Você está na página 1de 3

Reflexos Vestibulares e Nistagmos

1. INTROdUÇÃO 3º Os impulsos excitatórios e inibitórios são transmitidos


pelo nervo vestibular até o complexo Nuclear Vestibu-
m Os dois principais reflexos do sistema vestibular são:
lar (CNV), que faz conexões com o núcleo oculomotor
m Reflexo vestíbulo-ocular (RVO);
(que ativa os músculos reto medial direito e o reto la-
m Reflexo vestíbulo-espinhal (RVE). teral esquerdo). Os impulsos inibidores também são
transmitidos para os seus antagonistas;
m Além destes, existem os reflexos vestibulocólico, cérvico-ocu-
lar, cérvico-espinhal e cervicocólico.
4º A contração simultânea do reto medial direito e do
reto lateral esquerdo e o relaxamento dos seus anta-
2. Reflexo vestíbulo-ocular (RVO)
gonistas, promove o movimento ocular em direção
m O RVO é responsável pela manutenção da visão estável durante
oposta ao movimento cefálico (RVO).
o movimento cefálico

m É o movimento ocular de reflexo que estabiliza as imagens na


retina durante o movimento da cabeça ao produzir um movi-
mento ocular na direção oposta ao movimento da cabeça em
igual velocidade, preservando a imagem no centro do campo vi-
sual.

m Promove movimento dos olhos em sentido oposto ao movimento


cefálico, em igual velocidade (ganho do RVO).

m Exemplo  quando a cabeça se move para a direita,

os olhos se movem para a esquerda em igual velocida- Fig. 1: mecanismo do RVO.


de (e vice-versa).
3. Reflexo vestíbulo-Espinhal (RVE)
m O RVO É o reflexo pesquisado durante a avaliação vestibular,
m O objetivo do RVE é estabilizar o corpo.
que analisa os diferentes tipos de nistagmos.

Mecanismo do RVE:
Mecanismo do RVO (fig. 1):
1º Quando a cabeça é inclinada para um dos lados, os canais e
1º Cabeça rodada para a direita, causa fluxo endolinfáti-
órgãos otolíticos são estimulados, ativando o CNV;
co ampulopetal (excitatório), que deflete a cúpula para
a esquerda; 2º Os impulsos são transmitidos pelos tratos vestíbulo-espinhal
lateral e medial, para a medula espinhal;
2º O índice de descarga neural das células ciliadas do
canal semicircular direito aumenta, enquanto que di- 3º A atividade extensora é induzida no lado para o qual a cabeça
minui no canal semicircular esquerdo; é inclinada, e a flexora é induzida no lado oposto.
4. Reflexos visuais m O desequilíbrio vestibular produz uma migração constante dos
olhos em uma direção, interrompida pelas componentes rápidas
m Os reflexos visuais Influencia o circuito central vestibular e
na direção oposta.
orienta as respostas de perseguição visual (rastreio pendular) e
posturais, onde as respostas de localização podem ser facilita-
m Nistagmo espontâneo periférico:
das depois da perda vestibular.
m As lesões do sistema vestibular periférico (do labirinto
e do nervo vestibulococlear) tipicamente diminuem ou
5. Nistagmos
interrompem sinais aferentes tônicos que se originam
m Nistagmo são oscilações rítmicas, repetidas e involuntárias de
de todos os receptores de um dos labirintos.
um ou ambos os olhos conjugadamente, nos sentidos hori-
zontal (de um lado para o outro) (fig. 2)
2), vertical (de m Resulta em um nistagmo espontâneo com componentes
cima para baixo) (fig. 3) ou torsional (movimentos cir- horizontais, verticais e torsionais.
culares) (fig. 4) que podem dificultar a focalização das ima-
gens. m Este nistagmo Diminui ao fixar o olhar

m Nistagmo espontâneo Central:


NIstagmos fisiológicos
m o nistagmo permanece com ou sem fixação visual.
m Como acontecimento fisiológico, o nistagmo é um reflexo que
ocorre durante a rotação da cabeça, para estabilizar a imagem. m Pode ser puramente vertical, horizontal, torsional ou
uma combinação.
m Pode ser induzido por estímulos naturais ou experimentais nos
indivíduos saudáveis.
lesão vestibular periférica x Lesão Vestibular central:
Ambas apresentam nistagmo mas na lesão periférica ele é supri-
m É produzido por estímulos vestibulares (calórico, rotatório ou
mido pela sistema de perseguição.
aceleração linear) ou visuais (optocinéticos).

m Podem ocorrer quando os pacientes olham para uma posição IIII.. Nistagmo semi-espontâneo:

lateral extrema (nistagmo do ponto final ou canto de olho). m Este tipo de nistagmo ocorre sempre na direção do olhar, ocor-
rendo sacadas corretivas.
NIstagmos patológicos
m o local de anormalidade pode ser qualquer um, desde a junção
m O nistagmo patológico surge quando os movimentos oculares
neuromuscular até os múltiplos centros encefálicos que con-
ocorrem mesmo quando a cabeça está imóvel.
trolam o olhar conjugado.
m Podem ser:
III
III.. Nistagmo congênito:
I. Nistagmo Espontâneo: m É um tipo de nistagmo espontâneo presente desde a infância,
m O Nistagmo espontâneo surge com a cabeça imóvel e o olhar onde há uma posição de olhar mínimo.
fixo centralizado.
m os indivíduos tendem a virar a cabeça para olhar para frente,
m O nistagmo espontâneo resulta de um desequilíbio dos sinais com os olhos na posição mais neutra.
neurais transportados para os neurônios oculomotores.
IV
IV.. Nistagmo posicional:
m Este tipo de nistago está Presente nas lesões dos órgãos
otolíticos e as sua conexões nos núcleos vestibulares e no ce-
rebelo, pois são receptores sensíveis a alteração na direção da
gravidade.

m Nistagmo posicional paroxístico:


m É provocado por uma alteração rápida do tronco ereto
e da cabeça quando o indivíduo está sentado e se mo-
ve para uma posição de decúbito dorsal com a cabeça
inclinada para a direita, centro ou para a esquerda.

m O nistagmo posicional paroxístico é um sinal confiável


da doença do órgão terminal vestibular.

Fig. 2: nistagmo horizontal.

Fig. 3: nistagmo vertical.

Fig. 4: nistagmo torcional.

Você também pode gostar