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Universidade Federal do Espírito Santo

Aluno: Lucio Marques Peçanha


Sociologia Aplicada a Administração
19/06/2007

FICHAMENTO

Produção, Trabalho e Participação: CCQ e Kanban Numa Nova


Imigração Japonesa

No inicio da década de 80, as novidades do mundo da


produção chegaram com força ao Brasil. A grande inovação japonesa e
boa parte da discussão sobre o uso de modelos participativos nos locais de
trabalho foram devido à introdução e difusão dos círculos de controle de
qualidade (CCQ), nos anos de 1981/82. São poucos os estudos realizados
acerca da introdução dos métodos japoneses implantados no Brasil.
O CCQ, ou círculos de controle de qualidade, são pequenos grupos de
funcionários voluntários que se reúnem periodicamente para analisar e propor
idéias no que tange a melhorias e modificações. Os círculos se reúnem para
levantar um problema, analisa-lo e propor soluções, para posteriormente,
apresenta-las a um órgão superior que as aprovarão ou não.
Os trabalhos apresentados pelos círculos, independente de tema,
podem ser classificados em dois tipos: um, no qual o círculo apenas formaliza
procedimentos usuais dos trabalhadores, e outro, que seria o desenvolvimento
de trabalhos realmente inéditos. No primeiro, o CCQ serve como canal para as
informações fluírem para a administração, sistematizando um conhecimento
operário prévio. No segundo, o CCQ incentiva a capacidade operária para
identificar e resolver problemas de produção, desenvolvendo um trabalho
inédito, antes não realizado, utilizando experiência e o conhecimento do
processo por parte dos operários para alcançar reduções de custo.
O movimento de CCQ é comumente associado a busca pelas empresas
em melhorar a qualidade de seus produtos. Ocorre, porém, que nunca é
especificado ou definido o que se está entendendo por qualidade.
Em termos de trabalho propriamente dito, não há alteração dos padrões
tradicionais nos programas de círculo de controle. Continuam havendo
separações entre planejamento e execução de tarefas e a gerência continua
procurando interferir e disciplinar o conhecimento operário. A participação é
fraca e os CCQs apenas opinam sobre os temas, mas sem poder. O que
diferencia o CCQ das demais propostas operacionais é sua estreita ligação
com o processo produtivo. Daí a possibilidade de os trabalhadores circulistas
discutirem e interferirem no processo de trabalho segundo parâmetros seus.
Para a administração o programa dá resultado, já que possibilita liberar a
iniciativa operária sem perder a possibilidade de controlá-la.

Após a imigração do CCQ, as atenções estão voltadas para um novo


sistema de produção chamado just in time/kanban, aplicado na produção em
série. É um sistema muito mais abrangente, pois envolve a produção como um
todo, mas também muito menos conhecido no país. São dois os princípios
desse sistema de produção: just in time (no momento certo) e o controle
autônomo dos defeitos. O kanban é um sistema para administrar o just in time.
Produzir no momento certo seria produzir o que é necessário, na quantidade
necessária e no momento necessário. Em termos de produção, significa que,
na montagem de um produto, as necessárias submontagens precedentes
devem chegar na linha no momento necessário à montagem e na quantidade
necessária. Procura-se produzir somente o que terá utilização imediata, com
lotes tanto menores quanto possíveis.
O kanban pode ser entendido como um sistema de informações que
controla a quantidade de produção em cada processo, é um instrumento que
indica ao operador, visualmente, o que fazer, em que quantidade e onde
colocar.
O kanban é, portanto, um sistema de informações que viabiliza o just in
time, que, por sua vez, é um dos componentes de um sistema mais amplo. A
reorganização produtiva para alcançar essa produção possibilita a automação
das operações fabris. Um dos grandes trunfos do sistema just in time/kanban é
a produção sem estoque em setores outros que não as linhas de montagem, e
para isso, conta com o apoio decisivo da tecnologia de grupos. Toda a
reorganização administrativa/produtiva que ocorre para a transformação de um
arranjo físico funcional em ilhas de fabricação é um pré-requisito indispensável
para a automação.
A partir disso, nota-se que há um abandono do princípio fordista, já que
ele não se adequa mais aos novos tempos de mercado restrito e diferenciação
produtiva, e um novo conceito de participação, onde, se por um lado, está
longe de trazer um ideal de democratização aos locais de trabalho, procura
introduzir uma participação tipicamente gerencialista.

Universidade Federal do Espírito Santo


Aluno: Lucio Marques Peçanha
Sociologia Aplicada a Administração
19/06/2007
FICHAMENTO

Automação e Racionalidade Técnica

Neste artigo, sustentamos a hipótese de que um novo modelo de


racionalidade técnica, baseado no conceito de 'cultura técnica', e parece ser
mais adequado para o estudo das transformações que ocorrem seja no chão-
de-fábrica, seja nos demais setores da empresa.

Duas abordagens para a automação

Uma primeira abordagem consiste em estender à análise das oficinas


informatizadas o paradigma do 'determinismo social da técnica', desenvolvido
anteriormente, a partir de pesquisa em oficinas convencionais. Marcada pela
crítica de Braverman (1977) à idéia de uma dinâmica própria da evolução
técnica.
A análise histórica de Braverman chega a alcançar as primeiras formas
de comando numérico, mas não a atual integração computadorizada. Para
Edwards (1979, pp. 112 e 124), por exemplo, "a tecnologia informática dá um
impulso formidável aos métodos primitivos de controle técnico (...) O dispositivo
de controle do programa torna-se o opressor imediato".

Segundo esta primeira abordagem, para atingir esse fim social – ou


seja, a reprodução do capital – só há o caminho de incorporar aos próprios
instrumentos técnicos as formas de controle do trabalho operário.
Muitos trabalhos recentes defendem um ponto de vista oposto: as
técnicas de produção informatizadas não podem ser vistas como meros
instrumentos para aumentar o controle sobre os operários.
Segundo eles, a racionalização capitalista das forças produtivas chegou
a um ponto no qual a gerência só pode aumentar a eficiência através de um
relaxamento da divisão do trabalho. Portanto, a própria valorização do capital
exige uma nova forma de conceber o uso da mão-de-obra. Os 'novos conceitos
de produção' significam uma reintrodução, nas oficinas, da inteligência
produtiva.

A racionalidade norteadora das decisões e ações dos agentes técnicos


transparece em sua obra e gestos, em suas falas e em seus textos.

Primeiro estudo de caso: Renault

Os engenheiros da Renault tinham em mente obter uma oficina de


carrocerias automatizada de ponta a ponta. Após cinco oficinas parcialmente
informatizadas, em 1988 a empresa inaugurou uma oficina – a linha de
produção do modelo R21, em Sandouville – com grau máximo de
automatização.
Os engenheiros de métodos desejavam uma única oficina, com
automatização flexível.
Ora, as experiências anteriores da Renault com a introdução de
equipamentos automatizados já haviam sido desastrosas, tanto técnica como
socialmente; em Flins, a ameaça de um novo fracasso era considerável. Assim,
antes mesmo de efetuar-se a escolha, foi lançado um novo procedimento
organizacional para a construção de uma nova oficina, cujo eixo central era a
criação de um grupo encarregado de fazer uma mediação formal entre a área
de produção e o departamento de métodos.
O grupo tinha três objetivos principais: 'pilotar a industrialização do
projeto': fazer com que o pessoal de produção tivesse contato com os novos
equipamentos antes mesmo de eles entrarem em serviço; e garantir que,
durante a tomada de decisões sobre a nova oficina, o ponto de vista do pessoal
de produção fosse levado em conta.
As duas últimas tarefas revelam que, ao implantar um sistema
informatizado de produção, a empresa estava preocupada com a formação e a
participação.
O procedimento adotado foi bem-sucedido: o regime normal de
produção pôde ser obtido mais rápida e facilmente do que nas outras
reestruturações da empresa. Ainda assim, após seis meses, o volume de
produção estagnou, por causa do efeito acumulado de inúmeras panes e
paradas, em todos os postos, e a uma maior complexidade no planejamento e
controle da produção. Entre as causas desse problemas, podemos citar:
a) A oficina continuou a ser gerida segundo os critérios da contabilidade
industrial tradicional.
b) Os operários não atingiam o ritmo previsto.
c) Os engenheiros projetaram um complexo sistema de 'planejamento e
controle de produção', extremamente dependente de um sistema
informatizado, de forma a garantir que a produção de dois subconjuntos da
carroceria fosse autônoma.

Segundo estudo de caso: a Volkswagen alemã

Na Volkswagen, o processo de introdução de robôs começou bem antes


do que na Renault. Para a produção do Golf, entretanto, os resultados
comerciais do Golf, ficariam muito aquém do esperado. Três importantes
medidas foram tomadas: iniciar imediatamente o projeto da segunda geração
do Golf; realizar uma complera reestruturação de Wolfsburg; abastecer o
mercado norte-americano a partir da fábrica local (Westmoreland), liberando a
fábrica de Emden para especializar-se na linha Passat.
Estas transformações tiveram duas conseqüências importantes. Em
primeiro lugar, elas implicaram o fim do sistema MTM, base central das
técnicas tayloristas tradicionalmente utilizadas na indústria automobilística, ao
menos para o que se refere às tarefas em linhas automatizadas.
Em segundo lugar, a empresa realizou um impressionante trabalho de
formação interna, com a criação de um serviço de planificação central da
formação.
Assim, ao contrário da Renault, na Volkswagen a integração
computadorizada da produção foi acompanhada de profunda reorganização
nas condições de trabalho e de produção.
A maior importância deste segundo estudo de caso está na possibilidade
de se apreciarem as grandes diferenças que há na decisão de modernização
industrial, mesmo no seio de países de capitalismo avançado.
Terceiro estudo de caso: Volkswagen brasileira

A macrodecisão de modernizar a fábrica de São Bernardo do Campo,


tomada no fim dos anos 70, estava associada à estratégia de produção
internacional do grupo Volkswagen.
Certas características logo revelam a influência da matriz alemã: a
ferramentaria da empresa é tida como a melhor da América Latina, e sua
posição no organograma indica uma autonomia bem maior do que as demais
montadoras.
O Projeto da nova fábrica de carrocerias mostra que a reestruturação
concedeu ao fluxo de materiais uma importância decisiva, ao contrário do que
pudemos ver nas outras montadoras brasileiras.
A modernização de São Bernardo do Campo comportou três momentos
principais, identificados pelas letras P (estudos), B (fornecimento) e D
(implantação), correspondendo às Planungsfreigabe, Beschaffungsfreigabe e
Dispositionsfreigabe das reestruturações alemãs.
Deve ser ressaltado que a automação flexível não veio associada a um
real programa de formação do pessoal. Tudo o que se fez foi alterar o perfil
profissional da chefia da produção: segundo um engenheiro-chefe, o "chefe da
área de carroceria da Kombi é um capataz; o da linha Santana, um cara que se
formou engenheiro depois de entrar na empresa; o da linha BX, um jovem que
foi contratado como engenheiro". Ao ocntrário da matriz, a empresa pouco
investe em qualificação, seguindo assim a tendência dominante na indústria
brasileira. Talvez por isso, 90% dos problemas da linha do BX sejam
decorrentes, segundo o engenheiro-chefe da área de carrocerias, de
problemas com a gestão do pessoal.
Este terceiro estudo de caso nos mostra que, mesmo numa indústria
imersa no que já foi chamado de 'capitalismo selvagem', o interesse do modelo
estratégico-sistêmico não é maior

Finalmente, é preciso salientar que, quando se compreende a


racionalidade técnica a partir deste modelo, as possibilidades de intervenção
social sobre as decisões e ações realizadas cotidianamente no interior das
fábricas são bem mais amplas do que as previstas na conceituação
estratégica. O que está em jogo, portanto, são as próprias condições para uma
evolução socialmente lúcida do mundo da produção.

Universidade Federal do Espírito Santo


Aluno: Lucio Marques Peçanha
Sociologia Aplicada a Administração
19/06/2007

FICHAMENTO

A tecnologia da Informação e a reestruturação das


relações capital-trabalho
Neste texto, o autor busca analisar a transformação tecnológica e
administrativa do trabalho e das relações produtivas dentro e em torno da
empresa emergente em rede. Esta análise das transformações é feita com
base nas informações disponíveis, tentando entender as tendências
contraditórias observadas nas mudanças dos padrões de trabalho e emprego
ao longo das últimas décadas.
O autor afirma que embora haja uma tendência comum na evolução da
estrutura de emprego, típica das sociedades informacionais, também existe
uma variação histórica de modelos de mercado de trabalho segundo as
instituições, a cultura, e os ambientes políticos específicos. Analisando as
estruturas de emprego dos países do G-7, no período de 1920 a 1990, se
constatou que todos estão em estágio avançado de transição a sociedade
informacional e, portanto, podem ser usados para a observação do surgimento
dos novos modelos de mercado de trabalho.
A teoria clássica do pós-industrialismo combinou três afirmações e
previsões que devem ser diferenciadas analiticamente: A fonte de
produtividade e crescimento reside na geração de conhecimentos, estendidos a
todas as esferas da atividade econômica mediante o processamento da
informação. A atividade econômica mudaria de produção de bens para a
prestação de serviços. E, a nova economia aumentaria a importância das
profissões com grande conteúdo de informação e conhecimento em suas
atividades.
A distinção apropriada não é entre uma economia industrial e uma pós-
industrial, mas entre duas formas de produção industrial, rural e de serviços
baseadas em conhecimentos.
O conceito de serviços muitas vezes é considerado ambíguo, na melhor
das hipóteses, ou errôneo, na pior. Esse conceito tem sido usado como um
conceito residual que abarca tudo que não é agricultura, mineração, construção
e empresas de serviço público ou indústria. A única característica comum
dessas atividades do setor de serviços é o que elas não são. As tentativas de
definir serviços por algumas características intrínsecas, como sua
“intangibilidade” de produtos ficaram definitivamente sem sentido com a
evolução da economia informacional.
Embora seja evidente que os serviços ligados a produção tem
importância estratégica crucial na economia avançada, eles ainda não
representam uma proporção substancial dos empregos nos países mais
avançados, apesar do rápido crescimento de sua taxa em vários destes países.
Serviços sociais formam a segunda categoria de emprego que, de
acordo com a literatura pós-industrial, deve caracterizar a nova sociedade. Na
verdade, os Estados Unidos, o Canadá e a França tiveram taxas de
crescimento do emprego em serviços sociais muito moderadas no período de
1970-1990, enquanto a Alemanha, o Japão e a Grã-Bretanha tiveram uma alta
taxa de elevação desses empregos.
De modo geral, parece que a expansão do Estado de Bem-Estar Social
tem sido uma tendência secular desde o inicio do século, com momentos de
aceleração, em períodos que variam para cada sociedade, e tendência para
desaceleração na década de 80. O Japão é a exceção, porque parece estar se
recuperando. O período pós-industrial (1970-90) mostra uma rápida diminuição
do emprego na indústria aliada a uma grande expansão do emprego em
serviços relacionados a produção (em percentual) e em serviços sociais (em
volume).
A primeira observação importante realizada é de que há diferenças
muito marcantes entre as estruturas ocupacionais das sociedades que podem
igualmente ser consideradas informacionais. Portanto, se tomarmos a categoria
que agrupa administradores, profissionais especializados e técnicos, o epítome
das profissões informacionais, verificamos que, de fato, sua presença foi muito
forte nos Estados Unidos e no Canadá, significando quase um terço da força
de trabalho no inicio dos anos 90.
A segunda observação importante refere-se, apesar da diversidade
mostrada, a existência de uma tendência comum para o aumento do peso
relativo das profissões mais claramente informacionais (administradores,
profissionais especializados e técnicos), bem como das profissões ligadas a
serviços de escritório em geral.
E a terceira observação diz que a afirmação generalizada referente ao
aumento da polarização da estrutura ocupacional da sociedade informacional
não parece combinar com esse conjunto de dados, se por polarização nos
referirmos a expansão simultânea em termos equivalentes das extremidades
superior e inferior da escala profissional.
Houve polarização da distribuição de renda nos Estados Unidos e em
outros países nas duas últimas décadas. Porém, o autor não concorda com a
imagem popular da economia informacional como geradora de um número
crescente de empregos de baixo nível no setor de serviços a uma taxa
desproporcionalmente mais alta que a taxa de aumento do componente da
força de trabalho formado por administradores, profissionais especializados e
técnicos.
Portanto, embora, com certeza, haja sinais de polarização social e
econômica nas sociedades avançadas, eles não assumem a forma de trajetos
divergentes na estrutura ocupacional, mas de cargos diferentes de profissões
semelhantes entre setores e entre empresas.
Poderíamos até mesmo formular a hipótese de que conforme a atuação
em rede e a flexibilidade se tornam características da nova organização
industrial e conforme as novas tecnologias possibilitam que as pequenas
empresas encontrem nichos de mercado, assistimos ao ressurgimento do
trabalho autônomo e da situação profissional mista.
A produtividade industrial mais alta que a média continua a ser o
segredo do crescimento econômico sustentado capaz de oferecer empregos
para todos os outros setores da economia.
A analise da evolução diferencial dos países do G-7 mostra claramente
alguma variação nas estruturas ocupacionais e do emprego. Podemos propor a
hipótese de dois diferentes modelos informacionais:
(1) O “Modelo de Economia de Serviços”, representado pelos EUA,
Reino Unido e Canadá. Caracteriza-se por uma rápida eliminação do emprego
industrial após 1970, paralela a aceleração do ritmo do informacionalismo. Este
modelo dá mais destaque aos serviços relacionados a administração de capital
que aos serviços ligados a produção e mantém a expansão do setor de
serviços sociais com o enorme aumento dos empregos na área de assistência
médica e, em grau menor, no setor educacional.
(2) O “Modelo de Produção Industrial”, claramente representado pelo
Japão e pela Alemanha. Este modelo reduz o emprego industrial ao mesmo
tempo em que reforça a atividade da indústria. Embora serviços financeiros
sejam essenciais para estes dois países e tenham aumentado sua participação
em ambos, a maior parte do crescimento em serviços ocorre em serviços para
empresas e serviços sociais.
As diferentes expressões desses modelos em cada um dos países do G-
7 dependem de sua posição na economia global. Em outras palavras, quando
um país concentra-se no modelo de “economia e serviços” significa que outros
países estão desempenhando seu papel como economistas de produção
industrial.
Além disso, as tendências observadas podem ser refletidas. Se as
políticas e as estratégias conseguem modificar a mescla de indústrias e
serviços de uma determinada economia, quer dizer que as variações do
paradigma informacional são tão importantes quanto sua estrutura básica. É
um paradigma aberto socialmente e administrado politicamente, cuja
característica principal é a tecnológica.
Havendo uma economia global, também devem existir um mercado de
trabalho e uma força de trabalho global.