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Níveis de Conhecimento

Indice

1. Introdução....................................................................................................................................2

2. Senso comum ou conhecimento empírico...................................................................................3

3. Conhecimento religioso...............................................................................................................3

4. Conhecimento filosófico..............................................................................................................4

5. Conhecimento científico..............................................................................................................5

6. Importância, limites e perigos do conhecimento científico.........................................................5

7. Conhecimento mitológico............................................................................................................6

8. Conhecimento intuitivo...............................................................................................................6

9. Conclusão....................................................................................................................................7

10. Bibliografia................................................................................................................................8

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Níveis de Conhecimento

1. Introdução
O conhecimento é entendido como sendo a relação existente entre sujeito cognoscente e objeto
cognoscível. Trata-se de uma relação onde o sujeito conhece e o objeto é conhecido.
A finalidade do conhecimento é descrever, prever e manipular determinados fenômenos e/ou
objetos. O método do conhecimento consiste em descrever o fenômeno em suas
particularidades  (espaço) e suas estruturas  (função) para poder prever e manipular este
fenômeno. Ao longo de toda existência o homem vem acumulando conhecimentos desde o seu
nascimento, conhecimentos vitais e necessários para a sua sobrevivência. O conhecimento chega
a ser uma necessidade, uma capacidade inerente ao ser humano.

O conhecimento é o caminho obrigatório para a evolução humana, acontece naturalmente, pelo


simples convívio com seus semelhantes, através também de fontes, sensações, percepção,
imaginação, memória. Para o escritor Aristóteles o conhecimento só acontece quando sabemos
qual a causa e o motivo dos fenômenos.

Para se produzir conhecimento, nos devemos objetivar a produção de hipóteses, modelos, e


teorias, o que pode ser alcançado através da coletas de dados e informações sobre um
determinado assunto. Dessa forma passa a avançar o que se deseja aprofundar, sem deixar passar
despercebido. Deve-se procurar familiarizar-se com o mundo natural, reconhecendo suas
diversidades, perceber a relação entre a ciência e a tecnologia, levando em conta que essas são
empreendimentos humanos, e como tais, sujeitos os erros e limitações, adquirindo com base
nelas, a capacidade de pensar de acordo com as exigências do rigor científico. Esgotar todas as
dúvidas de um tópico, antes de iniciar outro, o que nos manterá em nossa linha de raciocínio.

O presente trabalho tem como objectivo dar – nos a conhecer, o que são e quais são os níveis de
conhecimento.

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2. Senso comum ou conhecimento empírico


é aquele que todo ser humano desenvolve, no contato direto e diário com a realidade. Todo ser
humano comum bem informado é lógico nos seus arrazoados. Conhece muito sobre o mundo em
que vive. Como tal fornece aos outros  “receitas infalíveis, conselhos e informações preciosas”.
As mulheres que já tiveram filhos dão consultas gratuitas para as principiantes que lutam contra
os problemas do primeiro filho. Quando alguém está com  dor-de-cabeça, sempre aparece um
“especialista” que conhece um comprimido eficaz, que alivia a dor rapidamente. Mas, ignora a
composição do medicamento, a natureza da dor e a forma de atuação do medicamento. Este tipo
de conhecimento, superficial, por informação ou experiência casual, recebe o nome de
conhecimento popular ou empírico.

Sobre o conhecimento vulgar podemos dizer ainda que é comum e possível a todo ser humano,
de qualquer nível cultural.  Não questiona, não analisa, não exige demonstração, é ocasional e
assistemático. Vale dizer que o conhecimento vulgar atinge as coisas, enquanto o conhecimento
científico estuda sua constituição íntima e suas causas.

 Estrutura-se como um conjunto de crenças e opiniões, utilizadas em geral para objetivos


práticos. É basicamente desenvolvido por meio dos sentidos, e não tem intenção de ser profundo,
sistemático e/ou infalível.

3. Conhecimento religioso
O fundamento do conhecimento religioso é a fé. Não é preciso ver para crer, e a crença ocorre
mesmo que as evidências apontem no sentido contrário. As verdades religiosas são registradas
em livros sagrados ou são reveladas por seres espirituais, por meio de alguns iluminados, santos
ou profetas. Essas verdades são quase sempre definitivas e não permitem revisões mediante
reflexão ou experimentos. Portanto o conhecimento religioso é um conhecimento mítico,
dogmático ou ainda espiritual.

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4. Conhecimento filosófico
O conhecimento filosófico é valorativo, pois seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não
poderão ser submetidas à observação: "as hipóteses filosóficas baseiam-se na experiência,
portanto, este conhecimento emerge da experiência e não da experimentação" (Trujillo, 1974:
12); por este motivo, o conhecimento filosófico é não verificável, já que os enunciados das
hipóteses filosóficas, ao contrário do que ocorre no campo da ciência, não podem ser
confirmados nem refutados. É racional, em virtude de consistir num conjunto de enunciados
logicamente correlacionados. Tem a característica de sistemático, pois suas hipóteses e
enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada, numa tentativa de
apreendê-la em sua totalidade. Por último, é infalível e exato, já que, querem na busca da
realidade capaz de abranger todas as outras, quer na definição do instrumento capaz de apreender
a realidade, seus postulados, assim como suas hipóteses, não são submetidos ao decisivo teste da
observação (experimentação).Portanto, o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da
razão pura para questionar os problemas humanos e poder discemir entre o certo e o errado,
unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana. Assim, se o conhecimento científico
abrange fatos concretos, positivos, e fenômenos perceptíveis pelos sentidos, através do emprego
de instrumentos, técnicas e recursos de observação, o objeto de análise da filosofia são idéias,
relações conceptuais, exigências lógicas que não são redutíveis a realidades materiais e, por essa
razão, não são passíveis de observação sensorial direta ou indireta (por instrumentos), como a
que é exigida pela ciência experimental. O método por excelência da ciência é o experimental:
ela caminha apoiada nos fatos reais e concretos, afirmando somente aquilo que é autorizado pela
experimentação. Ao contrário, a filosofia emprega "o método racional, no qual prevalece o
processo dedutivo, que antecede a experiência, e não exige confirmação experimental, mas
somente coerência lógica" (Ruiz, 1979:110). O procedimento científico leva a circunscrever
delimitar, fragmentar e analisar o que se constitui o objeto da pesquisa, atingindo segmentos da
realidade, ao passo que a filosofia encontra-se sempre à procura do que é mais geral,
interessando-se pela formulação de uma concepção unificada e unificante do universo. Para
tanto, procura responder às grandes indagações do espírito humano e, até, busca as leis mães
universais que englobem e harmonizem as conclusões da ciência.

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5. Conhecimento científico
O conhecimento científico é real (factual) porque lida com ocorrências ou fatos, isto é, com toda
"forma de existência que se manifesta de algum modo" (Trujillo, 1974:14). Constitui um
conhecimento contingente, pois suas proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade
conhecida através da experiência e não apenas pela razão, como ocorre no conhecimento
filosófico. É sistemático, já que se trata de um saber ordenado logicamente, formando um
sistema de idéias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos. Possui a característica da
verificabilidade, a tal ponto que as afirmações (hipóteses) que não podem ser comprovadas não
pertencem ao âmbito da ciência. Constitui-se em conhecimento falível, em virtude de não ser
definitivo, absoluto ou final e, por este motivo, é aproximadamente exato: novas proposições e o
desenvolvimento de técnicas podem reformular o acervo de teoria existente.

O conhecimento científico procura alcançar um quadro ordenado e explicativo dos fenómenos do


mundo físico e do mundo humano, de modo a poder responder a dois tipos de exigência:
compatibilidade a nível da razão e acordo com a realidade. A possibilidade de previsão rigorosa
caracteriza, portanto, o conhecimento científico (que não acontece com o conhecimento comum).

A ciência e particularista e precisa, objectiva e rigorosa. Para ser precisa e rigorosa, a ciência não
pode estar na dependência de problemas de ordem afectiva (não provem de sentimentos), e
também deve caminhar no sentido de uma abstracção crescente. Portanto, conhecimento
científico é um tipo de conhecimento certo e racional que investiga a natureza das coisas ou as
suas condições de existência, ou seja, baseia – se na investigação metódica das leis dos
fenómenos.

6. Importância, limites e perigos do conhecimento científico


Não há duvida alguma de que o avanço da tecnologia, resultado do conhecimento e da
investigação científica, proporciona melhores condições de vida aos homens. Por exemplo, o
avanço da medicina ajuda a diminuir a dor dos homens; os curativos que outrora pareciam
impossíveis tornaram – se hoje não extraordinários. Portanto, a tecnologia contribui para a
melhoria das condições de vida. Todavia, a ciência, mostrou – se, ao longo do tempo, que nem
sempre é favorável ao Homem. A fé no progresso vacilou com a segunda guerra mundial.

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O avanço do industrialismo, sem precaução do meio ambiente, degradou – o, e regista – se hoje o


esgotamento dos recursos não renováveis e a deterioração da camada de ozono. Os autores Lyon
e Fukuyama e muitos pensadores do nosso tempo concordam que com esta constatação e apelam
a exploração racional dos recursos que a terra nos dá.

A tecnologia pode criar também muitos outros problemas além dos ambientais, como os
problemas de saúde humana na sua relação com ás maquinas e tecnologia, a relação de
dependência excessiva das maquinas e problemas de desemprego (com a substituição da mão de
obra humana pelas máquinas), entre muitos outros.

7. Conhecimento mitológico
É uma narrativa de significação simbólica, transmitida de geração em geração e considerada
verdadeira ou autêntica dentro de um grupo, tendo geralmente a forma de um relato sobre a
origem de um determinado fenómeno instituição, etc., e pelo qual se formula uma explicação de
ordem natural.

8. Conhecimento intuitivo
Sendo a intuição o acto de ou capacidade de pressentir, é um conhecimento imediato de um
objecto na plenitude da sua realidade, seja este objecto de ordem material ou espiritual. Este tipo
de conhecimento é imediato e difícil de se fundamentar.

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9. Conclusão
Apesar da separação "metodológica" entre os tipos de conhecimento popular, filosófico,
religioso e científico, no processo de apreensão da realidade do objeto, o sujeito cognoscente
pode penetrar nas diversas áreas: ao estudar o homem, por exemplo, pode-se tirar uma série de
conclusões sobre sua atuação na sociedade, baseada no senso comum ou na experiência
cotidiana; pode-se analisá-lo como um ser biológico, verificando, através de investigação
experimental, as relações existentes entre determinados órgãos e suas funções; pode-se
questioná-lo quanto à sua origem e destino, assim como quanto à sua liberdade; finalmente,
pode-se observá-lo como ser criado pela divindade, à sua imagem e semelhança, e meditar sobre
o que dele dizem os textos sagrados.

Por sua vez, estas formas de conhecimento podem coexistir na mesma pessoa: um cientista,
voltado, por exemplo, ao estudo da física, pode ser crente praticante de determinada religião,
estar filiado a um sistema filosófico e, em muitos aspectos de sua vida cotidiana, agir segundo
conhecimentos provenientes do senso comum.

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10. Bibliografia

 Manuel Biriate, Eduardo Geque. Longman editores, 2011.

Internet:

 http//www. lohn.no.sapo.pt
 http//www. ebah.com.br
 http//www. significados.com.br

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