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Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – CCBS


Departamento de Biologia Geral
Ciências Biológicas – Licenciatura

REVISÃO TEÓRICA DOS


MINERAIS DE MINAS GERAIS

E SEU USO

Dário Gonzaga Pôrto


Acadêmico 6º Período

Montes Claros – MG
Nov / 2010
Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes
Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – CCBS
Departamento de Biologia Geral
Ciências Biológicas – Licenciatura

INTRODUÇÃO
A mineralogia é o estudo dos minerais que desvenda a estrutura interna, a
composição, as suas propriedades físicas e químicas, o modo de formação, a ocorrência,
possíveis associações e a classificação.

O valor do mineral é taxado quando um elemento químico é substituído, quando


permitido quimicamente, por outro na sua estrutura cristalina, deixando de ser essencial e
passando a ser acessório, como no exemplo da prata na tetraedrita.
Por definição mineral é um elemento ou composto químico resultantes de processos
inorgânicos, de composição química e estrutural definida, encontrados naturalmente na crosta
da Terra¹. E o minério é o agregado de um ou mais minareis de interesse econômico¹.
As propriedades físicas dos minerais são classificadas em:

 Estrutura: é o modo como acontece o agrupamento da rede cristalina dos


átomos ou dos agrupamentos, com uma ordem e o espaçamento que não
varia, dando assim uma subclassificação em cúbico, tetragonal, hexagonal,
rômbico, monoclínico e triclínico;²
 Clivagem: é a capacidade da rede cristalina se dividir em planos paralelos;
 Dureza: é a resistência do mineral à penetração de uma ponta aguda que
tende a riscar o mineral;²
 Peso Específico: é o numero que indica quantas vezes um certo volume de
mineral é mais pesado do que um mesmo volume de água destilada à 4°C;²
 Fratura: como certos minerais partem;

As principais propriedades ópticas são:

 Brilho: é a capacidade de reflexão da luz que incide no mineral;


 Cor: a cor depende da absorção da luz, resta assim uma fração transmitida e
outra refletida;
 Diafaneidade: ou transparência, é a maior ou menor permeabilidade à luz;

A possibilidade de a mesma composição química se rearranjar a sua forma cristalina


diferente, tal fato dá-se o nome de polimorfismo e o isomorfismo varias composições químicas
se arranjam similarmente.
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Rochas são associações naturais compatíveis e estáveis de um ou mais minerais. E se


dividem em:

 Ígneas: são compostas predominantemente por silicatos, óxidos e compostos


voláteis como a água, que são resultado do resfriamento do magma,
podendo ser:
o Intrusiva, quando o resfriamento acontece no interior do globo;
o Extrusiva (vulcânica), quando o magma chega na superfície;
 As rochas ígneas têm como característica um alto teor de
feldspatos, cristais em justaposição, duras, maciça
quebrando de forma irregular.
 Sedimentares: o intemperismo, erosão, deposição e por fim a consolidação
dos materiais (sedimentos) que serão compactados, os tornados
endurecidos;
 Metamórfica: quando uma rocha preexistente sofre muita pressão e/ou
temperaturas alta sem que o ponto de fusão dos minerais sejam atingidos.

A mineração no Brasil começou quando aqui em Minas Gerais foi descoberto um rico
deposito de ouro de aluvião no século XVII onde a colonização do Brasil se deu por um povo
que desconheciam os metais, mas esse contratempo foi resolvido quando chegou aqui
escravos trazidos por árabes de regiões africanas que conheciam os princípios de mineração.
A região do Quadrilátero Ferrífero (7.000 km²) (responsável por 75% da produção
nacional), possui importantes depósitos de minério de ferro itabirítico e hematítico de alto
teor (Fe > 60%). Os itabiritos são constituídos por bandas ricas em minerais de ferro
(principalmente hematita e magnetita) intercaladas com bandas ricas em quartzo e/ou
dolomita. Os minérios de alto teor são compostos principalmente por hematita, sendo
utilizados diretamente em altos-fornos na forma de minério granulado. Durante o processo de
redução dentro do alto-forno ocorrem modificações na estrutura cristalina e na composição
química. Estas modificações são causadas a partir da percolação de gases redutores aquecidos
através do minério de ferro granulado, e são condicionadas pelas características geológicas do
minério.
Na Serra do Espinhaço, porção central, que é composta por meta-sedimentos como
quartizitos, encontra-se diamantes, quartzo e outros minerais associados a esse contexto
geológico.
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As reservas de manganês são presentes no Quadrilátero Ferrífero, sendo importante


nas ligas de aço.
Alumínio é usado para ligas metálicas, seja para a construção civil, ou para
revestimento de aviões, etc.
Quanto as gemas, o estado tem como principais jazidas no Vale do Jequitinhonha,
Mucuri, e Rio Doce sendo as cidades de Araçuaí e Coronel Murta, Teófilo Otoni, a capital das
gemas da América do Sul, Governador Valadares, principais pólos de venda de gemas semi-
preciosas e preciosas. Sendo as mais produzidas água-marinha, alexandrita, amazonita,
ametista, berilo, citrino, crisoberilo, diamante, granada, quartzo rosa, topázio e turmalina.
Todo esse comercio faz do estado o maior produtor de gemas corados do mundo.
Governador Valadares é conhecida internacionalmente pela descoberta de cristais
extraordinários de turmalina rosa e verde.
As principais jazidas de ametista estão localizadas em Viçosa, Ataléia e Itamarandiba.
Ouro Preto e Mariana foi palco da maior corrida do ouro do mundo e é o único lugar
que produz topázio imperial no mundo.

Fig 1 – Mapa gemológico brasileiro.


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Em Itabira se encontra algumas das principais produções de esmeralda do mundo, sem


se falar das mineradoras de ferro, já que está localizado no Quadrilátero Ferrífero. Nos
arredores, encontra-se alexandrita e faz do Brasil o principal produtor dessa pedra.
Já a água-marinha, pedra símbolo do Brasil, no mercado internacional é encontrada
também nos arredores de Guanhães, onde se tem vários garimpos e minerações de outras
espécies de minerais da família do berilo.
A região de Diamantina e Serro foi, durante 140 anos, o maior produtor de diamantes
do mundo, fornecendo matéria prima para jóias da realeza em todo o mundo.
Em Corinto e Curvelo apresenta uma produção muito grande de quartzo.

Norte de Minas Gerais

O norte de Minas Gerais, porção do Vale do São Francisco é rico em minerais, como
Quartzo, Calcita, Feldspato e Mica. Destacando empresas que exportam silício do quartzo para
todo o mundo. Já em se tratando de rochas, chama-se atenção para o Calcário, Arenito, Siltito,
Gnaisse, Arenito e Arcósio. As rochas calcarias são encontradas em morros e serras com
altitude de 600 a 900m.4
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Referencia Bibliográfica

[¹] BERTOLINO, Luiz Carlos; Geologia; UERJ; 2005.

[²] LEINZ, Viktor; AMARAL, Sérgio Estanislau do; GEOLOGIA GERAL, Cia Editora Nacional, 6ª

Edição, 1975, cap II.

[³] SILVA, Olintho Pereira; A MINERAÇÃO EM MINAS GERAIS: PASSADO, PRESENTE E FUTURO,

GEONOMOS 3 (1): 77-86.

LICCARDO,Antonio; TURISMO MINERAL EM MINAS GERAIS, BRASIL, Global Tourism Vol 3, nº2

nov/2007.

[Fig 1] MANUAL TÉCNICO DE GEMAS, IBGM, DNPM, 3. Ed. Ver. E atual. Consultoria,

supervisão e revisão técnica desta edição, Jane Leão N. da Gama – Brasília, 2005.

[4] BELEM, Ronaldo; CONCEITOS BÁSICOS NO CONTEXTO DE MONTES CLAROS E NORTE DE

MINAS.