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RAC

Requisitos de Atividades Críticas

Trabalhos em Eletricidade VALER - EDUCAÇÃO VALE

Básico
Guia do Instrutor
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 2

Sumário
Sobre o Programa 4

Refletindo sobre o seu Papel 5

Orientações para Uso do Material 6

Orientações de Navegação 9

Orientações para Uso dos Templates 13

RAC Trabalhos em Eletricidade 16


Rota de Fuga 17

Dinâmica de Abertura 17

Introdução – Vídeo de Abertura 17

Unidade 1 – Conceitos Gerais 20

Unidade 2 – Área Classificada 26

Unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção 31


Riscos 32

Riscos Associados 33

Riscos Adicionais 34

Medidas de Prevenção 35

Análise de Risco 56

Incidentes Típicos 57

Jogo de Perguntas 61

Unidade 4 – Equipamentos de Proteção 62


Equipamento de Proteção Individual 63

Equipamentos de Proteção Coletiva 69

Atividade 71
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Unidade 5 – Procedimentos e Rotinas de Trabalho 72

Unidade 6 – Proteção e Combate a Incêndio 74


Noções Básicas 75

Métodos de Extinção 80

Medidas Preventivas 85

Jogo Liga ou Desliga 87

Unidade 7 – Normas e Regulamentos 89

Unidade 8 – Primeiros Socorros 97

Atividade Final (Anexos) 99


Circuito Aceso 100

Anexos 102

Dinâmicas de Abertura e Encerramento 103


Dinâmica: Quebra-gelo 103

Dinâmica: O que você vê? 104

Dinâmica: Balão bol 104

Dinâmica: Dobrando papéis 105

Dinâmica: Que objetivo é este? 105

Dinâmica: Teia de aranha 106

Dinâmica: Instrução 106

Dinâmica: Um carro, uma flor, um instrumento 107

Dinâmica: Nome e qualidade 107

Dinâmica: Informações pessoais 108

Dinâmica: Jogo das aparências 108

Dinâmica: Pessoalmente 109

Plano de Aula 110


Sobre o Programa
A Vale tem A Vida em Primeiro Lugar como um de seus valores inegociáveis.
Para que este valor seja disseminado e efetivamente praticado, este módulo de capacitação
nos Requisitos de Atividades Críticas de Trabalhos em Eletricidade foi desenvolvido visando à
prevenção de acidentes, ao compartilhamento do conhecimento e à melhoria contínua
dos resultados.
Além disso, para suportar a implementação de ações com foco na prevenção de fatalidades,
foram estabelecidos requisitos mandatórios para a execução de atividades críticas na Vale,
por meio da INS-0041-G.
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Refletindo sobre
o seu Papel
O papel do instrutor vai além do papel de facilitador, coordenador e mediador da
aprendizagem. Ser instrutor é ser um líder que deve ajudar seus alunos a aprender não
apenas transmitindo informações, mas criando condições para que eles possam selecionar as
informações mais importantes e, então, colocá-las em prática para construir o conhecimento.
Por isso, você deve possuir determinadas habilidades que influenciarão diretamente na sua
relação com os alunos:

»» segurança e conhecimento do conteúdo;

»» espontaneidade;

»» boa apresentação pessoal;

»» autocontrole;

»» entusiasmo;

»» comunicação;

»» organização;

»» criatividade.

Para facilitar, mediar, coordenar e liderar um ambiente de aprendizagem, é importante


responder a questões como:
O que os participantes esperam do treinamento?
Como envolvê-los de forma prazerosa?
O que poderá ser feito para facilitar o seu desenvolvimento e sua aprendizagem?
Lembre-se de que você é um “modelo” para os alunos e, consequentemente, as pessoas
avaliam e validam seu comportamento, reagindo às suas atitudes.
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Orientações para
Uso do Material
Depois de receber o material que será apresentado em sala de aula, garanta que
todo o conteúdo da pasta RAC10_Trabalhos_em_Eletricidade_BASICO foi copiado para
seu computador.
Não exclua nenhum item dentro da pasta e das subpastas. Todos os arquivos deste
pacote são necessários para fazer a apresentação funcionar sem problemas.
É importante que você configure o projetor ou monitor para exibir o curso na resolução
de 1024 por 768 pixels. Qualquer outra resolução pode comprometer a visualização e
legibilidade do material.

Você pode fazer este ajuste clicando com o botão direito diretamente no seu desktop e
escolher a opção Resolução da Tela (ou Screen Resolution).
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Selecione a caixa de opções do item Resolução (ou Resolution) e arraste o ponteiro até a
opção 1024 x 768.
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Em seguida, clique no botão Aplicar (ou Apply) e, logo depois, em OK.


A resolução foi configurada e agora você pode fechar essa janela.
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Orientações de
Navegação

Inicie o treinamento clicando em Rota de Fuga. Em seguida, clique em Vamos começar?.


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Toda vez que você for ministrar o treinamento de RAC, é importante que clique no título do
curso, localizado na tela inicial, para que a navegação feita anteriormente seja apagada.
Por exemplo, você entra no curso e navega até a tela 3 da unidade 2 e fecha o curso. Ao abrir
de novo, em outro momento, se você for à unidade 2, o curso abre direto na tela 3. Por isso, é
importante clicar no título do curso para que ele limpe os seus dados de navegação.

Para navegar nas unidades do curso, mova seu mouse em direção à unidade escolhida. Para
dar zoom na tela, basta clicar na lupa que aparece. Você pode também utilizar o menu de
acesso rápido do lado esquerdo da tela.
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Para esconder o menu rápido, clique na seta acima dele.

Caso queira voltar na tela inicial do curso, basta clicar na seta localizada no lado
direito superior.
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Utilize o botão do canto direito inferior para restaurar sua resolução.

O botão fechar permite o retorno à tela anterior.


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Orientações para
Uso dos Templates
Na Rota de Fuga; na unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção; na unidade 5 – Procedimentos
e Rotina de Trabalho; na unidade 6 – Proteção e Combate a Incêndio; na unidade 7 – Normas e
Regulamentos e na unidade 8 – Primeiros Socorros existem alguns templates que você deverá
preencher com informações da área onde irá ministrar o treinamento.
Para editar/excluir o conteúdo do slide, você deve iniciar o programa Microsoft PowerPoint e,
em seguida, clicar em Arquivo (ou File) e Abrir (ou Open).

Você deve, então, selecionar o arquivo:

»» para Rota de Fuga:


local onde está o curso\RAC10_Trabalhos_em_Eletricidade_BASICO\pages\
rotaDeFuga.ppsx
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»» para Análise de Risco:


local onde está o curso\RAC10_Trabalhos_em_Eletricidade_BASICO\pages\
unidade4\u04_04.ppsx

»» para Procedimentos e Rotinas de Trabalho:


local onde está o curso\RAC10_Trabalhos_em_Eletricidade_BASICO\pages\
unidade6\u06.ppsx

»» para Proteção e Combate a Incêndio:


local onde está o curso\RAC10_Trabalhos_em_Eletricidade_BASICO\pages\
unidade7\u07_03.ppsx
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»» para Normas e Regulamentos:


local onde está o curso\RAC10_Trabalhos_em_Eletricidade_BASICO\pages\
unidade8\u08.ppsx

»» para Primeiros Socorros:


local onde está o curso\RAC10_Trabalhos_em_Eletricidade_BASICO\pages\
unidade9\u09.ppsx

Após a inserção de todas as informações, clicar em Arquivo (ou File) e Salvar (ou Save).
Importante: não utilizar a opção Salvar como (ou Save as), pois o formato do arquivo e o
nome dele não podem ser alterados (caso contrário, não abrirá mais quando for executado
no curso).
RAC Trabalhos
em Eletricidade
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Rota de Fuga

Apresente a rota de fuga aos participantes. Para isso, preencha o slide com os procedimentos
da sua área. Releia as instruções de como editar o conteúdo do slide na página 13 deste guia.

Dinâmica de Abertura

Faça uma dinâmica de abertura de acordo com o banco de dinâmicas em anexo.

Introdução – Vídeo de Abertura

Antes de iniciar o treinamento do RAC – Trabalhos em Eletricidade, você deve apresentar o


vídeo dos Valores Vale, no qual o tema transversal é o Cuidado Ativo Genuíno.
É necessário comentar sobre cada valor apresentado no vídeo, relacionando-os com o papel
do empregado, que é de zelar por essas práticas e adotá-las no dia a dia.
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O vídeo começa com um empregado abrindo a porta


de uma sala na Vale onde está acontecendo um
treinamento. De repente, uma folha de papel em
branco, que estava sobre uma mesa, voa para uma área
operacional onde um empregado está recomendando
que seu colega de trabalho utilize óculos de proteção,
uma vez que ele está sem o equipamento. Esse trecho
representa o valor A Vida em Primeiro Lugar.
No valor A Vida em Primeiro Lugar: “Acreditamos que a vida é mais importante do que
resultados e bens materiais, e incorporamos essa visão nas decisões de negócio.”.

Em seguida, a folha voa para um ambiente interno


onde um empregado está sendo reconhecido, por seu
gestor, pelo bom trabalho que desempenhou. Esse
trecho representa o valor Valorizar Quem Faz a
Nossa Empresa.
No valor Valorizar Quem Faz a Nossa Empresa:
“Confiamos nas pessoas e construímos um ambiente
de trabalho desejado por todos. Estimulamos o desenvolvimento profissional e pessoal. E
reconhecemos com base na meritocracia.”.

Depois, a folha voa para uma sala de aula em uma


escola da comunidade onde a Vale apoia um projeto
social com crianças. Esse momento representa o valor
Cuidar do Nosso Planeta.
No valor Cuidar do Nosso Planeta: “Nós nos
comprometemos com o desenvolvimento econômico,
social e ambiental nas decisões de negócio.”.

Após a escola, a folha voa para uma área da Vale onde


um empregado ajuda um colega de trabalho
cadeirante a atravessar a rua. Essa parte representa o
valor Agir de Forma Correta.
No valor Agir de Forma Correta: “Construímos relações
de confiança e promovemos uma comunicação aberta
e transparente, agindo com respeito e integridade.”.
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Na cena seguinte, a folha voa para uma área da Vale


onde um empregado está compartilhando
conhecimentos com uma jovem aprendiz em um
simulador de ferrovia. Essa passagem representa o
valor Crescer e Evoluir Juntos.
No valor Crescer e Evoluir Juntos: “Acreditamos na
força do trabalho em equipe, na colaboração entre
departamentos e níveis hierárquicos, buscando a simplificação, melhoria contínua e geração
de valor de longo prazo.”.

Na sequência, a folha voa para uma área interna da Vale


onde está acontecendo uma comemoração pelo Zero
Acidente e pelo atingimento da meta de produtividade,
mostrando que a produção tem que ocorrer com saúde
e segurança. Essa comemoração de bons resultados
representa o valor Fazer Acontecer.
No valor Fazer Acontecer: “Somos engajados,
responsáveis e temos disciplina para gerar resultados e superar desafios. Agimos com foco
em excelência.”.

Durante a comemoração, um empregado passa


apressado e distraído falando ao celular e seu colega de
trabalho o salva de cair em um buraco. Essa ação, junto
com as outras mostradas anteriormente, representa o
Cuidado Ativo Genuíno.
O Cuidado Ativo Genuíno é cuidar de si, cuidar do
outro e deixar que cuidem de você. Cuidar do outro é
praticar o respeito, a solidariedade e o real exercício do bem-querer. É se importar com o ser
humano. O Cuidado Ativo Genuíno é se importar verdadeiramente com cada pessoa e não
aceitar que ninguém se machuque, adoeça ou morra. 

Por fim, a folha vai voando ao lado do empregado no


seu trajeto para casa. A folha cai aos pés de sua esposa
e de seu filho e ele chega em casa em segurança, do
mesmo jeito que saiu.
É recomendado que você exiba o vídeo e pergunte
quais as percepções dos participantes. Caso eles não
tenham percebido algum ponto importante, reforce-o
e exiba novamente o vídeo para que eles possam fixar.
1 Conceitos
Gerais
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 21

Unidade 1 – Conceitos Gerais

Para iniciar a apresentação, você deve explicar que a energia elétrica, responsável por
alimentar as indústrias, comércio e nossos lares, é gerada principalmente em usinas
hidrelétricas, onde a passagem da água por turbinas geradoras transformam a energia
mecânica, originada pela queda d´água, em energia elétrica.
Comentar sobre cada etapa na qual a energia elétrica passa até chegar na nossa casa:

Geração
No Brasil, 80% da energia elétrica é gerada pelas hidrelétricas, 11% por termoelétricas e o
restante por outros processos.
A partir da usina, a energia é transformada em subestações elétricas, elevada a níveis de
tensão e transportada em corrente alternada (60 Hertz), por meio de cabos elétricos, até as
subestações rebaixadoras, delimitando a fase de Transmissão.

Transmissão
A transmissão ocorre em função da estrutura atômica dos metais ser cristalina (constituída
por cátions do metal, envolvidos por uma nuvem de elétrons). A capacidade que os metais
têm de conduzir eletricidade se explica pela presença dessa nuvem de elétrons que conduz
corrente elétrica nos fios de eletricidade.
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Comercialização de energia
Na fase de consumo, grandes clientes são abastecidos por tensão de 67 KV a 88 KV.

Distribuição
Na fase de distribuição, próxima aos centros de consumo, a energia elétrica é tratada nas
subestações, com o nível de tensão rebaixado e a qualidade controlada. Ela é transportada
por redes elétricas aéreas ou subterrâneas, constituídas por estruturas (postes, torres, dutos
subterrâneos e seus acessórios), cabos elétricos e transformadores para novos rebaixamentos.
Em seguida, a energia elétrica é entregue aos clientes industriais, comerciais, de serviços
e residenciais em níveis de tensão variáveis, de acordo com a capacidade de consumo
instalada em cada cliente.
Ressaltar que quando se fala em setor elétrico, refere-se normalmente ao Sistema Elétrico
de Potência – SEP, definido como o conjunto de todas as instalações e equipamentos
destinados à geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, inclusive a medição.

Mostrar aos participantes os níveis de tensão de cada etapa nos quais a energia elétrica
passa.
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Apresentar o conceito de Baixa Tensão – BT, Alta Tensão – AT, Extra Baixa Tensão – EBT, Zona
Controlada e Zona de Risco.
Explicar que, conforme definição dada pela ABNT, por meio das Normas Técnicas,
considera-se "baixa tensão", a tensão superior a 50 volts (em corrente alternada) ou 120 volts
(em corrente contínua) e igual ou inferior a 1.000 volts (em corrente alternada) ou 1.500 volts
(em corrente contínua) entres fases ou entre fase e terra.
Da mesma forma, considera-se "alta tensão", a tensão superior a 1.000 volts (em corrente
alternada) ou 1.500 volts (em corrente contínua) entre fases ou entre fase e terra.
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Apresentar o esquema que mostra as distância no ar que delimitam radialmente as zonas de


risco, controlada e livre.
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Apresentar aos participantes o esquema que mostra as distâncias no ar que delimitam,


radialmente, as zonas de risco, controlada e livre com interposição de superfície de separação
física adequada.

Mostrar e explicar a tabela de raios de delimitação de zonas de risco, controlada e livre.


Antes de finalizar esta unidade, pergunte à turma se ficou alguma dúvida ou se ela gostaria
que alguma parte do conteúdo fosse retomada.
2 Área
Classificada
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Unidade 2 – Área Classificada

Explicar que área classificada é o local no qual uma atmosfera potencialmente explosiva está
presente ou sua ocorrência é provável. Essas áreas perigosas são classificadas em zonas, com
base na frequência, na duração e na natureza do risco.

Dizer aos participantes que para atmosferas potencialmente explosivas formadas por gases
ou vapores, são definidas as "zonas" 0, 1 e 2. As áreas perigosas são classificadas também de
acordo com a probabilidade do perigo.
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Falar sobre cada uma das zonas:

»» Zona 0: área onde uma mistura explosiva de ar/gás está presente por longos períodos.
Exemplos: interior de vaso separador, superfície de líquido inflamável em tanques,
entre outros.

»» Zona 1: área onde é provável ocorrer uma mistura explosiva em operação normal.
Exemplos: sala de peneiras de lama, sala de tanques de lama, mesa rotativa,
entre outros.

»» Zona 2: área onde é pouco provável ocorrer uma mistura explosiva em condições
normais de operação. Exemplos: válvulas, flanges e acessórios de tubulação para
líquidos ou gases inflamáveis.

Explicar aos participantes que os ambientes onde produtos inflamáveis podem estar
presentes são definidos em três classes, considerando o estado em que estes se apresentam.
Falar sobre cada uma das classes e suas características. A classe ou grupo relaciona-se com o
tipo de substância que pode estar presente naquela atmosfera.
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Informar que, em áreas classificadas, os equipamentos mecânicos devem ser construídos


e instalados de modo a prevenir o risco de ignição a partir do centelhamento, que ocorre
devido à formação de eletricidade estática ou fricção entre partes móveis e a partir de
pontos quentes de partes expostas.
São exemplos de fontes de ignição:

»» arco elétrico;

»» centelhas em virtude de curto-circuito e falha de isolação;

»» ferramentas que produzem faísca;

»» aparelhos elétricos ou eletrônicos;

»» descarga eletrostática;

»» radiofrequência – RF e ondas eletromagnéticas.


Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 30

Ressaltar que em áreas classificadas devem ser utilizados somente equipamentos elétricos
especialmente fabricados e certificados para uso em atmosferas potencialmente explosivas.
3 Riscos e Medidas
de Prevenção
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Unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção

Nesta unidade, você vai apresentar aos participantes os riscos aos quais eles estão sujeitos
ao realizar serviços em instalações elétricas e as medidas de segurança necessárias para
minimizar esses riscos.

Riscos

Apresentar as definições a seguir, conforme estabelecido pela Vale:


Risco: é o efeito da incerteza sobre os objetivos.
Efeito: é um desvio em relação ao esperado (positivo e/ou negativo).
Incerteza: é o estado, mesmo que parcial, de falta de informações relativas ao entendimento
ou conhecimento do evento, seus impactos ou frequência/probabilidade.
Dar o exemplo do leão: um leão feroz representa uma situação de risco (ou perigo).
Uma das maneiras de controlar essa situação de risco é trancar o leão dentro de uma jaula.
Se você está distante da jaula, o risco é baixo. Se você se aproxima da jaula, o risco aumenta.
Se você entra na jaula, o risco é maior.
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Riscos associados

Apresentar alguns exemplos de riscos envolvendo os trabalhos em eletricidade.


Explicar que os riscos à saúde e segurança dos trabalhadores no setor de energia elétrica são
elevados, podendo levar a lesões graves ou fatalidades; além de serem específicos a cada
tipo de atividade.
Mesmo em baixas tensões, a eletricidade representa perigo à integridade física e à saúde
do trabalhador. Sua ação mais nociva é a ocorrência do choque elétrico, que pode levar a
consequências diretas e indiretas (quedas, queimaduras, paradas cardíacas e outras).
Outro risco é a possibilidade de ocorrer curtos-circuitos ou mau funcionamento do sistema
elétrico, o que pode resultar em grandes incêndios e explosões.
Ressaltar que o fato de a linha estar seccionada não elimina o risco elétrico e tampouco
podem ser esquecidas as medidas de controle coletivas e individuais necessárias, já que
a energização acidental pode ocorrer devido a vários fatores (erros de manobra, contato
acidental com outros circuitos energizados, tensões induzidas por linhas adjacentes ou que
cruzam a rede, descargas atmosféricas mesmo que distantes dos locais de trabalhos, fontes
de alimentação de terceiros, entre outros).
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Riscos adicionais

Falar para os participantes dos outros riscos que envolvem os trabalhos em eletricidade.
Comentar que algumas atividades que abrangem instalações elétricas são realizadas em
locais ou em situações onde há o risco de queda por diferença de nível. Os trabalhadores
que realizam trabalhos em eletricidade em situações que envolvem altura devem também
estar capacitados em Prevenção de Riscos em Trabalhos em Altura.
Citar exemplos de trabalhos em eletricidade que envolvem trabalhos em altura:

»» manutenção em linhas de transmissão;

»» serviços em postes;

»» manutenção em transportadores de correia;

»» manutenção em equipamentos elétricos instalados em estruturas elevadas.


Ressaltar que a Instrução para Requisitos Atividades Críticas – INS–0041–G da Vale
estabelece normas de segurança para trabalhos em altura, ou seja, qualquer atividade onde
houver potencial para quedas de pessoas por diferença de nível igual ou superior a 1,80 m.
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Medidas de Prevenção

Explicar que, para evitar os acidentes mencionados, algumas medidas de prevenção


são fundamentais.
Você deve clicar em cada número destacado, seguindo a sequência, e apresentar a medida
de prevenção correspondente:
1. Desenergização
2. Aterramento
3. Equipotencialização
4. Seccionamento automático da alimentação
5. Dispositivos à corrente de fuga
6. Extra baixa tensão
7. Barreiras e invólucros
8. Bloqueios e impedimentos
9. Obstáculos e anteparos
10. Isolação das partes vivas
11. Isolação dupla ou reforçada
12. Colocação fora de alcance
13. Separação elétrica
14. Reenergização
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1. Desenergização

Apresentar a primeira medida de prevenção: a desenergização.


Explicar que a desenergização é um conjunto de ações coordenadas, sequenciadas e
controladas, com objetivo de garantir a efetiva ausência de tensão no circuito, trecho
ou ponto de trabalho durante todo o tempo de intervenção e sob controle dos
trabalhadores envolvidos.
As instalações elétricas somente serão consideradas desenergizadas quando os
procedimentos apropriados e a sequência, a seguir, forem obedecidas:

»» Seccionamento
É o ato de promover a descontinuidade elétrica total, com afastamento adequado entre um
circuito ou dispositivo e outro. É obtido a partir do acionamento de dispositivos apropriados
(chave seccionadora, interruptor, disjuntor, entre outros) por meios manuais ou automáticos
ou ainda por meio de ferramental apropriado e segundo procedimentos específicos.

»» Impedimento de reenergização
É o estabelecimento de condições que impedem a reenergização do circuito ou equipamento
desenergizado, assegurando ao trabalhador o controle do seccionamento. Na prática, trata-se da
aplicação de travamentos mecânicos por meio de fechaduras, cadeados e dispositivos auxiliares
de travamento ou com sistemas informatizados equivalentes.
É necessário utilizar um sistema de travamento do dispositivo de seccionamento para
o quadro, painel ou caixa de energia elétrica e garantir o efetivo impedimento de
reenergização involuntária ou acidental do circuito ou equipamento durante a execução da
atividade que originou o seccionamento.
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Deve-se também fixar placas de sinalização alertando sobre a proibição da ligação da chave
e indicando que o circuito está em manutenção.
O risco de energizar desatentamente o circuito é grande em atividades que envolvam
equipes diferentes, onde mais de um empregado estiver trabalhando. Nesse caso, a
eliminação do risco é obtida pelo emprego de tantos bloqueios quantos forem necessários
para a execução da atividade.
Dessa forma, o circuito será novamente energizado quando o último empregado terminar
seu serviço e destravar os bloqueios. Após a conclusão dos serviços, deverão ser adotados os
procedimentos de liberação específicos.
A desenergização de circuito ou mesmo de todos os circuitos em uma instalação deve ser
sempre programada e amplamente divulgada para que a interrupção da energia elétrica
reduza os transtornos e a possibilidade de acidentes.
A reenergização deverá ser autorizada mediante a divulgação a todos os envolvidos.

»» Constatação da ausência de tensão


É a verificação da ausência de tensão nos condutores do circuito elétrico. Deve ser feita com
detectores testados antes e após a verificação da ausência de tensão, sendo realizada por
contato ou por aproximação de acordo com procedimentos específicos.

»» Instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores


dos circuitos
Após constatada a inexistência de tensão, um condutor de aterramento temporário deverá
ser ligado a uma haste conectada à terra. Em seguida, deverão ser conectadas as garras de
aterramento aos condutores fase, previamente desligados.

»» Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada


Pode ser feita com anteparos, dupla isolação, invólucros, entre outros.

»» Instalação da sinalização de impedimento de reenergização


Trata-se da sinalização adequada de segurança destinada à advertência e à identificação da
razão de desenergização, além das informações do responsável.
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2. Aterramento

Dizer aos participantes que o aterramento consiste na ligação intencional à terra, no qual
correntes elétricas podem fluir.

Explicar que o aterramento pode ser:

»» Funcional: ligação através de um dos condutores do sistema neutro.

»» Proteção: ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação.

»» Temporário: ligação elétrica efetiva (com baixa impedância) à terra, feita de forma
intencional. É destinada a garantir a equipotencialidade e é mantida continuamente
durante a intervenção na instalação elétrica.
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Apresentar a simbologia utilizada para classificar o aterramento. Dizer que a primeira letra
indica a situação da alimentação em relação à terra. Já a segunda, a situação das massas da
instalação elétrica. Outras eventuais letras representam a disposição do condutor neutro e
do condutor de proteção.

Mostrar os símbolos utilizados nos diagramas elétricos unifilares, conforme estabelecidos


pela NBR-5410/2004.
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Explicar os esquemas do aterramento funcional, começando pelo TN.


Dizer que o esquema TN possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, sendo as
massas ligadas a esse ponto por meio de condutores de proteção.
São consideradas três variantes de esquema TN de acordo com a disposição do condutor
neutro e do condutor de proteção:

»» TN-S: os condutores neutro e de proteção são distintos.

»» TN-C: as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor, na


totalidade do esquema.

»» TN-C-S: as funções de neutro e de proteção são combinadas em um único condutor em


parte dos esquemas.
Ressaltar que as figuras que ilustram os esquemas de aterramento devem ser interpretadas
de forma genérica. Elas utilizam sistemas trifásicos como exemplos. As massas indicadas
simbolizam qualquer número de equipamentos elétricos.
Comentar que como uma mesma instalação pode, eventualmente, abranger mais de
uma edificação, as massas devem necessariamente compartilhar o mesmo eletrodo de
aterramento caso pertençam a mesma edificação. No entanto, elas podem estar ligadas a
eletrodos de aterramento distintos caso estejam situadas em diferentes edificações, com
cada grupo de massas associado ao eletrodo de aterramento da edificação correspondente.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 41

Falar que o esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando as


massas da instalação ligadas a eletrodos de aterramento eletricamente distintos do eletrodo
de aterramento da alimentação.

Informar que no esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da
alimentação é aterrado por meio de impedância.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 42

As massas da instalação são aterradas, verificando-se as seguintes possibilidades:

»» Massas aterradas no mesmo eletrodo de aterramento da alimentação, se existente.

»» Massas aterradas em eletrodos de aterramento próprios, seja porque não há eletrodo


de aterramento da alimentação ou porque o eletrodo de aterramento das massas é
independente do eletrodo de aterramento da alimentação.
Para ajudar na hora da explicação, veja, a seguir, os significados de cada letra representada:

›› A: sem aterramento da alimentação;

›› B: alimentação aterrada por meio de impedância;

›› B.1: massas aterradas em eletrodos separados e independentes do eletrodo de


aterramento da alimentação;

›› B.2: massas coletivamente aterradas em eletrodo independente do eletrodo de


aterramento da alimentação;

›› B.3: massas coletivamente aterradas no mesmo eletrodo da alimentação.

Explicar que o aterramento elétrico de uma instalação tem por função evitar incidentes
gerados pela energização acidental da rede, proporcionando rápida atuação do sistema
automático de seccionamento ou proteção.
Ele também tem o objetivo de promover proteção aos trabalhadores contra descargas
atmosféricas que possam interagir ao longo do circuito em intervenção. Esse procedimento
deve ser adotado antes e depois do ponto de intervenção do circuito e derivações (se
houver) salvo quando a intervenção ocorrer no fim do trecho.
O aterramento temporário deve ser retirado no término dos serviços.
Apresentar os fatores que podem ocasionar a energização acidental.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 43

Explicar que para cada classe de tensão existe um tipo de aterramento temporário. O mais
usado em trabalhos de manutenção ou instalação nas linhas de distribuição é um conjunto
ou Kit-padrão.

Apresentar os itens que compõem o kit-padrão para aterramento temporário de acordo com
cada imagem destacada na tela.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 44

São eles:

»» Vara ou bastão de manobra em material isolante, com cabeçotes de manobra.

»» Grampos condutores para conexão do conjunto de aterramento com os condutores e a terra.

»» Trapézio de suspensão para elevação do conjunto de grampos à linha e conexão


dos cabos de interligação das fases. Feito de material leve e por ser bom condutor, o
trapézio permite perfeita conexão elétrica e mecânica dos cabos de interligação das
fases e descida para terra.

»» Grampos para conexão aos condutores e ao ponto de terra.

»» Cabos de aterramento de cobre, extraflexível e isolado.

»» Trado ou haste de aterramento para ligação do conjunto de aterramento com o solo.


Devem ser dimensionados para propiciar baixa resistência de terra e boa área de
contato com o solo.
Ressaltar que nas subestações, por ocasião da manutenção dos componentes, são
conectados os itens do aterramento temporário à malha de aterramento fixa já existente.

3. Equipotencialização

Explicar que equipotencialização é o procedimento que consiste na interligação


de elementos especificados, visando obter a equipotencialidade necessária para os
fins desejados.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 45

Todas as massas de uma instalação devem estar ligadas a condutores de proteção. Em cada
edificação, deve ser realizada a equipotencialização principal, em condições especificadas, e
outras suplementares na quantidade necessária.
Todas as massas da instalação situadas em uma mesma edificação devem estar vinculadas à
equipotencialização principal da edificação.

4. Seccionamento automático da alimentação

Dizer aos participantes que o seccionamento automático possui um dispositivo de proteção


que deverá seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento por
ele protegido sempre que uma falta (contato entre parte viva e massa, entre parte viva e
condutor de proteção e entre partes vivas), no circuito ou equipamento, der origem a uma
corrente superior ao valor ajustado no dispositivo de proteção, levando-se em conta o
tempo de exposição à tensão de contato.
Ressaltar a importância do seccionamento em relação à proteção.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 46

5. Dispositivos à corrente de fuga

Falar que este dispositivo tem por objetivo desligar da rede de fornecimento de energia
elétrica o equipamento (ou instalação que ele protege) na ocorrência de uma corrente
de fuga que exceda determinado valor. Sua atuação deve ser rápida, menor do que 0,2
segundos. É necessário que tanto o dispositivo quanto o equipamento ou a instalação
elétrica estejam ligados a um sistema de aterramento.
O dispositivo não somente desliga com a ocorrência de contato com as partes condutoras
do equipamento não pertencentes aos seus circuitos elétricos ligados à terra, como também
oferece uma proteção a pessoas em caso de contato involuntário com partes condutoras
pertencentes aos circuitos elétricos dos equipamentos, ou mesmo, em caso de alguma
pessoa tocar um equipamento com falha de isolamento.
Ressaltar aos participantes que o dispositivo não irá proteger contra os riscos de choque
elétrico uma pessoa que tocar, simultaneamente, dois condutores, pois neste caso as
correntes permanecem equilibradas no primário do transformador e nenhuma tensão será
induzida no seu secundário.
O dispositivo oferece proteção também contra os riscos de incêndios causados por falhas de
isolação dos condutores.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 47

6. Extra baixa tensão

Explicar que a extra baixa tensão contempla os sistemas conhecidos como SELV e PELV:

»» SELV (do inglês separated extra low voltage) – significa sistema de extra baixa tensão que
é eletricamente separada da terra e de outros sistemas. Ou seja, a ocorrência de uma
única falta que não resulta em risco de choque elétrico.

»» PELV (do inglês protected extra low voltage) – significa sistema de extra baixa tensão que
não é eletricamente separado da terra, mas que preenche, de modo equivalente, todos
os requisitos de um SELV.
A diferença entre os dois sistemas é que os circuitos SELV não têm qualquer ponto ou massas
aterrados. Já os circuitos PELV podem ser aterrados ou ter massas aterradas.
Comentar que, dependendo da tensão nominal do sistema SELV ou PELV e das condições de
uso, a proteção básica é proporcionada por:

»» limitação da tensão;

»» isolação básica ou uso de barreiras ou invólucros;

»» condições ambientais e construtivas em que o equipamento está inserido.


Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 48

7. Barreiras e invólucros

Informar que barreiras e invólucros são dispositivos que impedem qualquer contato com
partes energizadas das instalações elétricas.
São componentes que visam impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as
partes energizadas, garantindo assim que eles sejam alertados de que as partes acessíveis
por meio das aberturas estão energizadas e não devem ser tocadas.
As partes vivas devem ser confinadas no interior de invólucros ou atrás de barreiras que
garantam grau de proteção. As barreiras são robustas e só podem ser retiradas com chaves
ou ferramentas apropriadas.
Citar exemplos de barreiras e invólucros, tais como telas de proteção com parafusos de
fixação e tampas de painéis.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 49

8. Bloqueios e impedimentos

Comentar que bloqueio é a ação destinada a manter, por meios mecânicos, um dispositivo
de manobra fixo (disjuntor, chave seccionadora etc.) em uma determinada posição, de forma
a impedir uma ação não autorizada. Em geral, são utilizados cadeados e outros dispositivos.
Toda ação de bloqueio deve estar acompanhada de etiqueta de sinalização.
É necessário ter uma atenção especial ao utilizar o termo "Bloqueio", pois no Sistema
Elétrico de Potência – SEP a expressão também consiste na ação de impedimento de
religamento automático do equipamento de proteção do circuito, sistema ou equipamento
elétrico. Ou seja, quando há algum problema na rede devido a acidentes ou desfunções,
existem equipamentos destinados ao religamento automático dos circuitos, que religam
automaticamente tantas vezes quanto estiver programado e, consequentemente, podem
colocar em perigo os trabalhadores.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 50

9. Obstáculos e anteparos

Comentar que os obstáculos são destinados a impedir o contato involuntário com partes
vivas, mas não impede o contato que resulte de uma ação deliberada e voluntária de ignorá-
los ou contorná-los.
Os obstáculos devem impedir a aproximação e os contatos com partes energizadas durante
atuações sobre o equipamento, estando este em serviço normal.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 51

10. Isolação das partes vivas

Explicar aos participantes que o isolamento deve ser compatível com os níveis de tensão
do serviço.
Esses dispositivos devem ser bem-condicionados para evitar acúmulo de sujeira e umidade,
que comprometam a isolação e possam torná-los condutivos. Também devem ser
inspecionados a cada uso e serem submetidos a testes elétricos regularmente.
São exemplos de isolação de partes vivas: cobertura circular isolante (em geral, são de
polietileno, polipropileno e polidracon), mantas ou lençol de isolante, tapetes isolantes,
coberturas isolantes para dispositivos específicos (ex.: postes), entre outros.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 52

11. Isolação dupla ou reforçada

Explicar que este tipo de proteção é, normalmente, aplicado a equipamentos portáteis, tais
como ferramentas elétricas ou manuais. Por serem empregados nos mais variados locais e
condições de trabalho, e até por conta de suas características, esses equipamentos requerem
outro sistema de proteção que permita uma confiabilidade maior do que a oferecida
exclusivamente pelo aterramento elétrico.
A proteção por isolação dupla ou reforçada é realizada quando utilizamos uma segunda
isolação para suplementar a que normalmente é utilizada e para separar as partes vivas da
ferramenta de suas partes metálicas.
Como a grande maioria das causas de incidentes é devida aos defeitos nos cabos de
alimentação e às suas ligações ao equipamento, um cuidado especial deve ser tomado
com relação a este ponto no caso da isolação dupla ou reforçada. Ela deve ser realizada
de tal forma que a probabilidade de transferência de tensões perigosas a partes metálicas
susceptíveis de serem tocadas seja a menor possível.
Mostrar aos participantes que o símbolo utilizado para identificar o tipo de proteção por
isolação dupla ou reforçada em equipamentos é o que está em destaque na imagem. O
símbolo normalmente fica visível na superfície externa do equipamento.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 53

12. Colocação fora de alcance

Dizer aos participantes que a colocação fora de alcance envolve as distâncias mínimas a
serem obedecidas nas passagens destinadas a operação e/ou manutenção quando for
assegurada a proteção parcial por meio de obstáculos.
Partes simultaneamente acessíveis que apresentem potenciais diferentes devem se situar
fora da zona de alcance normal.

Explicar que duas partes são simultaneamente acessíveis quando o afastamento entre elas
não ultrapassa 2,50 m.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 54

Falar que se em espaços nos quais forem previstas a presença ou circulação de pessoas
houver obstáculo (por exemplo, tela), limitando a mobilidade no plano horizontal, a
demarcação da zona de alcance normal deve ser feita a partir deste obstáculo.
Já no plano vertical, a delimitação da zona de alcance normal deve observar os 2,50 m da
superfície S, independentemente da existência de qualquer obstáculo com grau de proteção
das partes vivas.
Ressaltar que em locais onde objetos condutivos compridos ou volumosos forem
manipulados habitualmente, os afastamentos exigidos citados anteriormente devem ser
aumentados levando-se em conta as dimensões de tais objetos.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 55

13. Separação elétrica

Explicar aos participantes que a separação elétrica é uma medida de aplicação mais pontual.
Ao contrário da proteção por seccionamento automático da alimentação, ela não é voltada
para o uso generalizado.
Citar como exemplo de instalação que possui separação elétrica a sala cirúrgica de hospitais,
onde o sistema também é isolado, usando-se um transformador de separação, no entanto,
todos os equipamentos por ele alimentados têm suas massas aterradas.
A proteção contra choques por contatos indiretos que a separação elétrica proporciona baseia-se:

»» na isolação entre o circuito separado e a terra;

»» na ausência de contato entre a(s) massa(s) do circuito separado de um lado, e a terra,


outras massas (de outros circuitos) e/ou elementos condutivos de outro.
Dizer que o circuito separado constitui um sistema elétrico "ilhado". A segurança contra
choques que ele oferece baseia-se na preservação dessas condições.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 56

14. Reenergização

Informar aos participantes os procedimentos que devem ser realizados para promover a
reenergização das instalações.

Análise de Risco

Você deve complementar este slide com informações sobre a Análise de Risco da área em
que vai aplicar o treinamento. Releia as instruções de como editar o conteúdo do slide na
página 13 deste guia.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 57

Incidentes típicos

Apresentar alguns exemplos de incidentes que podem ocorrer em serviços em instalações


elétricas. Peça para os participantes indicarem alguns fatores que possam ter contribuído
para tais ocorrências. É importante deixar que eles falem. Caso seja necessário, complemente
a fala deles ou ajuste alguma percepção errada.

Situação 1
Apresentar o exemplo de incidente no qual o empregado, ao inspecionar a corrente do
fusível de um contator, entrou em contato com equipamento energizado. O empregado
acabou sofrendo uma descarga elétrica.
Feedback da situação 1

»» Deve-se realizar a desenergização elétrica.

»» Utilizar barreiras e invólucros.

»» Realizar ações de bloqueios e impedimentos.

»» Os projetos de instalações elétricas devem especificar o impedimento de reenergização.

»» Realizar a isolação das partes vivas.

»» Utilizar os EPI adequados.


Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 58

Situação 2
Apresentar o exemplo de incidente no qual o empregado esbarrou a chave de fenda no
circuito energizado, provocando um curto-circuito. Não foi verificada a ausência de tensão.
Feedback da situação 2

»» Durante a etapa de desenergização, deve-se verificar a ausência de tensão nos


condutores do circuito elétrico.

»» Utilizar barreiras e invólucros.

»» Realizar ações de bloqueios e impedimentos.

»» Em todas as atividades em instalações elétricas, devem ser adotadas medidas de


prevenção e controle de risco elétrico através das técnicas de análise de risco.

»» Utilizar os EPI adequados.


Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 59

Situação 3
Apresentar o exemplo de incidente no qual o empregado foi surpreendido com um
curto-circuito na gaveta reserva do painel, causado pelo contato de dois fios com tensão
de 440 V.
Feedback da situação 3

»» Em todas as atividades em instalações elétricas, devem ser adotadas medidas de


prevenção de controle de risco elétrico através das técnicas de análise de risco.

»» A medida de proteção coletiva prioritária é a desenergização elétrica.

»» Deve-se realizar o aterramento temporário.

»» Deve-se realizar o seccionamento automático da alimentação.

»» Utilizar barreiras e invólucros.

»» Realizar ações de bloqueios e impedimentos.


Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 60

Situação 4
Apresentar o exemplo de incidente no qual o empregado, ao executar manobra para
desconectar o cabo de alimentação da bomba do macaco hidráulico, foi atingido por um
curto-circuito no barramento do painel.
Feedback da situação 4

»» Utilizar barreiras e invólucros.

»» Realizar ações de bloqueios e impedimentos.

»» Utilizar dispositivos à corrente de fuga.

»» Realizar a isolação das partes vivas.


Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 61

Jogo de Perguntas

Dividir a turma em dois grupos e distribuir folhas em branco e lápis ou canetas. Em seguida,
ler a pergunta no PPT e apresentar as três opções de resposta. Peça para um representante
de cada grupo escrever no papel a resposta correta.
Disponibilizar um minuto para que os grupos discutam entre si e escolham a resposta.
Após terminarem, peça para os grupos apresentarem a opção escolhida.
Logo após, apresente o gabarito e sinalize no placar o(s) grupo(s) que acertou (acertaram)
a resposta.
Parabenize, no fim, ao grupo que mais acertou as perguntas sem desmerecer o que
não acertou.
Feedback

»» Pergunta 1 – resposta correta: B

»» Pergunta 2 – resposta correta: C

»» Pergunta 3 – resposta correta: B

»» Pergunta 4 – resposta correta: C

»» Pergunta 5 – resposta correta: A

»» Pergunta 6 – resposta correta: A


Pergunte aos participantes se eles ainda têm alguma dúvida. Caso seja necessário, retome a
parte do conteúdo que eles sentiram dificuldade.
4 Equipamentos
de Proteção
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 63

Unidade 4 – Equipamentos de Proteção

Nesta unidade, você vai apresentar aos participantes os equipamentos de proteção


individual e coletiva utilizados nos trabalhos em eletricidade.

Equipamento de Proteção Individual

Explicar aos participantes que o capacete de segurança protege contra impactos e perfurações
provenientes da queda de objetos e riscos associados ao trabalho com alta voltagem.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 64

Falar que o capacete de segurança com protetor facial é utilizado para proteção da cabeça e
face em trabalho onde haja risco de explosões com projeção de partículas e de queimaduras
provocadas por abertura de arco elétrico.

Dizer que o capuz de segurança possui visor acoplado com peça de sustentação e fixação da
cabeça por meio do capacete. Protege contra arco elétrico, calor e chama.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 65

Informar que a vestimenta de segurança serve para proteção do tronco e dos membros
superiores contra energia irradiada e/ou fogo repentino provenientes de arco elétrico. Deve
ser usada junto com a calça arco elétrico, capuz, luva de alta tensão e luva de cobertura
indicada para eletricistas alta tensão (AT).

Comentar que a capa de segurança é utilizada para proteção do tronco e dos membros
superiores contra energia irradiada e/ou fogo repentino provenientes de arco elétrico.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 66

Dizer que o macacão de segurança é utilizado para proteção do tronco e dos membros
superiores e inferiores contra chama.

Explicar que a manga isolante é utilizada para proteção do braço e antebraço do empregado
contra choque elétrico durante os trabalhos em circuitos elétricos energizados.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 67

Dizer que os calçados de segurança são do tipo botinas. Possuem palmilha de montagem
em sintético antiestática, com biqueira de material não metálico, solado poliuretano e
bidensidade injetado para trabalhos em eletricidade.

Comentar que as luvas isolantes servem para proteção das mãos e dos braços contra choque
em atividades com circuitos elétricos energizados.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 68

As luvas isolantes de borracha devem ser usadas sempre com as luvas de coberturas e
ambas precisam ser inspecionadas na mesma época. Deve ser mantida uma distância
adequada entre a extremidade do protetor e a orla da luva de borracha, com a finalidade de
prevenir a ocorrência de descarga elétrica.

Comentar que as luvas de cobertura são utilizadas exclusivamente como proteção da luva
isolante de borracha.

Falar que os óculos de segurança protegem o empregado contra impacto de partículas


volantes frontais e luminosidade intensa frontal.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 69

Equipamentos de Proteção Coletiva

Explicar que no desenvolvimento de serviços em instalações elétricas e em suas


proximidades devem ser previstos e adotados Equipamentos de Proteção Coletiva– EPC.
Dizer que EPC é todo dispositivo, sistema ou meio fixo ou móvel de abrangência coletiva
destinado a preservar a integridade física e a saúde dos trabalhadores, usuários e terceiros.
Você deve apresentar os EPC, começando pela grade metálica dobrável, cone e fita de
sinalização e sinalizador Strobo. Comente sobre cada um deles:

»» Grade metálica dobrável: tem como objetivo isolar e sinalizar áreas de trabalho, poços
de inspeção, entrada de galerias subterrâneas e situações semelhantes.

»» Cone de sinalização: tem como objetivo sinalizar áreas de trabalho e obras em


vias públicas ou rodovias, além de auxiliar na orientação de trânsito de veículos e
de pedestres. Pode ser utilizado em conjunto com a fita zebrada, sinalizador Strobo,
bandeirola, entre outros.

»» Sinalizador Strobo: tem como objetivo auxiliar na identificação de serviços, obras,


acidentes e atendimentos em ruas e rodovias.

»» Fita de sinalização: tem como objetivo delimitar e isolar áreas de trabalho.


Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 70

Apresentar os EPC: banqueta isolante, vara ou bastão de manobra em material isolante,


manta isolante e cobertura isolante.
Comentar sobre cada um deles:

»» Banqueta isolante: tem como objetivo isolar o operador do solo durante operação em
sistemas elétricos.

»» Vara ou bastão de manobra em material isolante: são utilizados para manobras


de chaves seccionadoras em operações de sistemas elétricos. Possuem cabeçotes de
manobra e fazem parte do kit-padrão de aterramento.

»» Manta e cobertura isolante: têm como objetivo isolar as partes energizadas da rede
elétrica durante a execução de tarefas.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 71

Atividade

Convidar a turma a testar os conhecimentos sobre os EPI utilizados nos trabalhos


em eletricidade.
Para isso, você deve ler a descrição que irá aparecer na tela e perguntar aos participantes a
qual EPI ela corresponde.
Disponibilizar um minuto para que eles possam responder. Em seguida, clique na resposta
para que o personagem vista ou calça o EPI correto.
Feedback da atividade
Gabarito:

»» Descrição 1: capacete de segurança

»» Descrição 2: vestimenta de segurança

»» Descrição 3: calçados de segurança

»» Descrição 4: óculos de segurança

»» Descrição 5: manga isolante

»» Descrição 6: macacão de segurança

»» Descrição 7: luvas isolantes

»» Descrição 8: luvas de cobertura

»» Descrição 9: capacete de segurança com protetor facial

»» Descrição 10: capuz de segurança

»» Descrição 11: capa de segurança


5 Procedimentos e
Rotinas de Trabalho
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 73

Unidade 5 – Procedimentos e Rotinas de Trabalho

Apresentar os procedimentos e as rotinas dos trabalhos em eletricidade aos participantes.


Para isso, preencha o slide com as informações sobre Objetivo, Campo de aplicação, Base
técnica, Competências e responsabilidades, Disposições gerais, Medidas de controle e
Orientações finais.
Releia as instruções de como editar o conteúdo do slide na página 13 deste guia.
6 Proteção e Combate
a Incêndio
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 75

Unidade 6 – Proteção e Combate a Incêndio

Nesta unidade, você vai apresentar aos participantes as medidas que devem ser adotadas
para proteção e combate a incêndio em serviços em instalações elétricas.

Noções Básicas

Apresentar o conceito de fogo. Dizer que ele é um processo químico de transformação, mas
que também pode ser definido como o resultado de uma reação química que desprende luz
e calor devido à combustão de materiais diversos.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 76

Comentar que os quatros elementos que compõem o fogo formam o quadrado ou


tetraedro do fogo, substituindo o antigo triângulo, que não incluía o elemento reação
em Cadeia.

Mostrar os quatros elementos que compõem o fogo: Combustível, Comburente (Oxigênio),


Calor e Reação em Cadeia.

Explicar que combustível é todo material que queima. Pode ser sólido, líquido e gasoso,
sendo que sólido e líquido se transformam primeiro em gás, pelo calor, e só depois
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 77

inflamam.
Comentar sobre cada um dos três tipos de combustíveis:

»» Sólido: é representado pela madeira, papel, tecido, algodão, entre outros.

»» Líquido: podem ser voláteis – são os que desprendem gases inflamáveis à temperatura
ambiente (ex.: álcool, éter, benzina etc.) – e não voláteis – são os que desprendem gases
inflamáveis a temperaturas maiores do que a do ambiente (ex.: óleo, graxa etc.).

»» Gasoso: é representado pelo butano, propano, etano, entre outros.

Explicar que o comburente (oxigênio) é o elemento ativador do fogo, que se combina com
os vapores inflamáveis dos combustíveis, originando as chamas e possibilitando a expansão
do fogo.
O oxigênio compõe o ar atmosférico na porcentagem de 21%, sendo que o mínimo exigível
para sustentar a combustão é de 16%.
Falar que o calor é uma forma de energia. É o elemento que dá início ao fogo, sendo
o responsável pela propagação dele. Pode ser uma faísca, uma chama ou até um
superaquecimento em máquinas e aparelhos energizados.
Relatar que os combustíveis, após iniciarem a combustão, geram mais calor. Esse calor
provocará o desprendimento de mais gases ou vapores combustíveis, desenvolvendo uma
transformação ou reação em cadeia, que, resumidamente, é o produto de uma modificação
gerando outra transformação.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 78

Explicar que o fogo pode se propagar:

»» pelo contato da chama em outros combustíveis;

»» por meio do deslocamento de partículas incandescentes;

»» pela ação do calor.


O calor é uma forma de energia produzida pela combustão ou originada do atrito dos
corpos. Ele se propaga por três processos de transmissão:
Condução
É a forma pela qual se transmite o calor por meio do próprio material, de molécula a
molécula ou de corpo a corpo.
Convecção
É quando o calor se transmite por meio de uma massa de ar aquecida, que se desloca do
local em chamas, levando para outros lugares quantidade de calor suficiente para que os
materiais combustíveis ali existentes atinjam seu ponto de combustão, originando assim
outro foco de fogo.
Irradiação
É quando o calor é transmitido por ondas caloríficas por meio do espaço, sem utilizar
qualquer meio material.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 79

Explicar os pontos e temperaturas importantes do fogo:

»» Ponto de fulgor: é a temperatura mínima necessária para que um combustível


desprenda vapores ou gases inflamáveis. Estes, combinados com o oxigênio do ar e em
contato com uma chama, começam a se queimar. No entanto, ao se retirar a fonte de
calor, a chama não se mantém porque os gases produzidos ainda são insuficientes.

»» Ponto de combustão: é a temperatura mínima necessária para que um combustível


desprenda vapores ou gases inflamáveis. Estes, combinados com o oxigênio do ar e em
contato com uma chama, inflamam-se e continuam se queimando, mesmo que se retire
a chama. Isso ocorre em função da temperatura que faz gerar combustível, gases ou
vapores suficientes para manter o fogo ou a transformação em cadeia.

»» Ponto de ignição: é a temperatura mínima em que ocorre uma combustão,


independentemente de uma fonte de calor. O simples contato dos gases desprendidos
dos combustíveis com o oxigênio já é o suficiente para estabelecer a reação.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 80

Métodos de Extinção

Explicar aos participantes que os incêndios são classificados de acordo com as características
dos seus combustíveis. Somente identificando a natureza do material que está queimando,
pode-se descobrir o melhor método para uma extinção rápida e segura.
Comentar sobre cada uma das classes de incêndio:
Classe A

»» Caracteriza-se por fogo em materiais sólidos.

»» Queima em superfície e profundidade.

»» Deixa resíduos, brasas e cinzas após a queima.

»» É extinto principalmente pelo método de resfriamento e, às vezes, por abafamento


através de jato pulverizado.
Classe B

»» Caracteriza-se por fogo em combustíveis líquidos e inflamáveis.

»» Queima em superfície.

»» Não deixa resíduos após a queima.

»» É extinto pelo método abafamento.


Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 81

Classe C

»» Caracteriza-se por fogo em materiais e/ou equipamentos energizados (geralmente


equipamentos elétricos).

»» O primeiro passo para combater um incêndio de classe C é desligar o quadro de força,


pois assim ele se tornará um incêndio de classe A ou B.

»» A extinção só pode ser realizada com agente extintor não condutor de eletricidade;
nunca com extintores de água ou espuma.
Classe D

»» Caracteriza-se por fogo em metais pirofóricos (alumínio, antimônio, magnésio etc.).

»» É difícil de ser apagado.

»» É extinto pelo método de abafamento.

»» Nunca utilizar extintores de água ou espuma.

Falar que para extinguir o fogo é necessário retirar um dos elementos que geram a reação
em cadeia. Assim, a extinção pode ser por retirada do material, por abafamento, por
resfriamento e extinção química.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 82

Comentar sobre cada um dos métodos de extinção:

»» Extinção por retirada do material combustível (isolamento): consiste em duas


técnicas – retirada do material que está queimando e retirada do material que está
próximo ao fogo.

»» Extinção por retirada do comburente (abafamento): consiste na diminuição ou no


impedimento do contato do oxigênio com o combustível.

»» Extinção por retirada do calor (resfriamento): consiste na diminuição da


temperatura e eliminação do calor até que o combustível não gere mais gases ou
vapores e se apague.

»» Extinção química: ocorre quando interrompemos a reação em cadeia. O combustível,


sob ação do calor, gera gases ou vapores que, ao se combinarem com o oxigênio,
formam uma mistura inflamável. Quando é lançado determinado agente extintor
ao fogo, suas moléculas se dissociam pela ação do calor e combinam com a mistura
inflamável, formando outra não inflamável.

Explicar que agentes extintores são substâncias químicas sólidas, líquidas ou gasosas que
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 83

são utilizadas na extinção de um incêndio.


Comentar sobre os principais e mais conhecidos:
Água pressurizada

»» É o agente extintor indicado para incêndios da classe A.

»» Age no resfriamento e/ou abafamento.

»» Pode ser aplicada na forma de jato compacto, chuveiro e neblina. Para os dois
primeiros casos, a ação é por resfriamento. Já na última, a ação é de resfriamento e
abafamento.

»» Nunca deve ser usada em incêndio das classes C e D. O jato direto também deve ser
evitado na classe B.
Gás carbônico (CO2)

»» É o agente extintor indicado para incêndio da classe C por não ser condutor
de eletricidade.

»» Age por abafamento. Pode também ser utilizado nas classes A somente em seu início, e
na classe B em ambientes fechados.
Pó químico

»» É o agente extintor indicado para incêndios da classe B.

»» Age por abafamento, podendo ser também utilizado nas classes A e C, sendo que nesta
última pode danificar o equipamento.
Espuma

»» É o agente extintor indicado para incêndios das classes A e B.

»» Age por abafamento e, secundariamente, por resfriamento.

»» Por ter água na sua composição. Não deve ser utilizado em incêndio da classe C, pois
conduz corrente elétrica.
Pó ABC (fosfato de monoamônico)

»» É o agente extintor indicado para incêndio das classes A, B e C.

»» Age por abafamento.


Ressaltar que além dos citados, podem ser considerados como agentes extintores a terra, a
areia, o cal, o talco etc.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 84

Apresentar como é a identificação de cada agente extintor.

Explicar que os extintores de incêndio se destinam ao combate imediato e rápido de


pequenos focos de incêndio. Não deve ser considerado como substituto aos sistemas de
extinção mais complexos, mas, sim, como equipamentos adicionais.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 85

Existem os extintores sobre rodas, denominadas carretas. Elas são extintores de grande
volume que, para facilitar seu manejo e deslocamento, são montados sobre rodas.
Falar sobre as recomendações para instalação de extintores:

»» instalar o extintor em local visível e sinalizado.

»» o extintor não deverá ser instalado em escadas, portas e rotas de fuga.

»» os locais onde estão instalados os extintores não devem ser obstruídos.

»» o extintor deverá ser instalado na parede ou colocado em suportes de piso.

»» o lacre não poderá estar rompido.

»» o manômetro dos extintores de AP (água pressurizada) e PQS ( pó químico seco) deverá


indicar a carga.

Medidas preventivas

Apresentar as medidas de prevenção para o combate a incêndio. Para isso, preencha o slide
com as informações da área. Releia as instruções de como editar o conteúdo do slide na
página 13 deste guia.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 86

Você pode preencher com algumas das medidas de prevenção abaixo:

»» Respeitar as proibições de fumar no ambiente de trabalho.

»» Não acender fósforos e isqueiros nem ligar aparelhos celulares em locais sinalizados.

»» Manter o local de trabalho em ordem e limpo.

»» Evitar o acúmulo de lixo em locais não apropriados.

»» Colocar os materiais de limpeza em recipientes próprios e identificados.

»» Manter desobstruídas as áreas de escape e não deixar, mesmo que provisoriamente,


materiais nas escadas e nos corredores.

»» Não deixar os equipamentos elétricos ligados após a sua utilização.

»» Não improvisar instalações elétricas nem efetuar consertos em tomadas e interruptores


sem que esteja familiarizado.

»» Não sobrecarregar as instalações elétricas com a utilização do plug T, pois oferece riscos
de curto-circuito e outros.

»» Verificar antes da saída do trabalho se não há nenhum equipamento elétrico ligado.

»» Observar as normas de segurança ao manipular produtos inflamáveis ou explosivos.

»» Manter os materiais inflamáveis em local resguardado e à prova de fogo.

»» Não cobrir fios elétricos com o tapete.

»» Ao utilizar materiais inflamáveis, use-os em quantidades mínimas, armazenando-os


sempre na posição vertical e na embalagem original.

»» Não utilizar chama ou aparelho de solda perto de materiais inflamáveis.

Em caso de incêndio, recomenda-se:

»» Manter a calma, evitando pânico, correrias e gritarias.

»» Acionar o Corpo de Bombeiros no número de telefone 193;

»» Usar extintores ou os meios disponíveis para apagar o fogo;

»» Acionar o botão de alarme mais próximo ou telefonar para o ramal de emergência,


quando não conseguir apagar o fogo;

»» Fechar portas e janelas, confinando o local do incidente;

»» Isolar os materiais combustíveis e proteger os equipamentos, desligando o quadro de


luz ou o equipamento da tomada;

»» Comunicar o fato à chefia da área envolvida ou ao responsável do prédio;

»» Armar as mangueiras para a extinção do fogo, se for o caso;

»» Em caso de muita fumaça no ambiente ou local atingido, usar um lenço como máscara
(se possível molhado), cobrindo o nariz e a boca;

»» Para se proteger do calor irradiado pelo fogo, sempre que possível, manter molhados as
roupas, cabelos, sapatos ou botas.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 87

Em caso de confinamento pelo fogo, recomenda-se:

»» Sair dos lugares onde haja muita fumaça.

»» Manter-se agachado, bem próximo ao chão, onde o calor é menor e ainda existe oxigênio.

»» No caso de ter que atravessar uma barreira de fogo, molhar todo o corpo, roupas e
sapatos; encharcar uma cortina e enrolar-se nela; molhar um lenço e amarrá-lo junto à
boca e ao nariz, e atravessar o mais rápido possível.

Em caso de abandono de local, recomenda-se:

»» Nunca utilizar elevadores, seja qual for a emergência.

»» Ao abandonar um compartimento, fechar a porta atrás de si (sem trancar) e não voltar


ao local.

»» Andar em vez de correr.

»» Facilitar a operação dos membros da Equipe de Emergência para o abandono, seguindo


à risca as suas orientações.

»» Ajudar outras pessoas com dificuldades de sairem, dispensando atenção especial


àquelas que, por qualquer motivo, não estiverem em condições de acompanhar o ritmo
de saída (pessoas com deficiência, mulheres grávidas e outras).

»» Levar os visitantes junto com você.

»» Sair da frente de grupos em pânico quando não puder controlá-los.

Jogo Liga ou Desliga

Convidar a turma a testar os conhecimentos. Para isso, leia as afirmativas na apresentação


e pergunte aos participantes se estão certas ou erradas. Disponibilizar um minuto para que
respondam.
Em seguida, clique na tela para apresentar a resposta. Caso a afirmativa esteja correta,
o botão "Liga" irá acender. Caso contrário, o botão "Desliga" é que vai ficar aceso e, em
seguida, a resposta correta será apresentada.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 88

Faça considerações com base nos erros e acertos da turma. Caso seja necessário, retome
novamente a parte do conteúdo sobre a qual eles ainda tenham dúvidas.
Feedback da atividade
Gabarito:

»» A afirmativa 1 está errada.

»» A afirmativa 2 está certa.

»» A afirmativa 3 está errada.

»» A afirmativa 4 está errada.

»» A afirmativa 5 está certa.

»» A afirmativa 6 está errada.


Pergunte aos participantes se eles têm ainda alguma dúvida ou gostariam que alguma parte
do conteúdo fosse esclarecida novamente.
7 Normas e
Regulamentos
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 90

Unidade 7 – Normas e Regulamentos

Explicar aos participantes a existência e a importância do cumprimento da legislação


brasileira, da instrução Vale e do procedimento local para que os trabalhos em eletricidade
sejam realizados com segurança.

Comentar que eles devem sempre zelar pela saúde e segurança, própria e das outras pessoas.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 91

Reforçar a importância de manter os exames periódicos em dia.

Ressaltar para os participantes que a NR-10 estabelece requisitos e condições mínimas para a
implementação de medidas de controle e sistemas preventivos.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 92

Falar que em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas
preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais através das técnicas de
análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho.

Ressaltar que a medida de proteção coletiva prioritária é a desenergização elétrica. Caso não
seja possível implementar, deve-se adotar controles, tais como: aplicar tensão de segurança,
isolação das partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de seccionamento
automático de alimentação, bloqueio do religamento automático, entre outros.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 93

Os projetos de instalações elétricas devem especificar dispositivos de desligamento de


circuitos que possuam recursos para impedimento de reenergização através da sinalização de
advertência. Todo projeto deve prever condições para a adoção de aterramento temporário.
O projeto das instalações elétricas deve ficar à disposição dos trabalhadores autorizados. O
memorial descritivo do projeto deve conter, entre outras coisas:

»» Especificação das características relativas à proteção contra choques elétricos,


queimaduras e outros riscos adicionais.

»» Indicação de posição dos dispositivos de manobra dos circuitos elétricos.

»» Descrição do sistema de identificação de circuitos elétricos e equipamentos.

»» Recomendações de restrições e advertências quanto ao acesso de pessoas aos


componentes das instalações.

»» Precauções aplicáveis em face das influências externas.

»» O princípio funcional dos dispositivos de proteção, constantes do projeto, destinados à


segurança das pessoas.

»» Descrição da compatibilidade dos dispositivos de proteção com a instalação elétrica.

Falar que as medidas preventivas dos serviços em instalações elétricas devem prever o
controle dos riscos, a utilização dos equipamentos e a sinalização adequada.
Nos locais de trabalho só podem ser utilizados equipamentos, dispositivos e ferramentas
elétricas compatíveis com a instalação elétrica existente, preservando-se as características de
proteção, respeitadas as recomendações do fabricante e as influências externas.
As instalações elétricas devem ser mantidas em condições seguras de funcionamento e seus
sistemas de proteção devem ser inspecionados e controlados periodicamente.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 94

Comentar que nas instalações em serviços em eletricidade devem ser adotadas sinalização
adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação.

Reforçar que os procedimentos de trabalho nos serviços em instalações elétricas


devem ser planejados passo a passo conforme as necessidades da área e assinados por
profissional habilitado.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 95

Os trabalhos em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço específicas,


aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data, o local e as
referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados.
Toda equipe deverá ter um de seus trabalhadores indicado em condições de exercer a
supervisão e condução dos trabalhos.
Ressaltar que antes de iniciar os trabalhos em equipe, os empregados, em conjunto com
o responsável pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar
e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local de forma a atender aos
princípios técnicos básicos e às melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço. A
alternância de atividades deve considerar a análise de riscos das tarefas e a competência dos
trabalhadores envolvidos de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho.

Falar sobre as responsabilidades da empresa em relação às atividades realizadas em


instalações elétricas.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 96

Comentar sobre as responsabilidades dos trabalhadores ao executar serviços em


instalações elétricas.

Você deve complementar este slide com informações contidas nos procedimentos
operacionais relacionados à área.
Releia as instruções de como editar o conteúdo do slide na página 13 deste guia.
8 Primeiros
Socorros
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 98

Unidade 8 – Primeiros socorros

Neste slide, você deve complementar com informações contidas nos procedimentos locais
sobre primeiros socorros.
Releia as instruções de como editar o conteúdo do slide na página 13 deste guia.
Atividade Final
(Anexos)
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 100

Atividade Final (Anexos)

Circuito aceso

Instruções
Convidar os participantes a testarem os conhecimentos. Antes de começar, distribua folhas
em branco e lápis ou canetas. Em seguida, leia as perguntas na apresentação e apresente as
três opções de resposta.
Peça para os participantes escreveram no papel a alternativa correta. Disponibilizar um
minuto para que a escolham. Após terminarem, peça para apresentarem a resposta
selecionada.
Em seguida, clique na resposta que a maioria escolheu. Caso a alternativa esteja correta, a
lâmpada do circuito irá acender. Caso contrário, ela irá ficar apagada. Peça para que cada
participante marque os seus erros e acertos.
Ao final, parabenize aquele(s) que conseguiu (conseguiram) terminar o circuito com todas as
lâmpadas acesas, mas sem desmerecer os que não acertaram.
Faça considerações com base nos erros e acertos da turma. Caso seja necessário, retome
novamente a parte do conteúdo sobre a qual ela ainda tenha dúvidas.
Feedback da Atividade Final

»» Pergunta 1 – Resposta correta: A

»» Pergunta 2 – Resposta correta: C

»» Pergunta 3 – Resposta correta: B

»» Pergunta 4 – Resposta correta: C

»» Pergunta 5 – Resposta correta: A

»» Pergunta 6 – Resposta correta: A

»» Pergunta 7 – Resposta correta: B


Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 101

»» Pergunta 8 – Resposta correta: C

»» Pergunta 9 – Resposta correta: B

»» Pergunta 10 – Resposta correta: A

»» Pergunta 11 – Resposta correta: B

»» Pergunta 12 – Resposta correta: A


Pergunte à turma se alguém ainda possui alguma dúvida sobre o conteúdo. Faça as
considerações sobre tudo o que foi levantado.
Anexos
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 103

Dinâmicas de
Abertura e
Encerramento
Dinâmica: Quebra-gelo

Aplicação: Dinâmica de abertura.


Objetivo: Estimular a participação do grupo, levando as pessoas a se conhecerem.
Material: Folha de papel e caneta para cada participante. Fita adesiva ou alfinetes.
Duração: 20 minutos.
Instruções: Distribua uma caneta e uma folha de papel para cada participante com as
palavras “Eu sou...” escritas na parte superior dela. Informe que eles dispõem de 10 minutos
para escrever 10 respostas que completem a frase.
Sugestão: Outras frases podem ser usadas, como “Eu quero ser...” ou “Dez coisas de que não
gosto em mim mesmo”.
Em seguida, peça aos participantes que prendam a folha de papel na parte da frente de suas
camisas ou blusas e circulem no ambiente, lendo as respostas dos demais. Essa fase deverá
ocorrer em silêncio.
Após os 10 minutos, os participantes serão solicitados a conversar com as pessoas cujas
respostas acharam mais interessantes ou a fazer qualquer pergunta que lhes tenha ocorrido
enquanto liam as respostas nas folhas. Assim, terão oportunidade de conhecerem uns
aos outros.
Feedback: Explicar aos participantes a importância de se conhecerem para trabalharem
em grupo. Ao se conhecerem melhor, o trabalho em grupo se torna mais agradável,
descontraído, sem o estranhamento inicial comum de acontecer. Comente que, quando
sabemos o perfil das pessoas da nossa equipe, encontrar soluções e trocar ideias de
melhorias no ambiente de trabalho torna-se mais fácil.
Além disso, é uma excelente oportunidade para compartilhar experiências, informações e
aumentar a nossa rede de contatos.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 104

Dinâmica: O que você vê?

Aplicação: Sensibilização/apresentação/descontração.
Objetivo: Debater sobre como enxergamos as coisas de formas diferentes e como podemos
melhorar nossa percepção a partir desse novo olhar.
Material: Figura de uma “mulher velha/mulher jovem”.
Duração: 15 minutos.
Instruções: Mostre a figura aos participantes e sugira que a olhem por alguns segundos.
Pergunte sobre o que eles estão vendo: se estão identificando a imagem de uma mulher
velha ou de uma mulher jovem.
Peça para que levantem a mão somente aqueles que conseguem enxergar apenas a mulher
velha e a seguir, que levantem a mão os que conseguem enxergar somente a mulher jovem.
Finalmente, peça para que levantem a mão os que conseguem ver tanto a mulher nova
quanto a velha.
Localize cada uma das imagens com a colaboração do grupo.
Feedback: Explique aos participantes que as pessoas têm visões e percepções diferentes sobre a
mesma coisa e que não necessariamente estão erradas por verem as coisas por outra ótica.
Saber respeitar a opinião do outro é importante para o desenvolvimento do trabalho em grupo.

Dinâmica: Balão bol

Aplicação: Preparação de trabalho de grupo/apresentação.


Objetivo: Estimular a participação em diversos processos de tomada de decisão.
Material: Um pacote de balão de ar (balão de festa).
Duração: 30 minutos.
Instruções: Informe ao grupo que eles vão participar de um jogo chamado Balão bol e que,
para isso, serão divididos em duas equipes. As equipes decidirão onde serão os gols e os
seus respectivos lados e, em seguida, serão distribuídos tantos balões pelos grupos quanto
forem necessários. Os grupos irão inflar os balões.
Inicie o jogo informando que o objetivo é fazer tantos gols quanto forem possíveis no tempo
regulamentar e vencerá aquele que fizer o maior número de gols.
Uma discussão deve ser promovida ao final da dinâmica para que o grupo avalie se houve
um trabalho de equipe, se houve um objetivo comum e se foi alinhada uma estratégia para
fazer o maior número de gols.
Pontos para discussão: o trabalho em equipe foi usado com eficácia? Por quê? Por que não foi?
Feedback: Explicar a importância do trabalho em equipe e de como as atividades
desenvolvidas por uma equipe coesa podem trazer resultados mais satisfatórios.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 105

Dinâmica: Dobrando papéis

Aplicação: Sensibilização/reflexão/apresentação.
Objetivo: Constatar que instruções/comandos são interpretados de formas diferentes por
pessoas diferentes.
Material: Uma folha de papel A4 para cada participante.
Duração: 20 minutos.
Instruções: Dê a cada participante uma folha de papel A4.
Em seguida, peça-lhes que fechem os olhos e sigam apenas as instruções dadas. Informe
que não devem fazer qualquer pergunta durante esta fase.
Solicite que os participantes fechem os olhos; dobrem, primeiro, a folha ao meio e a seguir,
dobrem novamente ao meio. Continuem dobrando ao meio ainda mais uma vez. Em
seguida, informe que agora deverão rasgar um pedaço do canto direito, virar a folha e rasgar
um pedaço do canto esquerdo.
Peça então que os membros do grupo abram os olhos e desdobrem suas folhas. Será verificado
que cada um interpretou a instrução de uma forma, o que gerou diferentes resultados.
Deve ficar claro que o resultado final alcançado pelos participantes não foi o mesmo para todos.
Feedback: O resultado conduz o grupo a uma discussão sobre como cada um interpreta
diferentemente os comandos dados. Enfatizar as diferentes formas que podemos utilizar para
melhorar nossas habilidades de comunicação: linguagem clara, comandos diretos e frases curtas.

Dinâmica: Que objetivo é este?

Aplicação: Sensibilização/apresentação/desenvolvimento.
Objetivo: Verificar as diferentes maneiras que cada um tem ao se deparar com um processo
de mudança e as dificuldades na aceitação do outro.
Material: Uma folha de papel em branco e uma caneta para cada participante.
Duração: 15 minutos.
Instruções: Peça aos participantes que pensem em um objeto que tenham em algum lugar
de suas casas. Feito isso, eles devem desenhá-lo usando a mão que, normalmente, não
utilizam para escrever.
Diga-lhes que, em silêncio, deem seu desenho para a pessoa sentada ao lado. Essa pessoa deve
adivinhar o que o desenho representa e escrever o nome do objeto, sem emitir juízo de valor.
Depois que cada desenho tiver sido identificado, deve ser devolvido a quem o fez.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 106

Feedback: Relacione a dinâmica ao tema da mudança. Explique que, ao fazer o desenho


com a mão que normalmente não se usa para tal tarefa, um desconforto foi causado. Fale
sobre como as pessoas normalmente ficam inseguras com o resultado obtido e como devem
aceitar as dificuldades do outro.
Questione o grupo sobre quem se sentiu desconfortável com a mudança e como ela pode
ser encarada.

Dinâmica: Teia de aranha

Aplicação: Fechamento e/ou avaliação de um segmento do curso.


Objetivo: Criar mensagens finais para todo o grupo.
Material: Uma bola grande de lã ou barbante.
Duração: 40 minutos.
Instruções: Solicite que os participantes se levantem e formem um círculo apertado.
Em seguida, inicie a dinâmica, dizendo o que aprendeu e o que espera que aconteça no
futuro com base nas informações transmitidas. Depois de dizer o que queria, segure a ponta
do fio e jogue a bola para um participante do outro lado e assim a teia começa a ser criada.
Quem pegar a bola dá uma mensagem final aos demais participantes do grupo, jogando-a,
depois, para outra pessoa e continua a segurar o fio.
Este processo deve continuar até que todos os participantes tenham a oportunidade de falar.
No final, todos devem estar segurando o fio. Observe que foi formado algo similar a uma teia
de aranha.
Feedback: Com esta atividade, todos poderão falar algo sobre o treinamento, dando assim
um feedback final. Finalize dando o feedback sobre o treinamento.

Dinâmica: Instrução

Aplicação: Sensibilização/desenvolvimento/apresentação.
Objetivo: Refletir, de forma simples, como uma mesma instrução pode ser entendida de
maneiras diferentes.
Material: Uma folha de papel em branco e uma caneta para cada um.
Duração: 30 minutos.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 107

Instruções: Entregue uma folha em branco e uma caneta para cada participante e, em
seguida, escolha aquele que deverá dar as seguintes instruções:
Solicite que cada um desenhe uma casa na parte inferior do papel e, na parte superior, peça
que desenhem um sol e nuvens. Continuando, os participantes deverão desenhar uma
pessoa do lado direito da casa e uma árvore do lado esquerdo.
Peça para que cada um mostre o seu desenho. Questione o motivo de os desenhos não
serem iguais, ainda que a instrução dada tenha sido a mesma.
Feedback: Explique para os participantes que a forma como é feita a comunicação é muito
importante, pois mesmo dando uma única instrução a todos, cada um entende de uma
forma. Assim, toda comunicação deve ser clara e objetiva, evitando ruídos. Debater com os
participantes sobre uma forma de comunicação que julguem mais eficiente.

Dinâmica: Um carro, uma flor, um instrumento

Aplicação: Apresentação/integração.
Objetivo: Apresentar os integrantes de um grupo de forma descontraída.
Material: Papel em branco e caneta para cada participante.
Duração: 30 minutos.
Instruções: Solicite que cada participante escreva no papel o nome de um carro, de uma flor
e de um instrumento musical com o qual se identifica.
Após todos escreverem, recolha e junte todos os papéis em uma caixa, misturando-os e
redistribuindo-os entre os participantes.
Em seguida, solicite que cada pessoa, pela ordem, tente identificar quem é o dono do papel
que tirou. Se acertar, deverá explicar como chegou a essa conclusão. Se errar, continuará
com o papel em suas mãos e passará a vez ao próximo participante que tentará adivinhar.
Feedback: Explique que a dinâmica possibilita a apresentação dos participantes de uma forma
lúdica e que também ajuda a conhecer um pouco sobre a pessoa a partir de suas preferências.

Dinâmica: Nome e qualidade

Aplicação: Apresentação do grupo.


Objetivo: Provocar a interação entre os participantes do grupo de forma lúdica.
Material: Não necessita de material.
Duração: 40 minutos.
Instruções: Coloque o grupo sentado, em círculo.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 108

Inicie dizendo em voz alta o seu nome, seguido de uma qualidade que julga possuir.
Cada participante, na sequência, repete os nomes e qualidades ditas anteriormente, na
ordem, acrescentando ao final seu próprio nome e qualidade.
Feedback: O desafio desta dinâmica é aprender de forma lúdica como chamar os
participantes do grupo pelo nome, identificando uma qualidade. Destacar a necessidade
de ter atenção, pois sem isso não se atingirá o objetivo da dinâmica. Fazer um link com o
“saber escutar”.

Dinâmica: Informações pessoais

Aplicação: Sensibilização/apresentação.
Objetivo: Compreender a importância de não se rotular uma pessoa pela sua aparência.
Material: Uma folha em branco e uma caneta para cada participante.
Duração: 40 minutos.
Instruções: Peça para que cada participante complete em uma folha as seguintes questões.
Quando estou em casa gosto de:
O estilo musical de que mais gosto é:
Quando estou de férias gosto de:
Uma das minhas funções na empresa é:
Informe aos participantes para que não coloquem o nome na folha.
Após completarem as frases, recolha os papéis e distribua de forma aleatória entre os
participantes, tomando o cuidado de não entregar o papel ao próprio dono.
Solicite que cada um leia as características escritas no papel que recebeu e tente adivinhar
de quem são.
Se acertar, passe ao próximo. Se errar, peça para a pessoa do papel se identificar e inicie
novamente a dinâmica.
Feedback: Esta dinâmica demonstra como podemos, mesmo sem querer, correr o risco de
rotular as pessoas pelas suas preferências.

Dinâmica: Jogo das aparências

Aplicação: Sensibilização/apresentação.
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 109

Objetivo: Demonstrar como estereótipos e interpretações subjetivas interferem


na comunicação.
Material: Um balão vazio e um pedaço de papel em branco para cada participante.
Duração: 40 minutos.
Instruções: Entregue um balão vazio e um pedaço pequeno de papel em branco para cada
um dos participantes.
Cada pessoa deverá escrever no papel 3 (três) características pessoais, de maneira que, a
partir dessas características, ela possa ser identificada pelos outros participantes.
A seguir, os participantes deverão dobrar o papel e colocá-lo dentro do balão.
Quando todos os balões estiverem cheios, deverão ser jogados todos para cima, ao mesmo
tempo e cada um deve pegar o balão que estiver na sua frente e estourá-lo.
Finalmente, cada participante deverá ler o papel que encontrar dentro do balão e tentar
identificar a pessoa que apresenta as características descritas.
Feedback: Refletir sobre como podemos nos enganar ao rotularmos uma pessoa
simplesmente pela sua aparência. Desfazer os estereótipos para que isso também não
interfira na comunicação é fundamental.

Dinâmica: Pessoalmente

Aplicação: Dinâmica de encerramento.


Objetivo: Avaliar o treinamento sob a ótica do que acharam do treinamento e do que
ganharam com ele.
Material: Nenhum.
Duração: 20 minutos.
Instruções: Peça para o grupo se dividir em pares. Solicite às duplas que completem
a seguinte afirmativa para seus parceiros: “Pessoalmente, uma coisa que ganhei com a
participação neste programa de treinamento foi...”
Depois que os participantes tiverem respondido um ao outro, solicite que, aqueles que
quiserem, exponham a resposta para o restante do grupo.
Feedback: Informe que essa dinâmica pode ser aplicada para finalizar e/ou avaliar o
treinamento em que são identificados os pontos positivos e/ou negativos.
Plano de Aula
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 111

Plano de Aula

Carga horária:
40 horas.

Recursos:

»» projetor;

»» folhas de papel em rolo, flip chart e caneta tipo Pilot;

»» folhas de papel A4 e caneta;

»» avaliação de reação;

»» lista de presença.

Duração Duração Atividade


Acumulada

PRIMEIRO DIA

10min 10min Rota de Fuga

10min 20min Apresentação do Instrutor

30min 50min Dinâmica de Abertura

20min 1h10 Vídeo dos Valores Vale

1h 2h10 Unidade 1 – Conceitos Gerais

10 min 2h20 Pausa

2h 4h20 Unidade 2 – Área Classificada


Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 112

Duração Duração Atividade


Acumulada

Unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção:


1h 5h20
Riscos Associados

10min 5h30 Pausa

Unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção:


30min 6h
Riscos Associados (continuação)

Unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção:


1h30min 7h30
Riscos Adicionais

Fechamento – Resgate do conteúdo apresentado


30min 8h
no dia e dúvidas

SEGUNDO DIA

Abertura – Resgate do conteúdo apresentado


30min 8h30
no dia anterior

Unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção:


2h 10h30
Medidas de Prevenção

10min 10h40 Pausa

Unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção:


30min 11h10
Medidas de Prevenção (continuação)

Unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção:


1h30 12h40
Análise de Risco

Unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção:


1h30 14h10
Incidentes Típicos

10min 14h20 Pausa

Unidade 3 – Riscos e Medidas de Prevenção:


30min 14h50
Jogo de Perguntas
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 113

Duração Duração Atividade


Acumulada

Unidade 4 – Equipamentos de Proteção:


40min 15h30
Equipamentos de Proteção Individual

Fechamento – Resgate do conteúdo apresentado


30min 16h
no dia e dúvidas

TERCEIRO DIA

Abertura – Resgate do conteúdo apresentado


30min 16h30
no dia anterior

Unidade 4 – Equipamentos de Proteção: Equipamentos


20min 16h50
de Proteção Individual (continuação)

Unidade 4 – Equipamentos de Proteção: Equipamentos


1h30 18h20
de Proteção Coletiva

10min 18h30 Pausa

30min 19h Unidade 4 – Equipamentos de Proteção: Atividade

2h30 21h30 Unidade 5 – Procedimentos e Rotinas de Trabalho

Unidade 6 – Proteção e Combate a Incêndio:


1h 22h30
Noções Básicas

10min 22h40 Pausa

Unidade 6 – Proteção e Combate a Incêndio:


30min 23h10
Noções Básicas (continuação)

Unidade 6 – Proteção e Combate a Incêndio:


20min 23h30
Métodos de Extinção

Fechamento – Resgate do conteúdo apresentado


30min 24h
no dia e dúvidas
Trabalhos em Eletricidade – Básico | Guia do Instrutor 114

Duração Duração Atividade


Acumulada

QUARTO DIA

Abertura – Resgate do conteúdo apresentado


30min 24h30
no dia anterior

Unidade 6 – Proteção e Combate a Incêndio:


1h10min 25h40
Métodos de Extinção (continuação)

Unidade 6 – Proteção e Combate a Incêndio:


40min 26h20
Medidas Preventivas

10min 26h30 Pausa

Unidade 6 – Proteção e Combate a Incêndio:


1h20 27h50
Medidas Preventivas (continuação)

Unidade 6 – Proteção e Combate a Incêndio:


30min 28h20
Jogo Liga ou Desliga

10min 28h30 Pausa

2h30 31h Unidade 7 – Normas e Regulamentos

30min 31h30 Atividade Final

30min 32h Dinâmica de Encerramento

QUINTO DIA

8h 40h Unidade 8 – Primeiros Socorros