Você está na página 1de 11

Escola de Sargentos das Forças Armadas

″General de Exército Alberto Joaquim Chipande″


Trabalho da disciplina de Física
Especialidade: Abastecimentos
Grupo: 360/2
Tema: Electroestática

Discentes:
Sidónio A. P. das Neves
Hélio Jorge Tinga
Olívia Victor
Alberto Milice

Docente: Tenente Abrantes

Boane, Agosto de 2020


Sumário
Introdução..........................................................................................................................................3
Eletrização eletrostática.....................................................................................................................4
Carga elementar.................................................................................................................................4
Formas de eletrização........................................................................................................................4
Cargas Elétricas.................................................................................................................................5
Aspetos fenomenológicos importantes: Ordens de grandeza.............................................................5
Isolantes, condutores e a localização da carga Elétrica......................................................................5
Lei de Coulomb.................................................................................................................................6
O que acontece com a lei de Coulomb se o meio não for o vácuo?...................................................8
Interpretação macroscópica da Constante Dielétrica de um meio......................................................8
Conclusão........................................................................................................................................10
Bibliografia......................................................................................................................................11

2
Introdução
Neste presente trabalho vamos abordar acerca da electroestática, dizer que a eletricidade é um
fenômeno conhecido desde a Grécia Antiga. Tales de Mileto descreveu como alguns
materiais, como o âmbar, ao serem atritados adquiriam a propriedade de atraírem pequenos
objetos como fios de cabelo. Em 1600, a palavra “eletricidade” foi cunhada por William
Gilbert para se referir a esse efeito; a palavra é derivada do termo grego para “âmbar”,
“elektron”.
Eletrostática é a área da Física que abrange o estudo das cargas elétricas em repouso. Os
fenômenos eletrostáticos estudados por essa área do conhecimento surgem em decorrência da
força de atração e repulsão que as cargas elétricas exercem umas sobre as outras. Neste texto,
falaremos sobre algumas das principais propriedades da Eletrostática, tais como carga
elétrica, eletrização, força elétrica, potencial elétrico, campo elétrico e energia potencial
elétrica.

3
Eletrização eletrostática

Fornecer uma carga elétrica a um objeto e um processo conhecido como eletrização


eletrostática ou carregamento eletrostático. O carregamento eletrostático pode ser
entendido por meio de uma serie de experimentos simples. Uma fonte de potência elétrica
serve como fonte das cargas positivas e negativas. A bateria de seu carro e uma fonte de
energia parecida, que faz uso de reações químicas para criar uma separação entre cargas
positivas e negativas. Diversas placas isoladas podem ser carregadas com cargas positivas e
negativas da fonte de potência.
Alem disso, e feita uma ligação condutora com a Terra. O planeta constitui um reservatório
de carga praticamente infinito, capaz de descarregar efetivamente qualquer objeto
eletricamente carregado em contato com ele. Este modo de escoar a carga e chamado de
aterramento, e toda ligação elétrica com o solo e chamada de “terra”

Carga elementar

A carga elétrica ocorre apenas em múltiplos inteiros de uma quantidade mínima.


Isso e expresso dizendo-se que a carga e quantiada. A menor unidade de carga elétrica já
observada e a carga do elétron, no valor de –1,602 ⋅ 10–19 C (como definido
Pela equação 1.3).
O fato de que a carga elétrica seja quantiada foi comprovado por meio de um
Engenhoso experimenta realizado, em 1910, pelo físico norte-americano Robert
A. Millikan (1868-1953), conhecido como o experimento de Millikan com gotas de
Óleo

Formas de eletrização

a) Por atrito: Friccionando dois objetos de materiais diferentes. (tab. completa no final
da apost.)
b) Por contato: Ao encostar dois objetos idêntico, estando ao menos um deles
carregados, o que tiver maior quantidade de elétron sede para aquele que tiver menos
até ambos entrarem em equilíbrio elétrico, ou seja, ambos ficam com o mesmo valor
de carga final e com o mesmo sinal Porém a soma das cargas permanece constante.

Ao friccionar dois Série Triboelétrica


objetos quaisquer da + Vidro
lista ao lado, o objeto Mica
que está acima fica Lã
com carga positiva e o Seda
que está abaixo, Papel
negativa. As cargas Madeira
ficam eletrizadas com Âmbar
Sinais opostos Ebonite
(Veja também a tabela Enxofre
no final da pág. 4) – Celuloide

4
Q1+Q 2
Q=
2
c) Por indução: Ocorre quando aproximamos uma carga eletrizada de outra neutra, mas
sem encostar uma na outra. As cargas ficam com sinais opostos.

Cargas Elétricas
O conceito de carga de, na realidade, um conceito básico e fundamental que, no atual nível de
nossos conhecimentos não pode ser reduzido a nenhum outro conceito Mais simples e mais
elementar.
A carga elétrica é a grandeza física que determina a intensidade das interações
Eletromagnéticas, da mesma forma que a massa determina a intensidade das forças
gravitacionais.

Aspetos fenomenológicos importantes: Ordens de grandeza

Após muito pesquisar os fenómenos elétricos citados, chegou-se a algumas leis empíricas que
os resumiam:
1. Existem dois tipos de cargas elétricas: positivas e negativas. As cargas elétricas de
mesmo sinal se repelem, as de sinal contrário se atraem.
2. Carga elementar - Existe uma carga m´intima. Até hoje nunca foi observado
experimentalmente um corpo que tenha carga elétrica menor que a do elétron,
representada por. Somente foram observados corpos com cargas que são m
´múltiplos inteiros de.
Esse caráter discreto da carga elétrica se manifesta principalmente em sistemas cuja
carga total corresponda a poucas unidades da carga elementar. Portanto a carga
elementar não manifesta esse caráter no eletromagnetismo clássico. E fácil entender
porque. Esta resposta tem a ver com outro especto fundamental da compreensão dos
fenómenos físicos: as ordens de grandeza.
No Sistema Internacional (SI) a unidade de carga elétrica e 1 Coulomb.
O que significa dizer que um corpo possui uma carga de um Coulomb?
Um Coulomb corresponde a 6 25 1018 elétron em excesso (se a carga for negativa) ou
em falta (se for positiva). Na eletrostática geralmente lidamos com cargas elétricas
muito menores do que um Coulomb. Vamos ver com frequência as unidades (10 3 )
ou (10 6 ). Essas unidades representam ainda um Numero enorme de cargas
elementares. A carga do elétron e = 1 60 10 19

Isolantes, condutores e a localização da carga Elétrica

A questão principal envolvida na definição do que ´e um material condutor ou


isolante tem muito a ver com a estrutura microscópica do material. No caso dos

5
condutores metálicos, por exemplo, os materiais são formados por uma estrutura
mais ou menos rígida de íons positivos, embebido num gás de elétron. Esses elétron,
por não estarem presos a átomos´ determinados, têm liberdade de movimento, e o
transporte de elétron dentro de um metal ocorre com relativa facilidade.
Ao contrário dos condutores, existem sólidos nos quais os elétron estão firmemente
ligados aos respetivos átomos´ e os elétron não são livres, i.e., não tem mobilidade,
como no caso dos condutores. Nestes materiais, chamados de dielétricos ou isolantes,
não será possível o deslocamento da carga elétrica. Exemplos importantes de
isolantes são: a borracha, o vidro, a madeira, o plástico, o papel, etc...

Figura 1.: Representação esquemática de um isolante

Condições ambientais também podem influir na capacidade de uma substancia


conduzir ou isolar eletricidade. De maneira geral, em climas húmidos,´ um corpo
eletrizado, mesmo apoiado por isolantes, acaba se descarregando depois de um certo
tempo. Embora o ar atmosférico seja isolante, a presença de umidade faz com que ele
se torne condutor. Além disto, temos também a influência da temperatura. O
aumento da temperatura de um corpo metálico corresponde ao aumento da
velocidade m´deia dos íon e elétron que os constituem, tornando mais difícil o
movimento de elétron no seu interior.
Com relação aos isolantes, a umidade e condições de “pureza” de sua superfície
(se existem corpúsculos estranhos ao material que aderiram a ela) são fatores impor-

Figura 2: Representação esquemática de um condutor


Estantes. A razão disto ´e que a umidade pode dissolver sais existentes na superfície do
corpo recobrindo-o com uma solução salina, boa condutora de eletricidade.

6
Lei de Coulomb
No século XVIII, Coulomb realizou uma série de medidas cuidadosas das forcas
entre duas cargas usando uma balança de torção (semelhante `a que Cavendish usou
para comprovar a teoria da Gravitação). Através dessas medidas, Coulomb chegou a
algumas conclusões (válidas tanto para atracão como para repulsão).
Resumimos aqui os fatos experimentais que o levaram a expressá-los matematicamente na
forma que hoje conhecemos.
FATO EXPERIMENTAL: a intensidade da forca de interação entre cargas pontuais ´e
proporcional ao produto das cargas.
FATO EXPERIMENTAL: a intensidade da forca F, |F| - de atracão ou repulsão
entre duas cargas que podem ser consideradas pontuais ´e inversamente proporcional
1
ao quadrado da distância entre elas, r. |F|= 2
r

Lei de coulomb:
Com base nos fatos experimentais acima, Coulomb concluiu que:

Q1 Q 2
|F|=
r2

Note que a grandeza força tem caráter e portanto ´e precisa atribuir-lhe também sua
direção e sentido. Sua direção ´e a do suporte que liga as duas cargas, o sentido
depende do sinal relativo das cargas como se vê na figura

Figura 3: Caráter vetorial da força de Coulomb

F+ se Q1 e Q2 tiverem o mesmo sinal.

F- se Q1 e Q2 tiverem sinais opostos.

Finalmente,

7
Q1 Q 2
F=K0 r
r2
2
Nm
3
No sistema internacional k0 = 1 =8.99∗10
2
C
Onde €0 ´e uma constante Que
4Π€ 0
caracteriza a permissividade do vácuo

−12 N m2
€0= 8,85*10
C2

1.7.1 O que acontece com a lei de Coulomb se o meio não for o vácuo?
Suponhamos agora, que as cargas Q1 e Q2 fossem colocadas no interior de um material
dielétrico qualquer.
FATO EXPERIMENTAL: a interação entre as cargas, cuja intensidade depende do meio.
O fator de redução ´e denotado por e chamado de constante dielétrica do meio.
K 0 Q 1 Q2
Nestes casos F = r
K r2
Meio
Vácuo 1.0000
Ar 1.0005
Benzeno 2.3
Âmbarˆ 2.7
Vidro 4.5
Óleo´ 4.6
Mica 5.4
Glicerina 43
Agua´ 81
Interpretação macroscópica da Constante Dielétrica de um meio
Uma maneira de compreender esse fato ´e considerando uma situação simples. Sejam
duas placas condutoras situadas no vácuo, carregadas eletricamente com cargas
iguais mas de sinais contrários.

Figura 4: Carga entre placas condutoras

8
Colocando-se uma carga entre as placas, uma força F atua sobre essa carga devido as cargas
nas placas.

Se essas placas forem preenchidas por um dielétrico, já sabemos que o dielétrico ficará
polarizado.

Figura 5: Polarização de um dielétrico entre placas

Figura acima ´e fácil perceber que o efeito líquido dessa polarização será neutralizar
parcialmente as cargas das duas placas e portanto a força original (no vácuo) vai O grau de
polariza¸c˜ao do meio vai nos dizer quantitativamente o tamanho dessa diminuição.

9
Conclusão
Chegado a este ponto concluímos que eletrização por contato e por indução, há necessidade
de um corpo externo já eletrizado. No entanto, na eletrização por contato o condutor adquire
a mesma carga do corpo externo, enquanto na eletrização por indução o condutor adquire
uma carga oposta à do corpo externo. Ambas só podem ocorrer em condutores, porque as
cargas têm liberdade para se moverem. Num corpo isolante, as cargas têm pouca mobilidade,
e por isso eles só podem ser eletrizados por atrito.

10
Bibliografia
ELETROSTÁTICA. FSul – Campus Pelotas-Visconde da Graça. pdf
Sites: Carga Elétrica: (http://www.ifi.unicamp.br).
Consultar: Graduação a Disciplinas a F 328-Física Geral III
http://lampiao.ic.unicamp.br/weblectures (Prof. Roversi)

11