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TRANSMISSÃO DE DADOS

UNIDADE 1

Capítulo 1 - Tipos de comunicação quanto ao meio físico 5 de 6

Ponto 5 - Protocolo RS-232

1.1.5. Protocolo RS-232; Definição


O protocolo RS-232 é um conjunto de especificações eléctricas publicado pela EIA - Electronic Industries Association, e que se destina
a promover a comunicação série entre computadores.

Podemos considerá-lo como um conjunto de definições e regras que descrevem o interface físico e o protocolo de comunicação de
dados em comunicações série de relativamente baixa velocidade, e que são utilizadas normalmente entre computadores e periféricos.
Exemplos concretos da utilização deste protocolo são a comunicação entre PCs, via porta série; a comunicação entre PCs e e alguns
tipos de impressoras ou plotters; a comunicação entre PCs e modems; entre PCs e telemóveis; entre PCs e PDAs.

No entanto estas aplicações mais "domésticas", estão hoje gradualmente a ser substituídas pela ligação USB - Universal Serial Bus,
descrita no manual de Informática de Manutenção. Assim as ligações por porta série mantém-se hoje a um nível "mais industrial",
concretamente em programação de autómatos e PLCs, em programação de centrais telefónicas, máquinas industriais de CNC, etc, etc...

Nos PCs a porta série, está ligada ao UART/USART que converte os dados paralelo recebidos pelo BUS do PC, para série, isto no
processo de emissão. No processo de recepção o UART/USART, recebe os dados série vindos da linha e converte-os para paralelo,
transmitindo-os para o BUS interno do PC.

A ligação ao PC e periféricos é feita através das denominadas portas série, onde se ligam as fichas série DB9 e DB25. Mostra-se
seguida o aspecto de portas série num PC:

Fig. 1b - Porta Série dum


Fig. 1a - Portas Série dum Computador Tower
Computador Portátil

PIN-OUT DAS E FICHAS SÉRIE RS-232

As ligações que utilizam o protocolo RS-232 são ligadas às portas série dos PCs com 9 pinos. A fichas que se ligam a essas portas são
denominadas DB 9 e são mostradas na fig.1

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Fig. 2 - Ficha DB9 e seu pinout para ligar à porta série dos PCs.

Antigamente existiam também fichas de 25 pinos, mostradas na fig.2. Estão hoje a desaparecer, mas ainde se encontram em alguns
equipamentos.

Fig. 3 - Ficha DB25 e seu pinout para ligar à porta série dos PCs.

Havendo estes dois formatos, é necessário por vezes utilizar os adaptadores, tal como a seguir se mostra, na fig. 3:

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Fig. 4 - Adaptadores/Conversores entre Ficha DB25 e Ficha DB9, e suas ligações internas.

Normalmente este tipo de fichas são denominadas "Fichas série", ou fichas "RS-232", no entanto podem ser utilizadas para múltiplos
fins.

O significado de cada um dos pinos das fichas é o seguinte:

Nº pino Nº pino
Nome em ficha em ficha Observações
DB9 DB25
Tx ou TD - Transmit Data 3 2 Pino de Transmissão de dados do PC
Rx ou RD - Receiver Data 2 3 Pino de Recepção de dados para o PC
RTS - Ready to Send 7 4 Flow Control Handshaking (ver nota abaixo)
CTS - Clear to Send 8 5 Flow Control Handshaking (ver nota abaixo)
DSR - Data Set Ready 6 6 PC pronto para iniciar comunicação
SG - Signal Ground 5 7 Terra
CD - Carrier Detect 1 8 Confirmação de ligação a outro modem
DTR - Data Terminal Ready 4 20 Periférico pronto para iniciar comunicação
Indicador de sinal de chamada na linha
RI - Ring Indicator 9 22
telefónica

Tal como se pode observar da tabela acima em utilizações normais, nunca se usam os 25 pinos, por isso mesmo se adoptou as fichas de
9 pinos, que são mais pequenas e portanto ocupam menos espaço físico nos equipamentos, e conseguem resolver práticamente todas as
situações.

No entanto quando o standart RS-232 foi definido, foram definidas as funções para todos os seus pinos, no caso de serem necessários.

A este standart chama-se "FULL RS-232", é definido apenas para fichas de 25 pinos e tem o seguinte pin-out:

Nº pino Sigla Sentido Nome do Pino


1 GND ---- Shield Ground - Terra da blindagem dos cabos
2 TXD —» Transmit Data - Envio de dados
3 RXD «— Receive Data - Recepção de dados

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4 RTS —» Request to Send


5 CTS «— Clear to Send
6 DSR «— Data Set Ready
7 GND ---- System Ground - Terra do sistema
8 CD «— Carrier Detect
9 - - RESERVED
10 - - RESERVED
11 STF —» Select Transmit Channel
12 S.CD «— Secondary Carrier Detect
13 S.CTS «— Secondary Clear to Send
14 S.TXD —» Secondary Transmit Data
15 TCK «— Transmission Signal Element Timing
16 S.RXD «— Secondary Receive Data
17 RCK «— Receiver Signal Element Timing
18 LL —» Local Loop Control
19 S.RTS —» Secondary Request to Send
20 DTR —» Data Terminal Ready
21 RL —» Remote Loop Control
22 RI «— Ring Indicator
23 DSR —» Data Signal Rate Selector
24 XCK —» Transmit Signal Element Timing
25 TI «— Test Indicator

Note: A Direcção indicada é do PC para o MODEM. (DTE para DCE)


Note: Não se deve ligar físicamente a terra da blindagem com a terra do sistema.

DTE e DCE

Duas siglas bastantes vezes utilizadas neste capítulo são DTE e DCE, embora estejam definidas no Glossário, por uma questão de
comodidade, também aqui são apresentadas:

DTE e DCE - Vários protocolos, tais como o RS232, X25, etc..., definem os dois pontos terminais dum processo e sistema de
comunicação, como sendo o DTE - Data Terminal Equipment, ou como DCE - Data Channel Equipment. Normalmente dispositivos
terminais tais como PCs ou periféricos tais como impressoras, scanners são DTEs, e dispositivos de encaminhamento de dados,
tais como modems, switchs, hubs, routers, terminadores de linha telefónica são DCEs.

Por convenção nomes de sinais activos de transmissão de dados são originads por um DTE, por exemplo o sinal "Transmit Data: TxD" é
originado por um DTE. Um DTE liga o TxD a um driver de linha, mas o DCE liga a um sistema terminador de algum tipo de linha
telefónica.

Quando pretendemos que dois dipositivos DTE comuniquem entre si , torna-se necessário ligar o sinal TxD dum ao RxD do outro
cruzando-os. Este tipo de ligação em cabos é conhecida com cabo Null Modem, pois no fundo estamos a enganar cada um dos DTEs,
pois "pensam" que do outro lado da linha está um DCE (ex: modem), este é o tipo de cabo série utilizado por exemplo para ligar dois
PCs pela porta série.

Resumindo e separando as definições, temos:

DTE - Data Terminal Equipment - Este é um dispositivo ligado a uma rede que funciona como fonte de dados, destino de dados ou
ambos. É ligado a uma rede de computadores através dum DCE (por exemplo um Modem), e normalmente usa sinais de clock gerados
pelo DCE. Exemplos de DTEs são: computadores, dispositivos tradutores de protocolo (ex. routers para linha alugada) e distribuidores
de sinal em rede.

DCE - Data Circuit-Terminating Equipment - É constituído por dispositivos e ligações físicas a uma rede de comunicações. Fornece
portanto a ligação física da rede, reecaminha e reenvia tráfego de rede e gera sinais de clock que são usados para sincronizar a
transmissão de dados entre ele próprio e dispositivos DTE. (Ex: Modem, Switch, etc...)

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E ELÉCTRICAS DAS LIGAÇÕES RS-232

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O protocolo RS-232 (normalmente) define velocidades de comunicação entre 0 a 19200 bits por segundo, mas já chegou a haver
implementações a 119200 bit/s e mesmo 1,6 Mbits por segundo (pela empresa Sangoma - www.sangoma.com) que apresenta uma série
de equipamentos para comunicações série.

As tensões fornecidas na saída para indicação dos valores lógicos a transmitir são as seguintes:

Valor lógico Valor máximo de tensão Valor mínimo de tensão


1 -3V - 15 V
0 + 15 V +3V

A impedância de carga típica admissível na linha é de 3 a 7 K ohms.

A característica eléctrica essencial do protocolo RS-232 consiste no facto de os sinais serem definidos como uma tensão medida em
referência ao pino 7, que é a terra.

A tensão dos sinais de saída duma ficha RS-232 variam +15 V e -15 V. Existe uma área proibida entre - 3 V e + 3 V, que é considerada
sempre para absorver tensões de ruído. Existem no entanto variantes a esta norma que consideram outros valores de área proibida.

Este tipo de interface pressupõe a existência de uma terra comum entre os dispositivos DTE e DCE. Assume-se claro que os
dispositivos DTE e DCE são interligados por um cabo curto numa mesma sala. Se os cabos forem muito longos, começa a haver
problemas com flutuações dos valores da tensão de terra. O facto de haver terras flutuantes, pode trazer graves consequências não só à
comunicação, mas também aos equipamentos.

Se tivermos um só sinal numa única linha é impossível ser medido com exactidão o nível de ruído. No entanto se o cabo inteiro fôr
monitorado, é possíivel reduzir a influência do ruído externo, mas o ruído gerado internamente continua a ser muito difícil de monitorar,
controlar e reduzir.

Á medida que a velocidade de transmissão (baud rate) aumenta, e o comprimento da linha de transmissão aumenta, o efeito capacitivo
entre os condutores traduz-se num sério efeito de crosstalk, que pode levar mesmo a que os dados fiquem ilegíveis.

É possível reduzir este efeito, usando cabos com redução do efeito capacitivo. No entanto o problema mantém-se mesmo a altas
frequências. Uma solução é controlar o "slew rate" através de ligeira alterações nas formas de onda (tornando-a mais arredondada que
quadrada), assim consegue-se reduzir o Crosstalk. No entanto o protocolo RS-232 não apresenta restrições quanto ao "slew rate".

Na norma inicial que foi definida o baud rate máximo era de 19200 bits/, mas hoje é comum utilizar-se 56 Kbits/s e até mesmo 119200
bit/s, sem ocorrerem grandes quandtidades de erros de transmissão.

The standards for RS-232 and similar interfaces usually restrict RS-232 to 20kbps or less and line lengths of 15m (50 ft) or less. These
restrictions are mostly throwbacks to the days when 20kbps was considered a very high line speed, and cables were thick, with high
capacitance.

A limitação inicial de cabos de 15 metros de comprimento que foi imposta, aquando da definição da 1ª norma, hoje já foi ultrapassada e
extendida até 25 m, desde que o cabo seja blindado e essa blindagem ligada à massa. Já foram testados cabos de 25 m a uma velocidade
de transmissão de 112 Kbps, sem serem registados problemas, quer em cabo redondo quer "espalmado", com condutores paralelos e não
cableados.

Para maiores distâncias torna-se necessário instalar regeneradores de sinal ao longo da linha. Apresenta-se em baixo um exemplo de
regenerador de sinal com isolamento óptico, de modo a não existirem quaisquer efeitos de carga.

Fig. 5 - Regenerador de sinal RS232 com isolamento óptico

Um dos problemas que pode ocorrer com frequência é crosstalk (tensões induzidas) entre os condutores do cabo de comunicação. Para
evitar esses problemas, há que utilizar o denominado "balanceamento", que na realidade consiste em transmitir tensões diferenciais em
vez de absolutas, como veremos de seguida.

BALANCEAMENTO COMO MEIO DE ELIMINAR INTERFERÊNCIAS

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Estes problemas de tensões induzidas entre cabos e mesmo vindas de outros cabos que estejam próximos do cabo de comunicações, são
muito eficazmente resolvidas através desta técnica.

Outro problema que ocorrer também com alguma frequência, que o "balanceamento" também resolve são as flutuações do nível de
tensão de terra.

Um par de condutores (em vez dum só condutor), é utilizado para transmitir cada sinal. Os dados são codificados como uma tensão
diferencial entre os dois condutores.

Uma tabela de verdade deste tipo de comunicação é a seguinte:

Valor lógico Va-Vb


1 menor que - 0,2 V
0 Maior que + 0,2 V

Uma vez que se trata duma tensão diferencial, a diferença de tensão entre os dois condutores, as flutuações do valor da tensão de terra,
não lhe trarão qualquer inconveniente ou problema.

Além disso ambas as linhas A e B, serão igualmente afectadas, por influências e ruídos electromagnéticos externos. Se as linhas forem
cableadas em conjunto, então nenhuma delas estará mais perto duma fonte de ruído do que a outra. Essa é a grande vantagem dos cabos
cableados , enrolados ou segundo a terminologia inglesa "twisted".

Um exemplo muito eficaz desta técnica de cableamento são os cabos de rede utilizados em redes de topologia Ethernet ou Token Ring.
Podem suportar velocidades de transmissão até 100 Mbs, e funcionam correctamente mesmo com comprimentos de vários kilómetros.

PROCESSO DE TRANSMISSÃO DE DADOS

Os dados são transmitidos e recebidos pelos pinos 2 e 3 respectivamente. A actuação do pino DSR (Data Set Ready) é a indicação a
partrir do periférico DCE (modem) de que está ligado e pronto a enviar comunicação.Da mesma forma, mas em sentido contrário, o
DTR indica que que o dispositivo DTE (PC) está ligado e pronto a funcionar. DCD (Data Carrier detected), indica que a portadora de
dados já está activada e pronta a iniciar a comunicação.

Os pinos 4 e 5, são os sinais de RTS e CTS. Na maior parte das situações estes pinos estão sempre activos durante todo o processo de
comunicação. No entanto se o dispositivo DTE estiver ligado a uma linha duma rede multiponto, o sinal RTS é utilizado para activar e
desactivar a portadora do modem. Numa linha duma rede multiponto é imperativo que apenas uma estação de cada vez aceda ao
modem e transmita; assim quando uma estação (PC) pretende transmitir, coloca a '1' a linha RTS; então em resposta o modem activa a
sua portadora, espera que a mesma estabilize, o que demora alguns ms e depois activa RTS. O dispositivo DTE (PC) inicia a transmissão
quando "vê" o sinal CTS a 1. Quando a estação (PC) deixa de transmitir, deixa cair RTS a zero e o modem deixa então cair o sinal CTS
e a portadora simultâneamente. Este sistema é também amplamente utilizado no protocolo SDLC.

"FLOW CONTROL" - CONTROL DE FLUXO DE DADOS


Explicação dos sinais de Flow Control:

Quando um DTE, por exemplo um PC, pretende bloquear por algum tempo o fluxo de informação que lhe chega, nega RTS (Request to
Send). Negar este sinal, que fisícamente corresponde a colocá-lo a uma tensão de -12 V, e em termos lógicos significa dizer: "Por favor
não me mande mais dados".

Quando o PC está pronto a receber dados de novo volta a colocar o sinal a uma tensão de +12 V , os dados voltam a ser recebidos pelo
PC.

Os sinais de "Flow Control", são sempre enviados em direcção oposta ao fluxo de dados que se pretende receber. Os equipamentos
DCE (modems) funcionam da mesma forma, mas envia o sinal de "STOP send" (parar o envio), mas através da activação do seu pino:
CTS - Clear to Send). A este tipo de controle de fluxo de dados chama-se "RTS/CTS Flow Control a 2 linhas".

TIPOS DE CABOS UTILIZADOS EM COMUNICAÇÃO SÉRIE COM PROTOCOLO RS-232

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O tipo de cabo utilizado é mostrado a seguir, trata-se de cabo blindado multifilar com 8 condutores mais blindagem.

Fig. 6 - Cabo utilizado para comunicações série

Nas tabelas seguintes mostram-se os váriuos pinouts a respeitar para construir os diferentes tipos de cabos:

PINOUT DUM CABO DE LIGAÇÃO SÉRIE DE LIGAÇÃO DB9 - DB9 "NULL MODEM"

Pino da ficha do Pino da ficha do


Sigla Nome Sentido Observações
PC periférico
3 2 TxD Transmit Data PC —» Enviar bytes a partir do PC
2 3 RxD Receive Data PC «— Receber bytes para o PC
7 4 RTS Request To Send PC —» RTS/CTS flow control
8 5 CTS Clear To Send PC «— RTS/CTS flow control
6 6 DSR Data Set Ready PC «— "Estou pronto para comunicar"
Data Terminal
4 20 DTR PC —» "Estou pronto para comunicar"
Ready
Modem correctamente ligado a
1 8 DCD Data Carrier Detect PC «—
outro
9 22 RI Ring Indicator PC «— Indicador de chamada telefónica
5 7 SG Signal Ground --------- Terra

Nota: Por vezes DCD é apenas indicado como CD

O cabo cujo pinout é acima representado liga uma porta série a outra porta série. Os modems externos podem também ser ligados por
porta série ao PC (embora hoje cada vez mais se use a port USB). Para as ligações entre a porta série dum PC e um modem é
normalmente do tipo "straight thru" ou directo, isto é pino 1 duma ficha liga ao pino 1 da outra, pino 2 duma ficha, liga ao pino 2 da
outra, etc.... O modem é classificado como um DCE (Data Communication Equipment) e o computador é classificado como um DTE
(Data Terminal Equipment). Então para estabelecer a comunicação DCE-DTE deve-se usar um cabo directo ou "straight thru". Para
ligar dois computadores pela porta série, ou seja uma ligação DTE-DTE deve-se usar um cabo "null modem" ou também chamado de
"crossover". Apresentamos a seguir o princípio subjacente, para realizar os dois tipos de cabos de comunicação série.

Fig. 7b - Ligação de dados série entre 2


Fig. 7a - Ligação de dados série para DTE - DCE
DTEs

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Apresentam-se de seguida os pinouts dos vários tipos de cabos série em RS-232:

PINOUT DUM CABO DE LIGAÇÃO SÉRIE DE LIGAÇÃO DB9 / DB25 <-> DB9 / DB25 "NULL MODEM"

(DTE-DTE)

Pinos Ficha DB9 Pinos Ficha DB25 Pinos Ficha DB25 Pinos Ficha DB9
Sigla
Computador n. 1 Computador n.2 Computador n.1 Computador n. 1

TxD 3 2 3 2
RxD 2 3 2 3
RTS 7 4 5 8
CTS 8 5 4 7
DSR 6 6 20 4
DTR 4 20 6 6
GROUND 5 7 7 5

PINOUT DUM CABO DE LIGAÇÃO SÉRIE DE LIGAÇÃO DB9 - DB9 "STRAIGHT THRU "

(DCE-DTE)

Pino da ficha do PC Pino da ficha do periférico Sigla Nome Sentido Observações


3 3 TxD Transmit Data PC —» Enviar bytes a partir do PC
2 2 RxD Receive Data PC «— Receber bytes para o PC
7 7 RTS Request To Send PC —» RTS/CTS flow control
8 8 CTS Clear To Send PC «— RTS/CTS flow control
6 6 DSR Data Set Ready PC «— "Estou pronto para comunicar"
Data Terminal
4 4 DTR PC —» "Estou pronto para comunicar"
Ready
Modem correctamente ligado a
1 1 DCD Data Carrier Detect PC «—
outro
9 9 RI Ring Indicator PC «— Indicador de chamada telefónica
5 5 SG Signal Ground --------- Terra

DRIVER PARA LINHA RS232 - TRANSCEPTOR MAX 232 C

Este é um circuito integrado, que tem como função fazer de "driver" para transformar os níveis de tensão TTL (0 a 5 V.) para os níveis
de tensão definidos pelo protocolo RS-232 (-15 V a + 15 V.).

Fig. 8a - Aspecto do IC MAX Fig. 8b - Pinout do IC Fig. 8c - Numeração de


RS232 MAX RS232 pinos do IC MAX RS232

Esquemáticamente a sua função é ilustrada na seguinte figura:

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Fig. 9 - Diagrama de blocos do interface RS-232

Um dos exemplos deste tipo de circuito é a série de C.I.s MAXIM da série MAX220 a 249 da DALLAS Semiconductors.

Mostra-se um dos circuitos o MAX 233

Fig. 10 - Circuito MAXIM 220 / 232 / 232A da Dallas Semiconductors - Pinout e estrutura interna

Nestes circuito de interface observamos do lado esquerdo nos pinos 10 e 11 os pinos de entrada de dados em níveis TTL e CMOS, e as
respectivas saídas em níveis RS-232 estão do lado direito nos pinos 7 e 14.

Na zona inferior do desenho da direita, nos pinos 8 a 13 são recebidos os dados em protocolo RS-232, e são depois transformados em
sinais com níveis TTl e CMOS que o computador "entende".

Como tal concluímos que estes circuitos desempenham efectivamente a função de interfaces e drivers de linha, apadatando os níveis
internos de circuitos de processamento de dados de vários"dispositivos DCE e DTE aos valores presentes numa linha de comunicação
RS-232.

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Como exemplos práticos, ficam disponíveis os Datasheets completos de dois circuitos deste tipo:
MAXIM 220 a 249 da Dallas Semiconductors e MAX232 da Texas Instruments

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