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Helenismo (séc. III a.C.

)
Gregos + Egípcios + Persas + Macedônicos

Alexandria (Ptolomeu I):


. Escolas de diversas ciências
. Museu
. Biblioteca: 500 mil volumes
Farol de Alexandria
Euclides: pai da geometria e o pioneiro no estudo da óptica.

Aristarco de Samos: astrônomo do século III a.C.. O primeiro a


presumir que os planetas giram em torno do Sol. Usou a trigonometria
na tentativa de calcular a distância do Sol e da Lua, e o tamanho deles.

Arquimedes: também século III a.C., desenvolveu a mecânica e a


matemática. Realizou diversas descobertas e fez os primeiros esforços
científicos para determinar o valor do pi (π).
Galeno: médico do século II d.C.. Seus 15 livros sobre a ciência da
medicina tornaram-se padrão por mais de 12 séculos.

Hipátia: astrônoma, matemática e filósofa do século III d.C.. Uma das


maiores matemáticas, diretora da Biblioteca de Alexandria; por ser
pagã, foi assassinada durante um motim de cristãos.

Ptolomeu: astrônomo do século II d.C.. Os escritos geográficos e


astronômicos (geocentrismo) eram aceitos como padrão.
Conseqüências na Esfera Intelectual

. Fim das grandes especulações teóricas


. Fim da pólis como referência;
. Filosofia como auto-ajuda e consolação;
. Acaba a política e a esfera pública e assim o
combustível da filosofia, que era os debates em
praça publica.
. A filosofia deixa de construir grandes especulações
teóricas. A Filosofia se volta para a ética da arte de
viver.
• Surgiu a exigências de novas filosofias mais eficazes
do ponto de vista prático que ajudassem a enfrentar
os novos acontecimentos e a inversão dos antigos
valores aos quais estavam estreitamente ligadas.

• A cultura helênica difundiu-se em vários lugares


sendo que o seu centro passou de Atenas para
Alexandria. Como expressões das novas exigências
impuseram-se as filosofias Cínica, Epicurista, Estóica
e Cética.
Os Cínicos

Diógenes (sec. IV a.C.): virtude – independência


diante dos acontecimentos e dos costumes e
normas por meio da satisfação apenas das
necessidades absolutamente vitais.

Total desprezo por riqueza, poder ou fama.


Diógenes
Os Céticos
Pirro (séc. III a.C.): A realidade existe, mas o homem
não tem instrumentos para atingir a verdade de
qualquer coisa.

O homem deveria ser indiferente aos costumes e aos


acontecimentos da vida.

Ataraxia: imperturbabilidade, despreocupação e


indiferença sobre os valores sociais e tudo o mais.
O Estoicismo
Zenão (sec. III a.C.): A felicidade é um estado de
tranquilidade plena, atingida pela prática virtuosa.

Virtude: negação constante e indiferença dirigida a todas


as experiências da vida – apatheia. Só é virtuoso quem
fica alheio a tudo, vivendo como numa fortaleza
interior, tendo como único tesouro o pensamento.

Indiferença tanto com o prazer como com o sofrimento,


pois são irracionais (paixões).
O Estoicismo
• Propõe viver de acordo com a lei racional da natureza e
aconselha a indiferença (apathea) em relação a tudo que é
externo ao ser. O homem sábio obedece à lei natural
reconhecendo-se como uma peça na grande ordem e
propósito do universo, devendo assim manter a serenidade
perante as tragédias e coisas boas.

• Sendo a razão aquilo por meio do que o homem torna-se


livre e feliz, o homem sábio não apreende o seu verdadeiro
bem nos objetos externos, mas bem usando estes objetos
através de uma sabedoria pela qual não se deixa escravizar
pelas paixões e pelas coisas externas.
O Epicurismo
• Epicuro (sec. II a.C.) defendeu que a finalidade da vida é
o prazer de nos acharmos livres de sofrimentos do corpo
e de perturbações da alma. Então, o prazer não é o dos
instintos, mas da razão que supera todos os desejos.

• Prazer para Epicuro são valores como amizade,


pensamento, apreciação das belezas naturais e das artes.

• Felicidade é o autodomínio, libertação dos medos e


desejos, agindo somente segundo sua vontade.
O Epicurismo
• Epicuro (sec. I a.C.) propunha uma vida de contínuo prazer
como chave para a felicidade, esse era o objetivo de seus
ensinamentos morais. A presença do prazer era sinônimo de
ausência de dor, ou de qualquer tipo de aflição: a fome, a
abstenção sexual, o aborrecimento, etc.

• A finalidade da filosofia de Epicuro não era teórica, mas sim


bastante prática. Buscava sobretudo encontrar o sossego
necessário para uma vida feliz e aprazível, na qual os temores
perante o destino, os deuses ou a morte estavam
definitivamente eliminados.