamentos.
RESOLUÇÃO:
Temos o seguinte argumento:
Premissa 1: X não protocolar Y digitar
Premissa 2: X protocolar Z não faz manutenção

P A L
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Premissa 3: Z faz manutenção
Com a proposição simples (premissa 3) em mente, vemos que “Z não faz
manutenção” (premissa 2) é F. Portanto, “X protocolar” é F, o que torna “X não
protocolar” V.
Como “X não protocolar” (premissa 1) é V, então “Y digitar” precisa ser V.
Assim:
- X não protocola
- Y digita (letra A, gabarito)
Resposta: A

44. FCC – TCE/SP – 2012) Se a tinta é de boa qualidade então a pintura melhora a
aparência do ambiente. Se o pintor é um bom pintor até usando tinta ruim a
aparência do ambiente melhora. O ambiente foi pintado. A aparência do ambiente
melhorou. Então, a partir dessas afirmações, é verdade que:
(A) O pintor era um bom pintor ou a tinta era de boa qualidade.
(B) O pintor era um bom pintor e a tinta era ruim.
(C) A tinta não era de boa qualidade.
(D) A tinta era de boa qualidade e o pintor não era bom pintor.
(E) Bons pintores não usam tinta ruim.
RESOLUÇÃO:
Temos as duas condicionais abaixo funcionando como premissas:
tinta boa --> pintura melhora a aparência
pintor bom --> pintura melhora a aparência

Sabemos ainda que o ambiente foi pintado e que a aparência do ambiente


melhorou. Assim, a banca gostaria que você concluísse que, se o ambiente foi
pintado e a aparência melhorou, pelo menos uma destas coisas ocorreu: a tinta era
boa ou o pintor era bom (letra A).

Obs.: veja que não podemos afirmar que:


- a aparência do ambiente melhorou pelo fato de ter sido pintado (existem outras
formas da aparência do ambiente melhorar, que não o fato de ter sido pintado);
- que só existem 2 formas de a pintura melhorar a aparência (usando tinta boa ou
usando um pintor bom).

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O gabarito desta questão (o pintor era um bom pintor ou a tinta era de boa
qualidade) nos "forçou" assumir essas duas hipóteses acima, que não estavam
presentes no enunciado.
Coloquei esta questão aqui para alertá-lo, pois este tipo de questão costuma
pegar os bons alunos e, em alguns casos, não chega a ser anulada posteriormente!
Resposta: A

45. FCC – SEPLAN/PI – 2013) Por meio do raciocínio por oposição é possível
concluir uma proposição por meio de outra proposição dada, com a observância do
princípio de não-contradição. Neste sentido, que poderá inferir-se da verdade,
falsidade ou indeterminação das proposições referidas na sequência abaixo se
supusermos que a primeira é verdadeira? E se supusermos que a primeira é falsa?
1ª - Alguns piauienses nasceram em Teresina.
2ª - Todos os piauienses nasceram em Teresina.
3ª - Alguns piauienses não nasceram em Teresina.
4ª - Nenhum piauiense nasceu em Teresina.

(A) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto


falsa), a 3ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto falsa) e a 4ª é falsa.
Se a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a terceira é verdadeira e a 4ª é verdadeira.

(B) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se a 1ª é


falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem ser
verdadeiras quanto falsas).

(C) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é verdadeira, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª


é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são falsas.

(D) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª é


falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem ser verdadeiras
quanto falsas).

(E) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto


falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se a 1ª é falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª
são verdadeiras.

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RESOLUÇÃO:
O princípio da não-contradição nos permite dizer que, se uma proposição é
V, então sua negação é necessariamente F, e vice-versa. Já se duas proposições
são equivalentes entre si, terão o mesmo valor lógico. Se não tivermos uma
negação e nem uma equivalência, nada podemos dizer sobre o valor lógico, que
permanecerá indeterminado.
Se supusermos que a primeira é verdadeira, então de fato alguns piauienses
nasceram em Teresina. Com isso, vamos analisar as demais:

2ª - Todos os piauienses nasceram em Teresina.  não é negação e nem é


equivalente a “Alguns piauienses nasceram em Teresina”. Indeterminado.

3ª - Alguns piauienses não nasceram em Teresina.  não é negação e nem é


equivalente a “Alguns piauienses nasceram em Teresina”. Indeterminado.

4ª - Nenhum piauiense nasceu em Teresina.  trata-se da negação de “Algum


piauiense nasceu em teresina”. Portanto, ela é Falsa.

Se supusermos que a primeira é falsa, então:

1ª - Alguns piauienses nasceram em Teresina.  como essa frase é F, então a sua


negação é V, ou seja, “Nenhum piauiense nasceu em Teresina”. Vamos avaliar os
demais itens a partir desta frase.

2ª - Todos os piauienses nasceram em Teresina.  essa frase é uma negação de


“Nenhum piauiense nasceu em Teresina”, e por isso é F.

3ª - Alguns piauienses não nasceram em Teresina.  se nenhum piauiense nasceu


em Teresina, então também é Verdadeiro que algum piauiense não nasceu em
Teresina.

4ª - Nenhum piauiense nasceu em Teresina.  como vimos, essa frase é uma


negação da primeira. Como a primeira é F, esta é V.

Temos, portanto, a alternativa A:


(A) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto
falsa), a 3ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto falsa) e a 4ª é falsa.
Se a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a terceira é verdadeira e a 4ª é verdadeira.
Resposta: A

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46. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Considerando que Freud é o pai da
psicanálise, assinale a alternativa que apresenta o que é correto afirmar acerca do
seguinte argumento:
Freud é o pai da psicanálise ou Freud é jogador de futebol. Freud não é o pai da
psicanálise. Logo, Freud é jogador de futebol.
(A) O argumento é válido com premissas e conclusão todas verdadeiras.
(B) O argumento é inválido com conclusão falsa e premissas verdadeiras.
(C) O argumento é inválido e premissas e conclusão são todas falsas.
(D) O argumento é válido com uma premissa e conclusão falsas.
(E) O argumento é válido com premissas falsas e conclusão verdadeira.
RESOLUÇÃO:

Temos o argumento abaixo:

Premissa 1: Freud é o pai da psicanálise ou Freud é jogador de futebol.

Premissa 2: Freud não é o pai da psicanálise.

Conclusão: Logo, Freud é jogador de futebol.

Vamos forçar as premissas a serem V, e verificar se a conclusão é


necessariamente V (como seria em um argumento válido) ou se ela pode ser F (o
que caracteriza um argumento inválido).

Começamos pela premissa 2, que é uma proposição simples. Para que ela
seja V, é preciso que Freud NÃO seja o pai da psicanálise. Com isso, para tornar a
P1 verdadeira, é preciso que Freud seja jogador de futebol. Assim, a conclusão fica
Verdadeira obrigatoriamente. Quando, ao assumir que as premissas são V, a
conclusão é necessariamente V, estamos diante de um argumento válido. Embora
válido, sabemos que Freud não foi jogador de futebol, e é o pai da psicanálise. Por
isso, embora o argumento seja válido, sabemos que a premissa 2 e a conclusão tem
informações FALSAS.

Resposta: D

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47. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Assinale a alternativa que apresenta
corretamente a asserção que indica a conclusão do seguinte argumento:
Considerando que o estudo é muito importante na vida das pessoas, segue-se que
alunos não deveriam passar de ano sem estudar, visto que a passagem de ano é
um desafio e desafios não devem ser evitados.
(A) A passagem de ano é um desafio.
(B) Alunos não deveriam passar de ano sem estudar.
(C) O estudo é muito importante na vida das pessoas.
(D) Estudar é bom para todos.
(E) Desafios não devem ser evitados.
RESOLUÇÃO:

Podemos esquematizar o argumento assim:

Premissa: o estudo é muito importante na vida das pessoas

Premissa: a passagem de ano é um desafio

Premissa: desafios não devem ser evitados

Conclusão: segue-se que alunos não deveriam passar de ano sem estudar

Veja que a conclusão estava no meio do argumento! Uma dica para você
encontrar facilmente a conclusão desses argumentos é buscar palavras como
“logo”, “portanto”, “segue-se que”, “conclui-se que” etc, que são chamados
“indicadores de conclusão”.
Resposta: B

48. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Quando um argumento dedutivo é


válido, isso significa que
(A) se as premissas são falsas, a conclusão é falsa.
(B) premissas e conclusão devem ter sempre o mesmo valor de verdade.
(C) se a conclusão é falsa, deve haver alguma premissa falsa.
(D) não existe situação em que as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa.
(E) as premissas são sempre verdadeiras.
RESOLUÇÃO:

P A L
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Um argumento é válido quando:

- a conclusão decorre das premissas;

- se assumirmos que as premissas são verdadeiras, a conclusão TEM QUE SER


verdadeira;

Portanto, não há situação onde as premissas são V e a conclusão é F, como


diz a alternativa D.

Resposta: D

49. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Assinale a alternativa que representa o


modo e a figura do silogismo seguinte.
Todo sapo é verde.
Algum cão não é verde.
Logo, nenhum cão é sapo.
(A) OAE – 2.
(B) AEI – 4.
(C) EAO – 1.
(D) AOE – 2.
(E) AIE – 3.
RESOLUÇÃO:

Vamos aproveitar essa questão para conhecer os 4 tipos de proposições: A,


E, I, O. São eles:

A - universal afirmativa e singular afirmativa. Exemplos: Todo carro é durável


(universal), Este carro é durável (singular);

E - universal negativa e singular negativa . Nenhum carro é durável (universal), Este


carro não é durável (singular);

I - particular afirmativa. Exemplo: Este carro é durável / Algum carro é durável.

O - particular negativa. Exemplo: Este carro não é durável / Algum carro não é
durável.

P A L
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Analisando o argumento fornecido, temos:

Todo sapo é verde.  universal afirmativa (A)

Algum cão não é verde.  particular negativa (O)

Logo, nenhum cão é sapo.  universal negativa (E)

Assim, temos um argumento do modo AOE. Isso já nos permite marcar o


gabarito, que é a alternativa D.
Resposta: D

50. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Assinale a alternativa que apresenta


corretamente a conclusão do seguinte argumento:
Se Pedro é engenheiro, então Pedro fez faculdade. Pedro é engenheiro. Logo,
Pedro fez faculdade.
(A) Pedro não fez faculdade.
(B) Pedro é engenheiro.
(C) Pedro não é engenheiro.
(D) O argumento não tem conclusão.
(E) Pedro fez faculdade.
RESOLUÇÃO:

O argumento do enunciado tem a seguinte estrutura

Premissa 1: Se Pedro é engenheiro, então Pedro fez faculdade.

Premissa 2: Pedro é engenheiro.

Conclusão: Logo, Pedro fez faculdade.

Portanto, a conclusão é “Pedro fez faculdade”.

Resposta: E

P A L
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51. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Em um silogismo, o termo médio é o
termo que aparece em ambas as premissas. Assinale a alternativa que apresenta
corretamente qual é o termo médio do seguinte silogismo:
Todo homem é mortal. Nenhum mortal é pedra. Logo, nenhum homem é pedra.
(A) Mortal.
(B) Pedra.
(C) Todo.
(D) Nenhum.
(E) Homem.
RESOLUÇÃO:
Em um silogismo como o do enunciado, temos uma premissa MAIOR (mais
geral), uma MENOR (mais específica), e a conclusão:

Premissa maior: Todo homem é mortal.

Premissa menor: Nenhum mortal é pedra.

Conclusão: Logo, nenhum homem é pedra.

A premissa maior deve conter o termo maior e o termo médio. A premissa


menor deve conter o termo médio e o termo menor. A conclusão deve conter os
termos maior e menor, e NUNCA o termo médio.
Assim, o termo médio é aquele que aparece nas duas premissas, mas não na
conclusão. No caso, trata-se do termo “mortal”. Veja ainda que o termo maior é
“homem” (que aparece na premissa maior e na conclusão), e o termo menor é
“pedra” (que aparece na premissa menor e na conclusão).
Resposta: A

52. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Assinale a alternativa que apresenta


corretamente a conclusão silogística que se pode inferir das seguintes premissas:
“Todo brasileiro é cidadão” e “João é brasileiro”.
a) Algum cidadão é brasileiro.
b) João é cidadão.
c) João não é cidadão.
d) Todo cidadão é brasileiro.
e) Nenhum brasileiro é cidadão.

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RESOLUÇÃO:

Se todos os brasileiros estão contidos no conjunto dos “Cidadãos”, e João faz


parte do conjunto dos brasileiros, então ele também está contido no conjunto dos
“Cidadãos”. Isto é, podemos afirmar que João é cidadão.
Resposta: B

53. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) No planeta Babebibo, todos os Bas são
Bes e alguns Bes são Bis. Sabendo-se que nenhum Be é Bo, é possível concluir
que
(A) alguns Bis são Bos.
(B) nenhum Ba é Bo.
(C) nenhum Bi é Bo.
(D) alguns Bas são Bis.
(E) todos os Bis são Bos.
RESOLUÇÃO:
Montando o diagrama lógico, temos:
- todos os Bas são Bes
- alguns Bes são Bis
- nenhum Be é Bo

Analisando as alternativas:

(A) alguns Bis são Bos.  pode ser verdade, mas não podemos garantir que
existem elementos na intersecção entre Bis e Bos. ERRADO.

(B) nenhum Ba é Bo.  CORRETO, pois não há intersecção entre os Bas e os Bos.

P A L
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(C) nenhum Bi é Bo.  pode ser verdade, se não houver elementos na intersecção
entre os Bis e os Bos, mas não temos elementos para afirmar isso com certeza.
ERRADO.

(D) alguns Bas são Bis.  pode ser verdade, se houver elementos na intersecção
entre os Bas e os Bis, mas não temos elementos para afirmar isso com certeza.
ERRADO.

(E) todos os Bis são Bos.  ERRADO, não temos elementos para fazer essa
afirmação. E aqueles Bis que também são Bes certamente não fazem parte do
conjunto dos Bos.
Resposta: B

54. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Todo biólogo é estudioso. Existem


esportistas que são estudiosos. Ana é bióloga e Júlia é estudiosa. Pode-se, então,
concluir que
(A) Ana é estudiosa e Júlia é esportista.
(B) Ana é estudiosa e Júlia pode não ser bióloga nem esportista.
(C) Ana é esportista e Júlia é bióloga.
(D) Ana é também esportista e Júlia pode não ser bióloga nem esportista.
(E) Ana pode ser também esportista e Júlia é bióloga.
RESOLUÇÃO:

Analisando as afirmações, sabemos que:

- Todo biólogo é estudioso. Como Ana é bióloga, então ela certamente é estudiosa.
E talvez ela seja esportista, pois existem esportistas estudiosos, mas é possível que
ela não seja esportista.

- Como Júlia é estudiosa, é possível (mas não há certeza) que ela seja bióloga, e é
possível que ela seja esportista. Mas é possível que ela não seja nem bióloga e nem
esportista.

Analisando as alternativas:

(A) Ana é estudiosa e Júlia é esportista  não podemos afirmar que Júlia é
esportista. ERRADO.

P A L
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(B) Ana é estudiosa e Júlia pode não ser bióloga nem esportista.  Ana certamente
é estudiosa. É possível que Júlia seja ou não seja bióloga e/ou esportista.
CORRETO.

(C) Ana é esportista e Júlia é bióloga.  Ana pode ser esportista, e Júlia pode ser
bióloga, mas não podemos fazer essas afirmações. ERRADO.

(D) Ana é também esportista e Júlia pode não ser bióloga nem esportista.  Não
podemos afirmar que Ana é esportista, embora faça sentido dizer que “Júlia pode
não ser bióloga e nem esportista”. ERRADO.

(E) Ana pode ser também esportista e Júlia é bióloga.  Não podemos afirmar que
Júlia é bióloga. ERRADO.
Resposta: B

55. IDECAN – AGU – 2014 – adaptada) Os candidatos que estão se preparando


para a realização de provas de concursos públicos costumam chamar a disciplina
de Direito Tributário de DT, a de Raciocínio Lógico de RL e a de Contabilidade de
Contaba. Dessa forma, se pela manhã, ao iniciar o dia de estudo, afirma-se que "Se
não estudo DT, então não estudo Português. Estudo RL, ou estudo Contaba. Estudo
Português ou não estudo RL. Hoje resolvi não estudar Contaba.", então , é correto
afirmar que
a) estudo RL e estudo DT.
b) estudo RL e não estudo DT.
c) estudo DT e não estudo Português.
d) não estudo DT e estudo Português.
e) não estudo Contaba e não estudo DT.
RESOLUÇÃO:
Temos as premissas:
P1 : ~DT  ~Português (Se não estudo DT, então não estudo Português)
P2: ou RL ou Contaba (Estudo RL, ou estudo Contaba)
P3: Português ou ~RL (Estudo Português ou não estudo RL)
P4: ~Contaba (Hoje resolvi não estudar Contaba)

P A L
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TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A
Repare que P4 é uma proposição simples, motivo pelo qual começamos por
ela. Note ainda que P2 é uma disjunção exclusiva (“ou” precedido de vírgula),
enquanto P3 é uma disjunção simples (“ou”).
Para chegar na conclusão devemos assumir que todas as premissas são
verdadeiras. Assim, ~Contaba é V, de modo que Contaba é F. Em P2 vemos que,
como Contaba é F, RL precisa ser V. Em P3 vemos que ~RL é F, de modo que
Português precisa ser V. Em P1 vemos que ~Português é F, de modo que ~DT
precisa ser F também, ou seja, DT é V.
Considerando as conclusões sublinhadas acima, podemos marcar a
alternativa A:
estudo RL e estudo DT
Resposta: A

56. IDECAN – AGU – 2014) Se é verdade que “alguns candidatos são estudiosos” e
que “nenhum aventureiro é estudioso”, então, também é necessariamente verdade
que
a) algum candidato é aventureiro.
b) algum aventureiro é candidato.
c) nenhum aventureiro é candidato.
d) nenhum candidato é aventureiro.
e) algum candidato não é aventureiro.
RESOLUÇÃO:
Imagine que temos os conjuntos dos “candidatos”, dos “estudiosos” e dos
“aventureiros”. Vejamos o que cada uma das afirmações do enunciado nos diz:
- alguns candidatos são estudiosos
Esta frase permite concluir que existem elementos em comum entre os
conjuntos dos “candidatos” e dos “estudiosos”, isto é, existem elementos na região
marcada com um X no diagrama abaixo:

P A L
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TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A
- nenhum aventureiro é estudioso
Esta frase permite concluir que não existem elementos em comum entre os
conjuntos dos “aventureiros” e dos “estudiosos”. Entretanto, repare que ainda assim
pode haver elementos em comum entre os conjuntos dos “aventureiros” e dos
“candidatos”, motivo pelo qual desenhamos esses dois conjuntos entrelaçados
abaixo:

Vale frisar que NÃO sabemos se existem ou não elementos na região Y, isto
é, na intersecção entre os conjuntos dos aventureiros e dos candidatos. Vejamos as
alternativas de resposta desta questão:
a) algum candidato é aventureiro.
ERRADO, pois não sabemos se existem elementos na região Y (podem
existir, mas não temos certeza disso).

b) algum aventureiro é candidato.


ERRADO, pelo mesmo motivo da alternativa anterior (veja que esta
alternativa trata dos mesmos dois conjuntos).

c) nenhum aventureiro é candidato.


ERRADO, pois da mesma forma que não podemos afirmar que EXISTEM
elementos na região Y, não podemos afirmar também que NÃO EXISTEM
elementos nesta região.

P A L
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P A L A
d) nenhum candidato é aventureiro.
ERRADO, pelo mesmo motivo da alternativa anterior (veja que esta
alternativa trata dos mesmos dois conjuntos).

e) algum candidato não é aventureiro.


CORRETO. Repare que os candidatos que estão na região X (aqueles que
são candidatos e estudiosos ao mesmo tempo) não podem fazer parte do conjunto
dos aventureiros, pois sabemos que nenhum aventureiro é estudioso. Portanto,
esses candidatos da região X certamente NÃO são aventureiros. Este é nosso
gabarito.
Resposta: E

57. IDECAN – Pref. Rio Pomba – 2015) Considere o seguinte argumento lógico:
p1: Carlos canta ou Pedro não canta;
p2: Felipe canta se Carlos canta;
p3: se Pedro canta, Felipe não canta; e,
p4: Carlos canta.
Logo, pode-se concluir que:
A) Pedro e Felipe cantam.
B) Felipe canta e Carlos não canta.
C) Carlos e Felipe cantam, mas Pedro não canta
D) ao contrário de Pedro, Felipe e Carlos não cantam
RESOLUÇÃO:
Veja que P4 é uma proposição simples, motivo pelo qual começamos por ela.
Para chegar nas conclusões, assumimos que todas as premissas são V. Assim
Carlos canta é V.
Voltando em P2, veja que podemos reescrevê-la assim: “Se Carlos canta,
então Felipe canta”. Como “Carlos canta” é V, podemos concluir que Felipe canta é
V. Em P3, vemos que “Felipe não canta” é F, de modo que “Pedro canta” precisa
ser F também, logo Pedro não canta. Nem precisamos analisar P1.
Com as conclusões sublinhadas, podemos marcar a alternativa C:
Carlos e Felipe cantam, mas Pedro não canta
Resposta: C

P A L
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P A L A
58. IDECAN – EBSERH – 2015) Considere as seguintes afirmações:
- Todo gato gosta de passear à noite; e,
- Existem gatos brancos.
Dessa forma, é correto afirmar que:
A) todo gato branco não gosta de passear à noite.
B) algum gato branco não gosta de passear à noite.
C) todo gato que gosta de passear à noite é branco.
D) todo gato que não é branco gosta de passear à noite.
RESOLUÇÃO:

Como todos os gatos gostam de passear à noite, tanto aqueles que são
brancos como aqueles que não são brancos gostam disso. Portanto, é correto
afirmar que todo gato que não é branco gosta de passear à noite, como vemos na
alternativa D. Da mesma forma, seria correto afirmar que todo (ou mesmo que
algum) gato que é branco gosta de passear à noite.
Resposta: D

59. IDECAN – PM/PB – 2015) Considerando que todo C é B, algum A é B, algum C


é A, algum D é A e nenhum D é B, é correto afirmar que
A) algum C é D.
B) algum A é C e D ao mesmo tempo.
C) dentre os A que também são B, alguns são C.
D) dentre os D que também são A, alguns são C.
RESOLUÇÃO:

Como todo C é B, podemos dizer que o conjunto C está dentro do (contido


no) conjunto B. Sabemos ainda que existem interseções entre A e B, entre C e A,
entre D e A, e NÃO há interseção entre D e B. Temos um diagrama assim:

P A L
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P A L A
60. IDECAN – PM/PB – 2015) Considere o seguinte argumento lógico: se hoje é
domingo, Felipe vai à festa. Se Felipe vai à festa, Pedro vai ao cinema. Se Pedro vai
ao cinema, Alberto dorme mais cedo, às 20h. Logo, se Alberto estava às 22h
retornando de uma festa onde cantou, brincou e se divertiu durante todo o tempo,
pode-se afirmar que:
A) Pedro foi ao cinema.
B) Alberto e Felipe foram à festa.
C) hoje é domingo e Pedro não foi ao cinema.
D) hoje não é domingo e Felipe não foi à festa
RESOLUÇÃO:
Temos as premissas:
P1: Se hoje é domingo, Felipe vai à festa.
P2: Se Felipe vai à festa, Pedro vai ao cinema.
P3: Se Pedro vai ao cinema, Alberto dorme mais cedo, às 20h.
P4: Alberto estava às 22h retornando de uma festa
P4 é uma proposição simples. Assim, sendo ela verdadeira, Alberto foi à
festa. Desta forma, em P3 podemos dizer que o trecho “Alberto dorme mais cedo,
às 20h” é F, de modo que “Pedro vai ao cinema” precisa ser F também, o que
permite concluir que Pedro não vai ao cinema. Em P2, como “Pedro vai ao cinema”
é F, “Felipe vai à festa” deve ser F também, o que indica que Felipe não vai à festa.
Em P1, como “Felipe vai à festa” é F, “hoje é domingo” precisa ser F, de modo que
hoje não é domingo.
Com base nas conclusões sublinhadas, podemos marcar a letra D.
Resposta: D

61. IDECAN – PM/PB – 2015) Se Coxinha é inocente, então Macarrão também é


inocente. Se Boleba é inocente, então Gugão é inocente. Em determinado instante
da investigação, constatou-se que ou Coxinha é culpado, ou Gugão é culpado.
Sabe-se que ao final da investigação descobriu-se que Coxinha não é culpado.
Logo, é correto afirmar que
A) Boleba e Gugão são inocentes.
B) Coxinha e Macarrão não são culpados.
C) Coxinha, Macarrão e Boleba são culpados.
D) Coxinha e Boleba são inocentes, mas Gugão é culpado.

P A L
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P A L A
RESOLUÇÃO:
Temos as premissas:
P1: Se Coxinha é inocente, então Macarrão também é inocente.
P2: Se Boleba é inocente, então Gugão é inocente.
P3: ou Coxinha é culpado, ou Gugão é culpado.
P4: Coxinha não é culpado.

Em P4, proposição simples, vemos que Coxinha não é culpado. Voltando na


disjunção exclusiva de P3, vemos que Gugão é culpado. Na condicional de P2,
vemos que “Boleba é inocente” precisa ser F, de modo que Boleba é culpado. Em
P1, como “Coxinha é inocente” é V, precisamos que Macarrão é inocente seja V
também.
Com as conclusões sublinhadas, marcamos a letra B.
Resposta: B

62. CESGRANRIO – CHESF – 2012) Se hoje for uma segunda ou uma quarta-feira,
Pedro terá aula de futebol ou natação. Quando Pedro tem aula de futebol ou
natação, Jane o leva até a escolinha esportiva. Ao levar Pedro até a escolinha, Jane
deixa de fazer o almoço e, se Jane não faz o almoço, Carlos não almoça em casa.
Considerando-se a sequência de implicações lógicas acima apresentadas
textualmente, se Carlos almoçou em casa hoje, então hoje
a) é terça, ou quinta ou sexta-feira, ou Jane não fez o almoço.
b) Pedro não teve aula de natação e não é segunda-feira.
c) Carlos levou Pedro até a escolinha para Jane fazer o almoço.
d) não é segunda, nem quarta, mas Pedro teve aula de apenas uma das
modalidades esportivas.
e) não é segunda, Pedro não teve aulas, e Jane não fez o almoço.
RESOLUÇÃO:
Temos, resumidamente:
P1: Se hoje for uma segunda ou uma quarta-feira, Pedro terá aula de futebol ou
natação.
P2: Quando Pedro tem aula de futebol ou natação, Jane o leva até a escolinha
esportiva.
P3: Ao levar Pedro até a escolinha, Jane deixa de fazer o almoço

P A L
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P A L A
P4: se Jane não faz o almoço, Carlos não almoça em casa.
P5: Carlos almoçou em casa hoje
Note que P5 é uma proposição simples, e deve ser V. Assim, “Carlos não
almoça em casa” é F, o que permite afirmar em P4 que “Jane não faz o almoço” é F
também. Portanto, Jane faz o almoço. Em P3 temos uma “condicional disfarçada”.
Como “Jane deixa de fazer o almoço” é F, fica claro em P3 que Jane não leva Pedro
até a escolinha. Em P2 vemos que “Jane o leva até a escolinha” é F, de modo que
“Pedro tem aula de futebol ou natação” é F também. Em P1, como “Pedro terá aula
de futebol ou natação” é F, vemos que “hoje é uma segunda ou uma quarta-feira” é
F também. Resumindo:
- Jane faz o almoço;
- Jane não leva Pedro até a escolinha
- Pedro não tem aula de futebol ou natação
- Hoje não é uma segunda ou uma quarta-feira.
A alternativa B contém 2 dessas conclusões.
Resposta: B

63. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2012) O turista perdeu o voo ou a agência de


viagens se enganou. Se o turista perdeu o voo, então a agência de viagens não se
enganou. Se a agência de viagens não se enganou, então o turista não foi para o
hotel. Se o turista não foi para o hotel, então o avião atrasou. Se o turista não
perdeu o voo, então foi para o hotel. O avião não atrasou. Logo,
a) o turista foi para o hotel e a agência de viagens se enganou.
b) o turista perdeu o voo e a agência de viagens se enganou.
c) o turista perdeu o voo e a agência de viagens não se enganou.
d) o turista não foi para o hotel e não perdeu o voo.
e) o turista não foi para o hotel e perdeu o voo.
RESOLUÇÃO:
Esquematizando:
P1: O turista perdeu o voo ou a agência de viagens se enganou.
P2: Se o turista perdeu o voo, então a agência de viagens não se enganou.
P3: Se a agência de viagens não se enganou, então o turista não foi para o hotel.
P4: Se o turista não foi para o hotel, então o avião atrasou.
P5: Se o turista não perdeu o voo, então foi para o hotel.

P A L
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P A L A
P6: O avião não atrasou.
Começando por P6, vemos que o avião não atrasou. Em P4, “avião atrasou”
é F, de modo que o “turista não foi” é F. Em P3, “turista não foi” é F, de modo que
“agência não se enganou” é F. Em P2, “agência não se enganou” é F, de modo que
“turista perdeu o voo” é F. P1 já está ok, pois a “agência se enganou” é V. E P5
também está ok, pois “turista não perdeu o vôo” é V e “foi para o hotel” é V também.
Resumindo, temos:
- turista não perdeu o vôo
- turista foi para o hotel
- agência se enganou
Analisando as alternativas, vemos que a A está correta.
Resposta: A

64. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2012) Sabe-se que as proposições


- Se Aristides faz gols então o GFC é campeão.
- O Aristides faz gols ou o Leandro faz gols.
- Leandro faz gols.
são, respectivamente, verdadeira, verdadeira e falsa.
Daí, conclui-se que
a) Aristides não faz gols ou o GFC não é campeão.
b) Aristides faz gols e o GFC não é campeão.
c) Aristides não faz gols e o GFC é campeão.
d) Aristides faz gols e o GFC é campeão.
e) Aristides não faz gols e o GFC não é campeão.
RESOLUÇÃO:
Temos:
- Se Aristides faz gols então o GFC é campeão.
- O Aristides faz gols ou o Leandro faz gols.
- Leandro faz gols.
Como a última é falsa, Leandro NÃO faz gols. Na segunda frase, vemos que
“Aristides faz gols” precisa ser V, pois “Leandro faz” é F. Na primeira, vemos que
“GFC é campeão” precisa ser V, pois “Aristides faz” é V. Assim,
- Aristides faz

P A L
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P A L A
- GFC é campeão
- Leandro não faz
Analisando as alternativas, vemos que a D está ok.
Resposta: D

65. FCC – BACEN – 2006) Um argumento é composto pelas seguintes premissas:


– Se as metas de inflação não são reais, então a crise econômica não demorará a
ser superada.
– Se as metas de inflação são reais, então os superávits primários não serão
fantasiosos.
– Os superávits serão fantasiosos.
Para que o argumento seja válido, a conclusão deve ser:
a) A crise econômica não demorará a ser superada.
b) As metas de inflação são irreais ou os superávits são fantasiosos.
c) As metas de inflação são irreais e os superávits são fantasiosos.
d) Os superávits econômicos serão fantasiosos.
e) As metas de inflação não são irreais e a crise econômica não demorará a ser
superada.
RESOLUÇÃO:
Novamente temos 2 condicionais (pq) e uma proposição simples (“Os
superávits serão fantasiosos”) funcionando como premissas de um argumento.
Devemos assumir que todas as premissas são verdadeiras para obter a conclusão.
Tendo em mente a informação dada pela proposição simples, vamos analisar as
condicionais:

– Se as metas de inflação são reais, então os superávits primários não serão


fantasiosos.
Sabemos que “os superávits primários não serão fantasiosos” é F, pois a
proposição simples nos disse que “os superávits serão fantasiosos”). Assim, “as
metas de inflação são reais” precisa ser F para que a condicional pq continue
verdadeira. Portanto, descobrimos que as metas de inflação não são reais.

– Se as metas de inflação não são reais, então a crise econômica não demorará a
ser superada.

P A L
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P A L A
Sabemos que a condição (“se as metas de inflação não são reais”) é V, pois
foi isso que descobrimos logo acima. Assim, o resultado (“a crise econômica não
demorará a ser superada”) precisa ser V. Assim, de fato a crise econômica não
demorará a ser superada.

Com isso, podemos concluir que:


- as metas de inflação não são reais
- a crise econômica não demorará a ser superada  letra A, que é o gabarito.
Atenção: não podemos concluir que “os superávits primários serão
fantasiosos”, pois isso é uma premissa do argumento, dada pelo enunciado. Por
esse motivo as letras B, C e D são erradas!
Resposta: A

66. FGV - MEC - 2008) O silogismo é uma forma de raciocínio dedutivo. Na sua
forma padronizada, é constituído por três proposições: as duas primeiras
denominam-se premissas e a terceira, conclusão. As premissas são juízos que
precedem a conclusão. Em um silogismo, a conclusão é conseqüência necessária
das premissas.
São dados 3 conjuntos formados por 2 premissas verdadeiras e 1 conclusão não
necessariamente verdadeira.

I.
Premissa 1: Alguns animais são homens.
Premissa 2: Júlio é um animal.
Conclusão: Júlio é homem.

II.
Premissa 1: Todo homem é um animal.
Premissa 2: João é um animal.
Conclusão: João é um homem.

III.
Premissa 1: Todo homem é um animal.
Premissa 2: José é um homem.
Conclusão: José é um animal.

P A L
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P A L A
É (são) silogismo(s) somente:
a) I
b) II
c) III
d) I e III
e) II e III
RESOLUÇÃO:
Vamos analisar os 3 conjuntos dados. Em cada um deles, assumiremos que
as 2 premissas são verdadeiras e veremos se isso torna a conclusão verdadeira ou
não. Se torná-la verdadeira, temos um silogismo.

I.
Premissa 1: Alguns animais são homens.
Premissa 2: Júlio é um animal.
Conclusão: Júlio é homem.
Falso. Veja que nem todos os animais são homens, apenas alguns (premissa
1). É possível que Júlio seja algum dos animais que não é homem. Assim, não se
pode concluir que Júlio é homem.

II.
Premissa 1: Todo homem é um animal.
Premissa 2: João é um animal.
Conclusão: João é um homem.
Falso. A premissa 1 diz que todo homem é animal, mas não garante que todo
animal é homem. Isto é, podem existir animais que são homens e animais que não
são homens. Se João é um animal (premissa 2), ele pode estar em qualquer um
desses 2 grupos. Não podemos afirmar que ele está no grupo dos animais que são
homens, como diz a conclusão.

III.
Premissa 1: Todo homem é um animal.
Premissa 2: José é um homem.
Conclusão: José é um animal.

P A L
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P A L A
Verdadeiro. A premissa 1 é suficiente para afirmar que todos os homens
estão contidos no conjunto dos animais. Portanto, se José é um homem, ele
também está contido nesse conjunto. Portanto, ele é um animal (conclusão).
Resposta: C

67. FGV – SEFAZ/RJ – 2011) Qual dos diagramas abaixo representa melhor a
relação entre mulheres, mães e profissionais de contabilidade?

RESOLUÇÃO:
Sabemos que todas as mães são mulheres, mas nem todas as mulheres são
mães. Portanto, o conjunto das mães deve estar contido no conjunto das mulheres.

Já o conjunto dos profissionais de contabilidade pode ter elementos em


comum com os dois conjuntos anteriores (mães e mulheres), mas podem haver
outros elementos neste conjunto também (ex.: homens que são contadores). Assim,
temos:

P A L
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P A L A
71. FGV – SEFAZ/RJ – 2010) A taxa de crimes violentos aumentou 30% em relação
ao ano passado. A principal causa está no sistema judiciário: recentemente as
sentenças proferidas pelos juízes têm sido tão lenientes que a maioria dos
criminosos pode cometer qualquer crime sem medo de uma longa sentença. O
argumento que melhor diminui a análise se fosse verdade é:
(A) Cerca de 80% das outras regiões têm uma taxa de crime menor.
(B) Crimes não violentos também aumentaram em 15% no período.
(C) Cerca de 100 juízes foram contratados para substituir juízes que se
aposentaram.
(D) Pesquisas demonstram que 65% da população é a favor da pena de morte.
(E) Cerca de 35% dos policiais foram demitidos por corte no orçamento no período.
RESOLUÇÃO:
Trata-se de uma questão de pura interpretação. Não gostei muito da redação
dela, mas ao pedir “o argumento que melhor diminui a análise”, a idéia é você
encontrar, dentre as 5 alternativas, aquela que contém um argumento que mais
enfraquece a argumentação do enunciado.
Observe que o argumento da letra E é o que mais esvazia a argumentação,
pois se no mesmo período em que aumentou a taxa de criminalidade houve uma
significativa demissão de policiais, não é possível afirmar que a causa do aumento
da criminalidade é a leniência do judiciário – pode ser que a redução do efetivo
policial tenha sido o verdadeiro determinante do aumento da criminalidade.
Resposta: E

72. FGV – POLÍCIA CIVIL/MA – 2012) Em frente à casa onde moram João e Maria,
a prefeitura está fazendo uma obra na rua. Se o operário liga a britadeira, João sai
de casa e Maria não ouve a televisão. Certo dia, depois do almoço, Maria ouve a
televisão.
Pode-se concluir, logicamente, que
(A) João saiu de casa.
(B) João não saiu de casa.
(C) O operário ligou a britadeira.
(D) O operário não ligou a britadeira.
(E) O operário ligou a britadeira e João saiu de casa.
RESOLUÇÃO:

P A L
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P A L A
A frase “Se o operário liga a britadeira, João sai de casa e Maria não ouve a
televisão” é do tipo p(q e ~r), onde:
p = operário liga a britadeira
q = João sai de casa
r = Maria ouve a televisão

Sabendo que Maria ouve a televisão, podemos dizer que r é V. Logo, ~r é F.


Com isso, a conjunção (q e ~r) certamente é F, independentemente do valor lógico
de q. Para que a condicional não deixe de ser verdadeira, é preciso que p também
seja F. Portanto, podemos afirmar que o operário NÃO ligou a britadeira. Mas não
podemos afirmar se João saiu ou não de casa.
Resposta: D

73. FGV – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/MA – 2013) Considere as seguintes


afirmativas:
• Se é domingo, não trabalho.
• Se não é domingo, acordo cedo.
Pode se concluir logicamente que
(A) se trabalho então acordo cedo.
(B) se acordo cedo então trabalho.
(C) se não trabalho então acordo cedo.
(D) se não acordo cedo então trabalho.
(E) se trabalho então não acordo cedo.
RESOLUÇÃO:
Temos aqui uma questão que exige a resolução pelo método mais complexo,
pois as premissas são todas proposições compostas (condicionais), assim como
são todas as possíveis conclusões que temos nas alternativas. Assim, para cada
alternativa de resposta, vamos:
- forçar a conclusão a ser F;
- tentar forçar todas as premissas a serem V (o que tornaria o argumento inválido, e,
portanto, não estaríamos diante de uma conclusão).
(A) se trabalho então acordo cedo.
Para essa conclusão ser falsa, é preciso que “trabalho” seja V e “acordo
cedo” seja F. Com isso, vamos tentar forçar as premissas a serem V. Veja que é

P A L
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P A L A
preciso que, na premissa 1, “é domingo” seja F. Mas, se isto ocorrer, a segunda
premissa fica VF, ou seja, falsa.
Ou seja: não foi possível ter conclusão falsa E premissas verdadeiras
simultaneamente. Estamos diante da conclusão correta do argumento.

(B) se acordo cedo então trabalho.


Para essa conclusão ser falsa, é preciso que “trabalho” seja F e “acordo
cedo” seja V. Com isso, vamos tentar forçar as premissas a serem V. Veja que a
premissa 1 já é V, pois “não trabalho” é V. E a premissa 2 já é V, pois “acordo cedo”
é V.
Foi possível tornar as duas premissas V e, ao mesmo tempo, a conclusão F.
Assim, essa não é uma conclusão válida para esse argumento.

(C) se não trabalho então acordo cedo.


Para essa conclusão ser falsa, é preciso que “não trabalho” seja V e “acordo
cedo” seja F. Com isso, vamos tentar forçar as premissas a serem V. Veja que a
premissa 1 já é V, pois “não trabalho” é V. E podemos tornar a premissa 2 também
V, desde que “não é domingo” seja F.
Foi possível tornar as duas premissas V e, ao mesmo tempo, a conclusão F.
Assim, essa não é uma conclusão válida para esse argumento.

(D) se não acordo cedo então trabalho.


Para essa conclusão ser falsa, é preciso que “não acordo cedo” seja V e
“trabalho” seja F. Com isso, vamos tentar forçar as premissas a serem V. Veja que a
premissa 1 já é V, pois “não trabalho” é V. E podemos tornar a premissa 2 também
V, desde que “não é domingo” seja F.
Foi possível tornar as duas premissas V e, ao mesmo tempo, a conclusão F.
Assim, essa não é uma conclusão válida para esse argumento.

(E) se trabalho então não acordo cedo.


Para essa conclusão ser falsa, é preciso que “trabalho” seja V e “não acordo
cedo” seja F. Com isso, vamos tentar forçar as premissas a serem V. Para a
premissa 1 ser V, é preciso que “é domingo” seja F. E a premissa 2 já é V, pois
“acordo cedo” é V.

P A L
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Foi possível tornar as duas premissas V e, ao mesmo tempo, a conclusão F.
Assim, essa não é uma conclusão válida para esse argumento.
Resposta: A

74. FGV – TJ/AM – 2013 ) Considere como verdadeiras as afirmativas a seguir.


I. Se Carlos mentiu, então João é culpado.

II. Se João é culpado, então Carlos não mentiu.

III. Se Carlos não mentiu, então Pedro não é culpado.

IV. Se Pedro não é culpado, então João não é culpado.

Com base nas afirmativas acima, é correto concluir que


a) Carlos mentiu, João é culpado, Pedro não é culpado.
b) Carlos mentiu, João não é culpado, Pedro não é culpado.
c) Carlos mentiu, João é culpado, Pedro é culpado.
d) Carlos não mentiu, João não é culpado, Pedro não é culpado.
e) Carlos não mentiu, João é culpado, Pedro é culpado.
RESOLUÇÃO:
Todas as premissas são proposições compostas, mas as conclusões são
proposições simples. Assim, podemos usar o método do “chute”. Assumindo que
“Carlos mentiu” é V:
- em I vemos que “João é culpado”;
- como João é culpado, “Carlos não mentiu” precisaria ser V para que II fosse
verdadeira. Mas assumimos que “Carlos mentiu” era V. Temos uma contradição.

Assumindo que “Carlos mentiu” é F:


- as proposições I e II serão V, independente do valor de “João é culpado”;
- em III, é preciso que “Pedro não é culpado” seja V;
- com isso, em IV é preciso que “João não é culpado” seja V;

Portanto, Carlos NÃO mentiu, Pedro NÃO é culpado e João NÃO é culpado.
Resposta: D

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75. FGV – SUDENE/PE – 2013 ) Sabe se que
I. se Mauro não é baiano então Jair é cearense.
II. se Jair não é cearense então Angélica é pernambucana.
III. Mauro não é baiano ou Angélica não é pernambucana.
É necessariamente verdade que
(A) Mauro não é baiano.
(B) Angélica não é pernambucana.
(C) Jair não é cearense.
(D) Angélica é pernambucana.
(E) Jair é cearense.
RESOLUÇÃO:
As premissas do enunciado são proposições compostas, e as alternativas de
resposta são conclusões formadas por proposições simples. Assim, podemos usar o
método do “chute”. Assumindo que “Mauro não é baiano”:
- a premissa I mostra que Jair é cearense;
- a premissa II já fica verdadeira, pois “Jair não é cearense” é F;
- a premissa III já fica verdadeira, pois “Mauro não é baiano” é V;
- não foi possível determinar se Angélica é pernambucana ou não.

Se assumíssemos que “Mauro é baiano”:


- a premissa I já fica verdadeira, pois “Mauro não é baiano” é F;
- na premissa III, é preciso que “Angélica não é pernambucana” seja V;
- com isso “Angélica é pernambucana” é F, de modo que “Jair não é cearense
precisa ser F”.

Veja que, em ambos os casos acima, constatamos que “Jair é cearense”.


Resposta: E

76. FGV – TJ/AM – 2013 ) Considere como verdadeiras as sentenças a seguir.


I. Alguns matemáticos são professores.
II. Nenhum físico é matemático.
Então, é necessariamente verdade que
(A) algum professor é físico.
(B) nenhum professor é físico.

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(C) algum físico é professor.
(D) algum professor não é físico.
(E) nenhum físico é professor.
RESOLUÇÃO:
Se nenhum físico é matemático, o conjunto dos Físicos não tem intersecção
com o dos Matemáticos. Se alguns matemáticos são professores, então há
intersecção entre o conjunto dos Matemáticos e o conjunto dos Professores. Pode
haver também intersecção entre os Professores e os Físicos, embora não tenhamos
certeza disso com as informações dadas.
Analisando as alternativas:
(A) algum professor é físico.  não podemos afirmar que há intersecção entre os
Professores e os Físicos.
(B) nenhum professor é físico.  também não podemos afirmar que NÃO HÁ
intersecção entre os Professores e os Físicos.
(C) algum físico é professor.  idem ao raciocínio do item A.
(D) algum professor não é físico.  os professores que são matemáticos
certamente NÃO são físicos, pois nenhum físico é matemático. Assim, alguns
professores (os matemáticos) não são físicos. Esse é o gabarito.
(E) nenhum físico é professor.  idem ao raciocínio do item B.
Resposta: D

77. FGV – TJ/AM – 2013 ) Considere como verdadeiras as sentenças a seguir.


I. Se André não é americano, então Bruno é francês.
II. Se André é americano então Carlos não é inglês.
III. Se Bruno não é francês então Carlos é inglês.
Logo, tem se obrigatoriamente que
(A) Bruno é francês.
(B) André é americano.
(C) Bruno não é francês.
(D) Carlos é inglês.
(E) André não é americano.
RESOLUÇÃO:
Podemos usar o método do “chute”. Assumindo que “André não é
americano”:

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- a frase I mostra que “Bruno é francês”;
- as frases II e III já estão verdadeiras;
- não podemos concluir nada sobre Carlos ser ou não inglês.

Já se assumirmos que “André é americano”:


- a frase I já está verdadeira;
- a frase II mostra que Carlos não é inglês;
- na frase III é preciso que “Bruno não é francês” seja F, pois “Carlos é inglês” é F.

Veja que, de qualquer forma, “Bruno é francês” é verdadeiro.


Resposta: A

78. FGV – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/MA – 2013)


Considere como verdadeiras as seguintes afirmativas:
I. Se a lei A for aprovada, então a lei B não será aprovada.
II. Se a lei C não for aprovada, então a lei B será aprovada.
III. Se a lei A não for aprovada, então a lei C será aprovada.
A partir das afirmativas, é correto deduzir que
(A) a lei A será aprovada.
(B) nenhuma dessas três leis será aprovada.
(C) apenas duas dessas três leis serão aprovadas.
(D) a lei B não será aprovada.
(E) a lei C será aprovada.
RESOLUÇÃO:
“Chutando” que a lei A foi aprovada:
- em I vemos que a lei B não foi aprovada;
- em II vemos que “a lei B será aprovada” é F, de modo que “a lei C não for
aprovada” precisa ser F também;
- a premissa III também fica ok, pois “lei A não for aprovada” é F e “lei C ser
aprovada” é V.

Portanto, neste caso as leis A e C foram aprovadas, e B não.

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Assumindo que a lei A não foi aprovada:
- a premissa I fica ok, independente do valor de “lei B não será aprovada”;
- em III vemos que “a lei C será aprovada” é V;
- a premissa II fica ok, independente do valor de “lei B será aprovada”;

Neste caso, a lei A não foi aprovada e C foi aprovada. Quanto a B, não foi
possível determinar.

Repare que, em qualquer das nossas tentativas, a lei C foi aprovada.


Resposta: E

**************************

Fim de aula. Até o nosso próximo encontro!

Abraço,

Prof. Arthur Lima (www.facebook.com/ProfArthurLima)

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3. LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS NA AULA
1. IADES – CFA – 2010)Considere os argumentos a seguir.
Argumento I: Se nevar então vai congelar. Não está nevando. Logo, não vai
congelar.
Argumento II: Se nevar então vai congelar. Não está congelando. Logo, não vai
nevar.
Assim, é correto concluir que:
a) ambos são falácias
b) ambos são tautologias
c) o argumento I é uma falácia e o argumento II é uma tautologia
d) o argumento I é uma tautologia e o argumento II é uma falácia

2. FCC – ICMS/SP – 2006) Considere os argumentos abaixo:

Indicando-se os argumentos legítimos por L e os ilegítimos por I, obtêm-se, na


ordem dada,
a) L, L, I, L
b) L, L, L, L
c) L, I, L, I
d) I, L, I, L
e) I, I, I, I

3. ESAF – PECFAZ – 2013) Considere verdadeiras as premissas a seguir:


– se Ana é professora, então Paulo é médico;
– ou Paulo não é médico, ou Marta é estudante;
– Marta não é estudante.
Sabendo-se que os três itens listados acima são as únicas premissas do argumento,
pode-se concluir que:
a) Ana é professora.
b) Ana não é professora e Paulo é médico.

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c) Ana não é professora ou Paulo é médico.
d) Marta não é estudante e Ana é Professora.
e) Ana é professora ou Paulo é médico.

4. ESAF – RECEITA FEDERAL – 2012) Se Ana é pianista, então Beatriz é


violinista. Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. Se Ana é pianista, Denise é
violinista. Se Ana é violinista, então Denise é pianista. Se Beatriz é violinista, então
Denise é pianista. Sabendo-se que nenhuma delas toca mais de um instrumento,
então Ana, Beatriz e Denise tocam, respectivamente:
a) piano, piano, piano.
b) violino, piano, piano.
c) violino, piano, violino.
d) violino, violino, piano.
e) piano, piano, violino.

5. ESAF – ANEEL – 2004) Se não leio, não compreendo. Se jogo, não leio. Se não
desisto, compreendo. Se é feriado, não desisto. Então,
a) se jogo, não é feriado.
b) se não jogo, é feriado.
c) se é feriado, não leio.
d) se não é feriado, leio.
e) se é feriado, jogo.

6. FCC – TCE-PR – 2011) Considere que as seguintes premissas são verdadeiras:


I. Se um homem é prudente, então ele é competente.
II. Se um homem não é prudente, então ele é ignorante.
III. Se um homem é ignorante, então ele não tem esperanças.
IV. Se um homem é competente, então ele não é violento.
Para que se obtenha um argumento válido, é correto concluir que se um homem:
(A) não é violento, então ele é prudente.
(B) não é competente, então ele é violento.
(C) é violento, então ele não tem esperanças.
(D) não é prudente, então ele é violento.
(E) não é violento, então ele não é competente.

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7. FUNDATEC – IRGA – 2013) Considere os seguintes argumentos, assinalando V,
se válidos, ou NV, se não válidos.
( ) Se o cão é um mamífero, então laranjas não são minerais.
Ora, laranjas são minerais, logo, o cão não é um mamífero.
( ) Quando chove, João não vai à escola.
Hoje não choveu, portanto, hoje João foi à escola.
( ) Quando estou de férias, viajo.
Não estou viajando agora, portanto, não estou de férias.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
a) V – V – V
b) V – V – NV
c) V – NV – V
d) NV – V – V
e) NV – NV – NV

8. FUNDATEC – CREA/PR – 2010) Dadas as premissas: “Todos os abacaxis são


bananas.” e “Algumas laranjas não são bananas.” A conclusão que torna o
argumento válido é:
A) “Existem laranjas que não são abacaxis.”
B) “Nenhum abacaxi é banana.”
C) “Existe laranja que é banana.”
D) “Todas as laranjas são bananas.”
E) “Nem todos os abacaxis são bananas.”

9. ESAF – MINISTÉRIO DA FAZENDA – 2012) Em uma cidade as seguintes


premissas são verdadeiras:
Nenhum professor é rico. Alguns políticos são ricos.
Então, pode-se afirmar que:
a) Nenhum professor é político.
b) Alguns professores são políticos.
c) Alguns políticos são professores.
d) Alguns políticos não são professores.
e) Nenhum político é professor.

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10. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2011) No cálculo proposicional, os operadores
lógicos { ¬ , ,V, , } podem ser deduzidos a partir dos operadores
a) { , V }
b) {¬ , )
c) { , V}
d) { , }
e) { , }

11. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2011) Dadas as proposições atômicas P, Q e


R do cálculo proposicional, afirma-se que
(A) ¬(PvQ)^R está na forma normal conjuntiva, e P^R, na forma normal disjuntiva.
(B) (Pv¬Q)^R está na forma normal conjuntiva, e (P^Q)v¬R, na forma normal
disjuntiva.
(C) (PvQ)^R está na forma normal conjuntiva, e¬(P^Q)vR, na forma normal
disjuntiva.
(D) (PvQ) está na forma normal conjuntiva, e ¬(P^Q)vR, na forma normal disjuntiva.
(E) (P^Q) está na forma normal conjuntiva, e ¬(PvQ), na forma normal disjuntiva.

12. FCC – TRT/22ª – 2010) Considere um argumento composto pelas seguintes


premissas:
- se a inflação não é controlada, então não há projetos de desenvolvimento
- se a inflação é controlada, então o povo vive melhor
- o povo não vive melhor
Considerando que todas as três premissas são verdadeiras, então, uma conclusão
que tornaria o argumento válido é:
a) a inflação é controlada
b) não há projetos de desenvolvimento
c) a inflação é controlada ou há projetos de desenvolvimento
d) o povo vive melhor e a inflação não é controlada
e) se a inflação não é controlada e não há projetos de desenvolvimento, então o
povo vive melhor.

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13. ESAF – MINISTÉRIO DA FAZENDA – 2012) Se Marta é estudante, então Pedro não é
professor. Se Pedro não é professor, então Murilo trabalha. Se Murilo trabalha, então hoje
não é domingo. Ora, hoje é domingo. Logo,
a) Marta não é estudante e Murilo trabalha.
b) Marta não é estudante e Murilo não trabalha.
c) Marta é estudante ou Murilo trabalha.
d) Marta é estudante e Pedro é professor.
e) Murilo trabalha e Pedro é professor.

14. FCC – TCE/SP – 2009) Certo dia, cinco Agentes de um mesmo setor do
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo − Amarilis, Benivaldo, Corifeu, Divino e
Esmeralda − foram convocados para uma reunião em que se discutiria a
implantação de um novo serviço de telefonia. Após a realização dessa reunião,
alguns funcionários do setor fizeram os seguintes comentários:
– “Se Divino participou da reunião, então Esmeralda também participou”;
– “Se Divino não participou da reunião, então Corifeu participou”;
– “Se Benivaldo ou Corifeu participaram, então Amarilis não participou”;
– “Esmeralda não participou da reunião”.
Considerando que as afirmações contidas nos quatro comentários eram
verdadeiras, pode-se concluir com certeza que, além de Esmeralda, não
participaram de tal reunião
a) Amarilis e Benivaldo.
b) Amarilis e Divino.
c) Benivaldo e Corifeu.
d) Benivaldo e Divino.
e) Corifeu e Divino.

15. FCC – BACEN – 2006) Um argumento é composto pelas seguintes premissas:


– Se as metas de inflação não são reais, então a crise econômica não demorará a
ser superada.
– Se as metas de inflação são reais, então os superávits primários não serão
fantasiosos.
– Os superávits serão fantasiosos.
Para que o argumento seja válido, a conclusão deve ser:

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a) A crise econômica não demorará a ser superada.
b) As metas de inflação são irreais ou os superávits são fantasiosos.
c) As metas de inflação são irreais e os superávits são fantasiosos.
d) Os superávits econômicos serão fantasiosos.
e) As metas de inflação não são irreais e a crise econômica não demorará a ser
superada.

16. FCC – TRT/8ª – 2010) Se Alceu tira férias, então Brenda fica trabalhando. Se
Brenda fica trabalhando, então Clóvis chega mais tarde ao trabalho. Se Clóvis
chega mais tarde ao trabalho, então Dalva falta ao trabalho. Sabendo-se que Dalva
não faltou ao trabalho, é correto concluir que:
a) Alceu não tira férias e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
b) Brenda não fica trabalhando e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
c) Clóvis não chega mais tarde ao trabalho e Alceu não tira férias
d) Brenda fica trabalhando e Clóvis chega mais tarde ao trabalho
e) Alceu tira férias e Brenda fica trabalhando.

17. ESAF – SEFAZ/SP – 2009 Adaptada) Se Maria vai ao cinema, Pedro ou Paulo
vão ao cinema. Se Paulo vai ao cinema, Teresa e Joana vão ao cinema. Se Pedro
vai ao cinema, Teresa e Ana vão ao cinema. Se Teresa não foi ao cinema, pode-se
afirmar que:
a) Ana não foi ao cinema.
b) Paulo foi ao cinema.
c) Pedro foi ao cinema.
d) Maria não foi ao cinema.
e) Joana não foi ao cinema.

18. ESAF – MINISTÉRIO DA FAZENDA – 2013) Se Eva vai à praia, ela bebe
caipirinha. Se Eva não vai ao cinema, ela não bebe caipirinha. Se Eva bebe
caipirinha, ela não vai ao cinema. Se Eva não vai à praia, ela vai ao cinema. Segue-
se, portanto, que Eva:
a) vai à praia, vai ao cinema, não bebe caipirinha.
b) não vai à praia, vai ao cinema, não bebe caipirinha.
c) vai à praia, não vai ao cinema, bebe caipirinha.
d) não vai à praia, não vai ao cinema, não bebe caipirinha.

P A L
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P A L A
22. FGV - CODESP/SP - 2010) Se A não é azul, então B é amarelo. Se B não é
amarelo, então C é verde. Se A é azul, então C não é verde. Logo, tem-se
obrigatoriamente que:
a) A é azul
b) B é amarelo
c) C é verde
d) A não é azul
e) B não é amarelo

23. FCC – TCE/SP – 2012) Para escolher a roupa que irá vestir em uma entrevista
de emprego, Estela precisa decidir entre uma camisa branca e uma vermelha, entre
uma calça azul e uma preta e entre um par de sapatos preto e outro azul. Quatro
amigas de Estela deram as seguintes sugestões:
Amiga 1 Se usar a calça azul, então vá com os sapatos azuis.
Amiga 2 Se vestir a calça preta, então não use a camisa branca.
Amiga 3 Se optar pela camisa branca, então calce os sapatos pretos.
Amiga 4 Se escolher a camisa vermelha, então vá com a calça azul.
Sabendo que Estela acatou as sugestões das quatro amigas, conclui-se que ela
vestiu
(A) a camisa branca com a calça e os sapatos azuis.
(B) a camisa branca com a calça e os sapatos pretos.
(C) a camisa vermelha com a calça e os sapatos azuis.
(D) a camisa vermelha com a calça e os sapatos pretos.
(E) a camisa vermelha com a calça azul e os sapatos pretos.

24. FCC – SEFAZ/SP – 2009) Considere as seguintes afirmações:


I. Se ocorrer uma crise econômica, então o dólar não subirá.
II. Ou o dólar subirá, ou os salários serão reajustados, mas não ambos.
III. Os salários serão reajustados se, e somente se, não ocorrer uma crise
econômica.
Sabendo que as três afirmações são verdadeiras, é correto concluir que,
necessariamente,
a) o dólar não subirá, os salários não serão reajustados e não ocorrerá uma crise
econômica.

P A L
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P A L A
b) o dólar subirá, os salários não serão reajustados e ocorrerá uma crise econômica.
c) o dólar não subirá, os salários serão reajustados e ocorrerá uma crise econômica.
d) o dólar subirá, os salários serão reajustados e não ocorrerá uma crise econômica.
e) o dólar não subirá, os salários serão reajustados e não ocorrerá uma crise
econômica.

25. CONSULPLAN – PREF. JAÚ/SP – 2012) Num grupo de pessoas, aquelas que
usam óculos são altas e as que usam relógio não. Logo, pode-se concluir que,
nesse grupo,
A) nenhuma pessoa alta usa óculos.
B) alguma pessoa alta usa relógio.
C) alguma pessoa que usa óculos usa relógio.
D) nenhuma pessoa que usa óculos é alta.
E) nenhuma pessoa que usa óculos usa relógio.

26. FCC – TRT/1ª – 2011) Admita que todo A é B, algum B é C, e algum C não é A.
Caio, Ana e Léo fizeram as seguintes afirmações:

Caio se houver C que é A, então ele não será B.


Ana se B for A, então não será C.
Léo pode haver A que seja B e C.
Está inequivocamente correto APENAS o que é afirmado por
a) Caio.
b) Ana.
c) Léo.
d) Caio e Ana.
e) Caio e Léo.

27. FCC – TRT/8ª – 2010) Em certo planeta, todos os Aleves são Bleves, todos os
Cleves são Bleves, todos os Dleves são Aleves, e todos os Cleves são Dleves.
Sobre os habitantes desse planeta, é correto afirmar que:
a) Todos os Dleves são Bleves e são Cleves.
b) Todos os Bleves são Cleves e são Dleves.
c) Todos os Aleves são Cleves e são Dleves.
d) Todos os Cleves são Aleves e são Bleves.
e) Todos os Aleves são Dleves e alguns Aleves podem não ser Cleves.

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28. FCC – SEFAZ/SP – 2009) Considere o diagrama a seguir, em que U é o
conjunto de todos os professores universitários que só lecionam em faculdades da
cidade X, A é o conjunto de todos os professores que lecionam na faculdade A, B é
o conjunto de todos os professores que lecionam na faculdade B e M é o conjunto
de todos os médicos que trabalham na cidade X.

Em todas as regiões do diagrama, é correto representar pelo menos um habitante


da cidade X. A respeito do diagrama, foram feitas quatro afirmações:
I. Todos os médicos que trabalham na cidade X e são professores universitários
lecionam na faculdade A
II. Todo professor que leciona na faculdade A e não leciona na faculdade B é
médico
III. Nenhum professor universitário que só lecione em faculdades da cidade X, mas
não lecione nem na faculdade A e nem na faculdade B, é médico
IV. Algum professor universitário que trabalha na cidade X leciona,
simultaneamente, nas faculdades A e B, mas não é médico.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) I
b) I e III
c) I, III e IV
d) II e IV
e) IV

29. FCC – TJ/PE – 2007) Todas as estrelas são dotadas de luz própria. Nenhum
planeta brilha com luz própria. Logo,
a) todos os planetas são estrelas.
b) nenhum planeta é estrela.
c) todas as estrelas são planetas.
d) todos os planetas são planetas.
e) todas as estrelas são estrelas.

P A L
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30. FCC – MPE/AP – 2009) O esquema de diagramas mostra situação
socioeconômica de cinco homens em um levantamento feito na comunidade em que
vivem. As situações levantadas foram: estar ou não empregado; estar ou não
endividado; possuir ou não um veículo próprio; possuir ou não casa própria.
Situar-se dentro de determinado diagrama significa apresentar a situação indicada.

Analisando o diagrama, é correto afirmar que:


(A) A possui casa própria, está empregado e endividado, mas não possui veículo
próprio.
(B) B possui veículo próprio, está empregado, mas não possui casa própria nem
está endividado.
(C) C está endividado e empregado, não possui casa própria nem veículo próprio.
(D) D possui casa própria, está endividado e empregado, mas não possui veículo
próprio.
(E) E não está empregado nem endividado, possui veículo próprio, mas não possui
casa própria.

31. FCC – TRF 3ª – 2007) Se todos os jaguadartes são momorrengos e todos os


momorrengos são cronópios então pode-se concluir que:
(A) É possível existir um jaguadarte que não seja momorrengo.
(B) É possível existir um momorrengo que não seja jaguadarte.
(C) Todos os momorrengos são jaguadartes.
(D) É possível existir um jaguadarte que não seja cronópio.
(E) Todos os cronópios são jaguadartes.

P A L
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P A L A
32. FCC – ISS/SP – 2007) Considerando os Auditores-Fiscais que, certo mês,
estiveram envolvidos no planejamento das atividades de fiscalização de
contribuintes, arrecadação e cobrança de impostos, observou-se que:
− todos os que planejaram a arrecadação de impostos também planejaram a
fiscalização de contribuintes;
− alguns, que planejaram a cobrança de impostos, também planejaram a
fiscalização de contribuintes.
Com base nas observações feitas, é correto afirmar que, com certeza,
(A) todo Auditor-fiscal que planejou a fiscalização de contribuintes esteve envolvido
no planejamento da arrecadação de impostos.
(B) se algum Auditor-fiscal esteve envolvido nos planejamentos da arrecadação e da
cobrança de impostos, então ele também planejou a fiscalização de contribuintes.
(C) existe um Auditor-fiscal que esteve envolvido tanto no planejamento da
arrecadação de impostos como no da cobrança dos mesmos.
(D) existem Auditores-fiscais que estiveram envolvidos no planejamento da
arrecadação de impostos e não no da fiscalização de contribuintes.
(E) pelo menos um Auditor-fiscal que esteve envolvido no planejamento da
cobrança de impostos também planejou a arrecadação dos mesmos.

33. FCC – SEPLAN/PI – 2013) Se é verdade que “nenhum maceronte é


momorrengo” e “algum colemídeo é momorrengo”, então é necessariamente
verdadeiro que
(A) algum maceronte é colemídeo.
(B) algum colemídeo não é maceronte.
(C) algum colemídeo é maceronte.
(D) nenhum colemídeo é maceronte.
(E) nenhum maceronte é colemídeo.

34. FCC – PGE/BA – 2013) A oposição é a espécie de inferência imediata pela qual
é possível concluir uma proposição por meio de outra proposição dada, com a
observância do princípio de não contradição. Neste sentido, que poderá inferir-se da
verdade, falsidade ou indeterminação das proposições referidas na sequência
abaixo se supusermos que a primeira é verdadeira?
E se supusermos que a primeira é falsa?

P A L
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P A L A
1ª Todos os comediantes que fazem sucesso são engraçados.
2ª Nenhum comediante que faz sucesso é engraçado.
3ª Alguns comediantes que fazem sucesso são engraçados.
4ª Alguns comediantes que fazem sucesso não são engraçados.
(A) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se a 1ª é
falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem ser
verdadeiras quanto falsas).
(B) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se a 1ª é
falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são verdadeiras.
(C) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é verdadeira, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª
é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são falsas.
(D) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª é
falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem ser verdadeiras
quanto falsas).
(E) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª é
falsa, a 2ª e a 3ª são indeterminadas (tanto podem ser verdadeiras quanto falsas) e
a 4ª é verdadeira.

35. FCC – PGE/BA – 2013) Em uma feira, todas as barracas que vendem batata
vendem tomate, mas nenhuma barraca que vende tomate vende espinafre. Todas
as barracas que vendem cenoura vendem quiabo, e algumas que vendem quiabo,
vendem espinafre. Como nenhuma barraca que vende quiabo vende tomate, e
como nenhuma barraca que vende cenoura vende espinafre, então,
(A) todas as barracas que vendem quiabo vendem cenoura.
(B) pelo menos uma barraca que vende batata vende espinafre.
(C) todas as barracas que vendem quiabo vendem batata.
(D) pelo menos uma barraca que vende cenoura vende tomate.
(E) nenhuma barraca que vende cenoura vende batata.

36. FCC – PGE/BA – 2013) Há uma forma de raciocínio dedutivo chamado


silogismo. Nesta espécie de raciocínio, será formalmente válido o argumento cuja
conclusão é consequência que necessariamente deriva das premissas. Neste
sentido, corresponde a um silogismo válido:
(A) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.

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P A L A
Premissa 2: As selenitas gostam de fubá.
Conclusão: As selenitas são macerontes.
(B) Premissa 1: Todo maceronte gosta de comer fubá.
Premissa 2: Todo maceronte tem asas.
Conclusão: Todos que têm asas gostam de comer fubá.
(C) Premissa 1: Nenhum X é Y.
Premissa 2: Algum X é Z
Conclusão: Algum Z não é Y.
(D) Premissa 1: Todo X é Y.
Premissa 2: Algum Z é Y.
Conclusão: Algum Z é X.
(E) Premissa 1: Capitu é mortal.
Premissa 2: Nenhuma mulher é imortal.
Conclusão: Capitu é mulher.

37. FUNDATEC – PROCERGS – 2012) Considere as seguintes premissas de um


argumento:
1. “Se eu chego cedo ou está chovendo, então eu consigo passar na prova.”
2. “Se eu consigo passar na prova, então farei uma viagem.”
3. “Eu não farei uma viagem.”
Para que o argumento acima seja válido, sua conclusão deve ser
A) Eu não chego cedo, não está chovendo e não consigo passar na prova.
B) Eu chego tarde e não consigo passar na prova, porque está chovendo.
C) Eu não chego cedo, está chovendo e não fiz a prova.
D) Não está chovendo, mas eu cheguei cedo e não fiz a prova.
E) Eu não fiz a prova porque estava chovendo.

38. FCC – TCE-MG – 2007) Certo dia, durante o expediente do Tribunal de Contas
do Estado de Minas Gerais, três funcionários − Antero, Boris e Carmo − executaram
as tarefas de arquivar um lote de processos, protocolar um lote de documentos e
prestar atendimento ao público, não necessariamente nesta ordem. Considere que:
− cada um deles executou somente uma das tarefas mencionadas;

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P A L A
− todos os processos do lote, todos os documentos do lote e todas as pessoas
atendidas eram procedentes de apenas uma das cidades: Belo Horizonte, Uberaba
e Uberlândia, não respectivamente;
− Antero arquivou os processos;
− os documentos protocolados eram procedentes de Belo Horizonte;
− a tarefa executada por Carmo era procedente de Uberlândia.
Nessas condições, é correto afirmar que:
a) Carmo protocolou documentos.
b) a tarefa executada por Boris era procedente de Belo Horizonte.
c) Boris atendeu às pessoas procedentes de Uberaba.
d) as pessoas atendidas por Antero não eram procedentes de Uberaba.
e) os processos arquivados por Antero eram procedentes de Uberlândia

39. FCC – TJ/PE – 2007) Aquele policial cometeu homicídio. Mas centenas de
outros policiais cometeram homicídios, se aquele policial cometeu. Logo,
a) centenas de outros policiais não cometeram homicídios.
b) aquele policial não cometeu homicídio.
c) aquele policial cometeu homicídio.
d) nenhum policial cometeu homicídio.
e) centenas de outros policiais cometeram homicídios.

40. FCC – ISS/SP – 2007) Considere o argumento seguinte:


Se o controle de tributos é eficiente e é exercida a repressão à sonegação fiscal,
então a arrecadação aumenta. Ouas penalidades aos sonegadores não são
aplicadas ou o controle de tributos é ineficiente. É exercida a repressão à
sonegação fiscal. Logo, se as penalidades aos sonegadores são aplicadas, então a
arrecadação aumenta.
Se para verificar a validade desse argumento for usada uma tabela-verdade, qual
deverá ser o seu número de linhas?
(A) 4
(B) 8
(C) 16
(D) 32
(E) 64

P A L
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P A L A
41. FCC – MRE – 2009) Questionados sobre a falta ao trabalho no dia anterior, três
funcionários do Ministério das Relações Exteriores prestaram os seguintes
depoimentos:
− Aristeu: “Se Boris faltou, então Celimar compareceu.”
− Boris: “Aristeu compareceu e Celimar faltou.”
− Celimar: “Com certeza eu compareci, mas pelo menos um dos outros dois faltou.”
Admitindo que os três compareceram ao trabalho em tal dia, é correto afirmar que
(A) Aristeu e Boris mentiram.
(B) os três depoimentos foram verdadeiros.
(C) apenas Celimar mentiu.
(D) apenas Aristeu falou a verdade.
(E) apenas Aristeu e Celimar falaram a verdade.

42. FCC - TRE-PI - 2009) Considere as três informações dadas a seguir, todas
verdadeiras.
− Se o candidato X for eleito prefeito, então Y será nomeado secretário de saúde.
− Se Y for nomeado secretário de saúde, então Z será promovido a diretor do
hospital central.
− Se Z for promovido a diretor do hospital central, então haverá aumento do número
de leitos.

Sabendo que Z não foi promovido a diretor do hospital central, é correto concluir
que:
(A) o candidato X pode ou não ter sido eleito prefeito.
(B) Y pode ou não ter sido nomeado secretário de saúde.
(C) o número de leitos do hospital central pode ou não ter aumentado.
(D) o candidato X certamente foi eleito prefeito.
(E) o número de leitos do hospital central certamente não aumentou.

43. FCC - TRT/18ª - 2008) Certo dia, ao observar as atividades de seus


subordinados, o chefe de uma seção de uma unidade do Tribunal Regional do
Trabalho fez as seguintes declarações:

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– Se Xerxes não protocolar o recebimento dos equipamentos, então Yule digitará
alguns textos.
– Se Xerxes protocolar o recebimento dos equipamentos, então Zenóbia não fará a
manutenção dos sistemas informatizados.
– Zenóbia fará a manutenção dos sistemas informatizados.
Considerando que as três declarações são verdadeiras, é correto concluir que
(A) Yule deverá digitar alguns textos.
(B) Yule não digitará alguns textos ou Zenóbia não fará a manutenção dos sistemas
informatizados.
(C) Xerxes não protocolará os documentos e Yule não digitará alguns textos.
(D) Zenóbia deverá fazer a manutenção dos sistemas informatizados e Xerxes
deverá protocolar o recebimento de documentos.
(E) Xerxes deverá protocolar o recebimento dos equipamentos.

44. FCC – TCE/SP – 2012) Se a tinta é de boa qualidade então a pintura melhora a
aparência do ambiente. Se o pintor é um bom pintor até usando tinta ruim a
aparência do ambiente melhora. O ambiente foi pintado. A aparência do ambiente
melhorou. Então, a partir dessas afirmações, é verdade que:
(A) O pintor era um bom pintor ou a tinta era de boa qualidade.
(B) O pintor era um bom pintor e a tinta era ruim.
(C) A tinta não era de boa qualidade.
(D) A tinta era de boa qualidade e o pintor não era bom pintor.
(E) Bons pintores não usam tinta ruim.

45. FCC – SEPLAN/PI – 2013) Por meio do raciocínio por oposição é possível
concluir uma proposição por meio de outra proposição dada, com a observância do
princípio de não-contradição. Neste sentido, que poderá inferir-se da verdade,
falsidade ou indeterminação das proposições referidas na sequência abaixo se
supusermos que a primeira é verdadeira? E se supusermos que a primeira é falsa?
1ª - Alguns piauienses nasceram em Teresina.
2ª - Todos os piauienses nasceram em Teresina.
3ª - Alguns piauienses não nasceram em Teresina.
4ª - Nenhum piauiense nasceu em Teresina.

P A L
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(A) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto
falsa), a 3ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto falsa) e a 4ª é falsa.
Se a 1ª é falsa, a 2ª é falsa, a terceira é verdadeira e a 4ª é verdadeira.

(B) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se a 1ª é


falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem ser
verdadeiras quanto falsas).

(C) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é verdadeira, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª


é falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são falsas.

(D) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é falsa, a 3ª é verdadeira e a 4ª é falsa. Se a 1ª é


falsa, a 2ª é falsa, a 3ª e a 4ª são indeterminadas (tanto podem ser verdadeiras
quanto falsas).

(E) Se a 1ª é verdadeira, a 2ª é indeterminada (tanto pode ser verdadeira quanto


falsa, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira. Se a 1ª é falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª e a 4ª
são verdadeiras.

46. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Considerando que Freud é o pai da


psicanálise, assinale a alternativa que apresenta o que é correto afirmar acerca do
seguinte argumento:
Freud é o pai da psicanálise ou Freud é jogador de futebol. Freud não é o pai da
psicanálise. Logo, Freud é jogador de futebol.
(A) O argumento é válido com premissas e conclusão todas verdadeiras.
(B) O argumento é inválido com conclusão falsa e premissas verdadeiras.
(C) O argumento é inválido e premissas e conclusão são todas falsas.
(D) O argumento é válido com uma premissa e conclusão falsas.
(E) O argumento é válido com premissas falsas e conclusão verdadeira.

47. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Assinale a alternativa que apresenta


corretamente a asserção que indica a conclusão do seguinte argumento:
Considerando que o estudo é muito importante na vida das pessoas, segue-se que
alunos não deveriam passar de ano sem estudar, visto que a passagem de ano é
um desafio e desafios não devem ser evitados.
(A) A passagem de ano é um desafio.

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(B) Alunos não deveriam passar de ano sem estudar.
(C) O estudo é muito importante na vida das pessoas.
(D) Estudar é bom para todos.
(E) Desafios não devem ser evitados.

48. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Quando um argumento dedutivo é


válido, isso significa que
(A) se as premissas são falsas, a conclusão é falsa.
(B) premissas e conclusão devem ter sempre o mesmo valor de verdade.
(C) se a conclusão é falsa, deve haver alguma premissa falsa.
(D) não existe situação em que as premissas são verdadeiras e a conclusão falsa.
(E) as premissas são sempre verdadeiras.

49. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Assinale a alternativa que representa o


modo e a figura do silogismo seguinte.
Todo sapo é verde.
Algum cão não é verde.
Logo, nenhum cão é sapo.
(A) OAE – 2.
(B) AEI – 4.
(C) EAO – 1.
(D) AOE – 2.
(E) AIE – 3.

50. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Assinale a alternativa que apresenta


corretamente a conclusão do seguinte argumento:
Se Pedro é engenheiro, então Pedro fez faculdade. Pedro é engenheiro. Logo,
Pedro fez faculdade.
(A) Pedro não fez faculdade.
(B) Pedro é engenheiro.
(C) Pedro não é engenheiro.
(D) O argumento não tem conclusão.
(E) Pedro fez faculdade.

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51. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Em um silogismo, o termo médio é o
termo que aparece em ambas as premissas. Assinale a alternativa que apresenta
corretamente qual é o termo médio do seguinte silogismo:
Todo homem é mortal. Nenhum mortal é pedra. Logo, nenhum homem é pedra.
(A) Mortal.
(B) Pedra.
(C) Todo.
(D) Nenhum.
(E) Homem.

52. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Assinale a alternativa que apresenta


corretamente a conclusão silogística que se pode inferir das seguintes premissas:
“Todo brasileiro é cidadão” e “João é brasileiro”.
a) Algum cidadão é brasileiro.
b) João é cidadão.
c) João não é cidadão.
d) Todo cidadão é brasileiro.
e) Nenhum brasileiro é cidadão.

53. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) No planeta Babebibo, todos os Bas são
Bes e alguns Bes são Bis. Sabendo-se que nenhum Be é Bo, é possível concluir
que
(A) alguns Bis são Bos.
(B) nenhum Ba é Bo.
(C) nenhum Bi é Bo.
(D) alguns Bas são Bis.
(E) todos os Bis são Bos.

54. VUNESP – POLÍCIA CIVIL/SP – 2013) Todo biólogo é estudioso. Existem


esportistas que são estudiosos. Ana é bióloga e Júlia é estudiosa. Pode-se, então,
concluir que
(A) Ana é estudiosa e Júlia é esportista.
(B) Ana é estudiosa e Júlia pode não ser bióloga nem esportista.
(C) Ana é esportista e Júlia é bióloga.
(D) Ana é também esportista e Júlia pode não ser bióloga nem esportista.

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(E) Ana pode ser também esportista e Júlia é bióloga.

55. IDECAN – AGU – 2014 – adaptada) Os candidatos que estão se preparando


para a realização de provas de concursos públicos costumam chamar a disciplina
de Direito Tributário de DT, a de Raciocínio Lógico de RL e a de Contabilidade de
Contaba. Dessa forma, se pela manhã, ao iniciar o dia de estudo, afirma-se que "Se
não estudo DT, então não estudo Português. Estudo RL, ou estudo Contaba. Estudo
Português ou não estudo RL. Hoje resolvi não estudar Contaba.", então , é correto
afirmar que
a) estudo RL e estudo DT.
b) estudo RL e não estudo DT.
c) estudo DT e não estudo Português.
d) não estudo DT e estudo Português.
e) não estudo Contaba e não estudo DT.

56. IDECAN – AGU – 2014) Se é verdade que “alguns candidatos são estudiosos” e
que “nenhum aventureiro é estudioso”, então, também é necessariamente verdade
que
a) algum candidato é aventureiro.
b) algum aventureiro é candidato.
c) nenhum aventureiro é candidato.
d) nenhum candidato é aventureiro.
e) algum candidato não é aventureiro.

57. IDECAN – Pref. Rio Pomba – 2015) Considere o seguinte argumento lógico:
p1: Carlos canta ou Pedro não canta;
p2: Felipe canta se Carlos canta;
p3: se Pedro canta, Felipe não canta; e,
p4: Carlos canta.
Logo, pode-se concluir que:
A) Pedro e Felipe cantam.
B) Felipe canta e Carlos não canta.
C) Carlos e Felipe cantam, mas Pedro não canta
D) ao contrário de Pedro, Felipe e Carlos não cantam

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58. IDECAN – EBSERH – 2015) Considere as seguintes afirmações:
- Todo gato gosta de passear à noite; e,
- Existem gatos brancos.
Dessa forma, é correto afirmar que:
A) todo gato branco não gosta de passear à noite.
B) algum gato branco não gosta de passear à noite.
C) todo gato que gosta de passear à noite é branco.
D) todo gato que não é branco gosta de passear à noite.

59. IDECAN – PM/PB – 2015) Considerando que todo C é B, algum A é B, algum C


é A, algum D é A e nenhum D é B, é correto afirmar que
A) algum C é D.
B) algum A é C e D ao mesmo tempo.
C) dentre os A que também são B, alguns são C.
D) dentre os D que também são A, alguns são C.

60. IDECAN – PM/PB – 2015) Considere o seguinte argumento lógico: se hoje é


domingo, Felipe vai à festa. Se Felipe vai à festa, Pedro vai ao cinema. Se Pedro vai
ao cinema, Alberto dorme mais cedo, às 20h. Logo, se Alberto estava às 22h
retornando de uma festa onde cantou, brincou e se divertiu durante todo o tempo,
pode-se afirmar que:
A) Pedro foi ao cinema.
B) Alberto e Felipe foram à festa.
C) hoje é domingo e Pedro não foi ao cinema.
D) hoje não é domingo e Felipe não foi à festa

61. IDECAN – PM/PB – 2015) Se Coxinha é inocente, então Macarrão também é


inocente. Se Boleba é inocente, então Gugão é inocente. Em determinado instante
da investigação, constatou-se que ou Coxinha é culpado, ou Gugão é culpado.
Sabe-se que ao final da investigação descobriu-se que Coxinha não é culpado.
Logo, é correto afirmar que
A) Boleba e Gugão são inocentes.
B) Coxinha e Macarrão não são culpados.
C) Coxinha, Macarrão e Boleba são culpados.
D) Coxinha e Boleba são inocentes, mas Gugão é culpado.

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62. CESGRANRIO – CHESF – 2012) Se hoje for uma segunda ou uma quarta-feira,
Pedro terá aula de futebol ou natação. Quando Pedro tem aula de futebol ou
natação, Jane o leva até a escolinha esportiva. Ao levar Pedro até a escolinha, Jane
deixa de fazer o almoço e, se Jane não faz o almoço, Carlos não almoça em casa.
Considerando-se a sequência de implicações lógicas acima apresentadas
textualmente, se Carlos almoçou em casa hoje, então hoje
a) é terça, ou quinta ou sexta-feira, ou Jane não fez o almoço.
b) Pedro não teve aula de natação e não é segunda-feira.
c) Carlos levou Pedro até a escolinha para Jane fazer o almoço.
d) não é segunda, nem quarta, mas Pedro teve aula de apenas uma das
modalidades esportivas.
e) não é segunda, Pedro não teve aulas, e Jane não fez o almoço.

63. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2012) O turista perdeu o voo ou a agência de


viagens se enganou. Se o turista perdeu o voo, então a agência de viagens não se
enganou. Se a agência de viagens não se enganou, então o turista não foi para o
hotel. Se o turista não foi para o hotel, então o avião atrasou. Se o turista não
perdeu o voo, então foi para o hotel. O avião não atrasou. Logo,
a) o turista foi para o hotel e a agência de viagens se enganou.
b) o turista perdeu o voo e a agência de viagens se enganou.
c) o turista perdeu o voo e a agência de viagens não se enganou.
d) o turista não foi para o hotel e não perdeu o voo.
e) o turista não foi para o hotel e perdeu o voo.

64. CESGRANRIO – PETROBRÁS – 2012) Sabe-se que as proposições


- Se Aristides faz gols então o GFC é campeão.
- O Aristides faz gols ou o Leandro faz gols.
- Leandro faz gols.
são, respectivamente, verdadeira, verdadeira e falsa.
Daí, conclui-se que
a) Aristides não faz gols ou o GFC não é campeão.
b) Aristides faz gols e o GFC não é campeão.
c) Aristides não faz gols e o GFC é campeão.
d) Aristides faz gols e o GFC é campeão.
e) Aristides não faz gols e o GFC não é campeão.

P A L
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P A L A
65. FCC – BACEN – 2006) Um argumento é composto pelas seguintes premissas:
– Se as metas de inflação não são reais, então a crise econômica não demorará a
ser superada.
– Se as metas de inflação são reais, então os superávits primários não serão
fantasiosos.
– Os superávits serão fantasiosos.
Para que o argumento seja válido, a conclusão deve ser:
a) A crise econômica não demorará a ser superada.
b) As metas de inflação são irreais ou os superávits são fantasiosos.
c) As metas de inflação são irreais e os superávits são fantasiosos.
d) Os superávits econômicos serão fantasiosos.
e) As metas de inflação não são irreais e a crise econômica não demorará a ser
superada.

66. FGV - MEC - 2008) O silogismo é uma forma de raciocínio dedutivo. Na sua
forma padronizada, é constituído por três proposições: as duas primeiras
denominam-se premissas e a terceira, conclusão. As premissas são juízos que
precedem a conclusão. Em um silogismo, a conclusão é conseqüência necessária
das premissas.
São dados 3 conjuntos formados por 2 premissas verdadeiras e 1 conclusão não
necessariamente verdadeira.

I.
Premissa 1: Alguns animais são homens.
Premissa 2: Júlio é um animal.
Conclusão: Júlio é homem.

II.
Premissa 1: Todo homem é um animal.
Premissa 2: João é um animal.
Conclusão: João é um homem.

III.
Premissa 1: Todo homem é um animal.
Premissa 2: José é um homem.
Conclusão: José é um animal.

P A L
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P A L A
É (são) silogismo(s) somente:
a) I
b) II
c) III
d) I e III
e) II e III

67. FGV – SEFAZ/RJ – 2011) Qual dos diagramas abaixo representa melhor a
relação entre mulheres, mães e profissionais de contabilidade?

P A L
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68. FGV – SEFAZ/RJ – 2011) Se Huxley briga com Samuel, então Samuel briga
com Darwin. Se Samuel briga com Darwin, então Darwin vai ao bar. Se Darwin vai
ao bar, então Wallace briga com Darwin. Ora, Wallace não briga com Darwin.
Logo,
(A) Darwin não vai ao bar e Samuel briga com Darwin.
(B) Darwin vai ao bar e Samuel briga com Darwin.
(C) Samuel não briga com Darwin e Huxley não briga com Samuel.
(D) Samuel briga com Darwin e Huxley briga com Samuel.
(E) Samuel não briga com Darwin e Huxley briga com Samuel.

69. FGV – PREF. CONTAGEM – 2011) Contagem é um município contido em


Minas Gerais. O Brasil contém Minas Gerais.
Diante da informação acima, é INCORRETO afirmar:
(A) Todo município contido em Minas Gerais está contido no Brasil.
(B) Minas Gerais está contido na intercessão de Contagem com Brasil.
(C) O Brasil contém Contagem.
(D) A união de Minas Gerais com o Brasil contém Contagem.

70. FGV – CAERN – 2010) A, B e C são três conjuntos. Com base nessa
informação, analise as afirmativas a seguir:
I. Se todos os elementos de A pertencem a B, então A e B são o mesmo conjunto.
II. Se A e C não possuem elementos em comum, então um dos dois é um conjunto
vazio.
III. Se todos os elementos de A pertencem a B e todos os elementos de B
pertencem a C, então todos os elementos de A pertencem a C.
Assinale
a) se somente a afirmativa I estiver correta
b) se somente a afirmativa II estiver correta
c) se somente a afirmativa III estiver correta
d) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas
e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas

P A L
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P A L A
71. FGV – SEFAZ/RJ – 2010) A taxa de crimes violentos aumentou 30% em relação
ao ano passado. A principal causa está no sistema judiciário: recentemente as
sentenças proferidas pelos juízes têm sido tão lenientes que a maioria dos
criminosos pode cometer qualquer crime sem medo de uma longa sentença. O
argumento que melhor diminui a análise se fosse verdade é:
(A) Cerca de 80% das outras regiões têm uma taxa de crime menor.
(B) Crimes não violentos também aumentaram em 15% no período.
(C) Cerca de 100 juízes foram contratados para substituir juízes que se
aposentaram.
(D) Pesquisas demonstram que 65% da população é a favor da pena de morte.
(E) Cerca de 35% dos policiais foram demitidos por corte no orçamento no período.

72. FGV – POLÍCIA CIVIL/MA – 2012) Em frente à casa onde moram João e Maria,
a prefeitura está fazendo uma obra na rua. Se o operário liga a britadeira, João sai
de casa e Maria não ouve a televisão. Certo dia, depois do almoço, Maria ouve a
televisão.
Pode-se concluir, logicamente, que
(A) João saiu de casa.
(B) João não saiu de casa.
(C) O operário ligou a britadeira.
(D) O operário não ligou a britadeira.
(E) O operário ligou a britadeira e João saiu de casa.

73. FGV – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/MA – 2013) Considere as seguintes


afirmativas:
• Se é domingo, não trabalho.
• Se não é domingo, acordo cedo.
Pode se concluir logicamente que
(A) se trabalho então acordo cedo.
(B) se acordo cedo então trabalho.
(C) se não trabalho então acordo cedo.
(D) se não acordo cedo então trabalho.
(E) se trabalho então não acordo cedo.

P A L
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74. FGV – TJ/AM – 2013 ) Considere como verdadeiras as afirmativas a seguir.
I. Se Carlos mentiu, então João é culpado.
II. Se João é culpado, então Carlos não mentiu.
III. Se Carlos não mentiu, então Pedro não é culpado.
IV. Se Pedro não é culpado, então João não é culpado.
Com base nas afirmativas acima, é correto concluir que
a) Carlos mentiu, João é culpado, Pedro não é culpado.
b) Carlos mentiu, João não é culpado, Pedro não é culpado.
c) Carlos mentiu, João é culpado, Pedro é culpado.
d) Carlos não mentiu, João não é culpado, Pedro não é culpado.
e) Carlos não mentiu, João é culpado, Pedro é culpado.

75. FGV – SUDENE/PE – 2013 ) Sabe se que


I. se Mauro não é baiano então Jair é cearense.
II. se Jair não é cearense então Angélica é pernambucana.
III. Mauro não é baiano ou Angélica não é pernambucana.
É necessariamente verdade que
(A) Mauro não é baiano.
(B) Angélica não é pernambucana.
(C) Jair não é cearense.
(D) Angélica é pernambucana.
(E) Jair é cearense.

76. FGV – TJ/AM – 2013 ) Considere como verdadeiras as sentenças a seguir.


I. Alguns matemáticos são professores.
II. Nenhum físico é matemático.
Então, é necessariamente verdade que
(A) algum professor é físico.
(B) nenhum professor é físico.
(C) algum físico é professor.
(D) algum professor não é físico.
(E) nenhum físico é professor.

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77. FGV – TJ/AM – 2013 ) Considere como verdadeiras as sentenças a seguir.
I. Se André não é americano, então Bruno é francês.
II. Se André é americano então Carlos não é inglês.
III. Se Bruno não é francês então Carlos é inglês.
Logo, tem se obrigatoriamente que
(A) Bruno é francês.
(B) André é americano.
(C) Bruno não é francês.
(D) Carlos é inglês.
(E) André não é americano.

78. FGV – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/MA – 2013)


Considere como verdadeiras as seguintes afirmativas:
I. Se a lei A for aprovada, então a lei B não será aprovada.
II. Se a lei C não for aprovada, então a lei B será aprovada.
III. Se a lei A não for aprovada, então a lei C será aprovada.
A partir das afirmativas, é correto deduzir que
(A) a lei A será aprovada.
(B) nenhuma dessas três leis será aprovada.
(C) apenas duas dessas três leis serão aprovadas.
(D) a lei B não será aprovada.
(E) a lei C será aprovada.

P A L
RACIOC LÓGICO MATEMÁTICO P MPE RJ
TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
P A L A
4. GABARITO
1 C 2 C 3 C 4 B 5 A 6 C 7 C

8 A 9 D 10 B 11 B 12 B 13 B 14 B

15 A 16 C 17 D 18 B 19 C 20 B 21 D

22 B 23 C 24 E 25 E 26 C 27 D 28 E

29 B 30 E 31 B 32 B 33 B 34 E 35 E

36 C 37 A 38 B 39 E 40 C 41 D 42 C

43 A 44 A 45 A 46 D 47 B 48 D 49 D

50 E 51 A 52 B 53 B 54 B 55 A 56 E

57 C 58 D 59 C 60 D 61 B 62 B 63 A

64 D 65 A 66 C 67 A 68 C 69 B 70 C

71 E 72 D 73 A 74 D 75 E 76 D 77 A

78 E

P A L

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