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INTRODUÇÃO Á FISIOTERAPIA FORENSE

Amanda Gotti Gonçalves Marçal


amanda@mfforense.com.br

Por meio do Decreto-lei nº 938/69, a Fisioterapia adquiriu seus direitos, os


quais foram reconhecidos como um curso de nível superior e definitivamente
regulamentado.
A partir desse momento, difundiu-se em diversas categorias de atuação,
dentre estas, encontra-se a Fisioterapia Forense que é uma subárea comum a todas
as especialidades da Fisioterapia a serviço da Justiça, na qual o profissional
Fisioterapeuta é nomeado a Perito Judicial para auxiliar o juiz, assim como indicado
pelas partes para atuar como Assistente Técnico ou ainda, contratado para realizar
Jurisconsultorias.
Neste sentido, a Fisioterapia Forense é classificada como a aplicação dos
conhecimentos de qualquer especialidade fisioterapêutica a serviço da Justiça
Estatal ou Privada, através da elaboração de documentos forenses, desde que os
litígios estejam relacionados com as disfunções do movimento humano.
Estes documentos legais são direcionados a aquelas pessoas que possuem
comprometimento do movimento humano e que estão pleiteando seus direitos,
assim como em situações que envolvem conflitos de interesse entre empregador e
empregado, acidentes em vias públicas, previdência social e privada, bem como
acidentes de trabalho e traumas, exemplificam a atuação dos Fisioterapeutas na
área forense.
O fato é que quando as figuras se desentendem e não resolvem a
circunstância entre si, buscam à Justiça Estatal ou Privada para que a desordem
seja resolvida. Consequentemente, cabe ao magistrado deliberar a situação,
entretanto, nem sempre o juiz possui absoluto domínio na matéria para dar decisões
e sentenças mais justas. Nestas circunstâncias, caso o juiz necessite um perito
especializado em problemas relacionados ao movimento humano, o profissional
Fisioterapeuta poderá ser nomeado como perito judicial.
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Diante disto, o Fisioterapeuta no âmbito de sua atuação, é capaz de


apresentar o diagnóstico cinesiológico funcional, quantificar as capacidades e
incapacidades físico-funcionais do indivíduo e analisar os possíveis nexos de
causalidade.
Além do mais, considerando o amparo legal e técnico-científico desta
atuação, a Constituição Federal de 1988, o Código de Processo Civil e as
Resoluções do COFFITO, o entendimento de que é o laudo pericial elaborado por
profissional Fisioterapeuta para análise do nexo e extensão do dano, já é
uniformizado em diversos Tribunais.
Já em situações onde o acidentado aciona a justiça por não concordar com a
ressarcimento auferido pela seguradora, tais como ações coerentes à Justiça do
Trabalho e ações ordinárias de nulidade de licenciamento contra a União, podem
carecer a atuação do Fisioterapeuta como assistente técnico das partes, desde que
as incapacidades físico-funcionais desencadeadas necessitem ser quantificadas e
qualificadas.
Outrossim, não resta dúvidas de que o Fisioterapeuta Forense possui ampla
expertise para analisar o nexo causalidade e avaliar as capacidades e
incapacidades físico-funcionais dos indivíduos, apontando se temporárias ou
permanentes, podendo ainda atuar como Assistente Técnico, desde que seja
devidamente indicado pelas partes nos autos do processo.
Deste modo, a expertise do Fisioterapeuta versado no seu conhecimento
técnico-científico, gera grande importância para auxiliar os magistrados e aos peritos
em decisões mais assertivas.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil.


Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988.

BRASIL. Código de Processo Civil (2015). Código de Processo Civil Brasileiro.


Brasília, DF: Senado, 2015.

BRASIL. Resolução nº 80, de 09 de maio de 1987. Disponível em: <crefito4.org.br/s


ite/2015/09/03/resolucao-no-80-de-09-de-maio-de-1987/>. Acesso em: 08 abr. 2020.

BRASIL. Resolução nº 466, de 20 de maio de 2016. Disponível em: <https://www.c


offito.gov.br/nsite/?p=5023> . Acesso em: 08 abr. 2020.

Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - CREFITO. Definição de


fisioterapia. Disponível em: <http://www.crefito.com.br/repository/legislacao/DECRE
TO%20938.pdf>. Acesso em: 08 abr. 2020.

LUCAS, Ricardo Wallace das Chagas. Fisioterapia Forense. Atuação


Fisioterapêutica na Justiça Estadual e Privada 3ª ed. Florianópolis: Rocha, 2016.

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