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REYNOLDS

Regime de Escoamento
Escola de Ciência e Tecnologia – Mecânica dos Fluidos
Prof. Márcia de Melo Dórea

INTRODUÇÃO

O regime de escoamento de um fluido pode ser laminar ou turbulento dependendo do valor de um


número adimensional denominado número de Reynolds (Re). O número de Reynolds é a relação entre as
forças inerciais e viscosas atuantes no escoamento interno ou externo de um fluido. O regime de
transição ocorre em torno de um Reynolds de 2300. Abaixo de 2300 o escoamento pode ser
considerado laminar e acima deste valor pode ser considerado turbulento. Este valor é calculado a partir
da coerência dimensional entre os parâmetros: densidade do fluido, velocidade do fluido, diâmetro do
tubo (ou esfera) e viscosidade do fluido.

COMPETÊNCIAS DESENVOLVIDAS

1. Trabalho em equipe;
2. Pesquisa de referências bibliográficas;
3. Observação e análise dos resultados;
4. Análise crítica do processo;
5. Descrição do trabalho em relatório.

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MATERIAIS E MÉTODOS

Objetivo

Determinar o número de Reynolds nas tubulações e comparar os valores obtidos ao comportamento do


filamento corante observado na tubulação. O número de Reynolds é obtido da seguinte equação:

𝜌𝑉𝐷
𝑅𝑒 = 𝜇 [1] (Número de Reynolds - adimensional)

Onde:

𝜌= 𝑘𝑔 (densidade da água, obtida do manual do engenheiro químico, na temperatura


−−−−−−−−−−− 𝑚3
medida - vide referência).
𝑄 𝑚
𝑉 = [ ]
𝐴 (velocidade de escoamento);
𝑠

𝜇 =−−−−−−−−−− 𝑃𝑎 ⋅ 𝑠 (viscosidade da água, obtida do manual do engenheiro químico, na


temperatura medida - vide referência).

Medindo-se:

𝑇 = 𝑡𝑒𝑟𝑚ô𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 [ 𝑜𝐶] (temperatura da água)

𝐷 = 𝑝𝑎𝑞𝑢í𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜 [𝑚] (diâmetro interno da tubulação)

𝐴 = 𝜋 (𝐷/2)2 [𝑚2] (área da seção transversal do tubo)

𝑣𝑜𝑙𝑢𝑚𝑒 (𝑏𝑒𝑐ℎ𝑒𝑟) 3
𝑄 = 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 (𝑐𝑟𝑜𝑛ô𝑚𝑒𝑡𝑟𝑜) [𝑚 ] (vazão do fluido no tubo)
𝑠

Equipamento

O equipamento disponível para as práticas possui duas tubulações por onde o fluido escoa. Por dentro
de cada tubulação existe um bico injetor que libera corante para visualização do regime de escoamento.
O fluido corante é armazenado em um vasilhame acima do tanque a partir de onde pode ser liberado. A
vazão de fluido pode ser controlada pelas válvulas ao final da tubulação.
Procedimento
1. Meça a temperatura da água para determinar sua viscosidade e densidade;
2. Meça o diâmetro interno da tubulação;
3. Abra a válvula na saída da tubulação;
4. Abra a injeção do corante para criar um filamento no escoamento;
5. Meça a vazão de saída com o auxílio de um becher e cronômetro;
6. Repita o procedimento de 3 a 4 para vazões onde se observa escoamento laminar, de transição
e turbulento respectivamente;
7. Determine o número de Reynolds para comparação;
8. Repita todo o procedimento para a outra tubulação.

RESULTADOS E OBSERVAÇÕES

CONCLUSÃO

REFERÊNCIAS

Green, D. W. & Perry, R. H. : Perry’s Chemical Engineers’ Handbook. Eighth Edition, McGraw-Hill, 2008.