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O INCONSCIENTE COGNITIVO E A TERAPIA COGNITIVO COMPORTAMENTAL

O inicio das pesquisas começaram a ver os processos automáticos e as memórias implícitas


como atividades inconscientes, cunhado o conceito de “inconsciente cognitivo”
A crítica que a TCC faz ao inconsciente dinâmico é de que ele não pode ser mensurado ou
manipulado com precisão.
Segundo John Kihlstron envolve processos inconscientes e conteúdos conscientes.
O novo modelo de inconsciente cognitivo difere completamente do inconsciente dinâmico
de Freud. Esse novo modelo envolve processos inconscientes e resultados que são conscientes.
Segundo Uleman as principais diferenças entre os dois modelos é de que o novo
inconsciente apresenta uma êfase em pesquisa que envolve o afeto, a motivação, autorregulação,
controle e metacognição
Os esquemas disfuncionais são mecanismos do inconsciente cognitivo, ideias as quais não
temos consciência.
Os pensamentos automáticos são processos conscientes que derivam de esquemas
inconscientes.
Para Segal o esquema é um conjunto de elementos organizados de experiencias passadas
que formam um corpo de conhecimento capaz de avaliar e perceber a realidade de uma maneira
especifica.
Para Beck, o esquema é uma estrutura cognitiva que processa, filtra e decodifica a
informação ao qual é submetido. Com base na matriz dos esquemas, o indivíduo consegue orientar-
se e interpretar a experiencia de maneira significativa.
Para Arthur Freeman, os esquemas são mecanismos inconscientes que afetam nossos
comportamentos, pensamentos, fisiologia e emoções. Os esquemas disfuncionais são inconscientes
no sentido de ideias as quais não temos consciência.
A memória implícita ou inconsciente é demonstrada pela mudança de alguma ação ou
comportamento atribuída a uma história passada apesar de não se ter acesso a essa memória. Os
esquemas disfuncionais envolvem memórias implícitas
Segundo Jeffrey Young, os esquemas disfuncionais desadaptativos são crenças e
sentimentos incondicionais sobre si em relação ao ambiente, representam o nivel mais profundo
da cognição, operam, de maneira sutil, fora de nossa consciência. Se referem a temas extremamente
estáveis e duradouros que foram constituídos na infância.
Para Young, os esquemas são compostos de memórias, emoções, cognições e sensações
corporais. Resistentes a mudança e autoperpetuadores.
Os esquemas não envolvem respostas comportamentais. Os comportamentos envolvem 3
estilos de enfrentamento: luta (supercompensação), fuga (subordinação) , paralisação
(congelamento)
As distorções cognitivas são grandes mantenedores dos esquemas disfuncionais.
Em um encontro em 2000 entre Alber Ellis e Aaron Beck, foi destacado a importância dos
processos mentais inconscientes para a determinação do comportamento
A memória explicita é aquela que o sujeito consegue recordar-se dela.

Tanto a TCC quanto a terapia do esquema compartilham das premissas do terapeuta ter um
papel mais ativo, técnicas de mudanças sistemáticas, enfase em tarefas de casa, relação terapêutica
colaborativa, abordagem empírica,analise das evidencias para mudança de esquemas.
Young propõe cinco constructos teóricos para ampliar a abordagem da TCC: Os esquemas
disfuncionais, dominio dos esquemas, evitação dos esquemas, manutenção do esquema e a
compensação do esquema.
Os esquemas são agrupados em 5 domnínios: Conexão/aceitação, Autonomia, Limites,
auto-orientação e autoexpressão/espontaneidade/lazer
Os EIDS são primitivos, resistentes à mudança, autoperpetuadores e pode ser ativados ou
desativados de acordo com as experiencias que estão denso vivenciadas.
A evitação do esquema pode ocorrer na esfera cognitiva, emocional e comportamental.
Na evitação cognitiva, há uma tentativa em bloquear pensamentos e/ou imagens que
poderiam ativar o esquema. Na evitação afetiva, há uma tentativa de bloquear sentimentos que são
ativados pelos esquemas.
Duas características evidenciam a presença de uma evitação afetiva: Há dificuldade em
relacionar o evento com a emoção. Experiencia-se apenas o evento ou apenas a emoção. Presença
se sintomas vagos (somatizações) como tontura, vertigem, amorteciemtno, etc.
A evitação comportamental ocorre quando há uma esquiva de uma situação aversiva